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Seinfra diz que perda de areia na engorda de Ponta Negra foi de 6%

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“Espelhos d’água” em Ponta Negra são propositais, diz secretário

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) disse que a perda de areia na engorda de Ponta Negra foi de 6% e não de quase 40%, conforme estudo realizado pela Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec).

A Prefeitura realizou uma coletiva de imprensa na última quarta-feira (3). Na ocasião, a secretária de Infraestrutura disse que o relatório elaborado em fevereiro deste ano aponta, na verdade, a movimentação de 40% da areia da faixa emersa da praia. O documento analisou especificamente a faixa de praia e registrou a movimentação natural dos sedimentos ao longo da orla, um comportamento previsto em intervenções dessa natureza.

De acordo com a pasta, os dados mais recentes, obtidos em maio e incorporados a um novo relatório em elaboração pela Funpec, indicam que aproximadamente 94% do volume total de areia está mantido na praia de Ponta Negra, representando uma perda estimada de cerca de 6%.

Para a Seinfra, a perda gradual de parte dos sedimentos é um comportamento previsto em obras de aterro hidráulico, em função da dinâmica natural do ambiente costeiro. Por isso, os estudos técnicos já contemplavam a necessidade de reposições periódicas de areia, estimadas em cerca de sete anos, conforme as condições da região. Além disso, o processo de adaptação e estabilização da nova faixa de areia integra o planejamento da obra e segue sendo acompanhado por monitoramento contínuo.

A secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, reforçou que o comportamento observado está dentro das previsões técnicas. 

“A dinâmica costeira naturalmente promove o transporte e a redistribuição dos sedimentos. Os estudos mais recentes demonstram que o aterro segue em processo de estabilização e que a grande maioria do material, cerca de 94%, permanece na área prevista pelo projeto”, afirmou.

Estudo da Funpec

O relatório da Funpec dividiu a análise em três pontos: área A (Via Costeira), área B (Ponta Negra) e área C (Morro do Careca). No período de um ano, o volume de areia em toda a engorda saiu de 1,02 milhão m³ para 619,8 mil m³, uma diferença de volume de 400,9 mil m³ (39,27%).

A Via Costeira apresentou a maior redução absoluta, com perda de 207.059,2 m³, correspondendo a aproximadamente 49,74% do volume inicialmente disposto. Já a área B (Ponta Negra) registrou perda volumétrica de 82.748,3 m³, o que corresponde a 21,21% do volume inicial, enquanto a diferença no Morro do Careca foi de 51,87% (passou de 214,2 mil m³ para 103,1 mil m³).

Saiba Mais: Morro do Careca perdeu metade da areia depositada na engorda de Ponta Negra

O relatório aponta que houve perda de sedimentos em todas as zonas analisadas, ainda que processos naturais, como o transporte de sedimentos do fundo oceânico para a zona emersa, possam gerar acréscimos temporários e localizados no estoque arenoso.

De acordo com a conclusão do documento, a análise dos dados evidencia que o aterro hidráulico apresentou efeito temporário em alguns pontos. A engorda aumentou o estoque sedimentar na maior parte da praia, sobretudo na Zona B (Ponta Negra), mas não conseguiu conter os processos erosivos no extremo sul, na Zona C (Morro do Careca), onde os processos naturais associados à drenagem concentrada continuam a atuar como principal agente de instabilidade.

As projeções levantadas pela Funpec indicam que, sem intervenções complementares, a tendência é de continuidade da perda de sedimentos no Morro do Careca e redistribuição dos materiais para Ponta Negra até que se atinja um novo equilíbrio sedimentar. As intervenções citadas são:

• Reaterro

• Controle de drenagem a montante

• Redimensionamento dos dissipadores

• Implantação de lagoas de captação/infiltração no bairro de Ponta Negra

“De forma geral, os resultados permitem concluir que o aterro hidráulico melhorou as condições da praia, mas não solucionou o problema estrutural no Morro do Careca, onde a ação combinada da drenagem pluvial e da energia de ondas mantém a erosão. Além disso, confirmam a ocorrência de transporte de sedimentos do sul para o centro e norte da praia, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e de medidas adicionais de contenção”, afirma o relatório.

Episódios críticos de erosão

O estudo revela que, durante o período analisado, ocorreram quatro eventos críticos de rompimento do aterro hidráulico. O primeiro foi em 6 de fevereiro de 2025, poucos dias após a entrega da obra, quando uma voçoroca se abriu e precisou ser aterrada. 

Saiba Mais: Engorda: Ponta Negra tem quiosques fechados e turistas revoltados

O segundo episódio aconteceu em 18 de junho do ano passado, quando novo rompimento causou erosão no sopé do Morro do Careca, desta vez sem recomposição imediata. Ambos os episódios foram desencadeados pela concentração de fluxos oriundos da drenagem da área urbana adjacente à praia, ocasionando o extravasamento dos dissipadores que acabou direcionando o fluxo de água de grande parte da pós-praia para o sopé do morro, superando a cota do aterro hidráulico e iniciando processos erosivos acelerados.

Saiba Mais: Engorda da praia de Ponta Negra volta a alagar mais uma vez

O terceiro foi em outubro de 2025 em que se observou acúmulo de água na região pós-praia da engorda. A situação foi ocasionada, segundo o estudo, por uma maré alta coincidente com a superlua.

Saiba Mais: Mar avança sobre engorda de Ponta Negra e derruba cerca do Morro do Careca

O quarto foi novamente desencadeado pela concentração de fluxos de água pluviais adjacente à praia em fevereiro de 2026, direcionando o fluxo de água de parte da pós-praia para o sopé do morro, superando a cota do aterro hidráulico e iniciando processos erosivos acelerados.

Saiba Mais: Área da engorda da praia de Ponta Negra volta a alagar após chuvas

Fonte: saibamais.jor.br

Senadores abandonam PEC de Rogério Marinho após pressão

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL) como uma alternativa ao fim da escala 6×1 perdeu o apoio de ao menos três senadores que haviam inicialmente assinado a matéria. A proposição virou alvo de sindicatos e parlamentares de esquerdas por permitir flexibilizar a jornada de trabalho com o pagamento por hora trabalhada. 

A PEC 12/2026 foi apresentada horas depois da Câmara dos Deputados aprovar a matéria que acaba com a escala 6×1 e estabelece uma jornada de trabalho de 40 horas semanais com dois dias de descanso. 

Já a Proposta de Emenda à Constituição de Rogério permite a opção entre o regime tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo flexível baseado em horas trabalhadas. A proposta altera o art. 7º da Constituição Federal para assegurar a livre pactuação contratual entre empregado e empregador, mantendo garantias trabalhistas. O senador já falou até da possibilidade do trabalhador exercer jornadas que podem chegar a 50 horas semanais e recebeu apelidos como “PEC da 7×0” ou “PEC da escravidão”. 

Saiba Mais: Rogério Marinho sugere jornadas de até 50 horas e é criticado

Um dos que retiraram o apoio foi o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). Em vídeo divulgado nas redes sociais após uma reunião com sindicalistas, ele apresentou sua posição.

“A PEC [de Rogério Marinho] retira a presença do sindicato das negociações e isso a gente não pode admitir”, afirmou.

Cleitinho (Republicanos-MG) também voltou atrás e afirmou que pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) que dê prioridade e coloque em pauta a PEC que trata do fim da escala 6×1, vinda da Câmara dos Deputados. 

“Também solicitei a retirada das minhas assinaturas de outras PECs que tratam do mesmo assunto”, disse.

O recuo também partiu de correligionários. Romário (PL-RJ) se justificou nas redes sociais sobre a PEC do colega potiguar.

“Assinei porque achei importante que o tema fosse debatido no Senado, mas política também é saber ouvir a população. Depois de analisar melhor a proposta, entendi que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro. E, se o povo entende assim, não faz sentido eu continuar nela”, explicou.

“Crime contra o país”

Um dia antes da aprovação do fim da escala 6×1 na Câmara, Rogério defendeu que o relatório apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), sem compensação às empresas, seria “um desastre” e um “crime contra o país”.

A declaração foi dada em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na terça-feira (26).

“Eu, por mim, voto contra o relatório dele, do pé ao cabeçalho”, afirmou.

O texto foi aprovado na Câmara com votos favoráveis dos oito deputados do Rio Grande do Norte, o que só foi possível após recuo de três parlamentares representantes do bolsonarismo e do Centrão (General Girão e Sargento Gonçalves, do PL, e João Maia, do PP), que haviam assinado anteriormente a emenda para elevar a jornada semanal para 52h.

Foram dois turnos de votação: no primeiro, a proposta passou com 472 votos a 22, e no segundo com 461 a 19 votos. Agora, o texto segue para o Senado.

Segundo a proposta, a redução da carga horária semanal será feita sem redução de salários e com transição para chegar às 40 horas. A diminuição será aplicada de forma escalonada. Depois de dois meses da promulgação, a jornada cai para 42 horas e se mantém assim por mais um ano antes da implementação do teto de 40 horas.

Fonte: saibamais.jor.br

Limão com Mel, homenagem a Andrea Bocelli, rock e mais nesta sexta (5)

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Sextou em Natal e a cidade resolveu caprichar no cardápio cultural. O São João de Natal, promovido pela prefeitura de Natal, começa nesta sexta, na Arena das Dunas. A programação está recheada de atrações, como Cavaleiros do Forró e Limão com Mel.

Também tem forró das antigas no Bardallo’s para quem quer dançar agarradinho, rock no Sempre Rock e na Taverna para quem prefere gastar a sola do tênis ao som das guitarras, samba no Seu Zezin, música ao vivo espalhada por Ponta Negra e até uma homenagem a Andrea Bocelli no Teatro Riachuelo para quem está se sentindo mais sofisticado nesta sexta.

Os corajosos do microfone também têm vez no karaokê do Eletromusic Pub, enquanto a turma da Cidade Alta pode aproveitar a exposição “Futebol, Arte e Cultura em Natal” antes de emendar a noite nos bares do Centro Histórico.

E se a ideia for um programa mais tranquilo, ainda dá tempo de conferir exposições, teatro e uma sessão de cinema. Resumindo: nesta sexta-feira, Natal está daquele jeito que o potiguar gosta — com música, arte, encontro de amigos e a difícil missão de escolher apenas um lugar para estar.

São João em Natal | 05.06 SEXTA
LOCAL | Arena das Dunas (Av. Prudente de Morais, 5121, Lagoa Nova)
HORÁRIO | 20H30
INFORMAÇÕES | @natalprefeitura

Forró das Antigas | 05.06 SEXTA
LOCAL | Bardallo’s (Rua Gonçalves Lêdo, 678 – Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | 20H30
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

Biopar no Bar | 05.06 SEXTA
LOCAL | Figa Bar (Rua Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | A partir das 18h
INFORMAÇÕES | @figa.bar

Banda Cítrika | 05.06 SEXTA
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045 – Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | 19h
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Distorção João | 05.06 SEXTA
LOCAL | Natal Bier (Antiga Cervejaria Resistência – Rua Leonora Armstrong, 35, Ponta Negra)
HORÁRIO | A partir das 18h30
INFORMAÇÕES | @natal_bier

Rahony Ramires| 05.06 SEXTA
LOCAL | Páprika (Rua Pedro Fonseca Filho, 9001, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @paprikanatal

Covernation, no Wesley´s bar | 05.06 SEXTA
LOCAL | Wesley´s bar (Rua Alexandre Câmara, 1773, Capim Macio)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @wesleysbar

Afulepa | 05.06 SEXTA
LOCAL | Casanova (Av. Senador Salgado Filho, 3526 – Candelária, Natal)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Vendas Outgo
INFORMAÇÕES | @casanova

Karaokê | 05.06 SEXTA
LOCAL | Eletromusic Pub (Av. Prudente de Morais, 5823 – Candelária, Natal)
HORÁRIO | A partir das 20h
ENTRADA | Entrada free
INFORMAÇÕES | @eletromusicpub

Voltagem Máxima | 05.06 SEXTA
LOCAL | Taverna Pub (Rua Dr. Manoel Augusto Bezerra de Araújo, 500 – Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | 20h
INFORMAÇÕES | @tavernapubnatal

A Bella Italia – Especial Andrea Bocelli | 05.06 SEXTA
LOCAL | Teatro Riachuelo (Av. Nevaldo Rocha, 3775 – Tirol, Natal)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Ingressos a partir de R$ 75,00 em até 12x
INFORMAÇÕES | Teatro Riachuelo

DUMARESQ traz os clássicos dos anos 80/90 | 05.06 SEXTA
LOCAL | LaLuna Bar (Praça da Guerreira – Alameda das Acácias, 10 – Neópolis, Natal)
HORÁRIO | (consultar horário)
INFORMAÇÕES | @Laluna

Forró do Candieiro, na Casa do Matuto | 04.06 QUINTA
LOCAL | Casa do Matuto (Av. Presidente Café Filho, 700, Praia do Meio, Natal)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @casadomatutonatal

Grupo Zero84 e Mesa Doze | 05.06 QUINTA
LOCAL | Seu Zezin Botequim (Av. Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

Diego Di Moura e Fabinho Fernandes | 05.06 SEXTA
LOCAL | Só mais uma (Av. Engenheiro Roberto Freire, 8750, Capim Maio)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

TEATRO ______________________

 Entre Contos e Encantos do Reino Faz de Conta| 05.06 SEXTA
LOCAL | Teatro Alberto Maranhão (Praça Augusto Severo, s/n – Ribeira, Natal)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Ingressos via (84) 991058320 ou bilheteria do TAM
INFORMAÇÕES | @teatroalbertomaranhao.oficial

EXPOSIÇÕES ______________________

Chuva de Poléns
Exposição de Ítalo Trindade, composta de montagens abstratas e de pinturas sobre e telas e papel, a mostra permeia os desdobramentos do estudo sobre luz e cor em diferentes instantes da carreira do artista.
LOCAL | Margem Hub, Rua da Sheelita, 59, Potilândia, Natal
DATA | Até 6 de junho de 2026
INFORMAÇÕES | @italo.trindade

“Futebol Arte e Cultura em Natal”, no Bardallos
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico

CINEMA _________________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shoppin
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping



Fonte: saibamais.jor.br

Plataforma Juventude Solidária seleciona projetos voltados a territórios vulneráveis

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Organizações da sociedade civil, coletivos, associações e equipamentos públicos do Rio Grande do Norte têm até o dia 9 de junho para inscrever projetos na Plataforma Juventude Solidária, iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento do voluntariado e da participação social de jovens entre 16 e 29 anos.

Coordenada pela Secretaria Nacional de Juventude, em parceria com os ministérios da Educação e do Desenvolvimento e Assistência Social, a plataforma pretende conectar projetos sociais já desenvolvidos em comunidades de todo o país a jovens interessados em atuar como voluntários em ações de impacto social.

Podem se inscrever organizações com ou sem CNPJ, além de órgãos e equipamentos públicos que desenvolvam atividades ligadas a políticas sociais e tenham interesse em receber jovens voluntários. As inscrições são realizadas por meio da plataforma oficial integrada ao Brasil Participativo e ao GOV.BR.

Os projetos selecionados poderão receber até R$ 12 mil para custear despesas de execução das atividades, valor que será pago em seis parcelas mensais de R$ 2 mil. Os coordenadores também terão direito a uma bolsa no mesmo valor e formato de pagamento.

Em uma segunda etapa, serão abertas as inscrições para os jovens participantes. O edital prevê ajuda de custo mensal para até cinco voluntários por projeto, desde que estejam cadastrados no ID Jovem e atendam aos critérios estabelecidos.

Segundo a secretária de Juventude, Vitória Genuíno, a proposta busca fortalecer iniciativas já existentes nos territórios e ampliar o protagonismo juvenil:
“Mais do que um edital, o Juventude Solidária é uma plataforma de mobilização e transformação social. Queremos fortalecer iniciativas que já fazem a diferença nos territórios e ampliar as oportunidades para que mais jovens participem ativamente da construção de soluções para suas comunidades”, afirmou.

As propostas devem estar vinculadas a um dos oito eixos temáticos da plataforma: Saúde e Segurança Alimentar; Participação, Educação e Democracia; Comunicação e Tecnologia; Renda, Trabalho e Empreendedorismo; Cultura, Esporte e Lazer; Direito à Cidade, Moradia e Território; Acesso à Justiça e Segurança Pública; e Sustentabilidade e Meio Ambiente.

Entre os projetos já cadastrados está o Tambor dos Jerônimos: Juventude, Congada e Saberes Tradicionais, iniciativa da produtora cultural Carol Jerônimo voltada à preservação da cultura afro-brasileira por meio da Congada.

Além do apoio financeiro, a Plataforma Juventude Solidária oferecerá encontros virtuais e trilhas formativas sobre temas como voluntariado, mobilização social, monitoramento e gestão de projetos sociais.

As inscrições seguem abertas até 9 de junho. Acesse o formulário aqui.

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Fundo Brasil lança projeto para apoiar soluções climáticas de base comunitária

Fonte: saibamais.jor.br

Premiado no Hangar, Moisés de Lima apresenta o autoral “Black In”

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Antes de chegar ao Prêmio Hangar 2026 como Melhor Compositor do Ano, Moisés de Lima atravessou quase quatro décadas de música em Natal. Passou por bandas de garagem, bares, festivais estudantis, projetos culturais, casas noturnas e formações que ajudaram a dar corpo à cena roqueira da cidade. Esse percurso desemboca neste sábado, 6 de junho, às 20h, no Mestiços Bar e Espaço Cultural, em Ponta Negra, onde o músico, compositor e jornalista natalense apresenta o show autoral “Black In”. O couvert artístico custa R$ 15.

O repertório reúne músicas dos EPs “Afrika” e “Black In”, lançados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, em Natal, além de canções e temas instrumentais criados ao longo da trajetória do artista. O show passa pelo blues, pelo rock, por referências afro brasileiras e pela sonoridade da gaita diatônica, instrumento que se tornou uma das marcas de Moisés. No palco, ele será acompanhado por Thiago Andrade, na guitarra, Paulo Fernandes, no baixo, e Luiz Machado, na percussão.

“Black In” carrega também uma dimensão de memória. A faixa título homenageia Edgar Borges, o Blackout, poeta potiguar ligado à contracultura local, morto em 1999. A escolha revela uma linha importante do trabalho de Moisés, que aproxima música, território, ancestralidade e homenagem sem transformar a canção em peça solene. O blues aparece como linguagem, mas também como método de permanência. A gaita, o rock, a percussão e a palavra entram como formas de organizar afetos, perdas, referências e encontros.

O reconhecimento no Hangar veio acompanhado de outras indicações. O trabalho “Black In” também concorreu nas categorias Melhor Canção e Melhor EP, reforçando a presença de Moisés entre os nomes autorais da música potiguar em atividade. A premiação como Melhor Compositor do Ano confirma uma trajetória construída longe da pressa, com repertório próprio, circulação local e uma relação constante com músicos, poetas e grupos que marcaram diferentes momentos da cultura natalense.

Nascido em Natal, em 20 de outubro de 1966, Moisés iniciou sua trajetória musical no fim dos anos 1980, em bandas de garagem dedicadas ao repertório clássico do blues rock. Nesse período, participou de eventos de pequeno porte, festivais estudantis e comunitários, além de grupos que se apresentavam no bairro de Ponta Negra. Autodidata, aprendeu violão, guitarra elétrica, contrabaixo elétrico e gaita, ampliando aos poucos o próprio vocabulário musical.

Em 1992, passou a integrar, como contrabaixista, a banda Florbela Espanca, uma das referências da cena roqueira natalense daquele período, com apresentações em bares e festivais locais. Dois anos depois, entrou para a GRM Blues Band, grupo voltado à interpretação de clássicos do blues e do rock, mas também aberto à criação autoral. Ao lado de Ricardo Silva, compôs músicas como “Resurrection for the Blues” e “I Got Guitar”, incluídas no disco “Mãe Luiza in Blues”, gravado em 1995 e lançado posteriormente pelo selo Solaris, em 2002.

Em 1998, fundou o quarteto Bourbon 33, dedicado ao rock, ao blues e ao country na noite natalense. Com o grupo, apresentou se no evento Rua da Casa, na Casa da Ribeira, e no Projeto Seis e Meia, dividindo palco com a banda Cama de Gato, além de circular por diversas casas noturnas da capital. Entre 1999 e 2017, integrou a banda Os Grogs, que trabalhava com o resgate de clássicos do rock e também executava músicas autorais compostas por Moisés em parceria com artistas como o guitarrista Ricardo Silva e o poeta Graco Medeiros.

Uma dessas parcerias rendeu ao grupo o primeiro lugar no Festival MPBeco, em 2008, com a canção “Natal Canibal”, assinada por Moisés de Lima e Graco Medeiros. Como gaitista, Moisés também participou de shows e gravações de diversos artistas e grupos potiguares, consolidando uma presença discreta, mas recorrente, em diferentes frentes da produção musical local.

Atualmente, ele integra o grupo The Anthologics e desenvolve seu trabalho solo autoral, iniciado em 2023 com o lançamento do EP “Afrika”, projeto selecionado pela Seleção Pública da Lei Paulo Gustavo do Município de Natal. Em 2025, lançou o EP “Black In”, trabalho que amplia sua pesquisa musical e afirma uma assinatura própria dentro da música potiguar contemporânea.

No show deste sábado, essa história aparece condensada em repertório, timbre e presença de palco. “Black In” reúne o compositor premiado, o gaitista formado na escuta do blues, o músico que atravessou bandas e gerações, e o artista que transforma memória local em canção.

Serviço

Show “Black In”, de Moisés de Lima
Data: sábado, 6 de junho
Horário: 20h
Local: Mestiços Bar e Espaço Cultural, em Ponta Negra
Couvert artístico: R$ 15

Fonte: saibamais.jor.br

Casarão histórico de Assú gera disputa; Prefeitura nega demolição total

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O futuro de um dos casarões históricos mais conhecidos de Assú tem mobilizado órgãos públicos, entidades culturais e moradores do município. Após a demolição de um imóvel protegido por legislação municipal na Praça Getúlio Vargas, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou medidas urgentes para evitar que outro prédio histórico da mesma área tenha o mesmo destino.

O imóvel em questão é o Sobrado dos Amorins, conhecido popularmente como antigo Bar de Nego João e ligado à história da antiga Farmácia Amorim. O casarão integra a lista de bens protegidos pela Lei Complementar nº 063/2011, que estabelece normas para preservação do patrimônio cultural, histórico e arquitetônico de Assú. A legislação determina que os bens protegidos não podem ser destruídos ou demolidos e que eventuais intervenções precisam de autorização prévia dos órgãos competentes.

A preocupação aumentou após a confirmação da demolição de outro casarão histórico localizado na mesma praça. O caso foi denunciado pela Academia Assuense de Letras e posteriormente constatado em vistoria realizada pelo Ministério Público e pela Defesa Civil.

Fotos: AAL

Segundo o MPRN, a derrubada ocorreu com base em um relatório da Secretaria Municipal de Obras que apontava risco estrutural elevado. Entretanto, o órgão ministerial verificou que as conclusões foram fundamentadas apenas em avaliações visuais, sem a realização de sondagens, exames aprofundados ou testes laboratoriais capazes de comprovar tecnicamente a necessidade da medida irreversível.

Diante desse cenário, o Ministério Público recomendou que a Prefeitura de Assú apresente, em até 30 dias, um novo laudo pericial detalhado sobre o Sobrado dos Amorins. O documento deverá ser elaborado com metodologia técnica adequada e comprovação científica das condições estruturais do imóvel. A orientação é que o município busque alternativas de engenharia que conciliem a segurança da população com a preservação do patrimônio histórico.

Além disso, o MPRN determinou que o responsável legal pelo imóvel seja identificado e formalmente notificado em até dez dias úteis sobre a impossibilidade de realizar qualquer demolição sem autorização legal. O órgão também recomendou a abertura de procedimento administrativo para apurar responsabilidades pela destruição do casarão demolido neste ano. Caso as recomendações não sejam cumpridas, medidas judiciais poderão ser adotadas, incluindo ação civil pública por danos ao patrimônio cultural.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Valmor Clemente, negou categoricamente que exista qualquer plano para demolir integralmente o Sobrado dos Amorins.

“Não existe a menor possibilidade de demolição total do Casarão dos Amorins. Essa informação sobre uma suposta demolição clandestina na madrugada não procede de forma alguma”, afirmou.

Segundo ele, a situação do imóvel envolve uma complexa questão sucessória. De acordo com levantamento realizado pela prefeitura, existem aproximadamente 300 herdeiros vinculados ao bem. Após um chamamento público realizado por meio do Diário Oficial do Município, apenas uma herdeira apresentou documentação e, segundo Valmor, ela manifestou formalmente que não pretende demolir o prédio.

O coordenador também destacou que representantes da Defesa Civil, da Procuradoria-Geral do Município e do Ministério Público realizaram visitas aos casarões históricos do centro da cidade e que a prefeitura está concluindo um novo laudo técnico elaborado por uma equipe multidisciplinar de engenharia e urbanismo.

A expectativa é que o documento identifique pontos específicos com risco de desabamento e proponha intervenções pontuais voltadas à segurança dos pedestres, sem comprometer a preservação do imóvel.

A Prefeitura de Assú também afirmou, em nota, que não existe autorização para demolição total do casarão. Segundo a administração municipal, o imóvel está sendo analisado em procedimento administrativo próprio e acompanhado pela Defesa Civil, pela Procuradoria-Geral do Município e pelo Ministério Público.

Para a Academia Assuense de Letras, a discussão vai além da conservação física de um prédio antigo. A entidade destaca que o Sobrado dos Amorins guarda parte da memória social e cultural de Assú. No local funcionou a antiga Farmácia Amorim, inicialmente conhecida como Botica, considerada um ponto de encontro de intelectuais da cidade. O imóvel também abrigou a redação do jornal A Cidade, dirigido por Palmério Filho durante cerca de três décadas.

A Academia argumenta que a perda sucessiva dos casarões históricos compromete a identidade cultural do município e reduz o potencial turístico e educativo de uma cidade reconhecida como uma das mais antigas do interior potiguar.

Enquanto o Ministério Público cobra garantias técnicas para a preservação do patrimônio e a prefeitura assegura que não haverá demolição total, o futuro do Sobrado dos Amorins permanece em análise. O desfecho dependerá dos laudos técnicos em elaboração e das providências adotadas pelos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio histórico de Assú.

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Fonte: saibamais.jor.br

Infiltrações e equipamentos quebrados são rotina no Departamento de Artes da UFRN

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O estado da infraestrutura do Departamento de Artes (DEART) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) tem gerado preocupação entre estudantes, professores e demais usuários do espaço. Relatos da comunidade acadêmica apontam problemas recorrentes em salas de aula e áreas de circulação, incluindo infiltrações, falhas em equipamentos de climatização e necessidade de reparos em diferentes ambientes.

Entre as situações mencionadas estão a interdição do prédio anexo em períodos de chuva, registros de desprendimento de partes do teto, janelas danificadas e aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento. Segundo relatos recebidos pela reportagem da Agência Saiba Mais, as condições têm afetado atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas no departamento.

O prédio anexo, localizado ao lado da edificação mais antiga do DEART, é alvo frequente de reclamações. Integrantes da comunidade acadêmica afirmam que o espaço apresenta problemas estruturais e de manutenção há anos, o que limita seu uso pleno. Em períodos chuvosos, infiltrações costumam provocar restrições de acesso a algumas áreas do imóvel.

Procurada pela reportagem, a UFRN informou que as obras de requalificação do prédio anexo estão contempladas no Novo PAC Seleções, programa do Ministério da Educação.

Em nota, o centro afirmou que a execução das intervenções deverá ocorrer após a conclusão das obras do Teatro Jesiel Figueiredo, localizado no mesmo edifício. O CCHLA também informou que encaminhou, nos últimos meses, oito aparelhos de ar-condicionado para substituição de equipamentos que não estavam funcionando.

Ainda segundo a direção, as demandas de manutenção do DEART foram apresentadas à Superintendência de Infraestrutura da UFRN (Infra) e estão previstas para ocorrer em breve, seguindo o cronograma estabelecido pelo setor responsável.

Enquanto aguardam as melhorias anunciadas, estudantes e professores cobram soluções para problemas considerados urgentes. A expectativa da comunidade acadêmica é que as intervenções garantam melhores condições de segurança, conforto e funcionamento para as atividades desenvolvidas em um dos principais espaços de formação artística da universidade.

Até o momento, a UFRN não divulgou prazo para o início das obras de requalificação do prédio anexo nem para a conclusão das demais ações de manutenção previstas para o departamento.

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Fonte: saibamais.jor.br

São João no Beco une cultura popular e mobilização pelo fim da escala 6×1

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Forró, samba e música popular dividem espaço com debates sobre trabalho, cultura e direito à cidade na programação do São João no Beco 2026. Organizada pelo movimento Ocupe o Beco dos Artistas, a iniciativa ocupa o mês de junho com atividades culturais e ações de mobilização social em Mossoró.

Ao longo do mês, o espaço receberá apresentações de forró, samba, música popular potiguar e música eletrônica, reunindo artistas, trabalhadores e coletivos culturais da cidade em uma programação construída de forma colaborativa. Mais do que uma agenda de festas juninas, o projeto busca fortalecer o Beco dos Artistas como espaço permanente de convivência, produção cultural e organização popular.

A proposta surge em um contexto de crescente comercialização das festas juninas, que têm concentrado investimentos e visibilidade em grandes eventos e atrações nacionais. Para os organizadores, o São João no Beco representa uma alternativa voltada à valorização da produção cultural local e à ocupação dos espaços públicos pela população.

Segundo Iuna Brasil, uma das organizadoras da programação, o calendário vem sendo construído há meses por diferentes coletivos culturais mossoroenses.

“As expectativas são as mais altas possíveis. A gente tem preparado essa programação com muito carinho já há alguns meses, junto com os outros coletivos que também constroem, o pessoal do Tarará, a galera da Rádio Sarjeta, o Hip Hop daqui de Mossoró e vários coletivos que estão chegando junto na construção desse movimento”, afirma.

Ela destaca que a intenção é criar um espaço que amplie a circulação dos artistas locais e reconheça o trabalho de quem produz cultura cotidianamente na cidade.

“A cultura não é só um espaço para poucas pessoas e para esses artistas que vêm de fora, que sempre estão nos shows. É a galera que está produzindo cultura no dia a dia, que está lutando, batalhando para conseguir ter seu espaço também no circuito da cidade. Queremos que o Beco dos Artistas seja esse palco para essas pessoas”, diz.

A programação também dialoga com pautas sociais que têm mobilizado movimentos populares em todo o país. Neste ano, o São João no Beco incorpora a campanha nacional pelo fim da escala 6×1, defendendo o direito ao descanso, ao lazer e à participação na vida cultural.

Para Iuna, a discussão ganha ainda mais importância durante o período junino, quando muitos trabalhadores enfrentam jornadas intensificadas em setores ligados ao comércio, serviços e eventos.

“A conexão com a pauta do fim da 6×1 tem tudo a ver com esse calendário. Ainda é necessário fazer essa conscientização de que a mobilização popular precisa continuar para que a escala 6×1 seja de fato acabada no nosso país. Essa guerra ainda não está vencida”, afirma.

A organizadora também relaciona a pauta à defesa da valorização salarial e das condições de vida da população trabalhadora.

“Não só pelo fim da escala 6×1, mas pelo aumento do salário mínimo, que hoje é totalmente insuficiente para manter uma família. A gente entende que existe a necessidade de seguir mobilizado e dialogando com a população sobre essas questões”, acrescenta.

Na avaliação do movimento, a cultura pode funcionar como ferramenta de encontro, conscientização e fortalecimento comunitário. Por isso, a programação busca aproximar manifestações artísticas e debates sobre direitos sociais.

“Queremos ter um espaço que seja, de fato, do povo. Não dentro dessa lógica mercadológica e elitista que funciona em grande parte dos circuitos de eventos, mas um espaço de organização popular, mobilização e luta pelos nossos direitos”, afirma Iuna.

A programação do São João no Beco acontece durante todo o mês de junho no Beco dos Artistas, reunindo diferentes linguagens e públicos em uma ocupação cultural que pretende reafirmar o espaço como um dos principais pontos de encontro da cena independente mossoroense.

Confira a programação:

  • 5 de junho – Forró no Beco
  • 12 de junho – Rolê das Dez
  • 13 de junho – Samba no Beco, com roda de choro, samba e transmissão do jogo do Brasil
  • 20 de junho – Música Popular Potiguar
  • 27 de junho – Elefante Core

As atividades são abertas ao público e integram o esforço do movimento Ocupe o Beco dos Artistas para consolidar o espaço como um território permanente de cultura, convivência e organização popular em Mossoró.

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Fonte: saibamais.jor.br

Comunidade da Vila de Ponta Negra relata impactos da engorda em documentário

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“Só tem areia, areia cheia de cascalho de pedra. A engordar não foi nada bom. A praia acabou, a gente só vê o barulho das ondas, mas não vê as ondas. Ficou uma praia artificial”. O relato é da rendeira da Vila de Ponta Negra e mestra do pastoril, Maria Helena, no documentário “Maré Cheia: entre rendas, redes e resistência”.

A produção, a ser lançada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, faz o que a prefeitura de Natal não fez durante os processos de revisão do Plano Diretor e das obras da engorda de Ponta Negra: dá voz à comunidade tradicional da Vila de Ponta Negra, com relatos sobre os impactos sociais, ambientais e urbanos provocados pelas recentes intervenções na orla de Natal.

O documentário estreia na próxima quarta-feira (10), às 9h, no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, da UFRN.

A produção reúne histórias de moradores da Vila de Ponta Negra, pesquisadores, representantes do poder público e órgãos de fiscalização sobre as alterações promovidas na praia. O documentário dá visibilidade às comunidades tradicionais do território e às mudanças que vêm alterando modos de vida historicamente ligados à comunidade, como a pesca artesanal e a renda de bilro. 

A obra é fruto do projeto de extensão da “Esta cidade é minha: a comunicação como estratégia de visibilidade e fortalecimento na construção de territórios sustentáveis”, e foi desenvolvida pelas servidoras Tatiana Castro e Sandra Mara, da Comunica, e por Yann Henrique, Rierson Marcos, Beatrice Ramos e Gabriel Dias, estudantes do Departamento de Comunicação Social (Decom/UFRN).

A mestra do pastoril Maria Helena é uma das entrevistadas no documentário Maré Cheia – Foto: Divulgação

Tatiana Castro, coordenadora do projeto e diretora do documentário, conta que a ideia foi dar espaço para as vozes que normalmente não apareciam na mídia em matérias sobre a engorda — especialmente a comunidade tradicional. Entre os entrevistados, além da rendeira Maria Helena, estão a pescadora artesanal Núbia Peixoto, o geólogo Venerando Amaro, o procurador da República Camões Boaventura, entre outros. 

Tatiana conta que observou uma enorme sabedoria vinda da comunidade sobre os impactos da engorda, destacados por meio de uma ação do Ministério Público Federal (MPF) e de um relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontaram problemas e falhas na obra.

“A gente trouxe esses conhecimentos, esses saberes populares, ancestrais, para dialogar com esses outros saberes científicos que são tão importantes quanto. Por isso que a palavra da dona Helena e de Núbia são muito importantes, porque o MPF já estava em cima, as pessoas já estavam em cima, mas o que se sabia dos moradores, o que se sabia dos impactos de quem vive a Vila mesmo? A vila ainda está viva? A gente faz esse questionamento”, prossegue.

A diretora explica que o documentário não é contra a engorda, mas busca explicar como o processo foi feito. 

“Quais violações aconteceram, desde ambientais, a violações de direitos humanos. A gente também traz a antropologia para conversar um pouco a partir de uma professora e de uma pesquisadora da antropologia, para tentar entender essas comunidades tradicionais da Vila. E eu acho que a gente termina um pouco o documentário com uma ideia de esperança, de que há sim vida naquela Vila”, reflete Tatiana Castro.

Após a exibição, haverá uma roda de conversa mediada com convidados, promovendo a troca de perspectivas entre participantes e público sobre os temas abordados no documentário.

Confira o trailer:



Fonte: saibamais.jor.br

Iphan amplia ações de proteção em cavernas com sítios arqueológicos no RN

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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou, nos dias 26 e 27 de maio, uma missão técnica em cavernas com sítios arqueológicos localizados nos municípios de Martins e Baraúna, no Rio Grande do Norte. A atividade contou com a participação de especialistas do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio) e do Idema.

A ação integra os esforços da Rota das CaveRNas, iniciativa que reúne órgãos públicos e parceiros para promover a conservação, a pesquisa científica, o turismo sustentável e a valorização do patrimônio natural e cultural das regiões cársticas potiguares.

Durante a missão, as equipes realizaram vistorias nos sítios arqueológicos Casa de Pedra, em Martins, e Abrigo do Letreiro e Lajedo em Pé, em Baraúna. Os trabalhos tiveram como foco a proteção do patrimônio arqueológico e a definição de medidas para compatibilizar a visitação turística com a preservação dos locais.

O coordenador de Proteção e Normatização do Centro Nacional de Arqueologia, Manoel Gustavo Souto Maior de Lima, destaca a parceria interfederativa entre os órgãos do governo federal, estados e municípios, cumprindo o que reza o artigo 216 da Constituição Federal, sobre a responsabilidade de todos os entes na proteção, preservação e promoção do patrimônio público e cultural brasileiro.

“Esse é o início de uma parceria importante com esses municípios que possivelmente vão integrar uma Área de Proteção Ambiental (AP). Temos aqui uma parceria interinstitucional e interfederativa envolvendo o Iphan, o ICMBio, o Parque Nacional da Furna Feia, o Monumento Natural Estadual Cavernas de Martins (MONA), governo do estado, através do Idema, prefeituras… é um pacto já previsto na Constituição, mas que raramente acontece na prática. É o início de uma parceria ”, explicou.

Técnicos do Iphan, ICMbio, Idema e municípios do RN em vistoria / foto: divulgação

Inspeções

No sítio Casa de Pedra, localizado no Monumento Natural Estadual Cavernas de Martins, foram avaliadas ações para organizar a visitação e garantir a conservação das camadas arqueológicas e das características geológicas da caverna. O local é considerado de grande importância científica devido às pesquisas que identificaram vestígios da ocupação de povos originários pré-coloniais.

Já no Abrigo do Letreiro, conhecido pelas pinturas rupestres da Tradição Agreste, a equipe analisou projetos de acessibilidade e protocolos de visitação. Entre as medidas estudadas estão a instalação de passarelas de baixo impacto e regras para proteção das pinturas, como a manutenção de distância adequada dos visitantes e a proibição do uso de flash fotográfico.

Lajedo em Pé

Outro destaque foi a vistoria no sítio arqueológico Lajedo em Pé, formação calcária considerada única na região. O local tem despertado interesse de pesquisadores pela possibilidade de intervenções humanas antigas associadas à disposição das estruturas rochosas.

Além das inspeções, foram realizados procedimentos de georreferenciamento, cadastramento e atualização de informações dos sítios arqueológicos, acompanhados de recomendações para sua proteção e conservação.

Segundo os órgãos envolvidos, a missão fortalece a cooperação entre Iphan, ICMBio e Governo do Estado na preservação do patrimônio cultural e ambiental do Rio Grande do Norte. A experiência também deverá servir de referência para futuras ações em outras áreas do país que abriguem cavernas e sítios arqueológicos.

Fonte: saibamais.jor.br