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Especialistas e municípios criticam PL sobre minerais críticos

© Sigma Lithium/Divulgação

A Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil) e especialistas em mineração criticaram o texto do projeto de lei (PL) sobre minerais críticos, aprovado nesta quarta-feira (6) na Câmara dos Deputados. Diferentemente das mineradoras privadas que elogiaram a matéria, a Amig alega que a proposta não é capaz de promover a industrialização desses minerais no Brasil, o que inclui também as terras raras.

Com a aprovação na Câmara, o PL 2780 de 2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), agora passará por análise do Senado. 
 


Brasília – DF – 06/05/2026 – Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.  ( Relator, Deputado Arnaldo Jardim) Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
Brasília – DF – 06/05/2026 – Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.  ( Relator, Deputado Arnaldo Jardim) Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Relator, Deputado Arnaldo Jardim, cumprimenta Hugo Motta- Lula Marques/Agência Brasil.

 

Para analistas do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o PL da Câmara aprofunda o papel do Brasil como exportador de matéria-prima.

“As falas e depoimentos que tentam associar o atual PL a uma eventual reindustrialização se mostram desconectados da realidade e sem embasamento nos instrumentos incluídos na proposta”, afirma parecer do Inesc divulgado nesta quinta-feira (7). 

O Instituto concluiu que o PL se baseia na noção de que a “mão invisível do mercado” vai garantir que o Brasil desenvolva a indústria de minerais críticos, grupo de materiais essenciais para a cadeia da tecnologia de ponta, da defesa militar e da transição energética.

“O perfil de exportação do país em setores como minério de ferro, cobre, lítio, entre outros, mostram como tal pressuposto é equivocado, independentemente de quanto mais incentivos e subsídios se concedam ao setor”, diz o documento.

O Inesc cita como pontos problemáticos do texto o “acesso preferencial ao Fundo Clima”; o uso de recursos públicos para outros minerais que não os críticos; a previsão de incentivo financeiro para extração de minérios; e uma financeirização excessiva.

Para o Instituto, os incentivos para minerais não críticos e setores de extração de minérios, e não apenas a industrialização, fragilizaria o objetivo de criar uma indústria desses insumos no Brasil.

Papel das terras raras

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Apesar das grandes reservas, o Brasil produz menos de 1% do consumo global.

A posição geográfica do Brasil tem sido apontada como uma vantagem importante em um mercado em desenvolvimento que opõem China e Estados Unidos (EUA) em uma disputa pelo controle desses materiais, considerados fundamentais para áreas de tecnologia, defesa e transição energética. 

>>Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças 

Municípios Mineradores

A Amig Brasil – que reúne 63 municípios mineradores do Brasil, a maioria em Minas Gerais (MG) – manifestou “profunda preocupação” com a forma “precipitada” com que a tramitação do PL foi conduzida.  

“[O texto] ignora os municípios mineradores — justamente os entes que convivem diariamente com os impactos sociais, econômicos, ambientais e territoriais da mineração. Mais uma vez, os verdadeiros afetados foram excluídos do debate”, diz o comunicado.

A associação argumenta que o Brasil não possui uma estrutura regulatória robusta, fiscalização adequada ou capacidade institucional compatível com os riscos envolvidos na expansão da mineração de minerais críticos.

“Onde estão os mecanismos obrigatórios de industrialização local? Quem garante que os municípios não continuarão apenas exportando minério bruto enquanto absorvem destruição ambiental, pressão sobre infraestrutura pública e degradação territorial?”, diz a entidade.

A Amig ainda criticou os incentivos fiscais para o setor, que já é beneficiado pelas isenções fiscais da Lei Kandir. “A lógica tributária da mineração brasileira beneficia majoritariamente o setor exportador e penaliza municípios, estados e a própria Federação”, acrescentou a nota.

Mineradoras privadas

Por outro lado, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que reúne as mineradoras no país, defende o texto e elogia os incentivos fiscais e de financiamento para processos de industrialização.

O presidente do Ibram, Pablo Cesário, disse à Agência Brasil que a aprovação na Câmara foi um passo importante para o desenvolvimento desse setor dos minerais críticos e terras raras.

“O estabelecimento de incentivos para industrialização e processamento mineral é relevante, por exemplo, na área de financiamento, a industrialização em regiões especiais, créditos fiscais, incentivos em fundo de garantia, ou alguns mecanismos de pesquisa e desenvolvimento”, explicou.

Porém, o Ibram critica mecanismos de intervenção do Estado no mercado previstos no PL, como o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).   

“O governo passará a ter a palavra final sobre todos os investimentos no Brasil. É um volume bastante grande de autorizações que precisam ser dadas, de homologações que precisam ser aprovadas”, reclamou.

O Conselho previsto pelo PL, formado majoritariamente por indicados do Poder Executivo, tem, entre as atribuições, a de homologar mudanças de controle societário de empresas; de contratos ou parcerias internacionais; entre outras.

Industrialização duvidosa

O PL aprovado na Câmara cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) com recursos públicos da União, estimados em RS 2 bilhões, além de aportes de empresas privadas, o que poderia chegar, inicialmente, a R$ 5 bilhões.

O texto do projeto ainda prevê uma série de benefícios fiscais estimados em até outros RS 5 bilhões, a partir de 2030, tanto para minerais críticos, quanto para os minerais considerados estratégicos, por meio do Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE).

Um dos autores do estudo, o professor do programa de pós-graduação em geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Bruno Milanez ressaltou à Agência Brasil que os recursos podem ser usados para minerais não críticos, assim como atividades menos elaboradas, como extração e beneficiamento, tirando recursos necessários à industrialização.

“O fundo garantidor, como um todo, é para reduzir risco de investidor. Parte dele vai poder ser direcionado para pesquisa tecnológica, mas pode ser pesquisa sobre extração. Eles podem pegar quase todo esse dinheiro e colocar em extração. E, provavelmente, é o que vai acontecer”, avalia.

O artigo 36 define para os investimentos obrigatórios em pesquisa e inovação, entre outras finalidades, o “conhecimento geofísico, mapeamento geológico, pesquisa mineral, extração, beneficiamento e transformação mineral”.

 


Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas
Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas

Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas (MG) – Camila Forlin – Divulgação INB

 

Fundo Clima

O Inesc pontuou que o PL cria um acesso preferencial ao Fundo Clima, em “outra tentativa de facilitar ainda mais o acesso das mineradoras ao crédito climático”.

“Considerando a já mencionada definição vaga dos minerais beneficiados pelo projeto de lei, esse instrumento permitiria, por exemplo, o desvio de recursos voltados para o combate às mudanças climáticas para a produção de concentrado de minério de ferro”, afirma o Instituto.

A Associação dos Municípios Mineradores também teme os efeitos ambientais da mineração de terras raras no Brasil.

“Não existe hoje qualquer vantagem econômica concreta para um município se tornar produtor de terras raras. Os impactos ambientais potenciais são enormes, a demanda hídrica é elevadíssima e a compensação financeira recebida pelos municípios é irrisória”, diz a Amig.

Financeirização

O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) critica ainda o capítulo que prevê mecanismos de financeirização que seriam prejudiciais ao país por meio de contratos de streaming e de royalties privados.

“Ambos os mecanismos tratam de novas formas de alavancagem financeira do setor, os quais, com graves riscos aos governos associados à redução na participação na forma de royalties públicos e impostos”, diz o documento.

Ainda segundo o Inesc, contratos de streaming amarram contratos que podem restringir eventual destinação de minerais críticos para indústria nacional.

“Um verdadeiro ‘tiro no pé’ de uma estratégia nacional e soberana para minerais críticos. Contratos de streaming podem facilitar e amplificar arranjos que têm como propósito adicional (além de ganhos financeiros) garantir fornecimento de minerais a baixos preços para empresas fora do país”, completa o Inesc.

ANM

Um dos autores do estudo, o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Bruno Milanez, observa que o projeto cria uma série de novas obrigações à Agência Nacional de Mineração (ANM) que, segundo ele, está subfinanciada.

“A ANM não consegue nem garantir, fiscalizar quem está pagando royalties, que é a coisa mais básica. O texto coloca a Agência, que não tem capacidade, para rastrear se o minério é de terra indígena, se é ilegal”, comentou.

A Associação dos Municípios Mineradores também expressou preocupação com a falta de capacidade da ANM para monitorar e regular o setor.

“Faltam servidores, fiscais, investimentos em tecnologia, sistemas modernos de monitoramento, estrutura operacional adequada, entre outros pontos essenciais”, diz a nota da Amig Brasil.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Polícia Civil investiga suposto desvio milionário em agência do BRB

© Joédson Alves/Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quinta-feira (7), operação para aprofundar investigação sobre dois funcionários do Banco de Brasília (BRB), um servidor público federal e empresários suspeitos de movimentar, irregularmente, cerca de R$ 15 milhões.
 
Os alvos da Operação Insider, cujos nomes não foram divulgados à imprensa, são suspeitos de lavagem de dinheiro e corrupção. 

O BRB identificou e denunciou às autoridades financeiras e policiais as operações suspeitas ocorridas com o aval do gerente de uma de suas agências.
 
Dezessete mandados judiciais de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, com o apoio do Ministério Público distrital e da Polícia Civil fluminense. 

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A Justiça também determinou o bloqueio financeiro de R$ 15 milhões das contas bancários dos investigados e da eventual transferência de oito veículos de luxo e de um imóvel no Distrito Federal.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, investigadores já reuniram indícios de transferências bancárias entre os investigados, inclusive por meio de contas ligadas a empresas dos suspeitos. Há ainda possibilidade de ocultação patrimonial, feita por meio da aquisição de veículos de alto valor e circulação fracionada de recursos.

A investigação também apura possíveis irregularidades envolvendo operações estruturadas no âmbito da BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários).

Se condenados, os suspeitos podem responder pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com pena somada de até 30 anos de prisão.

Consultado pela Agência Brasil, o BRB não havia se pronunciado sobre a operação até a publicação desta reportagem.

Operação Compliance Zero

Criado em 1964 e controlado pelo Governo do Distrito Federal, o banco enfrenta crise institucional em meio à Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025. A PF expôs esquema fraudulento comandado pelo Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.

O BRB, que adquiriu bilhões em créditos financeiros do Master, somou prejuízo bilionário com a negociação. Técnicos haviam recomendado que a diretoria do BRB não avançasse. Os fatos revelados pela PF resultaram no afastamento e posterior prisão do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
 
Esta manhã, a PF deflagrou a 5ª fase da Operação Compliance Zero. Os alvos são o senador e presidente do Partido Progressista (PP), Ciro Nogueira; seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima; um primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, e outros suspeitos de participação em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Justiça decreta prisão de dirigentes da empresa de transporte UPBus

© Transwolf/Facebook

O presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, Ubiratan Antônio da Cunha, foi preso novamente hoje (7) em São Paulo. Alvo da Operação Fim da Linha, que foi deflagrada em 2024, Cunha estava em liberdade desde janeiro, beneficiado por uma decisão da Justiça. Além dele, também foi preso novamente um sócio da empresa.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) eles foram presos por envolvimento com organização criminosa e por lavagem de dinheiro.

Cunha já havia sido preso em julho de 2024 durante a Operação Fim da Linha, que investigou a ligação de empresas de ônibus que operam na capital paulista com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os dois investigados deixaram a prisão em janeiro deste ano, após uma decisão judicial que substituiu a custódia preventiva por medidas cautelares. O Ministério Público interpôs recurso contra essa libertação e a Justiça acabou decretando novamente a prisão de Cunha e do sócio da UPBus.

No início deste ano, a prefeitura retirou a empresa UPBus do sistema de ônibus de São Paulo, em despacho que foi publicado em Diário Oficial em fevereiro. O contrato de concessão foi transferido para a empresa Alfa RodoBus.

A operação

A Operação Fim da Linha foi deflagrada em 2024 para desbaratar esquema de lavagem de recursos obtidos de forma ilícita pela facção criminosa conhecida como PCC. Os envolvidos no crime usavam a exploração do serviço de transporte público por ônibus na capital para esconder a origem ilícita de ativos ou capital provenientes de tráfico de drogas, roubos e outros delitos.

No mesmo dia em que a operação foi deflagrada, a prefeitura de São Paulo anunciou que assumiria a operação das linhas de ônibus da UPBus, nomeando um interventor.

A denúncia feita pelo Ministério Público revelou que, entre os anos de 2014 e 2024, uma pessoa que coordenava as atividades de tráfico do PCC e mais um outro indivíduo injetaram mais de R$ 20 milhões em recursos obtidos de forma ilícita em uma cooperativa de transporte público da zona leste, que viria a se transformar na UPBus. Fato viabilizou a participação da empresa na concorrência promovida pela prefeitura de São Paulo em 2015. Essas duas pessoas, segundo o MP, integravam o quadro societário da UPBus.

A Agência Brasil não conseguiu contato com os advogados dos presos.

 


Fonte: Agência Brasil de Noticias

Mineiro e Natália são suplentes em comissão especial sobre fim da escala 6×1

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Mineiro e Natália são suplentes em comissão especial sobre fim da escala 6x1

Os deputados federais Fernando Mineiro (PT) e Natália Bonavides são os únicos parlamentares do Rio Grande do Norte a participar da comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1. A primeira reunião do grupo ocorreu nesta terça-feira (5), com a aprovação de cinco requerimentos do petista para a realização de audiências públicas.

Mineiro e Natália estão na comissão na condição de suplentes, indicados pelo PT. O colegiado é presidido por Alencar Santana (PT-SP) e tem como relator Léo Prates (Republicanos-BA). Neste encontro inicial, a comissão definiu um calendário concentrado de audiências públicas, seminários regionais e participação de ministros. A pretensão é concluir a análise e votar o relatório final no dia 26 de maio, abrindo caminho para que o tema seja apreciado pelos deputados em plenário já nos dias 27 e 28.

A comissão aprovou os primeiros 50 requerimentos, a maioria relativa a audiências públicas e pedidos de estudos técnicos — apenas de Mineiro foram cinco, em que solicita o convite de diferentes agentes e órgãos públicos para apresentar suas posições sobre o tema. O deputado indica a oitiva de representantes do Departamento Intersindical, de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Ministério Público do Trabalho (MPT), centrais sindicais, confederações patronais, dentre outros. Natália também teve um requerimento aprovado, subscrito ao lado de outros parlamentares do PT e PCdoB.

“A centralidade da redução da jornada, em momento das mudanças do modo produtivo contemporâneo com incremento da produtividade pela automação e incorporação de novas tecnologias, inclusive dos impactos da inteligência artificial, são todos assuntos essenciais aos parlamentares na formação do convencimento antes da deliberação de que trata matéria objeto desta Comissão Especial”, aponta Mineiro, em um dos requerimentos aprovados.

“As representações convidadas poderão contribuir com os trabalhos desta Comissão especial, com abordagens relativas aos impactos econômicos e sociais, na construção do diálogo social e das negociações inerentes ao mundo do trabalho e às condições reais existentes no país para a implementação da redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial, que é um dos principais aspectos para a formação do convencimento dos parlamentares desta Comissão”, continua o deputado na justificativa.

Veja o calendário da comissão especial:

  • 6 de maio: 1ª audiência pública (uso do tempo no trabalho)
  • 12 e 13 de maio: debates sobre impactos econômicos e sociais
  • 14 e 21 de maio: seminários em Belo Horizonte e São Paulo
  • 18 e 19 de maio: audiências com empregadores e trabalhadores
  • 20 de maio: apresentação do relatório final
  • 26 de maio: votação na comissão

As reuniões ordinárias da comissão vão ocorrer às terças e quartas-feiras, às 14h — esta, que terá a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Já as quintas serão reservadas a seminários regionais em João Pessoa-PB (7), Belo Horizonte-MG (14) e São Paulo-SP (21).

O ponto de partida para essas discussões são Propostas de Emenda à Constituição apresentadas pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e pela deputada Erika Hilton (Psol-SP): a primeira (PEC 221/19) com previsão de redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas; e a segunda (PEC 8/25) com escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Além desses dois textos, o presidente Lula também enviou ao Congresso, em abril, um projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1.

Fonte: saibamais.jor.br

MMA lança edital para arborizar periferia urbana de pequenas cidades

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© Bruno Peres/Agência Brasil

Com objetivo de aumentar as áreas verdes de cidades com população entre 20 mil e 750 mil habitantes, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou nesta quinta-feira (7) o edital de chamamento público ArborizaCidades.

Ele prevê a liberação de R$ 19 milhões a projetos de implantação de áreas arborizadas a fim de combater o calor extremo. Segundo o ministro do MMA, João Paulo Capobianco, a ideia é equilibrar as áreas verdes que hoje são mais presentes em bairros nobres, plantando mais árvores nas periferias.

“O que estamos fazendo é muito mais que plantar árvores, estamos salvando vidas, estamos promovendo inclusão social e democracia “, destacou.

Propostas

Até o dia 6 de julho, os municípios poderão apresentar propostas com valores entre R$ 1 milhão  e R$ 2 milhões, para pagamento de despesas correntes como aquisição de mudas e serviço de plantio. Não serão contempladas obras.

“Já foi demonstrado claramente que áreas urbanas com cobertura arbórea acima de 40% proporciona uma redução de temperatura de até 5 graus”, reforçou Capobianco.

A abertura do edital ocorreu durante o 3° Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes, em Brasília, quando também foi lançada a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal de Alagoas, a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana e o Instituto de Estudos Socioeconômicos.

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Brasília (DF) 14/04/2026  - O ministro do Meio Ambiente e Mudança de Clima, João Paulo Capobianco, participa do programa Bom Dia, MInistro.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 14/04/2026  - O ministro do Meio Ambiente e Mudança de Clima, João Paulo Capobianco, participa do programa Bom Dia, MInistro.  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Brasília (DF) 14/04/2026 – O ministro do Meio Ambiente e Mudança de Clima, João Paulo Capobianco, a ideia do ArborizaCidades é equilibrar as áreas verdes que hoje são mais presentes em bairros nobres, plantando mais árvores nas periferias. Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A coletânea reúne cinco manuais de arborização com orientações de manejo e gestão, além de informações sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos, por região do país. Também inclui o estudo Saúde e Ondas de Calor no Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS.

“As cidades brasileiras, os nossos gestores, vão ter agora um guia para saber que árvores nativas brasileiras a gente pode plantar, quais são adequadas para o ambiente urbano, para não estourar fio e calcada, quais que atraem mais espécies da nossa fauna nativa para cada região”, explica o ministro.

As iniciativas integram o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU), uma política pública de orientação e financiamento  para aumentar e qualificar a cobertura verde urbana, com o objetivo em enfrentar o calor extremo, uma das consequências da mudança climática.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Os arquivos da ditadura existem. Por que seguem ocultos?

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Os arquivos da ditadura existem. Por que seguem ocultos?

Há uma pergunta que atravessa gerações e insiste em não ser respondida pelo Estado brasileiro: onde estão os arquivos da repressão?

A recente campanha “Arquivos da Memória: Onde Estão?”, lançada pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, recoloca no centro do debate público uma reivindicação histórica dos familiares de mortos e desaparecidos políticos, dos movimentos de direitos humanos e de todos aqueles comprometidos com a democracia: a abertura irrestrita dos arquivos militares e a revelação integral da verdade sobre os crimes cometidos durante a ditadura civil-militar brasileira.

Não se trata de uma demanda nostálgica ou de um acerto de contas com um passado encerrado. O passado brasileiro não passou. Ele segue presente nas ausências, nos corpos não localizados, nos documentos ocultados, na impunidade dos perpetradores e na permanência de estruturas autoritárias que ainda atravessam nossas instituições.

Durante décadas, familiares ouviram a mesma narrativa oficial: os arquivos não existem, foram destruídos ou jamais existiram. A divulgação recente de documentos inéditos, revelados pelo trabalho jornalístico rigoroso e investigativo da jornalista Juliana Dal Piva, desmonta mais uma vez essa versão. Se documentos seguem aparecendo em acervos privados, sob posse de ex-militares ou suas famílias, então nunca faltaram registros. Faltou transparência. Faltou compromisso institucional com a verdade. Faltou vontade política.

Como jornalista, sei que o jornalismo investigativo cumpre uma função pública essencial, especialmente em democracias marcadas por pactos de silêncio. Investigar, revelar e contextualizar fatos ocultados é também disputar memória. É romper com versões oficiais construídas para legitimar violência de Estado e apagar responsabilidades históricas.

Não por acaso, esse debate ressurge em um momento de renovado interesse social e cultural sobre nossa memória política. O Brasil volta a olhar para sua história recente não apenas por meio de documentos e pesquisas acadêmicas, mas também pela potência da arte e da cultura. Produções como Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto ajudam a recolocar a ditadura no imaginário coletivo, oferecendo novas formas de elaboração pública sobre trauma, silêncio e resistência.

Isso importa porque memória não é arquivo morto. Memória é campo de disputa política.

Países que não enfrentam seus passados autoritários carregam suas continuidades. O Brasil jamais realizou plenamente sua justiça de transição. Não responsabilizou torturadores, não abriu integralmente arquivos, não garantiu plenamente o direito à verdade e, por isso, permitiu que discursos autoritários fossem reciclados e normalizados no espaço público.

A luta por memória, verdade e justiça nunca foi apenas sobre o passado. É sobre o presente e o futuro da democracia brasileira.

A campanha da CEMDP é, portanto, estratégica e urgente. Ao criar um canal permanente para recebimento de documentos e informações, reconhece uma realidade que familiares denunciam há décadas: a verdade histórica brasileira permanece fragmentada, dispersa, sequestrada por pactos familiares, institucionais e militares.

Cada documento recuperado pode significar uma pista sobre o destino de alguém. Pode representar uma peça fundamental para reconstruir trajetórias interrompidas, localizar restos mortais, confirmar circunstâncias de morte, desmontar mentiras oficiais e oferecer, ainda que tardiamente, algum tipo de reparação.

Mas há algo ainda maior em jogo: o direito coletivo à verdade.

Uma democracia não se consolida sobre ocultamentos. Não há pacto democrático sustentável quando crimes de Estado permanecem envoltos em segredo, negacionismo e impunidade.

Como presidenta do Comitê Estadual de Memória, Verdade e Justiça do Rio Grande do Norte, integrante do Coletivo Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça e filha de duas vítimas da ditadura, reafirmo a importância histórica e política dessa campanha. Minha trajetória também é atravessada por essa busca permanente: até hoje, nossa família procura documentos e informações que seguem ocultados pelo Estado brasileiro sobre as circunstâncias da morte de meu pai, apresentada oficialmente em uma versão marcada por contradições, lacunas e silêncios que jamais foram devidamente esclarecidos.

Sei, portanto, que cada documento recuperado pode significar muito mais que um dado histórico. Pode representar uma pista, uma reparação possível, uma resposta aguardada há décadas por famílias inteiras condenadas a viver entre a ausência e a dúvida.

Por isso, conclamo a sociedade brasileira a compreender que documentos relacionados ao período da ditadura não pertencem ao âmbito privado de famílias de ex-agentes da repressão ou a arquivos militares fechados. Tratam-se de documentos de interesse público, fundamentais para a reconstrução da verdade histórica e para o fortalecimento da democracia.

A verdade não pode seguir tratada como segredo de família ou espólio de guerra.

Abrir arquivos militares é uma dívida histórica com as famílias, com a democracia e com o país.

Porque sem memória, não há verdade. Sem verdade, não há justiça. E sem justiça, seguimos condenados a repetir as sombras que insistimos em não enfrentar.

Fonte: saibamais.jor.br

Mesada e viagens internacionais: veja o que PF diz sobre Ciro Nogueira

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) afirma ter indícios de que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebia pagamentos mensais que variaram entre R$ 300 mil e R$ 500 mil do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. 

Ele também teria outras benesses, como o custeio de viagens internacionais, hospedagens e despesas em restaurantes. Também desfrutava de voos privados e de imóveis de alto padrão pertencentes a Vorcaro. 

Essas informações constam da representação que a PF apresentou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e que resultou na deflagração da 5ª fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (7).

Em troca dessas vantagens, o senador apresentava projetos de lei de interesse do banqueiro, como a Emenda nº 11, que Nogueira apresentou à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65, em agosto de 2024.

O texto, que depois ficou conhecido como Emenda Master, ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. 

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De acordo com os investigadores, o texto foi elaborada por assessores do Banco Master e entregue na residência de Ciro Nogueira, para que ele apresentasse ao Congresso.

Segundo as investigações da PF, Vorcaro teria dito a interlocutores que a emenda “saiu exatamente como mandei” – fato que, segundo os mesmos interlocutores, tinha potencial para “sextuplicar” os negócios do Master, provocando verdadeira “hecatombe” no mercado.  

Ainda segundo as diligências, por conta da suposta conduta parlamentar em favor de Vorcaro, Nogueira recebeu outras vantagens econômicas indevidas, como a aquisição, por apenas R$ 1 milhão, de participação societária na empresa Green Investimentos S.A. equivalente a R$ 13 milhões.

A participação societária na Green foi formalmente adquirida pela CNLF Empreendimentos Imobiliários, administrada por Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro Nogueira.

O senador Ciro Nogueira é o atual presidente do Partido Progressista (PP) e foi ministro-chefe da Casa Civil em 2021 e 2022, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Decisão do STF

Analisando as informações da Polícia Federal, o ministro André Mendonça afirma que “os autos reúnem diversos elementos de prova, dentre os quais se destacam comprovantes bancários de transferências, registros de viagens e mensagens eletrônicas trocadas, em tese, entre integrantes da organização criminosa”.

“Os elementos descritos na representação são suficientes para indicar, em tese, o estabelecimento de um arranjo funcional e instrumentalmente orientado para obtenção de benefícios mútuos, extrapolando relações de mera amizade, entre o senador Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro.”

Com base nos indícios apresentados pela PF e no parecer do Ministério Público, o ministro André Mendonça proibiu Ciro Nogueira de manter qualquer tipo de contato com investigados na Operação Compliance Zero, bem como testemunhas no inquérito.

Também decretou a prisão temporária, por cinco dias, do primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, apontado como operador financeiro do banqueiro e operador da aquisição societária da Green Investimentos pela CNLF. Cançado foi detido na manhã de hoje.

Mendonça também proibiu o irmão de Ciro Nogueira de deixar o país. Silva Nogueira Lima terá de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de manter contato com investigados e testemunhas do inquérito da Compliance Zero.

Defesa

Em nota, o advogado do senador repudiou “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”, reiterando o compromisso de “contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.

“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completa.

A reportagem não conseguiu contato com as defesas de Felipe Cançado Vorcaro e de Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

É o fresco, é?

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É o fresco, é?

Adoro refletir e debater sobre comportamentos humanos. E também amo me debruçar sobre particularidades de linguagem, em especial as regionais. A junção entre esses aspectos pode levar a boas análises sociais e comportamentais, além de permitirem investigações sobre identidade regional. Recordo de um texto sensacional e divertido do amigo escritor e editor Carlos Fialho sobre a palavra “galado”, que como todo potiguar sabe, possui dezenas de significados e abrange um léxico riquíssimo.

Dia desses refleti sobre uma expressão também genuinamente norte-riograndense e que se presta a um universo de análises e significantes: “é o fresco, é?” A princípio, principalmente para sudestinos e sulistas, pouco afeitos às variantes do léxico nordestino, a frase pode parecer incompreensível. Mesmo para nordestinos de outras cepas e estados talvez ela não seja familiar nem de fácil assimilação.

Vamos à ela. Formulada como uma pergunta, a partir da obrigatória inflexão interrogativa da frase, é na verdade um comentário afirmativo irônico indicando que o sujeito a quem a expressão é dirigida tem um defeito, gerado por algum dos dois possíveis significados da palavra “fresco” (além de suas implicações e expansões, claro).

Explica-se: usa-se “é o fresco, é?” perguntando mas, na verdade afirmando ou reforçando, quando, por exemplo, o sujeito é pego em situação de fragilidade ou fraqueza (uso do termo “fresco” referente à “frescura”, como sudestinos fazem). Exemplificando: um grupo de amigos tem o carro com pneu furado na estrada. Um deles diz que não quer trocá-lo para não sujar as mãos de graxa. Os outros disparam: “É o fresco, é?”, criticando a mania de limpeza em momento inadequado.

Mas há uma evidente pegada homofóbica no uso do termo à moda nordestina. Quando a frase serve para denotar qualquer indicativo, por mais idiota que seja, de homossxualidade (que historicamente não é aceita na vida social) real ou imaginada. Um amigo surge na festa com uma camisa cor-de-rosa. Algum cabra macho necessariamente vai comentar: “é o fresco, é?”.

Contudo, podemos usar essa gíria tradicional (e regional) para expandir o raciocínio e adentrar um tema muito em voga atualmente, o da masculinidade frágil e variantes como os incels e red pills (que em maior e menor escala geram um caldo sócio-cultural que deságua na violência contra a mulher e LGBTQIA+ e feminicídios). Homens normativos socialmente héteros têm imensa dificuldade em aceitar/entender qualquer comportamento que não esteja dentro de seu molde de “como deve ser um homem-macho como meu pai e meu avô”.

Dessa maneira a crítica debochada em “é o fresco, é?” serviria para uma gama imensa de comportamentos masculinos (de héteros ou gays) que não se adequem aos padrões rígidos (e também utópicos) da linha de pensamento do “macho tradicional”. Ouve música clássica? “É o fresco, é?”. Cuida das unhas? “É o fresco, é?”. Assistir patinação artística? “É o fresco, é?”. Não curte futebol ou UFC? “É o fresco, é?”. Em vez de cerveja, prefere drinks? “É o fresco, é?”. E por aí vai.

Recordo até de um momento divertido com um amigo querido, coração grande e um amor de pessoa, mas normativo e, digamos, tradicionalista. Uma vez ele me dava uma carona em seu carro e ligou o som numa rádio. De um rock bobo, a set list pulou para “Love hurts”, clássico da banda escocesa Nazareth, e quando eu começava a curtir a guitarra e a voz rasgada do vocalista ele disparou: “Dois machos no carro e uma música romântica dessas? Vou mudar de estação. É o fresco, é?”.

Em suma, o imenso leque de comportamentos que tornam o homem “fresco” deve colocar o percentual de “cabras machos” de verdade em níveis ínfimos. Estamos falando, claro, de vida social, pois predileções sexuais e desejos íntimos, ficam entre quatro paredes e acabam fugindo dos julgamentos contidos no “É o fresco, é?”. Lembro de uma reportagem que fiz nos anos 2000 para o finado Jornal de Natal sobre as travestis que faziam ponto na Avenida Engenheiro Roberto Freire, entre Capim Macio e Ponta Negra, Depois de muito diálogo, negociação e pagar umas bebidas, três concordaram em conversar comigo com o gravador ligado. Perguntei qual o perfil de cliente que elas atendiam. Todas responderam a mesma coisa, que quase 100% dos homens com quem saíam eram casados e com pinta de machões. Queriam ser passivos, não ativos.

Na verdade o uso da expressão e do termo “fresco” de forma pejorativa, evidencia a clara e terrível relação cultural entre termos que se referem à homossexualidade e ofensa. Não por acaso, sinônimos populares de homossexual masculino, como “viado”, “baitola”, “boiola” são xingamentos de um homem para outro quando quer odender, agredir e diminuir.

O vocabulário de diminuição da outra pessoa devido à sua orientação sexual atinge de igual forma histórica às mulheres (de “filho da puta” ao regional “rapariga”) e pode legitimar a misoginia, mas é outro assunto tão amplo que pode ser tema para outro texto. E muitas mulheres vem escrevendo textos excepcionais e didáticos sobre essa questão.

Sobre o amigo que não queria ouvir “Love hurts” no carro comigo, me dei conta que quando ele ler que citei o seu coração grande e o defini como um amor de pessoa, ele não vai se conter e vai pensar: “É o fresco, é?”. Imagine se ele soubesse que minha playlist preferida no Spotify é com músicas do ABBA?

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Fonte: saibamais.jor.br

Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula alta de 3,1% em 2026

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© REUTERS/Nacho Doce/Proibida reprodução

A produção industrial cresceu pelo terceiro mês consecutivo, ao variar 0,1% na passagem de fevereiro para março. Em 2026, o setor acumula expansão de 3,1%. Com esse resultado, a produção industrial está 3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira  (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, na passagem de fevereiro para março, as quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção.

“Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período; e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro”, disse o gerente da PIM, André Macedo.

Outras contribuições positivas sobre o total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1%).

Por outro lado, entre as 16 atividades que recuaram na produção, bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%) exerceram as principais influências na média da indústria, com a primeira interrompendo três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou crescimento de 8,5%; e a segunda intensificando a queda registrada em fevereiro de 2026 (-2,3%).

“Vale destacar também os impactos negativos assinalados pelos setores de móveis (-6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%)”,  afirma o IBGE.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Jota.Pê no Riachuelo, Clotilde Tavares e muito mais nesta quarta (6)

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#MeGuia: Jota.Pê no Riachuelo, Clotilde Tavares e muito mais nesta quarta (6)

Está decretado o começo do fim de mais uma semana em Natal. Uma boa pedida para começar a desopilar a cabeça, nesta quarta-feira (6), é o show do cantor, rapper e compositor Jota.Pê, um mestre das rimas que conquistou ainda mais projeção nacional, ao lado de João Gomes e Mestrinho, no premiado álbum Dominguinho.

Ele é a atração principal do projeto Seis&Meia, no Teatro Riachuelo. A abertura, a partir das 19h, fica por conta do mestre do swing Sueldo Soares. Dois shows imperdíveis. Corre que ainda tem ingresso.

Ainda na música, hoje é a quarta do jazz, no Figa bar, na Vila de Ponta Negra. O convidado é o rabequeiro Matheus França, que se apresenta com formação de trio. Vale demais. Aliás, Ponta Negra vai do jazz ao rock e ao pagode.

Na literatura, hoje é dia de celebrar mais um filho jogado ao mundo pela escritora e dramaturga Clotilde Tavares. Ela lança, no hall de entrada do Teatro Alberto Maranhão, “Instruções para sair à luz do dia“. A agência SAIBA MAIS conversou com ela sobre a nova obra.

Achou pouco ? Pois o #MeGuia desta quarta (6) tem várias opções. Escolha uma ou quantas você aguentar. E divirta-se !

Jota.Pê, no Teatro Riachuelo | 06.05 QUARTA
LOCAL | Teatro Riachuelo (Shopping Midway Mall, Lagoa Seca, Natal)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | R$ 50 a R$ 140 + taxas (bilhereria do teatro ou @uhuuoficial)
INFORMAÇÕES | @projetoseisemeia

Matheus França Trio, no Figa | 06.05 QUARTA
LOCAL | Figa bar (Rua Vereador Manoel Coringa de Lemos, 633, Vila de Ponta Negra)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @figa.bar

Cítrika Duo, no Sempre Rock | 06.05 QUARTA
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Couvert artístico
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Karaokê no Bardallos | 06.05 QUARTA
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Ledo, 678, Cidade Alta)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

Playlist aberta, no La Luna | 06.05 QUARTA
LOCAL | La Luna (Rua Alameda das Acácias, Neópolis)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @lalunanatal

Karaokê, no Molotov Drinks | 06.05 QUARTA
LOCAL | Molotov Drinks (Av. Senador Salgado Filho, 1593, Lagoa Seca)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @molotovdrinks_

Forró do Candieiro, na Casa do Matuto | 06.05 QUARTA
LOCAL | Casa do Matuto (Av. Presidente Café Filho, 700, Praia do Meio, Natal)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @casadomatutonatal

Manu de Olinda, no bar do Zé Reeira | 06.05 QUARTA
LOCAL | Bar do Zé Reeira (Rua Professor Zuza, 159, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @bardozereeira

Elaine Oliveira e Forró das Antigas, no Donana Pub | 06.05 QUARTA
LOCAL | Donana Pub (Rua José Aguinaldo Barros, 400A, Candelária)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @donanapubnatal

Renan Miranda e Ítalo Brandão, no Só mais uma | 06.05 QUARTA
LOCAL | Só mais uma (Av. Eng. Roberto Freire, 8750, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @somaisumabar

Pagode do Don, no Seu Zezin Botequim | 06.05 QUARTA
LOCAL | Seu Zezin Botequim (Av. Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

Pagode Amigos do Cabral, no Marmininu Bar | 06.05 QUARTA
LOCAL | Marmininu Bar (Av. Senhor do Bonfim, 2784, Potengi)
HORÁRIO | 21h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @marmininobarepetiscaria

LITERATURA _______________________

Clotilde Tavares em noite de autógrafos, no TAM | 06.05 QUARTA
LOCAL | Teatro Alberto Maranhão (Praça Augusto Severo, s/n, Ribeira)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | Instruções para sair à luz do dia

EXPOSIÇÕES _______________________

“Entre cá & lá – Experiências do passado no tempo presente”, na EMUFRN | 05.05 TERÇA
LOCAL | Escola de Música da UFRN (Rua Coronel João Medeiros, Lagoa Nova)
HORÁRIO | Horário de funcionamento da escola
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @escolademusicaufrn

CINEMA ____________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shopping
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping

EQUIPAMENTOS CULTURAIS

PINACOTECA POTIGUAR
Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”.
LOCAL |Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN
HORÁRIO |de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h
Entrada gratuita.

CIDADE DA CRIANÇA
O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia.
LOCAL |Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
HORÁRIO | aberto das 8h às 18h
ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam)
INFORMAÇÕES |
@cidadedacriancanatal

FORTE DOS REIS MAGOS
O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada.
LOCAL |Forte dos Reis Magos (Praia do Forte)
HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção
ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança.

INFORMAÇÕES | Aqui

CAJUEIRO DE PIRANGI 
Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória.
LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do Norte
HORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO
TELEFONE | (84) 3113 – 6191
E-MAIL | [email protected]

BOSQUE DAS MANGUEIRAS
Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida.
LOCAL |entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova
HORÁRIO |de segunda a sexta das 8h às 14h
CONTATOS |
[email protected]e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.

COMPLEXO CULTURAL RAMPA
O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”.
LOCAL |Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal
HORÁRIO |das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras
Entrada gratuita.



Fonte: saibamais.jor.br