A terceira edição da Ocupação Literária reserva a manhã deste domingo (31) para o público infantil no Teatro Alberto Maranhão (TAM), em Natal. A partir das 9h30, a programação gratuita reúne literatura, música, contação de histórias e palhaçaria em atividades voltadas à aproximação das crianças com os livros, a imaginação e a criação artística.
A recepção do público ficará por conta de Bisteca e Bochechinha, dupla criada em 2003 pelos artistas Everardo Muniz e Dadá Muniz. Com mais de 20 anos de trajetória, os palhaços construíram uma presença reconhecida em espetáculos teatrais, apresentações circenses e músicas infantis. No TAM, conduzem a abertura da manhã em clima lúdico e interativo.
Depois da acolhida, a programação segue com o encontro “Ocupação Literária para as Infâncias: quando a imaginação acorda o que ainda não sabemos”, conduzido pelas escritoras Araceli Sobreira e Drika Duarte, com mediação do animador cultural Weid Sousa. A proposta é criar uma experiência participativa, combinando leitura em voz alta, conversa, escuta e interação com as crianças.
Araceli Sobreira fará uma leitura comentada de trechos de “Anura – a rã bailarina”, abrindo diálogo sobre natureza, imaginação e criação literária. Já Drika Duarte levará ao público leituras e conversas em torno dos universos simbólicos e poéticos da literatura infantil, em uma atividade marcada pelo encantamento e pela participação das crianças.
A manhã também terá música e poesia popular com o espetáculo “Cordéis e Canções para Pequeninos Corações”, criado pela cantora, compositora e cordelista pernambucana Mari Bigio, um dos nomes reconhecidos da cena infantil no país. A apresentação será em formato de trio, com músicos no palco, e repertório formado por canções autorais, cordéis e brincadeiras.
Toda a programação é gratuita, com acesso livre e entrada sujeita à lotação do Teatro Alberto Maranhão. A orientação da organização é que o público chegue cedo para garantir lugar.
Festival reúne autores potiguares e convidados nacionais
Além da manhã dedicada às crianças, a Ocupação Literária 2026 reúne autores de projeção nacional, escritores potiguares, performances, oficinas e lançamentos editoriais. O evento começa no sábado (30) e segue até o domingo (31), com programação completa disponível no perfil oficial do festival no Instagram: @ocupacao_literaria.
Entre os destaques está a escritora Ana Maria Gonçalves, autora do romance “Um Defeito de Cor”, considerado uma das obras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Ela participa, no sábado à noite, da mesa “Reescrever o Brasil pela memória”, em um debate que atravessa literatura, ancestralidade e reconstrução histórica.
No domingo à tarde, a escritora Tati Bernardi participa da conversa “Uma narradora pouco confiável”. Conhecida pela combinação de humor, ironia e densidade emocional, ela transita entre romances e crônicas.
A programação também inclui o jornalista e biógrafo Lira Neto, autor da trilogia sobre Getúlio Vargas; o escritor e tradutor Caetano Galindo; o romancista cearense Stênio Gardel, vencedor do National Book Award na categoria literatura traduzida; e nomes da literatura contemporânea nacional, como Vitor Martins, autor do best-seller “Quinze Dias”. A obra foi adaptada para o cinema pelo diretor Daniel Lieff e tem estreia marcada para 18 de junho em todo o Brasil.
A cena potiguar também ocupa espaço central no festival, com a participação de Ana Santana, Maria Elza Bezerra Cirne, Gabriel Dantas, Thiago Gonzaga e Ivan Cabral, além de slammers e artistas da oralidade. A proposta é colocar diferentes linguagens em diálogo dentro da programação.
Outro nome presente é o da escritora e tradutora natalense Bruna Dantas Lobato, radicada nos Estados Unidos. Ela é autora de “Horas azuis”, romance de estreia lançado em 2025 pela Companhia das Letras no Brasil, em tradução da própria autora do inglês para o português, e pela Grove Atlantic nos Estados Unidos, entre outros países. Seus contos já foram publicados em revistas americanas como The New Yorker, A Public Space, The Common e Guernica Magazine. Em 2024, Bruna foi chamada pelo jornal The New York Times de “uma verdadeira estrela da literatura”.
A exploração comercial do ouro em Currais Novos, no Seridó potiguar, tem movimentado a economia do município e gerado mudanças. No futuro, até o traçado da BR-226, rodovia federal que serve de ligação para Natal e outros estados, sofrerá alteração para avançar numa área de mineração. Em meio aos avanços, porém, moradores também reclamam de problemas como as explosões e poeira nas casas vizinhas.
Currais Novos já responde por 83% do valor arrecadado pelo Rio Grande do Norte via Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), os chamados royalties da mineração. Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM) e se referem de janeiro a abril de 2026.
Neste período, do total de R$ 8,3 milhões gerado em receita pelo Estado, o município seridoense é responsável por R$ 6,9 milhões — desses, R$ 6,6 milhões são só do minério do ouro. O minério de tungstênio arrecadou menos de R$ 300 mil, enquanto granito, areia e xisto vem bem atrás. Já em 2025, o RN arrecadou R$ 12,6 milhões — R$ 7,8 milhões desse valor veio só de Currais Novos, e R$ 6,9 milhões apenas do ouro.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Currais Novos, David Narwith, os números da Compensação Financeira pela Exploração Mineral reforçam algo que Currais Novos já vivencia historicamente: a mineração continua sendo um dos grandes vetores do desenvolvimento econômico do município.
Ele afirma que os royalties da mineração permitem a Currais Novos ampliar sua capacidade de investimento em áreas essenciais, fortalecer serviços públicos e criar condições para impulsionar o desenvolvimento econômico e social.
“Nós entendemos que a mineração gera riqueza, emprego, movimenta a economia local e fortalece diversos setores, do comércio aos serviços. Porém, o nosso grande desafio é fazer com que essa riqueza tenha impacto duradouro. Ou seja, transformar uma receita que é finita, ligada à exploração mineral, em um legado permanente para a população, por meio de investimentos estruturantes, qualificação profissional, infraestrutura, diversificação econômica e melhoria da qualidade de vida”, aponta.
“Currais Novos vive um momento importante, especialmente diante das novas perspectivas para o setor mineral na região do Seridó. Precisamos aproveitar essa oportunidade com responsabilidade, planejamento e visão de longo prazo, para que os frutos desse crescimento sejam percebidos não apenas agora, mas pelas próximas gerações”, prossegue Narwith.
BR-226
As mudanças geradas pelo ouro também deverão ser sentidas em breve por quem trafega pela BR-226. Em fevereiro, a empresa canadense Aura Minerals anunciou que foi autorizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a realocar a rodovia federal que atravessa parte da Mina Borborema para ampliar a exploração do ouro.
Segundo a empresa, com a atualização do relatório técnico do projeto, a Aura amplia a sua base de Reservas Minerais em 82%, chegando a um total de aproximadamente 1,5 milhão de onças de ouro (cada onça corresponde a 31,1 gramas de ouro).
De acordo com a mineradora, o estudo de viabilidade indica estimativas de reservas prováveis de 40,7 milhões de toneladas de minério, com teor médio de 1,13 grama de ouro por tonelada, contendo aproximadamente 1.479 mil onças de ouro. A vida útil da mina será de 20 anos e 5 meses, com produção média estimada em mais de 20 mil kg de ouro por ano.
Procurada, a Aura Minerals informou na terça-feira (26) que o projeto da BR-226 ainda está em fase de ajustes de engenharia e, por isso, ainda não há definição sobre início ou prazo das obras.
“Assim que houver avanço, a Aura fará a comunicação oficial”, disse a empresa.
Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes informou que no dia 3 de março de 2026 foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica estabelecendo as diretrizes para que a empresa Cascar Brasil Mineração Ltda. (subsidiária de Aura Minerals) elabore os projetos de engenharia e execute as obras do novo traçado para a rodovia.
Essa medida, segundo o Dnit, visa viabilizar a exploração de minérios localizados no subsolo do traçado atual, garantindo que não haja descontinuidade da operação rodoviária durante o processo.
O Dnit informou ainda que o início das obras está condicionado à aprovação dos projetos pelo Departamento, à obtenção das licenças ambientais e à conclusão das etapas de desapropriação. O acordo possui vigência de 730 dias, a contar da assinatura, podendo ser prorrogado.
“Vale destacar que o acordo é de natureza não onerosa para o DNIT, cabendo à mineradora o aporte financeiro integral — desde o projeto até a entrega — sem qualquer custo para a União”, informou a autarquia.
Minérios
Sabe-se da presença de ouro na região desde pelo menos a década de 1940. Os primeiros registros estão ligados a descobertas feitas por garimpeiros e pequenos trabalhos de prospecção realizados na região do Seridó, quando já se reconhecia o potencial aurífero associado às estruturas geológicas da Faixa Seridó, uma região marcada por intensa atividade tectônica ao longo de centenas de milhões de anos.
Já a exploração mais estruturada começou algumas décadas depois, principalmente entre os anos 1970 e 1990, explica o professor Marcos Nascimento, docente do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Na época, porém, dificuldades econômicas, oscilações do mercado e principalmente limitações relacionadas ao abastecimento de água inviabilizaram a continuidade do beneficiamento do minério, levando à paralisação por muitos anos.
“Portanto, o potencial mineral de Currais Novos não é algo novo; o que mudou foi o foco econômico da exploração. A cidade já possui uma tradição mineradora consolidada há décadas, inicialmente baseada principalmente na scheelita e em outros minerais associados da Faixa Seridó”, afirma o geólogo.
Segundo Nascimento, hoje, o ouro assume protagonismo devido à demanda global, aos investimentos tecnológicos e à confirmação de grandes reservas economicamente exploráveis.
“Isso explica por que a mineração continua influenciando diretamente o planejamento territorial e econômico local, incluindo debates sobre infraestrutura, como os estudos envolvendo o novo traçado da BR-226”, explica.
Meio ambiente
Com o avanço da mineração, uma das preocupações levantadas são os riscos ao meio ambiente. De acordo com Marcos Nascimento, a mineração moderna pode ser realizada com mecanismos de controle ambiental e social capazes de reduzir significativamente os impactos sobre a fauna, a flora e as comunidades do entorno. Isso ocorre por meio de estudos prévios, como a elaboração de EIA/RIMA (Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental), monitoramento contínuo da qualidade da água, do ar e do solo, recuperação de áreas degradadas, controle de ruídos, manejo de resíduos e programas de conservação ambiental. Além disso, a legislação brasileira exige licenciamento ambiental, compensações e acompanhamento por órgãos fiscalizadores, o que obriga as empresas a adotarem medidas técnicas para minimizar danos ambientais durante toda a vida útil da mina.
“No aspecto ecológico, uma das principais estratégias é evitar que a atividade mineral provoque perda irreversível da biodiversidade local. Para isso, são desenvolvidos programas de resgate de fauna, recomposição vegetal, monitoramento de espécies e recuperação progressiva das áreas mineradas. Em regiões semiáridas como o Seridó, esse cuidado é ainda mais importante devido à fragilidade dos ecossistemas da Caatinga”, explica o docente da UFRN.
Já em relação às populações próximas, segundo Nascimento, a mineração sustentável depende muito da chamada “licença social para operar”, ou seja, da construção de relações transparentes entre empresa e comunidade.
“Isso envolve geração de emprego e renda, diálogo constante, programas sociais, qualificação profissional e mitigação de impactos sobre o cotidiano das pessoas. Mesmo assim, é importante reconhecer que toda mineração gera algum nível de transformação ambiental e social; o grande desafio é equilibrar desenvolvimento econômico, conservação ambiental e qualidade de vida das comunidades locais. Quando há fiscalização eficiente, participação da sociedade e compromisso técnico da empresa, torna-se possível reduzir impactos e ampliar os benefícios coletivos da atividade mineral”, afirma.
Ainda assim, contudo, os problemas aparecem. Em setembro de 2025, uma audiência pública debateu os impactos da exploração do ouro em Currais Novos. Na ocasião, Magno Cortez, presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais de São Luís, uma comunidade vizinha à mina da Aura, afirmou que as 33 casas da localidade convivem com os efeitos da mineração.
“Temos problemas hoje de poeira, explosões, muita coisa acontecendo que a comunidade não tinha antes. Hoje nós somos 24 ou 25 associados, mais de 100 pessoas na comunidade. São 33 casas, 25 anos de associação que nós temos no sítio São Luís, e a situação não tá boa. A gente tá vivendo hoje momentos que a gente nunca pensou que fosse passar”, relatou.
Celso Alves Filho, também morador da comunidade São Luís, disse ser a favor dos empregos gerados pela mineração no município, mas questionou a forma da Aura fazer o trabalho.
“Nós somos preocupados com o tão sonhado progresso que foi feito aqui com as minas anteriores, mas a maneira que esse progresso está chegando para nós está demasiado. A comunidade não aguenta”, contou.
Formação do ouro
É a inserção do município na Província Borborema, com destaque especialmente para a Faixa Seridó, que leva Currais Novos a ter tanto destaque nos minérios.
“A área passou por colisões continentais, metamorfismo, falhamentos e zonas de cisalhamento que deformaram profundamente as rochas e criaram caminhos para a circulação de fluidos hidrotermais ricos em vários metais. Essas estruturas funcionaram como verdadeiros ‘condutos geológicos’, permitindo a concentração de ouro, tungstênio e outros elementos ao longo de fraturas, veios de quartzo e zonas alteradas nas rochas”, diz o geólogo Marcos Nascimento.
A região possui uma diversidade de rochas, formada por gnaisses, micaxistos, quartzitos, mármores, granitos e pegmatitos. A interação entre fluidos magmáticos quentes e rochas carbonáticas também favoreceu a formação dos chamados escarnitos (skarns), depósitos extremamente ricos em minerais como scheelita (minério rico em W – tungstênio) e molibdenita (minério rico em Mo – molibdênio), como ocorre historicamente nas minas Brejuí e Bonfim, além de elementos como bismuto e ouro.
No caso específico do ouro, grande parte da mineralização é classificada como ouro orogênico, típico de cinturões metamórficos antigos submetidos a forte deformação tectônica.
“O calor, a pressão e os fluidos gerados durante esses eventos promoveram a dissolução e posterior precipitação do ouro em zonas estruturais favoráveis. Em outras palavras, Currais Novos reúne praticamente todos os elementos necessários para formar grandes depósitos minerais: rochas antigas, intensa deformação tectônica, circulação hidrotermal, magmatismo e uma longa evolução geológica, fatores que explicam sua liderança histórica e atual na mineração do Rio Grande do Norte”, conta o professor.
Domingo é dia de ocupar a cidade com cultura, música e arte. A programação começa cedo com o Samba do Meio, a partir das 10h, no calçadão da Praia do Meio, em frente à estátua de Iemanjá. No mesmo horário, o Bosque Encena leva “As Aventuras de Pinóquio” ao Parque das Dunas, garantindo diversão para a criançada. À tarde, o parque recebe ainda a apresentação da Orquestra Potiguar de Clarinetes no projeto Som da Mata.
Quem gosta de literatura e boas conversas também encontra opções espalhadas pela cidade. O Teatro Alberto Maranhão recebe a Ocupação Literária, enquanto o Sarau Porão reúne Sidarta Ribeiro, Luiz Renato e Amanda Majuí em uma tarde de reflexões, arte e troca de ideias. Já para os amantes do samba, a homenagem à Damiana Chaves promete reunir muita música e celebração nas Rocas.
Quando a noite chegar, o ritmo continua. O Figa Bar promove uma dobradinha de Brasáfrica com Angelo Angolano e o tradicional Forró do Figa com Jane Cortez e Dani Ribeiro. Para quem prefere soltar a voz, o karaokê do Eletromusic Pub é uma boa pedida. E durante todo o dia, ainda dá tempo de conferir exposições espalhadas por Natal, mostrando que o domingo está longe de ser dia de ficar em casa.
Samba do Meio | 31.05 DOMINGO LOCAL | Calçadão da Praia do Meio (em frente à estátua de Iemanjá) HORÁRIO | A partir das 10h ENTRADA | gratuito INFORMAÇÕES | @RS_sambadomeiooficial
Roda de Samba para Damiana Chaves | 31.05 DOMINGO LOCAL | Racing Esporte Club (rua do Areial, 268, Rocas) HORÁRIO | A partir das 16h ENTRADA | gratuito INFORMAÇÕES |
Karaokê | 31.05 DOMINGO LOCAL | Eletromusic Pub (Av. Prudente de Morais, 5823 – Candelária, Natal) HORÁRIO | A partir das 17h ENTRADA | Entrada free INFORMAÇÕES | @eletromusicpub
Brasáfrica + Forró do Figa | 31.05 DOMINGO Brasáfrica com Angelo Angolano; Forró do Figa com Jane Cortez + Dani Ribeiro LOCAL | Figa Bar (Rua Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra, Natal) HORÁRIO | A partir das 18h INFORMAÇÕES | @figa.bar
Som da Mata: Orquestra Potiguar de Clarinetes | 31.05 DOMINGO LOCAL | Parque das Dunas HORÁRIO | 16h30 ENTRADA | gratuita INFORMAÇÕES | @somdamata
TEATRO _________________________
Bosque Encena: As aventuras de Pinóquio | 31.05 DOMINGO LOCAL | Parque das Dunas HORÁRIO | 10h ENTRADA | gratuita INFORMAÇÕES | @bosqueencena
RODA DE CONVERSA ______________________
Ocupação Literária | 31.05 DOMINGO Programação de literatura LOCAL | Teatro Alberto Maranhão (Praça Augusto Severo, s/n – Ribeira, Natal) HORÁRIO | 14h ENTRADA | Gratuito (bilheteria digital) INFORMAÇÕES | @teatroalbertomaranhao.oficial
#SarauPorão | 31.05 DOMINGO Com Sidarta Ribeiro, Luiz Renato e Amanda Majuí LOCAL | Coletivo Porão das Artes (Rua Humberto de Campos, 3018 — Cotovelo) HORÁRIO | 15h às 19h INFORMAÇÕES | Coletivo Porão das Artes
CINEMA ____________________
Confira as programações completas: MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira. CINÉPOLIS, Natal Shoppin CINEMARK, Midway Mall CINEFLIX, Partage Norte Shopping
EXPOSIÇÕES _________________
“Futebol, arte e cultura no coração de Natal”, no Bardallos LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal) HORÁRIO | a partir das 12h ENTRADA | Gratuita INFORMAÇÕES | @bardallosnatal
Chuva de Poléns Exposição de Ítalo Trindade, composta de montagens abstratas e de pinturas sobre e telas e papel, a mostra permeia os desdobramentos do estudo sobre luz e cor em diferentes instantes da carreira do artista. LOCAL | Margem Hub, Rua da Sheelita, 59, Potilândia, Natal DATA | Até 6 de junho de 2026 INFORMAÇÕES | @italo.trindade
“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta) HORÁRIO | a partir das 12h ENTRADA | Gratuita INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico
PARQUES E EQUIPAMENTOS PÚBLICOS ___________________
Fica a dica: antes de sair de casa, vale conferir direitinho os dias de funcionamento e aproveitar os espaços que seguem abertos durante o feriado. Cultura, lazer e natureza seguem na programação!
CIDADE DA CRIANÇA O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia. LOCAL | Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol) HORÁRIO | aberto das 8h às 18h ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam) INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal
FORTE DOS REIS MAGOS O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada. LOCAL | Forte dos Reis Magos (Praia do Forte) HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança. INFORMAÇÕES | Aqui
PARQUE DAS DUNAS O Parque Estadual Dunas do Natal “Jornalista Luiz Maria Alves” é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira. Ele é considerado o maior parque urbano sobre dunas do Brasil, exercendo fundamental importância para a qualidade de vida da população natalense. O setor de uso público é o Bosque dos Namorados, que ocupa uma área aproximada de sete hectares, com mais de mil e trezentas árvores nativas da Mata Atlântica. LOCAL | Avenida Alexandrino de Alencar s/n, Tirol HORÁRIO | das 7h30 às 17h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras para manutenção ENTRADA | R$ 1 (pode ser pago via pix) São isentos de pagamento crianças de até cinco anos, adultos acima de 60 anos, escoteiros uniformizados e escolas públicas (com agendamento).
Foto: Sandro Menezes
CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória. LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do Norte HORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191 E-MAIL | [email protected]
BOSQUE DAS MANGUEIRAS Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida. LOCAL | entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova HORÁRIO | de segunda a sexta das 8h às 14h CONTATOS |[email protected] e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.
COMPLEXO CULTURAL RAMPA O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”. LOCAL | Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal HORÁRIO | das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras Entrada gratuita.
PINACOTECA POTIGUAR Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”. LOCAL | Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN HORÁRIO | de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h Entrada gratuita.
**** Este guia cultural está sujeito a alterações. Sentiu falta de algum evento? Manda que a gente publica!
Um dos principais cartunistas do país, o potiguar Ivan Cabral lança, neste domingo (31), “O menino navegante”, a primeira obra 100% escrita e ilustrada pelo próprio autor. O evento acontece a partir das 16h, no Teatro Alberto Maranhão, como parte da Ocupação Literária. O livro sai pela Escribas Editora.
O menino navegante” conta uma história lúdica sobre curiosidade e imaginação inspirada no verso “Navegar é preciso, viver não é preciso”, do português Fernando Pessoa. Ele comemora a parceria com a editora potiguar e ressalta que há tempos busca realizar mais essa meta:
“Fico feliz demais com esse lançamento. Já venho buscando publicar este livro há alguns anos e agora, por fim, vejo realizado esse objetivo.”
SAIBA MAIS: “Assim como a religião, a mídia tradicional também é o ópio do povo”, reflete Ivan Cabral.
De Areia Branca para o mundo
Ivan Cabral nasceu em Areia Branca (RN) e está na lista dos grandes chargistas e cartunistas brasileiros, com prêmios e reconhecimento nacional.
Mestre em Educação e servidor aposentado da UFRN, se destaca há várias décadas no cenário artístico e cultural do Rio Grande do Norte por seu trabalho na TVU/UFRN e por suas charges publicadas em jornais locais durante vários anos, como Diário de Natal/O Poti e Novo Jornal.
É autor de livros infantojuvenis como Estrela Cadente e Um Amigo Que Você Nem Imagina, além das coletâneas de charges Humor Diário e Humor Sustentável.
Saiba Mais sobre a programação da Ocupação Literária
Quem entra no Sebo Magno pela primeira vez dificilmente consegue percorrer o espaço com pressa. Livros empilhados, discos de vinil organizados em estantes, moedas antigas, quadros, objetos de colecionismo e pequenas relíquias dividem cada canto do imóvel na Avenida Comandante Petit, no Centro de Parnamirim. Entre uma prateleira e outra, a reportagem ainda encontrou dois dos cinco gatos que vivem no local, observando silenciosamente a movimentação de clientes e curiosos.
O ambiente parece resistir ao tempo. Ou talvez tenha feito do próprio tempo o seu principal acervo.
À frente de tudo está Magno Arlindo, conhecido por gerações de leitores e colecionadores. Há mais de três décadas ele mantém o empreendimento que começou por necessidade e acabou se transformando em projeto de vida:
“Foi por falta de opção. Eu não consegui arrumar emprego e resolvi colocar um sebo”, conta, para lembrar o apoio que teve da mãe:
“Eu já gostava muito desse tipo de negócio e minha mãe me incentivou. Ela dizia: ‘bota isso aí, rapaz, vai dar certo’.”
Quando começou, no início da década de 1990, praticamente não existiam sebos com ponto fixo na região. A comercialização de livros usados acontecia principalmente em feiras livres. Magno decidiu apostar em um espaço permanente e viu o negócio crescer junto com a própria cidade.
O homem que negocia de tudo
Embora seja conhecido pelos livros, Magno faz questão de dizer que o sebo nunca se limitou a eles.
Ao longo dos anos, já comprou e vendeu moedas antigas, cédulas raras, cartões telefônicos, figurinhas, quadros, objetos decorativos, peças de colecionismo e uma infinidade de itens que hoje considera parte da memória material do cotidiano brasileiro.
“Tudo que é antiguidade eu trabalho. Graças a Deus eu entendo de tudo isso. Sei valores, conheço as peças. Desde papel antigo até objetos que muita gente nem imagina guardar”, afirma.
O fascínio pelo colecionismo aparece em cada frase. Não se trata apenas de comércio, mas de uma relação afetiva com os objetos e suas histórias.
“Eu gosto dessa antiguidade do colecionismo”, resume.
Atualmente, os discos de vinil representam uma das maiores demandas do público. Segundo ele, o interesse pelos LPs voltou a crescer nos últimos anos.
“Vinil está muito em alta. Eu tenho uma quantidade muito grande e o pessoal procura bastante.”
Os livros sobre a história do Rio Grande do Norte também figuram entre os mais procurados.
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Histórias que parecem ter saído dos livros
Em três décadas de balcão, Magno acumulou histórias que desafiam qualquer tentativa de organização temática. Uma delas envolve um homem que apareceu carregando o que parecia ser um violão dentro de uma capa:
“Perguntei se podia ver o que ele queria vender. Quando abriu, era um fuzil. Segundo ele, um AR-15. Todo estragado”, lembra, rindo da situação. O negócio, evidentemente, não foi adiante.
Outra história envolve um pequeno quadro que ele adquiriu sem imaginar seu valor. Durante uma feira, um restaurador especializado em obras de museu examinou a peça minuciosamente e decidiu comprá-la.
“Eu vendi por vinte reais. Depois ele me disse que aquela obra deveria estar num museu e que podia valer dez mil”, recorda.
Nem todas as experiências, porém, terminaram apenas como boas histórias para contar.
Magno já negociou até um meteorito sem saber que a comercialização desse tipo de patrimônio é proibida pela legislação brasileira. A situação chamou atenção das autoridades.
“Quase tive problema por causa disso. Eu não sabia que não podia vender essas peças. Hoje sei que são patrimônios que devem ir para museus e instituições”, lembra
Se os livros continuam presentes, o perfil dos leitores mudou.
O sebista observa que o hábito da leitura física perdeu espaço para o consumo rápido de informações nas telas. A transformação foi gradual, mas perceptível:
“As pessoas não querem mais ler direito. É muita coisa resumida na internet”, avalia.
Paradoxalmente, é a própria internet que ajuda a manter o negócio funcionando. Hoje boa parte das vendas acontece em plataformas digitais como Mercado Livre, Estante Virtual, OLX e Shopee. O trabalho é tão constante que os Correios passam diariamente para recolher encomendas.
“Tem dia que vendo três ou quatro livros pela internet. Se não fosse isso, talvez o ponto físico já tivesse fechado”, conta.
A adaptação ao comércio digital permitiu que exemplares encontrados em Parnamirim chegassem a leitores de diferentes regiões do país, ampliando o alcance de um negócio que nasceu de forma modesta.
Um sebo como patrimônio afetivo
Durante a conversa, Magno lamenta a redução de feiras culturais e eventos voltados para artistas, artesãos e colecionadores. Para ele, iniciativas desse tipo fortalecem a circulação da cultura local e ajudam a preservar memórias que dificilmente encontram espaço em grandes centros comerciais.
Mesmo assim, não demonstra frustração com o caminho que escolheu.
Quando questionado sobre sonhos ainda não realizados para o empreendimento, a resposta vem sem hesitação.
“Não. Eu gosto do meu empreendimento. Sou feliz.”
Depois de alguns segundos, completa:
“Eu adoro livro. Queria morrer dentro de livro. O que eu não queria era ficar sem entender mais de livro ou sem poder negociar com isso.”
A frase parece resumir a essência do lugar.
Em uma época marcada pela velocidade dos algoritmos, o Sebo do Magno continua funcionando como um território onde os objetos carregam passado, as histórias surgem sem aviso e o tempo parece caminhar em outro ritmo. Entre pilhas de livros, discos de vinil e gatos que circulam livremente pelos corredores, Magno segue fazendo o que começou há mais de 30 anos: preservando memórias, uma peça de cada vez.
Serviço O Sebo Magno fica localizado na Av. Comandante Petit, 158 – Centro, Parnamirim/RN. Instagram: @sebomagno
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A soberania nacional não se resume à defesa das fronteiras. Soberania envolve a capacidade de um país decidir seu próprio destino, proteger suas instituições e conduzir sua política externa de acordo com seus interesses. Sob essa perspectiva, o Brasil vem assistindo, nos últimos anos, à família Bolsonaro trabalhar contra os interesses nacionais.
São vários os exemplos. E tão importante quanto identificá-los é entender que o conjunto de ações realizadas com esse objetivo antinacional não são episódios isolados, mas parte de um projeto político destinado a enfraquecer a autonomia do país, tensionar as instituições democráticas e aumentar nossa dependência em relação a interesses estrangeiros.
Um dos exemplos mais aviltantes — e ainda hoje difíceis de acreditar — foi a articulação do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro junto a setores políticos norte-americanos, que resultou na taxação de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.
Uma medida que afetou a economia e a geração de empregos e cujos efeitos poderiam ter sido ainda mais graves não fosse a competência e a agilidade do governo Lula para revertê-la.
O gesto de continência à bandeira dos Estados Unidos feito por Jair Bolsonaro durante seu período como presidente é outro exemplo de sabujice. Trata-se de um aceno que nada tem a ver com demonstração de cordialidade diplomática. No caso de Bolsonaro, é um símbolo de subordinação política e ideológica incompatível com a tradição de independência da política externa brasileira. E símbolos importam, especialmente quando transmitidos por chefes de Estado.
Também gera preocupação a defesa da classificação de facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas. Já comentei aqui que, embora o combate ao crime organizado seja uma necessidade indiscutível — e o governo Lula venha adotando medidas efetivas nesse sentido —, essa classificação pode abrir espaço para uma ingerência direta no Brasil por parte de agências, organismos e até governos estrangeiros. A legislação norte-americana autoriza que os Estados Unidos atuem em outros países para combater organizações classificadas como terroristas, o que, por si só, já deveria acender um alerta.
Essa decisão tem potencial de provocar uma série de impactos econômicos para o Brasil, com reflexos sobre empresas, empregos e a imagem do Brasil no exterior. Entre os efeitos para a economia estão o aumento dos riscos para bancos, fintechs e seus clientes em operações internacionais, a possibilidade de rebaixamento da nota de crédito do país por agências de rating, a redução da atração de investimentos estrangeiros e o encarecimento dos custos de seguro e logística para empresas brasileiras. Além disso, o turismo pode ser prejudicado por alertas consulares mais rígidos e pela diminuição de eventos corporativos.
Esses episódios se somam a outros acontecimentos que marcaram os últimos anos, como os ataques recorrentes ao sistema eleitoral sem a apresentação de provas consistentes de fraude; os questionamentos à legitimidade de instituições como o Supremo Tribunal Federal; o estímulo à desconfiança em relação aos mecanismos democráticos; e a busca constante por apoio político internacional para disputas internas brasileiras.
O denominador comum dessas iniciativas é a tentativa de enfraquecer os mecanismos de mediação democrática e concentrar a política em torno de lideranças personalistas.
Democracia e soberania caminham juntas. Um país soberano é aquele que possui instituições fortes, independentes e respeitadas, capazes de resolver seus conflitos sem tutela externa.
Quando agentes políticos recorrem a governos estrangeiros para pressionar autoridades nacionais, relativizam símbolos de independência nacional ou colocam em dúvida, sem provas robustas, os pilares do regime democrático, o resultado pode ser o enfraquecimento simultâneo da soberania e da própria democracia.
Por isso, repito: não se trata de fatos desconectados. São ações sucessivas que, vistas em conjunto, revelam uma visão política que coloca em risco a autonomia nacional, fragiliza as instituições republicanas e cria tensões permanentes contra a ordem democrática construída pela Constituição de 1988.
Também por isso, temos uma oportunidade histórica em outubro de 2026, quando iremos às urnas mais uma vez escolher nossos representantes. Nesse contexto, a reeleição de Lula e a formação de um Congresso comprometido com os interesses nacionais se apresentam como condições fundamentais para a preservação da soberania e da democracia brasileiras, além de garantir a continuidade dos avanços sociais e econômicos em curso no processo de reconstrução nacional.
O Marco de Touros, que remonta aos primeiros anos de ocupação portuguesa no território brasileiro, pode retornar ao seu município de origem, em Touros, no litoral do Rio Grande do Norte. Ao menos esse é o desejo da Prefeitura da cidade, que na semana passada realizou uma reunião com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília, para apresentar a demanda.
O monumento histórico, originalmente fixado no município de Touros, foi o primeiro marco de posse de terra firmado no território brasileiro. Ele está desde 2021 no Museu Câmara Cascudo (MCC), uma unidade especial da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal. Antes disso, passou pelo Forte dos Reis Magos, também na capital potiguar, onde chegou em 1976.
Em Brasília, a ideia apresentada pelo prefeito Pedro Filho (PSD) foi que pudesse ser construído um museu em Touros para abrigar o objeto. Segundo o superintendente do Iphan no Rio Grande do Norte, João Gentil, que também participou da reunião, para que a ideia seja concretizada é preciso que sejam avaliadas as condições técnicas para a transferência. Ainda não há confirmação da mudança, e uma nova reunião em breve com os técnicos do Iphan deve ser realizada.
“Nós precisamos ver qual o local, onde é que vai ficar, como é que vai ser a questão da oxigenação. Várias coisas técnicas que os arqueólogos precisam ver e revisar para que a gente possa autorizar [a transferência]”, explica João Gentil.
O Marco Quinhentista, como também é chamado, é o monumento histórico mais antigo registrado no estado e teria sido instalado pelos portugueses na costa do Rio Grande do Norte no dia 07 de agosto de 1501 — o que também o tornaria o mais antigo marco da chegada dos portugueses ao país, segundo Luis da Câmara Cascudo. O monumento foi tombado em 1962.
Foto: Victor Eduardo/Museu Câmara Cascudo
Feito de mármore, o Marco de Touros tem 1,2 metro de altura, 30 centímetros de largura e 20 centímetros de espessura. Na parte da frente, há uma cruz e um escudo em alto relevo. A peça também tem uma marca de fratura e que pode ter sido remendada com argamassa, além de várias marcas de lascas e esfoliações. É que a população da Praia do Marco, então no município de Touros, acreditava que a coluna de pedra tinha propriedades milagrosas e usavam pedaços de mármore para fazer chás milagrosos.
“O Marco de Touros para nós potiguares é um dos maiores achados arqueológicos que nós temos no Rio Grande do Norte”, define o superintendente do Iphan.
A Agência SAIBA MAIS também procurou o prefeito Pedro Filho, mas não obtivemos retorno.
Chegada dos portugueses pode ter ocorrido pelo RN
Um estudo publicado no Brazilian Journal of Science contesta a versão oficial sobre a chegada dos portugueses ao Brasil. A pesquisa aponta que o primeiro ponto de contato da missão de Pedro Álvares Cabral com o território nacional ocorreu no Rio Grande do Norte, e não em Porto Seguro, sul da Bahia, como consta nos livros de história.
Para sustentar essa afirmação, os professores Carlos Chesman, do departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Cláudio Furtado, da Federal da Paraíba (UFPB), que lideram o estudo, refizeram cálculos e combinaram dados físicos, mapas interativos, imagens de satélite e cruzaram documentos da época com evidências geográficas e oceanográficas.
Os pesquisadores converteram os dados de distância mencionados na carta de Pero Vaz de Caminha e simularam a aproximação da costa usando softwares. Também realizaram expedições mar adentro para fotografar, a partir da mesma distância descrita na carta, as montanhas avistadas pela esquadra. O estudo indica que o monte avistado em 1.500 (indicado nos livros como Monte Pascoal) seria, na verdade, o Monte Serra Verde, localizado no interior do RN, perto de João Câmara.
Saiba Mais: Estudo aponta que chegada dos portugueses ao Brasil ocorreu pelo RN e não pela BA
Pero Vaz de Caminha, escrivão da frota de Cabral, descreveu em sua famosa carta as profundidades do mar e uma montanha alta e arredondada avistada do navio. Segundo os pesquisadores, a descrição bate com a geografia do litoral potiguar, mais especificamente com a região entre as praias do Marco, e de Zumbi, em Rio do Fogo, próximo à foz do rio Punaú.
As simulações por GPS indicam que a chegada pela Bahia não corresponderia aos ventos e correntes da época. Já a rota pelo RN segue o trajeto natural das correntes atlânticas, descritas nos diários de navegação do século XV.
A localização do desembarque na carta também coincide com a existência do marco português, hoje representado por uma réplica na praia do Marco. O ponto sugerido para esse desembarque fica a cerca de 60 quilômetros dali, exatamente como descrito no documento histórico.
Há noites que acontecem. E há noites que permanecem.
A do lançamento de “Tem poesia em dois dedos de prosa” – meu segundo livro – foi dessas que não terminaram quando as cadeiras foram recolhidas, quando as xícaras esfriaram ou quando as últimas dedicatórias foram escritas. Ficou pairando no ar, misturada ao cheiro de café, aos risos, às fotografias e aos abraços demorados que ocuparam cada canto do Mahalila Café e Livros.
Talvez porque aquela não fosse apenas uma noite de lançamento. Era uma noite de encontro. E a vida, como escrevi em um dos textos do livro, “cuida dos encontros. De todos eles.”
Sob a coordenação do clube de leitura Mulheres Lendo Mulheres, vinculado ao Mulherio das Letras Zila Mamede, mulheres chegaram carregando livros, histórias e afetos. Algumas já conheciam aqueles textos. Outras estavam prestes a conhecê-los. Mas todas pareciam compreender que a Literatura escrita por mulheres é uma forma de casa, de presença e de colo.
Havia algo de celebração e de travessia, também…
Enquanto os exemplares passavam de mão em mão, lembrei-me de um dos textos do livro: “Na palma da mão, oferta.”
E era exatamente isso que acontecia ali. Eu ofertava palavras. As leitoras ofertavam suas impressões e escuta. Os amigos ofertavam presença. O Mahalila, generoso como sempre, ofertava abrigo.
Entre um abraço e outro, eu observava as rodas de conversa se formando. Pequenos círculos de pessoas que falavam de Literatura, mas também da vida. Porque os livros acabam servindo de ponte para que as pessoas falem de si mesmas.
Em determinado momento, tornou-se impossível separar a autora da obra. Minhas páginas pareciam caminhar entre as mesas.
Estavam ali as avós-bruxas, os sertões, os gatos, os amores, os deslocamentos, as mulheres que insistem em florescer apesar de tudo, sumarentas.
Estava ali a menina que acreditava que a avó era “uma bruxa poderosamente boa”, que fazia brotar arco-íris ao descamar peixes… Ou que “fiava uma conversa sem fim” com seus bichanos… Estava ali a mulher que descobriu que “entre um livro e outro” havia “uma descoberta”. Ou que “entre uma descoberta e outra”, havia “um livro”.
E estavam ali, sobretudo, as muitas vidas tocadas pela escrita.
O mais bonito dos lançamentos literários talvez seja que eles desobedecem à lógica do mercado. Um lançamento não é apenas a chegada de um livro ao mundo. É a revelação pública de uma rede inteira de afetos que ajudou aquele livro a existir.
Quem olhasse ao redor naquela noite perceberia isso facilmente: Professoras, pesquisadoras, escritoras, leitoras, amigas antigas, amizades recentes, famílias escolhidas, ex-alunos… Todas essas pessoas reunidas em torno da celebração da palavra.
E então compreendi que aquele encontro possuía a mesma matéria dos silêncios que permitem ecoar vozes, como escrevi em um dos textos do livro: “Quando o silêncio se apoderou de mim, ouvi, finalmente, minha voz.” Como se cada uma das minhas micro escrituras sensíveis fosse uma voz que encontrasse outras vozes. Uma voz que deixa de ser só. Uma voz que se multiplica em tantas outras.
Enquanto autografava exemplares, ouvia histórias. Algumas falavam do impacto que determinados textos haviam provocado. Outras compartilhavam memórias despertadas por uma personagem, uma paisagem, um afeto ou uma ausência, por uma palavra… Um fragmento…
E foi então que percebi algo que talvez toda escritora deseje experimentar um dia; a sensação de que o livro já não me pertencia inteiramente. Cada leitora carregava consigo uma versão diferente dele. Cada leitura acrescentava sentidos que eu mesma jamais poderia prever.
Ao final da noite, quando as conversas já se espalhavam pela calçada e os abraços ganhavam a melancolia suave das despedidas, ninguém parecia ter pressa de partir. Afinal, “tem poesia em dois dedos de prosa” fiada entre quem se junta para falar de Literatura.
Talvez porque todos soubéssemos que algo importante havia acontecido. Não apenas o lançamento de um livro, mas a confirmação de que a Literatura continua cumprindo sua antiga função de reunir pessoas, de criar comunidade, de produzir encontros, de fazer com que alguém, em algum momento, encontre numa página aquilo que precisava ouvir.
E enquanto as últimas luzes do Mahalila se misturavam à noite de Natal, fiquei pensando na pergunta que tantas vezes fazem a quem escreve: “para que serve a Literatura”?
Serve para noites como essa. Serve para os abraços. Serve para os afetos. Serve para que minhas palavras encontrem morada nos outros… e, depois de encontrar, nunca mais vão embora.
Ao fim dessa noite tão linda, encosto a cabeça no travesseiro com um desejo. Um desejo que é também dedicatória para todas as pessoas que acolherem este meu novo filho entre as mãos: “Que toda poesia nos invada em cada mínimo instante”.
E que cada instante seja vivido com intensidade, abertura e encantamento, sempre propenso a eclodir em maravilhas, pois, como escreveu Novalis, “Tudo é semente” … E toda semente carrega em si a promessa de um florescimento.
Que estas páginas encontrem terra fértil em quem as ler. E que delas brotem novos afetos, novas perguntas, novas travessias e novos encontros. Afinal, talvez seja isso que a Literatura faz: semeia mundos dentro de nós.
Eu sei que, à primeira vista, o título desse texto parece estranho, mas posso garantir que a realidade que o inspira não é. Trabalho na Educação há 25 anos, incluindo escolas particulares e públicas, e, em todo esse tempo, cruzei com professores que realmente tinham amor pela profissão e dedicavam-se ao fazer pedagógico. Gente que eu passei a admirar e com quem aprendi muito ao longo de anos de convivência. Por outro lado, existe um grupo de professores que passa a impressão de ter entrado para o ofício à força. Gente que não tem brilho nos olhos, paixão nas ações e, mais que isso, não tem responsabilidade na sua conduta.
Estas pessoas, felizmente, são minoria nas escolas, mas são aquelas que, em muitos espaços, conseguem desestabilizar o ambiente e provocar discórdia por onde passam. É inevitável cruzarmos nossos caminhos, em algum momento, com elas. No início da minha carreira, eu costumava insistir em abrir seus olhos, orientar, motivar, mas, a duras penas, aprendi que professores assim têm plena consciência da sua mediocridade e não querem fazer nada para mudar isso. Até porque ser um professor comprometido com sua prática dá trabalho, e nem todo mundo quer se esforçar para ser melhor ou vê sentido nisso.
Profissionais assim, se é que podemos chamá-los dessa forma, estão nas escolas para desqualificar outros colegas e fazê-los desistir dos seus sonhos, porque, venhamos e convenhamos, se não há pessoas excepcionais com quem se comparar, todos serão medíocres. É gente que não agrega, não sugere, não sonha e não ajuda. Sua única meta de vida parece mesmo ser a de ver a Educação ruir.
Não sejamos ingênuos: pessoas ruins existem, e muitas delas estão nas escolas. Gente sem amor e empatia. Com elas, não há diálogo, formação ou apelo moral que resolva. Então, o que podemos fazer para além delas? Continuar! É isso que precisamos fazer! Porque o ódio dessas pessoas é ver nossa alegria e nosso entusiasmo nas escolas. É ver pessoas que estudam, pesquisam, sonham, acreditam e trabalham duro para contracolonizar a Educação.
Não podemos deixar que a energia ruim e as práticas irresponsáveis de alguns nos afetem. Que cada um de nós, na função que decidimos exercer, faça a sua parte com a mesma maestria, amor e dedicação com que fazemos isso há anos. Não nos esqueçamos da vida insignificante que estas pessoas têm. Gente que não constrói nada, não deixa legado e, em alguns anos, nem estará mais nesse plano. Serão rapidamente esquecidas, porque crianças lembram com carinho de quem marcou suas vidas com afeto.
E, para você que está chegando, meu conselho é: desista enquanto há tempo! Desista se você não tem amor pela profissão, se não quer sonhar alto, se não há esperança em seus olhos, se seu coração não vibra com cada conquista, porque, como falei anteriormente, nós, professoras entusiastas do fazer pedagógico, estamos por toda parte e não vamos desistir de sonhar.
Professores medíocres passarão e nós, passarinhos.
Obrigada a cada professora e professor que me ensinou tanto nestes anos. Obrigada a cada um/a que me acolheu e renovou as minhas forças. Obrigada a quem senta comigo e compartilha sua fé e seus conhecimentos para que eu nunca esqueça as razões de estar em uma escola por tantos anos.
Se você estava pensando em passar este sábado tranquilamente no sofá, o #Meguia vem informar que Natal tem outros planos para você. A cidade preparou uma programação tão diversa que dá para começar a tarde discutindo filosofia, passar por um clube de leitura, ouvir MPB ao pôr do sol, dançar forró de madrugada e ainda terminar a noite cantando desafinado no karaokê — tudo dentro da mais absoluta normalidade natalense.
A Ocupação Literária tem entrada gratuita no Teatro Alberto Maranhão e traz, na programação, a escritora Ana Maria Gonçalves, autora do aclamado “Um defeito de cor” e primeira mulher negra a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Confira mais detalhes sobre a programação do evento.
A agenda musical passeia por praticamente todos os ritmos conhecidos pela humanidade. Tem os encontros potiguares de Sourebel e Cami Santiz no Figa Bar, a nostalgia garantida da Radiola do Brega na Natal Bier, o rock do Montgomery e da festa Old is Cool, além do especial Linkin Park no Wesley’s para quem ainda não superou os anos 2000. Já a turma da pista encontra abrigo na Casanova, no Molotov Drinks e no LaLuna, onde a ordem é dançar sem olhar para o relógio.
Para quem prefere programas mais contemplativos, a cidade também oferece uma verdadeira maratona cultural. Além da Ocupação Literária no Teatro Alberto Maranhão, tem clube de leitura na Livraria Manimbu, Café Filosófico na Nobel e um encontro de escritores na Casa Impacto. É o tipo de sábado em que você pode sair de casa para comprar um café e acabar discutindo o futuro da humanidade antes do jantar.
E se a ideia for aproveitar a cidade ao ar livre, não faltam opções. Parque das Dunas, Forte dos Reis Magos, Cidade da Criança, Complexo Cultural Rampa, Pinacoteca Potiguar e as exposições espalhadas pelo Centro Histórico seguem de portas abertas. Em resumo: Natal está oferecendo cultura para todos os gostos. A única coisa realmente difícil neste sábado será escolher para onde ir primeiro.
Cuida que o #Meguia de sábado chegou !
Encontros Potiguares | 30.05 SÁBADO Sourebel + Cami Santiz LOCAL | Figa Bar (Rua Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra, Natal) HORÁRIO | A partir das 18h INFORMAÇÕES | @figa.bar
Radiola do Brega | 30.05 SÁBADO LOCAL | Natal Bier (antiga Cervejaria Resistência – rua Leonora Armstrong, 35, Ponta Negra) HORÁRIO | 19h ENTRADA | pago INFORMAÇÕES | @natal_bier
Montgomery | 30.05 SÁBADO LOCAL | Bar 54 ( Rua Praia de Porto Mirim, 8995, Ponta Negra) HORÁRIO | 19h ENTRADA | R$ 10 INFORMAÇÕES | @bar54_
Reanimation, especial Link Park | 30.05 SÁBADO LOCAL | Wesley´s bar ( Rua Alexandre Câmara, 1773, Capim Macio) HORÁRIO | 23h ENTRADA | Gratuito até 19h; R$ 10 (antecipado); R$ 20 (portaria) INFORMAÇÕES | @wesleysbar
Old is Cool | 30.05 SÁBADO LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045 – Ponta Negra, Natal) HORÁRIO | 19h INFORMAÇÕES | @semprerockbar
Karaokê | 30.05 SÁBADO LOCAL | Eletromusic Pub (Av. Prudente de Morais, 5823 – Candelária, Natal) HORÁRIO | A partir das 20h ENTRADA | Entrada free INFORMAÇÕES | @eletromusicpub
Carlinhos Ponta Negra | 30.05 SÁBADO LOCAL | Cigarreira do Gil (Rua Ilce Marinho, 350, Capim Macio) HORÁRIO | A partir das 18h ENTRADA | Entrada gratuita INFORMAÇÕES | @cigarreiradogil
Desync Showcase — After Dunasec | 30.05 SÁBADO Techno, synthwave, industrial e UK garage — Anna, Biscoito, KRDC, Molocohorror e Vince’s LOCAL | Molotov Drinks (Av. Senador Salgado Filho, 1593 – Lagoa Nova, Natal) HORÁRIO | 21h ENTRADA | Ingressos no Outgo INFORMAÇÕES | @molotovdrinks_
Banda Hippopotamus | 30.05 SÁBADO LOCAL | Avalon (Rua Dr. Manoel Augusto Bezerra de Araújo, 500 – Ponta Negra, Natal) HORÁRIO | 21h30 INFORMAÇÕES | @tavernapubnatal
Sayonara Potiguar & Luciano Melo | 30.05 SÁBADO Com Wellyson Lima LOCAL | Rastapé Casa de Forró (Rua Aristides Porpino Filho, 2198 – Ponta Negra, Natal) HORÁRIO | A partir das 22h ENTRADA | R$20 (todos pagam meia-entrada neste dia) INFORMAÇÕES | @rastapecasaforro
DJ Aurora | 30.05 SÁBADO Clubber Golden Age LOCAL | LaLuna Bar (Praça da Guerreira – Alameda das Acácias, 10 – Neópolis, Natal) HORÁRIO | (consultar horário)INFORMAÇÕES | @Laluna
Ruanzinho e Nova Sensação | 30.05 SÁBADO LOCAL | Bafafá Bar, Praça Dr. Amaro Marinho, 07, Lagoa Nova HORÁRIO | 19h ENTRADA | couvert R$ 12 INFORMAÇÕES | @bafafa.bar
LITERATURA _______________________
Ocupação Literária | 30.05 SÁBADO Programação de literatura. Saiba Mais sobre o evento aqui! LOCAL | Teatro Alberto Maranhão (Praça Augusto Severo, s/n – Ribeira, Natal) HORÁRIO | 14h ENTRADA | Gratuito (bilheteria digital) INFORMAÇÕES | @teatroalbertomaranhao.oficial
Clube de leitura | 30.05 SÁBADO LOCAL | Livraria Manimbu (Av. Floriano Peixoto, 544, Petrópolis – Natal/RN) HORÁRIO | 15h ENTRADA | gratuita INFORMAÇÕES | @manimbu.rn
Vícia Clube | 30.05 SÁBADO “Aniversário” LOCAL | Livraria Nobel, Praia Shopping HORÁRIO | 15h às 17h INFORMAÇÕES | @nobelnatal
Café Filosófico | 30.05 SÁBADO “Viver em tempos de crises: colapso ou reinvenção do humano?” LOCAL | Livraria Nobel, Praia Shopping HORÁRIO | 19h às 21h INFORMAÇÕES | @nobelnatal
A Casa Impacto recebe | 30.05 SÁBADO Com Alexandre Rocha, Bia Mesquita, Dom Justino Neto, Márcio Benjamin, Tinho Valério e Henrique Araújo LOCAL | Casa Impacto (Av. Praia de Ponta Negra, em frente ao Curió — Natal) HORÁRIO | 17h às 22h INFORMAÇÕES | @projetolugaresdecharme
EXPOSIÇÕES _________________
“Futebol, arte e cultura no coração de Natal”, no Bardallos LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal) HORÁRIO | a partir das 12h ENTRADA | Gratuita INFORMAÇÕES | @bardallosnatal
Chuva de Poléns Exposição de Ítalo Trindade, composta de montagens abstratas e de pinturas sobre e telas e papel, a mostra permeia os desdobramentos do estudo sobre luz e cor em diferentes instantes da carreira do artista. LOCAL | Margem Hub, Rua da Sheelita, 59, Potilândia, Natal DATA | Até 6 de junho de 2026 INFORMAÇÕES | @italo.trindade
“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta) HORÁRIO | a partir das 12h ENTRADA | Gratuita INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico
CINEMA ____________________
Confira as programações completas: MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira. CINÉPOLIS, Natal Shoppin CINEMARK, Midway Mall CINEFLIX, Partage Norte Shopping
PARQUES E EQUIPAMENTOS PÚBLICOS ___________________
Fica a dica: antes de sair de casa, vale conferir direitinho os dias de funcionamento e aproveitar os espaços que seguem abertos durante o feriado. Cultura, lazer e natureza seguem na programação!
CIDADE DA CRIANÇA O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia. LOCAL | Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol) HORÁRIO | aberto das 8h às 18h ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam) INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal
FORTE DOS REIS MAGOS O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada. LOCAL | Forte dos Reis Magos (Praia do Forte) HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança. INFORMAÇÕES | Aqui
PARQUE DAS DUNAS O Parque Estadual Dunas do Natal “Jornalista Luiz Maria Alves” é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira. Ele é considerado o maior parque urbano sobre dunas do Brasil, exercendo fundamental importância para a qualidade de vida da população natalense. O setor de uso público é o Bosque dos Namorados, que ocupa uma área aproximada de sete hectares, com mais de mil e trezentas árvores nativas da Mata Atlântica. LOCAL | Avenida Alexandrino de Alencar s/n, Tirol HORÁRIO | das 7h30 às 17h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras para manutenção ENTRADA | R$ 1 (pode ser pago via pix) São isentos de pagamento crianças de até cinco anos, adultos acima de 60 anos, escoteiros uniformizados e escolas públicas (com agendamento).
Foto: Sandro Menezes
CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória. LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do Norte HORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191 E-MAIL | [email protected]
BOSQUE DAS MANGUEIRAS Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida. LOCAL | entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova HORÁRIO | de segunda a sexta das 8h às 14h CONTATOS |[email protected] e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.
COMPLEXO CULTURAL RAMPA O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”. LOCAL | Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal HORÁRIO | das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras Entrada gratuita.
PINACOTECA POTIGUAR Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”. LOCAL | Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN HORÁRIO | de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h Entrada gratuita.
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