As pesquisas eleitorais divulgadas na última semana indicam a melhora nos índices de aprovação do governo Lula e o desejo da maioria do povo em reeleger o presidente para o quarto mandato. Pelos números da Nexus/BTG, em um eventual 2° turno, Lula subiu de 47% para 49% enquanto Flávio Bolsonaro ficou estagnado em 43%, uma diferença de 6 pontos, a maior da série histórica e já fora da margem de erro.
O contexto é muito importante nesse momento. O novo levantamento da Nexus/BTG dialoga com as últimas pesquisas da Genial/Quaest, Atlas/Intel e DataFolha, todas confirmando um crescimento das intenções de voto em Lula e da melhora na percepção do governo. Quando diferentes pesquisas passam a indicar tendências semelhantes, o resultado ganha relevância analítica e sugere movimentos que vão além das oscilações pontuais.
A coesão das pesquisas é um ótimo sinal, mas os números mostram que a disputa ainda está aberta e longe do fim. As eleições de 2026 caminham para consolidar a polarização que assistimos nos últimos anos, entre a campo progressista e a extrema direta, deixando inviável uma terceira via.
É exatamente o que revela os números da Nexus/BTG, faltando quatro meses para as eleições.
Como o representante da família Bolsonaro permaneceu onde estava, é possível perceber que Lula cresceu sobre os indecisos, indicativo fundamental para definir a estratégia do campo progressista daqui até outubro.
Esse crescimento sugere que os eleitores estão separando o joio do trigo, comparando trajetórias, e cada vez mais conscientes sobre quem são e que projeto de país representam Lula e Flávio Bolsonaro.
Por isso, o diálogo com quem ainda não decidiu o voto é ainda mais essencial a partir de agora. Mostrar as boas ações do governo Lula e como elas têm melhorado a vida das pessoas é premissa básica. Mas é preciso ir além e entender que a disputa é política, o que inclui relembrar a tragédia humanitária que foi o governo Bolsonaro, comparando-o com os primeiros governos do PT lá atrás e com os últimos quatro anos de reconstrução do país liderado por Lula.
É fundamental explicar, para quem ainda não entendeu, a necessidade de mantermos uma estabilidade democrática no Brasil e garantir nossa soberania frente aos ataques, sobretudo econômicos, de países estrangeiros.
Essa encruzilhada histórica não nos permite retroceder a tempos sombrios, como os que vivemos recentemente. O povo sonha e quer um Brasil de esperança e mais justo. E esse país só é possível com Lula reeleito e um Congresso alinhado aos desejos reais da nossa sociedade.
O Parque das Dunas, nossa principal reserva de ar puro e Mata Atlântica, acolhe há 20 anos uma das iniciativas mais generosas e perenes da música no Brasil. O nome é tão bucólico que parece ter pedido emprestada a própria essência do lugar: Som da Mata, a música que se alimenta da fauna e da flora locais.
O maior parque urbano da América Latina, planejado por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, em Brasília, não tem nada parecido com o privilégio de que desfrutamos em Natal. O Som da Mata é coisa nossa, ideia original e muito bem executada entre os cantos dissonantes dos passarinhos que ali gorjeiam, únicos seres com voz e lugar de fala naquele ambiente.
O jardineiro fiel do Som da Mata é o jornalista Marcos Sá, produtor que, em julho, celebra duas décadas do projeto na cidade. Em 2006, o convite para ocupar o recém-criado Anfiteatro do Parque veio do então diretor-geral do Idema, Eugênio Cunha, o ex-general da Bandagália, banda que mudou a história do carnaval de rua da cidade.
De lá para cá, mais de 400 bandas e artistas solo passaram pelo Anfiteatro Pau-Brasil. Uma celebração da música instrumental sem o carimbo da caixinha de gêneros do mercado. Choro, jazz, rock progressivo, metal, valsa, baião, forró, coco e o que você imaginar de ritmos, brasileiros ou não, já fizeram eco entre as folhas de ubaia-azeda, amescla-de-cheiro, sucupira, mutamba, jatobá e outras espécies vegetais da área.
Reencontrei Marcos Sá neste domingo, mas não conseguimos prolongar o papo nem matar minha sede pelos detalhes e bastidores que fazem do Som da Mata um dos principais projetos culturais da cidade e um dos que há mais tempo permanecem ativos, entre hiatos que têm mais relação com a dificuldade de patrocínio do que com o desejo do produtor de manter os concertos.
No palco, uma pajelança instrumental. Sérgio Groove, um dos maiores baixistas do planeta, ladeado por Dudu Taufic, outro extraterrestre da música potiguar, além de Darlan Marley (bateria), Bruno de Lira (guitarra) e Ramon Gabriel (percussão), trio que leva o sarrafo lá para cima. Um time com selo de qualidade que sobe, com sua licença, em qualquer palco do mundo. Mas estavam ali, para deleite do público, num final de tarde de domingo.
Numa época em que a saúde mental tem merecido atenção e cuidados redobrados, o Som da Mata se afirma como uma experiência de qualidade de vida, um antídoto contra os efeitos da devastação musical imposta pelo mercado e também contra o distanciamento da natureza em tempos de mudanças climáticas.
A política ensina uma lição que muitos insistem em ignorar: eleição não se ganha apenas com números de hoje, mas com a capacidade de crescer durante a campanha. E é justamente por isso que considero um equívoco subestimar a candidatura de Cadu Xavier na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.
É verdade que parte das pesquisas divulgadas até aqui mostra cenários competitivos, com diferentes nomes disputando a preferência do eleitorado. Mas existe um elemento que ainda não entrou completamente em campo e que, na minha avaliação, poderá alterar significativamente o rumo da corrida eleitoral: o presidente Lula.
Gostem ou não os adversários, Lula continua sendo uma das maiores lideranças políticas do país e mantém uma conexão histórica com o eleitor nordestino. No Rio Grande do Norte, essa identificação é ainda mais perceptível. Seu nome desperta sentimentos que vão além da política partidária. Para muitos, Lula representa inclusão social, oportunidades e proximidade com as camadas mais populares da população.
Quando a campanha ganhar as ruas, os programas eleitorais, as agendas conjuntas e a mobilização das lideranças estaduais e nacionais, a tendência é que essa força política passe a ser transferida de forma mais intensa para o candidato apoiado pelo presidente.
Vejo muitos analistas olhando para os números atuais e tirando conclusões definitivas. A experiência mostra que isso pode ser um erro. Campanhas eleitorais são organismos vivos. Crescem, encolhem, surpreendem e, muitas vezes, desmontam previsões feitas meses antes da votação.
Cadu Xavier possui um ativo que poucos candidatos têm: a condição de representar simultaneamente a continuidade do governo estadual e o alinhamento com o governo federal. Em um estado que depende fortemente de investimentos públicos, programas sociais e obras estruturantes, esse discurso tende a ganhar força à medida que a população passa a comparar projetos e perspectivas para os próximos anos.
Não estou afirmando que a eleição está decidida. Muito pelo contrário. A disputa permanece aberta e competitiva. Mas estou convencido de que quem aposta na irrelevância eleitoral de Cadu Xavier pode estar cometendo um erro estratégico.
A política nordestina já mostrou diversas vezes que lideranças nacionais conseguem impulsionar candidaturas que inicialmente pareciam ter menos força. E, quando falamos de Lula, estamos tratando de alguém que continua influenciando diretamente o comportamento de uma parcela significativa do eleitorado.
Por isso, faço uma previsão política, não baseada em torcida, mas na leitura do cenário que observo: ninguém deveria subestimar o peso do presidente Lula nesta eleição. Se a transferência de apoio ocorrer na intensidade que imagino, Cadu Xavier chegará muito mais forte ao período decisivo da campanha.
Quem hoje trata sua candidatura como secundária poderá se surpreender quando as urnas falarem. Afinal, no Rio Grande do Norte, o fator Lula continua sendo uma variável que nenhum adversário pode ignorar.
A vereadora Samanda Alves (PT) realizou, na manhã deste domingo (21), uma prestação de contas do mandato em três espaços de grande circulação popular da capital: as feiras livres do Conjunto Pirangi e da Cidade da Esperança e o Mercado da Redinha. Durante a atividade, a parlamentar conversou com moradores, trabalhadores, feirantes e comerciantes sobre as ações desenvolvidas ao longo de um ano e meio de atuação na Câmara Municipal de Natal.
Na ocasião, foram distribuídos panfletos com um balanço das principais iniciativas do mandato, incluindo projetos de lei aprovados, audiências públicas, ações de fiscalização e articulações em defesa de direitos. Entre os destaques apresentados estão o Programa Municipal de Prevenção à Violência Sexual nas Redes Sociais nas escolas da rede pública e a criação da Frente Parlamentar em Defesa das Trabalhadoras e dos Trabalhadores por Aplicativos.
“Estou prestando contas porque o mandato é um instrumento de representação da população. É importante mostrar o que foi feito nesse período, ouvir as pessoas e seguir construindo soluções para os desafios da nossa cidade”, afirmou a vereadora.
Não sou formada em psicologia, apesar de gostar e ler muito sobre o assunto, então a discussão que vai rolar aqui hoje é mais de cunho pessoal e empírico, mas, seja como for, acredito que estas reflexões podem ajudar você também. Pelo menos assim espero.
Sou da geração dos anos 1980, então venho de uma época na qual as mulheres eram ensinadas a cuidar dos seus maridos e fazer a manutenção do casamento para que ele desse certo. Inclusive, é bem comum ouvir de mulheres mais velhas: “É por isso que antigamente os casamentos duravam mais…”. Se você, assim como eu, desenvolveu a síndrome de Madre Teresa de Calcutá, precisamos conversar. A síndrome de Madre Teresa de Calcutá consiste naquela mulher que tem como padrão atrair homens emocionalmente instáveis, cheios de traumas e disfuncionais. Imediatamente, surge aquele desejo incontrolável de colocar o macho no colo e ficar disponível para ouvir suas lamentações e resolver todos os seus problemas.
Colocamos o sujeito no centro das nossas vidas, e tudo passa a girar em torno dele. Aos poucos, você vai deixando seus projetos de lado para apoiar os dele, vai se afastando dos amigos e, sem perceber, vira terapeuta do seu mozão. Passamos anos fazendo terapia para colocar nossas dores em ordem e, acreditando estar suficientemente fortalecidas, embarcamos nessa jornada no intuito de salvar o outro. Até que começam os episódios de violência psicológica, crises de ciúme, atitudes de possessividade, até chegar às agressões físicas. E eu não estou hierarquizando… violências são violências!
Mas você o ama e acredita no seu potencial, então começa a ler de tudo que possa ajudá-lo, buscando um diagnóstico que justifique tudo aquilo; afinal, ele disse que te amava também. Você suspeita que as mudanças de humor podem ser características de um possível autismo ou TDAH, culpa os traumas do passado e a infância difícil e, quando as violências ficam cada vez mais evidentes, você imagina que podem ser traços de narcisismo.
Meu bem, você não é a terapeuta dele. Não era no início da relação, quando buscava entender seus traumas e ajudar, e não é agora, quando tenta buscar sentido para atitudes que não condizem com alguém que diz amar você. Não cabe a você buscar estes diagnósticos. Cabe a ele! Ele deveria ter buscado ajuda de um profissional lá atrás e se curar antes de embarcar em uma relação. Mas vamos combinar? Nem sempre o problema é uma patologia, viu? Às vezes, o cara é só uma pessoa ruim mesmo, sem caráter e sem responsabilidade afetiva. É duro ouvir isso, mas muitas vezes ele é apenas um escroto que se esconde atrás da capa do “eu tive uma infância difícil”. Traumas e problemas todos nós temos e nem por isso escolhemos sair por aí destruindo a vida dos outros. A gente busca se tratar e cuidar de quem confiou seu amor a nós.
No fim, o que sobra é uma pessoa boa, com boas intenções, que sai de uma relação com graves problemas emocionais e psicológicos (sem falar, muitas vezes, em danos físicos), porque entendeu que pessoas quebradas se consertam. E te digo mais: no fim, a errada ainda vai ser você! Antes de entrar em uma relação, tenha clareza de quem você quer ao seu lado e quais limites não podem ser ultrapassados. Explicar e exigir mudanças não muda o caráter de ninguém. Insistir em uma relação assim só ensina ao outro que você sempre vai aceitar pouco para ter alguém do lado, ainda que isso destrua você.
Você merece muito, e a pessoa que mais merece seu cuidado e proteção é você mesma. Vá embora e, se for necessário, denuncie!
Natal recebe, na próxima semana, duas oficinas gratuitas voltadas à formação audiovisual como parte da programação da quarta edição da Macambira – Mostra de Cinema de Mulheridades e Dissidentes de Gênero, realizada em parceria com o Mulungu LAB. As atividades acontecem na Cinemateca Potiguar e na Casa da Ribeira, reunindo profissionais do setor para compartilhar conhecimentos teóricos e práticos com o público.
Entre os dias 22 e 25 de junho, a Cinemateca Potiguar, localizada no IFRN Campus Natal-Centro Histórico, recebe a oficina de Operação de Câmera. A atividade é destinada exclusivamente a pessoas trans autodeclaradas negras, indígenas e quilombolas. Com abordagem teórica e prática, a formação será conduzida pela diretora de fotografia Thamise Cerqueira, que apresentará as funções da equipe de câmera em produções audiovisuais, os principais equipamentos utilizados em sets profissionais e exercícios voltados à montagem e aos testes de câmera.
Já nos dias 27 e 28 de junho, a Casa da Ribeira será palco da oficina Arquivos Alienígenas, ministrada pela realizadora, atriz e pesquisadora cearense Noá Bonoba. A atividade acontece das 9h às 12h e propõe uma reflexão sobre a forma como o cinema e a ficção científica construíram historicamente a imagem do alienígena. A partir da análise de obras que desafiam essa tradição, a oficina busca discutir outras possibilidades de imaginar o desconhecido.
Durante os encontros, Noá Bonoba também utilizará trechos do livro “Despertar”, da escritora Octavia Butler, como ponto de partida para pensar cosmologias que não dependem de assimilação ou familiaridade. A atividade integra a programação da Mostra Macambira, que será realizada de 26 a 28 de junho, com exibições e debates de filmes produzidos por mulheridades e pessoas dissidentes de gênero.
As ações formativas são promovidas pela Mostra Macambira em parceria com o Mulungu LAB, o Cineclube Mulungu e o coletivo Mulungu Audiovisual. O projeto conta com patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte (Secult-RN), do Governo do Estado e do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), além do apoio da Cinemateca Potiguar.
Neste sábado (20), em Florânia, a pré-candidata ao Senado Samanda Alves (PT) consolidou o apoio do grupo político liderado pelo prefeito Galo e pela vice-prefeita Loba. A articulação também reúne o presidente da Câmara Municipal, Manoel Pinto, e os vereadores Patrício Júnior, Ivan Fioravante, Jean Azevedo e Geovane Pereira.
Durante o encontro, Samanda destacou a relação histórica da governadora Fátima Bezerra com o município e reafirmou o compromisso de defender os interesses de Florânia no Senado. “Florânia é uma cidade para a qual a professora Fátima Bezerra sempre teve um olhar muito especial, seja como deputada federal, senadora ou governadora. As ações de Fátima ajudaram a transformar o município. Agradeço ao prefeito Galo por esse gesto de reconhecimento e reafirmo nosso compromisso de continuar cuidando de Florânia e defendendo seus interesses em Brasília”, afirmou.
A pré-candidata também citou o potencial econômico da região, marcado pela atividade mineral e pelos projetos ligados à exploração de terras raras, ferro e outros recursos naturais. “Precisamos trabalhar pelo desenvolvimento do nosso estado. Quero ser uma voz atuante no Senado, defendendo oportunidades, investimentos em Florânia”, disse.
Ao anunciar o apoio, o prefeito Galo afirmou que a decisão foi construída a partir do compromisso da pré-candidata com o município. “Queremos estar ao lado de pessoas que realmente procuram trabalhar por Florânia. Estamos apresentando ao nosso povo aqueles que acreditamos que podem ajudar nossa cidade. Samanda chega a um grupo fortalecido e terá nosso empenho nessa caminhada, porque o povo merece representantes que olhem para as pessoas”, declarou.
Se você acha que sábado é dia de ficar maratonando série, Natal preparou uma agenda para provar o contrário. Tem forró, rock, karaokê, DJs, literatura, exposições e até homenagem à rainha da sofrência. Dá para começar a tarde no Arraiá Literário da Manimbu, passear por exposições gratuitas na Cidade Alta e terminar a noite escolhendo entre o som da Flor Atômica no Bardallo’s, o rock de Gustavo Cocentino no Sempre Rock, a festa Tropikal no Figa Bar ou um coro coletivo no karaokê do Eletromusic Pub.
E como junho sem São João não existe, a cidade também entra no clima com o São João no Sussu, o Arrasta Patu na Via Costeira e o São Rock da Black, misturando sanfona e guitarras sem pedir licença. Para quem prefere dançar até o relógio desistir, ainda tem baile no Loop, no Whiskritório e muita música espalhada pelos bares da cidade. Resumindo: neste sábado, a maior dificuldade em Natal não será encontrar o que fazer, mas decidir para onde correr primeiro.
Tropikal: Íguia, Dandarona e DJs SAmir e Massê | 20.06 SÁBADO LOCAL | Figa Bar (Rua Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra, Natal) HORÁRIO | A partir das 18h INFORMAÇÕES | @figa.bar
Gustavo Cocentino – Blue Mountain | 20.06 SÁBADO LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045 – Ponta Negra, Natal) HORÁRIO | 19h INFORMAÇÕES | @semprerockbar
Karaokê | 20.06 SÁBADO LOCAL | Eletromusic Pub (Av. Prudente de Morais, 5823 – Candelária, Natal) HORÁRIO | A partir das 20h INFORMAÇÕES | @eletromusicpub
Thábata Medeiros canta Marília Mendonça | 20.06 SÁBADO LOCAL | Taverna Pub (Rua Dr. Manoel Augusto Bezerra de Araújo, 500 – Ponta Negra, Natal) HORÁRIO | 21h INFORMAÇÕES | @tavernapubnatal
São João de Natal: Grafith, Seu Desejo e Arnaldinho | 20.06 SÁBADO LOCAL | Arena das Dunas HORÁRIO | 19h INFORMAÇÕES | @casadeapostasarenadasdunas
DJ Pajux (Jazz House & Deep House) | 20.06 SÁBADO LOCAL | LaLuna Bar (Praça da Guerreira – Alameda das Acácias, 10 – Neópolis, Natal) HORÁRIO | (consultar horário) INFORMAÇÕES | @Laluna
Foga Réu | 20.06 SÁBADO LOCAL | Casa Vermelha HORÁRIO | a partir das 21h INFORMAÇÕES | @casavermelha__
São João no Sussu | 20.06 SÁBADO LOCAL | Sussurro Bar HORÁRIO | 18h às 01h LOCAL | Sussurro Bar INFORMAÇÕES | @sussurronatal
Sucessos internacionais das décadas de 70, 80 e 90 | 20.06 SÁBADO LOCAL | Páprika (Rua Pedro Fonseca Filho, 9001, Ponta Negra) HORÁRIO | 19h ENTRADA | Gratuito INFORMAÇÕES | @paprikanatal
Arrasta Patu – São João da Patuscada | 20.06 SÁBADO LOCAL | Prainha – Via Costeira INFORMAÇÕES | @sigapatuscada
No baile — Rede Light | 20.06 SÁBADO LOCAL | Loop Music Pub HORÁRIO | 21h ENTRADA | Entrada FREE até 00h INFORMAÇÕES | @loopmusicpub
Baile no Whiskritório | 20.06 SÁBADO LOCAL | Whiskritório (Rua Enico Monteiro, 1851, Capim Macio) HORÁRIO | 21h ENTRADA | Entrada free até 00h – após R$ 20 INFORMAÇÕES | @whiskritoriopub
São Rock da Black com Fuxico de Feira e Mobydick | 20.06 SÁBADO LOCAL | Cervejaria Black Sheep HORÁRIO | 19h ENTRADA | Ingressos antecipados no outgo INFORMAÇÕES | @cervejariablacksheep
Catita recebe Amanda e Ruama – Pedro Luccas | 20.06 SÁBADO LOCAL | Buraco da Catita (Rua José Alexandre Garcia, 185, Ribeira) ENTRADA | Ingresso pelo app Outgo Ingresso antecipado até sexta-feira: R$ 30 Ingresso no sábado: R$ 40 Mesa: R$ 100 (revertido em consumo – não dá direito ao ingresso) INFORMAÇÕES | @buracodacatita
Banda Fulô da Aroeira, no Mahalila | 20.06 SÁBADO LOCAL | Mahalila Café & Livros HORÁRIO | a partir das 20h INFORMAÇÕES | @mahalilacafe
EXPOSIÇÕES __________________________
Exposição “Unir Verso às Cores” | Até 12 de Julho A trajetória de Pedro Pereira passa pela poesia, pela pintura, pela fotografia, pela música, pela produção cultural e por uma relação permanente com a liberdade criativa. Parte desse percurso, construído ao longo de 45 anos, será apresentada ao público na exposição “Unir Verso às Cores”. LOCAL | Pinacoteca do Estado – Cidade Alta HORÁRIO | A partir das 10h INFORMAÇÕES | Leia reportagem da Agência SAIBA MAIS
Exposição “Alfândega” | Até 19 de Julho As paisagens do interior do Rio Grande do Norte, os ritos da espiritualidade, as marcas da colonização e os vestígios que permanecem no corpo e na memória se encontram em “Alfândega”, nova exposição individual do artista visual potiguar Alcino Fernandes. LOCAL | Pinacoteca do Estado – Cidade Alta HORÁRIO | A partir das 10h INFORMAÇÕES | Leia reportagem da Agência SAIBA MAIS
“Futebol, arte e cultura no coração de Natal”, no Bardallos LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal) HORÁRIO | a partir das 12h ENTRADA | Gratuita INFORMAÇÕES | @bardallosnatal
“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta) HORÁRIO | a partir das 12h ENTRADA | Gratuita INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico
“Contra a máquina de moer mundos”, na Pinacoteca LOCAL | Pinacoteca do Estado (Praça Sete de Setembro, s/n, Cidade Alta) HORÁRIO | a partir das 8h ENTRADA | Gratuita INFORMAÇÕES | @pinacotecapotiguar
CINEMA _______________________
Confira as programações completas: MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira. CINÉPOLIS, Natal Shoppin CINEMARK, Midway Mall CINEFLIX, Partage Norte Shopping
PARQUES E EQUIPAMENTOS CULTURAIS __________________________
Fica a dica: antes de sair de casa, vale conferir direitinho os dias de funcionamento e aproveitar os espaços que seguem abertos durante o feriado. Cultura, lazer e natureza seguem na programação!
CIDADE DA CRIANÇA O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia. LOCAL | Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol) HORÁRIO | aberto das 8h às 18h ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam) INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal
FORTE DOS REIS MAGOS O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada. LOCAL | Forte dos Reis Magos (Praia do Forte) HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança. INFORMAÇÕES | Aqui
PARQUE DAS DUNAS O Parque Estadual Dunas do Natal “Jornalista Luiz Maria Alves” é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira. Ele é considerado o maior parque urbano sobre dunas do Brasil, exercendo fundamental importância para a qualidade de vida da população natalense. O setor de uso público é o Bosque dos Namorados, que ocupa uma área aproximada de sete hectares, com mais de mil e trezentas árvores nativas da Mata Atlântica. LOCAL | Avenida Alexandrino de Alencar s/n, Tirol HORÁRIO | das 7h30 às 17h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras para manutenção ENTRADA | R$ 1 (pode ser pago via pix) São isentos de pagamento crianças de até cinco anos, adultos acima de 60 anos, escoteiros uniformizados e escolas públicas (com agendamento).
Foto: Sandro Menezes
CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória. LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do Norte HORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191 E-MAIL | [email protected]
BOSQUE DAS MANGUEIRAS Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida. LOCAL | entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova HORÁRIO | de segunda a sexta das 8h às 14h CONTATOS |[email protected] e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.
COMPLEXO CULTURAL RAMPA O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”. LOCAL | Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal HORÁRIO | das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras Entrada gratuita.
PINACOTECA POTIGUAR Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”. LOCAL | Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN HORÁRIO | de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h Entrada gratuita.
**** Este guia cultural está sujeito a alterações. Sentiu falta de algum evento? Manda que a gente publica!
Entre fotografias amareladas pelo tempo, retratos de famílias desconhecidas e cenas de uma Natal que já não existe, Haleson Pereira de Oliveira encontrou uma forma de realizar, ainda que por outros caminhos, um sonho antigo. Aos 43 anos, o criador da página Velha Natal transformou a paixão pela história da capital potiguar em um projeto que, em pouco mais de um mês de existência, já reúne quase 40 mil seguidores interessados em revisitar o passado da cidade.
A história da página começou muito antes do primeiro post publicado em 17 de maio deste ano. Filho de uma realidade que o levou ao mercado de trabalho ainda jovem, Haleson não conseguiu seguir o caminho acadêmico que desejava.
“Meu grande sonho sempre foi fazer uma faculdade de História, pois tenho um verdadeiro fascínio por fatos históricos e fotos antigas, que contam o passado. Infelizmente, a realidade me obrigou a trabalhar muito cedo para garantir o sustento”, relata em entrevista à Agência Saiba Mais.
Sem diploma universitário, mas movido pela curiosidade e pelo interesse em conhecer as transformações da cidade, ele decidiu criar um espaço dedicado à memória natalense. A estreia da página aconteceu com uma fotografia histórica das lavadeiras no Riacho das Quintas. Desde então, a iniciativa passou a atrair diariamente pessoas interessadas em reencontrar lugares, personagens e costumes que marcaram diferentes épocas da capital.
“A verdadeira motivação para criar esta página foi o desejo genuíno de promover o resgate histórico. Sinto uma vontade imensa de dividir com o público a trajetória da nossa cidade, algo que infelizmente ainda é pouco conhecido e divulgado”, afirma.
O sucesso foi quase imediato. Em poucas semanas, a página ultrapassou a marca de dezenas de milhares de seguidores e passou a receber contribuições de moradores, pesquisadores e colecionadores de imagens antigas.
Foto: cedida
O acervo que abastece as publicações nasce de uma combinação entre pesquisa e colaboração coletiva. Haleson busca registros em arquivos digitais, grupos de discussão e plataformas acadêmicas, mas boa parte do material chega diretamente pelas mãos dos seguidores.
“O acervo é fruto de um garimpo no Google, no site da UFRN e em grupos do Facebook, mas a maioria vem de doações dos seguidores“, explica.
Ele destaca ainda a colaboração de pesquisadores e entusiastas da história local, como Jefferson Bernardino, Franklin Seabra, Alberto Cláudio, o professor Geraldo Gurgel e o pesquisador Rostand Medeiros.
Cada fotografia passa por um processo de verificação. Ano, local, autoria e procedência são conferidos antes da publicação. O cuidado busca garantir a fidelidade histórica dos registros e valorizar aqueles que contribuem para preservar a memória da cidade.
O envolvimento do público tem sido uma das marcas do projeto. Famílias inteiras passaram a compartilhar fotografias guardadas em álbuns particulares, muitas delas desconhecidas do grande público. Entre os contatos mais significativos recebidos pela página está o de familiares do fotógrafo Jaeci Emerenciano Galvão, responsável por documentar importantes momentos da história de Natal.
As imagens despertam diferentes emoções, mas uma delas ocupa lugar especial na memória do criador da página. Trata-se de uma fotografia que mostra o Padre João Maria visitando moradores pobres da cidade nas primeiras décadas do século XX.
“Embora eu não seja uma pessoa religiosa, nutro uma profunda admiração e um imenso respeito pela figura histórica e humanitária do Padre João Maria. Ver esse momento eternizado me toca profundamente”, conta.
Mais do que reunir fotografias antigas, a Velha Natal tem se consolidado como um espaço de encontro entre gerações. Nos comentários das publicações, moradores compartilham lembranças da infância, contam histórias de familiares e ajudam a identificar personagens e cenários registrados décadas atrás.
Para Haleson, esse movimento revela uma demanda crescente por iniciativas de preservação histórica. Ele acredita que a sociedade tem demonstrado mais interesse em valorizar a memória local do que os próprios gestores públicos.
“A importância disso é enorme, pois aproxima as pessoas da história de sua cidade, valorizando o passado e mantendo-o vivo para as próximas gerações“, afirma.
Em uma era dominada pela velocidade das informações e pelo consumo instantâneo de conteúdo, a página mostra que ainda existe espaço para olhar para trás. Cada fotografia compartilhada funciona como uma pequena janela para uma Natal que resiste ao tempo, preservada não apenas em arquivos e documentos, mas também na memória afetiva de quem viveu, ouviu ou aprendeu a contar a história da cidade.
SAIBA MAIS: Projeto transforma memória afetiva de Ponta Negra em mobilização ambiental e cultural
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) revelou que o Programa Bolsa Família ajuda a reduzir a defasagem escolar entre mães adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A pesquisa identificou que a transferência de renda condicionada contribui para a permanência dessas jovens na escola, especialmente na região do Semiárido Setentrional.
Para isso, a pesquisa analisou dados da Coorte de 100 Milhões de Brasileiros. A Coorte é um termo usado para designar um grupo de pessoas que compartilha uma característica em comum, geralmente relacionada a um período de tempo, e que é acompanhado ou analisado em conjunto.
O trabalho foi desenvolvido por Herick Cidarta Gomes de Oliveira, do Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem), em coautoria com Luana Junqueira Dias Myrrha (PPGDem/UFRN) e Dandara de Oliveira Ramos da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A análise utilizou dados longitudinais referentes ao período de 2004 a 2015, permitindo acompanhar as trajetórias educacionais das participantes ao longo do tempo. A pesquisa integra um convênio entre o PPGDem e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia).
Os resultados mostraram que mães adolescentes de famílias beneficiárias do Bolsa Família apresentaram menor incidência de defasagem escolar em comparação com jovens de perfil socioeconômico semelhante que não recebiam o benefício.
“Um dos achados mais importantes do estudo é a evidência do efeito cumulativo do Bolsa Família. Adolescentes que permanecem por mais tempo expostos ao programa, com base no estudo, apresentaram reduções mais expressivas na chance de ocorrer defasagem escolar. No caso do Semiárido Setentrional, por exemplo, as Coortes acompanhadas por mais tempo registaram um impacto substancialmente maior do que aquelas com menor período de exposição”, explica o professor Herick Oliveira, primeiro autor do estudo.
Ainda segundo o docente, o estudo sugere que políticas públicas voltadas a combater a pobreza e a promoção da educação não devem ser avaliadas apenas em efeito imediato, mas de modo continuado.
“Ou seja, o apoio financeiro de acompanhamento das condicionalidades a médio e longo prazo parece ser fundamental para produzir mudanças duradouras na trajetória educacional dos grupos socialmente vulneráveis, no caso do recorte das mães adolescentes”, aponta.
No Semiárido Setentrional, pertencer a uma família contemplada pelo programa reduziu em mais de 12 pontos percentuais a probabilidade de atraso escolar no momento da primeira maternidade.
“Na prática, isso significa que as adolescentes que são beneficiárias tiveram maior chance de permanecer na trajetória escolar adequada para sua idade, reduzindo então o atraso acumulado nos estudos. No caso da mãe adolescente, manter-se na escola representa melhor perspectiva de conclusão da educação básica e maior acesso ao ensino superior, qualificação profissional e com isso melhores oportunidades de trabalho e renda no futuro”, indica o pesquisador.
Os resultados também indicam que o programa pode ajudar a reduzir os efeitos negativos da maternidade precoce sobre a escolarização.
“Entre adolescentes que tiveram mais de um filho, o efeito protetivo foi ainda maior, no caso do Semiárido Setentrional. Isso sugere que o Bolsa Família contribui para evitar que a maternidade resulte em abandono ou atraso escolar permanente”, conta Herick Oliveira.
Embora os dados reforcem a eficácia das políticas de transferência de renda, os pesquisadores destacam a importância de medidas complementares, como a ampliação da oferta de creches em tempo integral e de espaços de acolhimento infantil, para garantir melhores condições de continuidade dos estudos.
Os resultados da pesquisa foram publicados no artigo Efeitos do Bolsa Família sobre a defasagem escolar de mães adolescentes: evidências regionais com dados longitudinais da Coorte de 100 milhões de brasileiros, na revista Estudos Econômicos. O estudo é fruto da tese de doutorado de Herick Oliveira, disponível no Repositório Institucional da UFRN.