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Críticas de Kelps a aliados elevam tensão dentro do grupo de Allyson

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As críticas que o ex-deputado estadual Kelps Lima (União) tem feito a membros do seu próprio grupo político — casos dos deputados federais João Maia (PP), Benes Leocádio (União) e, mais recentemente, Robinson Faria (PP) — têm ecoado na pré-campanha de Allyson Bezerra (União) ao governo. Por conta disso, Kelps avisou que pode baixar o tom da artilharia caso perceba que possa prejudicar o aliado Allyson.

O União Brasil e o Progressistas estão juntos em uma mesma federação — por isso, os dois partidos terão nominata comum para as eleições de 2026. O espaço é disputado, mas a convergência está no apoio ao ex-prefeito de Mossoró para o Executivo. 

O último alvo de Kelps foi Robinson, a quem classificou como o “pior governador dos últimos 40 anos” em passagem pelo Oeste potiguar, no último fim de semana.

“É preciso dizer à população do Rio Grande do Norte que eu concorro com o pior governador dos últimos 40 anos aqui. Aqui deve tá cheio de gente que ficou com parente com salário atrasado do governo Robinson”, disparou.

Lima prosseguiu, e afirmou que “essas verdades precisam ser ditas”.

“Porque senão vão pensar que eu sou igual a ele. E eu não sou igual a Robinson Faria. Eu sou muito diferente e fui líder da oposição no governo desastrado de Robinson”, disse.

Adversário de Allyson na campanha ao governo, Cadu Xavier (PT) aproveitou as declarações para repercutir as críticas em suas redes sociais.

“Esse vídeo diz muito sobre o que é a política pra gente, do time de Lula, e o que é a política pro palanque do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. No nosso palanque, a gente faz política pensando no povo e não em projetos pessoais”, afirmou.

Dias antes, Kelps também fez críticas públicas aos deputados federais Robinson Faria (PP), João Maia (PP) e Benes Leocádio (União), que são pré-candidatos à reeleição e também integram a base de apoio de Allyson Bezerra.

“Nessa pré-campanha e na campanha, meus adversários serão Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio, três deputados federais e um deles vai ter que sair para a gente poder entrar”, declarou anteriormente.

Nesta quarta-feira (24), em Mossoró, ele admitiu que pode recuar nas falas públicas para não causar atritos dentro do mesmo grupo.

“Allyson é meu amigo, meu irmão. Eu acredito no projeto dele. Não há chances de eu fazer um movimento para prejudicar Allyson. Se for preciso eu baixar as críticas contra os deputados para não respingar em Allyson, eu baixo”, disse, em entrevista ao programa Meio Dia TCM, da 95 FM.

Allyson minimiza

Allyson Bezerra buscou minimizar os conflitos dentro do seu próprio grupo e afirmou ser normal existir casos de tensão.

“Na verdade, a nominata da federação é extremamente robusta, forte. Vai fazer três deputados federais. É normal existir uma ou outra animosidade”, disse ele, em entrevista ao programa Comando 97, da rádio 97 FM.

O governadorável também lembrou casos de conflitos dentro do Partido Liberal, partido de seu outro adversário, Álvaro Dias.

“Outro dia mesmo, no PL, a gente viu um arranca-rabo de candidatas brigando em entrevistas. Isso pode acontecer na nominata do PL, na nominata da federação do PT e na federação do União Brasil”, afirmou.

Ele se referiu às acusações feitas em abril pela deputada federal Carla Dickson, que falou que a máquina da Prefeitura de Natal estaria “moendo com força” em favor da pré-candidatura de Nina Souza, ex-secretária e esposa do prefeito da cidade, Paulinho Freire (União).

“Nós temos aí Girão com mandato, nós temos Sargento Gonçalves com mandato, tem eu com mandato, que sou a menor de todas. Tem a máquina de Natal com Nina, que já tá moendo com força, e pessoas sendo faladas, ‘é para votar em Nina, tá?’”, disse a parlamentar.

Saiba Mais: Acusações entre Carla e Nina expõem “fogo amigo” na direita do RN

A reação veio rápida. Em seu pronunciamento, Nina Souza subiu o tom e classificou as declarações como “levianas”, “irresponsáveis” e “deliberadas”. A vereadora e ex-secretária municipal de Trabalho de Assistência Social (Semthas), desafiou a colega de partido a apresentar provas das acusações.

“Eu desafio a deputada Carla Dickson: mostre uma pessoa que a vereadora Nina e o prefeito Paulinho coagiram a votar em mim. Não vai encontrar”, declarou.

A vereadora disse que os apoios que vem recebendo são fruto do seu “nome limpo” e do “governo bom” que, segundo ela, vem sendo realizado pelo prefeito Paulinho Freire em Natal.

“Todo prefeito tem candidato ou não tem? Diga qual é o prefeito do Rio Grande do Norte que não tem candidato a deputado federal? Todos os prefeitos do Rio Grande do Norte têm candidato a deputado federal e, com certeza, vão pedir voto. Diga qual é a lei que impeça um prefeito pedir voto para um candidato dele? Agora, acusar de forma leviana, irresponsável e deliberada que a Prefeitura [de Natal] está usando a máquina para me beneficiar, é negar a minha história de vida, a minha força de trabalho e a minha legitimidade”, rebateu.

Fonte: saibamais.jor.br

Feira da Agricultura Familiar reúne produtores, cultura e debates em Natal

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A Praça da Árvore de Mirassol vai virar ponto de encontro entre agricultores familiares, artesãos, consumidores, movimentos do campo e instituições públicas nesta sexta-feira, 26 de junho, em Natal. A Feira da Agricultura Familiar Urbana e Periurbana do Rio Grande do Norte começa pela manhã e reúne 20 estandes com alimentos, artesanato e produções locais, além de debates, apresentações culturais e shows.

A proposta coloca no centro da cidade uma produção que muitas vezes nasce perto dela, nos quintais produtivos, comunidades, assentamentos, hortas urbanas, áreas periurbanas e pequenas propriedades que abastecem feiras, cozinhas e famílias. Ao ocupar um espaço público de grande circulação, o evento aproxima produtores e consumidores e reforça a presença da agricultura familiar na economia cotidiana do estado.

Durante a feira, o público poderá comprar diretamente de quem produz e conhecer experiências ligadas à geração de renda, alimentação saudável e soberania alimentar. A programação também abre espaço para conversas sobre políticas públicas para o setor, especialmente aquelas voltadas à produção, circulação e comercialização dos pequenos produtores.

Para a deputada estadual Divaneide Basílio, a feira reforça a necessidade de reconhecer o papel de quem produz alimentos e movimenta a economia local. “Valorizar a agricultura familiar é valorizar quem coloca comida na mesa do nosso povo, gera renda e cuida da terra. Essa feira aproxima o campo da cidade e mostra que produzir alimentos saudáveis também é uma ação de justiça social, desenvolvimento e soberania alimentar”, afirmou.

O deputado federal Fernando Mineiro destacou que a iniciativa se soma às políticas de fortalecimento da agricultura familiar no estado. Segundo ele, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar tem papel importante ao apoiar ações que ampliam a circulação dos pequenos produtores, geram renda e criam espaços de debate com participação direta das famílias agricultoras.

A Feira da Agricultura Familiar Urbana e Periurbana do RN é realizada pela Cooperativa Terra Livre, pela Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Rio Grande do Norte, a FETARN, e pelo Instituto Sertões. A iniciativa conta com apoio do IFRN, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, do Laboratório de Gestão e Prática Profissional em Lazer e Esportes e da FUNCERN.

Serviço
Feira da Agricultura Familiar Urbana e Periurbana do RN
Data 26 de junho
Horário a partir das 10h
Local Praça da Árvore de Mirassol, Natal/RN

Fonte: saibamais.jor.br

Programa leva recursos e formação a organizações de mulheres no RN

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Organizações comunitárias do Rio Grande do Norte lideradas por mulheres negras, indígenas e quilombolas têm uma nova oportunidade de acesso a formação, mentoria especializada e apoio financeiro. Estão abertas as inscrições para o programa Impactô Malunga, iniciativa realizada pelo Instituto Neoenergia em parceria com o Fundo Agbara, que vai selecionar projetos e coletivos com atuação nos territórios potiguares e pernambucanos.

Ao todo, serão escolhidas 15 iniciativas dos dois estados para participar de uma jornada de fortalecimento institucional que inclui encontros on-line, mentorias, atividades presenciais e acompanhamento técnico. Dessas vagas, seis são destinadas ao Rio Grande do Norte, sendo quatro para organizações da capital e Região Metropolitana de Natal e duas para iniciativas do interior do estado.

O programa busca reconhecer lideranças que já desenvolvem ações em áreas como promoção de direitos, mobilização social, geração de renda, preservação cultural, proteção ambiental e cuidado coletivo em seus territórios. Segundo o regulamento da chamada, a proposta é ampliar as capacidades de gestão, comunicação, planejamento e sustentabilidade dessas organizações, fortalecendo iniciativas que muitas vezes enfrentam dificuldades de acesso a financiamento e apoio técnico.

Podem participar organizações, coletivos, grupos e iniciativas comunitárias com pelo menos um ano de atuação comprovada, desde que sejam liderados prioritariamente por mulheres negras, indígenas ou quilombolas e tenham sede e atuação no Rio Grande do Norte ou em Pernambuco.

Além dos critérios técnicos de seleção, a chamada prevê mecanismos de inclusão para grupos historicamente marginalizados. Entre as prioridades estão iniciativas lideradas por mulheres trans, travestis, pessoas LGBTQIAPN+, mulheres vivendo com HIV, mães solo, mulheres quilombolas, indígenas e egressas do sistema prisional. O regulamento também estabelece reserva de vagas para organizações quilombolas, indígenas, lideradas por pessoas transfemininas e por pessoas egressas do sistema prisional.

“A jornada formativa será composta por encontros virtuais, mentorias e momentos presenciais. Um dos encontros finais está previsto para acontecer no Rio Grande do Norte, reunindo as participantes para troca de experiências, apresentação de resultados e uma rodada de pitches diante de uma banca avaliadora”, explica a organização do projeto.

Todas as organizações que concluírem o percurso receberão apoio financeiro. As três iniciativas mais bem avaliadas na etapa final receberão aportes de R$ 15 mil cada. As demais 12 participantes serão contempladas com R$ 10 mil cada para investir no fortalecimento institucional e no desenvolvimento de suas atividades comunitárias.

As inscrições são gratuitas e foram prorrogadas até 5 de julho. Os interessados podem se candidatar por meio de formulário on-line.

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Escola Marielle Franco abre inscrições para curso sobre ativismo e organização política de mulheres negras

Fonte: saibamais.jor.br

Carta pede equidade de gênero, raça e diversidade no RN

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O 3º Seminário de Gênero, Raça e Diversidade do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) terminou deixando um documento que pretende prolongar as discussões para além das salas de palestra. Após três dias de atividades, foi construída a Carta de Natal pela Equidade, Diversidade e Direitos Humanos, reunindo reflexões, propostas e compromissos debatidos durante o encontro realizado na Escola Judicial do TRT-RN.

A programação reuniu pesquisadores, ativistas, profissionais do sistema de justiça e representantes de diferentes movimentos sociais para discutir temas que atravessam a vida de grupos historicamente marginalizados. Questões como desigualdade de gênero, racismo, acessibilidade, capacitismo, diversidade sexual, inclusão produtiva e direitos humanos estiveram no centro das discussões.

Os debates começaram com reflexões sobre comunicação não violenta, feminismos e a construção social das desigualdades, conduzidas pela jornalista e doutora em Sociologia Dira Vieira e pela mediadora de conflitos Elanne Canuto. Ao longo do primeiro dia, também foram discutidas as relações entre gênero, raça e interseccionalidades, conceito que ajuda a compreender como diferentes formas de discriminação podem se sobrepor e impactar a vida das pessoas.

No segundo dia, o foco se voltou para acessibilidade, neurodivergências e dignidade humana. As discussões também abordaram a relação entre questões raciais, de gênero e ambientais, ampliando o debate sobre como diferentes vulnerabilidades se conectam na sociedade brasileira.

O encerramento teve como destaque um Feirão de Empregabilidade Trans, iniciativa que chamou atenção para uma das maiores barreiras enfrentadas pela população trans no país: o acesso ao mercado formal de trabalho. Embora haja avanços graduais nos últimos anos, pessoas trans e travestis ainda convivem com altos índices de exclusão social, dificuldades de permanência na escola, discriminação em processos seletivos e barreiras para ascensão profissional.

Levantamentos de organizações da sociedade civil e de instituições de pesquisa apontam que grande parte dessa população encontra obstáculos para conseguir o primeiro emprego formal, situação que contribui para ciclos de vulnerabilidade econômica e social. Nesse contexto, ações voltadas à empregabilidade têm sido apontadas por especialistas como ferramentas importantes para ampliar oportunidades e promover autonomia financeira.

O tema foi debatido em painéis sobre inclusão produtiva e direitos humanos, com participação de Clarisse Mack e Janaína Lima. As discussões destacaram a necessidade de políticas públicas, ações afirmativas e mudanças culturais capazes de tornar ambientes de trabalho mais diversos e acolhedores.

Para a pedagoga e turismóloga Wanja Celine, que participou do seminário, iniciativas como essa também representam uma oportunidade de ampliar a presença da população trans em espaços de construção coletiva.

“Nós, trans e travestis, temos que procurar o máximo de espaços possíveis para discutir os temas como os que foram tratados no seminário e ocupar espaços. Assim, nós temos também a oportunidade de aprender mais”, afirmou.

A Carta de Natal pela Equidade, Diversidade e Direitos Humanos surge como um registro desse processo e como um convite para que as discussões sobre inclusão, respeito às diferenças e combate às desigualdades continuem ocupando espaço dentro e fora das instituições.

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Nordeste lidera adesão à política nacional LGBTQIAPN+; RN é 3º estado a aderir

Fonte: saibamais.jor.br

Janja sela apoio a Samanda no RN e Fátima anuncia presença de Lula em 2 de julho

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O evento do PT em Natal desta quinta (25), “Mulheres do Time de Lula pelo Fim da Violência”, selou o apoio nacional à pré-candidatura de Samanda Alves ao Senado Federal e ainda trouxe a confirmação, pela governadora Fátima Bezerra, da vinda do presidente Lula ao RN, com agenda marcada em Major Sales no dia 2 de julho.

O encontro deixou claro que a candidatura de Samanda já tem reconhecimento no cenário nacional do PT e no campo progressista que se organiza para 2026. A primeira-dama Janja Lula da Silva declarou publicamente. “Boa sorte, Samanda. Eu estou com você. Você é porreta, aprendeu na escola da professora Fátima”, disse Janja.

Janja reúne mulheres em Natal e defende mobilização feminina contra a violência e em defesa da democracia

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A primeira-dama Janja Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (25), em Natal, do encontro “Mulheres do Time de Lula pelo Fim da Violência”, que reuniu lideranças políticas, parlamentares, representantes de movimentos sociais e militantes em defesa do enfrentamento à violência contra as mulheres e do fortalecimento da democracia. Promovido pelo Partido dos Trabalhadores, o evento foi realizado no Espaço Bossa Nova, na Arena das Dunas, e contou com a participação da governadora Fátima Bezerra.

Durante o encontro, Janja destacou os avanços das políticas para as mulheres desde o início do governo do presidente Lula e defendeu a participação feminina como protagonista nas eleições deste ano. “Em 2022 foram as mulheres que ajudaram a eleger o presidente Lula e tenho certeza de que novamente teremos um papel fundamental. Mas essa luta vai além das eleições. Precisamos transformar a cultura da violência, enfrentar a masculinidade nociva e envolver toda a sociedade nesse debate, das escolas às igrejas”, afirmou. A primeira-dama também ressaltou a necessidade de ampliar as políticas públicas de proteção diante dos altos índices de feminicídio registrados no país.

A governadora Fátima Bezerra destacou a ampliação da rede estadual de proteção às mulheres, citando a criação de sete Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), a implantação da primeira Casa de Proteção para mulheres vítimas de violência e seus filhos, além do fortalecimento das políticas de prevenção. “Mesmo diante de tantas dificuldades, nosso governo vai entrar para a história como o que mais avançou na defesa da vida das mulheres. Jamais vamos nos calar. Em vez do silêncio, oferecemos proteção, acolhimento e políticas públicas”, declarou.

Presidenta estadual do PT, Samanda Alves afirmou que a presença de Janja e da governadora Fátima Bezerra ao lado de centenas de mulheres reafirma o compromisso coletivo com o enfrentamento à violência de gênero.

“Reunir tantas mulheres comprometidas com a transformação social fortalece a certeza de que enfrentar a violência contra as mulheres exige coragem, investimento em políticas públicas e mobilização permanente. Não basta indignação. É preciso fortalecer a rede de proteção e enfrentar uma cultura que ainda naturaliza a violência. Esse compromisso precisa estar presente todos os dias, porque nenhuma mulher deve viver com medo e nenhuma violência pode ser tratada como normal”, destacou.

O encontro integrou a agenda nacional de mobilização das mulheres do Time de Lula e reforçou a defesa da ampliação das políticas públicas de proteção, da participação feminina na política e do enfrentamento à violência de gênero como compromissos permanentes para o fortalecimento da democracia brasileira.

Em Natal, Janja vai participar de evento de mulheres do ‘time de Lula’

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A definição da agenda de Janja da Silva em Natal está fechada. A primeira-dama participa nesta quinta-feira (25) do encontro “Mulheres do Time de Lula pelo Fim da Violência”. O evento reunirá lideranças políticas, representantes de movimentos sociais, juventudes e militantes em defesa dos direitos das mulheres e do enfrentamento à violência de gênero. A atividade acontece às 17h no Espaço Bossa Nova da Arena das Dunas.

Com o tema “Mulheres com Lula, unidas pelo fim da violência”, o ato busca ampliar o debate sobre o enfrentamento à violência de gênero e reafirmar o compromisso com ações que promovam respeito, autonomia, proteção e igualdade.

“Janja representa uma voz importante na defesa dos direitos das mulheres brasileiras. Sua presença fortalece uma mobilização ampla, que reúne diferentes gerações e movimentos em torno de uma pauta urgente: enfrentar a violência e construir uma sociedade mais justa, igualitária e livre de discriminação”, afirma a presidente estadual do PT, Samanda Alves.

A agenda está relacionada ao Pacto Brasil Contra o Feminicídio, agenda que a primeira-dama assumiu coordenação recentemente. 

Na sexta-feira (27), Janja também participará de compromissos ao lado da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra. A expectativa é de que a primeira-dama também reforce a pré-campanha dos candidatos do PT e de aliados no Rio Grande do Norte. A chapa majoritária do campo progressista é formada por Cadu Xavier (governador) e Samanda Alves e Rafael Motta (para o Senado).

Janja já esteve na capital potiguar em pelo menos duas oportunidades, em 2024 e 2022. No ano passado, ela ainda emitiu uma nota de solidariedade a Juliana Soares, a mulher vítima de tentativa de feminicídio em Natal; neste ano, Juliana anunciou filiação ao PT.

Saiba Mais: Janja se solidariza com vítima de tentativa de feminicídio em Natal

Em 2024, Janja veio para um comício de apoio à então candidata a prefeita, Natália Bonavides (PT). Na ocasião, em evento na Zona Norte de Natal e com a presença do presidente Lula, a primeira-dama destacou o papel das mulheres nas políticas públicas femininas.

“A gente sabe que, nessas políticas públicas do presidente, as mulheres têm um papel fundamental. É na creche que as crianças ficam seguras, é na escola em tempo integral, que as mães podem trabalhar com tranquilidade, é no posto de saúde que as mulheres vão fazer seus exames”, discursou a socióloga. 

Saiba Mais: Natal: Janja e Lula reforçam a importância do voto feminino

Já em 2022, a visita ao lado de Lula contou com um encontro com artesãs de Timbaúba dos Batistas, responsáveis pelos bordados do vestido de noiva de Janja. 

Lula e Janja conversaram com as bordadeiras sobre os desafios para o cooperativismo no Brasil. Ouviram delas relato das dificuldades que enfrentam hoje com falta de apoio do governo e apontaram prioridades de políticas públicas voltadas para a área que gostariam de ver implementadas. Linhas de crédito e incentivo para participação em feiras são algumas delas, além de políticas de inclusão social, como de financiamento de moradia, o Minha Casa Minha Vida.

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Fonte: saibamais.jor.br

Prefeitura altera texto sobre engorda de Ponta Negra no PPA de Natal

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A Câmara Municipal de Natal aprovou nesta terça-feira (23) a primeira revisão do Plano Plurianual (PPA) Participativo para o quadriênio 2026-2029. A matéria, de autoria do Poder Executivo, trouxe uma mudança na única citação à Ponta Negra: antes, o texto falava em “executar a segunda etapa da engorda e drenagem da praia”. Agora, cita “requalificar o calçadão”.

No próprio documento, a Prefeitura afirma que a mudança aconteceu para adequar o planejamento governamental às novas demandas estratégicas da administração municipal. Segundo o Executivo, foi feito um remanejamento parcial de recursos para viabilizar a inclusão das Ações 1471, relativa à execução de obras de drenagem e pavimentação, e da Ação 2473 (recuperação de vias públicas).

“A medida busca fortalecer a capacidade de execução das políticas públicas voltadas à infraestrutura urbana, promovendo maior alinhamento entre planejamento, programação orçamentária e prioridades institucionais do Município. Ressalta-se que os recursos remanejados não comprometem a execução das metas originalmente previstas na ação de origem, considerando a suficiência financeira identificada para continuidade das atividades programadas, bem como a existência de outras fontes de financiamento capazes de assegurar a manutenção e ampliação das ações inicialmente planejadas”, justifica a Prefeitura no documento.

Saiba Mais: Risco de desastre em Ponta Negra pode voltar antes de 7 anos, diz TCU

Ainda segundo o Executivo, a alteração da nomenclatura na meta relativa a Ponta Negra acontece em razão da atualização das diretrizes de planejamento urbano adotadas pelo município, que passaram a contemplar nova concepção para a intervenção prevista, envolvendo a requalificação integral do calçadão da praia mediante desenvolvimento de projeto específico a ser elaborado por concurso público. 

“A alteração possui caráter exclusivamente técnico e conceitual, visando assegurar maior compatibilidade entre o instrumento de planejamento e as futuras ações a serem executadas pela Administração Pública, sem prejuízo à finalidade originalmente estabelecida”, continuou a Prefeitura.

A alteração motivou críticas do vereador Daniel Valença (PT), que citou as recentes notícias na imprensa sobre os riscos à saúde nas áreas alagadas de Ponta Negra. O mais recente boletim de balneabilidade divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) aponta que as áreas alagadas apresentam níveis elevados de contaminação por coliformes termotolerantes e podem representar riscos à saúde da população. 

Saiba Mais: Áreas alagadas da engorda de Ponta Negra oferecem risco à saúde, aponta boletim

Na sessão plenária da Câmara, foram protocoladas 83 emendas ao PPA. Destas, 35 foram aprovadas de forma consensual, 21 foram retiradas pelos autores e 27 acabaram rejeitadas em plenário.

Uma das emendas propostas, do vereador governista Matheus Faustino (União), previa realizar intervenções programadas a cada período de 12 a 18 meses na obra da engorda, assegurando a preservação do investimento público e a balneabilidade da praia. A emenda, contudo, também foi rejeitada. 

“Já existe essa emenda dentro do PPA, mas é uma emenda que não estabelece um prazo. Então, a gente colocou o estabelecimento de um prazo para a gente ter uma previsão e conseguir fiscalizar. Mas ainda que não seja consenso, ainda que a gente não consiga aprovar aqui, vamos ainda com essa emenda que já tá presente no PPA, cobrar para que essas manutenções venham a ocorrer na engorda de Ponta Negra”, disse na sessão plenária.

O Plano Plurianual é o principal instrumento de planejamento governamental de médio prazo e estabelece as diretrizes, objetivos e metas da administração pública para os próximos quatro anos.

Saiba Mais: Morro do Careca perdeu metade da areia depositada na engorda de Ponta Negra

Fonte: saibamais.jor.br

Saúde de São Gonçalo inicia Campanha Municipal de Vacinação Antirrábica neste sábado (27); Confira cronograma completo.

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A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio do setor de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, realiza neste sábado (27), das 8h às 16h, a abertura da Campanha Municipal de Vacinação Antirrábica 2026. A mobilização acontecerá em 18 postos de vacinação distribuídos pela zona urbana do município, com o objetivo de proteger cães e gatos contra a raiva e ampliar a cobertura vacinal.

A vacinação estará disponível nas casas de ração parceiras, centros comunitários e Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Os tutores poderão levar seus animais aos seguintes pontos: Casa de Ração Meu Xodó (Centro), Casa do Criador (Santo Antônio), A2 Rações (Parque Amarante), Band Rações (Novo Amarante), Pet Mania (Amarante), Mercadinho Sam (Plaza Garden), Centro Comunitário (Cidade das Rosas), Medeiros Rações (Conjunto Arvoredo), além das UBSs: Ruy Pereira, Parque dos Ipês, Golandim I, Regomoleiro, Amarante, Magueirão, Jardim Lola, Humaitá, Cidade das Flores e Jardim Petrópolis.

Após este sábado de abertura, a campanha terá continuidade entre os meses de junho e setembro, com vacinação casa a casa em comunidades das zonas rural e urbana, garantindo que a imunização chegue a todas as regiões do município.

PROGRAMAÇÃO DA VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA 2026

29/06 a 03/07 (segunda a sexta-feira) Massaranduba – Casa a casa;Serrinha de Cima – Casa a casa;Serrinha de Baixo – Casa a casa;Lagoa da Serrinha – Casa a casa; Quermisol – Casa a casa.

Horário: 08h às 12h e 13h às 17h.

06 a 10/07 (segunda a sexta-feira) Poço de Pedras – Casa a casa; Olho D’Água do Chapéu – Casa a casa;Rio da Prata – Casa a casa;Arvoredo – Casa a casa.

Horário: 08h às 12h e 13h às 17h. 13 a 17/07 (segunda a sexta-feira)

Guanduba – Casa a casa;Jacaré-Mirim – Casa a casa;Oiteiros – Casa a casa;Uruaçu – Casa a casa;Pajussara – Casa a casa.Horário: 08h às 12h e 13h às 17h.

20 a 31/07 (segunda a sexta-feira) Centro – Casa a casa;Padre João Maria – Casa a casa;Santa Terezinha – Casa a casa;Santo Antônio – Casa a casa;Ruy Pereira – Casa a casa Conjunto do IFRN – Casa a casa.

Horário: 08h às 12h e 13h às 17h. 01/08 (sábado) Centro – Casa de Ração Meu Xodó;Santa Terezinha – Em frente ao Centro de Pediatria;Santo Antônio – Casa do Criador / Unidade do Galo Ruy Pereira – Unidade de Saúde;Horário: 08h às 13h. 03 a 14/08 (segunda a sexta-feira)

Golandim – Casa a casa;Amarante – Casa a casa;Serrada – Casa a casa; Novo Amarante – Casa a casa;Regomoleiro/Barreiros – Casa a casa.

Horário: 08h às 12h e 13h às 17h. 15/08 (sábado)

Golandim – Em frente à Unidade de Saúde; Amarante – Em frente à Unidade de Saúde; Serrada – Em frente à Unidade de Saúde; Novo Amarante – Em frente à Unidade de Saúde; Regomoleiro/Barreiros – Em frente à Unidade de Saúde.

Horário: 08h às 12h. 17 a 21/08 (segunda a sexta-feira) Jardim Lola – Casa a casa.Horário: 08h às 12h e 13h às 17h. 22/08 (sábado) UBS Jardim Lola; UBS Magueirão; UBS Humaitá.

Horário: 08h às 13h. 24 a 28/08 (segunda a sexta-feira) Olho D’Água do Carrilho – Casa a casa;Guajiru – Casa a casa.

Horário: 08h às 12h e 13h às 17h.

31/08 a 11/09 (segunda a sexta-feira)

Plaza Garden – Casa a casa;Jardim Petrópolis – Casa a casa;Smart City – Casa a casa.

Horário: 08h às 12h e 13h às 17h.

12/09 (sábado)

Unidade de Saúde – Cidade das Flores;Unidade de Saúde – Cidade das Rosas;Unidade de Saúde – Jardim Petrópolis.

Horário: 08h às 13h.

Projeto mapeia comunidades tradicionais de matriz africana e ameríndia no RN

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Há territórios que existem muito antes de aparecerem em documentos, mapas ou estatísticas oficiais. São espaços marcados pela ancestralidade, pela fé, pela resistência e pela construção coletiva de saberes que atravessam gerações. No Rio Grande do Norte, muitos desses lugares seguem pouco conhecidos pelo poder público, apesar de sua relevância histórica e cultural. É nesse contexto que surge o projeto Mapa do Axé Potiguar – Cartografia dos Terreiros e Comunidades Tradicionais do Rio Grande do Norte.

A iniciativa tem como objetivo identificar, registrar e dar visibilidade aos povos de terreiro e às comunidades tradicionais de matrizes africanas e ameríndias espalhadas por todas as regiões do estado. Mais do que localizar esses espaços geograficamente, a pesquisa busca compreender suas histórias, suas linhagens religiosas, os vínculos construídos com as comunidades do entorno e os desafios enfrentados diariamente por seus integrantes.

Entre os aspectos analisados estão questões relacionadas à segurança alimentar, regularização fundiária, acesso a políticas sociais e os impactos do racismo religioso, realidade ainda presente na vida de muitos praticantes das religiões de matriz africana.

O projeto será oficialmente lançado no dia 27 de junho de 2026, durante a realização do III Fórum Estadual das Comunidades Tradicionais de Terreiro do Rio Grande do Norte, no Complexo Cultural da Zona Norte, no campus da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em Natal.

Apesar da contribuição histórica para a preservação da cultura popular, da memória coletiva e da diversidade religiosa brasileira, as comunidades tradicionais de matriz africana ainda enfrentam dificuldades para serem reconhecidas pelos instrumentos oficiais de planejamento e pelas políticas públicas.

A ausência de informações sistematizadas sobre esses territórios acaba contribuindo para a exclusão institucional e dificulta a garantia de direitos. Por isso, o levantamento pretende reunir dados que permitam compreender melhor a realidade dessas comunidades e subsidiar ações governamentais voltadas às suas necessidades.

“Mapear é reconhecer. É afirmar que esses territórios existem, resistem e produzem vida. Quando uma comunidade aparece nos dados, ela passa a existir também para o Estado. E quando ela existe para o Estado, torna-se possível reivindicar políticas públicas, investimentos e proteção de direitos”, destaca a coordenação do projeto.

Diferentemente dos modelos tradicionais de mapeamento, centrados apenas em aspectos técnicos e geográficos, a proposta do Mapa do Axé Potiguar adota a cartografia social como metodologia principal. Nesse formato, são os próprios moradores, lideranças religiosas, sacerdotes, sacerdotisas e frequentadores dos terreiros que participam da construção das informações.

A proposta entende o território para além de sua dimensão física. Cada espaço é reconhecido como um lugar de memória, espiritualidade, pertencimento e produção cultural. Dessa forma, as comunidades deixam de ser apenas pontos em um mapa para se tornarem protagonistas da narrativa sobre sua própria existência.

Além de gerar informações mais próximas da realidade, a metodologia fortalece processos de organização comunitária e valoriza as formas tradicionais de transmissão de conhecimento.

O trabalho reúne uma ampla rede formada por mais de 70 colaboradores, entre pesquisadores, estudantes, agentes territoriais, lideranças religiosas e representantes de movimentos sociais distribuídos por diferentes regiões do Rio Grande do Norte.

A coordenação está sob responsabilidade da Assessoria de Educação para as Relações Étnico-Raciais (ASERER) do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), com financiamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

A iniciativa também conta com a parceria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern) e do Grupo de Articulação das Matrizes Africanas e Ameríndias do RN (GAMA/RN).

A presença do IFRN em diversas regiões do estado e a atuação dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABIs) contribuem para ampliar o alcance do projeto, aproximando a produção acadêmica das vivências das comunidades tradicionais.

Os dados coletados serão organizados em uma plataforma digital que servirá como instrumento permanente de consulta e acompanhamento das comunidades mapeadas. A expectativa é que o material contribua não apenas para a formulação de políticas públicas, mas também para ações de educação antirracista, valorização da diversidade cultural e preservação do patrimônio imaterial potiguar.

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Fonte: saibamais.jor.br