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Comissão da Câmara de Natal rejeita barrar golpistas em cargos públicos

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Um projeto de lei apresentado em Natal quer impedir a nomeação de golpistas no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta municipal. O texto, no entanto, enfrenta resistência de parte da Casa, que na Comissão de Finanças nesta quarta-feira (17) aprovou o parecer do vereador bolsonarista Subtenente Eliabe (PL) pela rejeição do projeto.

O projeto de lei 821/2025 foi apresentado em outubro do ano passado pela vereadora Samanda Alves (PT). A matéria determina que a proibição de nomeação vale para todos os cargos efetivos e em comissão de livre nomeação e exoneração, de pessoas que tenham sido condenadas pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado. 

A parlamentar diz que, ao impedir que pessoas condenadas por esses crimes assumam cargos na administração pública, o projeto visa preservar a confiança da população nas instituições e promover a moralidade administrativa, em consonância com o artigo 37 da Constituição Federal, que estabelece a moralidade como um dos princípios basilares da gestão pública.

“Ademais, o projeto está alinhado aos anseios da sociedade por maior rigor ético na Administração Pública. A população espera que os ocupantes de cargos públicos possuam conduta ilibada e compromisso com os valores democráticos. Essa iniciativa reforça a necessidade de que os servidores públicos sejam exemplos de respeito à legalidade e aos princípios constitucionais”, reforça a vereadora petista na justificativa.

A proposta chegou a obter vitória na Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final em março, relatada pelo líder do governo na Casa, vereador Aldo Clemente (PSDB). O parlamentar indicou não haver vícios de ordem material nem problemas relacionados à técnica legislativa.

“É plenamente razoável, sob a ótica da proporcionalidade, que o ordenamento municipal estabeleça como incompatível com o exercício de cargo público a situação daquele que foi condenado, em caráter definitivo, por atentar contra as próprias bases do regime constitucional que legitima a Administração”, justificou, em seu parecer.

Em seguida, o projeto de lei passou para a Comissão de Finanças, Orçamento, Controle e Fiscalização, desta vez relatado pelo vereador Subtenente Eliabe (PL), e foi votado nesta quarta-feira (17). A reunião contou com a presença de quatro parlamentares: Pedro Henrique (PP), Daniel Rendall (Republicanos), Irapoã Nóbrega (Republicanos) e Subtenente Eliabe.

Eliabe é um dos vereadores do PL na Câmara e defensor da anistia para os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2024. É também apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa, sob as acusações de liderar organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

O vereador reconheceu que o projeto impõe restrição ao acesso a cargos públicos com base em condenação criminal, ainda que condicionada ao trânsito em julgado. Contudo, justificou que, para ele, a medida é desproporcional, ao estabelecer impedimento automático e genérico ao exercício de cargos públicos, sem considerar as peculiaridades do caso concreto. 

“A Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso LVII, assegura o princípio da presunção de inocência, sendo certo que eventuais restrições decorrentes de condenações devem observar limites constitucionais e legais previamente estabelecidos em âmbito nacional”, argumentou.

Para o parlamentar do PL, a matéria:

• Viola os princípios da presunção de inocência, proporcionalidade e razoabilidade; 

• Invade competência privativa da União para legislar sobre direito penal; 

• Afronta o princípio da individualização da pena. 

Ao ser colocado em votação, a maioria dos vereadores presentes na comissão acompanharam o relator pela rejeição. Apenas Pedro Henrique votou contrário ao parecer.

Agora, o texto segue para a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, da Cidadania, Trabalho e das Minorias e aguarda indicação de relator.

Fonte: saibamais.jor.br

Não existe festa Julina

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Por Rômulo Sckaff

Estamos no mês dos festejos juninos. No ano passado, escrevemos sobre essa que talvez seja uma das datas de maior sincretismo religioso da nossa cultura: uma Deusa, um Santo Festeiro e uma Tradição Ancestral.

Mas há algo curioso que sempre aparece quando a festa atravessa o mês de junho. Logo alguém diz: “agora é festa julina”.

E aí nasce um problema.

Quando chamamos de “festa julina”, apagamos aquilo que dá origem simbólica a essa celebração. A festa não muda de nome porque mudou o calendário. Mesmo que aconteça em julho, agosto, setembro ou em qualquer outra data, ela continua sendo festa junina, porque sua raiz está ligada a Juno, uma das mais importantes deusas da mitologia romana.

Juno era símbolo do matrimônio, da família e da proteção das mulheres. Guardiã de Roma, figura imponente, coroada e real, tinha o pavão como sua ave sagrada. Ao lado de Júpiter e Minerva, integrava a Tríade Capitolina, formada por divindades consideradas pilares da sociedade romana.

Com o tempo, essa tradição ancestral atravessou culturas, religiões e territórios. No Brasil, encontrou os santos populares, o milho, a fogueira, a quadrilha, o forró, o terreiro, a roça e o povo. Virou uma das expressões mais bonitas do nosso sincretismo.

Por isso, não importa o mês em que ela aconteça.

Pode passar de junho.
Pode entrar por julho.
Pode ser celebrada depois.

Mas será sempre festa junina.

Que venha, então, a comemoração da festa de Juno, da tradição popular, dos santos festeiros e da ancestralidade indígena que resiste em cada bandeirinha, cada fogueira e cada dança.

Fonte: saibamais.jor.br

Rendeiras da Vila de Ponta Negra viram patrimônio imaterial de Natal

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As rendeiras de bilros da Vila de Ponta Negra foram reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Natal. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (17), reconhecendo a importância histórica, cultural e social das artesãs. No entanto, homenagens a sete rendeiras foram vetadas pelo prefeito Paulinho Freire (União).

A lei nº 8.139 é de autoria da deputada estadual Divaneide Basílio (PT), à época em que foi vereadora da capital. A legislação destaca o trabalho das mulheres que preservam a tradicional técnica da renda de bilro, produzida com o uso de instrumentos de madeira que entrelaçam linhas sobre uma almofada apoiada em uma base também confeccionada em madeira. 

Além do reconhecimento das rendeiras, a lei estabelece que o Memorial das Rendeiras, localizado na Rua Vereador Manoel Coringa de Lemos, na Vila de Ponta Negra, seja reconhecido como espaço cultural voltado à preservação da memória e da história da atividade artesanal desenvolvida na comunidade.

O texto também prevê a possibilidade de inclusão do Memorial das Rendeiras no roteiro turístico oficial de Natal, fortalecendo a valorização da cultura popular e ampliando a divulgação dessa tradição que integra a identidade potiguar.

Para a deputada Divaneide Basílio, a medida representa um avanço na proteção do patrimônio cultural e no reconhecimento das mulheres que mantêm viva uma das mais tradicionais expressões artesanais do Rio Grande do Norte.

“As rendeiras de bilro da Vila de Ponta Negra carregam em suas mãos a história, a memória e a identidade do nosso povo. Esse reconhecimento é uma conquista construída por gerações de mulheres que mantiveram viva essa tradição, transformando arte, cultura e resistência em patrimônio do Rio Grande do Norte”, disse a parlamentar.

Com a publicação da lei, a Prefeitura deverá realizar os registros necessários junto aos órgãos competentes para formalizar o reconhecimento do patrimônio cultural imaterial.

Veto

Antes da sanção, o prefeito de Natal vetou o artigo 3º do projeto de lei, que reconhece como grandes mestras rendeiras da Vila de Ponta Negra as seguintes rendeiras:

• Maria de Lourdes de Lima, conhecida como “Vó Maria”;

• Maria Helena C. dos Prazeres;

• Maria Segundo do Nascimento Lima;

• Josefa Henrique de Lima;

• Elodéa Martins;

• Fátima Regina V. Cristino;

• Sonia Maria da Silva. 

De acordo com Paulinho Freire, o veto parcial decorre por possível violação aos princípios da impessoalidade, isonomia, razoabilidade e moralidade administrativa. 

O texto justifica que, embora seja legítima a valorização das rendeiras tradicionais e o reconhecimento da relevância cultural de suas atividades, a nominação individual de pessoas como Grandes Mestras em texto legal demanda cautela, especialmente quando desacompanhada de critérios objetivos,procedimento técnico prévio, justificativa individualizada ou manifestação do órgão cultural competente. 

“A outorga legislativa de título honorífico ou reconhecimento público individualizado, sem parâmetros normativos claros, pode gerar questionamentos sob a ótica dos princípios da impessoalidade, isonomia, razoabilidade e moralidade administrativa, previstos no art. 37, caput, da Constituição Federal”, argumenta o prefeito.

Fonte: saibamais.jor.br

Prefeitura de São Gonçalo leva diversos serviços gratuitos à população de Jardim Lola neste sábado (20)

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Prefeitura de São Gonçalo do Amarante realiza neste sábado (20), a partir das 8h, mais uma edição da “Prefeitura Itinerante”, levando dezenas de serviços gratuitos e ações de cidadania para a população do bairro Jardim Lola. A programação acontecerá no CMEI Aída dos Santos Conceição e reunirá diversas secretarias municipais, oferecendo atendimentos nas áreas de saúde, assistência social, desenvolvimento econômico, previdência, agricultura e cidadania.

Na área da saúde, a população terá acesso a consultas com clínico geral, pediatra, ginecologista e nutricionista, além de pequenas cirurgias, exames de ultrassonografia (exceto abdominal), auriculoterapia, atendimento odontológico, aplicação de flúor, escovação supervisionada e distribuição de kits de higiene bucal.

Também serão ofertados vacinação, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, dispensação de medicamentos, testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais, orientações sobre a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), além de ações da Vigilância em Saúde, como vacinação antirrábica, avaliação clínica para leishmaniose, distribuição de hipoclorito e mutirão dos agentes de endemias.

Por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (SEMTASC), a população contará com atualização e novos cadastros no Cadastro Único, atendimento jurídico gratuito, agendamento para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), corte de cabelo e orientações sobre campanhas de proteção à criança e ao adolescente, enfrentamento à violência contra a mulher e demais programas da assistência social.

O Instituto de Previdência dos Servidores (IPREV) também participará da ação, oferecendo atendimento aos servidores municipais com esclarecimentos sobre aposentadoria e demais serviços previdenciários.

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDET) levará a Sala do Empreendedor, com orientações para abertura e regularização de empresas, atendimento ao Microempreendedor Individual (MEI), emissão de boletos, consultorias e apoio aos empreendedores locais.

A população também poderá cadastrar currículos, obter encaminhamento para vagas de emprego e informações sobre cursos de qualificação por meio do CIESGA – Central Integrada de Emprego de São Gonçalo, além de conhecer programas de incentivo ao empreendedorismo. A SETIC será responsável pela disponibilização da internet para garantir o funcionamento de todos os serviços.

Já a Secretaria Municipal de Agropecuária e Desenvolvimento Agrário (SEMADA) realizará a distribuição de mudas frutíferas, espigas de milho e sucos produzidos pela agricultura familiar, valorizando a produção rural do município. A Prefeitura Itinerante integra as ações da gestão municipal para aproximar os serviços públicos da população, ampliando o acesso aos atendimentos e fortalecendo a cidadania em todas as regiões de São Gonçalo do Amarante.

Ponte de Igapó pode ganhar nome de comunista morto na ditadura

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A Ponte de Igapó, em Natal, pode trocar de nome para homenagear o comunista Luiz Ignácio Maranhão Filho, desaparecido pela ditadura militar, ao invés de Costa e Silva, segundo presidente do regime.

Um projeto de lei para essa alteração foi apresentado em 1º de junho pela deputada federal Natália Bonavides (PT) e aguarda despacho do presidente da Câmara dos Deputados. Caso a mudança seja concretizada, a União fica obrigada a utilizar o novo nome em sinais, placas de trânsito, em documentos oficiais e na internet. 

A Ponte Presidente Costa e Silva fica localizada na BR-101, sobre o Rio Potengi, mas é popularmente conhecida pelo bairro em que está localizada, no Igapó, Zona Norte da capital. O endereço é um dos 80 espaços públicos citados pelo Ministério Público Federal (MPF) que homenageiam os generais-presidentes da ditadura militar. No ano passado, o MPF recomendou a retirada desses títulos. 

Saiba Mais: MPF recomenda retirada de homenagens à ditadura em 80 espaços públicos no RN

O atual patrono do complexo viário, marechal Artur da Costa e Silva, foi o segundo presidente da ditadura militar brasileira e governou o país entre 1967 e 1969. Foi o responsável pela edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5), marco do período mais repressivo do regime, caracterizado pela supressão de direitos fundamentais, fechamento do Congresso Nacional, censura à imprensa, perseguições políticas, prisões arbitrárias, torturas e desaparecimentos forçados. 

Atualmente, Ponte de Igapó homenageia Costa e Silva, segundo presidente da ditadura militar – Foto: DNIT

Já Luiz Ignácio Maranhão Filho nasceu em Natal, em 25 de janeiro de 1921, tendo trabalhado como advogado, jornalista, professor, parlamentar e dirigente político. Professor do Atheneu Norte-rio-grandense, da Fundação José Augusto e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, dedicou sua vida à defesa da democracia, da justiça social e dos direitos do povo brasileiro. 

Militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) desde 1945, Luiz Maranhão foi eleito Deputado Estadual do Rio Grande do Norte em 1958, exercendo mandato marcado pelo compromisso com as causas populares e democráticas. Com a instauração da ditadura militar em 1964, teve seus direitos políticos cassados pelo primeiro Ato Institucional, foi preso, submetido à tortura e encarcerado em Fernando de Noronha. Posteriormente, passou a viver na clandestinidade, permanecendo ativo na resistência democrática contra o regime autoritário.

Em 3 de abril de 1974, foi preso por agentes da repressão política em São Paulo e jamais voltou a ser visto. Seu desaparecimento forçado foi posteriormente reconhecido pelo Estado brasileiro. Investigações realizadas pela Comissão Nacional da Verdade, pela Comissão Estadual da Verdade “Rubens Paiva” e por diversos órgãos de memória e direitos humanos concluíram que Luiz Ignácio Maranhão Filho foi vítima de prisão ilegal, tortura, execução e ocultação de cadáver praticadas por agentes estatais durante a ditadura militar.

“A presente homenagem reveste-se de profundo significado histórico e democrático. Luiz Maranhão representa a memória daqueles que resistiram ao autoritarismo, defenderam as liberdades públicas e sofreram graves violações de direitos humanos em razão de seu compromisso com a democracia. Sua trajetória constitui patrimônio político não apenas do Rio Grande do Norte, mas de todo o Brasil”, diz a deputada federal Natália Bonavides na justificativa da proposta.

De acordo com a parlamentar, a substituição da referência a Costa e Silva pelo nome de Luiz Ignácio Maranhão Filho constitui medida alinhada aos princípios da justiça de transição e às recomendações formuladas por organismos nacionais e internacionais voltados à promoção da memória, da verdade e da reparação histórica. 

“Trata-se de reconhecer oficialmente aqueles que resistiram ao autoritarismo e contribuíram para a reconstrução democrática do país, ao mesmo tempo em que se rejeita a naturalização de homenagens a responsáveis por períodos de antidemocráticos, de exceção, repressão e tortura.”

Certidão de óbito retificada

Na última segunda-feira (15), a família de Luiz Ignácio Maranhão Filho foi uma das que receberam a certidão de óbito do comunista retificada. Uma solenidade realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), reconheceu oficialmente a ação violenta do Estado. A entrega ocorreu durante a VII Solenidade de Entrega de Certidões de Óbito Retificadas das Vítimas da Ditadura Militar, realizada no auditório da UFRN.

As certidões de óbito corrigidas foram concedidas às famílias de Anatália Alves, Edson Quaresma, Hiram de Lima, Luiz Gonzaga dos Santos, Luiz Ignácio Maranhão e Zoé Lucas. Ainda foram homenageados durante a cerimônia, Emmanuel Bezerra, José Silton Pinheiro, Sebastião Gomes e Virgílio Gomes.

Segundo a família de Luiz Ignácio, “a dor de um familiar de um desaparecido político é de uma morte sem fim”. Para eles, a entrega da certidão representou, de certa forma, uma reparação pelo que foi feito pelo Estado brasileiro.

Saiba Mais: “O outro dia chegará”: certidões corrigem a mentira oficial sobre 12 potiguares mortos pela ditadura

Fonte: saibamais.jor.br

Motorista atinge grupo de ciclistas em treino na Rota do Sol

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Um acidente envolvendo um grupo de ciclistas durante um treino na Rota do Sol, em Natal, reacendeu o debate sobre a segurança de atletas nas rodovias e a convivência entre veículos motorizados e bicicletas. Na manhã desta quinta-feira (18), uma caminhonete Hilux atingiu um pelotão que trafegava no sentido Pirangi-Ponta Negra, provocando a queda de vários ciclistas.

Segundo a Federação de Ciclismo do Rio Grande do Norte (FNC), os atletas participavam de um treino programado, acompanhado por um batedor, quando o veículo atingiu o ciclista que seguia à frente do grupo. Apesar dos danos materiais e das escoriações registradas, não houve feridos graves.

Para o professor do Instituto de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e ciclista, Fábio Fonseca Figueiredo, o episódio expõe problemas estruturais relacionados ao compartilhamento do espaço viário e ao respeito às normas de trânsito:

“O episódio ocorrido hoje, num plano mais geral, revela uma falsa ideia de impunidade. Este senhor, inominável, irresponsável, parte para cima de ciclistas por quê? Porque ele vê uma rua, no caso a Rota do Sol, e imagina que a Rota do Sol é só dele. E, nessa eterna competição por espaço, ele vai sempre levar vantagem em relação a um ciclista”, afirmou em entrevista à Agência Saiba Mais.

O especialista destacou que os ciclistas estavam utilizando a via de forma compatível com a legislação de trânsito. Segundo ele, grupos que treinam em bicicletas do tipo speed frequentemente alcançam velocidades elevadas, tornando inadequada a utilização de ciclovias em determinadas situações.

“Pelo Código de Trânsito Brasileiro, ciclistas que estão a mais de 20 quilômetros por hora devem, inclusive, sair da ciclovia e trafegar na via de rolamento normal dos carros. Era o que esses ciclistas do pelotão estavam fazendo”, explicou.

Figueiredo também defendeu uma atuação rigorosa das autoridades responsáveis pela apuração do caso. “Espero que o Governo do Estado, na competência da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, haja com todo o rigor para que essa falsa ideia de impunidade não se torne um exemplo para que outros motoristas inconsequentes e irresponsáveis tenham a mesma atitude”, disse.

O professor explicou ainda que quedas coletivas são comuns quando ocorre qualquer incidente em pelotões de ciclismo de velocidade. Isso acontece porque os atletas pedalam muito próximos uns dos outros como estratégia para reduzir o impacto do vento e melhorar o desempenho durante os treinos.

“Um ciclista numa speed, numa Rota do Sol, pode circular a 50, 55, 60 quilômetros por hora. Como são atletas profissionais ou semiprofissionais, eles estão geralmente muito próximos. Então, é natural que, quando haja um impacto qualquer, uma queda motivada por atropelamento, por um buraco ou até pela perda de controle da bicicleta, aconteçam quedas coletivas”, explicou.

Segundo ele, a formação em pelotão é uma prática tradicional do ciclismo esportivo e reproduz a dinâmica observada em grandes competições internacionais. “Eles estão próximos porque isso diminui a resistência do vento. É algo comum nesse tipo de treinamento. A desvantagem é que, quando acontece algum sinistro, vários ciclistas podem cair juntos”, acrescentou.

Outro aspecto destacado pelo pesquisador foi a organização do grupo envolvido no acidente. De acordo com ele, a presença de um veículo de apoio demonstra que se tratava de uma atividade planejada e estruturada.

“Esse grupo era mais organizado porque tinha até um carro de apoio. Caso haja algum problema com a bicicleta, um acidente ou qualquer outra necessidade, existe uma estrutura mínima para prestar assistência aos participantes”, afirmou.

O caso segue sob apuração das autoridades. A Federação de Ciclismo do Rio Grande do Norte informou que acompanha a situação e cobra providências para garantir maior segurança aos atletas que utilizam as rodovias estaduais para treinamento.

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Fonte: saibamais.jor.br

Há 91 anos, três operários colocavam no ar a primeira rádio de Natal

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Quando a noite caiu sobre Natal em 18 de junho de 1935, a cidade ainda era pequena. Com pouco mais de 40 mil habitantes, ruas tranquilas e poucos aparelhos receptores espalhados pelas casas, a capital potiguar começava a ouvir uma novidade tecnológica que transformava a comunicação em várias partes do mundo. A partir de uma residência na Cidade Alta, três trabalhadores colocaram no ar uma transmissão radiofônica que, hoje se sabe, marcou o verdadeiro nascimento do rádio no Rio Grande do Norte.

A data, que completa 91 anos nesta quinta-feira (18), foi identificada por uma pesquisa dos professores e pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ciro Pedroza e Valquíria Kneipp. O estudo encontrou registros no jornal católico A Ordem que comprovam o funcionamento da Rádio Sociedade do Rio Grande do Norte, emissora que entrou no ar seis anos antes da criação da Rádio Educadora de Natal (REN), tradicionalmente apontada como pioneira da radiodifusão potiguar.

A descoberta ganha relevância não apenas por corrigir uma data histórica, mas por reposicionar personagens que ficaram à margem da narrativa oficial. Em vez de empresários, políticos ou instituições, os responsáveis pela primeira transmissão radiofônica registrada no estado foram trabalhadores ligados aos serviços públicos e às atividades portuárias da capital. O eletricista dos Correios e Telégrafos Durval Gomes Barbosa, o mecânico da Companhia de Melhoramentos do Porto Romão Lordão Lacerda e o guarda da Alfândega e seresteiro Pedro Machado reuniram conhecimentos técnicos, equipamentos e entusiasmo para criar uma emissora que funcionaria, ainda que brevemente, como a primeira experiência radiofônica potiguar.

Foto: ceida

O estúdio da Rádio Sociedade estava longe da estrutura que mais tarde caracterizaria as emissoras comerciais. Funcionava na casa de Pedro Machado, localizada na rua Presidente Passos, número 546, na Cidade Alta. Era ali que músicos e seresteiros da cidade se reuniam para cantar canções populares, executar serenatas e enviar cumprimentos aos ouvintes. Em uma época em que o rádio ainda despertava curiosidade e fascínio, a programação misturava música, mensagens e a simples celebração da possibilidade de falar para uma audiência invisível espalhada pelos diferentes bairros de Natal.

A pesquisa que levou à redescoberta dessa história teve origem em uma pista deixada décadas antes pelo pesquisador Gumercindo Saraiva. Em 1983, ele publicou um artigo na revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras contestando a versão consolidada de que a Rádio Educadora de Natal teria sido a primeira emissora do estado. Embora apontasse a existência de uma experiência anterior em 1935, o estudo não conseguia determinar exatamente quando as transmissões haviam começado. Foi somente com a análise sistemática dos exemplares do jornal A Ordem que os pesquisadores encontraram as referências necessárias para estabelecer a data precisa do início das operações da Rádio Sociedade.

Segundo Ciro Pedroza, a documentação encontrada permite revisar oficialmente o marco inicial da radiodifusão potiguar. “O que nós pretendemos é que a data de nascimento do rádio natalense seja atualizada, a exemplo do que vem acontecendo em vários lugares do país. Em vez de novembro de 1941, a nova certidão de nascimento do rádio potiguar deve ser conferida ao dia 18 de junho de 1935”, afirma o pesquisador em entrevista à Agência Saiba Mais.

A trajetória da Rádio Sociedade, no entanto, foi curta. A emissora operou por apenas quatro meses. Sem conseguir obter autorização junto ao Ministério da Viação, órgão federal responsável pelas concessões radiofônicas na época, acabou encerrando suas atividades em setembro de 1935. O fechamento não impediu, porém, que a experiência deixasse marcas profundas. Muitos dos nomes que participariam da fundação da Rádio Educadora de Natal, criada em novembro de 1941, já haviam colaborado com a iniciativa pioneira, entre eles os comerciantes Carlos Farache e Carlos Lama. A própria REN pode ser vista, sob essa perspectiva, como uma continuação institucional de uma experiência iniciada anos antes por um grupo de entusiastas.

Para os pesquisadores, o reconhecimento da Rádio Sociedade também dialoga com um movimento mais amplo de revisão da história do rádio brasileiro. Nos últimos anos, diversos estudos têm questionado versões consagradas sobre o surgimento da radiodifusão no país. Um dos marcos desse processo ocorreu em 2019, durante o XII Encontro Nacional de História da Mídia, realizado em Natal. Na ocasião, pesquisadores reunidos no evento assinaram a chamada Carta de Natal, documento que reconheceu o dia 6 de abril de 1919 como a data inaugural da radiodifusão brasileira, atribuindo à então Rádio Club de Pernambuco as primeiras transmissões sonoras regulares do país. Entre os participantes da discussão estava o próprio Ciro Pedroza.

A revisão proposta para o caso potiguar segue a mesma lógica: buscar evidências documentais, confrontar narrativas consolidadas e ampliar o reconhecimento de personagens que ajudaram a construir a história da comunicação. Nesse sentido, a pesquisa desenvolvida por Ciro Pedroza e Valquíria Kneipp não reivindica apenas uma correção cronológica. Ela propõe uma mudança de perspectiva sobre quem foram os responsáveis por introduzir o rádio no estado.

Durante décadas, a memória da Rádio Sociedade permaneceu abafada pelo sucesso posterior da Rádio Educadora. A ausência de gravações, o curto período de funcionamento e a falta de reconhecimento oficial contribuíram para que sua história fosse gradualmente esquecida. Ainda assim, as marcas daquela experiência permaneceram registradas em jornais, documentos e referências dispersas que resistiram ao tempo.

Noventa e um anos depois, a redescoberta desses registros permite reconstruir uma cena quase apagada da memória urbana de Natal: uma casa na Cidade Alta transformada em estúdio improvisado, seresteiros reunidos diante de um microfone e três trabalhadores experimentando uma tecnologia que começava a mudar o mundo. Antes das grandes emissoras, dos auditórios lotados e dos programas que se tornariam parte da rotina dos potiguares, foi ali, entre fios, equipamentos improvisados e muita curiosidade, que o rádio natalense encontrou sua primeira frequência.

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Fonte: saibamais.jor.br

Feira destaca autonomia e protagonismo de idosos em Mossoró

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Aos 67 anos, Maria das Graças descobriu que nunca é tarde para aprender algo novo. Aluna do curso de empreendedorismo do programa Uern 60+, ela conta que não imaginava viver essa experiência. Entre mesas repletas de produtos feitos à mão, ela observava o movimento da III Feira do Empreendedor Maior Idade (FEMID), realizada no Centro Administrativo, com a empolgação de quem está dando os primeiros passos em uma nova jornada.

“Eu acho maravilhoso o curso. Nunca pensei que, na minha velhice, fosse me sentir tão bem e tão feliz. Os professores são ótimos, tudo aqui é legal. Eu não vendia antes, mas vou aprender a vender”, afirmou.

Dezenas de outros participantes encontraram no empreendedorismo uma oportunidade de ampliar a renda, fortalecer a autoestima e transformar habilidades desenvolvidas ao longo da vida em novos projetos. Muitos já produziam artesanato, alimentos ou outros itens em casa, mas ainda não tinham contato com técnicas de comercialização, precificação e divulgação dos produtos.

Foi justamente para dar visibilidade a essas trajetórias que a III Feira do Empreendedor Maior Idade reuniu os alunos das turmas dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) dos bairros Bom Jesus e Sumaré. Durante o evento, os participantes apresentaram e comercializaram produtos desenvolvidos ao longo da capacitação oferecida pelo programa Uern 60+ em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude (Semasc).

Segundo o coordenador da Semasc, Lucas Fernandes, a iniciativa busca estimular o protagonismo da população idosa e mostrar que a aprendizagem e a autonomia podem ser construídas em qualquer fase da vida.

“Hoje, além de fortalecer os vínculos comunitários junto com a universidade e os nossos Cras, nós damos essa autonomia para os nossos idosos trabalharem da melhor forma aquilo que eles acreditam serem capazes de realizar”, destacou.

Ao longo do curso, os participantes tiveram acesso a conteúdos voltados à produção, exposição e comercialização de produtos. As aulas também abordaram planejamento financeiro e estratégias para estruturar pequenos negócios.

A coordenadora do projeto de empreendedorismo da Uern 60+, professora Ana Augusta, explica que a turma conta atualmente com 35 alunos e que a feira funciona como uma experiência prática dos conhecimentos adquiridos em sala.

“É importante para eles como prática, mas também como incentivo para que, futuramente, se quiserem empreender, tenham noção de como fazer. Passamos o curso inteiro mostrando técnicas, inclusive como calcular os custos do produto”, explicou.

De acordo com a professora, um levantamento realizado no início da capacitação revelou que cerca de 75% dos alunos tinham interesse em empreender. Para ela, a feira cumpre um papel importante ao aproximar esses novos empreendedores do público e criar oportunidades para que seus produtos sejam conhecidos.

“A Feira é uma oportunidade para dar visibilidade aos negócios e está sendo um sucesso desde a primeira edição”, ressaltou.

A FEMID se consolidou como um ambiente de troca de experiências, convivência e valorização das potencialidades da pessoa idosa. A iniciativa reforça a ideia de que o empreendedorismo não tem idade e que novos caminhos podem surgir mesmo após décadas de trabalho, aposentadoria ou mudanças de rotina. Para participantes como Maria das Graças, o evento representa não apenas a possibilidade de gerar renda, mas também a descoberta de novas capacidades e perspectivas para o futuro.

*Com informações do Portal UERN

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Fonte: saibamais.jor.br

Casa Durval Paiva alerta sobre o diagnóstico precoce do câncer de Tecidos Moles

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Em média, 50% do nosso corpo é composto por vários tipos de tecidos moles, como os músculos, fáscias, ligamentos, tendões, gorduras, vasos linfáticos, nervos e pele. Quando algum câncer acomete estes locais, eles são conhecidos como cânceres de partes moles ou tecidos moles, que são o destaque do mês de junho, integrando as atividades da Campanha do Diagnóstico Precoce 2026.

Estas neoplasias podem ser divididas em tumores benignos, tumores benignos agressivos (intermediário) e tumores malignos (sarcomas). Eles atingem tanto crianças, quanto adultos e podem surgir em qualquer parte do organismo. Em alguns casos, os sintomas não se manifestam nos estágios iniciais e variam de acordo com a parte em que se desenvolve.

Podem apresentar crescimento de nódulo em qualquer parte do corpo, dor abdominal (que se torna crescente com o tempo), sangue nas fezes ou vômito e fezes escuras ou negras (podendo ter um sangramento interno). Um pilar importante do trabalho de diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil é a capacitação que a CDP realiza com profissionais de saúde da Atenção Básica de todas as regiões potiguares, pois muitos dos sinais e sintomas podem ser confundidos com os de doenças comuns à idade.

Assim, é essencial estar sempre alerta aos desconfortos, alterações de comportamento, sinais e qualquer sintoma, que se torne frequente nas crianças e, ao identificá-los, buscar rapidamente ajuda médica.

As chances de cura do câncer infantojuvenil são de até 80%, se for diagnosticado precocemente. Todas as ações podem ser acompanhadas através das redes sociais da Casa Durval Paiva (@casadurvalpaiva) ou no www.casadurvalpaiva.org.br.

Engorda de Ponta Negra volta a ficar alagada após chuva

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O cenário de alagamentos na engorda da praia de Ponta Negra, em Natal, voltou a se repetir na manhã desta quarta-feira (17). As imagens foram registradas pelo canal Live Cam Natal no Youtube, que transmite a praia em tempo real. O problema com os alagamentos se tornou comum desde a inauguração da engorda, em janeiro de 2025.

Até as 9h15 desta quarta, o boletim pluviométrico diário da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) apontou que Natal registrou chuvas de 6,3 milímetros. Em Parnamirim, na Região Metropolitana, a precipitação foi quase o triplo: 18 milímetros.

No mês passado, a Prefeitura anunciou que vai fazer uma nova obra de drenagem de águas pluviais. O objetivo é implantar três reservatórios modulares e dispositivos complementares de drenagem e minimizar os constantes alagamentos registrados na faixa de areia da praia. Ainda assim, segundo o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb), Thiago Mesquita, os “espelhos d‘água”, como a Prefeitura chama os alagamentos, vão continuar, mas em menor volume.

Saiba Mais: Engorda: Prefeitura anuncia nova obra de drenagem, mas diz que “espelhos d’água” continuarão

Em reportagem publicada pela Agência SAIBA MAIS no último fim de semana, o engenheiro e professor aposentado da UFRN, João Abner, afirmou que os efeitos práticos na nova obra anunciada para diminuir os alagamentos na areia quase não serão sentidos. Segundo ele, a drenagem sempre foi o maior problema de Ponta Negra e a engorda realizada na praia precisa de um projeto definitivo e não de soluções emergenciais.

“Nós temos que ter um projeto definitivo. Até agora, só está se discutindo os efeitos e soluções emergenciais. A Prefeitura apontou agora uma obra emergencial de R$ 21 milhões. Mas os efeitos práticos dessa obra quase não vão ser sentidos. Então a gente precisa trabalhar em cima e criar um consenso de uma solução emergencial para Ponta Negra que não tenha partido, que seja uma solução que todo mundo defenda, que a sociedade possa cobrar, inclusive, do setor hoteleiro, que foi o grande responsável pela chegada dessa engorda da forma atropelada como foi feita”, avaliou.

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Nos documentos referentes à nova obra, o Executivo publicou um Estudo Técnico Preliminar (ETP), em que diz que os problemas de drenagem em Ponta Negra podem favorecer o transporte de sedimentos em direção à faixa de areia. O documento, de 38 páginas, reconhece que existem alagamentos na faixa da praia — o termo é citado 17 vezes, no singular ou plural, embora o discurso oficial da Prefeitura fale em “espelhos d’água” — este, citado apenas uma vez. Além disso, o texto elenca os resultados positivos esperados com a nova obra, que incluem a redução de alagamentos, erosão e escoamento descontrolado para a orla.

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Ainda em maio, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública para obrigar o município de Natal a realizar obras emergenciais que evitem o agravamento dos alagamentos na área da engorda da praia de Ponta Negra. O órgão afirma que a drenagem no local foi ineficiente, e aponta que as inundações podem acelerar o processo erosivo do Morro do Careca e causar perda da faixa de areia recém-ampliada.

A engorda tem sofrido constantes alagamentos em períodos de grandes volumes de chuva. Em abril, Thiago Mesquita chegou a defendeu que os alagamentos no local são formados propositalmente, fazem parte da drenagem e ajudam a impedir a descida da água em alta velocidade. 

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Fonte: saibamais.jor.br