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Entre o 13 e o 25 de Maio

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Por João Paulo Diogo e Guilherme Ribeiro

O mês de maio carrega profundas marcas na história dos povos negros no Brasil e no mundo. Entre o 13 de maio, data que oficialmente simboliza a abolição da escravidão no país e que também marca o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo, e o 25 de maio, Dia da África, somos convocados não apenas a recordar o passado, mas, sobretudo, a refletir sobre as permanências do racismo, da violência e das desigualdades que ainda atravessam a vida da população negra brasileira.

Segundo dados da plataforma Slave Voyages, cerca de 5.848.267 pessoas negras foram embarcadas à força do continente africano para o Brasil durante o tráfico transatlântico de escravizados. Destas, apenas 5.099.812 chegaram vivas. O abismo de 748.455 vidas ceifadas durante a travessia revela a dimensão brutal desse crime contra a humanidade.

Em 25 de março de 2026, a Assembleia Geral da ONU, a partir da liderança e articulação de Gana, aprovou uma resolução histórica reconhecendo oficialmente o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas como “o crime mais grave contra a humanidade”. Trata-se de um marco político e simbólico que reafirma a necessidade de reparação histórica e enfrentamento às desigualdades produzidas pela escravidão.

No contexto brasileiro, fomos o último país do continente americano a abolir oficialmente a escravidão. Após mais de 350 anos de exploração, o Estado brasileiro não construiu políticas de reparação para a população negra. Pelo contrário: consolidou mecanismos de exclusão social, econômica, territorial e simbólica. A Lei de Terras de 1850, as teorias eugenistas e os projetos de embranquecimento nacional estruturaram um país profundamente desigual. Marcado pela contradição do enriquecimento de uma classe senhorial, inicialmente, e burguesa, posteriormente, branca; por um lado, e pela manutenção de estruturas escravistas mesmo com o fim legal dessa prática horrenda, por outro lado.

O filósofo e jurista Silvio Almeida, em sua obra Racismo Estrutural, demonstra como essas políticas consolidaram uma visão racista de sociedade, na qual o “branqueamento” foi apresentado como sinônimo de progresso e civilização. Esse pensamento serviu de base para leis, práticas institucionais e políticas públicas que produziram pobreza, marginalização, violência contra a população negra.

As consequências desse processo seguem presentes no cotidiano brasileiro. O genocídio da juventude negra, a violência policial, o encarceramento em massa, o racismo religioso e a exclusão socioeconômica demonstram que a liberdade prometida em 1888 jamais se concretizou plenamente. Como afirma Sueli Carneiro, no Brasil, a pobreza tem cor.

O país apenas criminalizou oficialmente a discriminação racial no final da década de 1980, por meio da Constituição Federal de 1988 e da Lei nº 7.716/1989. Ainda assim, durante décadas, a injúria racial foi tratada de forma mais branda pela legislação brasileira. Somente em 2023 o Brasil passou a equiparar juridicamente os crimes de injúria racial ao crime de racismo, reconhecendo que ofensas relacionadas à raça, cor, etnia ou origem também constituem expressão direta do racismo estrutural presente na sociedade.

Ao observarmos a realidade do Rio Grande do Norte, os dados do Painel de Monitoramento da Justiça Racial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam a persistência dessa violência. Entre 2022 e 2025, a Justiça Estadual e Federal registrou 376 casos relacionados ao racismo, entre novos processos e casos pendentes. O levantamento aponta ainda que a faixa etária com maior incidência de vítimas está entre 26 e 35 anos, seguida pelo grupo entre 36 e 45 anos. Outro dado alarmante é que as mulheres aparecem como as principais vítimas dessas violências.

É nesse contexto que iniciativas de resistência e fortalecimento comunitário tornam-se fundamentais. No dia 16 de maio, no município de São Gonçalo do Amarante (RN), o terreiro Ilê Jejê Oxum Abalô, com apoio do Centro de Referência em Direitos Humanos Marcos Dionísio, realizou o evento “Fé, Resistência e Ancestralidade”. A atividade surgiu como resposta coletiva a episódios de racismo religioso e de agressões físicas sofridos por membros da comunidade e pelo próprio espaço sagrado.

O encontro reuniu mais de 50 pessoas, entre lideranças de comunidades tradicionais de matriz africana, representantes do poder público, parlamentares, organizações da sociedade civil e defensoras e defensores de direitos humanos da Grande Natal. Mais do que um evento, foi um ato que constituiu um espaço de afirmação da memória, da dignidade e do direito à existência dos povos de terreiro.

Os povos de matriz africana carregam uma herança civilizatória que resistiu aos navios negreiros, às perseguições policiais, às invasões religiosas e às inúmeras tentativas históricas de apagamento cultural. Cada toque de tambor, cada canto, cada ritual e cada gesto de acolhimento representam formas de continuidade de África viva no Brasil.

Durante o evento, foi lançada a Carta Fé, Resistência e Ancestralidade, documento que convoca a sociedade de São Gonçalo do Amarante ao enfrentamento do racismo religioso, à promoção da liberdade de crença e à construção de uma cultura pública de respeito às tradições de matriz africana.

Entre o 13 e o 25 de maio, o que está em disputa não é apenas a memória do passado, mas o direito ao presente e ao futuro das populações afroindígena brasileiras. Falar de ancestralidade é falar de justiça, reparação e equidade.

Fonte: saibamais.jor.br

Seinfra diz que perda de areia na engorda de Ponta Negra foi de 6%

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“Espelhos d’água” em Ponta Negra são propositais, diz secretário

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) disse que a perda de areia na engorda de Ponta Negra foi de 6% e não de quase 40%, conforme estudo realizado pela Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec).

A Prefeitura realizou uma coletiva de imprensa na última quarta-feira (3). Na ocasião, a secretária de Infraestrutura disse que o relatório elaborado em fevereiro deste ano aponta, na verdade, a movimentação de 40% da areia da faixa emersa da praia. O documento analisou especificamente a faixa de praia e registrou a movimentação natural dos sedimentos ao longo da orla, um comportamento previsto em intervenções dessa natureza.

De acordo com a pasta, os dados mais recentes, obtidos em maio e incorporados a um novo relatório em elaboração pela Funpec, indicam que aproximadamente 94% do volume total de areia está mantido na praia de Ponta Negra, representando uma perda estimada de cerca de 6%.

Para a Seinfra, a perda gradual de parte dos sedimentos é um comportamento previsto em obras de aterro hidráulico, em função da dinâmica natural do ambiente costeiro. Por isso, os estudos técnicos já contemplavam a necessidade de reposições periódicas de areia, estimadas em cerca de sete anos, conforme as condições da região. Além disso, o processo de adaptação e estabilização da nova faixa de areia integra o planejamento da obra e segue sendo acompanhado por monitoramento contínuo.

A secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, reforçou que o comportamento observado está dentro das previsões técnicas. 

“A dinâmica costeira naturalmente promove o transporte e a redistribuição dos sedimentos. Os estudos mais recentes demonstram que o aterro segue em processo de estabilização e que a grande maioria do material, cerca de 94%, permanece na área prevista pelo projeto”, afirmou.

Estudo da Funpec

O relatório da Funpec dividiu a análise em três pontos: área A (Via Costeira), área B (Ponta Negra) e área C (Morro do Careca). No período de um ano, o volume de areia em toda a engorda saiu de 1,02 milhão m³ para 619,8 mil m³, uma diferença de volume de 400,9 mil m³ (39,27%).

A Via Costeira apresentou a maior redução absoluta, com perda de 207.059,2 m³, correspondendo a aproximadamente 49,74% do volume inicialmente disposto. Já a área B (Ponta Negra) registrou perda volumétrica de 82.748,3 m³, o que corresponde a 21,21% do volume inicial, enquanto a diferença no Morro do Careca foi de 51,87% (passou de 214,2 mil m³ para 103,1 mil m³).

Saiba Mais: Morro do Careca perdeu metade da areia depositada na engorda de Ponta Negra

O relatório aponta que houve perda de sedimentos em todas as zonas analisadas, ainda que processos naturais, como o transporte de sedimentos do fundo oceânico para a zona emersa, possam gerar acréscimos temporários e localizados no estoque arenoso.

De acordo com a conclusão do documento, a análise dos dados evidencia que o aterro hidráulico apresentou efeito temporário em alguns pontos. A engorda aumentou o estoque sedimentar na maior parte da praia, sobretudo na Zona B (Ponta Negra), mas não conseguiu conter os processos erosivos no extremo sul, na Zona C (Morro do Careca), onde os processos naturais associados à drenagem concentrada continuam a atuar como principal agente de instabilidade.

As projeções levantadas pela Funpec indicam que, sem intervenções complementares, a tendência é de continuidade da perda de sedimentos no Morro do Careca e redistribuição dos materiais para Ponta Negra até que se atinja um novo equilíbrio sedimentar. As intervenções citadas são:

• Reaterro

• Controle de drenagem a montante

• Redimensionamento dos dissipadores

• Implantação de lagoas de captação/infiltração no bairro de Ponta Negra

“De forma geral, os resultados permitem concluir que o aterro hidráulico melhorou as condições da praia, mas não solucionou o problema estrutural no Morro do Careca, onde a ação combinada da drenagem pluvial e da energia de ondas mantém a erosão. Além disso, confirmam a ocorrência de transporte de sedimentos do sul para o centro e norte da praia, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e de medidas adicionais de contenção”, afirma o relatório.

Episódios críticos de erosão

O estudo revela que, durante o período analisado, ocorreram quatro eventos críticos de rompimento do aterro hidráulico. O primeiro foi em 6 de fevereiro de 2025, poucos dias após a entrega da obra, quando uma voçoroca se abriu e precisou ser aterrada. 

Saiba Mais: Engorda: Ponta Negra tem quiosques fechados e turistas revoltados

O segundo episódio aconteceu em 18 de junho do ano passado, quando novo rompimento causou erosão no sopé do Morro do Careca, desta vez sem recomposição imediata. Ambos os episódios foram desencadeados pela concentração de fluxos oriundos da drenagem da área urbana adjacente à praia, ocasionando o extravasamento dos dissipadores que acabou direcionando o fluxo de água de grande parte da pós-praia para o sopé do morro, superando a cota do aterro hidráulico e iniciando processos erosivos acelerados.

Saiba Mais: Engorda da praia de Ponta Negra volta a alagar mais uma vez

O terceiro foi em outubro de 2025 em que se observou acúmulo de água na região pós-praia da engorda. A situação foi ocasionada, segundo o estudo, por uma maré alta coincidente com a superlua.

Saiba Mais: Mar avança sobre engorda de Ponta Negra e derruba cerca do Morro do Careca

O quarto foi novamente desencadeado pela concentração de fluxos de água pluviais adjacente à praia em fevereiro de 2026, direcionando o fluxo de água de parte da pós-praia para o sopé do morro, superando a cota do aterro hidráulico e iniciando processos erosivos acelerados.

Saiba Mais: Área da engorda da praia de Ponta Negra volta a alagar após chuvas

Fonte: saibamais.jor.br

Senadores abandonam PEC de Rogério Marinho após pressão

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL) como uma alternativa ao fim da escala 6×1 perdeu o apoio de ao menos três senadores que haviam inicialmente assinado a matéria. A proposição virou alvo de sindicatos e parlamentares de esquerdas por permitir flexibilizar a jornada de trabalho com o pagamento por hora trabalhada. 

A PEC 12/2026 foi apresentada horas depois da Câmara dos Deputados aprovar a matéria que acaba com a escala 6×1 e estabelece uma jornada de trabalho de 40 horas semanais com dois dias de descanso. 

Já a Proposta de Emenda à Constituição de Rogério permite a opção entre o regime tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo flexível baseado em horas trabalhadas. A proposta altera o art. 7º da Constituição Federal para assegurar a livre pactuação contratual entre empregado e empregador, mantendo garantias trabalhistas. O senador já falou até da possibilidade do trabalhador exercer jornadas que podem chegar a 50 horas semanais e recebeu apelidos como “PEC da 7×0” ou “PEC da escravidão”. 

Saiba Mais: Rogério Marinho sugere jornadas de até 50 horas e é criticado

Um dos que retiraram o apoio foi o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). Em vídeo divulgado nas redes sociais após uma reunião com sindicalistas, ele apresentou sua posição.

“A PEC [de Rogério Marinho] retira a presença do sindicato das negociações e isso a gente não pode admitir”, afirmou.

Cleitinho (Republicanos-MG) também voltou atrás e afirmou que pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) que dê prioridade e coloque em pauta a PEC que trata do fim da escala 6×1, vinda da Câmara dos Deputados. 

“Também solicitei a retirada das minhas assinaturas de outras PECs que tratam do mesmo assunto”, disse.

O recuo também partiu de correligionários. Romário (PL-RJ) se justificou nas redes sociais sobre a PEC do colega potiguar.

“Assinei porque achei importante que o tema fosse debatido no Senado, mas política também é saber ouvir a população. Depois de analisar melhor a proposta, entendi que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro. E, se o povo entende assim, não faz sentido eu continuar nela”, explicou.

“Crime contra o país”

Um dia antes da aprovação do fim da escala 6×1 na Câmara, Rogério defendeu que o relatório apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), sem compensação às empresas, seria “um desastre” e um “crime contra o país”.

A declaração foi dada em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na terça-feira (26).

“Eu, por mim, voto contra o relatório dele, do pé ao cabeçalho”, afirmou.

O texto foi aprovado na Câmara com votos favoráveis dos oito deputados do Rio Grande do Norte, o que só foi possível após recuo de três parlamentares representantes do bolsonarismo e do Centrão (General Girão e Sargento Gonçalves, do PL, e João Maia, do PP), que haviam assinado anteriormente a emenda para elevar a jornada semanal para 52h.

Foram dois turnos de votação: no primeiro, a proposta passou com 472 votos a 22, e no segundo com 461 a 19 votos. Agora, o texto segue para o Senado.

Segundo a proposta, a redução da carga horária semanal será feita sem redução de salários e com transição para chegar às 40 horas. A diminuição será aplicada de forma escalonada. Depois de dois meses da promulgação, a jornada cai para 42 horas e se mantém assim por mais um ano antes da implementação do teto de 40 horas.

Fonte: saibamais.jor.br

Limão com Mel, homenagem a Andrea Bocelli, rock e mais nesta sexta (5)

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Sextou em Natal e a cidade resolveu caprichar no cardápio cultural. O São João de Natal, promovido pela prefeitura de Natal, começa nesta sexta, na Arena das Dunas. A programação está recheada de atrações, como Cavaleiros do Forró e Limão com Mel.

Também tem forró das antigas no Bardallo’s para quem quer dançar agarradinho, rock no Sempre Rock e na Taverna para quem prefere gastar a sola do tênis ao som das guitarras, samba no Seu Zezin, música ao vivo espalhada por Ponta Negra e até uma homenagem a Andrea Bocelli no Teatro Riachuelo para quem está se sentindo mais sofisticado nesta sexta.

Os corajosos do microfone também têm vez no karaokê do Eletromusic Pub, enquanto a turma da Cidade Alta pode aproveitar a exposição “Futebol, Arte e Cultura em Natal” antes de emendar a noite nos bares do Centro Histórico.

E se a ideia for um programa mais tranquilo, ainda dá tempo de conferir exposições, teatro e uma sessão de cinema. Resumindo: nesta sexta-feira, Natal está daquele jeito que o potiguar gosta — com música, arte, encontro de amigos e a difícil missão de escolher apenas um lugar para estar.

São João em Natal | 05.06 SEXTA
LOCAL | Arena das Dunas (Av. Prudente de Morais, 5121, Lagoa Nova)
HORÁRIO | 20H30
INFORMAÇÕES | @natalprefeitura

Forró das Antigas | 05.06 SEXTA
LOCAL | Bardallo’s (Rua Gonçalves Lêdo, 678 – Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | 20H30
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

Biopar no Bar | 05.06 SEXTA
LOCAL | Figa Bar (Rua Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | A partir das 18h
INFORMAÇÕES | @figa.bar

Banda Cítrika | 05.06 SEXTA
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045 – Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | 19h
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Distorção João | 05.06 SEXTA
LOCAL | Natal Bier (Antiga Cervejaria Resistência – Rua Leonora Armstrong, 35, Ponta Negra)
HORÁRIO | A partir das 18h30
INFORMAÇÕES | @natal_bier

Rahony Ramires| 05.06 SEXTA
LOCAL | Páprika (Rua Pedro Fonseca Filho, 9001, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @paprikanatal

Covernation, no Wesley´s bar | 05.06 SEXTA
LOCAL | Wesley´s bar (Rua Alexandre Câmara, 1773, Capim Macio)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @wesleysbar

Afulepa | 05.06 SEXTA
LOCAL | Casanova (Av. Senador Salgado Filho, 3526 – Candelária, Natal)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Vendas Outgo
INFORMAÇÕES | @casanova

Karaokê | 05.06 SEXTA
LOCAL | Eletromusic Pub (Av. Prudente de Morais, 5823 – Candelária, Natal)
HORÁRIO | A partir das 20h
ENTRADA | Entrada free
INFORMAÇÕES | @eletromusicpub

Voltagem Máxima | 05.06 SEXTA
LOCAL | Taverna Pub (Rua Dr. Manoel Augusto Bezerra de Araújo, 500 – Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | 20h
INFORMAÇÕES | @tavernapubnatal

A Bella Italia – Especial Andrea Bocelli | 05.06 SEXTA
LOCAL | Teatro Riachuelo (Av. Nevaldo Rocha, 3775 – Tirol, Natal)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Ingressos a partir de R$ 75,00 em até 12x
INFORMAÇÕES | Teatro Riachuelo

DUMARESQ traz os clássicos dos anos 80/90 | 05.06 SEXTA
LOCAL | LaLuna Bar (Praça da Guerreira – Alameda das Acácias, 10 – Neópolis, Natal)
HORÁRIO | (consultar horário)
INFORMAÇÕES | @Laluna

Forró do Candieiro, na Casa do Matuto | 04.06 QUINTA
LOCAL | Casa do Matuto (Av. Presidente Café Filho, 700, Praia do Meio, Natal)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @casadomatutonatal

Grupo Zero84 e Mesa Doze | 05.06 QUINTA
LOCAL | Seu Zezin Botequim (Av. Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

Diego Di Moura e Fabinho Fernandes | 05.06 SEXTA
LOCAL | Só mais uma (Av. Engenheiro Roberto Freire, 8750, Capim Maio)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

TEATRO ______________________

 Entre Contos e Encantos do Reino Faz de Conta| 05.06 SEXTA
LOCAL | Teatro Alberto Maranhão (Praça Augusto Severo, s/n – Ribeira, Natal)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Ingressos via (84) 991058320 ou bilheteria do TAM
INFORMAÇÕES | @teatroalbertomaranhao.oficial

EXPOSIÇÕES ______________________

Chuva de Poléns
Exposição de Ítalo Trindade, composta de montagens abstratas e de pinturas sobre e telas e papel, a mostra permeia os desdobramentos do estudo sobre luz e cor em diferentes instantes da carreira do artista.
LOCAL | Margem Hub, Rua da Sheelita, 59, Potilândia, Natal
DATA | Até 6 de junho de 2026
INFORMAÇÕES | @italo.trindade

“Futebol Arte e Cultura em Natal”, no Bardallos
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico

CINEMA _________________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shoppin
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping



Fonte: saibamais.jor.br

Plataforma Juventude Solidária seleciona projetos voltados a territórios vulneráveis

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Organizações da sociedade civil, coletivos, associações e equipamentos públicos do Rio Grande do Norte têm até o dia 9 de junho para inscrever projetos na Plataforma Juventude Solidária, iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento do voluntariado e da participação social de jovens entre 16 e 29 anos.

Coordenada pela Secretaria Nacional de Juventude, em parceria com os ministérios da Educação e do Desenvolvimento e Assistência Social, a plataforma pretende conectar projetos sociais já desenvolvidos em comunidades de todo o país a jovens interessados em atuar como voluntários em ações de impacto social.

Podem se inscrever organizações com ou sem CNPJ, além de órgãos e equipamentos públicos que desenvolvam atividades ligadas a políticas sociais e tenham interesse em receber jovens voluntários. As inscrições são realizadas por meio da plataforma oficial integrada ao Brasil Participativo e ao GOV.BR.

Os projetos selecionados poderão receber até R$ 12 mil para custear despesas de execução das atividades, valor que será pago em seis parcelas mensais de R$ 2 mil. Os coordenadores também terão direito a uma bolsa no mesmo valor e formato de pagamento.

Em uma segunda etapa, serão abertas as inscrições para os jovens participantes. O edital prevê ajuda de custo mensal para até cinco voluntários por projeto, desde que estejam cadastrados no ID Jovem e atendam aos critérios estabelecidos.

Segundo a secretária de Juventude, Vitória Genuíno, a proposta busca fortalecer iniciativas já existentes nos territórios e ampliar o protagonismo juvenil:
“Mais do que um edital, o Juventude Solidária é uma plataforma de mobilização e transformação social. Queremos fortalecer iniciativas que já fazem a diferença nos territórios e ampliar as oportunidades para que mais jovens participem ativamente da construção de soluções para suas comunidades”, afirmou.

As propostas devem estar vinculadas a um dos oito eixos temáticos da plataforma: Saúde e Segurança Alimentar; Participação, Educação e Democracia; Comunicação e Tecnologia; Renda, Trabalho e Empreendedorismo; Cultura, Esporte e Lazer; Direito à Cidade, Moradia e Território; Acesso à Justiça e Segurança Pública; e Sustentabilidade e Meio Ambiente.

Entre os projetos já cadastrados está o Tambor dos Jerônimos: Juventude, Congada e Saberes Tradicionais, iniciativa da produtora cultural Carol Jerônimo voltada à preservação da cultura afro-brasileira por meio da Congada.

Além do apoio financeiro, a Plataforma Juventude Solidária oferecerá encontros virtuais e trilhas formativas sobre temas como voluntariado, mobilização social, monitoramento e gestão de projetos sociais.

As inscrições seguem abertas até 9 de junho. Acesse o formulário aqui.

SAIBA MAIS:
Fundo Brasil lança projeto para apoiar soluções climáticas de base comunitária

Fonte: saibamais.jor.br

13ª Mostra de Cinema de Gostoso confirma datas e prepara nova edição em 2026

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A praia do Maceió voltará a se transformar em sala de cinema a céu aberto entre os dias 20 e 24 de novembro de 2026. A Mostra de Cinema de Gostoso chega à 13ª edição em São Miguel do Gostoso, no litoral do Rio Grande do Norte, com programação gratuita, exibições ao ar livre, debates, cursos de formação e uma relação cada vez mais consolidada entre audiovisual, território e comunidade.

A nova edição também marca um momento especial na trajetória do evento. Desde 2025, a Mostra é reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural, Turístico e Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte, chancela que confirma a importância do projeto para a cultura, o turismo e o desenvolvimento regional. Em pouco mais de uma década, o encontro deixou de ser apenas uma janela de exibição cinematográfica e passou a ocupar um lugar simbólico na vida cultural do estado.

O cenário ajuda a explicar parte dessa força. Durante os dias de Mostra, a areia da praia do Maceió recebe uma estrutura com projeção em 4K, som 7.1 e 700 espreguiçadeiras voltadas para a tela. A experiência combina cinema, natureza, tecnologia e convivência, criando uma das sessões ao ar livre mais singulares do País. O público acompanha os filmes diante do mar, num ambiente em que a fruição artística se mistura ao encontro entre moradores, realizadores, visitantes, estudantes, jornalistas e profissionais do audiovisual.

A Mostra também se diferencia pelo trabalho de formação desenvolvido desde 2013. Meses antes da abertura oficial, jovens de São Miguel do Gostoso e de comunidades vizinhas participam de cursos ligados a diferentes áreas da produção cinematográfica. O processo ultrapassa a sala de aula. Os alunos realizam curtas metragens, acompanham etapas práticas da produção e participam da organização do evento, criando um vínculo direto entre aprendizado, criação e circulação cultural.

Esse impacto permanece depois que a programação termina. Muitos jovens que passaram pela formação seguiram estudando ou trabalhando em audiovisual e em áreas relacionadas, ampliando possibilidades profissionais e fortalecendo a economia criativa local. A Mostra, nesse sentido, funciona também como porta de entrada para novos caminhos, aproximando a juventude do cinema brasileiro a partir do próprio território onde vive.

Além da sala principal montada na praia, o evento mantém a tradicional sala geodésica instalada na entrada do Maceió. O espaço climatizado tem capacidade para 120 pessoas, projeção em 4K e som 5.1. É ali que acontece a Mostra Panorama, dedicada a filmes de relevância artística e diversidade de linguagens. A estrutura tornou se um dos ambientes mais procurados pelo público, tanto pela qualidade técnica quanto pela proximidade com a programação principal.

Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu do Júri Popular, escolhido pelos espectadores, e ao Troféu da Imprensa, votado por jornalistas e críticos presentes no evento. A participação do público na escolha dos premiados reforça uma característica central da Mostra de Cinema de Gostoso, que aproxima a experiência cinematográfica da escuta coletiva e da presença da comunidade.

Ao longo dos anos, o evento consolidou São Miguel do Gostoso como um dos destinos culturais mais importantes do Nordeste. A Mostra movimenta pousadas, restaurantes, serviços, comércio, transporte e toda a rede local ligada ao turismo, ao mesmo tempo em que amplia a circulação de filmes brasileiros e fortalece a presença do audiovisual no Rio Grande do Norte.

A realização é da Heco Produções e do Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania, com direção geral de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld. As inscrições de filmes e as novidades da edição de 2026 serão divulgadas em breve.

A 13ª Mostra de Cinema de Gostoso é apresentada pelo Ministério da Cultura e pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte. O evento conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Secretaria de Estado da Cultura, da Fundação José Augusto e da Lei Câmara Cascudo. Tem apoio institucional da Prefeitura Municipal de São Miguel do Gostoso, além de apoio da Emprotur, Visite RN, Idema, Pousada dos Ponteiros, Restaurante Balica e Apan. A produção é da Heco Produções e do CDHEC, com realização do Ministério da Cultura.

Fonte: saibamais.jor.br

Premiado no Hangar, Moisés de Lima apresenta o autoral “Black In”

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Antes de chegar ao Prêmio Hangar 2026 como Melhor Compositor do Ano, Moisés de Lima atravessou quase quatro décadas de música em Natal. Passou por bandas de garagem, bares, festivais estudantis, projetos culturais, casas noturnas e formações que ajudaram a dar corpo à cena roqueira da cidade. Esse percurso desemboca neste sábado, 6 de junho, às 20h, no Mestiços Bar e Espaço Cultural, em Ponta Negra, onde o músico, compositor e jornalista natalense apresenta o show autoral “Black In”. O couvert artístico custa R$ 15.

O repertório reúne músicas dos EPs “Afrika” e “Black In”, lançados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, em Natal, além de canções e temas instrumentais criados ao longo da trajetória do artista. O show passa pelo blues, pelo rock, por referências afro brasileiras e pela sonoridade da gaita diatônica, instrumento que se tornou uma das marcas de Moisés. No palco, ele será acompanhado por Thiago Andrade, na guitarra, Paulo Fernandes, no baixo, e Luiz Machado, na percussão.

“Black In” carrega também uma dimensão de memória. A faixa título homenageia Edgar Borges, o Blackout, poeta potiguar ligado à contracultura local, morto em 1999. A escolha revela uma linha importante do trabalho de Moisés, que aproxima música, território, ancestralidade e homenagem sem transformar a canção em peça solene. O blues aparece como linguagem, mas também como método de permanência. A gaita, o rock, a percussão e a palavra entram como formas de organizar afetos, perdas, referências e encontros.

O reconhecimento no Hangar veio acompanhado de outras indicações. O trabalho “Black In” também concorreu nas categorias Melhor Canção e Melhor EP, reforçando a presença de Moisés entre os nomes autorais da música potiguar em atividade. A premiação como Melhor Compositor do Ano confirma uma trajetória construída longe da pressa, com repertório próprio, circulação local e uma relação constante com músicos, poetas e grupos que marcaram diferentes momentos da cultura natalense.

Nascido em Natal, em 20 de outubro de 1966, Moisés iniciou sua trajetória musical no fim dos anos 1980, em bandas de garagem dedicadas ao repertório clássico do blues rock. Nesse período, participou de eventos de pequeno porte, festivais estudantis e comunitários, além de grupos que se apresentavam no bairro de Ponta Negra. Autodidata, aprendeu violão, guitarra elétrica, contrabaixo elétrico e gaita, ampliando aos poucos o próprio vocabulário musical.

Em 1992, passou a integrar, como contrabaixista, a banda Florbela Espanca, uma das referências da cena roqueira natalense daquele período, com apresentações em bares e festivais locais. Dois anos depois, entrou para a GRM Blues Band, grupo voltado à interpretação de clássicos do blues e do rock, mas também aberto à criação autoral. Ao lado de Ricardo Silva, compôs músicas como “Resurrection for the Blues” e “I Got Guitar”, incluídas no disco “Mãe Luiza in Blues”, gravado em 1995 e lançado posteriormente pelo selo Solaris, em 2002.

Em 1998, fundou o quarteto Bourbon 33, dedicado ao rock, ao blues e ao country na noite natalense. Com o grupo, apresentou se no evento Rua da Casa, na Casa da Ribeira, e no Projeto Seis e Meia, dividindo palco com a banda Cama de Gato, além de circular por diversas casas noturnas da capital. Entre 1999 e 2017, integrou a banda Os Grogs, que trabalhava com o resgate de clássicos do rock e também executava músicas autorais compostas por Moisés em parceria com artistas como o guitarrista Ricardo Silva e o poeta Graco Medeiros.

Uma dessas parcerias rendeu ao grupo o primeiro lugar no Festival MPBeco, em 2008, com a canção “Natal Canibal”, assinada por Moisés de Lima e Graco Medeiros. Como gaitista, Moisés também participou de shows e gravações de diversos artistas e grupos potiguares, consolidando uma presença discreta, mas recorrente, em diferentes frentes da produção musical local.

Atualmente, ele integra o grupo The Anthologics e desenvolve seu trabalho solo autoral, iniciado em 2023 com o lançamento do EP “Afrika”, projeto selecionado pela Seleção Pública da Lei Paulo Gustavo do Município de Natal. Em 2025, lançou o EP “Black In”, trabalho que amplia sua pesquisa musical e afirma uma assinatura própria dentro da música potiguar contemporânea.

No show deste sábado, essa história aparece condensada em repertório, timbre e presença de palco. “Black In” reúne o compositor premiado, o gaitista formado na escuta do blues, o músico que atravessou bandas e gerações, e o artista que transforma memória local em canção.

Serviço

Show “Black In”, de Moisés de Lima
Data: sábado, 6 de junho
Horário: 20h
Local: Mestiços Bar e Espaço Cultural, em Ponta Negra
Couvert artístico: R$ 15

Fonte: saibamais.jor.br

Casarão histórico de Assú gera disputa; Prefeitura nega demolição total

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O futuro de um dos casarões históricos mais conhecidos de Assú tem mobilizado órgãos públicos, entidades culturais e moradores do município. Após a demolição de um imóvel protegido por legislação municipal na Praça Getúlio Vargas, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou medidas urgentes para evitar que outro prédio histórico da mesma área tenha o mesmo destino.

O imóvel em questão é o Sobrado dos Amorins, conhecido popularmente como antigo Bar de Nego João e ligado à história da antiga Farmácia Amorim. O casarão integra a lista de bens protegidos pela Lei Complementar nº 063/2011, que estabelece normas para preservação do patrimônio cultural, histórico e arquitetônico de Assú. A legislação determina que os bens protegidos não podem ser destruídos ou demolidos e que eventuais intervenções precisam de autorização prévia dos órgãos competentes.

A preocupação aumentou após a confirmação da demolição de outro casarão histórico localizado na mesma praça. O caso foi denunciado pela Academia Assuense de Letras e posteriormente constatado em vistoria realizada pelo Ministério Público e pela Defesa Civil.

Fotos: AAL

Segundo o MPRN, a derrubada ocorreu com base em um relatório da Secretaria Municipal de Obras que apontava risco estrutural elevado. Entretanto, o órgão ministerial verificou que as conclusões foram fundamentadas apenas em avaliações visuais, sem a realização de sondagens, exames aprofundados ou testes laboratoriais capazes de comprovar tecnicamente a necessidade da medida irreversível.

Diante desse cenário, o Ministério Público recomendou que a Prefeitura de Assú apresente, em até 30 dias, um novo laudo pericial detalhado sobre o Sobrado dos Amorins. O documento deverá ser elaborado com metodologia técnica adequada e comprovação científica das condições estruturais do imóvel. A orientação é que o município busque alternativas de engenharia que conciliem a segurança da população com a preservação do patrimônio histórico.

Além disso, o MPRN determinou que o responsável legal pelo imóvel seja identificado e formalmente notificado em até dez dias úteis sobre a impossibilidade de realizar qualquer demolição sem autorização legal. O órgão também recomendou a abertura de procedimento administrativo para apurar responsabilidades pela destruição do casarão demolido neste ano. Caso as recomendações não sejam cumpridas, medidas judiciais poderão ser adotadas, incluindo ação civil pública por danos ao patrimônio cultural.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Valmor Clemente, negou categoricamente que exista qualquer plano para demolir integralmente o Sobrado dos Amorins.

“Não existe a menor possibilidade de demolição total do Casarão dos Amorins. Essa informação sobre uma suposta demolição clandestina na madrugada não procede de forma alguma”, afirmou.

Segundo ele, a situação do imóvel envolve uma complexa questão sucessória. De acordo com levantamento realizado pela prefeitura, existem aproximadamente 300 herdeiros vinculados ao bem. Após um chamamento público realizado por meio do Diário Oficial do Município, apenas uma herdeira apresentou documentação e, segundo Valmor, ela manifestou formalmente que não pretende demolir o prédio.

O coordenador também destacou que representantes da Defesa Civil, da Procuradoria-Geral do Município e do Ministério Público realizaram visitas aos casarões históricos do centro da cidade e que a prefeitura está concluindo um novo laudo técnico elaborado por uma equipe multidisciplinar de engenharia e urbanismo.

A expectativa é que o documento identifique pontos específicos com risco de desabamento e proponha intervenções pontuais voltadas à segurança dos pedestres, sem comprometer a preservação do imóvel.

A Prefeitura de Assú também afirmou, em nota, que não existe autorização para demolição total do casarão. Segundo a administração municipal, o imóvel está sendo analisado em procedimento administrativo próprio e acompanhado pela Defesa Civil, pela Procuradoria-Geral do Município e pelo Ministério Público.

Para a Academia Assuense de Letras, a discussão vai além da conservação física de um prédio antigo. A entidade destaca que o Sobrado dos Amorins guarda parte da memória social e cultural de Assú. No local funcionou a antiga Farmácia Amorim, inicialmente conhecida como Botica, considerada um ponto de encontro de intelectuais da cidade. O imóvel também abrigou a redação do jornal A Cidade, dirigido por Palmério Filho durante cerca de três décadas.

A Academia argumenta que a perda sucessiva dos casarões históricos compromete a identidade cultural do município e reduz o potencial turístico e educativo de uma cidade reconhecida como uma das mais antigas do interior potiguar.

Enquanto o Ministério Público cobra garantias técnicas para a preservação do patrimônio e a prefeitura assegura que não haverá demolição total, o futuro do Sobrado dos Amorins permanece em análise. O desfecho dependerá dos laudos técnicos em elaboração e das providências adotadas pelos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio histórico de Assú.

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Fonte: saibamais.jor.br

Infiltrações e equipamentos quebrados são rotina no Departamento de Artes da UFRN

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O estado da infraestrutura do Departamento de Artes (DEART) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) tem gerado preocupação entre estudantes, professores e demais usuários do espaço. Relatos da comunidade acadêmica apontam problemas recorrentes em salas de aula e áreas de circulação, incluindo infiltrações, falhas em equipamentos de climatização e necessidade de reparos em diferentes ambientes.

Entre as situações mencionadas estão a interdição do prédio anexo em períodos de chuva, registros de desprendimento de partes do teto, janelas danificadas e aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento. Segundo relatos recebidos pela reportagem da Agência Saiba Mais, as condições têm afetado atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas no departamento.

O prédio anexo, localizado ao lado da edificação mais antiga do DEART, é alvo frequente de reclamações. Integrantes da comunidade acadêmica afirmam que o espaço apresenta problemas estruturais e de manutenção há anos, o que limita seu uso pleno. Em períodos chuvosos, infiltrações costumam provocar restrições de acesso a algumas áreas do imóvel.

Procurada pela reportagem, a UFRN informou que as obras de requalificação do prédio anexo estão contempladas no Novo PAC Seleções, programa do Ministério da Educação.

Em nota, o centro afirmou que a execução das intervenções deverá ocorrer após a conclusão das obras do Teatro Jesiel Figueiredo, localizado no mesmo edifício. O CCHLA também informou que encaminhou, nos últimos meses, oito aparelhos de ar-condicionado para substituição de equipamentos que não estavam funcionando.

Ainda segundo a direção, as demandas de manutenção do DEART foram apresentadas à Superintendência de Infraestrutura da UFRN (Infra) e estão previstas para ocorrer em breve, seguindo o cronograma estabelecido pelo setor responsável.

Enquanto aguardam as melhorias anunciadas, estudantes e professores cobram soluções para problemas considerados urgentes. A expectativa da comunidade acadêmica é que as intervenções garantam melhores condições de segurança, conforto e funcionamento para as atividades desenvolvidas em um dos principais espaços de formação artística da universidade.

Até o momento, a UFRN não divulgou prazo para o início das obras de requalificação do prédio anexo nem para a conclusão das demais ações de manutenção previstas para o departamento.

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Fonte: saibamais.jor.br

São João no Beco une cultura popular e mobilização pelo fim da escala 6×1

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Forró, samba e música popular dividem espaço com debates sobre trabalho, cultura e direito à cidade na programação do São João no Beco 2026. Organizada pelo movimento Ocupe o Beco dos Artistas, a iniciativa ocupa o mês de junho com atividades culturais e ações de mobilização social em Mossoró.

Ao longo do mês, o espaço receberá apresentações de forró, samba, música popular potiguar e música eletrônica, reunindo artistas, trabalhadores e coletivos culturais da cidade em uma programação construída de forma colaborativa. Mais do que uma agenda de festas juninas, o projeto busca fortalecer o Beco dos Artistas como espaço permanente de convivência, produção cultural e organização popular.

A proposta surge em um contexto de crescente comercialização das festas juninas, que têm concentrado investimentos e visibilidade em grandes eventos e atrações nacionais. Para os organizadores, o São João no Beco representa uma alternativa voltada à valorização da produção cultural local e à ocupação dos espaços públicos pela população.

Segundo Iuna Brasil, uma das organizadoras da programação, o calendário vem sendo construído há meses por diferentes coletivos culturais mossoroenses.

As expectativas são as mais altas possíveis. A gente tem preparado essa programação com muito carinho já há alguns meses, junto com os outros coletivos que também constroem, o pessoal do Tarará, a galera da Rádio Sarjeta, o Hip Hop daqui de Mossoró e vários coletivos que estão chegando junto na construção desse movimento”, afirma.

Ela destaca que a intenção é criar um espaço que amplie a circulação dos artistas locais e reconheça o trabalho de quem produz cultura cotidianamente na cidade.

“A cultura não é só um espaço para poucas pessoas e para esses artistas que vêm de fora, que sempre estão nos shows. É a galera que está produzindo cultura no dia a dia, que está lutando, batalhando para conseguir ter seu espaço também no circuito da cidade. Queremos que o Beco dos Artistas seja esse palco para essas pessoas”, diz.

A programação também dialoga com pautas sociais que têm mobilizado movimentos populares em todo o país. Neste ano, o São João no Beco incorpora a campanha nacional pelo fim da escala 6×1, defendendo o direito ao descanso, ao lazer e à participação na vida cultural.

Para Iuna, a discussão ganha ainda mais importância durante o período junino, quando muitos trabalhadores enfrentam jornadas intensificadas em setores ligados ao comércio, serviços e eventos.

“A conexão com a pauta do fim da 6×1 tem tudo a ver com esse calendário. Ainda é necessário fazer essa conscientização de que a mobilização popular precisa continuar para que a escala 6×1 seja de fato acabada no nosso país. Essa guerra ainda não está vencida”, afirma.

A organizadora também relaciona a pauta à defesa da valorização salarial e das condições de vida da população trabalhadora.

“Não só pelo fim da escala 6×1, mas pelo aumento do salário mínimo, que hoje é totalmente insuficiente para manter uma família. A gente entende que existe a necessidade de seguir mobilizado e dialogando com a população sobre essas questões”, acrescenta.

Na avaliação do movimento, a cultura pode funcionar como ferramenta de encontro, conscientização e fortalecimento comunitário. Por isso, a programação busca aproximar manifestações artísticas e debates sobre direitos sociais.

“Queremos ter um espaço que seja, de fato, do povo. Não dentro dessa lógica mercadológica e elitista que funciona em grande parte dos circuitos de eventos, mas um espaço de organização popular, mobilização e luta pelos nossos direitos”, afirma Iuna.

A programação do São João no Beco acontece durante todo o mês de junho no Beco dos Artistas, reunindo diferentes linguagens e públicos em uma ocupação cultural que pretende reafirmar o espaço como um dos principais pontos de encontro da cena independente mossoroense.

Confira a programação:

  • 5 de junho – Forró no Beco
  • 12 de junho – Rolê das Dez
  • 13 de junho – Samba no Beco, com roda de choro, samba e transmissão do jogo do Brasil
  • 20 de junho – Música Popular Potiguar
  • 27 de junho – Elefante Core

As atividades são abertas ao público e integram o esforço do movimento Ocupe o Beco dos Artistas para consolidar o espaço como um território permanente de cultura, convivência e organização popular em Mossoró.

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Fonte: saibamais.jor.br