38ª edição do McDia Feliz vai acontecer no dia 22 de agosto. Renda da venda antecipada será totalmente revertida para a realização do Projeto Diagnóstico Precoce 2027
A Casa Durval Paiva inicia a venda antecipada dos tickets da 38ª edição do McDia Feliz, uma das maiores campanhas de mobilização em prol da saúde e educação de crianças e jovens do Brasil. As chances de cura do câncer infantojuvenil são de até 80%, se for diagnosticado precocemente. Neste ano, a ação vai acontecer no dia 22 de agosto (sábado).
A venda de tickets antecipados do sanduíche Big Mac já está disponível, no valor de R$ 21, para venda física na instituição, através do 4006.1600. Ao adquiri-lo, você garante um Big Mac, que será retirado no dia D do McDia Feliz, dia 22 de agosto, e ainda ajuda a Casa Durval Paiva a salvar muitas vidas, pois 100% do valor do tíquete retorna para a instituição e será direcionado para a continuidade do Projeto Diagnóstico Precoce, que capacita profissionais da atenção básica de saúde e estudantes da área, residentes no Rio Grande do Norte.
“O ato da doação pode ser feito em diversas formas e essa é uma delas. A Casa Durval Paiva é feita de afeto e colaboração mútua, valorizando e unindo pessoas. Através da nossa missão, que é acolher a criança e ao adolescente com câncer e doenças hematológicas crônicas, buscando a cura. Além de conscientizar e alertar, de forma ampla, sobre o diagnóstico precoce, que pode salvar muitas vidas”, comenta Rilder Campos, presidente da Casa Durval Paiva.
Acompanhe as redes sociais da Casa Durval Paiva e conheça todas as ações, que estão sendo realizadas pela instituição: @casadurvalpaiva.
Silvério Alves Filho, 32, conta que desde a infância viveu imerso no meio da comunicação. A influência veio do pai, radialista e editor de um blog em São Paulo do Potengi. Mas o filho de Silvério Alves começou sua carreira no mundo jurídico: se formou em Direito, foi servidor no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) e só em 2024 tomou a decisão de, efetivamente, viver da comunicação. O trabalho rendeu frutos: o Blog Silvério Filho no Instagram já ultrapassa a marca de 100 mil seguidores, numa estratégia definida pelo comunicador como “formato de guerrilha”. Seu alvo principal? A extrema direita.
Desde que passou a focar nas redes sociais, Filho buscou ocupar um vácuo que enxergava na mídia potiguar. De um lado, via muitos blogs de direita com uma linguagem definida por ele como “firme, sarcástica, mais ácida”. “E nós não tínhamos na esquerda”, diz.
“Então, qual foi a minha ideia? Eu não tinha condições de fazer um jornalismo profissional e também não pretendia. A minha intenção era fazer uma comunicação em formato de guerrilha, que tinha aspectos jornalísticos, mas cuja função primordial era uma atuação política. E por questões éticas, eu nunca me identifiquei como jornalista, sempre como comunicador”, explica.
Essa comunicação híbrida, uma mistura de influência digital, memes, jornalismo, atuação política não eleitoral, “como se fosse um agente político sem mandato”, teve o primeiro boom nas eleições municipais de 2024, em que apoiou abertamente a então candidata a prefeita de Natal, Natália Bonavides (PT). Para isso, procurou a todo instante se contrapor aos veículos e blogs ligados à direita.
“A gente ficou conhecido, teve espaços abertos, mas eu tinha plena consciência disso que, pra crescer, eu tinha que bater forte na extrema direita”, observa, sobre a trajetória inicial.
Para ele, a leitura estava correta.
“Existia uma espécie de grito reprimido do pessoal de esquerda que vinha apanhando muito da mídia de extrema direita que não tinha compromisso nenhum com a ética jornalística, com a ética política, compromisso nenhum. E a gente precisava, a meu ver, de pessoas que estivessem dispostas a quebrar alguns ovos para fazer um omelete. Um tipo diferente de exposição, que correria determinados riscos.”
Sua tática envolvia — e ainda envolve — críticas aos principais nomes do campo conservador em Natal, como Álvaro Dias, Rogério Marinho e Paulinho Freire. Mas também aos principais blogueiros de direita do Rio Grande do Norte.
Foto: Bruno Martins
“A gente pegava artigos deles e fazia vídeos ou artigos refutando. Pegávamos cortes de vídeos de participação em programas e fazíamos vídeos reagindo e refutando, e sempre com um tom de sarcasmo, porque de fato eram argumentos absurdos que eram facilmente refutáveis”, conta, sobre a atuação em 2024.
Com passagens pela 97 FM, Rádio Universitária e ICL Notícias, o comunicador potengiense agora almeja novos voos. Recentemente, se lançou pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB — uma decisão fruto do sucesso alcançado nos últimos anos.
“A gente conseguiu realmente criar laços com setores da militância que, para mim, até aquele momento [2024] eram inesperados. Eu pensava em algum momento construir isso, mas foi mais rápido do que eu imaginava”, relata.
Para 2026, a meta é ousada: quer não somente estadualizar seu nome para o RN, mas, quem sabe, até nacionalizar para todo o Brasil.
“Eu creio que será possível por meio da abordagem que nós temos, uma abordagem que eu chamo de ‘abordagem raposística’, que nós mesclamos linguagens informais com linguagens formais, conteúdos mais simples de meme, de tiração de onda, até conteúdos mais complexos de análise política, de análise linguística. Eu brinco que nós conseguimos ir do simples ao complexo, do sério à resenha, do religioso ao mundano”, afirma ‘Raposinha’, como também é chamado.
O homem que um dia já se definiu como conservador ainda se mantém como cristão, e quer utilizar o conhecimento religioso a seu favor.
“Há nas esquerdas uma certa escassez de pessoas que debatam sobre religião, que analisem religião, Bíblia, etc. E diante do meu histórico, de um passado que eu tive inclusive como católico conservador, a gente tem um certo estudo de apologética, no sentido de estudar a religião para debater. Então isso é um aspecto que eu trago comigo de tempos passados que vai favorecer o nosso processo de nacionalização diante da escassez de pessoas dentro dos espectros das esquerdas que trabalhem esse tipo de tema e trabalhem especialmente no formato da apologética”, acredita.
Quando chegar a hora da campanha, Silvério Alves Filho já sabe o que vai apresentar aos eleitores: a necessidade de um projeto nacional civilizatório, que compreende, segundo ele, a busca por um projeto de desenvolvimento.
“Um desenvolvimento econômico, direcionado a melhorar a vida das pessoas com geração de emprego, geração de renda, recolhimento de impostos para o Estado e cumprimento, naturalmente, dos direitos trabalhistas. A busca pelo desenvolvimento econômico no sentido de também possibilitar o surgimento de empregos de melhor qualidade”, aponta.
Também não quer deixar de lado o combate à violência de gênero, questões relacionadas aos direitos das pessoas com deficiência, das mães atípicas e, de um modo geral, as pautas estruturais, como educação, saúde e segurança.
“É um norte da busca por um projeto nacional civilizatório, onde nós tenhamos desenvolvimento, distribuição de renda, garantia dos direitos das minorias, por isso também não apenas um projeto nacional de desenvolvimento, mas um projeto nacional civilizatório. Porque há necessidade de inclusão dessas pessoas, muitas vezes relegadas pela sociedade, pessoas LGBT, pessoas negras, pessoas indígenas, pessoas com deficiência, e nós precisamos incluir na busca também por isonomia, que o Estado sirva especialmente para aqueles que mais precisam do Estado.”
O combate à extrema direita, claro, não vai sair do radar. Filho acredita que ainda é possível manter um diálogo com uma direita democrática, aquela “comprometida com as instituições, com a Constituição Federal, com a qual divergimos, mas conseguimos respeitar e dialogar”, afirma. “Da extrema direita, nada de bom pode vir. Porque eles não têm compromisso com a verdade, eles não têm compromisso com a ética, eles não têm compromisso com os recursos públicos, eles não têm compromisso com a Constituição Federal nem com o povo brasileiro. Então, nada de bom pode vir daí”, prossegue.
No planejamento futuro, também está o lançamento de um livro para 2027, pensado desde já, em que pretende analisar a atual dinâmica da política e da comunicação, envolvendo também o fenômeno da extrema direita no país.
“Estamos em busca do desenvolvimento, de fato, de uma teoria. Uma teoria que consiga analisar o modo atual como ocorre a dinâmica da comunicação e da política nas redes sociais, como isso influenciou a política tradicional, como se influenciou a percepção que as pessoas têm da realidade. E, para tanto, estamos fazendo estudos de marketing, de psicologia, de linguística, de mídia, de ciência política, tentando montar um arcabouço a partir do qual a gente consiga desenvolver essa teoria”, adianta o comunicador.
A Associação Desportiva Esperança conquistou um importante resultado na segunda rodada do Campeonato Municipal ao empatar em 0 a 0 com o Autoesporte, em partida realizada na comunidade de Jacaré Mirim. O resultado garantiu a classificação antecipada da equipe para a próxima fase da competição.
Sob a liderança do vereador e presidente da Associação Esportiva Esperança, Nonato Queiroz, o clube vem realizando uma campanha consistente, demonstrando organização, comprometimento e valorização do esporte amador no município.
Mesmo atuando fora de casa, a equipe mostrou equilíbrio, determinação e espírito coletivo durante os 90 minutos, conquistando um ponto fundamental para assegurar a vaga na fase seguinte do campeonato.
Para o presidente Nonato Queiroz, a classificação é fruto do esforço conjunto de atletas, comissão técnica, diretoria e torcedores que acreditam no projeto esportivo da associação.
“Estamos felizes pela classificação e pelo desempenho da equipe. O Esperança tem representado com orgulho nossa comunidade, levando o nome do nosso esporte cada vez mais longe. Seguiremos trabalhando e apoiando nossos atletas para buscar resultados ainda melhores na competição”, destacou.
Com a vaga garantida, a Associação Esportiva Esperança agora volta suas atenções para os próximos desafios, mantendo o foco e a preparação em busca de avançar ainda mais no Campeonato Municipal.
A classificação reforça o compromisso da diretoria em incentivar o esporte, promover a inclusão social e oferecer oportunidades para os jovens através da prática esportiva, fortalecendo os laços da comunidade e estimulando a formação de novos talentos.
O despertador toca antes do amanhecer para uns. Para outros, o expediente termina quando a noite já tomou conta das ruas. Em comum, todos compartilham uma mesma contagem regressiva: os dias que faltam para a única folga da semana. Para milhares de trabalhadores brasileiros, a escala 6×1, que prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso, não é apenas uma forma de organizar jornadas. Ela influencia a relação com a família, interfere nos estudos, afeta a saúde física e mental e, muitas vezes, determina quanto tempo resta para viver além do trabalho.
O tema ganhou força no debate público nacional nos últimos meses. Movimentos sociais, entidades sindicais e parlamentares passaram a defender mudanças na legislação trabalhista que permitam jornadas menos exaustivas, com mais dias de descanso e melhor distribuição das horas trabalhadas. O assunto rapidamente ultrapassou os corredores do Congresso Nacional e chegou às redes sociais, aos ambientes de trabalho e às conversas cotidianas de quem sente na pele os efeitos de uma rotina marcada por poucos intervalos e pela dificuldade de conciliar emprego, vida pessoal e descanso.
No Rio Grande do Norte, os relatos de trabalhadores ajudam a traduzir o que os números e estatísticas nem sempre conseguem mostrar. São histórias de pessoas que passam boa parte da semana entre deslocamentos, metas, atendimentos e responsabilidades profissionais, enquanto tentam encaixar nos poucos espaços livres atividades simples como estudar, cuidar da saúde, resolver questões domésticas ou passar algumas horas com familiares e amigos.
Só no Rio Grande do Norte, 14,1 mil pessoas trabalham em regime de escala 6 x 1. No Brasil, segundo dados do IBGE, são 14 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, sendo 1,4 milhão empregadas domésticas.
O projeto de Lei que reduz a escala para 5 x 2 e diminui para 40 horas a jornada de trabalho que, hoje, é de 44 horas, foi aprovado na Câmara dos Deputados e tramita atualmente no Senado Federal. A pressão, em ano eleitoral, é para que o PL seja votado antes de outubro.
A Agência Saiba Mais conversou com três trabalhadores desse regime a fim de entender como é na prática a vivência desse regime.
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O crachá da empresa simboliza, para muitos trabalhadores, uma jornada de cansaço
Aos 23 anos, Emma Fernandes é uma trabalhadora do setor de telemarketing e acumula cinco anos em jornadas organizadas pela escala 6×1. Recentemente, ela mudou de horário, mas a sensação de que o tempo continua insuficiente permanece. Atualmente, acorda às seis da manhã, se prepara para sair de casa às oito e enfrenta o trajeto de ônibus até chegar ao trabalho por volta das 9h30. O expediente termina às 15h50, mas o retorno para casa faz com que ela só consiga atravessar a porta de casa perto das cinco da tarde. Embora o novo horário tenha reduzido parte do desgaste que vivia anteriormente, a mudança ainda é recente demais para que ela saiba se conseguirá recuperar algo que considera essencial: tempo para si mesma.
Até poucas semanas atrás, a rotina era ainda mais pesada. O turno começava às 14h e terminava às 20h20. Antes disso, era preciso organizar a casa, preparar refeições e enfrentar o transporte público. As pausas durante o expediente somavam poucos minutos e mal permitiam um momento de respiro. Quando chegava em casa, já passava das 21h. O cansaço acumulado transformava o restante do dia em uma extensão do trabalho.
“Eu chegava cansada e não tinha mais tempo de fazer nada além de ir dormir”, relata.
A única folga semanal tampouco representava uma oportunidade real de lazer. Morando distante de áreas de entretenimento e dependente do transporte público, ela afirma que os domingos acabam limitados ao descanso dentro de casa.
“Só dá para dormir e mexer no TikTok. Não dá para ir para muitos lugares porque a maioria é fechada ou longe”, conta.
Para Emma, o impacto da jornada aparece tanto na saúde física quanto na emocional. As horas passadas sentada dificultam a prática de atividades físicas, enquanto o contato constante com clientes irritados e cobranças diárias contribui para o desgaste mental.
“Quando vêm muitos clientes atritados e a gente não tem tempo de respirar, acabo ficando um pouco perturbada”, diz.
A escolha do sacrifício
A percepção de que a vida acontece em um ritmo diferente daquele permitido pela escala também acompanha a consultora de vendas no Shopping, Hanna Haller de 22 anos, que trabalha no regime 6×1 há quatro anos. Ao falar sobre sua rotina, ela resume uma experiência comum entre muitos trabalhadores: a necessidade constante de escolher o que sacrificar. Descansar, estudar, resolver pendências pessoais ou encontrar a família raramente cabem no mesmo dia. Quando uma dessas necessidades é atendida, outra acaba ficando para depois.
No caso dela, a principal consequência foi a interrupção da vida acadêmica. A dificuldade de conciliar horários e o desgaste acumulado ao longo da semana levaram ao abandono da faculdade.
“A rotina se torna exaustiva. Muitas vezes tenho que escolher entre descansar ou fazer outras coisas. Nunca é possível fazer tudo”, afirma.
Ela avalia que os efeitos da escala ultrapassam o cansaço físico e atingem diretamente a saúde mental dos trabalhadores.
“São impactos desgastantes, deixando o trabalhador à beira de surtos psicológicos pela falta de descanso e extrema fadiga física”, diz.
As duas trabalhadoras também enxergam um recorte específico nesse debate. Como mulheres trans, acreditam que a discriminação ainda presente no mercado de trabalho reduz oportunidades e enfraquece o poder de negociação de pessoas trans diante dos empregadores. A consequência, segundo elas, é a aceitação de vagas em condições menos favoráveis por medo de enfrentar o desemprego ou novas barreiras de contratação. Uma delas relata que muitas empresas ainda resistem à contratação de pessoas trans, especialmente quando documentos não foram retificados. A outra afirma ouvir frequentemente relatos de amigas travestis que encontraram apenas empregos marcados pela informalidade, longas jornadas e baixa remuneração.
Dia livre para resolver pendências da semana
A sensação de que o único dia livre nunca é suficiente também aparece no relato de Adauto Nunes Ferreira, de 30 anos, que trabalha há cerca de três anos na escala 6×1. Para ele, o principal problema não está apenas nas horas trabalhadas, mas na impossibilidade de viver plenamente os demais aspectos da vida. O domingo, que deveria representar descanso, costuma ser consumido por tarefas domésticas, compromissos pendentes e necessidades acumuladas ao longo da semana.
“O único dia que a gente tem de folga acaba sendo para resolver várias outras coisas que a gente não conseguiu fazer durante a semana”, afirma.
Na avaliação dele, a possibilidade de contar com mais um dia livre teria impacto direto na convivência familiar, no lazer e até mesmo na forma como as pessoas projetam o futuro.
“A felicidade traz perspectiva de vida. O descanso traz perspectiva de vida”, resume.
Os relatos ajudam a compreender por que o debate sobre a escala 6×1 ganhou tanta repercussão no país. Mais do que uma discussão sobre números ou modelos de jornada, a questão envolve a maneira como trabalhadores distribuem seu tempo entre sobrevivência e bem-estar. Em diferentes profissões, idades e trajetórias, emerge um sentimento semelhante, a impressão de que o trabalho ocupa quase todos os espaços disponíveis, deixando para a vida apenas aquilo que sobra.
Para quem passa seis dias consecutivos entre ônibus, metas, clientes, cobranças e responsabilidades, o descanso deixa de ser apenas uma pausa. Ele se transforma em uma reivindicação por tempo, por convivência e pela possibilidade de existir para além do expediente.
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O encerramento do “Grude em Nós – São João de Extremoz 2026” foi marcado por uma verdadeira multidão na Arena Estrela do Mar. Com o tradicional Trem do Forró lotado e grandes atrações no palco principal, a última noite dos festejos confirmou o evento como um dos maiores e mais prestigiados do Rio Grande do Norte.
A programação começou ainda no percurso entre Natal e Extremoz, com muita música, dança e animação nos vagões do Trem do Forró. Ao chegar à Estação Estrela do Mar, os passageiros foram recebidos pelo cantor Hygo Sanfoneiro, enquanto milhares de pessoas já aguardavam o início dos shows.
Na arena principal, Denny Cruz, Núzio Medeiros e Rafinha mantiveram o público animado durante toda a noite. O ponto alto da programação ficou por conta da Banda Grafith, que encerrou a festa em grande estilo. Com um repertório repleto de sucessos, a banda levou a multidão ao delírio e transformou a arena em um grande espetáculo de música, dança e celebração.
A prefeita Jussara Sales destacou o sucesso do evento e a importância dos festejos para o município. “Além de valorizar nossa cultura e tradições, o São João movimenta a economia local, fortalece o turismo e gera oportunidades para comerciantes e empreendedores”, afirmou.
Taxa de analfabetismo recua para 9,3% em 2025 e estado registra avanços na escolarização, na alfabetização e na permanênciaO Rio Grande do Norte alcançou em 2025 um marco histórico na educação. Pela primeira vez desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, a taxa de analfabetismo do estado ficou abaixo dos 10%, atingindo 9,3%. O resultado representa uma redução significativa em relação aos 13,9% registrados em 2016 e aos 10,5% observados em 2024.
Os resultados positivos também aparecem nos níveis de escolarização. Entre crianças de 6 a 14 anos, a taxa de frequência escolar chegou a 99,3%, consolidando a universalização do acesso à educação nessa faixa etária. Além disso, 96,3% das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos frequentavam o ensino fundamental na etapa adequada à idade, superando a meta de 95% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE).
“Recebemos com muita alegria e senso de responsabilidade esse resultado histórico. Pela primeira vez, o Rio Grande do Norte reduz sua taxa de analfabetismo para menos de 10%, um marco que demonstra que investir em educação pública, com planejamento, compromisso e parceria com os municípios, produz resultados concretos na vida das pessoas. Esses números refletem o trabalho diário de professores, gestores, servidores, estudantes e famílias, além dos investimentos que estamos realizando desde a alfabetização das crianças até a Educação de Jovens e Adultos. Avançamos na permanência dos estudantes na escola, ampliamos o acesso à educação e fortalecemos políticas que garantem o direito de aprender em todas as etapas da vida. Ainda temos desafios importantes pela frente, mas os dados do IBGE confirmam que o Rio Grande do Norte está no caminho certo: construindo uma educação mais inclusiva, democrática e transformadora, capaz de gerar cidadania, reduzir desigualdades e abrir oportunidades para o nosso povo”, ressaltou a governadora Fátima Bezerra.
Para a secretária de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer, Socorro Batista, a redução histórica da taxa de analfabetismo demonstra a importância da continuidade das políticas públicas e da colaboração entre os diferentes entes federativos. “Os resultados divulgados pelo IBGE refletem um trabalho permanente realizado em todo o território potiguar. Estamos investindo na alfabetização das crianças, mas também garantindo oportunidades para jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso à educação em etapas anteriores da vida. Esse é um compromisso com a inclusão, a cidadania e a transformação social”, destacou.
A pesquisa revela ainda avanços entre os jovens. A proporção de pessoas de 15 a 29 anos que não estudam nem trabalham caiu para 21,4%, o menor índice da série recente, representando uma redução de 2,5 pontos percentuais em comparação com 2024. Entre as mulheres, a queda foi ainda mais expressiva, passando para 25,2%.
Os resultados são acompanhados pelo fortalecimento das políticas públicas de alfabetização desenvolvidas pelo Governo do Estado nos últimos anos. Entre elas, destaca-se a Política Territorial de Alfabetização de Crianças (Pró-Alfa RN), estruturada em regime de colaboração entre Estado, municípios e Governo Federal. Um dos principais marcos desse processo foi a adesão de 100% dos municípios potiguares ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), fortalecendo a articulação entre as redes de ensino e ampliando o alcance das ações voltadas à alfabetização na idade certa.
A política conta com uma rede de articuladores estaduais, regionais e municipais que acompanham diretamente a implementação das estratégias pedagógicas nos territórios. Entre as iniciativas desenvolvidas estão a distribuição de materiais complementares de alfabetização para mais de 190 mil estudantes, a implantação de Cantinhos de Leitura nas escolas e a concessão de bolsas destinadas à formação continuada e à mobilização educacional nos municípios. Outro eixo estratégico é o fortalecimento do Sistema Integrado de Monitoramento e Avaliação Institucional (SIMAIS), ferramenta que permite acompanhar continuamente o desempenho dos estudantes e orientar intervenções pedagógicas com base em evidências.
O enfrentamento ao analfabetismo também ocorre por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade que atualmente atende cerca de 24 mil estudantes em todo o estado. A rede estadual oferta a EJA em 202 escolas, garantindo oportunidades de escolarização para pessoas que não concluíram seus estudos na idade regular.
Desde 2021, o Rio Grande do Norte desenvolve a Política de Superação do Analfabetismo (PSA/RN), iniciativa financiada com recursos próprios do Estado e articulada com programas federais. A ação já alfabetizou mais de 10 mil pessoas em 113 municípios potiguares e se consolidou como uma referência nacional na área. O reconhecimento levou o Ministério da Educação a escolher o Rio Grande do Norte como sede do lançamento do Pacto pela Superação do Analfabetismo no Nordeste, realizado no ano passado.
Nova Plataforma Nessa terça-feira (16), o Governo do RN lançou a Comissão Permanente de Avaliação Digital (CPA Digital), iniciativa que moderniza e amplia o acesso aos processos de certificação da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Rio Grande do Norte.
A nova plataforma digital envolve aproximadamente 150 unidades da rede estadual, entre Centros Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (CEJAs), escolas certificadoras e escolas aplicadoras. Com a implantação da CPA Digital, pessoas a partir dos 15 anos que não concluíram a educação básica poderão realizar avaliações para certificação em formato digital, tornando o processo mais acessível, ágil e seguro.
Apesar dos desafios ainda existentes, especialmente entre a população idosa, os números divulgados pelo IBGE apontam para uma trajetória consistente de redução do analfabetismo e de ampliação do acesso à educação, consolidando avanços importantes para a população potiguar.
A mais nova Central do Cidadão de Natal será inaugurada nesta segunda-feira (22). Localizada na Avenida Duque de Caxias, no bairro da Ribeira, na Zona Leste da capital, a unidade recebeu um investimento de R$ 600 mil em reforma e adaptação, e oferecerá diversos serviços públicos à população. A solenidade de inauguração está marcada para as 10h30 e terá presença da governadora Fátima Bezerra.
Inicialmente, a Central da Ribeira disponibilizará os serviços de emissão de carteira de identidade (RG), além de atendimentos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Sistema Nacional de Empregos (Sine), Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) e Secretaria da Fazenda (Sefaz).
Com a inauguração, Natal passará a contar com cinco Centrais do Cidadão, garantindo cobertura de Norte a Sul da cidade. Em todo o Rio Grande do Norte, já são 29 unidades em funcionamento, distribuídas em 24 municípios, reforçando a capilaridade dos serviços estaduais.
O meu filho era bebê, tinha um ano. Fomos à praia em Natal, minha cidade natal, com direito ao combo potiguar: mar morninho, ginga com tapioca e bebida gelada pra aplacar o calor da Cidade do Sol.
No pós-praia, paramos para almoçar em um restaurante de comida regional que eu amo. Se praia dá sono em adulto, imagine em criança. Claro que ele dormiu no caminho e entrou apagado no restaurante.
Não estávamos com a cadeirinha, por isso o mantive quietinho no meu colo, de bruços, e sentei com ele na cadeira. O peso, somado à impossibilidade de ver meu próprio prato, me deixou um pouco chateada, mas estava resignada. Faz parte da maternidade ter de se virar pra cuidar.
Eis que, como um ser iluminado, surge uma atendente e me pergunta:
– Você quer colocá-lo na redinha?
Olhei, sem entender muito bem o que ela estava falando, cansada da praia e dos quilos que segurava. Respondi:
– Redinha?
Com olhar e voz de uma ternura que nunca esquecerei, ela confirmou:
– Sim, temos uma redinha portátil para as crianças dormirem. Vou trazer e colocar aqui ao lado da mesa.
Foi graças a esse pequeno imenso gesto que consegui almoçar tranquilamente, degustando cada garfada daquele banquete potiguar do qual estava com tanta saudade (na época, eu morava no Rio de Janeiro. Estava em Natal a passeio).
A redinha salvadora.
Na contramão desse gesto que acolheu criança e cuidadores, o que vejo atualmente é uma sociedade que, cada vez mais, trata o público infantil como presença incômoda, quase como uma mosca inconveniente zumbindo ao ouvido.
Hotéis child-free se multiplicam; são comuns restaurantes sem menu infantil ou sequer opções de bebidas saudáveis para crianças; é raro ver espaços públicos com estrutura mínima para famílias; muitas empresas ainda veem os filhos como um gargalo para a produtividade dos seus funcionários. Essa é uma realidade constante, presente, crescente, opressora.
Na Europa, o debate sobre hotéis e espaços “adults only” ganhou força a ponto de autoridades francesas discutirem medidas contra estabelecimentos que excluem crianças. Nos Estados Unidos, uma pesquisa recente apontou que 75% dos entrevistados apoiam algum tipo de experiência “adults only” em restaurantes, seja por meio de áreas separadas, restrições em determinados horários ou ambientes voltados exclusivamente para adultos. Ou seja, a ausência de crianças passou a ser quase um modelo de negócio.
O alto custo para ter um filho também pesa. Um estudo do Insper, feito a pedido do Estadão, estimou que criar um filho até os 18 anos no Brasil pode custar de R$ 480 mil, em famílias de classe C, a mais de R$ 3,6 milhões, em famílias de renda mais alta.
Quando se considera educação, saúde, alimentação, moradia, transporte, lazer, tempo de cuidado e a sobrecarga invisível (a tal da economia do cuidado), fica evidente que a maternidade e mesmo a paternidade seguem sendo tratadas como responsabilidades privadas, embora sustentem o futuro coletivo.
O decréscimo da natalidade também precisa ser evidenciado aqui. Claro que é fruto de causas profundas, como envelhecimento populacional, autonomia feminina (a qual defendo com faca nos dentes) e aumento dos custos de vida. Mas, para reflexão: será que, em uma sociedade que muitas vezes trata criança como inconveniência, ter filho pode ser tarefa cada vez mais solitária?
A realidade é que, segundo o IBGE, a taxa de fecundidade no Brasil caiu para 1,55 filho por mulher no Censo 2022, a menor já registrada pelo instituto e abaixo do nível de reposição populacional. O envelhecimento da população também avança.
Em Portugal, o envelhecimento é ainda mais visível: em 2024, havia 192,4 pessoas idosas para cada 100 jovens, e as crianças e adolescentes até 17 anos representavam apenas 15,5% da população. Para terem uma ideia, no bairro onde moro, em Portugal, meu filho é a única criança numa fileira de quatro prédios. Claro que é o astro da rua – e ele, leonino que é, adora.
Meu filho estuda em escola pública em Portugal. Alimentação, vestuário e lazer me parecem ligeiramente mais acessíveis aqui.
Embora em alguns aspectos seja mais barato ter filhos, a realidade em terras lusas não é tão diferente. A União Europeia registrou, em 2024, taxa de fecundidade de 1,34 filho por mulher, a menor desde o início da série histórica europeia.
Veja bem, com esses dados, não defendo que famílias tenham mais filhos. Cada pessoa tem o direito de escolher se quer ou não, e está tudo bem se optar por não ter. O que trago aqui é a possível ligação entre a queda da natalidade e a dificuldade em criar crianças em um mundo que muitas vezes as ignora e/ou hostiliza. Não é o principal fator, mas o contexto social pode, sim, impactar negativamente.
Na minha humilde percepção oficiosa, o que vejo é o espaço para crianças encolhendo tanto nas vidas de pessoas que conheço quanto nos ambientes coletivos que frequento.
Vivemos num sistema que empurra as crianças para um não-lugar. A sensação é de rumarmos para um estágio em que não haverá acolhimento nem incentivo para que esses pequenos existam plenamente no mundo. Só que nos esquecemos de um fator essencial: as crianças são o futuro da humanidade. Sem elas, como sobreviveremos enquanto espécie?
A lógica de consumo segmentado no sistema capitalista transformou a ausência de crianças em produto: vende-se silêncio, exclusividade e conforto como se a presença infantil fosse, por si só, um problema.
Urge reinserir esses pequenos seres na vida coletiva, protegê-los e encontrar mecanismos para que crianças e cuidadores se sintam integrados, respeitados e desejados enquanto seres sociais.
Clamo por um mundo onde crianças e cuidadores se sintam à vontade para entrar de cabeça erguida em espaços públicos e privados, sem aqueles olhares julgadores a cada movimento de uma criança sendo criança. Que a sensação de estar errado só pelo fato de ter uma criança ao lado seja substituída pela de pertencimento.
Quero políticas que obriguem restaurantes a oferecer opções voltadas ao público infantil, tanto nos menus quanto em atividades de lazer.
Quero regras que impeçam estabelecimentos abertos ao público de excluir crianças apenas por serem crianças. Quero fraldários acessíveis a mães e pais (sim, pai também troca fralda), cadeiras infantis disponíveis, espaços de espera mais acolhedores, empresas que respeitem a parentalidade e cidades pensadas também para quem anda com criança no colo ou de mãos dadas. Por que não?
Se o futuro da humanidade depende das crianças de hoje, sejamos, pois, uma sociedade kid-friendly. Como diria o sábio provérbio africano, “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”.
Em 26 de novembro de 1963, o mundo ainda estava em choque com o assassinato do presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, que tinha ocorrido dias antes. Em Natal, em todo canto só se falava da morte do mandatário norte-americano. Mas a vida seguia normalmente na capital potiguar. Naquele dia 26, estava programado um show de Nelson Gonçalves na sede do América Futebol Clube, o comércio funcionava e o Cinema São Pedro exibia, no Alecrim, o filme “Salteador Solitário”. Na mesma data, nascia Rogério Simonetti Marinho, filho do casal Valério e Sônia.
Em 1963, Valério era funcionário da Assembleia Legislativa e estava prestes a concluir o curso de Direito. O seu avô materno, Arnaldo Simonetti, era Subprocurador Geral do estado. Já o seu avô paterno era o deputado federal pela UDN, Djalma Marinho.
Na infância, Rogério morava na avenida Rodrigues Alves, nas proximidades da sede social do América. Por influência do tio materno Marcelo, aos 7 anos, se tornou torcedor do ABC Futebol Clube. Jogava bastante futebol na região, não era nenhum craque, mas dizia que atuava com muita raça e gana. Em 1971, para realização de um curso do pai, a família Simonetti Marinho transferiu-se por 6 meses para o Rio de Janeiro. Na ocasião, o filho de Valério também se tornou flamenguista quando teve a oportunidade, no dia 09 de junho, de assistir um jogo entre Flamengo e Vasco. O rubro-negro venceu o confronto no Maracanã por 1 a 0 com o gol marcado por Fio Maravilha.
Prestes a completar 11 anos em 1974, Rogério Marinho teve sua primeira experiência em campanhas eleitorais sem muita sorte. O deputado federal pela Arena, Djalma Marinho, disputava uma vaga para o Senado Federal. Arena era o partido que dava sustentação à ditadura miliar. O pré-adolescente compareceu a diversos comícios no interior do Rio Grande do Norte, chegando até a figurar como orador em Goianinha. Apesar do favoritismo do avô, o feirante Agenor Maria (MDB), de forma surpreendente, venceu o pleito.
Em 1978, Djalma foi novamente eleito para uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas faleceu durante o mandato em 1981. Durante a campanha, Valério Marinho foi acusado de ter desviado recursos da CAERN quando foi diretor da companhia estadual. Não constam registros da participação de Rogério no pleito.
Passados os anos, Rogério estudou no Marista e, tardiamente, aos 20 anos, terminou o segundo grau no Atheneu Norte-Riograndense em 1983. Na época, havia em paralelo, na mesma escola, o curso profissionalizante de Transações Imobiliárias. No período, o hoje senador militou no movimento estudantil secundarista.
No início de 1984, o neto de Djalma Marinho foi aprovado no vestibular da UNIPEC, que na década seguinte virou UNP, para cursar a recém-criada graduação em Economia na instituição potiguar. O curso de ciências econômicas tinha o prazo de conclusão de 4 anos, mas o aluno levou o dobro do período estipulado e se formou apenas em dezembro de 1991. Como uma premonição, foi necessário o tempo equivalente ao mandato de senador para concluir a formação acadêmica. Na faculdade, Rogério Marinho se envolveu com o Centro Acadêmico e Diretório Central dos Estudantes nos seus últimos 3 anos. Apenas em 1995 obteve o registro de economista no Conselho Regional da categoria.
Durante a graduação em Economia, o atual Senador da República esteve vinculado à Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Norte. Oficialmente, nos dias atuais, o político declara que foi professor da rede estadual de ensino, lecionando entre os anos de 1987 e 1989 as disciplinas de História, Geografia e Matemática. Acredita-se ser extremamente complexo encontrar algum ex-aluno ou uma caderneta escolar com a assinatura de Rogério Simonetti Marinho.
Em 1988, Wilma de Faria foi eleita prefeita de Natal pela primeira vez. Uma de suas promessas de campanha era a criação da Secretaria das Regiões Administrativas (SECRA). A pasta era responsável pela criação de quatro zonas administrativas da cidade, uma espécie de subprefeitura das regiões Leste, Oeste, Sul e Norte. Na formação do secretariado no início do mandato, Valério Marinho foi o escolhido para gerir a região Oeste. Tempos depois, Rogério Marinho passou a ser o titular do cargo que, inicialmente, foi destinado para o pai. Na reta final da gestão da chefe do Executivo, Rogério foi promovido a titular da SECRA.
A partir de primeiro de janeiro de 1993, Aldo Tinoco Filho tornou-se prefeito da capital potiguar após eleição bastante acirrada contra Henrique Alves. O novo mandatário venceu o pleito porque era o candidato de Wilma de Faria. Rogério Marinho era um nome de confiança da ex-prefeita e foi indicado para o cargo de Assessor Especial. O filho de Valério permaneceu por um curto prazo na função, visto que houve o rompimento político entre Aldo e Wilma.
Socialista de carterinha
Rogério Marinho, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), entrou em 1994 pela primeira vez em uma eleição como candidato. Na oportunidade, combinado com uma nominata de baixa densidade eleitoral, o candidato a deputado estadual obteve uma votação muito pequena. Mas o insucesso político não o impediu de assumir o diretório municipal da legenda em Natal a partir do ano seguinte.
Em 1997, Wilma de Faria assumiu pela segunda vez a prefeitura de Natal. O economista teve seu espaço garantido na área de Assistência Social do município. Porém, o atual parlamentar deixou o cargo no ano posterior para atuar no assessoramento de governos estaduais e outras prefeituras.
Para a eleição municipal de 2000, Rogério Marinho foi candidato a vereador pela primeira vez. O resultado não foi suficiente para se eleger, mas garantiu a suplência. Durante o período do terceiro mandato de Wilma – que renunciou em 2002 para disputar o governo estadual – e sob a gestão de Carlos Eduardo Alves, o atual senador foi titular da Secretaria de Assuntos Parlamentares, Secretário Especial da Prefeitura e assumiu a cadeira de vereador por um ano.
Na eleição de 2004, Rogério Marinho foi finalmente eleito vereador com a expressiva marca de 9.009 votos, o que lhe garantiu a terceira colocação geral entre todos os candidatos ao legislativo municipal.
Foram 40 anos para Rogério Marinho conquistar o primeiro mandato eletivo. Hoje, defensor da meritocracia e contrário às cotas, mas no passado herdou um cargo público do pai e levou 8 anos para concluir o curso de Economia. Assim como não se localiza um ex-aluno ou uma caderneta assinada pelo ex-vereador, é muito difícil encontrar informações para comprovar o que o credenciou para estar na vida pública, até mesmo em suas redes sociais, entrevistas ou pronunciamentos, o senador não faz questão de deixar registrado o caminho que o levou do Atheneu até o Senado Federal.
Mas uma coisa é preciso parabenizar. Rogério Marinho saiu de um patrimônio declarado na eleição de 2018 de R$ 983.228,66 para R$ 1.984.482,76 no pleito de 2022. O fato mostra que o curso profissionalizante em Transações Imobiliárias foi muito bem executado.
Domingou em Natal com programação para todos os gostos: tem teatro infantil no Bosque Encena, cinema com forró no Figa, mostra de curtas no Porão das Artes, pop stars de várias gerações no Sussurro e muito rock no Sempre Rock. Se a ideia é sair de casa, a agenda está tão variada que só vai faltar a desculpa para ficar no sofá.
Mas o grande destaque do dia é o Som da Mata, que recebe Sérgio Groove, um dos maiores baixistas do mundo, às 16h30, no Parque das Dunas. E o melhor: em meio à natureza, com entrada gratuita e o pôr do sol de Natal ajudando no espetáculo. Programa difícil de superar.
Simbora que o domingo pede um som groovado !
BosqueEncena, com Ladrões de Sorrisos | 21.06 DOMINGO LOCAL | Parque das Dunas HORÁRIO | 10h ENTRADA | gratuita INFORMAÇÕES | @bosqueencena
Som da Mata, com Sérgio Groove | 21.06 DOMINGO LOCAL | Parque das Dunas HORÁRIO | 16h30 ENTRADA | gratuita INFORMAÇÕES | @somdamata
No Papel, no Sempre Rock | 21.06 DOMINGO LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045 – Ponta Negra, Natal) HORÁRIO | abertura da casa às 17h INFORMAÇÕES | @semprerockbar
Cine + Forró do Figa | 21.06 DOMINGO Exibição do documentário Maré Cheia + Forró com Ana Tomaz LOCAL | Figa Bar (Rua Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra, Natal) HORÁRIO | Casa abre às 16h INFORMAÇÕES | @figa.bar
Pop stars de diferentes eras | 21.06 DOMINGO LOCAL | Sussurro Bar HORÁRIO | 16h às 22h INFORMAÇÕES | @sussurronatal
21ª Mostra de Curtas, no Porão das Artes | 21.06 DOMINGO LOCAL | Porão das Artes (Rua Humberto de Campos, 3018, Cotovelo) HORÁRIO | 18h INFORMAÇÕES | @porao_das_artes_cotovelo
Jr. Bahia e Legal DiMais, no Só mais uma | 21.06 DOMINGO LOCAL | Só mais uma (Avenida Engenheiro Roberto Freire, 8750, Capim Macio) HORÁRIO | 17h INFORMAÇÕES | @somaisumabar
Jr. Bahia e Legal DiMais, no Só mais uma | 21.06 DOMINGO LOCAL | Seu Zezin Botequim (Avenida Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra) HORÁRIO | 12h INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim
EXPOSIÇÕES _______________________
Exposição “Unir Verso às Cores” | Até 12 de JULHO A trajetória de Pedro Pereira passa pela poesia, pela pintura, pela fotografia, pela música, pela produção cultural e por uma relação permanente com a liberdade criativa. Parte desse percurso, construído ao longo de 45 anos, será apresentada ao público na exposição “Unir Verso às Cores”. LOCAL | Pinacoteca do Estado – Cidade Alta HORÁRIO | A partir das 10h INFORMAÇÕES | Leia reportagem da Agência SAIBA MAIS
“Futebol, arte e cultura no coração de Natal”, no Bardallos LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal) HORÁRIO | a partir das 12h ENTRADA | Gratuita INFORMAÇÕES | @bardallosnatal
“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta) HORÁRIO | a partir das 12h ENTRADA | Gratuita INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico
“Contra a máquina de moer mundos”, na Pinacoteca LOCAL | Pinacoteca do Estado (Praça Sete de Setembro, s/n, Cidade Alta) HORÁRIO | a partir das 8h ENTRADA | Gratuita INFORMAÇÕES | @pinacotecapotiguar
CINEMA ______________________
Confira as programações completas: MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira. CINÉPOLIS, Natal Shoppin CINEMARK, Midway Mall CINEFLIX, Partage Norte Shopping
PARQUES E EQUIPAMENTOS CULTURAIS ________________________
Fica a dica: antes de sair de casa, vale conferir direitinho os dias de funcionamento e aproveitar os espaços que seguem abertos durante o feriado. Cultura, lazer e natureza seguem na programação!
CIDADE DA CRIANÇA O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia. LOCAL | Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol) HORÁRIO | aberto das 8h às 18h ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam) INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal
FORTE DOS REIS MAGOS O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada. LOCAL | Forte dos Reis Magos (Praia do Forte) HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança. INFORMAÇÕES | Aqui
PARQUE DAS DUNAS O Parque Estadual Dunas do Natal “Jornalista Luiz Maria Alves” é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira. Ele é considerado o maior parque urbano sobre dunas do Brasil, exercendo fundamental importância para a qualidade de vida da população natalense. O setor de uso público é o Bosque dos Namorados, que ocupa uma área aproximada de sete hectares, com mais de mil e trezentas árvores nativas da Mata Atlântica. LOCAL | Avenida Alexandrino de Alencar s/n, Tirol HORÁRIO | das 7h30 às 17h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras para manutenção ENTRADA | R$ 1 (pode ser pago via pix) São isentos de pagamento crianças de até cinco anos, adultos acima de 60 anos, escoteiros uniformizados e escolas públicas (com agendamento).
Foto: Sandro Menezes
CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória. LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do Norte HORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191 E-MAIL | [email protected]
BOSQUE DAS MANGUEIRAS Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida. LOCAL | entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova HORÁRIO | de segunda a sexta das 8h às 14h CONTATOS |[email protected] e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.
COMPLEXO CULTURAL RAMPA O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”. LOCAL | Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal HORÁRIO | das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras Entrada gratuita.
PINACOTECA POTIGUAR Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”. LOCAL | Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN HORÁRIO | de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h Entrada gratuita.
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