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A pista de dança molda “Vitral”, álbum de estreia do Taj Ma House

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Depois de conquistar o público nos shows antes mesmo de chegar às plataformas digitais, “Calor do Som” consolidou uma nova etapa na trajetória do Taj Ma House. Lançada como o primeiro single de Vitral, álbum de estreia da banda potiguar, a faixa funciona como uma espécie de portal para o universo que o grupo vem construindo há anos entre pistas de dança, performances ao vivo e experimentações em estúdio.

Formado por Clara Luz, Elisa Bacche, Janvita e Pajux, o Taj Ma House transformou a experiência da noite natalense em matéria-prima para uma sonoridade própria, que transita pela house music sem abrir mão de referências brasileiras, da performance e da construção coletiva. Agora, com o lançamento de “Calor do Som”, o quarteto começa a revelar os contornos de um trabalho que promete sintetizar a trajetória da banda e da cena eletrônica da capital potiguar.

Confira:

A Agência Saiba Mais conversou com os integrantes do Taj Ma House para entender os bastidores da reta final de produção do disco. Nas entrevistas, o quarteto falou sobre o processo de gravação, as referências que atravessam o álbum, a construção coletiva das faixas e adiantou alguns indícios do que o público pode esperar dos próximos lançamentos que antecedem a chegada do primeiro trabalho completo da banda.

Para Elisa Bacche, o momento é marcado por intensidade e entusiasmo. Segundo a artista, a recepção ao single reforça a sensação de que o grupo está no caminho certo para apresentar um álbum que dialoga diretamente com a experiência de comunidade construída nos shows.

“Estamos em semanas insanas de estúdio, de preparação e gravação. Tudo isso vem muito do amor que a gente tem pela música e do que a pista tem nos mostrado. Vitral chega como uma abertura de vários vitrais. Queremos que cada pessoa encontre alguma identificação ali, se sinta acolhida e abraçada. É um álbum muito sobre comunidade”, afirma.

Essa relação com a pista aparece como um dos principais diferenciais do projeto. Diferentemente de muitos lançamentos da música eletrônica, as canções do Taj Ma House passam primeiro pelo teste do encontro presencial. Elas são tocadas, transformadas e amadurecidas diante do público antes de se tornarem fonogramas definitivos.

O resultado desse processo, segundo Janvita, também carrega a marca de uma cidade que consolidou uma identidade própria dentro da house music brasileira. Para ela, Vitral é fruto de uma construção coletiva que ultrapassa os limites da banda:

“Esse trabalho sintetiza anos de uma cena e de uma cidade que respira house music. Tivemos o acolhimento de pessoas fundamentais para essa caminhada, como Gabriel Souto, Mateus Tinoco e Simona Talma, que contribuíram muito para que conseguíssemos executar com excelência aquilo que estamos propondo: fazer house music na sua forma mais pura, mas com a nossa linguagem e a nossa essência”, explica.

Nos bastidores, o álbum já se encontra em fase avançada de finalização. Clara Luz conta que as últimas semanas têm sido dedicadas aos retoques finais das faixas, incluindo gravações de voz e refinamentos na produção.

“As expectativas estão altíssimas. Estamos finalizando as últimas músicas e foi emocionante perceber a qualidade sonora que estamos conseguindo alcançar. Sem falsa modéstia, estou muito orgulhosa e muito feliz com esse trabalho”, diz.

Embora “Calor do Som” seja o primeiro vislumbre oficial do disco, as composições que formarão Vitral acompanham a banda há bastante tempo. Muitas delas já passaram por diferentes versões ao longo dos últimos anos, sendo testadas diretamente com o público antes de chegarem à forma definitiva.

Pajux compara a proximidade do lançamento a uma tempestade prestes a acontecer.

“É uma ideia que existe há muito tempo na nossa cabeça. As músicas foram sendo experimentadas na pista, algumas frases foram ganhando vida com as pessoas. Agora, parece que essa massa de ar está se concentrando para cair como um aguaceiro de som bom na cabeça das nossas clubbers. Quanto mais a gente se aproxima da reta final, mais confiança e encantamento temos pelo processo”, afirma.

Segundo ele, o álbum deve manter a energia característica do grupo, reunindo faixas pensadas tanto para a experiência coletiva da pista quanto para o cotidiano dos ouvintes.

“São músicas muito para cima, com uma energia gostosa de fazer e que acredito que também será muito boa de sentir ouvindo.”

Com passagens por festivais como MADA, DoSol, Batekoo e Coquetel Molotov Negócios, além de uma turnê europeia que incluiu o festival francês Les Escales, o Taj Ma House chega ao lançamento de Vitral em um momento de consolidação. Premiado recentemente no Hangar como Revelação Musical e vencedor dos troféus de EP do Ano e Música do Ano com “Tem Que Ter House”, o grupo aposta no primeiro álbum para transformar em registro permanente aquilo que já vem acontecendo há anos diante do público: a construção de uma house music feita em Natal, para a pista e para a celebração do encontro.

Se “Calor do Som” apresentou a porta de entrada, Vitral promete entregar a casa inteira que fundamenta a House Music potiguar. E, pelos relatos dos próprios integrantes, a paisagem que se desenha é colorida, intensa e atravessada pela mesma energia coletiva que transformou o Taj Ma House em um dos nomes mais promissores da música eletrônica brasileira. O lançamento do álbum previsto para o segundo semestre de 2026.

SAIBA MAIS:
Hangar 2026 destaca cena potiguar; Taj Ma House foi o destaque da premiação
Janvita: a cantora que transcende e respira a house music de Natal



Fonte: saibamais.jor.br

Ocupação Literária abre domingo com manhã gratuita para crianças no TAM

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Ocupação Literária abre domingo com manhã gratuita para crianças no TAM

A terceira edição da Ocupação Literária reserva a manhã deste domingo (31) para o público infantil no Teatro Alberto Maranhão (TAM), em Natal. A partir das 9h30, a programação gratuita reúne literatura, música, contação de histórias e palhaçaria em atividades voltadas à aproximação das crianças com os livros, a imaginação e a criação artística.

A recepção do público ficará por conta de Bisteca e Bochechinha, dupla criada em 2003 pelos artistas Everardo Muniz e Dadá Muniz. Com mais de 20 anos de trajetória, os palhaços construíram uma presença reconhecida em espetáculos teatrais, apresentações circenses e músicas infantis. No TAM, conduzem a abertura da manhã em clima lúdico e interativo.

Depois da acolhida, a programação segue com o encontro “Ocupação Literária para as Infâncias: quando a imaginação acorda o que ainda não sabemos”, conduzido pelas escritoras Araceli Sobreira e Drika Duarte, com mediação do animador cultural Weid Sousa. A proposta é criar uma experiência participativa, combinando leitura em voz alta, conversa, escuta e interação com as crianças.

Araceli Sobreira fará uma leitura comentada de trechos de “Anura – a rã bailarina”, abrindo diálogo sobre natureza, imaginação e criação literária. Já Drika Duarte levará ao público leituras e conversas em torno dos universos simbólicos e poéticos da literatura infantil, em uma atividade marcada pelo encantamento e pela participação das crianças.

A manhã também terá música e poesia popular com o espetáculo “Cordéis e Canções para Pequeninos Corações”, criado pela cantora, compositora e cordelista pernambucana Mari Bigio, um dos nomes reconhecidos da cena infantil no país. A apresentação será em formato de trio, com músicos no palco, e repertório formado por canções autorais, cordéis e brincadeiras.

Toda a programação é gratuita, com acesso livre e entrada sujeita à lotação do Teatro Alberto Maranhão. A orientação da organização é que o público chegue cedo para garantir lugar.

Festival reúne autores potiguares e convidados nacionais

Além da manhã dedicada às crianças, a Ocupação Literária 2026 reúne autores de projeção nacional, escritores potiguares, performances, oficinas e lançamentos editoriais. O evento começa no sábado (30) e segue até o domingo (31), com programação completa disponível no perfil oficial do festival no Instagram: @ocupacao_literaria.

Entre os destaques está a escritora Ana Maria Gonçalves, autora do romance “Um Defeito de Cor”, considerado uma das obras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Ela participa, no sábado à noite, da mesa “Reescrever o Brasil pela memória”, em um debate que atravessa literatura, ancestralidade e reconstrução histórica.

No domingo à tarde, a escritora Tati Bernardi participa da conversa “Uma narradora pouco confiável”. Conhecida pela combinação de humor, ironia e densidade emocional, ela transita entre romances e crônicas.

A programação também inclui o jornalista e biógrafo Lira Neto, autor da trilogia sobre Getúlio Vargas; o escritor e tradutor Caetano Galindo; o romancista cearense Stênio Gardel, vencedor do National Book Award na categoria literatura traduzida; e nomes da literatura contemporânea nacional, como Vitor Martins, autor do best-seller “Quinze Dias”. A obra foi adaptada para o cinema pelo diretor Daniel Lieff e tem estreia marcada para 18 de junho em todo o Brasil.

A cena potiguar também ocupa espaço central no festival, com a participação de Ana Santana, Maria Elza Bezerra Cirne, Gabriel Dantas, Thiago Gonzaga e Ivan Cabral, além de slammers e artistas da oralidade. A proposta é colocar diferentes linguagens em diálogo dentro da programação.

Outro nome presente é o da escritora e tradutora natalense Bruna Dantas Lobato, radicada nos Estados Unidos. Ela é autora de “Horas azuis”, romance de estreia lançado em 2025 pela Companhia das Letras no Brasil, em tradução da própria autora do inglês para o português, e pela Grove Atlantic nos Estados Unidos, entre outros países. Seus contos já foram publicados em revistas americanas como The New Yorker, A Public Space, The Common e Guernica Magazine. Em 2024, Bruna foi chamada pelo jornal The New York Times de “uma verdadeira estrela da literatura”.

Fonte: saibamais.jor.br

Associação Esportiva Esperança estreia com vitória no Campeonato Municipal

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A Associação Esportiva Esperança começou com o pé direito sua caminhada no Campeonato Municipal. Na estreia da competição, realizada neste domingo, a equipe venceu o Mauá pelo placar de 3 a 0, em partida disputada na localidade de Igreja Nova, fora de casa.

O resultado demonstra a força, a dedicação e o compromisso dos atletas, que fizeram uma grande apresentação e conquistaram três pontos importantes logo na primeira rodada.

O vereador-presidente e incentivador da equipe destacou a importância do esporte amador para a comunidade e parabenizou todos os jogadores pela entrega dentro de campo.

“A nossa Associação Esportiva Esperança mostrou raça, união e determinação. Essa vitória é fruto do trabalho de todos que acreditam no esporte como ferramenta de inclusão, lazer e desenvolvimento social. Parabéns aos nossos atletas e à torcida que sempre nos apoia”, destacou.

Com a vitória na estreia, a Associação Esportiva Esperança inicia sua trajetória no Campeonato Municipal com confiança e motivação para os próximos desafios da competição.

Ouro impulsiona Currais Novos e mudará até traçado da BR-226

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Ouro impulsiona Currais Novos e mudará até traçado da BR-226

A exploração comercial do ouro em Currais Novos, no Seridó potiguar, tem movimentado a economia do município e gerado mudanças. No futuro, até o traçado da BR-226, rodovia federal que serve de ligação para Natal e outros estados, sofrerá alteração para avançar numa área de mineração. Em meio aos avanços, porém, moradores também reclamam de problemas como as explosões e poeira nas casas vizinhas. 

Currais Novos já responde por 83% do valor arrecadado pelo Rio Grande do Norte via Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), os chamados royalties da mineração. Os dados são da Agência Nacional de Mineração (ANM) e se referem de janeiro a abril de 2026. 

Neste período, do total de R$ 8,3 milhões gerado em receita pelo Estado, o município seridoense é responsável por R$ 6,9 milhões — desses, R$ 6,6 milhões são só do minério do ouro. O minério de tungstênio arrecadou menos de R$ 300 mil, enquanto granito, areia e xisto vem bem atrás. Já em 2025, o RN arrecadou R$ 12,6 milhões — R$ 7,8 milhões desse valor veio só de Currais Novos, e R$ 6,9 milhões apenas do ouro.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Currais Novos, David Narwith, os números da Compensação Financeira pela Exploração Mineral reforçam algo que Currais Novos já vivencia historicamente: a mineração continua sendo um dos grandes vetores do desenvolvimento econômico do município. 

Ele afirma que os royalties da mineração permitem a Currais Novos ampliar sua capacidade de investimento em áreas essenciais, fortalecer serviços públicos e criar condições para impulsionar o desenvolvimento econômico e social. 

“Nós entendemos que a mineração gera riqueza, emprego, movimenta a economia local e fortalece diversos setores, do comércio aos serviços. Porém, o nosso grande desafio é fazer com que essa riqueza tenha impacto duradouro. Ou seja, transformar uma receita que é finita, ligada à exploração mineral, em um legado permanente para a população, por meio de investimentos estruturantes, qualificação profissional, infraestrutura, diversificação econômica e melhoria da qualidade de vida”, aponta.

“Currais Novos vive um momento importante, especialmente diante das novas perspectivas para o setor mineral na região do Seridó. Precisamos aproveitar essa oportunidade com responsabilidade, planejamento e visão de longo prazo, para que os frutos desse crescimento sejam percebidos não apenas agora, mas pelas próximas gerações”, prossegue Narwith. 

BR-226

As mudanças geradas pelo ouro também deverão ser sentidas em breve por quem trafega pela BR-226. Em fevereiro, a empresa canadense Aura Minerals anunciou que foi autorizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a realocar a rodovia federal que atravessa parte da Mina Borborema para ampliar a exploração do ouro.

Segundo a empresa, com a atualização do relatório técnico do projeto, a Aura amplia a sua base de Reservas Minerais em 82%, chegando a um total de aproximadamente 1,5 milhão de onças de ouro (cada onça corresponde a 31,1 gramas de ouro).

De acordo com a mineradora, o estudo de viabilidade indica estimativas de reservas prováveis de 40,7 milhões de toneladas de minério, com teor médio de 1,13 grama de ouro por tonelada, contendo aproximadamente 1.479 mil onças de ouro. A vida útil da mina será de 20 anos e 5 meses, com produção média estimada em mais de 20 mil kg de ouro por ano.

Procurada, a Aura Minerals informou na terça-feira (26) que o projeto da BR-226 ainda está em fase de ajustes de engenharia e, por isso, ainda não há definição sobre início ou prazo das obras. 

“Assim que houver avanço, a Aura fará a comunicação oficial”, disse a empresa.

Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes informou que no dia 3 de março de 2026 foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica estabelecendo as diretrizes para que a empresa Cascar Brasil Mineração Ltda. (subsidiária de Aura Minerals) elabore os projetos de engenharia e execute as obras do novo traçado para a rodovia.

Essa medida, segundo o Dnit, visa viabilizar a exploração de minérios localizados no subsolo do traçado atual, garantindo que não haja descontinuidade da operação rodoviária durante o processo.

O Dnit informou ainda que o início das obras está condicionado à aprovação dos projetos pelo Departamento, à obtenção das licenças ambientais e à conclusão das etapas de desapropriação. O acordo possui vigência de 730 dias, a contar da assinatura, podendo ser prorrogado. 

“Vale destacar que o acordo é de natureza não onerosa para o DNIT, cabendo à mineradora o aporte financeiro integral — desde o projeto até a entrega — sem qualquer custo para a União”, informou a autarquia.

Minérios

Sabe-se da presença de ouro na região desde pelo menos a década de 1940. Os primeiros registros estão ligados a descobertas feitas por garimpeiros e pequenos trabalhos de prospecção realizados na região do Seridó, quando já se reconhecia o potencial aurífero associado às estruturas geológicas da Faixa Seridó, uma região marcada por intensa atividade tectônica ao longo de centenas de milhões de anos.

Já a exploração mais estruturada começou algumas décadas depois, principalmente entre os anos 1970 e 1990, explica o professor Marcos Nascimento, docente do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Na época, porém, dificuldades econômicas, oscilações do mercado e principalmente limitações relacionadas ao abastecimento de água inviabilizaram a continuidade do beneficiamento do minério, levando à paralisação por muitos anos. 

“Portanto, o potencial mineral de Currais Novos não é algo novo; o que mudou foi o foco econômico da exploração. A cidade já possui uma tradição mineradora consolidada há décadas, inicialmente baseada principalmente na scheelita e em outros minerais associados da Faixa Seridó”, afirma o geólogo. 

Segundo Nascimento, hoje, o ouro assume protagonismo devido à demanda global, aos investimentos tecnológicos e à confirmação de grandes reservas economicamente exploráveis. 

“Isso explica por que a mineração continua influenciando diretamente o planejamento territorial e econômico local, incluindo debates sobre infraestrutura, como os estudos envolvendo o novo traçado da BR-226”, explica.

Meio ambiente

Com o avanço da mineração, uma das preocupações levantadas são os riscos ao meio ambiente. De acordo com Marcos Nascimento, a mineração moderna pode ser realizada com mecanismos de controle ambiental e social capazes de reduzir significativamente os impactos sobre a fauna, a flora e as comunidades do entorno. Isso ocorre por meio de estudos prévios, como a elaboração de EIA/RIMA (Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental), monitoramento contínuo da qualidade da água, do ar e do solo, recuperação de áreas degradadas, controle de ruídos, manejo de resíduos e programas de conservação ambiental. Além disso, a legislação brasileira exige licenciamento ambiental, compensações e acompanhamento por órgãos fiscalizadores, o que obriga as empresas a adotarem medidas técnicas para minimizar danos ambientais durante toda a vida útil da mina.

“No aspecto ecológico, uma das principais estratégias é evitar que a atividade mineral provoque perda irreversível da biodiversidade local. Para isso, são desenvolvidos programas de resgate de fauna, recomposição vegetal, monitoramento de espécies e recuperação progressiva das áreas mineradas. Em regiões semiáridas como o Seridó, esse cuidado é ainda mais importante devido à fragilidade dos ecossistemas da Caatinga”, explica o docente da UFRN.

Já em relação às populações próximas, segundo Nascimento, a mineração sustentável depende muito da chamada “licença social para operar”, ou seja, da construção de relações transparentes entre empresa e comunidade. 

“Isso envolve geração de emprego e renda, diálogo constante, programas sociais, qualificação profissional e mitigação de impactos sobre o cotidiano das pessoas. Mesmo assim, é importante reconhecer que toda mineração gera algum nível de transformação ambiental e social; o grande desafio é equilibrar desenvolvimento econômico, conservação ambiental e qualidade de vida das comunidades locais. Quando há fiscalização eficiente, participação da sociedade e compromisso técnico da empresa, torna-se possível reduzir impactos e ampliar os benefícios coletivos da atividade mineral”, afirma.

Ainda assim, contudo, os problemas aparecem. Em setembro de 2025, uma audiência pública debateu os impactos da exploração do ouro em Currais Novos. Na ocasião, Magno Cortez, presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais de São Luís, uma comunidade vizinha à mina da Aura, afirmou que as 33 casas da localidade convivem com os efeitos da mineração.

“Temos problemas hoje de poeira, explosões, muita coisa acontecendo que a comunidade não tinha antes. Hoje nós somos 24 ou 25 associados, mais de 100 pessoas na comunidade. São 33 casas, 25 anos de associação que nós temos no sítio São Luís, e a situação não tá boa. A gente tá vivendo hoje momentos que a gente nunca pensou que fosse passar”, relatou.

Celso Alves Filho, também morador da comunidade São Luís, disse ser a favor dos empregos gerados pela mineração no município, mas questionou a forma da Aura fazer o trabalho.

“Nós somos preocupados com o tão sonhado progresso que foi feito aqui com as minas anteriores, mas a maneira que esse progresso está chegando para nós está demasiado. A comunidade não aguenta”, contou.

Formação do ouro

É a inserção do município na Província Borborema, com destaque especialmente para a Faixa Seridó, que leva Currais Novos a ter tanto destaque nos minérios.

“A área passou por colisões continentais, metamorfismo, falhamentos e zonas de cisalhamento que deformaram profundamente as rochas e criaram caminhos para a circulação de fluidos hidrotermais ricos em vários metais. Essas estruturas funcionaram como verdadeiros ‘condutos geológicos’, permitindo a concentração de ouro, tungstênio e outros elementos ao longo de fraturas, veios de quartzo e zonas alteradas nas rochas”, diz o geólogo Marcos Nascimento.

A região possui uma diversidade de rochas, formada por gnaisses, micaxistos, quartzitos, mármores, granitos e pegmatitos. A interação entre fluidos magmáticos quentes e rochas carbonáticas também favoreceu a formação dos chamados escarnitos (skarns), depósitos extremamente ricos em minerais como scheelita (minério rico em W – tungstênio) e molibdenita (minério rico em Mo – molibdênio), como ocorre historicamente nas minas Brejuí e Bonfim, além de elementos como bismuto e ouro. 

No caso específico do ouro, grande parte da mineralização é classificada como ouro orogênico, típico de cinturões metamórficos antigos submetidos a forte deformação tectônica. 

“O calor, a pressão e os fluidos gerados durante esses eventos promoveram a dissolução e posterior precipitação do ouro em zonas estruturais favoráveis. Em outras palavras, Currais Novos reúne praticamente todos os elementos necessários para formar grandes depósitos minerais: rochas antigas, intensa deformação tectônica, circulação hidrotermal, magmatismo e uma longa evolução geológica, fatores que explicam sua liderança histórica e atual na mineração do Rio Grande do Norte”, conta o professor.

Fonte: saibamais.jor.br

A estratégia da mentira na política contemporânea

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A estratégia da mentira na política contemporânea

A mentira e a distorção dos fatos fazem parte da estratégia de lideranças fascistas e populistas  que buscam influenciar a opinião pública e consolidar apoio político. Segundo o historiador Federico Fincheltein , professor da New School for Social Research, em Nova York, no livro Uma breve história das mentiras fascistas (Editora Vestígio,2020) ,a criação de uma realidade paralela por meio da manipulação da verdade é uma característica recorrente do fascismo.

O autor cita alguns exemplos, como o ditador fascista Francisco Franco na Espanha, (governou de 1939 até sua morte, em 1975), mentiroso contumaz, que entre outras mentiras afirmou que Guernica tinha sido bombardeada pelos comunistas…e muitos acreditaram, “agindo dessa forma, ele cooptava a própria noção da verdade, afirmando que as mentiras não eram suas, mas sim dos seus inimigos políticos”.

A filósofa Hannah Arendt (1906-1975), mais especificamente o livro Entre o passado e o futuro (publicado em 1961 e no Brasil em 1997 pela Editora Perspectiva), argumenta que os regimes totalitários eliminam a distinção entre fatos e narrativas ideológicas, adaptando a realidade às suas mentiras. Para ela, a destruição da verdade factual é uma ameaça direta à vida democrática. Para ela, a verdade factual não é mais autoevidente do que a opinião, e essa pode ser uma das razões pelas quais os que sustentam opiniões acham relativamente fáceis desacreditar a verdade factual com simplesmente outra opinião e que a veracidade nunca esteve entre as virtudes políticas e mentiras sempre foram encaradas como instrumentos justificáveis pelos governantes.

No livro Eichmann em Jerusalém – sobre a banalidade do mal (Editora Companhia das Letras, 2000), equipara a responsabilização de Eichmann às mentiras de uma sociedade protegida contra a realidade  na qual os autoenganos, mentiras e estupidez  haviam se tornando enraizadas em sua mentalidade.

Para ela, o fascismo era uma mentira absoluta e com efeitos políticos devastadores na sociedade “porque os fascistas deliberadamente transformam mentiras em realidade”, e mais do que isso: trata-se da própria destruição da verdade.

Ao analisar o fascismo contemporâneo em Como funciona o fascismo – a política dos ‘nós’ e ‘eles’,(Editora L&PM, 2018), Jason Stanley estabelece as diferenças entre o fascismo e o populismo, no qual  o populismo “é o fascismo adaptado à democracia” e, entre outros aspectos que compõem os tópicos de análise (o passado mítico, propaganda, anti-intelectualismo, irrealidade, hierarquia, vitimização, etc.),  afirma que o populismo é uma interpretação autoritária da democracia que remodelou o legado do fascismo pós 1945 de modo a combiná-lo com procedimentos democráticos distintos.

Mas há algo que os une: o uso sistemático da mentira. E cita, entre outros exemplos  Donald Trump (são citados outros, inclusive do Brasil),  um mitômano que “tem usado técnicas específicas de propaganda, mentindo inconsequentemente, substituindo o debate racional pela paranoia e o ressentimento e colocando em dúvida a própria realidade”.

Para ele, os movimentos fascistas “têm ‘drenado pântanos’ por gerações, como a divulgação de acusações falsas de corrupção enquanto se envolve em práticas corruptas, que é típico da política fascista, e afirma que as campanhas anticorrupção estão frequentemente no centro dos movimentos políticos fascistas.

E quando um dos seus líderes – fascistas ou populistas – mente deliberadamente, trata-se de uma das estratégias  que são usadas como propaganda política,   com técnicas de propagação de mentiras em larga escala e em um fluxo constante, de manipulação de imagens com  o objetivo de enganar a opinião pública com mensagens, mesmo sabendo que são mentirosas. Como disse o psicanalista Paulo Schiller no livro A paixão pela mentira (Editora Todavia, 2025), ao analisar a mentira na política: “A mentira é dirigida a um outro e o mentiroso tem consciência de que seus enunciados são total ou parcialmente falsos. A finalidade é enganar o outro, levá-lo a crer no que é dito, numa situação em que o mentiroso dá a entender que diz a verdade”(p.180).

E se refere à apropriação, por parcelas da sociedade, dos discursos, mentiras, violências, maniqueísmo e falsidades de líderes hipócritas que, por exemplo, exalta a família imaculada, à pregação religiosa (principalmente em períodos eleitorais, mais para enganar e fingir, do que pela fé), “numa intolerância que  pretende suprimir diferenças e transformar dissidentes em inimigos”.

Em campanhas eleitorais, essa estratégia se manifesta principalmente pela disseminação em grande volume  de fake news, deepfakes e mensagens enganosas nas redes sociais. O objetivo é manipular percepções, reforçar crenças pré-existentes e desviar a atenção para questões relevantes, como, por exemplo, o passado (e às vezes, também o presente) de um candidato, mentindo sobre seu envolvimento com falcatruas, apresentando propostas que não irão cumprir. O problema é que muitas vezes, mesmo quando as informações falsas são desmentidas, elas continuam sendo aceitas por pessoas e grupos já convencidos, fortalecendo as chamadas “bolhas” de informação (na realidade, de manipulação)  nas quais se apela  mais para às emoções do que aos fatos.

São pessoas (e grupos) que acreditam e difundem teorias conspiratórias. Na eleição presidencial de 2022, entre outros exemplos,  uma das que circularam atribuíam a hackers russos  um  esquema  para beneficiar Lula,  que circulou em formato de áudio e vídeo, assim como um vídeo que dizia que havia votos  previamente inseridos nas urnas eletrônicas, detectadas pela Polícia Federal e estariam sendo enviadas aos municípios com votos já inseridos. Foi desmentido não apenas pelo TSE, mas por agências especializadas em checagem e pela própria Polícia Federal. Mas não alterou essas crenças, que continuaram a circular.

Nesse sentido,como indaga o jurista Lênio Strek:  como ter uma opinião pública em meio à burrice e a ignorância que circulam impunemente nas redes sociais e influenciam milhões de pessoas?

Os desmentidos não surtem efeito porque são direcionadas justamente para quem acredita nelas, como mensagens disfarçadas de notícia, sem que os que recebem verifiquem sua veracidade e  assim,  o uso sistemático de mentiras é uma estratégia que consegue enganar muitas pessoas, além de fomentar ódios e discórdias em relação aos que se confrontam com eles. E mesmo que uma de suas lideranças seja flagrada em ilicitudes, com provas (áudios, troca de mensagens etc.,) seus impactos em pesquisas eleitorais são menores do que a gravidade das denúncias e provas. Ou seja, não alteram substancialmente as intenções de votos, especialmente dos que já se decidiram e veem as denúncias como perseguição política.

As redes sociais ampliam esse fenômeno ao permitir a circulação rápida e massiva de conteúdos falsos, frequentemente mais velozes do que os mecanismos de checagem. O resultado é o fortalecimento de teorias conspiratórias, a polarização política, pondo em xeque o debate democrático.

Diante desse cenário, o combate à desinformação exige não apenas educação para a cidadania e pensamento crítico, porque não bastam apenas critérios de racionalidade e objetividade, mas a necessidade de se ter  mecanismos eficazes de responsabilização. Medidas com as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra fake news e deepfakes “de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam os processos de votação e a apuração e totalização de votos”  são fundamentais, com  sanções aos que as difundem. Trata-se de avanços importantes para proteger a integridade dos processos eleitorais e a própria democracia.

Fonte: saibamais.jor.br

Samba, roda de conversa, Ocupação literária e mais no domingo (31)

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#Meguia: Samba, roda de conversa, Ocupação literária e mais no domingo (31)
Foto: Sandro Menezes

Domingo é dia de ocupar a cidade com cultura, música e arte. A programação começa cedo com o Samba do Meio, a partir das 10h, no calçadão da Praia do Meio, em frente à estátua de Iemanjá. No mesmo horário, o Bosque Encena leva “As Aventuras de Pinóquio” ao Parque das Dunas, garantindo diversão para a criançada. À tarde, o parque recebe ainda a apresentação da Orquestra Potiguar de Clarinetes no projeto Som da Mata.

Quem gosta de literatura e boas conversas também encontra opções espalhadas pela cidade. O Teatro Alberto Maranhão recebe a Ocupação Literária, enquanto o Sarau Porão reúne Sidarta Ribeiro, Luiz Renato e Amanda Majuí em uma tarde de reflexões, arte e troca de ideias. Já para os amantes do samba, a homenagem à Damiana Chaves promete reunir muita música e celebração nas Rocas.

Quando a noite chegar, o ritmo continua. O Figa Bar promove uma dobradinha de Brasáfrica com Angelo Angolano e o tradicional Forró do Figa com Jane Cortez e Dani Ribeiro. Para quem prefere soltar a voz, o karaokê do Eletromusic Pub é uma boa pedida. E durante todo o dia, ainda dá tempo de conferir exposições espalhadas por Natal, mostrando que o domingo está longe de ser dia de ficar em casa.

Samba do Meio | 31.05 DOMINGO
LOCAL | Calçadão da Praia do Meio (em frente à estátua de Iemanjá)
HORÁRIO | A partir das 10h
ENTRADA | gratuito
INFORMAÇÕES | @RS_sambadomeiooficial

Roda de Samba para Damiana Chaves | 31.05 DOMINGO
LOCAL | Racing Esporte Club (rua do Areial, 268, Rocas)
HORÁRIO | A partir das 16h
ENTRADA | gratuito
INFORMAÇÕES | 

Karaokê | 31.05 DOMINGO
LOCAL | Eletromusic Pub (Av. Prudente de Morais, 5823 – Candelária, Natal)
HORÁRIO | A partir das 17h
ENTRADA | Entrada free
INFORMAÇÕES | @eletromusicpub

Brasáfrica + Forró do Figa | 31.05 DOMINGO
Brasáfrica com Angelo Angolano; Forró do Figa com Jane Cortez + Dani Ribeiro
LOCAL | Figa Bar (Rua Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | A partir das 18h
INFORMAÇÕES | @figa.bar

Som da Mata: Orquestra Potiguar de Clarinetes | 31.05 DOMINGO
LOCAL | Parque das Dunas
HORÁRIO | 16h30
ENTRADA | gratuita
INFORMAÇÕES | @somdamata

TEATRO _________________________

Bosque Encena: As aventuras de Pinóquio | 31.05 DOMINGO
LOCAL | Parque das Dunas
HORÁRIO | 10h
ENTRADA | gratuita
INFORMAÇÕES | @bosqueencena

RODA DE CONVERSA ______________________

Ocupação Literária | 31.05 DOMINGO
Programação de literatura
LOCAL | Teatro Alberto Maranhão (Praça Augusto Severo, s/n – Ribeira, Natal)
HORÁRIO | 14h
ENTRADA | Gratuito (bilheteria digital)
INFORMAÇÕES | @teatroalbertomaranhao.oficial

#SarauPorão | 31.05 DOMINGO
Com Sidarta Ribeiro, Luiz Renato e Amanda Majuí
LOCAL | Coletivo Porão das Artes (Rua Humberto de Campos, 3018 — Cotovelo)
HORÁRIO | 15h às 19h
INFORMAÇÕES | Coletivo Porão das Artes

CINEMA ____________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shoppin
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping

EXPOSIÇÕES _________________

“Futebol, arte e cultura no coração de Natal”, no Bardallos
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

Chuva de Poléns
Exposição de Ítalo Trindade, composta de montagens abstratas e de pinturas sobre e telas e papel, a mostra permeia os desdobramentos do estudo sobre luz e cor em diferentes instantes da carreira do artista.
LOCAL | Margem Hub, Rua da Sheelita, 59, Potilândia, Natal
DATA | Até 6 de junho de 2026
INFORMAÇÕES | @italo.trindade

“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico

PARQUES E EQUIPAMENTOS PÚBLICOS ___________________

Fica a dica: antes de sair de casa, vale conferir direitinho os dias de funcionamento e aproveitar os espaços que seguem abertos durante o feriado. Cultura, lazer e natureza seguem na programação!

CIDADE DA CRIANÇA
O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia.
LOCAL | Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
HORÁRIO | aberto das 8h às 18h
ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam)
INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal

FORTE DOS REIS MAGOS
O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada.
LOCAL | Forte dos Reis Magos (Praia do Forte)
HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção
ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança.
INFORMAÇÕES | Aqui

PARQUE DAS DUNAS
O Parque Estadual Dunas do Natal “Jornalista Luiz Maria Alves” é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira. Ele é considerado o maior parque urbano sobre dunas do Brasil, exercendo fundamental importância para a qualidade de vida da população natalense. O setor de uso público é o Bosque dos Namorados, que ocupa uma área aproximada de sete hectares, com mais de mil e trezentas árvores nativas da Mata Atlântica.
LOCAL | Avenida Alexandrino de Alencar s/n, Tirol
HORÁRIO | das 7h30 às 17h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras para manutenção
ENTRADA | R$ 1 (pode ser pago via pix)
São isentos de pagamento crianças de até cinco anos, adultos acima de 60 anos, escoteiros uniformizados e escolas públicas (com agendamento).

Foto: Sandro Menezes
Foto: Sandro Menezes

CAJUEIRO DE PIRANGI 
Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória.
LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do Norte
HORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO
TELEFONE | (84) 3113 – 6191
E-MAIL | [email protected]

BOSQUE DAS MANGUEIRAS
Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida.
LOCAL | entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova
HORÁRIO | de segunda a sexta das 8h às 14h
CONTATOS | [email protected] e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.

COMPLEXO CULTURAL RAMPA
O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”.
LOCAL | Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal
HORÁRIO | das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras
Entrada gratuita.

PINACOTECA POTIGUAR
Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”.
LOCAL | Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN
HORÁRIO | de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h
Entrada gratuita.

**** Este guia cultural está sujeito a alterações. Sentiu falta de algum evento? Manda que a gente publica! 



Fonte: saibamais.jor.br

Inspirado em Fernando Pessoa, cartunista Ivan Cabral lança livro neste domingo (31)

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Um dos principais cartunistas do país, o potiguar Ivan Cabral lança, neste domingo (31), “O menino navegante”, a primeira obra 100% escrita e ilustrada pelo próprio autor. O evento acontece a partir das 16h, no Teatro Alberto Maranhão, como parte da Ocupação Literária. O livro sai pela Escribas Editora.

O menino navegante” conta uma história lúdica sobre curiosidade e imaginação inspirada no verso “Navegar é preciso, viver não é preciso”, do português Fernando Pessoa. Ele comemora a parceria com a editora potiguar e ressalta que há tempos busca realizar mais essa meta:

“Fico feliz demais com esse lançamento. Já venho buscando publicar este livro há alguns anos e agora, por fim, vejo realizado esse objetivo.

SAIBA MAIS: “Assim como a religião, a mídia tradicional também é o ópio do povo”, reflete Ivan Cabral.

De Areia Branca para o mundo

Ivan Cabral nasceu em Areia Branca (RN) e está na lista dos grandes chargistas e cartunistas brasileiros, com prêmios e reconhecimento nacional.

Mestre em Educação e servidor aposentado da UFRN, se destaca há várias décadas no cenário artístico e cultural do Rio Grande do Norte por seu trabalho na TVU/UFRN e por suas charges publicadas em jornais locais durante vários anos, como Diário de Natal/O Poti e Novo Jornal.  

É autor de livros infantojuvenis como Estrela Cadente e Um Amigo Que Você Nem Imagina, além das coletâneas de charges Humor Diário e Humor Sustentável.

Saiba Mais sobre a programação da Ocupação Literária

Fonte: saibamais.jor.br

Sebo Magno e as três décadas do fabuloso ofício de guardar memórias

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Sebo Magno e as três décadas do fabuloso ofício de guardar memórias

Quem entra no Sebo Magno pela primeira vez dificilmente consegue percorrer o espaço com pressa. Livros empilhados, discos de vinil organizados em estantes, moedas antigas, quadros, objetos de colecionismo e pequenas relíquias dividem cada canto do imóvel na Avenida Comandante Petit, no Centro de Parnamirim. Entre uma prateleira e outra, a reportagem ainda encontrou dois dos cinco gatos que vivem no local, observando silenciosamente a movimentação de clientes e curiosos.

O ambiente parece resistir ao tempo. Ou talvez tenha feito do próprio tempo o seu principal acervo.

À frente de tudo está Magno Arlindo, conhecido por gerações de leitores e colecionadores. Há mais de três décadas ele mantém o empreendimento que começou por necessidade e acabou se transformando em projeto de vida:

“Foi por falta de opção. Eu não consegui arrumar emprego e resolvi colocar um sebo”, conta, para lembrar o apoio que teve da mãe:

“Eu já gostava muito desse tipo de negócio e minha mãe me incentivou. Ela dizia: ‘bota isso aí, rapaz, vai dar certo’.

Quando começou, no início da década de 1990, praticamente não existiam sebos com ponto fixo na região. A comercialização de livros usados acontecia principalmente em feiras livres. Magno decidiu apostar em um espaço permanente e viu o negócio crescer junto com a própria cidade.

O homem que negocia de tudo

Embora seja conhecido pelos livros, Magno faz questão de dizer que o sebo nunca se limitou a eles.

Ao longo dos anos, já comprou e vendeu moedas antigas, cédulas raras, cartões telefônicos, figurinhas, quadros, objetos decorativos, peças de colecionismo e uma infinidade de itens que hoje considera parte da memória material do cotidiano brasileiro.

“Tudo que é antiguidade eu trabalho. Graças a Deus eu entendo de tudo isso. Sei valores, conheço as peças. Desde papel antigo até objetos que muita gente nem imagina guardar”, afirma.

O fascínio pelo colecionismo aparece em cada frase. Não se trata apenas de comércio, mas de uma relação afetiva com os objetos e suas histórias.

Eu gosto dessa antiguidade do colecionismo”, resume.

Atualmente, os discos de vinil representam uma das maiores demandas do público. Segundo ele, o interesse pelos LPs voltou a crescer nos últimos anos.

“Vinil está muito em alta. Eu tenho uma quantidade muito grande e o pessoal procura bastante.”

Os livros sobre a história do Rio Grande do Norte também figuram entre os mais procurados.

SAIBA MAIS: Toca Discos: do sagrado ao profano, sebo na Cidade Alta tem raridades

Histórias que parecem ter saído dos livros

Em três décadas de balcão, Magno acumulou histórias que desafiam qualquer tentativa de organização temática. Uma delas envolve um homem que apareceu carregando o que parecia ser um violão dentro de uma capa:

“Perguntei se podia ver o que ele queria vender. Quando abriu, era um fuzil. Segundo ele, um AR-15. Todo estragado”, lembra, rindo da situação. O negócio, evidentemente, não foi adiante.

Outra história envolve um pequeno quadro que ele adquiriu sem imaginar seu valor. Durante uma feira, um restaurador especializado em obras de museu examinou a peça minuciosamente e decidiu comprá-la.

“Eu vendi por vinte reais. Depois ele me disse que aquela obra deveria estar num museu e que podia valer dez mil”, recorda.

Nem todas as experiências, porém, terminaram apenas como boas histórias para contar.

Magno já negociou até um meteorito sem saber que a comercialização desse tipo de patrimônio é proibida pela legislação brasileira. A situação chamou atenção das autoridades.

“Quase tive problema por causa disso. Eu não sabia que não podia vender essas peças. Hoje sei que são patrimônios que devem ir para museus e instituições”, lembra

Se os livros continuam presentes, o perfil dos leitores mudou.

O sebista observa que o hábito da leitura física perdeu espaço para o consumo rápido de informações nas telas. A transformação foi gradual, mas perceptível:

“As pessoas não querem mais ler direito. É muita coisa resumida na internet”, avalia.

Paradoxalmente, é a própria internet que ajuda a manter o negócio funcionando. Hoje boa parte das vendas acontece em plataformas digitais como Mercado Livre, Estante Virtual, OLX e Shopee. O trabalho é tão constante que os Correios passam diariamente para recolher encomendas.

“Tem dia que vendo três ou quatro livros pela internet. Se não fosse isso, talvez o ponto físico já tivesse fechado”, conta.

A adaptação ao comércio digital permitiu que exemplares encontrados em Parnamirim chegassem a leitores de diferentes regiões do país, ampliando o alcance de um negócio que nasceu de forma modesta.

Um sebo como patrimônio afetivo

Durante a conversa, Magno lamenta a redução de feiras culturais e eventos voltados para artistas, artesãos e colecionadores. Para ele, iniciativas desse tipo fortalecem a circulação da cultura local e ajudam a preservar memórias que dificilmente encontram espaço em grandes centros comerciais.

Mesmo assim, não demonstra frustração com o caminho que escolheu.

Quando questionado sobre sonhos ainda não realizados para o empreendimento, a resposta vem sem hesitação.

“Não. Eu gosto do meu empreendimento. Sou feliz.”

Depois de alguns segundos, completa:

Eu adoro livro. Queria morrer dentro de livro. O que eu não queria era ficar sem entender mais de livro ou sem poder negociar com isso.”

A frase parece resumir a essência do lugar.

Em uma época marcada pela velocidade dos algoritmos, o Sebo do Magno continua funcionando como um território onde os objetos carregam passado, as histórias surgem sem aviso e o tempo parece caminhar em outro ritmo. Entre pilhas de livros, discos de vinil e gatos que circulam livremente pelos corredores, Magno segue fazendo o que começou há mais de 30 anos: preservando memórias, uma peça de cada vez.

Serviço
O Sebo Magno fica localizado na Av. Comandante Petit, 158 – Centro, Parnamirim/RN.
Instagram: @sebomagno

SAIBA MAIS: Uma jornada pelos sebos da Grande Natal



Fonte: saibamais.jor.br

Por que as ações da família Bolsonaro são uma ameaça à soberania do Brasil

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Por que as ações da família Bolsonaro são uma ameaça à soberania do Brasil

A soberania nacional não se resume à defesa das fronteiras. Soberania envolve a capacidade de um país decidir seu próprio destino, proteger suas instituições e conduzir sua política externa de acordo com seus interesses. Sob essa perspectiva, o Brasil vem assistindo, nos últimos anos, à família Bolsonaro trabalhar contra os interesses nacionais.

São vários os exemplos. E tão importante quanto identificá-los é entender que o conjunto de ações realizadas com esse objetivo antinacional não são episódios isolados, mas parte de um projeto político destinado a enfraquecer a autonomia do país, tensionar as instituições democráticas e aumentar nossa dependência em relação a interesses estrangeiros.

Um dos exemplos mais aviltantes — e ainda hoje difíceis de acreditar — foi a articulação do ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro junto a setores políticos norte-americanos, que resultou na taxação de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.

Uma medida que afetou a economia e a geração de empregos e cujos efeitos poderiam ter sido ainda mais graves não fosse a competência e a agilidade do governo Lula para revertê-la.

O gesto de continência à bandeira dos Estados Unidos feito por Jair Bolsonaro durante seu período como presidente é outro exemplo de sabujice. Trata-se de um aceno que nada tem a ver com demonstração de cordialidade diplomática. No caso de Bolsonaro, é um símbolo de subordinação política e ideológica incompatível com a tradição de independência da política externa brasileira. E símbolos importam, especialmente quando transmitidos por chefes de Estado.

Também gera preocupação a defesa da classificação de facções criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas. Já comentei aqui que, embora o combate ao crime organizado seja uma necessidade indiscutível — e o governo Lula venha adotando medidas efetivas nesse sentido —, essa classificação pode abrir espaço para uma ingerência direta no Brasil por parte de agências, organismos e até governos estrangeiros. A legislação norte-americana autoriza que os Estados Unidos atuem em outros países para combater organizações classificadas como terroristas, o que, por si só, já deveria acender um alerta.

Essa decisão tem potencial de provocar uma série de impactos econômicos para o Brasil, com reflexos sobre empresas, empregos e a imagem do Brasil no exterior. Entre os efeitos para a economia estão o aumento dos riscos para bancos, fintechs e seus clientes em operações internacionais, a possibilidade de rebaixamento da nota de crédito do país por agências de rating, a redução da atração de investimentos estrangeiros e o encarecimento dos custos de seguro e logística para empresas brasileiras. Além disso, o turismo pode ser prejudicado por alertas consulares mais rígidos e pela diminuição de eventos corporativos.

Esses episódios se somam a outros acontecimentos que marcaram os últimos anos, como os ataques recorrentes ao sistema eleitoral sem a apresentação de provas consistentes de fraude; os questionamentos à legitimidade de instituições como o Supremo Tribunal Federal; o estímulo à desconfiança em relação aos mecanismos democráticos; e a busca constante por apoio político internacional para disputas internas brasileiras.

O denominador comum dessas iniciativas é a tentativa de enfraquecer os mecanismos de mediação democrática e concentrar a política em torno de lideranças personalistas.

Democracia e soberania caminham juntas. Um país soberano é aquele que possui instituições fortes, independentes e respeitadas, capazes de resolver seus conflitos sem tutela externa.

Quando agentes políticos recorrem a governos estrangeiros para pressionar autoridades nacionais, relativizam símbolos de independência nacional ou colocam em dúvida, sem provas robustas, os pilares do regime democrático, o resultado pode ser o enfraquecimento simultâneo da soberania e da própria democracia.

Por isso, repito: não se trata de fatos desconectados. São ações sucessivas que, vistas em conjunto, revelam uma visão política que coloca em risco a autonomia nacional, fragiliza as instituições republicanas e cria tensões permanentes contra a ordem democrática construída pela Constituição de 1988.

Também por isso, temos uma oportunidade histórica em outubro de 2026, quando iremos às urnas mais uma vez escolher nossos representantes. Nesse contexto, a reeleição de Lula e a formação de um Congresso comprometido com os interesses nacionais se apresentam como condições fundamentais para a preservação da soberania e da democracia brasileiras, além de garantir a continuidade dos avanços sociais e econômicos em curso no processo de reconstrução nacional.

Fonte: saibamais.jor.br

Marco de Touros pode voltar ao município de origem

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Marco de Touros pode voltar ao município de origem
Foto: Victor Eduardo/Museu Câmara Cascudo

O Marco de Touros, que remonta aos primeiros anos de ocupação portuguesa no território brasileiro, pode retornar ao seu município de origem, em Touros, no litoral do Rio Grande do Norte. Ao menos esse é o desejo da Prefeitura da cidade, que na semana passada realizou uma reunião com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília, para apresentar a demanda.

O monumento histórico, originalmente fixado no município de Touros, foi o primeiro marco de posse de terra firmado no território brasileiro. Ele está desde 2021 no Museu Câmara Cascudo (MCC), uma unidade especial da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal. Antes disso, passou pelo Forte dos Reis Magos, também na capital potiguar, onde chegou em 1976. 

Em Brasília, a ideia apresentada pelo prefeito Pedro Filho (PSD) foi que pudesse ser construído um museu em Touros para abrigar o objeto. Segundo o superintendente do Iphan no Rio Grande do Norte, João Gentil, que também participou da reunião, para que a ideia seja concretizada é preciso que sejam avaliadas as condições técnicas para a transferência. Ainda não há confirmação da mudança, e uma nova reunião em breve com os técnicos do Iphan deve ser realizada.

“Nós precisamos ver qual o local, onde é que vai ficar, como é que vai ser a questão da oxigenação. Várias coisas técnicas que os arqueólogos precisam ver e revisar para que a gente possa autorizar [a transferência]”, explica João Gentil.

O Marco Quinhentista, como também é chamado, é o monumento histórico mais antigo registrado no estado e teria sido instalado pelos portugueses na costa do Rio Grande do Norte no dia 07 de agosto de 1501 — o que também o tornaria o mais antigo marco da chegada dos portugueses ao país, segundo Luis da Câmara Cascudo. O monumento foi tombado em 1962.

Foto: Victor Eduardo/Museu Câmara Cascudo

Feito de mármore, o Marco de Touros tem 1,2 metro de altura, 30 centímetros de largura e 20 centímetros de espessura. Na parte da frente, há uma cruz e um escudo em alto relevo. A peça também tem uma marca de fratura e que pode ter sido remendada com argamassa, além de várias marcas de lascas e esfoliações. É que a população da Praia do Marco, então no município de Touros, acreditava que a coluna de pedra tinha propriedades milagrosas e usavam pedaços de mármore para fazer chás milagrosos.

“O Marco de Touros para nós potiguares é um dos maiores achados arqueológicos que nós temos no Rio Grande do Norte”, define o superintendente do Iphan.

A Agência SAIBA MAIS também procurou o prefeito Pedro Filho, mas não obtivemos retorno. 

Chegada dos portugueses pode ter ocorrido pelo RN

Um estudo publicado no Brazilian Journal of Science contesta a versão oficial sobre a chegada dos portugueses ao Brasil. A pesquisa aponta que o primeiro ponto de contato da missão de Pedro Álvares Cabral com o território nacional ocorreu no Rio Grande do Norte, e não em Porto Seguro, sul da Bahia, como consta nos livros de história. 

Para sustentar essa afirmação, os professores Carlos Chesman, do departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Cláudio Furtado, da Federal da Paraíba (UFPB), que lideram o estudo, refizeram cálculos e combinaram dados físicos, mapas interativos, imagens de satélite e cruzaram documentos da época com evidências geográficas e oceanográficas.

Os pesquisadores converteram os dados de distância mencionados na carta de Pero Vaz de Caminha e simularam a aproximação da costa usando softwares. Também realizaram expedições mar adentro para fotografar, a partir da mesma distância descrita na carta, as montanhas avistadas pela esquadra. O estudo indica que o monte avistado em 1.500 (indicado nos livros como Monte Pascoal) seria, na verdade, o Monte Serra Verde, localizado no interior do RN, perto de João Câmara.

Saiba Mais: Estudo aponta que chegada dos portugueses ao Brasil ocorreu pelo RN e não pela BA

Pero Vaz de Caminha, escrivão da frota de Cabral, descreveu em sua famosa carta as profundidades do mar e uma montanha alta e arredondada avistada do navio. Segundo os pesquisadores, a descrição bate com a geografia do litoral potiguar, mais especificamente com a região entre as praias do Marco, e de Zumbi, em Rio do Fogo, próximo à foz do rio Punaú.

As simulações por GPS indicam que a chegada pela Bahia não corresponderia aos ventos e correntes da época. Já a rota pelo RN segue o trajeto natural das correntes atlânticas, descritas nos diários de navegação do século XV.

A localização do desembarque na carta também coincide com a existência do marco português, hoje representado por uma réplica na praia do Marco. O ponto sugerido para esse desembarque fica a cerca de 60 quilômetros dali, exatamente como descrito no documento histórico.

Fonte: saibamais.jor.br