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Gabrielzinho leva dois ouros e Brasil vai ao pódio 19 vezes em Berlim

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© Divulgação/CPB

A Seleção Brasileira de natação paralímpica foi ao pódio cinco vezes neste sábado (9) no encerramento da etapa de Berlim, na Alemanha, do World Series. Nas últimas finais do evento, o mineiro Gabriel Araújo, Gabrielzinho, faturou dois ouros.

A delegação ganhou também as pratas do catarinense Talisson Glock e do mineiro Arthur Xavier e o bronze da carioca Lídia Cruz.

Nos 50m livre, Gabrielzinho, da classe S2 (comprometimento físico-motor), cravou 52s92 e 1042 pontos. Ele ficou na frente do Tcheco David Kratochvil, da classe S11 (deficiência visual). O bronze foi do espanhol Dambelleh Jarra.

O segundo ouro do nadador brasileiro foi nos 150m medley. O tempo do mineiro foi 3min26s70 e ele conquistou também 1017 pontos. O israelense Ami Omer, da classe SM4 (comprometimento físico-motor) ficou com a prata; e o bronze foi para o alemão Josia Tim Alexander. Ao todo, Gabrielzinho obteve outras duas medalhas na competição: ouro nos 100m livre e prata nos 50m borboleta.

Arthur Xavier, da classe S14 (deficiência intelectual), levou a terceira medalha no evento nos 100m costas com a marca de 58s78 e 1018 pontos. O ouro foi para o britânico Mark Tompsett, também da S14; e o bronze para o bielorrusso Yahor Shchalkanau, da classe S9 (comprometimento físico-motor).

O catarinense e campeão paralímpico Talisson Glock, da classe S6 (comprometimento físico-motor), foi prata nos 400m livre, com tempo de 5min01s92 e 970 pontos. O ouro foi para o tcheco David Kratochvil, da classe S11 (cegos); e o bronze para o chinês Chuanzhen Sun, S11.

A carioca Lídia Cruz, atleta da classe SM4 (comprometimento físico-motor), foi bronze nos 150 medley com 3min01s73 e marcar 843 pontos. O ouro ficou com a italiana Angela, da classe SM2; já a prata foi para a norte-americana Leanne Smith, da classe SM3.

As provas do World Series são disputadas no formato multiclasses, em que atletas de diferentes classes competem na mesma série. As classificações às finais e a definição das medalhas foram feitas por meio do Índice Técnico da Competição (ITC).

Após estes resultados, o país encerrou a competição com 19 medalhas: seis ouros, nove pratas e três bronzes entre adultos e um ouro nas disputas para jovens.

A Seleção Brasileira segue em Berlim nos próximos dias, onde disputará o IDM (Campeonato Alemão Internacional de natação), de domingo, 10, a terça-feira, 12.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Brasil derrota Argentina e é campeão Sul-Americano Sub-17 feminino

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© Staff Images / CBF

Na noite deste sábado (9), a Seleção Feminina Sub-17 de futebol venceu a Argentina por 3 a 2 e conquistou o título do Sul-Americano. A partida ocorreu no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai. Esta foi a primeira vez que a Amarelinha foi campeã sob comando da técnica Rilany Silva.

Apesar da Argentina abrir o placar aos 4 minutos de jogo, o Brasil sempre foi superior durante toda a partida. E empatou conseguiu o empate ainda no primeiro tempo com gol de Gamonal, aos 28 minutos.

Nos acréscimos da etapa inicial, Nicolly ficou de cara para o gol, mas sofreu um pênalti, convertido por Helena, colocando o Brasil na frente do placar. Ainda na primeira etapa, Nicolly Manuel balançou a rede das “Hermanas” para ampliar a vantagem.

Na segunda etapa, o time argentino conseguiu se sobrepor e marcou seu segundo, mas não foi o suficiente para tirar o título do Brasil.

Campanha do título

A Amarelinha fez campanha invicta no torneio continental. Cinco vitórias e um empate, 21 gols marcados e apenas seis sofridos. Com mais essa conquista, o Brasil segue sendo o maior vencedor da competição.

São seis títulos: 2010, 2012, 2018, 2022, 2024 e 2026. Paraguai e Colômbia já ergueram o troféu do Sul-Americano uma vez. Já a Venezuela é bicampeã do torneio.

A classificação para a final do Sul-Americano já havia garantido a Seleção na Copa do Mundo Feminina Sub-17 deste ano, em Marrocos entre outubro e novembro.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Instituto Abelardo da Hora lança plataforma de cursos gratuitos online

© Thomas Baccaro/iHA

Criado em 2004 e baseado em Recife (PE), o Instituto Abelardo da Hora (iAH) está lançando a plataforma de cursos online gratuitos, com objetivo de transformar o legado do escultor e educador Abelardo da Hora em experiência educativa digital. A iniciativa conta com recursos de acessibilidade como audiodescrição.

As inscrições para o primeiro curso – Abelardo da Hora – Legado: Artes, Políticas e Cidades – serão abertas no próximo dia 14, no site do instituto. O conteúdo é dirigido a professores, estudantes e público em geral, constituindo uma iniciativa de democratização do conhecimento e ampliação do acesso ao patrimônio artístico e intelectual do artista.


07/05/2026 - Plataforma de cursos gratuitos do Instituto Abelardo da Hora. Na foto: Abelardo da Hora. Foto: Acervo IAH
07/05/2026 - Plataforma de cursos gratuitos do Instituto Abelardo da Hora. Na foto: Abelardo da Hora. Foto: Acervo IAH

Escultor Abelardo da Hora. Foto – Acervo IAH

O curso engloba videoaulas, conferências e trilhas temáticas e irá funcionar como uma “sala de aula aberta”. A ideia é investigar as múltiplas dimensões do escultor, desenhista, gravador, muralista, articulador institucional e agente público da cultura. O projeto de criação da plataforma conta com recursos provenientes de emenda parlamentar do senador Humberto Costa.

A aula inaugural estará a cargo do professor Antônio Alves Sobrinho, doutor em História da Arte pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e diretor de Programas Educacionais do iAH. Ele espera que o público, ao participar dessa formação, “perceba o lugar e o tamanho de Abelardo, para além da arte”. Os participantes receberão certificado de conclusão.


07/05/2026 - Plataforma de cursos gratuitos do Instituto Abelardo da Hora. Na foto: Professor Antonio Alves durante gravação de video aulas. Foto: Daniel da Hora/Divulgação
07/05/2026 - Plataforma de cursos gratuitos do Instituto Abelardo da Hora. Na foto: Professor Antonio Alves durante gravação de video aulas. Foto: Daniel da Hora/Divulgação

Professor Antonio Alves durante gravação de video aulas. Foto: Daniel da Hora/Divulgação

A plataforma será atualizada continuamente com novos conteúdos, trilhas temáticas e materiais complementares, reunindo textos, imagens, referências bibliográficas e documentos históricos que contextualizam a produção do artista e seu papel na construção de uma cultura.

O iAH entende que a ferramenta consolida o compromisso de democratizar acesso ao patrimônio artístico e intelectual de Abelardo da Hora, além de fortalecer a formação continuada em artes, cultura e cidadania.

Na avaliação do professor Daniel da Hora, neto do escultor e curador do projeto, trata-se de um lançamento que aponta para o futuro sem romper com a origem, como Abelardo ensinou, por meio de sua obra, de sua relação com a cidade e de sua atuação pública.

“Agora, ampliamos essa vocação formadora em linguagem digital, com alcance nacional e internacional”, disse.

Abelardo da Hora é considerado o maior escultor expressionista do Brasil. Formado em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes do Recife e em Direito pela Faculdade de Direito de Olinda, Abelardo da Hora nasceu no dia 31 de julho de 1924, em São Lourenço da Mata (PE) e faleceu aos 90 anos, no dia 23 de setembro de 2014, na capital pernambucana.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Encontro regional do PL em Mossoró fortalece pré-candidatura de Jorge do Rosário à Assembleia Legislativa

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O encontro regional do Partido Liberal realizado em Mossoró, neste sábado (9), com a presença de lideranças políticas de aproximadamente 60 municípios da região Oeste, serviu para fortalecer a pré-candidatura de Jorge do Rosário à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Presidente do diretório municipal do PL em Mossoró, Jorge foi o anfitrião do evento, reunindo importantes nomes da política potiguar e nacional. Participaram do encontro o pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, o pré-candidato ao Senado, Coronel Hélio, o senador e presidente estadual do PL, Rogério Marinho, além de deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e demais lideranças da região.

Durante o evento, Jorge destacou os desafios enfrentados pelo Rio Grande do Norte e defendeu a construção coletiva de soluções para o estado. “Mossoró e região precisam ser reconhecidas pela classe política e ser uma luz nessa escuridão que o Rio Grande do Norte está vivendo. Nós temos um desafio muito grande para tirar o estado dessa situação. O diagnóstico todos sabem: contas públicas, saúde que não funciona e segurança que é um caos. Mas a gente precisa ter o caminho e clareza nas soluções dos nossos propósitos. Eu não acredito em candidato que fique falando soluções fáceis para problemas difíceis. Temos essas lideranças de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores que vão, sim, construir junto com Álvaro, junto com Flávio Bolsonaro, junto com Coronel Hélio e junto com Rogério a solução para esse estado”, disse o pré-candidato.

Jorge destacou que o Partido Liberal tem um time de peso que vai contribuir para as mudanças necessárias que o estado precisa. “O PL é o maior partido do Brasil, é o maior partido do Rio Grande do Norte e vai fazer, junto com sua bancada, com seus líderes, prefeitos, vereadores e com o povo, encontrar o caminho para tirar o Rio Grande do Norte dessa situação que massacra o povo”, finalizou.

Mais do que homenagear, é preciso reconhecer.

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Mães que Movimentam a Economia

Reconhecer a força das mulheres que, todos os dias, movimentam a economia enquanto equilibram múltiplas jornadas.

São mães que empreendem, lideram, trabalham, administram a casa, cuidam da família e, ainda assim, encontram espaço para sonhar, criar oportunidades e transformar realidades.

Muitas vezes, o empreendedorismo feminino nasce da necessidade.
Mas cresce pela coragem.

E existe algo muito valioso na percepção feminina dentro dos negócios: a capacidade de enxergar além dos números.

A mulher observa detalhes, constrói relacionamentos, desenvolve sensibilidade para gestão e entende que crescimento também passa por cuidado, estratégia e conexão humana.

Talvez por isso tantas mulheres consigam transformar pequenos começos em grandes histórias.

No Rio Grande do Norte, vemos diariamente mulheres que sustentam famílias, geram renda, criam negócios e impulsionam a economia local — muitas vezes sem o reconhecimento que merecem.

São mães que acordam cedo para abrir suas lojas, organizar seus pedidos, atender clientes, cuidar dos filhos e seguir acreditando.

E essa força feminina tem impacto direto no desenvolvimento econômico.

Quando uma mulher cresce, ela movimenta muito mais do que o próprio negócio.
Ela fortalece sua família, inspira outras mulheres e contribui para uma economia mais humana e sustentável.

Por isso, neste Dia das Mães, fica também uma reflexão:

Valorizar as mães é valorizar mulheres que produzem, lideram, administram e movimentam a economia todos os dias.

Porque por trás de muitos negócios fortes, existem mulheres fortes.

E no Rio Grande do Norte, elas seguem em movimento.

Rosie Lopes
@rosie.lopes

Consultora de Finanças e Crédito | Mercado Financeiro
Desenvolve RN – Agência de Fomento do RN
Consultora e Instrutora do Sebrae RN
Criadora do projeto Finanças na Vida Real

Apocalipse nos Trópicos e O Agente Secreto vencem Prêmios Platinos

© Divulgação/ Prêmio Platino.

O audiovisual brasileiro foi consagrado mais uma vez em um prêmio internacional. O Agente Secreto faturou quatro Prêmios Platinos, na noite de sábado (9), em uma cerimônia em Cáncun, no México.

O filme Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, também venceu como Melhor Documentário a 13ª edição da premiação, a mais importante do cinema ibero-americano. O evento promove séries e filmes da América Latina, Portugal e Espanha.

Nesse sábado, o filme de Kleber Mendonça ganhou mais quatro Prêmios Platinos: Melhor Filme, Roteiro, Diretor e Ator, sendo a primeira vez que um brasileiro ganha o troféu de Melhor Ator. Em 2025, Fernanda Torres foi eleita Melhor Atriz por sua atuação como Eunice Paiva, em Ainda Estou Aqui – o grande vencedor da premiação, no ano passado. Os prêmios somam-se a outros quatro Platinos que a produção já havia recebido.

Em O Agente Secreto, Moura interpreta Armando, um professor universitário perseguido pela ditadura militar. Na história, ele precisou fugir de São Paulo para Recife e assumir uma nova identidade. Ambientado na década de 1970, a filme traz vários elementos da cultura pernambucana, como a lenda da perna cabeluda, além da Banda de Pífanos de Caruaru. Tanto o som, como as escolhas da direção de arte, são parte da história.

Ao receber a estatueta prateada, Mendonça celebrou a oportunidade de contar histórias em meio a um cenário de desinformação. “É um momento onde a verdade está sendo discutida e manipulada”, afirmou.

“De fato, é um momento de mentiras no mundo, mas o cinema é um poderoso instrumento para narrativas cheias de poesia, de aventuras fantásticas, drama humano, histórias de amor e afeto, com verdade e honestidade”.


 Brasília - 10/05/2026 - Equipe do filme O Agente Secreto recebe estatuetas do Platino. Divulgação/ Prêmio Platino.
 Brasília - 10/05/2026 - Equipe do filme O Agente Secreto recebe estatuetas do Platino. Divulgação/ Prêmio Platino.

Brasília – 10/05/2026 – Equipe do filme O Agente Secreto recebe estatuetas do Platino. Divulgação/ Prêmio Platino. – Divulgação/ Prêmio Platino.

 

O Agente Secreto soma oito Prêmios Platinos

O ator Wagner Moura estava em uma produção na Espanha e não pode comparecer ao evento. Em discurso de agradecimento lido por Mendonça, o ator brasileiro comemorou:

“Amo os Prêmios Platino, ver nossa cinematografia celebrada, encontrar amigos, descobrir talentos, filmes, artistas, trabalhadores do cinema falado em portugês e espanhol (…). Amo cada vez que percebo o Brasil integrado a uma cultura abrangente”

Ele dedicou o prêmio a Mendonça, que confirmou o convite para o artista participar de seu próximo filme.

Há poucos dias, Moura, vencedor do Globo de Ouro, tinha sido eleito Melhor Ator pelo júri popular do Platino, consagrando o ator brasileiro que este ano disputou o Oscar. 

Pela Direção de Arte, Música e Montagem, O Agente Secreto já havia levado três estatuetas, anunciadas previamente, para os criadores Thales Junqueira, os irmãos Tomaz e Mateus Alves, além de Eduardo Serrano e Matheus Farias.

 


16/01/2026 - Cenas do filme O Agente Secreto de Kleber Mendonça com Wagner Moura. Foto: MK2Films/Divulgação
16/01/2026 - Cenas do filme O Agente Secreto de Kleber Mendonça com Wagner Moura. Foto: MK2Films/Divulgação

16/01/2026 – Cenas do filme O Agente Secreto de Kleber Mendonça com Wagner Moura. Foto: MK2Films/Divulgação – MK2Films/Divulgação

 

No evento, o filme de Petra Costa, Apocalipse nos Trópicos, venceu a categoria Documentário, superando produções do Paraguai e da Espanha. O longa-metragem acompanha o governo de Jair Bolsonaro, retrata a tentativa frustrada de golpe de Estado em 2023 e discute a influência da fé evangélica na política brasileira.

Ao receber a estatueta, o produtor e pesquisador de Apocalipse nos Trópicos, Brunno Pacini, declarou que os documentários “têm a capacidade de transformar o trauma em memória e a memória em movimento” e agradeceu aos envolvidos no projeto.

Entre as séries, a brasileira Beleza Fatal, que se assemelha a uma novela, também levou o troféu de Melhor Série de Longa Duração. A diretora Maria de Médicis saudou o diretor de TV Dennis Carvalho, que faleceu há poucos meses, e celebrou o gênero novela, referência no audiovisual de toda a América Latina. “Viva a novela, viva o Brasil”, comemorou.

Nesta edição do Platino, o Brasil teve sete produções indicadas concorrendo, em 36 categorias, com cerca de 100 produções indicadas da ibero-américa.

*A repórter viajou a convite dos Prêmios Platino Xcaret.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 52 milhões

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.006 da Mega-Sena, realizado neste sábado (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 52 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 25 – 42 – 45 – 48 – 50 – 60

  • 39 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 59.801,78 cada
  • 2.904 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.323,82 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (12), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

 

 


Fonte: Agência Brasil de Noticias

Desinformação sobre PL da Misoginia cresce nas redes, diz estudo

© Paulo Pinto/Agência Brasil

O chamado Projeto de Lei da Misoginia se transformou em alvo de uma ofensiva de desinformação nas redes sociais, coordenada por políticos de direita, segundo levantamento do Observatório Lupa. O estudo identificou narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdos produzidos com inteligência artificial para atacar o PL aprovado pelo Senado em março deste ano.

Entre os dias 24 de março e 30 de abril de 2026, os pesquisadores coletaram mais de 289 mil publicações no X sobre o tema. Também foram analisados 6,3 mil posts no Facebook, 2,9 mil no Instagram e mil no Threads.

A partir desse conjunto de dados, o observatório identificou “picos de desinformação, tendências narrativas e padrões de comportamento” nas plataformas digitais. O projeto em discussão no Congresso é o PL 896/2023, que define misoginia como “a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres”.

Caso seja aprovado pela Câmara sem alterações, o texto passará a incluir a “condição de mulher” na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989), prevendo pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa, para práticas enquadradas como misóginas.

Segundo a Lupa, o principal pico de engajamento da campanha de desinformação ocorreu em 25 de março, um dia após a aprovação da proposta no Senado, impulsionado por um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

O parlamentar associou ao PL da Misoginia trechos de outro projeto de lei, o PL 4224/2024, da senadora Ana Paula Lobato, que tratava da Política Nacional de Combate à Misoginia, mas que não fazia parte do texto aprovado no Senado.

De acordo com o levantamento, a publicação alcançou ao menos 751 mil visualizações em apenas 24 horas. Posteriormente, o vídeo foi apagado e republicado sem o trecho relacionado ao outro projeto.

O estudo também aponta que uma das principais narrativas disseminadas nas redes foi a de que o projeto restringiria a liberdade de expressão e poderia ser utilizado para “perseguir a direita”.

Outra linha recorrente de desinformação afirmava que perguntar a uma mulher se ela estava com TPM poderia levar alguém à prisão.

“As publicações mais virais sobre o PL da Misoginia têm explorado, sobretudo, o medo como motor de engajamento”, afirma o relatório.

 Segundo os pesquisadores, conteúdos falsos sugeriam ainda que a proposta provocaria “demissões em massa” de mulheres ou criminalizaria trechos da Bíblia. A pesquisa identificou o uso de inteligência artificial para criar vídeos falsos sobre supostas consequências da proposta. Um dos exemplos citados envolve publicações alegando que empresários teriam começado a demitir mulheres para evitar processos relacionados à futura legislação.

Entre os atores mais influentes na circulação desses conteúdos aparecem, além de Nikolas Ferreira, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), o comentarista político Caio Coppola e a influenciadora Babi Mendes. O relatório destaca o crescimento de termos associados à cultura misógina “redpill”, que retrata o projeto como uma ameaça aos homens.

Também foram identificadas menções recorrentes a aplicativos de transporte, em tom irônico, sugerindo medo de acusações falsas em interações cotidianas.

Para os pesquisadores, as postagens ignoram um ponto central do projeto: a misoginia, no escopo da proposta, está relacionada a práticas discriminatórias que gerem “constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida” em razão do gênero.

“Ao ignorar esse contexto, as postagens distorcem o debate e ampliam a desinformação”, conclui o estudo.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito

© Arquivo pessoal

Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível. 

Mulheres ouvidas pela Agência Brasil têm, querem e exigem esperança. Em 2025, 84.760 pessoas desapareceram no Brasil.

“Quem sabe”, elas dizem em datas como o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Quem sabe elas terão mais atenção, mais ação, mais olhares e fôlego. Mais luzes no labirinto que a vida se transformou.

Elas buscam filhos recém-desaparecidos ou filhos que sumiram há décadas. Sonham em receber um abraço e um “feliz dia das mães” de quem sumiu e, assim, fazer com que a vida volte a ter o sentido de antes.

Foram a becos escuros, conheceram a indiferença em delegacias e até preconceito nas ruas. Dores tão profundas da realidade que até a ficção busca traduzir.

“Mas eu não podia desistir, não enquanto houvesse uma mínima chance”, diz a personagem Kehinde, escrava no Brasil colonial, que busca o filho desaparecido no romance Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves.

Dor como da operadora de caixa Rita Preta, em Coração sem Medo, de Itamar Vieira Junior, em sua busca desesperada pelo primogênito Alcides, que desaparece em Salvador (BA).


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Clarice mãe das crianças do Maranhão) Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Clarice mãe das crianças do Maranhão) Foto: Arquivo pessoal

Clarice é mãe de Ágatha e Allan, desaparecidos em janeiro, no Maranhão – Arquivo pessoal

Dos romances para a vida real, a dor se multiplica e requer palavras que ainda não foram criadas, como no caso de Clarice Cardoso, de 27 anos, moradora da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).

Os filhos dela, Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram depois que saíram para brincar e procurar maracujá na mata perto de casa no dia 4 de janeiro deste ano, com o primo Anderson, de 8 – que foi encontrado.

Clarice também é mãe de André, de 9 anos. Em entrevista por telefone à Agência Brasil, ela disse que, em meio ao pesadelo que a família vive há mais de quatro meses, tem contado com o abraço diário do filho mais velho.

“Ele entende tudo o que está acontecendo e temos conversado muito com ele”, afirma emocionada.

O garoto voltou para escola. Ele vê a mãe e o pai Márcio – que trabalha como montador autônomo –, com a vida em suspenso.

“A cada ligação que eu recebo, penso que pode ser uma novidade, alguma pista”, diz Clarice.

Neste domingo de Dia das Mães, ela pede que o País se lembre dos filhos dela e que mais gente possa ajudar. Todo dia é a mesma rotina em busca de solidariedade e informações com a polícia. 


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. Foto: Arquivo pessoal

Cartaz para as buscas aos irmãos que desapareceram em Bacabal (MA)  – Arquivo pessoal

Preconceito

A delegacia fica no centro da cidade, distante 12 quilômetros de onde Clarice mora. Não bastasse a dor constante, ela conta que, quando vai à cidade, ouve ou percebe comentários com julgamentos maldosos. Ela admite que pode haver racismo. “As pessoas me olham. Algumas parecem ser solidárias. Mas muitas têm preconceito sim”, lamenta.

Além do marido e do filho, Clarice vive com a mãe, que acabou sofrendo um acidente de moto em uma das viagens até Bacabal em busca de informações sobre as crianças.

“Ela se machucou nas mãos e agora eu tenho que fazer mais coisas para minha casa e minha família. Mas minha vida está parada”.

À Agência Brasil, Clarice diz que a investigação policial indica que poderia haver um homem que teria tido contato com as três crianças na mata. No entanto, oficialmente, a polícia local afirma que todas as informações estão sendo averiguadas e que se empenha na elucidação dos desaparecimentos.    

Rede de apoio

Formar uma rede de apoio para que ninguém se sinta sozinha no meio da luta e da dor tem feito a diferença. A paulista Ivanise Espiridião, de 63 anos, procura pela filha Fabiana desde 23 de dezembro de 1995.


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.  (Evanise com filha e neta) Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.  (Evanise com filha e neta) Foto: Arquivo pessoal

Ivanise com a filha Fagna e a neta Eva, de 7 anos – Arquivo pessoal

A filha desapareceu quanto tinha 13 anos de idade e, para aliviar o sofrimento e formar uma rede de apoio nacional, Ivanise criou o grupo Mães da Sé. Em 2026, ela passa pelo 30º dia das mães sem a filha.

“O Dia das Mães causa uma mistura de sentimentos, de ser lembrada pelos filhos que estão conosco e tristeza por não ter uma pessoa que faz parte dessa família e que está ausente”, afirma.

O consolo hoje virá em forma de longos abraços da filha Fagna, de 43 anos, e da neta, Eva, de 7 anos.

O grupo Mães da Sé também se transformou em uma outra família, unida pela dor e esperança por respostas. Ela começou essa ação há 30 anos com mães que ela conheceu e que passavam por situação semelhante.

Levavam cartazes para dar visibilidade às histórias: “Virou um dia muito triste para nós”. O grupo continuou por outros caminhos, mas Ivanise se sentia destruída depois do dia na escadaria da catedral. 

“A dor multiplicava. Parecia que ficava mais doída. A gente resolveu que, no dia das mães, a gente não ia mais para a Praça da Sé. Nós íamos dar atenção para os nossos filhos que estão ao nosso redor”. 


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Fabiana - filha da Ivanise). Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Fabiana - filha da Ivanise). Foto: Arquivo pessoal

Ivanise transformou a dor de perder a filha e luta por outros desaparecidos – Arquivo pessoal

Atualmente, o grupo reúne mais de seis mil mães no país – a maior parte de São Paulo. Uma estratégia que ajuda na articulação do grupo é o aplicativo Family Faces. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, comparando fotos tiradas pelos usuários com o banco de dados da associação. 

Ivanise transformou sua dor em ativismo e ação. Ela trabalha todos os dias para levar apoio e orientação para mães e familiares de desaparecidos. Sabe também que é necessário ter cuidado consigo mesma. 

“A nossa causa não tem horário nem dia específico. Mesmo quando eu viajo ou tiro férias, levo o celular da associação. Todos os dias, a gente recebe pedidos de ajuda de pessoas que tem alguém desaparecido”, ressalta.

Cerca de 42% dos desaparecidos são encontrados. 

Uma das orientações que ela dá ao grupo é que uma pessoa não precisa esperar um ou dois dias para procurar uma delegacia para notificar um desaparecimento.

“Ninguém tem que esperar 24 horas. Mas essa prática abusiva ainda acontece porque as famílias que são vitimadas pelo desaparecimento são muito simples e desconhecedoras de direitos”. 


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Ivanise na escadaria da Sé). Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. ( Ivanise na escadaria da Sé). Foto: Arquivo pessoal

Ivanise na escadaria da Sé – Arquivo pessoal

A Lei nº 11.259 determina que a autoridade policial que fizer a ocorrência do desaparecimento de criança e adolescente tem que fazer a ocorrência imediatamente e começar as buscas. 

Embora sejam assuntos doloridos, Ivanise e a filha Fagna não deixam de explicar para Eva o que aconteceu com a tia Fabiana:

“Desde muito cedo a gente ensinou a ela o nome completo, o nome do pai, o nome da mãe. E diz que a avó é uma mãe da Sé, ativista e lutadora”.

Suporte

Apoiar-se na família é fundamental. Mas ter acesso a suporte psicológico profissional também é muito importante. Em casos assim, é comum ocorrerem transtornos mentais como depressão ou crises de pânico e ansiedade. O grupo Mães da Sé conta com cinco voluntários que atendem pessoas de forma remota. 

A psicóloga Melânia Barbosa, que também pesquisa o tema dos desaparecidos, explica que a dor da ausência tem características particulares. Por isso, ela entende ser muito importante que o poder público proporcione suporte emocional aos familiares. Cabe, de outra forma, às pessoas próximas estar ao lado, escutar e acolher sem querer dar uma resposta que não existe. 

“O principal é você saber que tem alguém ao seu lado e não se sentir sozinho”. Para a pesquisadora, os grupos de apoio fazem com que as pessoas recordem que não estão sozinhas.

“Que tem pessoas que a amam e que elas amam e dão motivos para elas enfrentarem essa luta”.

Ela considera que, culturalmente, as mulheres sempre estiveram ligadas ao cuidado do outro – acima de tudo, dos filhos. “Por isso, elas permanecem vinculadas aos seus, mesmo doentes, presos ou desaparecidos”.

Ela acrescenta que os profissionais da psicologia também precisam se capacitar mais para atender esses casos.

“Existem mais pesquisas atualmente sendo desenvolvidas, mas ainda tem muito a ser descoberto. Então, não é parte habitual da formação do psicólogo ou do médico. É um assunto desconhecido”, explica. 

Choque de realidade

Quem também busca cuidar de pessoas em dor é outra paulista, Lucineide Damasceno, de 60 anos, que integra o Mães da Sé. Ela, que era cabeleireira, também criou uma ONG chamada Abrace, a fim de proporcionar suporte (inclusive de alimentação) a familiares mais necessitados de pessoas desaparecidas.


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.( Felipe filho de Lucineide) Foto: Arquivo pessoal
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Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio.( Felipe filho de Lucineide) Foto: Arquivo pessoal

Felipe, filho de Lucineide desapareceu em 2008 – Arquivo pessoal

O filho de Lucineide, Felipe, sumiu aos 16 anos, em 3 de novembro de 2008, depois que saiu de moto para encontrar um colega chamado Vinícius (que também desapareceu). 

Foi em 2013, depois de uma crise de pânico, que ela resolveu ir além da busca por seu filho. Resolveu se tornar ativista: “Quando eu conheci mulheres que procuravam seus filhos há muito tempo, foi um choque de realidade”.

Com o grupo, ela conta que se sentiu amparada durante a busca. Às vezes, ela vai para a Praça da Sé “destruída por dentro”, mas o abraço de outras mães muda o que sente. Ela se reconhece nas outras pessoas. 

Apesar da dor e das lembranças, há sempre a esperança. “Eu não quero mudar daqui porque eu tenho a esperança de o Felipe bater no portão e dizer: ‘mãe, estou aqui’”.


Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. (  Lucineide na escadaria da Sé.). Foto: Arquivo pessoal
Brasília-DF – 09/05/2026 -Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito
Mulheres formam grupos para gerar redes de apoio. (  Lucineide na escadaria da Sé.). Foto: Arquivo pessoal

Lucineide na escadaria da Sé com outras mães de desaparecidos pessoal – Arquivo pessoal

Além de Felipe, Lucineide tem mais dois filhos, Amanda e Anderson, e dois netos, Gustavo, de 11 anos, e Gabriel, de 9. “Explico para não conversar com estranhos e não entrar no carro de ninguém”.

A família se acostumou ao fato de Lucineide evitar eventos festivos no dia das mães. Mas a família costuma buscá-la para almoços.

“Eu comecei a aceitar. Eu faço um esforço muito grande para que eles entendam que, apesar de eu estar triste, de eu estar ali naquela situação, eles também fazem parte da minha vida e são especiais para mim”, diz.

Nada como receber o abraço dos netos. Nada como receber alguma notícia de outra mãe que teve a alegria de encontrar um filho desaparecido.

Lucineide gosta de recordar o filho animado, em seus sonhos de adolescente, da escola e do prazer que tinha em jogar futebol.

No final do ano, Lucineide Mantém um hábito: há duas décadas coloca o presente do Felipe embaixo da árvore de Natal. Guarda um por um, todos os anos, na esperança de que Felipe volte um dia e receba os mimos.

Por enquanto, aguarda também notícias, abraços e apelos para que ninguém se esqueça.

 




Fonte: Agência Brasil de Noticias

PPP do saneamento no RN terá audiências públicas na segunda (11)

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PPP do saneamento no RN terá audiências públicas na segunda (11)

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) realiza na próxima segunda-feira (11) duas audiências públicas como parte do processo de Parceria Público-Privada (PPP) de esgotamento sanitário. No Rio Grande do Norte, a PPP prevê o investimento de R$ 3,8 bilhões até 2051.

As audiências serão divididas por Microrregiões de Água e Esgoto (MRAEs), sendo elas a Central-Oeste e Litoral-Seridó. Os eventos vão abordar os planos regionais de Saneamento Básicos e dos documentos editalícios da PPP. O objetivo da audiência é colher sugestões, opiniões e críticas que contribuam para o aprimoramento do projeto, que visa universalizar o esgotamento sanitário em 48 municípios potiguares.

As sessões serão realizadas de forma virtual, mas as inscrições para participação ativa, via plataforma Microsoft Teams, se encerraram nesta sexta (8). Ainda assim, outros usuários podem acompanhar via YouTube: youtube.com/@GovernodoRNoficial. A audiência da região Central-Oeste acontece das 9h30 às 11h30, e do Litoral-Seridó, das 14h30 às 16h30.

A meta da Companhia é atingir 90% da população com coleta e tratamento de esgotos até 31 de dezembro de 2033, e 99% da população com água potável. Os números foram estabelecidos pela revisão do Marco Legal do Saneamento.

O contrato entre o Governo do Estado e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a realização de estudos e modelagem da PPP foi assinado em janeiro de 2024. O valor do investimento, quase R$ 4 bilhões, será distribuído ao longo de 25 anos. Segundo Samara Mendes, gestora de Parcerias da Caern, os estudos tiveram como primeiro passo o levantamento de todas as estruturas e sistemas da Companhia, que serviram para um diagnóstico técnico-operacional.

“A partir desse levantamento a gente identifica de fato o que a gente tem, o que a gente precisa melhorar, o que a gente precisa construir, operar e depois manter. Depois a gente identifica qual é o montante necessário de investimentos necessários para dar conta de todas as obras e de todos os empreendimentos necessários para a universalização. Depois disso a gente chega a um valor de investimentos e também de despesas operacionais, porque o privado também vai operar os sistemas nesses 48 municípios”, explica.

Os 48 municípios foram selecionados porque eram aqueles que, à época, a Caern possuía contratos — 29 na Microrregião Litoral-Seridó e 19 na Central-Oeste. Na parte econômica e financeira, foi avaliada a viabilidade do projeto e se ele se sustenta. Após o diagnóstico e de modelagem econômica, jurídica e técnico-operacional, as informações são validadas para a estruturação dos documentos da segunda fase do projeto, que agora vão à consulta pública.

A PPP não representa uma privatização, já que nela o Estado teria menos de 50% das ações com direito à voto da companhia, o que não é o caso. Ainda segundo Samara Mendes, a parceria atual é focada apenas no esgotamento sanitário, já que a água é um setor em que não há déficit no RN, sendo possível de alcançar a meta do Marco Legal do Saneamento sem maiores dificuldades.

Fonte: saibamais.jor.br