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certidões corrigem a mentira oficial sobre 12 potiguares mortos pela ditadura

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Eu vos contemplo
Gerações futuras,
Herdeiros da paz e do trabalho.”

Por alguns segundos, o auditório da Reitoria da UFRN deixou de ser apenas o cenário de uma solenidade oficial. A voz que ecoava no espaço era a de Emmanuel Bezerra dos Santos.

Não a voz que a ditadura civil-militar brasileira tentou calar nos porões da repressão em 1973. Nem a voz registrada em documentos policiais ou relatórios dos órgãos de segurança. Mas a voz do poeta que escreveu para um tempo que talvez soubesse que nunca veria.

Mais de cinquenta anos depois, seu primo, Jessé Andrade Alexandria, leu os versos de “Às Gerações Futuras” diante de familiares, militantes, estudantes e representantes do Estado brasileiro.

Naquele mesmo instante, o país começava a corrigir uma mentira.

Todos conhecem a faceta de Emmanuel como militante político. Mas todos eles têm uma faceta de pai, de filho, de irmão. No caso de Emmanuel, também de poeta.

Ao lembrar que os mortos e desaparecidos da ditadura eram mais do que suas fichas de perseguição política, Jessé tocou numa das dimensões mais profundas da reparação simbolizada pelas certidões de óbito retificadas entregues pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania a familiares de 12 potiguares vítimas da violência de Estado.

Por trás dos documentos corrigidos estavam histórias interrompidas de estudantes, trabalhadores, jornalistas, advogados, camponeses, intelectuais e dirigentes políticos.

Como Emmanuel Bezerra dos Santos, líder estudantil da UFRN, fundador de jornais estudantis e dirigente do Partido Comunista Revolucionário (PCR), assassinado sob tortura em São Paulo, em 1973.

Certidão retificada de Anatália Alves | Foto: Raiane Miranda

Ou como Anatália de Souza Alves de Melo, nascida em Frutuoso Gomes e criada em Mossoró, trabalhadora da Cooperativa de Consumo Popular e militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), presa em Recife e encontrada morta após sofrer torturas e violência sexual.

Entre os nomes estava também José Silton Pinheiro, estudante potiguar cuja trajetória política começou no movimento estudantil e terminou aos 23 anos, em uma operação do DOI-Codi posteriormente apontada por testemunhos e investigações como uma execução.

A lista inclui ainda Lígia Maria Salgado Nóbrega, nascida em Natal e militante da VAR-Palmares, morta aos 24 anos durante a Chacina de Quintino; e Zoé Lucas de Brito, estudante de Geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), executado em São Paulo quando tentava escapar da perseguição política.

Também tiveram retificadas as certidões dois dirigentes comunistas potiguares do século XX.

Hiram de Lima Pereira, deputado federal eleito pelo PCB em 1946, cassado após a ilegalização do partido e desaparecido em 1975 depois de ser preso pelos órgãos de repressão.

E Luiz Ignácio Maranhão Filho, advogado, professor, jornalista e dirigente comunista, preso durante a Operação Radar e desaparecido até hoje sem que o Estado brasileiro tenha esclarecido o paradeiro de seus restos mortais.

Entre os trabalhadores perseguidos pela ditadura estavam Luiz Gonzaga dos Santos, vice-prefeito de Natal ao lado de Djalma Maranhão, preso, condenado e morto sob custódia do regime; e Virgílio Gomes da Silva, operário nascido em Santa Cruz, dirigente sindical e militante da ALN, morto sob tortura poucas horas após sua prisão em São Paulo.

Familiares de Edson Quaresma | Foto: Raiane Miranda

A relação inclui ainda Edson Neves Quaresma, marinheiro perseguido após o golpe de 1964 e posteriormente desaparecido; Gerardo Magela Fernandes Torres da Costa, poeta, jornalista e estudante de Medicina cuja morte foi registrada como suicídio, versão contestada pela família até hoje; e Sebastião Gomes dos Santos, jovem trabalhador rural morto durante operações militares contra camponeses organizados no interior do Rio de Janeiro.

As trajetórias são diferentes. Mas todas carregam uma marca comum: a tentativa do Estado brasileiro de apagar não apenas essas vidas, mas também a verdade sobre suas mortes.

“Isso restitui parte da verdade que eles tentaram cobrir, esconder, falsear“, afirmou Jessé.

Segundo ele, a correção dos documentos representa o reconhecimento oficial de uma realidade que as famílias conheciam desde o início.

Emmanuel não morreu a partir de um tiroteio em São Paulo. Ele faleceu vítima da ação terrorista do Estado ao prendê-lo, torturá-lo e assassiná-lo nos porões da ditadura.”

A observação ajuda a compreender o significado das certidões entregues nesta segunda-feira (15).

Mais do que uma alteração burocrática, elas representam o reconhecimento oficial de que homens e mulheres perseguidos pelo regime militar foram vítimas da ação do próprio Estado.

Durante décadas, familiares tiveram de conviver com versões produzidas pelos mesmos órgãos responsáveis pela repressão. Confrontos que nunca existiram. Suicídios contestados por evidências de tortura. Mortes registradas sem qualquer menção à violência política que as provocou.

“O outro dia chegará“, escreveu Emmanuel em um dos versos mais conhecidos do poema.

Na noite desta segunda-feira, o outro dia finalmente chegou.

Chegou na forma de um documento que demorou mais de meio século para reconhecer o que mães, pais, irmãos, filhos e companheiros sempre souberam.

Aqueles homens e mulheres não morreram como o regime militar tentou fazer acreditar. Foram perseguidos. Foram presos. Foram torturados. Foram assassinados. Mas a justiça continua incompleta.

Durante sua fala, Jessé lembrou que o Brasil ainda convive com desaparecidos políticos cujos corpos nunca foram localizados. Famílias que sequer tiveram o direito de sepultar seus mortos. Casos ainda não reconhecidos oficialmente pelo Estado.

As sequelas da ditadura perduram até hoje“, afirmou.

Para ele, a reparação não se encerra com a retificação das certidões. Passa também pela responsabilização dos autores de crimes contra a humanidade, pela revisão da interpretação da Lei da Anistia e pela continuidade das políticas de memória, verdade e justiça.

A observação encontra eco na própria trajetória do Rio Grande do Norte. Durante décadas, o estado não contou com uma Comissão Estadual da Verdade. Apenas recentemente passou a desenvolver uma política permanente voltada à preservação da memória e à reparação histórica por meio do Comitê Estadual de Memória, Verdade e Justiça.

Auditório da Reitoria da UFRN | Foto: Raiane Miranda

Ao final da cerimônia, a sensação compartilhada por muitos familiares era a de que a certidão corrigida não representa um ponto de chegada.

É apenas um passo.

Porque aqueles documentos corrigem uma mentira.

Mas a verdade completa continua exigindo a abertura dos arquivos militares, a localização dos desaparecidos, o reconhecimento de todas as vítimas da violência de Estado e o enfrentamento de um legado autoritário que ainda produz consequências no presente.

Talvez por isso o poema de Emmanuel tenha atravessado tão bem o tempo.

A ditadura tentou apagar sua voz.

Mais de cinquenta anos depois, ela continuava ecoando no auditório da UFRN.

“Eu vos contemplo
Gerações futuras.”

Pela primeira vez, as gerações futuras puderam responder.

Fonte: saibamais.jor.br

HWG suspende refeições para acompanhantes e espera normalizar em 24h

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A suspensão das refeições para servidores e acompanhantes no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, anunciada nesta terça-feira (16), provocou críticas do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN), que atribui a situação a falhas na gestão do abastecimento da unidade.

Em comunicado, o sindicato informou que o setor de nutrição do hospital comunicou a interrupção das refeições devido à falta de gêneros alimentícios. A entidade afirma que a medida afeta tanto os profissionais de saúde quanto os acompanhantes de pacientes, especialmente aqueles que vêm do interior do estado para acompanhar tratamentos na capital.

“O motivo alegado é a falta de gêneros alimentícios, decorrente do abastecimento irregular por parte de fornecedores diante da ausência de pagamento”, afirmou o Sindsaúde/RN.

A entidade também criticou a decisão de suspender as refeições para trabalhadores e acompanhantes, argumentando que a medida transfere os impactos da crise para quem depende do serviço.

“É inadmissível que a categoria que já ganha muito pouco tenha que arcar, do próprio bolso, com sua alimentação durante o plantão”, destacou o sindicato. Sobre os acompanhantes, a entidade acrescentou que “muitos vindos do interior, não dispõem de recursos para se manter”.

Por outro lado, o secretário de Estado da Saúde Pública, Alexandre Motta, reconheceu que houve atraso no pagamento aos fornecedores, mas afirmou que a situação financeira já foi regularizada.

“Houve atraso no pagamento na sexta, mas o pagamento já está atualizado. A dificuldade agora é a compra que precisa ser feita pela distribuidora para poder restabelecer a situação”, explicou em entrevista à Agência Saiba Mais.

Segundo o secretário, diante da limitação temporária dos estoques, a prioridade foi garantir a alimentação dos pacientes internados. “Os hospitais preferiram resguardar os alimentos que restaram para os pacientes, por isso o corte sendo dos visitantes”, afirmou.

Horas depois da suspensão ser comunicada, a direção do Hospital Walfredo Gurgel informou que recebeu uma nova remessa de alimentos e que trabalha para normalizar o serviço. “Acabou de chegar uma entrega. A nutricionista está conferindo e o fornecedor me ligou dizendo que conseguiu comprar mais uma carne em Natal, em pequena quantidade. Amanhã enviará mais 100 quilos para o Walfredo”, informou a administração da unidade.

A direção acrescentou que aguarda a conferência dos produtos para definir se será possível retomar integralmente o fornecimento das refeições. A expectativa da Sesap é normalização completa do serviço em até 24h.

Sindicato anuncia paralisação nesta quarta-feira (17)

Os trabalhadores da saúde do RN vão paralisar suas atividades por 24h nesta quarta-feira (17), com o objetivo de denunciar a precarização do trabalho dentro dos hospitais estaduais e cobrar a convocação imediata dos aprovados no concurso da SESAP 2025. A mobilização, encabeçada pelo Sindsaúde/RN, contará com um Ato Público às 9h, em frente à Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP)

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Fonte: saibamais.jor.br

Cadu discute ideias para a saúde pública com representantes do Sindicato dos Médicos do RN

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O pré-candidato ao Governo do RN, Cadu Xavier (PT), foi recebido nesta terça-feira (16) na sede do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN), onde participou de uma reunião com a direção da entidade, liderada pelo seu presidente, o médico Dr. Geraldo Ferreira, de quem ouviu demandas da classe profissional.

Na ocasião, Cadu esteve acompanhando do vereador Daniel Valença. Além de ouvir as preocupações dos profissionais, o pré-candidato aproveitou a oportunidade para compartilhar as suas visões do sistema atual e ideias para o futuro da saúde pública do estado.

Defensor declarado do SUS, Cadu pontuou suas visões sobre o que pensa para a saúde pública do RN, como o fortalecimento dos hospitais regionais e a valorização dos profissionais.

“O estado tem que ser aquele que é capaz de prover o bem-estar social para a população, isso passa, entre outras coisas, por uma saúde pública de qualidade. Para isso, não podemos deixar de falar do fortalecimento do SUS, bem como do fortalecimento do serviço público geral”, pontuou Cadu.

Atriz potiguar Tânia Maria recebe título de cidadã recifense

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A atriz potiguar Tânia Maria, de 79 anos, recebeu nesta segunda-feira (15) um reconhecimento simbólico importante fora do Rio Grande do Norte. A Câmara Municipal do Recife aprovou a concessão do título de cidadã recifense à artista nascida no RN, que conquistou projeção nacional ao interpretar Sebastiana no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho.

A homenagem foi aprovada durante sessão ordinária da Casa com ampla maioria dos votos. A proposta foi apresentada pela vereadora Jô Cavalcanti, que destacou a relevância da trajetória de Tânia Maria para o cinema brasileiro e para a valorização da cultura nordestina.

Ao celebrar a aprovação do título nas redes sociais, a parlamentar ressaltou o impacto da atuação da artista no longa-metragem:

“Temos nova cidadã recifense: Dona Tânia Maria! Aprovamos na Câmara do Recife a concessão do Título de Cidadã Recifense para essa atriz gigantesca que nos encantou e orgulhou em sua atuação em O Agente Secreto. Uma artista que ajuda a levar Pernambuco e nossa cultura para o mundo, fez história e colocou o Brasil novamente na disputa pelo Oscar”, afirmou.

Jô Cavalcanti também classificou a homenagem como um reconhecimento merecido. “Uma homenagem mais do que merecida para quem já mora há muito tempo no coração do nosso povo”, acrescentou.

Na justificativa do projeto, a vereadora argumentou que a honraria reconhece trajetórias populares que ajudam a construir a identidade cultural do Nordeste e do Recife retratado nas telas. Dos 25 parlamentares presentes na sessão, 23 votaram favoravelmente à proposta e apenas dois foram contrários.

O reconhecimento chega em um momento de crescente visibilidade para a atriz potiguar. Sua atuação em O Agente Secreto foi apontada como um dos destaques do filme, uma das produções brasileiras de maior repercussão internacional nos últimos anos.

A aprovação do título para Tânia Maria também ocorre cerca de dois meses após a Câmara do Recife rejeitar uma proposta semelhante para o ator baiano Wagner Moura, protagonista do mesmo longa. Na ocasião, o projeto não alcançou o número mínimo de votos necessários para aprovação.

Agora, a artista nascida no Rio Grande do Norte soma à sua trajetória mais uma homenagem oficial, desta vez concedida pela capital pernambucana, cidade que serviu de cenário para o trabalho que a projetou nacionalmente.

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Fonte: saibamais.jor.br

PM prende suspeitos e diz que confessaram atentado contra Cabo Deyvison

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A Polícia Militar do Rio Grande do Norte informou nesta terça-feira (16) a prisão de dois suspeitos de envolvimento no atentado contra o vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL), ocorrido na noite de segunda-feira (15). Segundo a corporação, os dois homens confessaram participação direta no ataque que resultou na morte do assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais.

De acordo com a PM, os suspeitos foram localizados após uma denúncia recebida pelo telefone 190 informando que dois homens em atitude suspeita seguiam em direção à divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará. A partir da informação, foi montada uma ação integrada entre as polícias militares dos dois estados.

A abordagem ocorreu na rodovia CE-040, no município de Beberibe, no Ceará. Os suspeitos estavam em um táxi quando foram interceptados por equipes do Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), da Polícia Militar cearense.

Segundo a PMRN, durante a abordagem, os dois homens admitiram participação no atentado registrado em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, em Mossoró.

Após a prisão, os suspeitos foram encaminhados para os procedimentos legais e oitivas formais. As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime e identificar possíveis outros envolvidos.

Atentado ocorreu durante transmissão ao vivo

O ataque aconteceu por volta das 22h de segunda-feira. Cabo Deyvison foi baleado nas pernas enquanto realizava uma transmissão ao vivo em frente à UPA do Alto de São Manoel.

O vereador foi socorrido inicialmente na própria unidade e, em seguida, transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia. Segundo sua equipe, ele permanece em estado estável.

Já o assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, que fazia as imagens da transmissão no momento do atentado, foi atingido pelos disparos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Nas redes sociais, a equipe do parlamentar lamentou a morte do assessor e pediu orações pela recuperação de Cabo Deyvison e conforto aos familiares da vítima.

Após o atentado, a governadora Fátima Bezerra afirmou ter recebido a notícia com “profunda indignação” e determinou empenho total das forças de segurança para esclarecer o caso.

A chefe do Executivo informou que cancelou compromissos oficiais para acompanhar a situação e reuniu a cúpula da segurança pública do estado. Ela também determinou que a investigação seja conduzida com rigor pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A prisão dos suspeitos ocorreu menos de 24 horas após o atentado.

Policial militar, Cabo Deyvison, de 37 anos, foi eleito vereador de Mossoró em 2024 com 1.766 votos. Nos últimos meses, ganhou projeção política ao assumir posição de oposição ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, e se filiar ao PL após deixar o MDB.

O parlamentar também esteve entre os vereadores que defenderam a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar contratos da gestão municipal após a deflagração da Operação Mederi, da Polícia Federal.

Recentemente, sua participação em ações policiais motivou uma recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte para que as forças de segurança atuem com neutralidade política durante o período eleitoral de 2026.

Até a publicação desta matéria, a polícia não havia divulgado a motivação do atentado nem informado se os suspeitos apontaram quem teria ordenado a ação criminosa de maneira oficial.

SAIBA MAIS:
Vereador sofre atentado em Mossoró e Fátima determina empenho da polícia

Fonte: saibamais.jor.br

Eduardo Bolsonaro é condenado; aliados no RN se calam e PT celebra

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com o colegiado, ele atuou para interferir no julgamento da ação penal em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado. No Rio Grande do Norte, a maior parte do palanque bolsonarista ficou em silêncio; apenas o senador Rogério Marinho se pronunciou. Já as principais figuras públicas da esquerda celebraram a condenação e criticaram as pressões contra as instituições.

“Quem passou anos atacando a democracia e pressionando as instituições para garantir impunidade começa a responder por seus atos”, classificou o pré-candidato a governador pelo PT, Cadu Xavier.

A vereadora Samanda Alves (PT), pré-candidata a senadora, classificou o ex-deputado como “traidor da pátria”.

“Fugiu para os EUA para sabotar o Brasil, fazer lobby contra o próprio país e articular tarifas que prejudicaram nosso povo só para defender o pai golpista. Virou ficha suja e não se elege mais!”, disse.

O deputado federal Fernando Mineiro (PT) lembrou o motivo da condenação.

“Eduardo Bananinha foi condenado por tentar pressionar e interferir no processo da trama golpista, com ações que buscavam interferência dos Estados Unidos para criar instabilidade e intimidar as instituições democráticas brasileiras.”

Em uma publicação feita em colaboração, o vereador de Natal Daniel Valença e a deputada federal Natália Bonavides disseram que “a casa caiu para o criminoso traidor da pátria”.

A vereadora Brisa Bracchi e a deputada estadual Isolda Dantas também recorreram à postagem colaborativa para comentar a condenação do filho de Jair Bolsonaro.

“Tentou vender a soberania do país pra Trump em troca de imunidade pra Bolsonaro e seus comparsas e agora é mais um da família que entra pra lista de condenados. A Papuda tá só ouvindo a conversa…”, afirmaram.

Na direita, Rogério Marinho é voz solitária em defesa

O líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à presidência, Rogério Marinho foi o único dentre as principais figuras públicas do bolsonarismo a se pronunciar sobre a condenação.

Em nota oficial divulgada nesta terça-feira (16), Rogério Marinho sustentou que, em uma democracia, “é legítimo questionar decisões estatais e recorrer a instâncias internacionais para denunciar aquilo que se entende como abuso ou violação de direitos”, sem que essa atuação seja tratada de forma distinta conforme a posição política de quem se manifesta.

O líder da oposição também recorreu ao PT para dizer que, durante a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lideranças do Partido dos Trabalhadores recorreram a organismos internacionais e promoveram campanhas no exterior contra decisões da Justiça brasileira, circunstância que, à época, foi considerada “exercício legítimo da liberdade de expressão e da atuação política”, destaca Rogério Marinho. Para o senador, a preservação da isonomia institucional exige que os mesmos parâmetros sejam aplicados independentemente do espectro ideológico de quem exerce o direito à crítica.

Em contrapartida, o pré-candidato a governador Álvaro Dias (PL), o pré-candidato a vice, Babá Pereira (PL), o pré-candidato a senador, Coronel Hélio (PL), e o pré-candidato a reeleição ao Senado, Styvenson Valentim (Podemos), não comentaram sobre o assunto em suas redes sociais. 

Deputados federais pelo PL-RN, General Girão, Sargento Gonçalves e Carla Dickson também não se pronunciaram sobre o tema.

Ameaças 

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo Bolsonaro fez declarações públicas e postagens em redes sociais em que afirmou ter feito gestões para que o governo dos Estados Unidos impusesse sanções a autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, e medidas econômicas ao país, em razão do que considera uma perseguição política a seu pai. 

Na sessão desta terça, o subprocurador-geral da República Antônio Edílio reforçou que o conjunto de provas demonstra de forma robusta a coação. Além das provas públicas em que Eduardo atribui a si a articulação política que resultou nas sanções, o subprocurador apontou uma conversa extraída do celular de Jair Bolsonaro em que Eduardo aconselha o pai a evitar declarações que pudessem comprometer as articulações nos EUA.  

Ao analisar o mérito da ação, o relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que também não há dúvida quanto à autoria e à materialidade dos delitos. O ministro apresentou uma linha do tempo, destacando que as manifestações e as ameaças dirigidas por Eduardo Bolsonaro às instituições de Justiça brasileiras coincidiam com marcos processuais da ação penal em que seu pai era réu.  

Como exemplo, mencionou que, uma semana antes da sessão de recebimento da denúncia, o então deputado divulgou ameaças aos ministros do STF, afirmando que eles poderiam sofrer retaliações do governo dos Estados Unidos. Após o recebimento da denúncia, Eduardo Bolsonaro voltou a se manifestar, declarando que colocaria “um freio de arrumação na Justiça brasileira”. Para o relator, essa sucessão de episódios evidencia uma “clara tentativa ostensiva de coagir esta Turma do STF”. 

Capacidade de articulação 

Como Eduardo Bolsonaro não constituiu advogado nos autos, sua defesa ficou a cargo da Defensoria Pública da União (DPU), representada pelo defensor público federal Esdras dos Santos Carvalho. Para a defesa, a denúncia confunde capacidade de articulação política com poder de coação. Segundo o defensor, a configuração do crime de coação exige a existência de uma grave ameaça, o que pressupõe que o mal pretendido depende da vontade e do poder de concretização de quem ameaça.  

Nesse sentido, Carvalho argumentou que Eduardo Bolsonaro não tem nenhum poder de decisão sobre a política externa dos Estados Unidos e mantém apenas canais de interlocução com autoridades daquele país. Segundo o defensor, essa proximidade foi utilizada para demonstrar seu descontentamento com a condução dos processos do 8 de janeiro, o que não configura, por si só, uma grave ameaça. 

Por fim, a defesa argumentou que as manifestações atribuídas ao réu foram públicas, no exercício de sua atividade parlamentar, estando, portanto, protegidas pela imunidade. 

Segundo o relato, Alexandre de Moraes, ao contrário do alegado pela defesa, as condutas de Eduardo não se inseriram no contexto de livre manifestação de expressão ou de sua atividade parlamentar, mas tiveram o claro propósito de favorecer os interesses de Jair Bolsonaro.

Fonte: saibamais.jor.br

Vereadora Samanda promove audiência pública sobre regulamentação do trabalho por aplicativo em Natal

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A vereadora Samanda Alves (PT) promove nesta quinta-feira (18), às 14h, no Plenário da Câmara Municipal de Natal, a audiência pública “Dignidade para quem move a cidade: caminhos para a atualização da regulamentação do trabalho por aplicativo em Natal/RN”.

O debate reunirá trabalhadores, entidades representativas, pesquisadores, órgãos de fiscalização e representantes do poder público para discutir a atualização das regras que disciplinam a atividade no município.

A audiência vai debater a minuta do projeto de lei que está sendo construída por um grupo de trabalho instituído pela Prefeitura de Natal e que deverá ser encaminhada à Câmara Municipal. O objetivo é ampliar a participação da sociedade e da categoria na discussão do texto antes de sua tramitação no Legislativo.

Serviço

Data: 18 de junho de 2026 (quinta-feira)

Horário: 14h

Local: Plenário Érico Hackradt – Câmara Municipal de Natal

Em tempos de Copa, é difícil escrever sobre outros assuntos!

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Planejei escrever sobre a morte terrível da moça que pulou da ponte em Limeira fazendo bungee jump, e também sobre o machismo e misoginia que ela sofreu mesmo após vir a óbito. Também pensei em escrever sobre as supostas delações de Vorcaro, envolvendo os repasses milionários referentes ao filme “Dark horse”, que de trunfo poderá se tornar a pá de cal política na família Bolsonaro.

Havia outros temas recorrentes em mente, como comportamento masculino, uso de redes sociais e excessos de IA. Contudo, abro minhas redes sociais e confiro os famigerados grupos de zap, e lá está um único assunto; a Copa do Mundo de futebol, em andamento nos EUA, México e Canadá.

O que é curioso, afinal, semanas antes do torneio muita gente garantiu que estava totalmente desinteressada sobre o campeonato. Reportagens atestavam a indiferença de grande parte da população com a copa em geral e desconfiança e descrença com a seleção brasileira em específico. eu mesmo, com,o já escrevi aqui, jurei que não levaria a sério boa parte dos jogos e que só acompanharia de verdade a partir das oitavas de final.

Pois é, tudo isso antes do torneio começar. Foi só a bola rolar a partir do jogo de abertura, México 2×0 África do Sul, para aquela velha empolgação coletiva cair sobre nossas cabeças, como uma mágica. Com menos de uma semana de copa, ainda na primeira rodada da primeira fase, vejo aqueles amigos que desprezavam o torneio me convidando para assistir a qualquer Holanda x Japão no meio da tarde. Ou donos de bares que torciam o nariz para o torneio comprando mais uma tv e decorando o estabelecimento de verde e amarelo.

Daria para investigar mais a fundo esse envolvimento coletivo que a Copa do Mundo gera. Que não tem a ver necessariamente com o futebol em si, afinal, muita gente empolgada com o torneio mal sabe a diferença entre primeira fase e semifinal ou conhece a regra do impedimento. Mas todos se sentem felizes em participar de algo tão coletivo, em escala global, diga-se, embora a princípio o conceito do campeonato celebre nacionalismos.

Esse envolvimento acaba eclipsando outros assuntos. Pesquisas eleitorais envolvendo Lula e Flávio, por exemplo, ficaram em segundíssimo plano no noticiário e em grupos de zap. As pré-campanhas idem, a não ser que envolvam diretamente a copa, como pré-candidatos vem fazendo, postando fotos com camisas da seleção brasileira e em momentos de torcida.

Portanto, voltaremos à programação normal, ou seja, textos diversos sobre comportamento humano, análises sócio-políticas, cultura, mais para a frente, lá pelas oitavas de final, quando o fervor pela copa começa a esmorecer (ou o Brasil já eliminado jogue água fria no torcedor médio). Até lá, trocaremos todos polarização política por Vozinha, o goleiro de Cabo Verde que fechou o gol contra a Espanha. Ou por Messi, craque argentino que na noite da terça-feira marcou 3 gols contra a Argélia e se tornou, ao lado do alemão Klose, o maior artilheiro da história das copas. Mesmo se eu não tivesse assistido ao jogo, teria ficado informado da façanha pela senhorinha do Bloco G que ao me encontrar no caminho de deixar o lixo, sorriu para mim e comentou: “E o Messi ontem, meu filho!?”

Fonte: saibamais.jor.br

Parceria entre instituições e Prefeitura de São Gonçalo beneficia comunidade indígena de Tapará

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A comunidade indígena Tapará, localizada na divisa entre São Gonçalo do Amarante e Macaíba, recebeu nesta segunda etapa do II Mutirão POPJUD Povos Indígenas uma série de serviços voltados à cidadania, assistência social, saúde e garantia de direitos. A ação é uma iniciativa da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, realizada em parceria com diversas instituições e com o apoio das prefeituras de São Gonçalo do Amarante e Prefeitura de Macaíba.

Ao longo do dia, moradores tiveram acesso à emissão e atualização de documentos, orientações jurídicas, atendimentos sociais, atualização do Cadastro Único, encaminhamentos previdenciários e outros serviços essenciais levados diretamente ao território indígena.

Segundo a juíza federal Gisele Leite, coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Justiça Federal, o projeto nasceu a partir do contato com as demandas das comunidades indígenas atendidas pela instituição.

“Percebemos que, além das demandas jurídicas, existia uma necessidade muito grande de acesso a serviços básicos de cidadania, saúde e assistência social. Foi assim que surgiu o POPJUD Povos Indígenas, com a proposta de fazer a Justiça caminhar em direção aos territórios indígenas e não esperar que essas populações precisem se deslocar para buscar seus direitos”, destacou.

Esta é a segunda edição do mutirão. A primeira aconteceu no município de João Câmara e, desta vez, a comunidade Tapará foi escolhida após uma solicitação das próprias lideranças indígenas, que demonstraram interesse em receber a iniciativa.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também participou da ação com atendimento jurídico gratuito. A advogada e professora Maria Félix destacou a importância da presença da advocacia junto às comunidades tradicionais.

“Estamos aqui oferecendo atendimento jurídico gratuito e orientação para garantir cidadania e efetivação de direitos às populações indígenas. É uma forma de aproximar a justiça das pessoas que mais precisam”, afirmou.

Para a moradora Joelma Nunes, a ação representa uma oportunidade importante para a população local.“Só temos a agradecer por essa parceria e por todos os serviços que estão chegando à nossa comunidade”, comentou.

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante teve participação direta na realização do evento, disponibilizando estrutura logística com tendas, cadeiras, sistema de som, transporte, equipe de apoio para o Cadastro Único, Guarda Municipal e a distribuição de aproximadamente 400 lanches para os participantes.

No primeiro dia da programação, o município também contribuiu com atendimentos de saúde, através da disponibilização de médico e enfermeiro.

Governo do Estado é contemplado com mais 1.454 imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida

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São 803 moradias na área urbana e 651 voltados à modalidade rural

O Rio Grande do Norte recebeu uma importante notícia para a área habitacional. A nova seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) contempla 1.454 unidades habitacionais distribuídas entre as áreas urbana e rural de diversos municípios potiguares. A iniciativa representa mais do que a construção de casas: significa dignidade, geração de empregos e desenvolvimento para as cidades beneficiadas.

Do total selecionado, 803 unidades serão destinadas à modalidade urbana e 651 à modalidade rural, alcançando municípios de todas as regiões do estado.

Entre os contemplados estão Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Assú, Macaíba, Currais Novos, Monte Alegre, Upanema e São José de Mipibu, entre outros.

A governadora Fátima Bezerra destaca a importância do empenho para assegurar mais moradias ao estado do Rio Grande do Norte. “É um número significativo, fruto do empenho e prioridade estabelecidos com responsabilidade da gestão, com a essencial parceria institucional do governo federal. Vai além de um número. É dignidade, e mais um passo no caminho da realização de um sonho para muitas famílias”, afirmou.