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Teatro, jazz no Figa, Glay Anderson e mais nesta quarta (10)

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Quarta-feira em Natal tem de tudo um pouco: forró, samba, jazz, karaokê, recital, exposição e até aquela oportunidade de mostrar que você canta melhor do que imagina — ou pelo menos melhor do que seus amigos dizem. Mas o grande destaque da noite atende pelo nome de Canudo, personagem vivido pelo ator George Holanda, que sobe ao palco do Teatro Sandoval Wanderley, às 19h, com o espetáculo “Canudo se Apaixona”. A entrada é gratuita, e a promessa é de muitas risadas, confusões e aquele humor tipicamente potiguar que conquista o público logo nos primeiros minutos.

Para quem prefere música, o roteiro está recheado: tem Jazz’in Out no Figa, forró na Casa do Matuto e no Vilarte, samba com Bolinha do Cavaco no Seu Zezin, além de karaokês espalhados pela cidade para quem deseja trocar o banho de quarta pelo brilho dos holofotes. E se a ideia for algo mais tranquilo, a Escola de Música da UFRN recebe recitais gratuitos de flauta transversal e música de câmara.

Já os amantes das artes visuais podem aproveitar as exposições abertas no Centro Histórico e na Pinacoteca. Em resumo: nesta quarta, Natal oferece opções para todos os gostos. Mas se você ainda está em dúvida sobre o que fazer, a dica é simples: siga o coração. E, se ele estiver apaixonado, talvez o melhor encontro da noite seja mesmo com o Canudo. 🎭❤️🎶

TEATRO _______________________

Canudo se Apaixona, no Sandoval Wanderley | 10.06 QUARTA
LOCAL | Teatro Sandoval Wanderley (Av. Presidente Bandeira s/n, Alecrim)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito (via Sympla)
INFORMAÇÕES | @teatrosescsw

MÚSICA ______________________

Jazz´in Out, no Figa | 10.06 QUARTA
LOCAL | Figa bar (Rua Vereador Manoel Coringa de Lemos, 633, Vila de Ponta Negra)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @figa.bar

Karaokê, no Bardallos | 10.06 QUARTA
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Ledo, 678, Cidade Alta)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

Glay Anderson, no Sempre Rock | 10.06 QUARTA
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Manu de Olinda e convidados, no Zé Reeira | 10.06 QUARTA
LOCAL | Bar do Zé Reeira (Rua Professor Zuza, 159, Cidade Alta)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Recitais: Flauta Transversal e Câmara, na EMUFRN | 10.06 QUARTA
LOCAL | Escola de Música da UFRN (Rua Coronel João Medeiros, Lagoa Nova)
HORÁRIO | 18h (Flauta transversal) e 19h30 (Câmara)
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @escolademusicaufrn

Playlist aberta e happy hour, no La Luna | 10.06 QUARTA
LOCAL | La Luna (Rua Alameda das Acácias, Neópolis)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @lalunanatal

Karaokê, no Molotov Drinks | 10.06 QUARTA
LOCAL | Molotov Drinks (Av. Senador Salgado Filho, 1593, Lagoa Seca)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @molotovdrinks_

Forró do Candieiro, na Casa do Matuto | 10.06 QUARTA
LOCAL | Casa do Matuto (Av. Presidente Café Filho, 700, Praia do Meio, Natal)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @casadomatutonatal

Forró pé de serra, no Vilarte | 10.06 QUARTA
LOCAL | Vilarte (Av. Engenheiro Roberto Freire, 4090, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @shoppingvilarte

Elaine Oliveira e forró das antigas, no Donana Pub | 10.06 QUARTA
LOCAL | Donana Pub (Rua José Aguinaldo Barros, 400A, Candelária)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @donanapubnatal

Lívia Souza e Ítalo Brandão, no Só mais uma | 10.06 QUARTA
LOCAL | Só mais uma (Av. Eng. Roberto Freire, 8750, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @somaisumabar

Bolinha do Cavaco, no Seu Zezin Botequim | 10.06 QUARTA
LOCAL | Seu Zezin Botequim (Av. Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

Karaokê, no Eletromusic | 10.06 QUARTA
LOCAL | Eletromusic bar (Av. Prudente de Morais, 5823, Candelária)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @eletromusicpub

Sérgio Rodrigues, no Páprika | 10.06 QUARTA
LOCAL | Páprika (Rua Pedro Fonseca Filho, 9001, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @paprikanatal

EXPOSIÇÕES __________________________

“Futebol, arte e cultura no coração de Natal”, no Bardallos
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico

“Contra a máquina de moer mundos”, na Pinacoteca
LOCAL | Pinacoteca do Estado (Praça Sete de Setembro, s/n, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 8h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @pinacotecapotiguar

CINEMA ____________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shopping
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping

EQUIPAMENTOS PÚBLICOS _______________________

PINACOTECA POTIGUAR
Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”.
LOCAL |Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN
HORÁRIO |de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h
Entrada gratuita.

CIDADE DA CRIANÇA
O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia.
LOCAL |Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
HORÁRIO | aberto das 8h às 18h
ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam)
INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal

FORTE DOS REIS MAGOS
O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada.
LOCAL |Forte dos Reis Magos (Praia do Forte)
HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção
ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança.
INFORMAÇÕES | Aqui

CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória.LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do NorteHORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191E-MAIL | [email protected]

BOSQUE DAS MANGUEIRAS
Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida.
LOCAL |entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova
HORÁRIO |de segunda a sexta das 8h às 14h
CONTATOS | [email protected]e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.

COMPLEXO CULTURAL RAMPA
O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”.
LOCAL |Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal
HORÁRIO |das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras
Entrada gratuita.



Fonte: saibamais.jor.br

Curta-metragem lança novo olhar sobre a Viúva Machado

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Durante décadas, a Viúva Machado ocupou o imaginário popular potiguar por meio de histórias que misturam medo, fantasia e memória. Agora, sua trajetória inspira um curta-metragem que busca revisitar quem foi a mulher por trás das lendas. No próximo dia 11 de junho, o Campus Parnamirim do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) promove o evento “Viúva Machado: memória, literatura e audiovisual”, reunindo pesquisa, literatura e cinema em torno de uma das figuras mais enigmáticas da memória popular do estado.

A programação acontece no Auditório Dominguinhos, em duas sessões, das 10h30 às 12h e das 13h às 14h30, e marca o lançamento do curta-metragem Uma Mulher Inventada, produção da Trampolim Companhia de Teatro construída a partir de anos de investigação sobre a vida e as representações da Viúva Machado. Confira o trailer:

Mais do que contar a trajetória de uma personagem histórica, o filme propõe uma reflexão sobre a forma como determinadas narrativas são construídas e perpetuadas ao longo do tempo, especialmente quando envolvem mulheres que desafiaram os padrões de sua época.

A diretora do curta Rebeka Carozza explica, em entrevista à Agência Saiba Mais, que o interesse pela personagem surgiu em 2019, quando começou a pesquisar histórias relacionadas à Viúva Machado. O contato com o conto O Casarão Amarelo da Viúva Machado, da escritora e pesquisadora Kalina Paiva, ampliou as possibilidades da investigação.

“A leitura do conto despertou ainda mais o interesse pelo tema e deu início a um processo de pesquisa que, inicialmente, tinha como objetivo a criação de um espetáculo teatral”, relata.

O projeto começou nos palcos, mas a pesquisa acabou abrindo novos caminhos. Conforme surgiam documentos, relatos e diferentes interpretações sobre a personagem, a equipe percebeu que a história também poderia ganhar força no audiovisual.

“Foi então que percebemos que essa história também tinha potencial para ser contada por meio do audiovisual, dando origem ao projeto do curta-metragem Uma Mulher Inventada”, afirma.

Ao longo da investigação, os pesquisadores encontraram versões bastante distintas sobre a mulher que viveu em Ceará-Mirim e se tornou uma figura lendária no imaginário potiguar. Durante décadas, histórias populares a retrataram como uma personagem assustadora, associada a narrativas de medo transmitidas entre gerações.

No entanto, outros relatos apresentavam uma imagem completamente diferente:

“Pessoas que conviveram com ela ou que ouviram histórias de familiares próximos descreviam uma mulher generosa, acolhedora, empreendedora e profundamente respeitada por quem a conheceu”, explica a diretora.

A partir desse contraste surgiu uma das questões centrais do filme: compreender como uma mulher reconhecida por sua atuação social e econômica acabou transformada em uma figura cercada por estigmas e fantasias.

Segundo a diretora, o objetivo da obra não foi apenas reconstruir uma biografia, mas questionar os mecanismos que produzem apagamentos históricos e distorções de memória.

“Nosso interesse foi apresentar uma Viúva Machado humana, complexa e atravessada pelas contradições do seu tempo”, destaca.

O curta também representa uma nova experiência artística para a Trampolim Companhia de Teatro. Acostumado à linguagem cênica, o grupo encarou o desafio de traduzir anos de pesquisa para uma narrativa cinematográfica, explorando as fronteiras entre memória, ficção e documento.

Além da exibição do filme, o evento contará com palestra das pesquisadoras Elza Cirne e Kalina Paiva. As duas vêm desenvolvendo trabalhos sobre a personagem e discutirão temas relacionados à memória, literatura e representação feminina.

Para a diretora, a história da Viúva Machado ultrapassa os limites de uma personagem específica e dialoga com questões mais amplas sobre gênero e construção da memória coletiva.

“Muitas vezes conhecemos determinadas figuras históricas apenas pelas versões que chegaram até nós, sem questionar quem contou essas histórias e quais interesses estavam envolvidos na construção dessas narrativas”, observa.

Ela espera que o público saia da sessão refletindo sobre as histórias herdadas e reproduzidas ao longo do tempo. “No fundo, Uma Mulher Inventada fala sobre a Viúva Machado, mas também fala sobre tantas outras mulheres cujas histórias foram contadas por outras vozes. É um convite para revisitar essas narrativas e perguntar quem ganha e quem perde quando uma mulher é transformada em mito.”

O evento é realizado pelo Núcleo de Artes (Nuarte) do Campus Parnamirim, em parceria com a Trampolim Companhia de Teatro, e é aberto à comunidade acadêmica e ao público em geral.

Serviço
Data: 11 de junho
Horários: das 10h30 às 12h e das 13h às 14h30
Local: Auditório Dominguinhos, Campus Parnamirim do IFRN
Programação: palestra com Elza Cirne e Kalina Paiva e lançamento do curta-metragem Uma Mulher Inventada

SAIBA MAIS:
Quem foi a Viúva Machado: lenda natalense tem história desvendada em livro



Fonte: saibamais.jor.br

IFRN inaugura rádio educativa e amplia presença da comunicação pública no RN

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O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) dará um novo passo em sua atuação junto à sociedade potiguar nesta sexta-feira (12), com a inauguração da Rádio IFRN FM 95,3. A emissora educativa entrará oficialmente no ar durante cerimônia marcada para as 14h, no Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França, na Cidade Alta, em Natal.

Resultado de uma parceria entre o IFRN, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e o Ministério da Educação (MEC), a rádio passa a integrar a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), iniciativa que vem sendo ampliada nos últimos anos para fortalecer a comunicação educativa e pública em diferentes regiões do país.

Com alcance estimado em cerca de 80 quilômetros a partir da capital potiguar, a emissora deverá chegar a municípios da Região Metropolitana de Natal e a cidades do interior, como João Câmara e Tangará. Segundo o MEC, a proposta é oferecer uma programação voltada para educação, cultura, cidadania, ciência, tecnologia e temas de interesse público, combinando conteúdos produzidos nacionalmente pela EBC com produções locais desenvolvidas pelo Instituto.

A chegada da rádio representa a entrada do IFRN no sistema de radiodifusão pública, ampliando os canais de comunicação da instituição com a população e criando um espaço permanente para divulgação do conhecimento produzido nos campi, das atividades de ensino, pesquisa e extensão e de pautas ligadas ao desenvolvimento social e cultural do estado.

Segundo a diretora de Comunicação Institucional do IFRN, Clara Bezerra, a emissora nasce com o objetivo de fortalecer a comunicação pública e aproximar ainda mais a instituição da sociedade.

A coordenação da emissora ficará a cargo da professora Edivânia Duarte, que há anos desenvolve projetos ligados à radiodifusão com estudantes do Campus Natal-Centro Histórico. Para ela, a iniciativa representa uma conquista não apenas para a instituição, mas para todo o Rio Grande do Norte:

“A Rádio IFRN 95,3 FM é uma conquista para o Rio Grande do Norte, pois fortalece ainda mais a comunicação pública no estado e no Brasil, abrindo oportunidades para que o público potiguar tenha uma programação radiofônica voltada para educação, cultura e cidadania, tendo acesso tanto aos programas locais quanto à grade de programação nacional da Rede Nacional de Comunicação Pública”, destaca.

Edivânia ressalta ainda que a emissora deverá funcionar como um canal de aproximação entre a comunidade acadêmica e a população.

Para o reitor do IFRN, José Arnóbio, a rádio representa uma nova ferramenta para dar visibilidade às ações desenvolvidas pela instituição em todo o estado.

“Será um espaço educativo, um espaço que dará visibilidade ao que é feito nos campi e na Reitoria do IFRN, mostrando à sociedade a força das pessoas que fazem a nossa instituição em diálogo com a sociedade”, afirma.

A cerimônia de inauguração deverá contar com a presença do secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, além da gerente da Rede Nacional de Comunicação Pública, Luciana Couto. Após a agenda em Natal, o secretário também realizará visita institucional ao Campus Touros do IFRN.

A criação da Rádio IFRN integra um movimento nacional de expansão da comunicação pública e educativa impulsionado pelo Governo Federal por meio da EBC, que vem ampliando a presença de rádios e TVs vinculadas a universidades e institutos federais. A expectativa é que a nova emissora contribua para democratizar o acesso à informação, valorizar a produção cultural local e fortalecer a circulação de conteúdos educativos no Rio Grande do Norte.

SAIBA MAIS:
Estudantes do IFRN criam aplicativo para facilitar doação de leite materno no RN

Fonte: saibamais.jor.br

MLB bloqueia faixa na BR-101 em Natal para cobrar moradias populares

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O Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) realizou um ato na manhã desta terça-feira (9) e fechou uma faixa na marginal da BR-101, na altura do Shopping Via Direta, Zona Sul da capital. A manifestação cobrou a ampliação das unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida – Entidades e pediu que o governo Lula receba o movimento no acampamento que é realizado por organizações sem-teto em Brasília.

O ato durou cerca de duas horas e acabou por volta das 8h, quando os integrantes do MLB se dispersaram. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros e Polícia Militar acompanharam a movimentação no local. 

No centro da reivindicação está a construção de mais moradias populares. O Minha Casa Minha Vida – Entidades concede financiamento subsidiado a famílias organizadas por meio de entidades privadas sem fins lucrativos para produção de unidades habitacionais urbanas, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). No entanto, o número de habitações destinadas está abaixo do número exigido pelos movimentos.

“Só vamos parar quando o Lula receber os movimentos nacionais. O MLB, a Conan, a UNMP, entre outros movimentos nacionais, estão agora em Brasília. São mais de 400 famílias organizadas reivindicando o seu direito de morar. É um desrespeito com a luta histórica dos movimentos sociais que lutam há mais de cinco anos pelo programa Minha Casa Minha Vida, que tem uma trajetória gigantesca, que apresentaram mais de 90 mil propostas de unidades habitacionais para o Lula agora chegar e dizer que vai contratar 30%”, disse Bianca Soares, coordenadora do MLB-RN, no ato desta manhã.

Em nota divulgada em maio, cinco movimentos por moradia e reforma urbana disseram que  caminharam com o Ministério das Cidades e a Caixa na busca de melhorar o programa e agilizar seu andamento, “mesmo enfrentando às dificuldades estruturais e o preconceito de alguns setores que desvalorizam o trabalho dos movimentos populares”. Uma primeira seleção, feita em 2024, contratou cerca de 30 mil unidades habitacionais no país, parte delas já iniciadas suas obras e outras ainda enfrentando dificuldades administrativas.

Em 2025, foi lançado o chamamento público para a segunda seleção de propostas, em que se chegou a 98 mil unidades enquadradas para seleção. “Um recorde histórico que mostra o tamanho da demanda por moradia, mas também a força, a capilaridade e a organização do povo em torno de um programa fundamental. No entanto, apesar de ter havido um aumento da meta inicialmente prevista, o governo promete selecionar apenas 35 mil unidades, cerca de 35% do total enquadrado, frustrando o trabalho e a luta de milhares de famílias”, informaram. 

Recentemente, o governo federal anunciou a ampliação da meta do Minha Casa Minha Vida para 3 milhões de moradias até o final de 2026. “Mantido esse cenário, o MCMV Entidades, que frequentemente é citado pelo Presidente Lula como exemplo de qualidade de produção e de organização das famílias participantes, terá apenas 2,16% das moradias contratadas nesta gestão”, reclamaram os grupos. O documento é assinado pelo MLB, Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM), Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM), União Nacional por Moradia Popular (UNMP) e o Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD).

Fonte: saibamais.jor.br

livro mostra por que a ditadura ainda importa

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Fotografias amareladas pelo tempo, manchetes esquecidas nos arquivos e rostos que a história oficial quase apagou formam um mosaico da memória potiguar. São fragmentos de uma história que não terminou quando os militares deixaram o poder. Ao contrário, continuam reverberando nas disputas pela memória, nas dificuldades de responsabilização pelos crimes da ditadura e nos desafios enfrentados pela democracia brasileira.

É dessa compreensão que nasce Ecos do Autoritarismo no Rio Grande do Norte, obra organizada pelos pesquisadores Maria da Conceição Fraga, João Maria de Sousa Fraga e Juan de Assis Almeida. Reunindo 17 artigos de autores de diferentes áreas do conhecimento, o livro amplia e aprofunda um esforço coletivo que vem ganhando corpo no estado para compreender não apenas o que foi a ditadura civil-militar, mas também as marcas que ela deixou na sociedade brasileira.

O novo volume dá continuidade ao trabalho iniciado em 2024 com o lançamento de 60 Anos do Golpe Civil-Militar no Rio Grande do Norte, organizado por Maria da Conceição Fraga e João Maria de Sousa Fraga no contexto das seis décadas da ruptura democrática de 1964. Se a primeira publicação buscou reunir reflexões sobre o significado histórico do golpe e seus impactos no estado, a nova obra avança sobre temas ainda pouco explorados, incorpora novas pesquisas e amplia o olhar sobre personagens, instituições e processos que atravessaram aquele período.

“Entendemos esse livro como uma continuidade dos estudos e das publicações sobre a ditadura militar no Rio Grande do Norte”, afirma a historiadora Maria da Conceição Fraga, doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), pós-doutora em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e professora aposentada do Departamento de História da instituição.

A diversidade dos autores ajuda a explicar a amplitude do livro. Os artigos foram produzidos por historiadores, cientistas sociais, jornalistas, advogados, promotores de Justiça, professores da educação básica e pesquisadores universitários vinculados a instituições como UFRN, IFRN, UERN e outras organizações acadêmicas e de pesquisa.

O resultado é um panorama que atravessa diferentes dimensões da experiência autoritária no Rio Grande do Norte.

Entre os temas abordados estão a participação dos trabalhadores rurais nos processos de resistência ao regime, a atuação de lideranças populares perseguidas após o golpe, a repressão em espaços educacionais, a influência dos Estados Unidos na articulação da ruptura democrática e as relações entre as elites políticas locais e o novo regime instaurado em 1964.

Uma das contribuições da obra é justamente retirar da invisibilidade personagens e experiências que ficaram à margem das narrativas mais conhecidas sobre a ditadura. Os textos recuperam trajetórias de resistência como as de Vulpiano Cavalcanti, Zoé e Sérgio Dieb, entre outros militantes e lideranças que enfrentaram a repressão em diferentes momentos.

Para Juan Almeida, professor do Departamento de Direito da UFRN, integrante da Comissão da Verdade da universidade e um dos organizadores da obra, um dos principais méritos da publicação é justamente ampliar o conhecimento histórico sobre as formas de repressão adotadas pelo regime militar no estado.

“Esta obra revela novos conhecimentos históricos sobre os padrões repressivos da ditadura militar no Rio Grande do Norte, especialmente nos meios rural e educacional, além de destacar as lutas políticas travadas no interior do estado no período que antecedeu o golpe de 1964”, afirma.

Segundo ele, o livro contribui para expandir a historiografia produzida sobre o período ao recuperar experiências, personagens e conflitos políticos muitas vezes ausentes dos relatos mais tradicionais.

“Soma-se à historiografia já produzida ao evidenciar, igualmente, a biografia de potiguares que se enfileiraram na luta contra a ditadura e em defesa da democracia, como o sabugiense Zoé Lucas de Brito, o mipibuense Silton Pinheiro e o ex-vereador de Natal Sérgio Dieb”, destaca.

O livro também dedica atenção especial ao papel dos trabalhadores rurais, segmento que esteve entre os principais alvos da perseguição política após o golpe. As pesquisas mostram como sindicatos, associações e movimentos populares foram monitorados, desarticulados ou reprimidos em um contexto de intensa mobilização social que antecedeu a instalação da ditadura.

Outra investigação revisita a greve dos ferroviários ocorrida no período que antecede o golpe de 1964. Mais do que um episódio trabalhista, o movimento ajuda a compreender as tensões sociais e políticas que marcaram aqueles anos e que contribuíram para a construção do ambiente que culminaria na ruptura democrática.

O campo da educação também ocupa espaço relevante na obra. Um dos estudos analisa a experiência da então Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte, hoje Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), durante os anos de regime militar, revelando os mecanismos de controle e vigilância presentes em instituições de ensino e formação profissional.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores voltam o olhar para as estruturas de poder que sustentaram o golpe. Um dos artigos examina a influência exercida pelos Estados Unidos no contexto da Guerra Fria e suas conexões com a política brasileira. Outro discute o papel desempenhado pelo governo de Aluízio Alves nos acontecimentos que consolidaram a nova ordem política no estado.

Mas a obra não se limita à reconstrução histórica dos fatos.

Entre as reflexões presentes no livro está uma discussão sobre os processos de anistia no Brasil e seus efeitos sobre a cultura política nacional. Os autores analisam como sucessivas tentativas de ruptura institucional ao longo da história brasileira foram perdoadas sem que houvesse responsabilização efetiva dos envolvidos, contribuindo para a permanência de práticas autoritárias e para a fragilidade dos mecanismos de proteção democrática.

Também ganham espaço análises de fontes documentais produzidas pelos próprios órgãos de repressão. Ao examinar relatórios, registros e documentos oficiais, os pesquisadores buscam compreender não apenas como o Estado monitorava cidadãos e organizações, mas também como construía narrativas destinadas a justificar perseguições, prisões e intervenções políticas.

Ao reunir essas diferentes perspectivas, Ecos do Autoritarismo no Rio Grande do Norte dialoga com uma questão que ultrapassa os limites da historiografia: o direito à memória.

Num país onde a justiça de transição permanece incompleta, onde arquivos militares seguem fechados e onde familiares de vítimas ainda buscam respostas sobre desaparecimentos, mortes e violações de direitos humanos, lembrar continua sendo um ato político.

A disputa não se dá apenas sobre o passado, mas sobre o significado desse passado para as gerações que vieram depois.

A dimensão contemporânea da obra é destacada pelo cientista político Antônio Spinelli, responsável pela apresentação do livro. Para ele, a publicação convida o leitor a compreender o passado não como um território encerrado, mas como ferramenta para a construção do futuro. “Ecos do Autoritarismo no Rio Grande do Norte pensa o passado na perspectiva do futuro. É essa compreensão do passado como um campo de reflexão que recusa tanto a nostalgia quanto o olhar desdenhoso que percebe a dimensão das temporalidades como compartimentos estanques”, afirma.

Spinelli recorre à noção de “tempo tríbio”, formulada por Gilberto Freyre, para defender uma percepção das temporalidades como um tecido único e em permanente transformação. “Essa obra nos oferece uma percepção do passado histórico que nos oferta os recursos cognitivos através dos quais nos investimos como sujeitos da nossa história — para mudá-la, transformá-la na direção de um projeto aberto, que torna a vida coletiva humana um eterno embate por liberdade, igualdade e fraternidade.”

Por isso, mais do que um conjunto de pesquisas acadêmicas, o livro se apresenta como uma ferramenta para compreender o presente. Ao revisitar a repressão, as resistências e os silêncios produzidos pela ditadura, a obra ajuda a iluminar os desafios democráticos contemporâneos e reforça a importância da memória como instrumento de defesa da própria democracia.

Em tempos de revisionismos, negacionismos e recorrentes ameaças às instituições democráticas, olhar para trás talvez seja uma das formas mais necessárias de seguir em frente.

Serviço

O livro Ecos do Autoritarismo no Rio Grande do Norte será lançado no dia 28 de agosto, às 8h30, no auditório da Reitoria da UFRN, em Natal.

A obra está em pré-venda por R$ 120. Após o lançamento, o valor será de R$ 150.

Informações e reservas podem ser obtidas diretamente com a professora Maria da Conceição Fraga pelo telefone (84) 98711-2324.

Fonte: saibamais.jor.br

Pix para além das taxas

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Por Rômulo Sckaff

O debate sobre o Pix precisa sair da superfície. Não se trata apenas de dinheiro, de taxa ou de arrecadação. A questão central é a informação.

O Pix reorganizou a forma como o dinheiro circula no Brasil, mas também reorganizou quem enxerga essa circulação. Antes, boa parte dos dados sobre consumo, pagamento e comportamento econômico passava pelas grandes empresas financeiras, pelas bandeiras de cartão, pelas maquininhas e pelas big techs do dinheiro.

Com o Pix, parte importante dessa informação deixou de circular por esses intermediários privados e passou a ficar concentrada no sistema público de regulação financeira, especialmente no Banco Central.

É por isso que o incômodo é maior do que parece. O problema para alguns setores não é o Pix ser gratuito, rápido ou popular. O problema é que ele reduziu a dependência brasileira de estruturas privadas internacionais que sempre lucraram com cada transação e, ao mesmo tempo, acumulavam dados preciosos sobre o consumo da população.

Quando a oposição tenta transformar o Pix em ameaça, dizendo que ele será taxado ou usado contra o povo, ela esconde outro debate. O Pix não precisa passar pelas bandeiras norte-americanas para funcionar. E é exatamente aí que mora parte da disputa.

Para esses setores, recolocar o Pix dentro da lógica das bandeiras internacionais significaria devolver às grandes empresas financeiras o acesso privilegiado às informações sobre nossas compras, nossos hábitos e nossos caminhos econômicos.

O discurso da taxa é uma cortina de fumaça. Taxar o Pix não está em discussão como querem fazer parecer. E mesmo que um dia houvesse algum tipo de cobrança regulatória, esse dinheiro não iria para a terra do Tio Sam. Ficaria dentro do sistema financeiro brasileiro, sob regulação nacional.

A pergunta verdadeira é outra.

Quem deve controlar as informações sobre a economia cotidiana do povo brasileiro?

O debate sobre o Pix não é apenas sobre pagar ou não pagar taxa. É sobre soberania tecnológica, soberania financeira e soberania sobre os dados de consumo de milhões de brasileiros.
Precisamos pensar para além do discurso fácil. O Pix não incomoda porque tira dinheiro do povo. Ele incomoda porque tirou poder de quem sempre ganhou dinheiro observando, intermediando e controlando os caminhos do nosso consumo.

Fonte: saibamais.jor.br

Pra não dizer que não falei da Copa do Mundo

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Quando foram anunciadas pela Fifa as novidades para a Copa do Mundo de futebol 2026, nos EUA, Canadá e México, eu, que sempre fui fascinado (para não dizer obcecado) pelo torneio, levei um banho de água fria. Aumento de 32 seleções para 48, portanto, de 8 grupos para 12, com a famigerada volta dos melhores terceiros colocados passando para a outra fase (não mais as tradicionais oitavas de final, mas 16avos de final, chamadas de playoffs). Enfim, um horror. Mas eu desconfiava que poderia ser pior.

Os EUA têm experiência em sediar grandes eventos esportivos e receberam a Copa de 1994, aquela em que o Brasil de Romário e Bebeto foi tetracampeã, sem maiores percalços a não ser o sol escaldante. Mas eram outros tempos. O presidente estadunidense à época era Bill Clinton, aquele com cara de galã e fama de mulherengo que quase perdeu o mandato devido a um charuto com Monica Lewinski no Salão Oval da Casa Branca.

Hoje os EUA vivem uma espécie de governo autoritário, com Trump impondo suas leis rigorosas antiimigração e desrespeito aos direitos básicos, além da agressão quase diária a outros países e povos. Imaginamos, ou torcemos, que esse estado de coisas não afetaria a Copa do Mundo, que ficaria a cargo da Fifa. Engano.

Antes mesmo do torneio começar vemos a Ditadura Trump em ação, com autoritarismo e abusos. O fotógrafo oficial da seleção do do Iraque foi impedido de entrar nos EUA após 13 horas de interrogatório e deportado sem explicações de volta para casa. O principal atacante iraquiano foi submetido a 7 horas de interrogatório. A seleção do Irã foi impedida de ficar nos EUA, tendo que entrar em território americano para jogar e sair imediatamente após os jogos para a concentração no México. O melhor árbitro africano, um somali, foi simplesmente impedido de entrar no país e deportado. Torcedores iranianos com ingressos já comprados tiveram seus vistos de entrada negados. Jogadores do Senegal, alguns deles super craques que jogam em times de ponta na Europa, humilhados sendo revistados na pista do aeroporto.

Como o previsto, a Copa nos EUA começa como uma sequência de abusos de acordo com as antipatias e neuras da gestão Trump. E com as vítimas sendo sempre de origem árabe, africana ou pessoas pretas. É um projeto de governo, estendido a um torneio de futebol. Uma vergonha a Fifa se submeter a isso, com seu presidente, Gianni Infantino se curvando a esse vexame sendo sabujo do presidente americano.

Lembrando que no Brasil, em 2014, a Fifa não permitiu que o governo brasileiro em nada se intrometer na realização do torneio. E que em 2018 e 2022, muita gente criticou a escolha das sedes Rússia e Catar, pelos desrespeitos aos direitos humanos. Contudo, em relação às seleções e torcedores, jornalistas e jogadores não houve nenhum incidente ou restrição.

Ninguém torce para um evento do porte de uma Copa do Mundo dar errado, mas as evidências nos levam a crer que teremos um mês de abusos, problemas e desrespeitos.

Havia planejado às vésperas deste torneio escrever um texto lúdico sobre minha relação com o torneio, derna a mitológica Copa de 1982, minha primeira copa, aos 11 anos, quando chorei junto com o Brasil de Sócrates, Zico e Falcão perdendo para a brava Itália de Paolo Rossi que até aquela partida (onde fez os três gols italianos) não havia feito um gol sequer.

Mas os tempos não são de coisas lúdicas. Também não são tempos de aguentar gente dizendo que futebol e política não tem nada a ver e não devem ser misturadas. Trump já colocou essa Copa como pauta política. Será quase impossível não assistir às partidas sem esperar algum acontecimento geopolítico. Como a possibilidade de, nas oitavas de final, termos um confronto entre EUA x Irã, países que estão em conflito bélico.

Ou ainda a suprema ironia da França ganhar a Copa e Trump, como presidente do país sede, ter de entregar a taça para o capitão Kyllian Mbapeé, homem negro filho de imigrantes camaronês e argelina, conhecido por criticar a extrema-direita. Como disse o mestre uruguaio Eduardo Galeano, dentre as coisas desimportantes, o futebol é a mais importante.

Fonte: saibamais.jor.br

Exposições em dia de chuva, forró, MPB, rock e recital nesta terça (9)

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Se a chuva resolveu dar as caras em Natal, não precisa cancelar o passeio nem decretar maratona de sofá. A terça-feira tem boas opções culturais em ambientes cobertos, perfeitas para escapar dos pingos sem abrir mão da diversão. O destaque fica para as exposições gratuitas no Centro Histórico: “Futebol, Arte e Cultura no Coração de Natal”, no Bardallos, celebra a paixão pela bola através do olhar de fotógrafos potiguares, enquanto “No Limiar da Romanceira Coroada”, no IFRN Cidade Alta, convida o público a mergulhar em diferentes expressões artísticas.

Para quem quer transformar o guarda-chuva em companhia de museu, a Pinacoteca Potiguar abre as portas para a mostra “Contra a Máquina de Moer Mundos”, assinada por Janderson Azevedo. A exposição é uma excelente pedida para quem prefere trocar os engarrafamentos da chuva por uma viagem pela arte e pela reflexão.

E, quando o tempo firmar — ou mesmo se não firmar — a programação segue animada com recital na Escola de Música da UFRN, ensaio aberto da Folia de Rua no IFRN Cidade Alta, forró na Casa do Matuto e no Vilarte, além de samba, pagode, música nordestina e rock espalhados pela cidade.

Afinal, em Natal, até São Pedro parece saber que cultura boa não pode ficar de molho.

MÚSICA ____________________________

Manu de Olinda, no Beko´s Bar | 09.06 TERÇA
LOCAL | Beko´s Bar (Rua. Dr. José Ivo, Beco da Lama, Cidade Alta)
HORÁRIO | 17h30
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @bekos_bar

Folia de Rua – ensaio aberto | 09.06 TERÇA
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, Cidade Alta)
HORÁRIO | A partir das 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @foliaderuapotiguar

Paulinho, no Sempre Rock | 09.06 TERÇA
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045 – Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | 19h30
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Guitaura Medieval, no Taverna Pub | 09.06 TERÇA
LOCAL | Taverna Pub (Rua Dr. Manoel A B e Araújo, 500, Ponta Negra)
HORÁRIO | A partir das 20h
ENTRADA | Couvert: R$ 15
INFORMAÇÕES | @tavernapubnatal

Rubens Veloso, música nordestina | 09.06 TERÇA
LOCAL | Páprika (Rua Pedro Fonseca Filho, 9001, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @paprikanatal

Pagode do Samuca, no Seu Zezin Botequim | 09.06 TERÇA
LOCAL | Seu Zezin Botequim (Av. Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

Tornado do samba e Legal DMais, no Só mais uma | 09.06 TERÇA
LOCAL | Só mais uma (Av. Eng. Roberto Freire, 8750, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @somaisumabar

Forró pé-de-serra, na Casa do Matuto | 09.06 TERÇA
LOCAL | Casa do Matuto (Av. Presidente Café Filho, 700, Praia dos Artistas)
HORÁRIO | A partir das 18h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @casadomatutonatal

Forró pé de serra no Vilarte | 09.06 TERÇA
LOCAL | Vilarte (Av. Engenheiro Roberto Freire, 4090, Ponta Negral)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @shoppingvilarte

Recital Thaíssa Trindade | 09.06 TERÇA
LOCAL | Escola de Música da UFRN (Rua Cel João Medeiros, 725, Lagoa Nova)
HORÁRIO | 19h30
ENTRADA | gratuito
INFORMAÇÕES | @escolademusicaufrn

EXPOSIÇÕES ____________________

“Futebol, arte e cultura no coração de Natal”, no Bardallos
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico

“Contra a máquina de moer mundos”, na Pinacoteca
LOCAL | Pinacoteca do Estado (Praça Sete de Setembro, s/n, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 8h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @pinacotecapotiguar

CINEMA ________________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shopping
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping

EQUIPAMENTOS PÚBLICOS _________________

PINACOTECA POTIGUAR
Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”.
LOCAL |Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN
HORÁRIO |de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h
Entrada gratuita.

CIDADE DA CRIANÇA
O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia.
LOCAL |Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
HORÁRIO | aberto das 8h às 18h
ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam)
INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal

FORTE DOS REIS MAGOS
O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada.
LOCAL |Forte dos Reis Magos (Praia do Forte)
HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção
ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança.
INFORMAÇÕES | Aqui

CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória.LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do NorteHORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191E-MAIL | [email protected]

BOSQUE DAS MANGUEIRAS
Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida.
LOCAL |entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova
HORÁRIO |de segunda a sexta das 8h às 14h
CONTATOS | [email protected]e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.

COMPLEXO CULTURAL RAMPA
O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”.
LOCAL |Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal
HORÁRIO |das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras
Entrada gratuita.

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Fonte: saibamais.jor.br

Comitê de Cultura do RN promove encontro sobre justiça climática na Gamboa do Jaguaribe

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A Gamboa do Jaguaribe, às margens do Rio Potengi, recebe no domingo, 14 de junho, uma programação gratuita dedicada à cultura, ao território e à justiça climática. O encontro Ybirá: Cultura, Território e Justiça Climática será promovido pelo Comitê Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte em parceria com a Gamboa do Jaguaribe, reunindo ações de mobilização comunitária, formação socioambiental, economia criativa, cinema e manifestações da cultura popular.

A programação começa às 9h, com plantio coletivo e diálogos socioambientais conduzidos a partir de uma perspectiva indígena. A atividade abre um dia de convivência e reflexão sobre a relação entre cultura, preservação ambiental e participação social, aproximando o debate climático das práticas comunitárias e dos saberes tradicionais.

Para Rodrigo Bico, coordenador do Comitê Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte, o encontro reforça a necessidade de inserir a arte e a cultura nas discussões sobre meio ambiente e justiça climática.

“Acabamos de retornar da Teia Nacional dos Pontos de Cultura pela Justiça Climática, e é fundamental que a cultura e a arte estejam inseridas nesse debate, que ganha cada vez mais força no mundo inteiro e dialoga diretamente com as pautas dos nossos povos originários. Aqui em Natal, contamos com uma oca indígena urbana às margens do Rio Potengi, que desenvolve um trabalho consistente de conscientização e reflexão sobre a importância da justiça climática e da preservação ambiental”, afirma.

Segundo ele, o Comitê tem atuado para fortalecer iniciativas que associam sustentabilidade, cultura, mobilização social e reflexão crítica. “Nosso objetivo é incentivar a participação da população e ampliar o engajamento em ações culturais que contribuam para a construção de uma sociedade mais consciente, sustentável e comprometida com o futuro”, completa Rodrigo Bico.

O Comitê Estadual de Cultura do RN é formado por organizações da sociedade civil e integra o Programa Nacional dos Comitês de Cultura, iniciativa do Ministério da Cultura voltada à ampliação da participação cidadã na construção e no acompanhamento das políticas culturais em todo o País. No Rio Grande do Norte, o Comitê é coordenado pelo Grupo Facetas, Casarão da Poesia e Companhia Cultural Ciranduís.

Depois das atividades da manhã, o evento segue ao meio-dia com feijoada coletiva, banho de lago, momentos de descanso e abertura da feira de economia criativa. A feira será um espaço para comercialização de produtos, divulgação de serviços e circulação de iniciativas ligadas à produção local. A participação dos expositores será gratuita, mediante entrada no grupo de WhatsApp disponibilizado pela organização. Cada expositor deve levar sua própria estrutura, incluindo mesas e cadeiras.

Às 15h, a programação recebe a 32ª edição do Cineoka, com a exibição do documentário Ygarapé, dirigido por Maria de Lourdes e Pixoreh. O filme etnográfico acompanha Dona Maria de Lourdes, mulher indígena do Vale do Rio Ceará Mirim, guardiã de conhecimentos transmitidos por seu pai sobre a construção de canoas monóxilas, embarcações feitas a partir de um único tronco de árvore. Após a sessão, o público participa de uma roda de conversa sobre o filme e os temas abordados.

A partir das 16h, o encontro abre espaço para a cultura popular com apresentação do Mestre João, reconhecido pelo conhecimento sobre o Boi de Reis, o teatro de João Redondo e o Coco de Pau Furado. A atividade valoriza práticas tradicionais transmitidas entre gerações e preserva modos de fazer ligados à oralidade, à música, ao corpo e à memória coletiva. Entre os elementos apresentados estão os instrumentos conhecidos como barricas, colocados ao lado da fogueira para aquecer o couro e garantir a afinação antes do toque.

O encerramento das atividades está previsto para 17h30. Para facilitar o acesso do público, haverá transporte gratuito, com saída às 8h da Praça da Agaé e retorno às 18h. As vagas são limitadas e a participação depende de inscrição prévia por formulário.

Serviço

Evento
Ybirá: Cultura, Território e Justiça Climática

Data
14 de junho

Horário
Das 9h às 17h30

Local
Gamboa do Jaguaribe

Entrada
Gratuita

Programação
Plantio coletivo, diálogos socioambientais, feijoada, feira de economia criativa, Cineoka com exibição do documentário Ygarapé e apresentações de cultura popular com Boi de Reis, João Redondo e Coco de Pau Furado.

Transporte gratuito
Saída às 8h da Praça da Agaé e retorno às 18h. Vagas limitadas mediante inscrição prévia.

Inscrição para transporte

Grupo para expositores

Fonte: saibamais.jor.br

Sob protestos, Natal lança edital para voluntários na educação inclusiva

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Prefeitura de Natal quer voluntários na educação inclusiva sem vínculo empregatício

A Prefeitura de Natal abriu a seleção para preencher até mil vagas para educadores sociais voluntários que vão prestar apoio a estudantes com deficiência e com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede municipal. Os voluntários vão receber até R$ 900 mensais de ressarcimento para gastos com transporte e alimentação, sem vínculo empregatício, previdenciário ou de qualquer outra natureza. 

A iniciativa surgiu como um projeto de lei da Prefeitura enviado em regime de urgência à Câmara e aprovado em maio. O processo seletivo simplificado abre inscrições em 15 de junho e segue até 19 de junho. 

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) e as famílias de estudantes com deficiência vêem na contratação de voluntários uma forma de desvalorizar o trabalho dos estagiários contratados pela prefeitura, com efeito na qualidade da formação dos alunos.

Os voluntários terão carga horária de 20 horas semanais para prestar apoio a ações de vida diária, tais como higiene, alimentação e locomoção, além de auxílio no desenvolvimento das atividades escolares. O edital deixa claro que, por se tratar de termo de adesão para atendimento de programa voluntário com prazo determinado pelas necessidades do ano letivo, o eventual vínculo em nenhuma hipótese gera estabilidade contratual ou vínculo empregatício direto com os órgãos da administração pública federal ou municipal.

Atualmente, a rede municipal de ensino de Natal contabiliza aproximadamente 4.200 matrículas de estudantes da educação especial, sendo cerca de 3.000 com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo mensagem enviada pelo prefeito Paulinho Freire (União), a rede tem enfrentado dificuldades para suprir essa demanda de apoio, especialmente por meio da contratação de estagiários. 

De acordo com os dados do Departamento de Recursos Humanos (DRH), atualmente há 520 estagiários nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e 987 estagiários nas escolas de Ensino Fundamental, acompanhando estudantes da educação especial. Somam-se a esse quantitativo 200 Profissionais de Apoio Escolar (PAE), contratados de forma terceirizada, com carga horária de 40 horas semanais. Ainda segundo o DRH, há necessidade mínima de 1.000 adultos para suprir adequadamente a demanda existente.

“Improviso e precarização”, acusa comissão

Após a aprovação na Câmara, houve reação. A Comissão de Estagiários da Educação emitiu nota de repúdio em que afirma que a Prefeitura busca tratar a educação inclusiva com “improviso e precarização”. 

“O próprio projeto admite que há dificuldades na contratação de estagiários e profissionais para atender estudantes com deficiência e TEA. Mas, ao invés de valorizar os estagiários que estão em processo de formação acadêmica e os profissionais da educação, o município tenta substituir essa necessidade por mão de obra ‘voluntária’”, critica.

Para ser um educador social voluntário, os requisitos mínimos são possuir ensino médio completo, fazer uma formação continuada de pelo menos 180 horas e ter disponibilidade.

“Isso representa um grave retrocesso para a educação inclusiva e um desrespeito com quem dedica anos à formação acadêmica para exercer essa função com responsabilidade, preparo e a necessidade por mão de obra ‘voluntária’”, destaca o grupo de estagiários.

“Enquanto estagiários enfrentam baixos valores de bolsa, falta de valorização e sobrecarga, a Prefeitura apresenta um projeto que institucionaliza a precarização dentro das escolas municipais. Isso enfraquece a luta pela valorização da educação, dos profissionais e dos próprios estudantes da educação especial”, prossegue.

Famílias e professores cobram concurso público

Em maio, uma audiência pública na Câmara reuniu famílias de crianças com deficiência, professores, estagiários e representantes da educação municipal para cobrar da Prefeitura a criação de concurso público e de cargos específicos para a Educação Especial na rede municipal.

Leda Ferreira, mãe atípica do bairro do Bom Pastor, clamou ao prefeito para que instituísse um concurso público. 

“Nós não temos garantia de futuro do nosso filho, porque nós não temos nem a opção de morrer. Nós não temos, porque quem é que vai ficar com o nosso filho?”, disse, antes de seguir o desabafo: 

“Eu já tive várias reuniões com o Paulinho e pedi a ele, até pelo amor de Deus, e vou pedir mais uma vez, pelo amor de Deus, crie o concurso e crie o cargo do professor de educação especial, que isso vai dar uma qualidade de vida ao nosso filho. Por favor, estamos falando de filho com deficiência que hoje não está indo para a escola por falta de um estagiário”, prosseguiu a mãe.

Demanda é de 4 mil estudantes com deficiência em Natal, afirma Sinte-RN

O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), Bruno Vital, informou que mais de 4 mil estudantes com deficiência precisam de atendimento especializado. 

“É crucial ter profissionais formados e especializados para atender às necessidades dos estudantes. Porém, o que vemos é a desvalorização do magistério municipal, com perdas salariais significativas e salários baixos para novos professores, dificultando a atração e retenção de profissionais”.

Pelo Conselho Municipal de Educação, a professora Fátima Cardoso disse que a Prefeitura precisa aplicar o piso salarial da categoria. 

“O piso é a principal referência para a atualização do nosso salário, mas algumas vezes a gestão não praticou os devidos percentuais, o que gerou um passivo que já chega a 62% de perdas. Diante disso, estamos propondo medidas para reduzir esse déficit salarial. Vamos levar essa pauta e outros encaminhamentos ao Executivo para lutarmos pelos direitos dos servidores da Educação”, defendeu.

Fonte: saibamais.jor.br