A pré-candidata ao Senado Samanda Alves (PT) ampliou sua base política no Seridó neste sábado (20) ao receber o apoio do prefeito de Jucurutu, Iogo Queiroz, do ex-prefeito Júnior Queiroz e da maioria da Câmara Municipal. A adesão foi anunciada durante agenda no município, um dos mais importantes polos econômicos do interior do Rio Grande do Norte.
Também declararam apoio a Samanda os vereadores Edvan Fernandes, Francinildo, Júnior de Dequinha, Lulu de Chico Ivo, Augusto Diniz, Marcione Medeiros, Romualdo Teixeira e Rubens Batista, consolidando a adesão da maioria do Legislativo municipal ao projeto político da pré-candidata.
O encontro reuniu ainda lideranças de outros municípios do Seridó que já integram a base de apoio de Samanda na região, entre elas o prefeito de São Vicente, Genilson Maia, o vice-prefeito Isaac Alexandre, o prefeito de São José do Seridó, Jackson Dantas, e o vereador Del, de Tenente Laurentino Cruz.
Jucurutu é reconhecida como a Capital do Queijo de Coalho do estado e um dos principais polos da indústria de laticínios potiguar. O município também se destaca pela produção de biscoitos, pela atividade mineral e pelas oportunidades geradas a partir da Barragem de Oiticica. Nos últimos anos, a cidade tem ampliado seu protagonismo regional, impulsionada por investimentos em infraestrutura hídrica, desenvolvimento econômico e fortalecimento de suas cadeias produtivas.
Ao agradecer o apoio recebido, Samanda destacou as potencialidades econômicas e sociais do município e reafirmou o compromisso de representar a cidade e o interior do estado no Senado Federal.
“Jucurutu representa muito do Rio Grande do Norte que queremos fortalecer: uma terra de produção, de trabalho e de oportunidades. É a cidade das águas, da agricultura, da mineração e de um povo trabalhador que acredita no futuro. Nosso compromisso é fazer com que esse potencial se transforme em mais investimentos, emprego e desenvolvimento. Estaremos em Brasília, mas sempre presentes no Rio Grande do Norte, lutando para que Jucurutu tenha a atenção e as oportunidades que merece”, afirmou.
Durante o encontro, o prefeito Iogo Queiroz ressaltou os investimentos realizados pelo Governo do Estado e defendeu a continuidade do projeto político liderado pela governadora Fátima Bezerra. Segundo ele, as melhorias na infraestrutura rodoviária, os investimentos em educação e as parcerias com os municípios demonstram os resultados da atual gestão.
Com a adesão do grupo político de Jucurutu, Samanda amplia sua presença no Seridó, região estratégica para as eleições de 2026, e fortalece a articulação de sua pré-campanha em defesa da continuidade de um projeto político voltado ao desenvolvimento do Rio Grande do Norte e à melhoria da vida da população.
A chegada do inverno traz um cenário conhecido pelos serviços de saúde: o aumento dos casos de gripes, resfriados e outras infecções respiratórias. Além da maior circulação de vírus, fatores como a redução da exposição solar e a permanência em ambientes fechados podem impactar o equilíbrio nutricional do organismo, tornando alguns nutrientes especialmente importantes nesta época do ano.
Segundo a pesquisadora e gerente de Inovação e Pesquisa Clínica da Prati-Donaduzzi, Emanuelle Menegazzo Webler, as vitaminas D e C, zinco e selênio desempenham funções essenciais para o funcionamento adequado do sistema imunológico e merecem atenção durante os meses mais frios.
Os nutracêuticos ganham espaço como aliados da saúde preventiva, pois reúnem suplementos alimentares formulados para complementar a ingestão de vitaminas e minerais, contribuindo para o equilíbrio nutricional e para a manutenção do bem-estar.
“Eles contribuem diretamente para o funcionamento do sistema imune, participando do desenvolvimento e da atividade das células de defesa. Quando há deficiência desses nutrientes, a resposta imunológica pode ser comprometida”, explica.
A vitamina D costuma ser uma das mais afetadas durante a estação. Produzida principalmente por meio da exposição da pele à luz solar, ela pode apresentar redução nos níveis sanguíneos devido aos dias mais curtos e ao hábito de permanecer mais tempo em ambientes fechados.
“Além da participação no sistema imunológico, esse nutriente também está relacionado à saúde muscular e à manutenção dos ossos”, afirma Emanuelle.
A vitamina C também exerce papel importante na proteção do organismo. Conhecida por sua ação antioxidante, ela auxilia no funcionamento das células de defesa e participa de diversos processos metabólicos relacionados à manutenção da saúde.
Já o zinco é um mineral essencial para o desenvolvimento e a atuação adequada do sistema imunológico. Sua deficiência está associada a uma maior suscetibilidade a infecções e pode comprometer a resposta do organismo diante de agentes infecciosos.
Outro nutriente que merece atenção é o selênio. Com ação antioxidante, ele ajuda a proteger as células contra danos causados pelos radicais livres e também participa do funcionamento adequado do sistema imune.
De acordo com a pesquisadora, embora uma alimentação equilibrada continue sendo a principal fonte de nutrientes para a maioria das pessoas, a suplementação pode ser uma estratégia complementar importante em situações específicas.
“Para pessoas saudáveis e bem nutridas, a alimentação fornece a maior parte dos nutrientes necessários para uma imunidade adequada, porém, muitos fatores interferem na capacidade de defesa do sistema imunológico como estresse, desequilíbrio alimentar, sono inadequado e hidratação insuficiente, assim, a suplementação é uma estratégia relevante para complementar os nutrientes faltantes e potencializar a imunidade”, alerta.
Os benefícios costumam ser mais evidentes em grupos considerados de maior risco para deficiências nutricionais, como idosos, pessoas com dietas restritivas, pacientes bariátricos, indivíduos em tratamento oncológico ou com condições que afetam a absorção de nutrientes.
A especialista reforça, porém, que a escolha dos suplementos deve ser feita com orientação profissional. “Além da qualidade e procedência dos produtos, é importante avaliar as necessidades individuais de cada pessoa. O excesso de determinados nutrientes também pode trazer riscos à saúde e comprometer os resultados esperados”, orienta.
Sobre a Prati-Donaduzzi
A Prati-Donaduzzi é uma indústria farmacêutica brasileira com atuação nacional, dedicada ao desenvolvimento, produção e comercialização de medicamentos. Com forte presença no mercado e foco em inovação e excelência operacional, a empresa mantém o compromisso de promover saúde e bem-estar, aliando crescimento econômico, responsabilidade social e respeito ao meio ambiente.
O relatório da Comissão da Memória e da Verdade da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) foi entregue nesta quinta-feira (18), em solenidade que ocorreu no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (Fafic), no campus Mossoró. Instituída em abril de 2025, a Comissão teve como objetivo resgatar a história da instituição e investigar violações de direitos humanos, práticas de vigilância sobre estudantes e professores, além de estruturas de repressão no ambiente acadêmico durante o período da ditadura militar.
O documento gerou um livro, publicado na a página da Edições Uern no portal da Universidade. O resultado do trabalho da Comissão foi de verificar se a comunidade acadêmica havia sofrido algum tipo de violação de seus direitos como o cerceamento das liberdades individuais, sofrido agressões física, emocionais, perseguições no exercício da profissão como ser espionado pelo Sistema Nacional de Informação.
Um dos principais focos da análise foi verificar a atuação do Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão de inteligência criado no contexto da ditadura militar, na então Universidade Regional do Rio Grande do Norte (URRN).
Um dos alvos do SNI foi a “V Semana de Filosofia do Rio Grande do Norte”, ocorrida entre 01 e 05 de maio de 1984. Além das atividades acadêmicas, há relatórios sobre greves e a respeito do contexto político da cidade, produzidos pelo SNI na época, bem como documentos referentes à prisão de jovens considerados “subversivos”, na década de 70.
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Durante os oito meses de vigência da Comissão da Memória e da Verdade da Uern, o documento aponta que não foi verificada a existência de instalações dos instrumentos de vigilância ou espionagem direcionados à comunidade acadêmica nos espaços físicos da universidade. No entanto, foi verificado que na documentação referente a atuação do SNI em Mossoró, encaminhada pelo Ministério Público Federal à Uern, havia uma vigilância sobre as Semanas de Filosofia coordenadas pelo professor João Batista Xavier na primeira metade da década de 1980. Os relatórios apontam a programação do evento, as temáticas abordadas e o espaço e o contexto em que ocorriam as discussões.
Segundo informou o Ministério Público Federal (MPF) no ano passado, o órgão repercutiu a prisão de Ricardo Torres de Carvalho, Jonas Rufino de Paiva, Francisco Aurélio de Araújo, Lourival Alves da Silva e José Henrique da Fé efetivada pela polícia de Mossoró em 1º de maio de 1970, dia do trabalhador, tendo em vista que eles estavam distribuindo panfletos considerados “subversivos”. Na avaliação do órgão, “estão os subversivos dispostos a tudo e procura solapar a ordem pública e induzir o povo contra a lei e os poderes constituídos”, mesmo em se tratando de exercício não violento da liberdade de reunião e manifestação.
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Houve novo interesse do SNI pela “Semana de Filosofia do Rio Grande do Norte”, perante a qual “tem comparecido elementos de diversas organizações esquerdistas”, tendo o órgão monitorado João Batista Xavier, Professor de Filosofia e Estudos Sociais da então URRN, buscando obter a qualificação e outros dados do docente.
Durante a cerimônia desta quinta, que reuniu autoridades e membros da comunidade acadêmica, o presidente da Comissão, professor Marcílio Falcão, explicou o desenvolvimento dos trabalhos e destacou a relevância do relatório final.
“A Comissão se organizou, analisou todo o material e concluiu que houve, sim, perseguição política e ideológica na Universidade durante a ditadura. Com esse relatório, a Uern reafirma que não há espaço para o extremismo. A instituição é um ambiente de liberdade e de defesa da democracia e da cidadania”, afirmou.
Recomendações
Diante desse contexto, a Comissão fez as seguintes recomendações à gestão da universidade:
a) Mapeamento e organização da documentação da universidade referente ao período de 1968 a 1985;
b) Incentivo à pesquisa, realização de eventos e publicações pela EDUern dos estudos sobre a Ditadura Militar brasileira;
c) Criação e instalação de placas e marcos temporais sobre a atuação da comunidade acadêmica da Uern durante a Ditadura Militar brasileira;
d) Reparação histórica, de forma simbólica, para as lideranças docentes e estudantis que aturam na universidade durante o recorte temporal analisado pela Comissão da Memória e da Verdade da Uern; sendo uma recomendação específica de reparação, mesmo que simbólica, ao professor João Batista Xavier.
Reconhecimento
A reitora da Uern, Cicília Maia, reforçou o papel da universidade como espaço de memória e reflexão crítica.
“Compreendemos que a universidade pública não é apenas um local de formação e produção de conhecimento, mas também de preservação da memória, reflexão crítica e compromisso permanente com os valores democráticos”, destacou.
Ela acrescentou que o relatório se torna um importante patrimônio institucional.
“Esse documento ficará disponível em nossa biblioteca como registro de memórias e narrativas que ampliam o conhecimento sobre a história da Uern, contribuindo para que as atuais e futuras gerações compreendam melhor os caminhos percorridos pela instituição.”
Entrega do documento nesta quinta – Foto: Rosalba Moreira
Na ocasião, foram entregues certificados de reconhecimento pela luta em defesa da liberdade e da democracia aos professores Carlos Alberto Lima Filgueira (in memoriam) e João Batista Xavier, que tiveram papel relevante na Universidade durante o período. O procurador da República no RN, Emanoel de Melo, ressaltou a importância da reparação simbólica às vítimas de perseguição.
Kadja Filgueira, filha do professor Carlos Alberto Filgueira, fez um discurso emocionado ao lembrar a trajetória do pai.
“A Uern sempre foi a vida dele, e receber essa homenagem por todo o trabalho que desempenhou é muito gratificante”, declarou.
Ane Emanuelle Xavier, filha do professor João Batista, também expressou gratidão e disse que seu pai sempre acreditou na educação como ferramenta de transformação social e na coragem de defender princípios.
“Esta homenagem celebra não apenas uma história individual, mas a memória de todos que contribuíram para a preservação dos valores democráticos e da liberdade humana”, afirmou.
Equipamento doado pelo Ministério da Saúde ampliará a capacidade de exames na maior unidade de urgência e emergência do estado
O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior unidade de saúde da rede estadual e referência em urgências e emergências, recebeu nesta quarta-feira (17) um novo tomógrafo. O equipamento foi adquirido pelo Ministério da Saúde e está em fase de instalação e para iniciar seu funcionamento em breve.
Com capacidade para realização de cerca de 4.500 exames por mês, o novo aparelho contribuirá para maior agilidade nos diagnósticos e para a redução da necessidade de deslocamento de pacientes para outras unidades. O hospital também conta com um outro tomógrafo em funcionamento, desde dezembro do ano passado.
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE PÚBLICA.
O Brasil é o país da conciliação, uma terra onde grandes mudanças nascem de acordos, sem sangue nas calçadas.
É mentira, uma bela fábula, mas é falsa. O Brasil não sofre de amnésia coletiva; ele opera uma engrenagem sistemática de apagamento.
Ao longo dos séculos, sempre que o povo pobre, negro, indígena e periférico ousou tomar as rédeas do próprio destino, a resposta do Estado é o massacre físico e o silenciamento histórico.
Episódios como a Cabanagem no Pará, Quebra Kilos no RN,, a Revolta da Chibata, no Rio, e a Guerra de Canudos, na Bahia, são tratados pela historiografia tradicional como explosões isoladas de fanatismo ou vandalismo.
Mas foram experiências profundas de organização popular que o poder dominante sufocou com violência brutal, seguida por uma meticulosa rasura na memória nacional.
Essa violência pedagógica cumpre uma função política clara: domesticar o futuro através do controle do passado.
Para legitimar a desigualdade, a elite brasileira sempre teve uma necessidade crônica de inventar os seus próprios mitos e heroísmos de gesso. Transforma-se a abolição da escravidão em um “presente” benevolente da monarquia, esvaziando décadas de insurgência quilombola.
Escolhem-se heróis que defendiam os interesses dos proprietários de terras, enquanto líderes populares são empurrados para a marginalidade da história.
Disputar essa narrativa não é apego ao passado; é uma urgência do presente.
Ao convencer a maioria de que ela sempre foi pacífica e dependente da boa vontade dos de cima, a engrenagem do apagamento tenta minar a capacidade de indignação de hoje.
Lembrar da repressão é expor as raízes da violência institucional que ainda corta as periferias. Mas, acima de tudo, lembrar da insurgência é mostrar que nenhum direito foi doado, todos foram arrancados.
O Brasil oficial pode tentar apagar, mas a história real permanece viva na resistência daqueles que se recusam a silenciar.
*Rômulo Sckaff é historiador, cineasta e autor de: A Pátria dos Silêncios Proibidos Histórias que o Brasil tentou apagar
Natal deve receber, em até dois meses, o primeiro ponto de apoio para motoristas e entregadores por aplicativo da capital potiguar. A iniciativa faz parte de um programa do Governo Federal, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, que prevê a implantação de 100 unidades em todo o país. Em Natal, o equipamento será instalado na BR-101, em área cedida pelo Centro Administrativo do Estado, no limite com a Arena das Dunas.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (18) pela vereadora Samanda Alves (PT), durante audiência pública que debateu a regulamentação do trabalho por aplicativo, realizada na Câmara Municipal.
“Desde que o presidente Lula anunciou a criação dos pontos de apoio, nosso mandato buscou dialogar com o Governo Federal para que Natal fosse contemplada. Mas essa é uma conquista coletiva, construída pela mobilização dos trabalhadores, das associações, dos sindicatos, da deputada federal Natália Bonavides e do Governo do Estado. Agora esperamos que a Prefeitura também se some a esse esforço em defesa da categoria”, afirmou Samanda durante a audiência.
A solenidade na Câmara reuniu representantes de associações, sindicatos, trabalhadores da categoria e do poder público. O primeiro ponto de apoio do Brasil está sendo construído em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. Por lá, o equipamento vai funcionar por meio de dois contêineres. Um maior terá uma copa, cozinha, lugar de descanso e para carregar celular. Já um outro contêiner menor será o espaço para banheiro e vestiário. O investimento estimado para os 100 pontos de apoio em todo o país é de R$ 24 milhões.
A iniciativa foi elogiada por Luciana Macedo, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Aplicativos de Transportes do Rio Grande do Norte (Sintat-RN).
“Essa não foi uma conquista simples. Foi resultado de diálogo, de insistência, presença política e de compromisso com a base. E é por isso que hoje nós temos a perspectiva concreta da instalação de um ponto de apoio aqui em Natal”, disse.
“Esse ponto não é um favor, é resultado de luta. E mais do que isso, ele é um modelo de política pública, porque quando a gente fala de regulamentação, não dá para ficar só no papel. O trabalhador precisa de estrutura, precisa de banheiro, de água, de espaço, de descanso e de segurança. Precisa ser tratado com humanidade. E é exatamente isso que os pontos de apoio representam”, prosseguiu.
Regulamentação da atividade
Além do anúncio do ponto de apoio, a audiência debateu a minuta do projeto de lei que está sendo elaborada por um grupo de trabalho e que será encaminhada pela Prefeitura de Natal à Câmara Municipal para regulamentar a atividade no município.
O secretário-adjunto da STTU, Nilton Filho, informou que a proposta deverá ser enviada ao Ministério Público e apresentada na próxima reunião do Conselho Municipal de Transporte.
“Em um ano e meio a gente teve muitas discussões e avançou muito. A Prefeitura não tem nenhuma intenção de fazer uma regulamentação que traga prejuízo para a atividade. A intenção é minimamente disciplinar para conhecer a realidade do setor. Hoje a Prefeitura não sabe quantos trabalhadores atuam nessa atividade. A intenção é regulamentar para fortalecer”, afirmou.
A regulamentação também foi defendida por Alexandre da Silva, presidente da Associação de Trabalhadores de Aplicativos por Moto e Bike de Natal e Região Metropolitana (Atamb).
“Precisamos realmente de uma regulamentação. Que realmente esses trabalhadores sejam visíveis, porque nós trabalhadores por aplicativo somos invisíveis. Eu saio de casa caracterizado como entregador, com a bag nas costas para fazer meu trabalho, e a plataforma a qual eu presto serviço não me reconhece como trabalhador. Se hoje eu for bloqueado e for para a Justiça, infelizmente não há vínculo trabalhista em relação à plataforma”, explicou.
Ele ainda destacou os desafios enfrentados diariamente pelos profissionais do setor.
“Não temos local de embarque e desembarque, as multas, alimentação e combustível. Todo o ônus da atividade acaba ficando com o trabalhador”, pontuou.
O Rio Grande do Norte atualizou o Plano Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-RN), documento que orienta as ações de preservação da Caatinga, recuperação de áreas degradadas e adaptação às mudanças climáticas. A nova versão foi aprovada nesta sexta-feira (19), durante o II Seminário do Conselho Deliberativo de Combate à Desertificação, realizado em Natal.
A revisão do plano reúne contribuições de mais de 200 representantes de órgãos públicos, universidades, movimentos sociais, entidades da agricultura familiar e instituições ligadas à área ambiental. O objetivo é fortalecer estratégias de prevenção, monitoramento e recuperação dos territórios afetados pela degradação do solo, além de estimular práticas produtivas sustentáveis no Semiárido potiguar.
Durante o evento, especialistas e gestores discutiram os impactos do avanço da desertificação sobre a biodiversidade, os recursos hídricos e a produção de alimentos. A proteção da Caatinga esteve no centro dos debates, considerada essencial para a manutenção dos ecossistemas e para a qualidade de vida das populações que vivem no Semiárido.
A governadora Fátima Bezerra destacou que o plano busca integrar ações ambientais e sociais, ampliando iniciativas voltadas à conservação dos recursos naturais e à recuperação de áreas degradadas. Segundo ela, a atualização do documento se soma a outras medidas adotadas pelo estado para fortalecer a proteção ambiental.
Dados apresentados durante o seminário apontam que o Rio Grande do Norte registrou redução de aproximadamente 26% no desmatamento da Caatinga, resultado atribuído ao fortalecimento das políticas de fiscalização e conservação. O novo plano pretende ampliar esse esforço, estabelecendo diretrizes para tornar os territórios mais resilientes diante dos efeitos da seca e das mudanças climáticas.
A programação também abordou iniciativas nacionais voltadas à recuperação do bioma, como o programa Recaatingar, que prevê a restauração de milhões de hectares degradados e o incentivo à inclusão produtiva de agricultores familiares e comunidades tradicionais. O debate reforçou a necessidade de articulação entre governos, instituições de pesquisa e sociedade civil para conter o avanço da desertificação e garantir a conservação da Caatinga nas próximas décadas.
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Uma mulher de 44 anos foi presa preventivamente na tarde desta quinta-feira (18), em Marcelino Vieira, no Alto Oeste potiguar, suspeita de praticar maus-tratos contra animais, registrar as agressões em vídeo e comercializar o conteúdo em plataformas digitais. A identidade da investigada não foi divulgada pelas autoridades.
A prisão foi resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), que apura a prática sistemática de violência contra diferentes espécies de animais, incluindo cães, gatos, galinhas, preás e capivaras.
De acordo com o Ministério Público, as investigações identificaram vídeos que mostravam atos de extrema crueldade, como o abate de aves por meio de torção do pescoço e pisoteamento. Segundo os promotores, as imagens indicavam que os animais permaneciam vivos e apresentavam sinais de sofrimento mesmo após as agressões.
As apurações apontam que a suspeita mantinha perfis e canais nas redes sociais voltados à divulgação de conteúdos relacionados à rotina rural. Paralelamente, porém, utilizava áreas restritas de determinadas plataformas para disponibilizar vídeos com cenas explícitas de violência contra os animais, acessíveis mediante pagamento.
Ainda conforme o Ministério Público, a mulher oferecia conteúdos personalizados para assinantes e atendia solicitações específicas de seguidores interessados em assistir a atos cada vez mais violentos. Os investigadores afirmam que parte do público pagava mensalidades para acessar os vídeos e até sugeria formas de execução dos animais.
Durante a operação, policiais apreenderam aparelhos celulares e dispositivos de armazenamento que podem conter as gravações originais. As plataformas digitais utilizadas pela investigada também foram notificadas para fornecer informações sobre publicações, acessos e movimentações financeiras relacionadas às contas.
A investigação teve início no começo de junho deste ano, após denúncias sobre a circulação dos vídeos na internet. Com base nos elementos reunidos, o Ministério Público solicitou à Justiça a prisão preventiva da suspeita, além de medidas de busca e apreensão e quebra de sigilo de dados das contas utilizadas.
O pedido foi aceito pelo Judiciário, que entendeu haver necessidade de interromper a continuidade dos supostos crimes e evitar novos episódios de violência contra animais.
Para a advogada Amanda Beatriz, casos dessa natureza demonstram uma forma agravada de crueldade, uma vez que a violência deixa de ocorrer de forma isolada e passa a ser utilizada como fonte de lucro e entretenimento. “Quando há registro, divulgação e monetização desse tipo de conteúdo, o caso ganha uma dimensão ainda mais grave. Além dos maus-tratos em si, existe a exploração da violência para obtenção de vantagem econômica, o que evidencia a necessidade de uma resposta firme das autoridades e da responsabilização dos envolvidos”, explica.
A legislação brasileira prevê pena de reclusão para quem praticar atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. Nos casos envolvendo cães e gatos, a pena pode variar de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda dos animais.
As investigações continuam para identificar possíveis envolvidos na comercialização e no compartilhamento dos conteúdos, bem como para aprofundar a análise do material apreendido.
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O São João de Extremoz 2026 começou em grande estilo e com aprovação do público. Na noite desta quinta-feira (18), o Largo da Estação Estrela do Mar ficou completamente tomado por moradores e visitantes que prestigiaram a abertura dos festejos juninos, marcando uma das maiores concentrações de público já registradas no evento.
A programação reuniu os shows de Lipe e Luan, Filho do Piseiro e Eric Land, além de artistas locais que aqueceram o público para uma noite de muito forró, animação e celebração da cultura nordestina.
Além dos shows, a organização, a segurança e a estrutura do evento foram os pontos mais elogiados por quem participou da festa. Para facilitar o acesso da população, a Prefeitura de Extremoz disponibilizou transporte gratuito para moradores das comunidades urbanas, rurais e do litoral.
A ambulante Selma Andrade comemorou o movimento intenso na primeira noite. “A festa está muito organizada e o público compareceu em peso. Para nós, comerciantes, isso representa mais vendas e uma renda extra muito importante”, destacou.
Quem também aprovou a estrutura foi a aposentada Maria das Graças, moradora de Extremoz. “Está tudo muito bem organizado, com segurança, limpeza e espaço para as famílias. Faz tempo que não via uma festa tão bonita na cidade”, afirmou.
O vigilante José Roberto, que veio de Natal para acompanhar os shows, também elogiou a organização.
“A gente percebe o cuidado da Prefeitura. Tem segurança, transporte e uma estrutura muito boa. Dá para aproveitar a festa com tranquilidade”, disse.
A prefeita Jussara Sales destacou que o sucesso da abertura é resultado de planejamento e do compromisso da gestão com a valorização da cultura e da economia local.
“O São João de Extremoz é uma festa feita para o nosso povo. Além de preservar as tradições juninas, estamos fortalecendo o turismo, gerando renda para os comerciantes e promovendo lazer com segurança para moradores e visitantes”, ressaltou.
A programação continua nesta sexta-feira (19), com shows de Mateus Lins, Cavalo de Pau e Márcia Fellipe, além da transmissão do jogo da Seleção Brasileira na Arena São João, prometendo mais uma noite de grande público e muita animação.
O avanço das facções criminosas e os recentes episódios de violência registrados no Rio Grande do Norte reforçam a necessidade de uma mobilização conjunta da sociedade e das instituições para enfrentar a criminalidade. É o que defende o pré-candidato a deputado estadual Jorge do Rosário (PL), que tem colocado a segurança pública como uma das principais bandeiras de sua pré-campanha.
A discussão ganhou ainda mais força após o atentado sofrido pelo vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), aliado político de Jorge. O parlamentar foi alvo de disparos de arma de fogo enquanto realizava uma fiscalização em frente à UPA do Alto de São Manoel. O ataque resultou na morte do assessor Allyson Diego e provocou grande repercussão em todo o estado.
Para Jorge, o episódio é mais um sinal de alerta sobre a escalada da violência e o fortalecimento das organizações criminosas no Rio Grande do Norte. Segundo ele, o problema já ultrapassou os limites das grandes cidades e exige uma resposta ampla e coordenada.
“O avanço das facções e do banditismo nas principais cidades vai chegar a todo o estado, e já passou da hora de se encontrar uma solução para o problema, que afeta não só a segurança das famílias, mas também inibe a chegada de investimentos, empregos e arrecadação para os municípios”, afirma.
Jorge defende a criação de uma frente ampla envolvendo os poderes constituídos, forças de segurança, entidades representativas, instituições religiosas e organizações comunitárias. Na avaliação do pré-candidato, o enfrentamento ao crime organizado exige a participação de toda a sociedade.
“É preciso debater e encontrar, imediatamente, uma solução eficaz. A segurança pública não pode ser tratada como um problema apenas das polícias. É uma questão que impacta toda a sociedade e precisa unir diferentes setores em torno de um objetivo comum”, destaca.
Ao percorrer cidades potiguares durante a pré-campanha, Jorge afirma que a insegurança aparece entre as principais preocupações da população. Segundo ele, comerciantes, trabalhadores e famílias relatam diariamente o medo provocado pelo avanço da criminalidade e cobram medidas mais efetivas por parte do poder público.
O pré-candidato reforça que pretende levar o debate para a Assembleia Legislativa caso seja eleito. “A segurança é uma das principais demandas dos potiguares. Vamos levar essa pauta para a Assembleia e brigar por soluções concretas que fortaleçam as forças de segurança e devolvam a tranquilidade à população”, conclui.