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Produtoras culturais potiguares conciliam arte, trabalho e criação dos filhos

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Produtoras culturais potiguares conciliam arte, trabalho e criação dos filhos
Haylene e Isaac: a maternidade que atravessa um lugar mais humano / foto: arquivo pessoal

Reuniões de produção, editais, viagens e cronogramas apertados, existe uma rotina invisível que acompanha muitas mulheres da cena cultural potiguar, a maternidade. No Rio Grande do Norte, produtoras culturais independentes conciliam a criação dos filhos com uma profissão marcada pela instabilidade, pela exigência de disponibilidade constante e pela ausência de políticas estruturadas de apoio.

Para muitas delas, trabalhar significa também carregar mochilas, brinquedos, lancheiras e adaptar horários de gravação, festivais e eventos às demandas da vida materna. Em meio a esse cenário, mães produtoras seguem movimentando a cultura potiguar enquanto reinventam diariamente formas de existir no mercado de trabalho.

Neste Dia das Mães, a agência SAIBA MAIS conta a história de duas mulheres que se multiplicam em várias funções levando a vida na arte em conciliação com a maternidade.

A produtora cultural Haylene Dantas conhece bem essa realidade. Há cerca de duas décadas atuando na cena cultural do estado, ela construiu uma trajetória ligada à cultura popular, ao audiovisual e aos projetos de periferia. Entre os trabalhos realizados estão o tradicional aHAYá de Rua, além de produções ligadas ao cinema, publicidade e festivais culturais. Mãe de Isaac, ela afirma que a maternidade transformou não apenas sua rotina, mas também sua forma de enxergar o mundo e produzir cultura.

“A maternidade me atravessa num lugar mais humano que eu nunca imaginei que podia existir na minha vida. Acho que passei a olhar para o outro com respeito, pensando em acesso à cultura, à educação, à saúde. Isso mudou a forma como penso meus projetos, para que sejam mais democráticos, acessíveis e com pertencimento”, conta.

Haylene define a própria experiência como uma maternidade atravessada pela falta de uma rede de apoio sólida. Para ela, o discurso sobre apoio coletivo às mães ainda está distante da prática.

“Existe um romantismo muito grande sobre a maternidade, mas quando as dificuldades chegam, muitas vezes é na solitude que a gente resolve tudo. Às vezes existe uma avó, uma tia, um pai ajudando. Mas tem gente que nem isso tem”, afirma.

Haylene e Isaac: a maternidade que atravessa um lugar mais humano / foto: arquivo pessoal

Na rotina da produção cultural independente, onde horários são imprevisíveis e as demandas mudam constantemente, a maternidade impõe desafios permanentes. Haylene explica que Isaac frequentemente acompanha sua rotina de trabalho, inclusive em produções audiovisuais.

“Quem me contrata já sabe que, paralelo à minha produção, vem junto o assistente”, brinca, para completar:

“Isaac termina estando muito presente nos trabalhos por necessidade mesmo. No último ano, ele vivenciou comigo dois longas-metragens na pré-produção. Se não existisse acolhimento das equipes, eu provavelmente não conseguiria fechar esses trabalhos.

Ela também destaca os desafios de conciliar a rotina de uma criança com o funcionamento do setor cultural.

“Nosso trabalho se molda às necessidades do projeto. Às vezes tem viagem, horários fora do comercial, gravações longas. Como conciliar isso com acordar para a escola, alimentação, rotina? Acho que esse é um dos maiores desafios.”

Além das dificuldades comuns à maternidade, Haylene vivencia uma maternidade atípica, o que demanda ainda mais atenção e presença.

“Tem momentos em que a maternidade pesa porque não existe substituição para esse lugar. Mas, no final, a gente consegue fazer essa mágica acontecer”, diz.

Mais consciência e respeito aos limites

Carol e Cora, dupla inseparável em casa, no trabalho e na bagunça / Foto: arquivo pessoal

A produtora cultural Carol Carvalho também precisou reconstruir sua relação com o trabalho depois da maternidade. Fundadora da Dale! Produções Culturais, ela atua desde 2012 com elaboração e gestão de projetos em audiovisual, artes cênicas, música e artes visuais. Entre os trabalhos realizados estão o Festival Munganga de Circo, o Festival Poty Mapping, a Semana do Circo de Natal e produções audiovisuais como a websérie “Septo” e a série “Taco Clube Praiano”.

Mãe de Cora, hoje com 11 anos, Carol lembra que imaginava conseguir manter o mesmo ritmo profissional após a chegada da filha, mas a realidade foi diferente.

“Antes de ser mãe, a gente não tem muita noção do que é de fato. Eu achava que conseguiria seguir trabalhando no mesmo ritmo, mas muda tudo: o corpo, o emocional, a dinâmica da vida e principalmente a relação com o tempo”, relata.

Mesmo grávida, Carol continuou trabalhando sem interrupções. Poucos meses após o nascimento da filha, já estava novamente em produção.

“Estreei um espetáculo de circo na Casa da Ribeira quando minha filha tinha três meses de vida. Hoje eu olho e penso que era meio loucura”, lembra.

Ela explica que os primeiros anos foram marcados por sobrecarga, cansaço e dificuldade de adaptação entre a rotina profissional e os cuidados intensivos com a filha.

“Uma simples visita técnica deixava de ser simples porque eu não podia ir sozinha. Minha filha precisava estar comigo, e eu dependia de outra pessoa para ajudar. Até os seis meses, ela só se alimentava de leite materno, então isso limitava muito meus deslocamentos”, lembra.

Com o passar do tempo, Carol passou a selecionar melhor os projetos que aceita, considerando tempo, deslocamento e impacto na rotina familiar.

“Hoje eu produzo de forma mais consciente, tentando respeitar meus limites. Porque ser autônoma já é instável por natureza, e com um filho isso pesa muito mais.”

Ela reconhece que atualmente consegue trabalhar com mais estabilidade graças ao apoio integral da mãe, algo que considera um privilégio.

“Quase sempre é outra mulher que sustenta essa rede de apoio quando falamos de maternar.”

Para Carol, ainda faltam políticas públicas capazes de acolher mães no setor cultural, especialmente mulheres autônomas e mães solo.

“Faltam editais que considerem custos com cuidado infantil, auxílio-creche, prazos mais flexíveis para gestantes e puérperas. Muitas mães acabam reduzindo ou interrompendo a atuação profissional não por escolha, mas por falta de condições”, desabafa.

Neste Dia das Mães, a produtora usou suas redes sociais para apresentar e destacar produtoras que, como ela, dividem o trabalho com a maternidade, uma forma de valorizar o papel mulheres que, muitas vezes, se veem sozinhas com o acúmulo de funções e até quatro jornadas diárias.

A maternidade também mudou profundamente o olhar criativo da produtora. Ela passou a se aproximar de projetos ligados ao cuidado, à infância, às mulheres e à ocupação afetiva da cidade.

“Passei a ocupar a cidade de outra forma, com uma criança a tiracolo. Isso me fez entender na prática o quanto é importante construir eventos e espaços culturais que acolham mães e crianças”, diz.

Entre bastidores, festivais, gravações e produções culturais, mães como Haylene e Carol seguem sustentando uma cena artística que também é construída a partir do cuidado. Em um setor frequentemente marcado pela informalidade e pela ausência de garantias, elas transformam a experiência da maternidade em potência criativa, resistência cotidiana e permanência.

Enquanto fazem a cultura acontecer, seguem também reivindicando o direito de trabalhar sem precisar escolher entre a profissão e o cuidado com os filhos.

SAIBA MAIS: Lei aprovada em Natal garante mães com filhos em sala de aula

Fonte: saibamais.jor.br

TV Brasil mostra nesta segunda confronto entre Palmeiras e Atlético-MG

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© CBF/Divulgação

TV Brasil apresenta, nesta segunda-feira (11), mais uma partida da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol 2026. O canal público da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) transmite o confronto entre Palmeiras e Atlético-MG, com o pré-jogo a partir das 20h45.

Na 3ª colocação da tabela, o Palmeiras recebe o Atlético-MG na Arena Barueri, em São Paulo, buscando o topo da competição. Já o time mineiro entra em campo com o objetivo de sair da 13ª posição. A disputa entre as equipes é válida pela 10ª rodada.

Audiência crescente

As emoções do Campeonato Brasileiro Feminino Série A1 tem movimentado a audiência da TV Brasil em 2026. De acordo com dados do Ibope, foram mais de 1 milhão de pessoas alcançadas em dez partidas transmitidas pelo canal.

A exibição da partida faz parte da estratégia da TV Brasil, a tela do futebol feminino, para ampliar a visibilidade da modalidade no país. Pelo terceiro ano consecutivo, o canal público exibe jogos da elite feminina. Também serão transmitidos os confrontos decisivos das séries A2 e A3, a partir das semifinais. Além disso, o público poderá acompanhar as decisões das categorias de base pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20.

A equipe de profissionais que comanda as transmissões do Brasileirão Feminino conta com um time formado por mulheres, com a narradora Luciana Zogaib, as comentaristas Brenda Balbi e Rachel Motta e as repórteres Marília Arrigoni e Verônica Dalcanal.

As competições ganham ainda mais visibilidade por meio da parceria com os canais que formam a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), que podem retransmitir a programação da TV Brasil em seus estados.

Sobre o Brasileirão Feminino Série A1

A edição de 2026 do campeonato mobiliza 18 equipes que se enfrentam em turno único na fase de classificação. Os oito primeiros avançam para a segunda fase. As etapas, a partir das quartas de final, são disputadas no formato de mata-mata, com duelos de ida e volta.

Os times reunidos no Brasileirão Feminino Série A1 são: América (MG), Atlético Mineiro, Bahia, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Ferroviária, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Juventude, Mixto (MT), Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo e Vitória.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Som da Mata, teatro, bingo, forró e mais opções neste domingo (10)

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#MeGuia: Som da Mata, teatro, bingo, forró e mais opções neste domingo (10)

Dia das mães em casa com a família ou curtindo algum evento cultural na cidade? Você escolhe, até porque opções não faltam. O #MeGuia preparou um roteiro bacana com várias dicas de lazer e diversão, gratuitas e pagas, que vão de música, teatro, exposições, cinema, além dos tradicionais equipamentos culturais da cidade.

Uma boa pedida é o Som da Mata, que traz a banda Anatolyan, cujo som instrumental é uma mistura de rock psicodélico turco com o balanço nordestino. Ficou curioso ? O Som da Mata começa às 16h30, no Bosque dos Namorados.

Também tem karaokê no Eletromusic, Forró no Figa, Bingo de Dias das Mães no Sussurro bar, Memória do Elefante no Sempre Rock e muito mais.

Vá na fé e divirta-se !

MÚSICA ________________________

Karaokê, no Eletromusic | 10.05 DOMINGO
LOCAL | Eletromusic Pub (Av. Prudente de Morais, 5823 – Candelária, Natal)
HORÁRIO | 16h às 00h
INFORMAÇÕES | @eletromusicpub

Forró do Figa | 10.05 DOMINGO
LOCAL | Figa Bar (Rua Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | Casa abre às 18h
INFORMAÇÕES | @figa.bar

Memória do Elefante, no Sempre Rock | 10.05 DOMINGO
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045 – Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | 18h
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Bingo de Dia das Mães, no Sussurro | 10.05 DOMINGO
LOCAL | Sussurro (Rua Cabo de São Roque, 8821, Ponta Negra)
HORÁRIO | A partir das 18 h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @sussurronatal

Pagode do Kekel e Fabinho Fernandes, no Só mais uma | 10.05 DOMINGO
LOCAL | Só mais uma (Av. Eng. Roberto Freire, 8750, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @somaisumabar

Seis na Mesa e Pagodin do S&B, no Seu Zezin Botequim | 10.05 DOMINGO
LOCAL | Seu Zezin Botequim (Av. Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra)
HORÁRIO | 12h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

Anatolyan, no Som da Mata | 10.05 DOMINGO
LOCAL | Parque das Dunas
HORÁRIO | 16h30
ENTRADA | gratuita
INFORMAÇÕES | @somdamata

Tiago Guilherme e convidados, no Porão das Artes | 10.05 DOMINGO
LOCAL | Porão das Artes (Rua Humberto de Campos, 3018, Cotovelo)
HORÁRIO | A partir das 16h
ENTRADA | Couvert: R$ 10
INFORMAÇÕES | @porao_das_artes_cotovelo

TEATRO

Mala Amarela, no Bosque Encena | 10.05 DOMINGO
LOCAL | Parque das Dunas
HORÁRIO | 10h
ENTRADA | gratuita
INFORMAÇÕES | @bosqueencena

EXPOSIÇÃO _______________

“Exposição coletiva”, no Bardallos | 09.05 SÁBADO
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

CINEMA _________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shopping
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping

EQUIPAMENTOS CULTURAIS ________________________

PINACOTECA POTIGUAR
Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”.
LOCAL |Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN
HORÁRIO |de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h
Entrada gratuita.

CIDADE DA CRIANÇA
O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia.
LOCAL |Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
HORÁRIO | aberto das 8h às 18h
ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam)
INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal

FORTE DOS REIS MAGOS
O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada.
LOCAL |Forte dos Reis Magos (Praia do Forte)
HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção
ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança.
INFORMAÇÕES | Aqui

CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória.LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do NorteHORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191E-MAIL | [email protected]

BOSQUE DAS MANGUEIRAS
Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida.
LOCAL |entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova
HORÁRIO |de segunda a sexta das 8h às 14h
CONTATOS | [email protected]e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.

COMPLEXO CULTURAL RAMPA
O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”.
LOCAL |Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal
HORÁRIO |das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras
Entrada gratuita.



Fonte: saibamais.jor.br

Carlão de Souza “volta à cena do crime” com reedição de “Crônica da Banalidade”

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Carlão de Souza
Carlão volta à cena com relançamento do primeiro livro / foto: João Maria Alves

O jornalista e escritor potiguar Carlos de Souza volta ao centro da cena cultural do Rio Grande do Norte com a reedição de Crônica da Banalidade, obra considerada um dos marcos da literatura potiguar contemporânea. Publicado originalmente em 1988, o livro retorna às prateleiras após mais de quatro décadas fora de circulação, em nova edição lançada pela Sebo Vermelho Edições.

O lançamento acontece no dia 16 de maio, a partir das 10h, no Sebo Vermelho, reunindo leitores, pesquisadores e admiradores da trajetória de Carlos de Souza, que deixou importante contribuição tanto para o jornalismo quanto para a literatura potiguar.

Carlão morreu dia 16 de agosto de 2019, vítima de câncer na região da bacia. Era natural de Areia Branca (RN), mas fez todo seu percurso profissional na imprensa escrita de Natal, assessoria de imprensa em órgãos públicos e como professor do curso de jornalismo da UFRN. Na literatura, foi autor de cinco livros. Além de “Crônicas da Banalidade”, lançou “Cachorro Magro”, “É Tudo Fogo de Palha”, “Cidade dos Reis” e “Urbi”.

Saiba Mais: Carlão de Souza: naquela mesa tá faltando ele

Reconhecido por sua escrita intensa, urbana e experimental, Carlos de Souza rompeu padrões tradicionais da prosa regionalista predominante no estado até os anos 1980. Em Crônica da Banalidade, o autor mistura elementos de autoficção, fluxo de consciência e referências à cultura beat para narrar a trajetória de um músico frustrado que tenta escapar da monotonia da vida noturna e acaba mergulhando em uma experiência existencial marcada pela loucura e pela solidão.

A obra ganhou destaque imediato junto à crítica local e, ao longo dos anos, consolidou-se como referência cult entre leitores e estudiosos da literatura potiguar. O crítico e historiador literário Manoel Onofre Jr. incluiu Carlos de Souza entre os principais nomes da ficção norte-rio-grandense em seu estudo Ficcionistas Potiguares, destacando o caráter filosófico e poético da narrativa.

Para pesquisadores da literatura contemporânea, a produção de Carlos de Souza ajudou a abrir novos caminhos para a prosa potiguar, deslocando o foco do regionalismo tradicional para temas urbanos, existenciais e experimentais.

Segundo a pesquisadora Cellina Muniz, a obra de “Carlão”, como era conhecido entre amigos e leitores, representou uma mudança estética importante na literatura produzida no estado.

A nova edição de Crônica da Banalidade chega revisada, com novo projeto gráfico e textos críticos assinados por pesquisadores como Cellina Muniz, Manoel Onofre Jr. e Thiago Gonzaga, além de uma entrevista inédita concedida pelo autor em 2012.

Carlão volta à cena com relançamento do primeiro livro / foto: João Maria Alves

O lançamento também celebra o legado cultural de Carlos de Souza para diferentes gerações de jornalistas, escritores e artistas potiguares. Além da atuação literária, o autor construiu trajetória marcante no jornalismo cultural, sendo lembrado pela escrita autoral, crítica e sensível diante das transformações sociais e urbanas de Natal.

A programação contará ainda com discotecagem temática de Fernandinho, o Implacável do Vinil, além de venda de kits comemorativos produzidos pela família do autor em parceria com o artista gráfico Edmar Viana.

Os interessados na pré-venda podem obter informações pelo perfil oficial do Sebo Vermelho no Instagram ou diretamente com Alex de Souza, filho do escritor e organizador da edição.



Fonte: saibamais.jor.br

Prefeitura fecha Mercado da Redinha e trabalhadores temem prejuízos

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Comunicado assinado pelo chefe do setor de atividades de Mercado / foto: cedida

A Prefeitura de Natal determinou a suspensão das atividades do Mercado da Redinha a partir desta segunda-feira (11), deixando trabalhadores e permissionários apreensivos. Aos comerciantes, foi dado um prazo até as 22h deste domingo (10) para retirar mercadorias e desocupar o local. No entanto, os trabalhadores se recusaram a atender a exigência.

Ficou acordado que os permissionários se reunirão nesta segunda-feira com representantes da prefeitura, mas até o fechamento desta reportagem não havia definição sobre quem receberia os trabalhadores nem o horário da audiência.

De acordo com comunicado assinado pelo chefe do setor de Mercados da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Rodrigo Oliveira do Monte, o Mercado da Redinha permanecerá fechado até a próxima terça-feira (12) para a realização de um serviço na rede elétrica. O documento, porém, não detalha o tipo de reparo que será executado.

Os permissionários temem que a suspensão seja prorrogada por tempo indeterminado, já que, segundo eles, não há informações objetivas sobre o serviço e representantes da categoria não conseguem obter esclarecimentos junto à secretaria responsável.

Um trabalhador que conversou com a agência SAIBA MAIS, sob condição de anonimato, afirmou que os permissionários já procuraram os secretários Arthur Dutra (Sepae), Filipe Alves (Semsur) e Shyrlei Menezes (Seinfra), mas nenhum deles teria assumido a responsabilidade pela situação do mercado. Segundo o relato, os trabalhadores estariam sendo constantemente encaminhados de uma secretaria para outra.

Comunicado assinado pelo chefe do setor de atividades de Mercado / foto: cedida

Reinaugurado em dezembro de 2025, o Mercado da Redinha conta atualmente com 32 boxes em funcionamento, sendo 29 ocupados por permissionários tradicionais e três destinados a artesãos da comunidade local. Aproximadamente 120 pessoas trabalham diretamente no espaço.

Um grupo de permissionários identificado como “Núcleo Ginga com Tapioca” divulgou uma mensagem alertando sobre a suspensão das atividades:

Caros representantes, o nosso mercado público está ameaçado de fechamento total nesta segunda-feira (11), ainda sem justificativa formal por parte da Prefeitura. Os permissionários receberam há pouco a ordem para retirar mercadorias e produtos refrigerados devido ao desligamento da rede elétrica. Estaremos cedo no mercado para avaliar a situação, mas os trabalhadores são contrários à medida. Pedimos que todas as categorias estejam em alerta”, diz o comunicado.

Permissionários têm até 22h para desligar freezers e retirar mercadorias do local / foto: cedida

Fonte: saibamais.jor.br

Sada Cruzeiro vence Vôlei Renata e é decacampeão da Superliga

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© Foto: CBV

O Sada Cruzeiro conquistou o título da Superliga 2025/2026. A conquista da equipe mineira foi confirmada na manhã deste domingo (10), no ginásio do Ibirapuera em São Paulo.

O time venceu o Vôlei Renata Campinas por três sets a zero (25 a 14, 27 a 25 e 25 a 21). Esse foi o décimo título brasileiro para o Sada Cruzeiro.

Esta foi a quarta final entre os dois rivais em um ano. O Sada Cruzeiro venceu a Superliga masculina anterior e o Vôlei Renata foi campeão do Sul-Americano de clubes e da Copa Brasil.

O maior pontuador do jogo (com 18 pontos) e eleito para o Troféu VivaVôlei de melhor em quadra foi o oposto Oppenkoski.

 


Fonte: Agência Brasil de Noticias

Brasil conquista sete medalhas no Grand Slam de Astana no Cazaquistão

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© Divulgação - CBJ

No último dia de competição de judô de Astana, no Cazaquistão, neste domingo (10) , Guilherme Schimidt (-90kg) foi prata, Beatriz Freitas (-78kg) e Leonardo Gonçalves (-100kg) ficaram com o bronze. Com esses resultados, o Brasil fecha o Grand Slam com 7 pódios.

A primeira medalha do dia foi conquistada por Schimidt. Depois de vencer três lutas, ele chegou a sua primeira final internacional após a mudança de categoria do -81kg para o -90kg.

O judoca brasileiro enfrentou o sérvio Boris Rutovic, e ficou com a prata após cair em yuko e não conseguir reverter o placar.

Beatriz Freitas trouxe um dos bronzes do -78kg, o quinto do país na campanha em Astana. Na luta pelo bronze, ela conseguiu dois waza-ari na canadense Coralie Godbout e repetiu a atuação de 2025 na competição.

Para fechar a campanha brasileira em Astana, o Brasil ainda levou mais um bronze. No -100kg masculino, Leonardo Gonçalves venceu o holandês Simeon Catharina com um yuko no golden score para confirmar a sétima medalha do Brasil.

O próximo desafio previsto para a Seleção Brasileira é o Open Europeu de Benidorm, na Espanha, no próximo fim de semana, seguido de um treinamento de campo na mesma cidade.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Brasil ganha bronze na Copa do Mundo de canoagem

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© @braca_paddles

O Brasil voltou ao pódio no último dia da etapa de Szeged da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade, na Hungria. Neste domingo (10), Gabriel Assunção e Jacky Godmann garantiram a medalha de bronze na prova do C2 500 metros masculino.

A dupla brasileira completou a final A em 1min37s16 e assegurou lugar entre os melhores da prova. O ouro ficou com os atletas neutros Zakhar Petrov e Ivan Shtyl. A prata foi conquistada pelos italianos Gabriele Casadei e Carlo Tacchini.

O Brasil também contou com outra embarcação no C2 500m masculino. Filipe Santana Vieira e Mateus Nunes Bastos disputaram a final B, prova sem disputa por medalhas, e terminaram na segunda colocação com o tempo de 1min38s50.

No feminino, Valdenice Conceição representou o Brasil na final B do C1 200 metros. A atleta completou a prova em 46s01 e encerrou a participação na sexta colocação.

Encerrando a etapa, Mateus Nunes Bastos teve destaque na final do C1 5000 m masculino. Em uma prova desgastante e estratégica, que reuniu 30 atletas, o brasileiro manteve-se entre os líderes durante grande parte da disputa e terminou na quarta colocação.

Após a etapa de Szeged, os atletas brasileiros seguem agora para Brandenburg, na Alemanha, onde disputam entre os dias 14 e 17 de maio a próxima etapa da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade e Paracanoagem, dando sequência à temporada internacional de 2026, que além de medalhas, soma pontuação para o ranking olímpico rumo a Los Angeles 2028.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Agência Brasil completa 36 anos ampliando acesso com credibilidade

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Celular, nem pensar. Computador, então, era um sonho em 1990. As novas tecnologias tornaram, com o passar do tempo, tudo cada vez mais veloz e com equipamentos menores. A Agência Brasil, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nascida há exatos 36 anos, viu a responsabilidade se tornar maior a cada dia, conforme ressaltam pesquisadores em comunicação e entidades ligadas ao jornalismo profissional.

O antigo difusor de notícias de governo transformou-se em veículo público divulgador de materiais jornalísticos profissionais de utilização gratuita. Dos maiores aos menores órgãos de comunicação do Brasil, notícias e reportagens publicadas pela agência são replicadas diariamente em todo o país.

Isso colabora, no entender dos estudiosos, para pluralização das pautas, combate à desinformação e promoção do desenvolvimento e da cidadania. “A gratuidade da distribuição da Agência Brasil democratiza o acesso a essa informação de necessidade e de demanda social”, afirmou o professor de jornalismo Pedro Aguiar, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Democratização

O veículo público teve um crescimento de 40% no percentual de acesso nos últimos dois anos, com ampliação da capilaridade e do alcance. O pesquisador destaca que a Agência Brasil presta informações relevantes de serviços públicos, como campanhas de vacinação, de educação, de inscrições para programas sociais, e também dos deveres do cidadão. O veículo tornou-se referência também na cobertura de economia ao tratar de temas do dia a dia da população.

 


Brasília (DF), 09/05/2025 - Pedro Aguiar (professor da UFF), especial aniversário de 35 anos da agência Brasil
Foto: Pedro Aguiar/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 09/05/2025 - Pedro Aguiar (professor da UFF), especial aniversário de 35 anos da agência Brasil
Foto: Pedro Aguiar/Arquivo pessoal

Brasília (DF), 09/05/2025 – Pedro Aguiar considera importante o Estado brasileiro manter investimento na Agência Brasil. Foto: Pedro Aguiar/Arquivo pessoal – Pedro Aguiar/Arquivo pessoal

Pedro Aguiar, que é pesquisador do tema das agências de notícias, entende que esse tipo de veículo é um investimento no desenvolvimento e não puramente na comunicação como um bem simbólico, que pode render frutos a curto prazo. Uma vacina, por exemplo, contra a desinformação.

“Tudo isso já é muito positivo, mas pode melhorar se a capilaridade dessa rede de apuração for aumentada. Qualquer agência de notícias é um investimento estratégico que um país pode fazer”, explicou.

Para o pesquisador, a melhor forma de conscientizar a sociedade sobre o papel do jornalismo da agência pública é reforçar a relevância da produção de conteúdos jornalísticos. “Isso a agência já faz e pode sempre melhorar”, destacou.

O professor cita ser necessário que o veículo tenha jornalistas correspondentes em todas as regiões e também fora do país.  “Estamos vivendo um cenário de guerras que tem uma cobertura midiática ainda dependente das estruturas do primeiro mundo. Se houvesse jornalistas no Oriente Médio e nos Estados Unidos, a mídia brasileira utilizaria os materiais”, pontua.

Ele contextualiza que a maior parte da mídia privada está sendo subfinanciada ou desfinanciada.  Para ele, essa situação aumenta o risco de a comunicação servir a interesses de oligopólios.

“Os cidadãos podem ficar mais à mercê desses grandes conglomerados tecnológicos e plataformas”, afirmou.

Pedro Aguiar ressalta que o Estado brasileiro manter investimento na Agência Brasil reforça o compromisso de democratização do acesso à informação. Ele avalia que as decisões da Argentina e do México de retirar financiamentos das agências públicas de notícias deixaram a população vulnerável.

Soberania

Pesquisador em comunicação pública, o professor Fernando de Oliveira Paulino, da Universidade de Brasília (UnB), defende que um país que pretende encontrar soberania e com população bem informada necessita de uma agência fortalecida nas atividades.

“Dessa maneira, é essencial que o trabalho desenvolvido pela agência seja reconhecido e com as condições necessárias”.

Para Paulino, que é também presidente da Associação Latino-Americana de Investigadores da Comunicação (Alaic), o veículo deve atuar diretamente relacionado aos princípios constitucionais de promoção da liberdade de expressão, da comunicação pública e do acesso à informação.

Jornalismo regional

Entidades representativas no país também defendem a força do papel da agência de notícias pública. Segundo o diretor de jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Moacyr de Oliveira Filho, em um país de dimensões continentais requer uma agência pública de notícias em um papel estratégico. “Leva informação confiável para todas as regiões, fortalece o jornalismo regional e contribui para o combate à desinformação”, aponta.

Para o diretor da ABI, as pautas de interesse público abrem espaço, pluralidade e compromisso com a verdade. “Ao longo dessas décadas, a Agência Brasil construiu uma trajetória marcada pelo serviço público, pela credibilidade e pela valorização do jornalismo”, considera.

Ele destaca ainda que, em um país ainda marcado por desigualdades, como o Brasil, a agência ajuda a democratizar a informação e fortalecer o direito da sociedade de ser bem informada.

“O país deve defender a Agência Brasil porque presta um serviço público essencial. Seu conteúdo abastece veículos de comunicação em todo o país, especialmente os regionais e pequenos”, afirmou Oliveira Filho.

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, acrescenta que o fortalecimento do veículo público proporciona transparência pública e pluralidade de vozes.

 


Brasília (DF) 26/10/2023   Comissão de Comunicação da Câmara realiza audiência pública sobre a importância da formação superior para o exercício do jornalismo. ( Samira de Castro Cunha, presidenta da FENAJ).  Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Brasília (DF) 26/10/2023   Comissão de Comunicação da Câmara realiza audiência pública sobre a importância da formação superior para o exercício do jornalismo. ( Samira de Castro Cunha, presidenta da FENAJ).  Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Brasília (DF) 26/10/2023 –  Samira de Castro destaca uma agência pública garante acesso a informações de interesse público. Foto-arquivo: Lula Marques/ Agência Brasil – Lula Marques/ Agência Brasil

“Em um cenário marcado pela desinformação e pela concentração dos grandes meios de comunicação, uma agência pública forte garante acesso a informações de interesse público e compromisso com a sociedade brasileira”, destacou.

Fonte: Agência Brasil de Noticias