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IBGE abre inscrições em seleção para 8,2 mil vagas de nível médio; há vagas para RN

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As inscrições para o processo seletivo simplificado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estão abertas para contratação temporária de pessoal para as atividades do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas para pessoas com nível médio, distribuídas em cinco funções:
 

Agente censitário administrativo 1.110 vagas
Agente censitário de informática 1.089 vagas
Agente operacional regional 948 vagas
Agente censitário regional 948 vagas
Agente censitário supervisor 4.143 vagas

Há mais de 40 vagas para o Rio Grande do Norte distribuídas pelos municípios de NATAL, AÇU, APODI, CAICÓ, CURRAIS NOVOS, JOÃO CÂMARA, MACAÍBA, MOSSORÓ, PARNAMIRIM, PAU DOS FERROS e SANTO ANTÔNIO. 

Os contratos temporários dos aprovados terão duração de até 12 meses, podendo ser prorrogados conforme a necessidade da operação censitária.

O certame terá as seguintes modalidades de concorrência de vagas: ampla concorrência, pessoas com deficiência, pretos ou pardos, indígenas e quilombolas.

O procedimento de confirmação complementar à autodeclaração de pessoas pretas ou pardas será realizado de forma telepresencial e aplicado exclusivamente aos candidatos que, no ato da inscrição, se declararem desta forma e forem aprovados na prova objetiva.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pela organização do certame. O prazo se encerra às 23h59 de 1º de julho de 2026.

No ato de inscrição, o candidato deverá escolher o município onde deseja realizar a prova objetiva, conforme a previsão de vagas ofertadas e detalhadas no edital do processo seletivo.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 53. O edital especifica que podem pedir a isenção da taxa os doadores de medula óssea com atestado ou laudo emitido por médico de entidade reconhecida pelo Ministério da Saúde, que comprove a doação; e também os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), que sejam membros de família de baixa renda. Neste caso, não é necessário o envio de documentação.

As remunerações dos aprovados convocados variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, conforme a função exercida. Os contratados também terão direito a benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e décimo terceiro salário proporcional.

A prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, será composta por 60 questões de múltipla escolha com cinco alternativas cada e uma resposta correta, distribuídas pelas disciplinas por função.

Para ser aprovado, o candidato precisa ter acertado, no mínimo, 18 pontos no total da prova objetiva; e ter alcançado, no mínimo, um ponto em cada disciplina.

De acordo com o edital, a data prevista da prova objetiva é 27 de setembro, com duração de quatro horas. A previsão de publicação do resultado final do processo seletivo simplificado é 18 de dezembro.

Fonte: saibamais.jor.br

Samanda entrega Título de Cidadão Natalense ao deputado Francisco do PT

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Por iniciativa da vereadora Samanda Alves (PT), a Câmara Municipal de Natal realiza nesta terça-feira (16), às 18h, sessão solene para a entrega do Título de Cidadão Natalense ao deputado estadual Francisco do PT.A homenagem reconhece a trajetória pública do parlamentar e sua contribuição para o Rio Grande do Norte e para a capital potiguar.

Natural de Parelhas, Francisco do PT exerce atualmente mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e tem atuação ligada à educação, ao movimento sindical e à defesa de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do estado.

A solenidade será realizada no plenário da Câmara Municipal de Natal e reunirá parlamentares, autoridades, lideranças políticas, representantes de movimentos sociais e convidados.

Serviço

O quê: Sessão Solene de entrega do Título de Cidadão Natalense ao deputado Francisco do PTProponente: Vereadora Samanda Alves

Quando: Terça-feira, 16 de junho, às 18h

Onde: Plenário da Câmara Municipal de Natal

Provas do concurso da PM do RN são adiadas após decisão do STF

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As provas do concurso para a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que deveriam ter sido aplicadas neste domingo (14), foram adiadas após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O certame prevê 146 vagas em Cursos de Formação de Praças da Saúde (QPS) e Praças Músicos (QPM) e seria realizado nos municípios de Natal, Caicó, João Câmara, Mossoró, Nova Cruz, Parnamirim e Pau dos Ferros.

A decisão atendeu a um recurso apresentado pela Defensoria Pública do Estado. O questionamento reside na reserva de vagas para Pessoas com Deficiência (PCD), aos quantitativos destinados às Pessoas Pretas e Pardas (PPP) e à necessidade de reabertura das inscrições por prazo adicional.

O pedido no STF foi acolhido pelo ministro Edson Fachin, que suspendeu os efeitos de decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN), que havia autorizado a continuidade do concurso público para a Polícia Militar do estado. Com isso, permaneceu válida a determinação de primeiro grau que paralisou o certame e impediu a realização das provas previstas para este domingo (14).

Ao analisar o caso, o ministro Edson Fachin destacou que a Defensoria Pública tem plena legitimidade para acionar o STF na defesa de grupos socialmente vulneráveis. No mérito, o ministro observou que a Presidência do TJ-RN não poderia ter revogado a suspensão do concurso, uma vez que o processo já estava sob análise da desembargadora relatora.

Além disso, o ministro alertou para o risco de prejuízos, tanto ao estado quanto aos candidatos. Segundo ele, dar prosseguimento ao processo seletivo com regras que contrariam decisões recentes do STF sobre inclusão de pessoas com deficiência em corporações militares geraria significativa insegurança jurídica. Caso o concurso avançasse e viesse a ser anulado posteriormente, os impactos financeiros e administrativos seriam ainda mais expressivos.

A liminar concedida pelo presidente do STF será submetida a referendo do Plenário. O governo estadual, o comando da Polícia Militar e a banca organizadora foram notificados com urgência para cumprir a determinação imediatamente.

PM e banca organizadora se pronunciam

A responsável pela organização do certame é o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan). Em nota neste domingo, o Idecan informou que até aquele momento não havia sido formalmente cientificado do inteiro teor da decisão e de seus respectivos fundamentos, mas decidiu suspender a prova pela cautela e em observância aos princípios da legalidade, da segurança jurídica, da transparência e da proteção aos candidatos.

O Idecan ainda informou que atua na condição de banca executora do certame, competindo à Comissão Especial do Concurso Público a definição, aprovação e eventual alteração das regras editalícias, observadas as disposições legais, regulamentares e as determinações dos órgãos competentes. 

“A decisão pelo adiamento busca assegurar a máxima lisura, segurança jurídica e igualdade de tratamento a todos os candidatos, evitando deslocamentos, custos adicionais e eventuais prejuízos decorrentes da necessidade de adequações futuras em razão dos desdobramentos judiciais em curso”, comunicou.

O Comando da Polícia Militar do RN disse que a Comissão de Concurso da PM, responsável pelo certame desde o início dos atos preparatórios e das primeiras fases, vem acompanhando minuciosamente toda a tramitação jurídica, inclusive os pedidos de suspensão, e que prestou todo o suporte técnico e subsidiou as informações necessárias à Procuradoria Geral do Estado na busca pela manutenção da regularidade do concurso junto ao TJRN e ao STF.

“A Polícia Militar do Rio Grande do Norte reitera sua constante preocupação e compromisso institucional no tocante à premente necessidade de recomposição e completude do efetivo do quadro de saúde e da banda de música, medidas indispensáveis para assegurar o melhor atendimento ao nosso policial militar, pensionistas e dependentes”, informa a nota.

“Diante do atual cenário processual, a Corporação e a banca organizadora, o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), comunicam a interrupção dos atos previstos para a data de hoje e esclarecem que aguardam o posicionamento definitivo das instâncias competentes para a definição dos procedimentos subsequentes”, prossegue.

Entenda o caso

A controvérsia teve início após a Defensoria Pública do Rio Grande do Norte questionar, na Justiça, alterações promovidas no edital após o encerramento do prazo de inscrições. Entre os principais pontos contestados estão:

– A eliminação das cotas para candidatos indígenas e quilombolas;

– A redução de 30% para 20% da reserva de vagas destinada a candidatos pretos e pardos;

– A exclusão da participação de pessoas com deficiência (PcD), sem avaliação individual sobre a compatibilidade com as atribuições do cargo.

A Justiça local chegou a suspender o concurso e determinar a correção do edital. Posteriormente, porém, a Presidência do TJ-RN acolheu pedido do estado e autorizou a continuidade do certame. Diante disso, a Defensoria Pública recorreu ao Supremo Tribunal Federal.

Leia a íntegra da decisão.

Fonte: saibamais.jor.br

Leonardo Padura e o destino de viver e sonhar com o real

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Leonardo Padura, consagrado escritor cubano de 70 anos, vive e trabalha na mesma casa onde nasceu e cresceu, no bairro da Mantila, periferia de Havana. É de lá que ele, cercado de parentes e referências habaneras, provoca o mundo com seus livros.

Padura é dono de uma obra construída sobre os dilemas de sua geração, que lutou e sofreu com a revolução e viu o sonho de Guevara e Sandino definharem, pouco a pouco, a ponto de se ver o paraíso socialista chegar hoje ao momento mais grave de uma crise sem precedentes, onde faltam alimentos, remédios, energia elétrica, transporte, combustível, serviços essenciais, empregos e sonhos.

Da terra de Pessoa e de Camões, onde participa da Feira do Livro de Lisboa, o romancista cubano admitiu, em entrevista ao jornal Expresso, que “quando se vive 20 horas por dia sem eletricidade, a nossa relação com a realidade torna-se agressiva”.

É dos dramas e dos recortes dessa dura realidade que Padura faz sua literatura, com seus personagens envoltos em dramas pessoais, geracionais e questões como o perdão, o medo, a violência doméstica, a solidão da velhice, a pobreza.

Ele não cria a realidade exposta em seus livros, escreve sobre ela, abordando “questões que afetam muitas sociedades de diferentes formas, apresentadas numa perspectiva cubana, também pode ter interpretações universais”.

Na visão de Padura, “de fora de Cuba, existem duas formas de ver o país. Há muitos anos que é visto como um paraíso socialista, e outros veem-no como um inferno comunista”.

O autor de “O homem que amava os cachorros” (2009), sobre o assassinato de León Trotsky a mando de Josef Stálin, considera que, ”durante muito tempo, [Cuba] não foi nem o paraíso nem o inferno; era algo como um purgatório”.

Padura enxerga que, “atualmente, a polarização mundial criou dois retratos de Cuba: o retrato da vítima e o retrato do país falhado. A vítima do imperialismo ou o fracasso do comunismo. Ambas as perspectivas são válidas.”

Provocado, ele responde com outra provocação e nos faz pensar sobre como a realidade e o ofício de quem vive de escrever histórias, seja no jornalismo ou no romance, com ele faz: como encontrar inspiração em meio ao excesso de escassez de um país em declínio?…

“Uma das sociedades mais harmoniosas do mundo é a sociedade suíça. A Suíça é um país onde até os campos baldios parecem jardins, e tudo está em ordem. Mas a Suíça tem muito poucos escritores. Acho que os dramas sociais geram arte no agente”, conclui.

A literatura de Leonardo Padura confirma a aceitação do conselho de Tolstói e se torna universal pintando sua aldeia, por mais feia, triste, sofrida e mal tratada que ela esteja, porque muitas vezes “é preciso ter o caos dentro de si para gerar uma estrela bailarina”, como vaticinou Nietzche.

Fonte: saibamais.jor.br

Joabe Medeiros assume coordenação da pré-campanha de Jorge do Rosário em Serrinha

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A pré-candidatura de Jorge do Rosário (PL) à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte ganhou um importante reforço na região Agreste. O jovem empreendedor e liderança política Joabe Medeiros anunciou oficialmente seu apoio ao projeto político de Jorge e assumirá a coordenação da pré-campanha do pré-candidato em Serrinha.
Reconhecido como um dos principais quadros políticos do município, Joabe destaca que a parceria representa uma oportunidade de ampliar a atuação em favor da população local. “Sempre senti a vontade de contribuir mais para o bem-estar das pessoas. Por isso, mais uma vez, estou me disponibilizando para servir à comunidade de Serrinha, através do apoio ao futuro deputado Jorge, que será um parceiro da nossa cidade”, afirmou.

Joabe tem se destacado pelo trabalho junto à juventude e pela capacidade de mobilização política no município. À frente de um grupo de jovens lideranças, ele é apontado como uma das forças da política serrinhense. A adesão fortalece a presença de Jorge na região Agreste e amplia o diálogo com diversos segmentos da sociedade local.

Para Jorge, a chegada de Joabe à coordenação da pré-campanha em Serrinha representa a união de forças comprometidas com o desenvolvimento dos municípios do interior. “Joabe é uma liderança respeitada, preparada e que conhece de perto as necessidades da população. Fico muito feliz em contar com seu apoio e sua disposição para construir um projeto que leve mais oportunidades e melhorias para Serrinha e para todo o Rio Grande do Norte”, destacou.

Entenda por que o fim da escala 6×1 vai quebrar o Brasil

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Por Valmir Sabino

A PEC que propõe o fim da escala 6×1 avançou na Câmara dos Deputados e aguarda apreciação no Senado Federal. A medida prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois dias de folga por semana. A proposição recebeu incontáveis críticas do empresariado, cuja ampla maioria projeta um cenário de caos na economia nacional.

É preciso entender a origem do ponto de vista dos patrões. Na visão das corporações, parece ser inconcebível que o funcionário tenha dois dias de folga por semana. O argumento é que a conta não vai fechar. O panorama que vai se desenhar no Brasil com a nova jornada de trabalho é de inviabilidade econômica. Sem a jornada atual, os custos vão disparar e as empresas vão fechar as portas. O empreendedor não pode bancar um dia de descanso, é preciso pensar na produtividade.

Ocorre que o roteiro apresentado não é original. As alegações atuais usadas para defender a permanência da escala 6×1 foram historicamente usadas em outras ocasiões com a roupagem das épocas em questão. Servem como exemplo inicial os anos 1930. A criação da carteira de trabalho era vista como uma interferência excessiva do Estado na economia. Na mesma época, entidades patronais defendiam que a implementação do salário mínimo resultaria em demissões em massa nos pequenos negócios.

O mesmo contexto de colapso foi apresentado na década de 1940. A adoção das férias remuneradas era vista como um elemento que iria inviabilizar as empresas, visto que toda a engrenagem corporativa seria impactada, o que geraria a diminuição da produção das fábricas e consequente escassez de produtos no mercado. Já a criação do descanso semanal remunerado era algo inadmissível, pois se compreendia que a regra geraria um insustentável impacto nas folhas de pagamento, além da visão de que seria um desincentivo ao trabalho.

Percebe-se que os argumentos de décadas atrás usados contra a carteira de trabalho, salário mínimo, férias remuneradas e descanso semanal remunerado parecem que foram confeccionados sob a mesma medida pelos que defendem a manutenção da jornada 6×1. As velhas falas ainda são atuais e são frequentemente ouvidas pelas vozes de diversos representantes de entidades patronais e, consequentemente, são ecoadas pela mídia hegemônica.

As mesmas teses foram frequentemente recauchutadas e utilizadas na sequência do século XX com a criação do FGTS, implementação do adicional de insalubridade, obrigatoriedade do vale-transporte, a instituição da licença maternidade de 120 dias e redução da jornada para 44 horas semanais. A instituição do 13º Salário também rendeu críticas e gerou uma icônica capa do jornal O Globo que classificou o benefício como “algo desastroso para o país”. O mesmo grupo de comunicação chamou de “nefasta para a economia” a PEC que acaba com a escala 6×1.

Outro episódio lamentável ocorreu com a aprovação da “PEC das Domésticas”. As falas deixaram de ser ecoadas pelos grandes empresários e passaram a ser adaptadas por parte da classe média que classificou a concessão de direitos para empregados domésticos como algo que geraria demissões em massa e aumento da informalidade. Além das questões financeiras, os empregadores defendiam que a dinâmica de uma residência era incompatível com a lei aprovada.

Os discursos apocalípticos não surgiram no século XX. Quando ainda se discutia o fim do trabalho escravo no Brasil, os grandes fazendeiros também propagaram o caos e alegaram que a abolição dos escravizados iria gerar a queda da produção agropecuária. Na época, se defendeu que era preciso que o Estado indenizasse os proprietários da mão de obra escravizada. Na mesma linha de pensamento, em 2026, o deputado Nikolas Ferreira resgatou a mesma ideia e sugeriu que donos de negócios impactados com o fim da escala 6×1 fossem indenizados pelo governo.

As décadas mostraram que as previsões catastróficas não se confirmaram, seja com o fim da escravidão ou criação de direitos sociais. As empresas se adaptaram e continuaram a gerar lucros para os patrões. A aprovação da PEC que vai instituir a escala 5×2 será mais um episódio em que predominam, sem nenhum constrangimento, os velhos argumentos, cujo objetivo principal não é de salvar a economia, mas sim proteger as margens de lucro, mesmo que seja através da imposição de obstáculos ao acesso do trabalhador a melhores condições de vida.

A história já provou que o mercado se molda, o que não se altera é a velha mentalidade de que qualquer proposta em favor do trabalhador vai ser sempre vista como um perigo para o Brasil.

Fonte: saibamais.jor.br

Lei que fortalece o cooperativismo no RN é sancionada e publicada no Diário Oficial

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O cooperativismo potiguar acaba de conquistar um importante avanço. Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (12) a Lei nº 12.773/2026, de autoria do deputado estadual Ubaldo Fernandes, que altera a Lei nº 11.159/2022, responsável por instituir a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo no Rio Grande do Norte. A nova legislação foi sancionada pela governadora Fátima Bezerra e representa mais um passo para o fortalecimento do setor no estado.

A lei aperfeiçoa a regulamentação do cooperativismo potiguar, promovendo mais segurança jurídica, desburocratização e incentivo ao desenvolvimento das cooperativas. Entre as mudanças, está o reconhecimento da necessidade de registro das sociedades cooperativas junto à Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Norte (Jucern) e à Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Norte (Ocern), fortalecendo os mecanismos de controle e autenticidade dessas entidades.

Outro ponto de destaque é a isenção de taxas e emolumentos cobrados pela Jucern para atos relacionados à constituição de cooperativas, alterações estatutárias, prestações anuais de contas e atas de assembleias gerais. A medida reduz custos e facilita a atuação das cooperativas, estimulando a geração de emprego, renda e oportunidades em diversas regiões do estado.

Autor da proposta, o deputado Ubaldo Fernandes comemorou a sanção da matéria e destacou a importância do cooperativismo como instrumento de desenvolvimento econômico e inclusão social.

“O cooperativismo tem um papel fundamental na organização da produção, na geração de renda e no fortalecimento de pequenos empreendedores, agricultores, pescadores e diversos segmentos da nossa economia. Essa lei moderniza a legislação estadual e cria condições mais favoráveis para o crescimento do setor”, afirmou. O parlamentar ressaltou ainda que o fortalecimento das cooperativas contribui diretamente para o desenvolvimento sustentável e para a melhoria da qualidade de vida das comunidades atendidas por esse modelo de organização econômica.

OUTRA CONQUISTA

Também foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira a Lei nº 12.770/2026, igualmente de autoria de Ubaldo Fernandes, que reconhece a “Trilha Amigos de Fernando Pedroza” como Patrimônio Cultural, Imaterial, Turístico e Econômico do Estado do Rio Grande do Norte. Realizado anualmente desde 2011 no município de Fernando Pedroza, o evento reúne moradores, filhos da terra e visitantes em um grande momento de confraternização, valorização das tradições locais e fortalecimento do turismo e da economia regional. Com a sanção da lei, a trilha passa a integrar oficialmente o patrimônio cultural potiguar, reforçando sua relevância para a identidade e a história do município.

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Junina São João é campeã do São Gonçalo Junino 2026 e representará o RN na Globo Nordeste; Padre Piná foi a campeã tradicional

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A tradição junina tomou conta de Santo Antônio do Potengi durante quatro dias de festa, cultura e emoção com a realização do São Gonçalo Junino 2026. O evento teve início na quinta-feira (11), com os shows sociais de Márcia Forrozeira, Briola e Ferro na Boneca, Forró Virote, além de Kelvin Pablo, reunindo um grande público na Rua dos Antúrios, conhecida popularmente como Rua Larga ou Rua da Festa.No Ginásio Poliesportivo Senador Luiz de Barros, as apresentações seguiram nos dias 12 e 13 com as quadrilhas tradicionais e foram encerradas neste domingo (14) com as quadrilhas estilizadas, que apresentaram coreografias, figurinos e histórias ligadas à cultura nordestina.Além da presença do público, a festa também alcançou espectadores de todo o Rio Grande do Norte e de outras regiões por meio da transmissão ao vivo realizada pela Secretaria Municipal de Comunicação Social. A cobertura levou cada momento para quem acompanhou de casa.

A competição entre as quadrilhas movimentou a programação com premiações que reconheceram os grupos participantes. Na categoria tradicional, o Arraiá Padre Piná, de Mãe Luiza (Natal), conquistou o título com 69,2 pontos e garantiu o bicampeonato. A Zé Matuto, de Pajuçara, ficou em segundo lugar com 65,9 pontos, seguida pela Coração Matuto, de Mãe Luiza, com 65,8 pontos.Entre as estilizadas, a Junina São João, de Natal, foi campeã com 69,5 pontos, também conquistando o bicampeonato e garantindo a vaga para representar o Rio Grande do Norte no Festival de Quadrilhas da Globo Nordeste. A vitória veio com o tema “40 horas de Angicos. Obrigado, Paulo Freire!”, que relembra o marco histórico da educação brasileira realizado em 1963, no município de Angicos.

A Balão Dourado, também de Natal, ficou na segunda colocação com 69,4 pontos, e a Lume da Fogueira, de Mossoró, terminou em terceiro lugar com 68,5 pontos.

Os vencedores da categoria tradicional receberão R$ 18 mil para o primeiro colocado, R$ 10 mil para o segundo e R$ 6 mil para o terceiro. Já na categoria estilizada, a premiação será de R$ 22 mil, R$ 16 mil e R$ 7 mil, respectivamente.O prefeito Jaime Calado destacou a força da tradição junina no município e relembrou a trajetória das quadrilhas em São Gonçalo do Amarante.

“Nas duas primeiras gestões realizamos o festival de quadrilhas entre os anos de 2009 e 2016. Agora, neste terceiro mandato, estamos no segundo ano de uma nova edição em parceria com a InterTV, que leva a campeã da categoria estilizada para o Festival da Globo Nordeste. No ano passado, ajudamos 96 eventos juninos. Enquanto eu for prefeito, essa chama não se apagará”, afirmou.

Para garantir a realização da festa, diversas secretarias municipais atuaram de forma integrada. A Secretaria da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência garantiu os espaços acessíveis durante toda a programação. A Guarda Municipal trabalhou em conjunto com as demais forças de segurança, enquanto o Departamento Municipal de Trânsito organizou a logística de acesso e transporte dos quadrilheiros. A Secretaria Municipal de Saúde montou um posto de atendimento médico. A Secretaria de Serviços Urbanos ficou responsável pela limpeza, iluminação e credenciamento dos ambulantes.

Já a Secretaria Extraordinária de Eventos coordenou a estrutura necessária para os shows e apresentações, e a Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer realizou os serviços de pintura e preparação do ginásio.

A realização do São Gonçalo Junino 2026 é da Natal Cultural e do Governo do Estado, com patrocínio da Comjol, por meio da Lei Câmara Cascudo e da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte. O festival teve ainda o patrocínio do Instituto Integra Brasil, parceria da InterTV e apoio da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Presidente Nonato Queiroz, acompanha demandas do município

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Reforçando o compromisso com o desenvolvimento das comunidades e a melhoria da infraestrutura urbana, o presidente da Câmara Municipal, Nonato Queiroz, esteve recentemente em Maçaranduba acompanhado do secretário municipal de Infraestrutura, Felipe, para tratar de novas ações de pavimentação no distrito.

Durante a visita, foram percorridas ruas que ainda aguardam calçamento, com o objetivo de alinhar demandas e buscar soluções que garantam mais mobilidade, segurança e qualidade de vida para os moradores.

Segundo Nonato Queiroz, a pavimentação das vias é uma reivindicação importante da população e seguirá sendo uma das prioridades do seu trabalho. “Estamos acompanhando de perto as necessidades da comunidade e trabalhando em parceria com a gestão municipal para que as ruas que ainda faltam sejam contempladas com pavimentação, levando mais dignidade e desenvolvimento paraMaçaranduba ”, destacou.

A visita reafirma o compromisso do Legislativo Municipal em contribuir com ações que promovam melhorias na infraestrutura e atendam aos anseios da população, fortalecendo o crescimento e o bem-estar da comunidade.

Anistiada, Ave Sangria celebra legado em tributo em Natal e reafirma espírito libertário

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“Foi uma experiência única a gente assistir”, dizia Almir de Oliveira, guitarrista e compositor da banda de rock pernambucana Ave Sangria, enquanto conversava com fãs. Ao lado dele, estava outro membro da formação original, o vocalista Marco Polo Guimarães. Nesta sexta-feira (12), a dupla experimentava outra ótica: ao invés de ficarem sobre o palco, estavam junto ao público no Tributo à Ave Sangria realizado no Backstage Bar, na Cidade Alta, em Natal. A noite foi permeada pela execução integral do disco de estreia da banda pernambucana, de 1974, que fora alvo da censura pela ditadura militar — neste ano, o Estado brasileiro reconheceu a perseguição política sofrida pela banda e concedeu anistia com indenização aos músicos, que também receberam um pedido de desculpas formal. Para Marco Polo Guimarães, a decisão representou um momento de alívio e alegria.

O Tributo à Ave Sangria ficou a cargo da banda Cajarana, liderada pelo músico Manu de Olinda. Todas as 12 canções foram tocadas, com direito a palinha para “Geórgia, a Carniceira”. Antes e após o show, Marco Polo e Almir eram constantemente tietados por fãs, solicitados para fotos e requisitados para autógrafos. Considerada uma das bandas mais importantes e cultuadas do rock brasileiro, a Ave Sangria surgiu em Recife no início da década de 1970, misturando rock psicodélico, música nordestina, poesia e experimentação sonora em uma linguagem única. Em plena ditadura militar, o grupo desafiou padrões estéticos e comportamentais, tornando-se referência para diversas gerações de artistas e ocupando um lugar fundamental na história do rock psicodélico nacional. A trajetória de ascensão do grupo foi interrompida no mesmo ano de lançamento do álbum “Ave Sangria” e só retomada em 2014. 

Esta não foi a primeira passagem da Ave Sangria por Natal. Eles estiveram na cidade ainda na década de 1970, em uma participação num evento com o também músico Mirabô Dantas, e no Festival do Sol de 1973. Em 2024, foram uma das principais atrações do quase homônimo Festival DoSol, no largo da Rua Chile. Entre o público diverso, os jovens eram aqueles que mais vibravam com as interpretações dos clássicos da banda. Um dos mais aguardados, claro, era “Seu Waldir”. Foi esta a principal música questionada pela ditadura, interpretada pelos órgãos repressivos como um “incentivo à homossexualidade”.

“Foram os jovens que nos redescobriram através da internet. A partir de 2008 começou uma frequência muito grande de jovens descobrindo o disco e perguntando ‘cadê essa banda?’, ‘a gente quer ver essa banda ao vivo’, e houve uma pressão para a gente voltar”, conta Marco Polo Guimarães.

“Hoje em dia, nosso público é 90% de pessoas bem mais jovens, inclusive crianças. Recentemente, a gente esteve fazendo um show em Brasília e chegou um pai lá com um menino de 10 anos com o disco na mão, e o pai disse ‘olha, eu gosto do som de vocês, mas o fã é ele, aquele que me obrigou a vir hoje assistir esse show’”, recordou o cantor.

“Então, isso é legal para a gente, porque, primeiro, mostra que o nosso trabalho tem qualidade, é atemporal, não ficou perdido no público do passado, e atinge o público que realmente a gente gosta de dialogar, que é o público jovem, que a gente os energiza e eles nos energizam também”.

Censura e repressão

Marco Polo Guimarães conta que o fim da banda em 1974 representou um choque — o disco foi proibido e eles não tinham estrutura financeira nem instrumental para tentar prosseguir com o trabalho. O conjunto musical, que já nasceu contestador, expressava em sua sonoridade à rejeição à ditadura militar.

“A gente não gostava daquele ambiente e o que a gente queria era exprimir a nossa natureza, que era uma natureza libertária, muito contrária àquilo e tudo o que estava havendo. Então, foi uma reação espontânea nossa em relação à ditadura e resultou nesse conflito.”

Após a volta à ativa em 2014 com mudanças na formação da banda, a Ave Sangria já lançou um segundo disco, Vendavais, de 2019. 

“E parece que é uma missão nossa sempre estar indo contra ambientes negativos, porque o segundo disco que a gente lançou foi justamente no período em que o Brasil estava na mão daquele filho da puta. Então, toda vez que tem um ambiente negativo, a Ave Sangria chega para dar uma injeção de positividade”, destaca Guimarães.

A decisão da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos, aprovada em março, tirou, para o vocalista, o peso de “banda maldita” sofrido pela Ave Sangria.

“De que a gente estava errado, que a gente tinha cometido um pecado, um crime. Então, o Estado pedir desculpas, reconhecer que ele errou e nós estávamos certos, isso me deu uma sensação de alívio”, reconhece.

“E finalmente, uma sensação de alegria, de finalmente nós provarmos juridicamente que estava com a razão, mas agora com o carimbo jurídico a gente tem a certeza de que a gente estava certo o tempo todo”.

“Nossa guerra nunca vai ter fim”

A Ave Sangria canta na música “O Pirata” que sua guerra “nunca, nunca vai ter fim”. O sentimento libertário e de contestação parece permanecer igual em Almir e Marco Polo, que vê um movimento cíclico no conservadorismo ao comentar sobre o Brasil de hoje.

“O conservadorismo não vai desistir nunca, ele vai insistir sempre. É muito mais confortável você se apegar a coisas que você já conhece, coisas tradicionais, coisas que não colocam nada em risco, do que você arriscar no novo, na inovação, na criatividade, na invenção”, avalia.

“Então, isso sempre vai acontecer. Eu acho que esse embate vai ser eterno e o nosso lado aqui, que é o lado não conservador, vai permanecer muito forte lutando contra essa besteira toda”, acredita o cantor.

“Nossa guerra nunca vai ter fim. Afinal de contas, nossos instrumentos de trabalho são a arte, a literatura, a cultura, a escola, o saber, a paz, o amor e a verdade”, diz Almir de Oliveira.

Para os fãs, o guitarrista ainda adianta: a Ave Sangria já pensa em seu terceiro álbum.

“Em breve, daqui a mais um tempo, a gente vai trabalhar nele e lançar. Não temos ainda um prazo, mas vai sair”, conta Oliveira.

Fonte: saibamais.jor.br