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Anistiada, Ave Sangria celebra legado em tributo em Natal e reafirma espírito libertário

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“Foi uma experiência única a gente assistir”, dizia Almir de Oliveira, guitarrista e compositor da banda de rock pernambucana Ave Sangria, enquanto conversava com fãs. Ao lado dele, estava outro membro da formação original, o vocalista Marco Polo Guimarães. Nesta sexta-feira (12), a dupla experimentava outra ótica: ao invés de ficarem sobre o palco, estavam junto ao público no Tributo à Ave Sangria realizado no Backstage Bar, na Cidade Alta, em Natal. A noite foi permeada pela execução integral do disco de estreia da banda pernambucana, de 1974, que fora alvo da censura pela ditadura militar — neste ano, o Estado brasileiro reconheceu a perseguição política sofrida pela banda e concedeu anistia com indenização aos músicos, que também receberam um pedido de desculpas formal. Para Marco Polo Guimarães, a decisão representou um momento de alívio e alegria.

O Tributo à Ave Sangria ficou a cargo da banda Cajarana, liderada pelo músico Manu de Olinda. Todas as 12 canções foram tocadas, com direito a palinha para “Geórgia, a Carniceira”. Antes e após o show, Marco Polo e Almir eram constantemente tietados por fãs, solicitados para fotos e requisitados para autógrafos. Considerada uma das bandas mais importantes e cultuadas do rock brasileiro, a Ave Sangria surgiu em Recife no início da década de 1970, misturando rock psicodélico, música nordestina, poesia e experimentação sonora em uma linguagem única. Em plena ditadura militar, o grupo desafiou padrões estéticos e comportamentais, tornando-se referência para diversas gerações de artistas e ocupando um lugar fundamental na história do rock psicodélico nacional. A trajetória de ascensão do grupo foi interrompida no mesmo ano de lançamento do álbum “Ave Sangria” e só retomada em 2014. 

Esta não foi a primeira passagem da Ave Sangria por Natal. Eles estiveram na cidade ainda na década de 1970, em uma participação num evento com o também músico Mirabô Dantas, e no Festival do Sol de 1973. Em 2024, foram uma das principais atrações do quase homônimo Festival DoSol, no largo da Rua Chile. Entre o público diverso, os jovens eram aqueles que mais vibravam com as interpretações dos clássicos da banda. Um dos mais aguardados, claro, era “Seu Waldir”. Foi esta a principal música questionada pela ditadura, interpretada pelos órgãos repressivos como um “incentivo à homossexualidade”.

“Foram os jovens que nos redescobriram através da internet. A partir de 2008 começou uma frequência muito grande de jovens descobrindo o disco e perguntando ‘cadê essa banda?’, ‘a gente quer ver essa banda ao vivo’, e houve uma pressão para a gente voltar”, conta Marco Polo Guimarães.

“Hoje em dia, nosso público é 90% de pessoas bem mais jovens, inclusive crianças. Recentemente, a gente esteve fazendo um show em Brasília e chegou um pai lá com um menino de 10 anos com o disco na mão, e o pai disse ‘olha, eu gosto do som de vocês, mas o fã é ele, aquele que me obrigou a vir hoje assistir esse show’”, recordou o cantor.

“Então, isso é legal para a gente, porque, primeiro, mostra que o nosso trabalho tem qualidade, é atemporal, não ficou perdido no público do passado, e atinge o público que realmente a gente gosta de dialogar, que é o público jovem, que a gente os energiza e eles nos energizam também”.

Censura e repressão

Marco Polo Guimarães conta que o fim da banda em 1974 representou um choque — o disco foi proibido e eles não tinham estrutura financeira nem instrumental para tentar prosseguir com o trabalho. O conjunto musical, que já nasceu contestador, expressava em sua sonoridade à rejeição à ditadura militar.

“A gente não gostava daquele ambiente e o que a gente queria era exprimir a nossa natureza, que era uma natureza libertária, muito contrária àquilo e tudo o que estava havendo. Então, foi uma reação espontânea nossa em relação à ditadura e resultou nesse conflito.”

Após a volta à ativa em 2014 com mudanças na formação da banda, a Ave Sangria já lançou um segundo disco, Vendavais, de 2019. 

“E parece que é uma missão nossa sempre estar indo contra ambientes negativos, porque o segundo disco que a gente lançou foi justamente no período em que o Brasil estava na mão daquele filho da puta. Então, toda vez que tem um ambiente negativo, a Ave Sangria chega para dar uma injeção de positividade”, destaca Guimarães.

A decisão da Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos, aprovada em março, tirou, para o vocalista, o peso de “banda maldita” sofrido pela Ave Sangria.

“De que a gente estava errado, que a gente tinha cometido um pecado, um crime. Então, o Estado pedir desculpas, reconhecer que ele errou e nós estávamos certos, isso me deu uma sensação de alívio”, reconhece.

“E finalmente, uma sensação de alegria, de finalmente nós provarmos juridicamente que estava com a razão, mas agora com o carimbo jurídico a gente tem a certeza de que a gente estava certo o tempo todo”.

“Nossa guerra nunca vai ter fim”

A Ave Sangria canta na música “O Pirata” que sua guerra “nunca, nunca vai ter fim”. O sentimento libertário e de contestação parece permanecer igual em Almir e Marco Polo, que vê um movimento cíclico no conservadorismo ao comentar sobre o Brasil de hoje.

“O conservadorismo não vai desistir nunca, ele vai insistir sempre. É muito mais confortável você se apegar a coisas que você já conhece, coisas tradicionais, coisas que não colocam nada em risco, do que você arriscar no novo, na inovação, na criatividade, na invenção”, avalia.

“Então, isso sempre vai acontecer. Eu acho que esse embate vai ser eterno e o nosso lado aqui, que é o lado não conservador, vai permanecer muito forte lutando contra essa besteira toda”, acredita o cantor.

“Nossa guerra nunca vai ter fim. Afinal de contas, nossos instrumentos de trabalho são a arte, a literatura, a cultura, a escola, o saber, a paz, o amor e a verdade”, diz Almir de Oliveira.

Para os fãs, o guitarrista ainda adianta: a Ave Sangria já pensa em seu terceiro álbum.

“Em breve, daqui a mais um tempo, a gente vai trabalhar nele e lançar. Não temos ainda um prazo, mas vai sair”, conta Oliveira.

Fonte: saibamais.jor.br

Bixanu ajuda a escrever um novo capítulo do rock potiguar

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A Bixanu canta sobre angústias, revoltas e descobertas pessoais ao som de guitarras distorcidas, refrões explosivos e uma estética que dialoga com o rock alternativo, emo, o pop punk e o hardcore. Mas, por trás da sonoridade que remete a uma cena historicamente concentrada no Sul e Sudeste do país, está uma banda formada por jovens potiguares que faz questão de transformar as próprias vivências nordestinas em matéria-prima para suas músicas.

Depois de chamar atenção com o EP de estreia CandyPunk, conquistar o prêmio Revelação do Ano no Prêmio Hangar de Música e circular por festivais como o DoSol, o grupo inicia uma nova etapa da carreira com o lançamento de “Charismatic Charade”, single que antecipa o próximo trabalho da banda, o EP SourPunk.

A faixa mergulha em temas como identidade, preconceito, autoafirmação e transformação pessoal. Para a vocalista Bel Severiano, as composições surgem de experiências acumuladas ao longo da vida e da necessidade de transformar sentimentos em canções.

“Falar sobre elas em canções foi uma maneira que encontrei com o tempo de colocar para fora coisas que estavam engasgadas de alguma forma. Elas podem aparecer dentro de um exercício consciente, num momento em que eu e Hugo resolvemos sentar para compor algo, como podem surgir do nada em algum período de reflexão”, explica.

A música chega em um momento especial para a trajetória da Bixanu. Criada em 2024 por integrantes de Natal e Parnamirim, a banda rapidamente deixou de ser uma promessa da cena alternativa local para se tornar um dos nomes mais comentados do rock potiguar recente. O reconhecimento veio cedo. Em 2025, o grupo venceu a categoria Revelação do Ano no Prêmio Hangar.

“Ganhar o prêmio foi algo muito especial e surreal. A Bixanu é uma banda muito nova e boa parte de nós também está começando há pouco tempo no mundo da música. O prêmio veio como uma validação dos nossos esforços, das tentativas, dos aprendizados e também da paciência dos integrantes mais experientes com quem estava começando”, afirma o baterista Makárius.

Mais do que um troféu, o reconhecimento ajudou a confirmar que a aposta no projeto estava dando resultado.

“É bom ver que, dentre as rotinas tão corridas de todo mundo, a gente se dedicar a dar o melhor que temos para a Bixanu, seja cuidando das redes sociais ou ensaiando num dia de chuva, tem feito a gente colher frutos”, completa.

Fazer rock no Nordeste

Enquanto bandas de rock seguem disputando espaço em um mercado dominado por outros gêneros musicais, a Bixanu entende sua existência como um ato de resistência.

“É triste que tenha tanta banda de rock boa, bem estruturada e com uma trajetória massa aqui no estado e ainda assim a visibilidade siga muito mais forte para quem existe no eixo Sul-Sudeste. Fazer rock no Nordeste é ser resistência, ainda mais quando é alternativo e autoral”, afirma Bel.

A vocalista destaca, porém, que a cena potiguar tem se fortalecido a partir da colaboração entre artistas, produtores e espaços culturais.

“Temos apoio da Casa do Rock e do DoSol no fomento e uma cena muito massa que está sempre ajudando uns aos outros nas produções, estudos e afins.”

Esse sentimento de pertencimento também aparece na identidade artística da banda. Apesar da forte influência do emo e do pop punk dos anos 2000, os integrantes enxergam características tipicamente nordestinas na forma como produzem música e se relacionam com o público.

“Muitos dos nossos timbres têm um gosto ácido e energético que noto existir bastante nas bandas residentes no litoral nordestino. É um som quente”, diz Bel.

Ela cita ainda uma definição criada pela artista baiana Malfeitona para explicar a estética do grupo: “tropical darkzera”.

“Fazemos música para uma galera que curte os mesmos rolês que nós gostamos de frequentar. Acho que a principal identificação do público com a gente está nesse termo.”

Do quarto para os palcos

Se o rock independente sempre encontrou obstáculos financeiros para gravar e produzir músicas, a Bixanu decidiu apostar em uma alternativa cada vez mais comum entre artistas da nova geração: o home studio.

“Charismatic Charade” foi produzida por Hugo Valentim no Quarto Sem Cama, estúdio montado em ambiente doméstico. Segundo o músico, a experiência permitiu maior liberdade criativa durante o processo.

“Tivemos tempo para repensar os arranjos, discutir ideias e gravar a música de uma forma que nos deixou satisfeitos”, conta.

Para o baixista Caio Eduardo, o ambiente familiar também ajudou a tornar a gravação mais leve.

“O fato de a gravação ter sido na casa de Hugo trouxe um conforto que fez total diferença. Tivemos tempo de repensar algumas ideias antes de iniciar de fato o processo.”

Hugo acredita que a popularização dos home studios vem mudando profundamente a realidade da música independente.

“Antes as pessoas estavam reféns de um estúdio profissional, que na maioria das vezes era caro e inacessível para iniciantes. Hoje qualquer pessoa pode estudar e aprender como gravar sua música de forma independente.”

Se o primeiro EP da banda explorava frustrações amorosas, nostalgia e dilemas típicos da juventude, o próximo trabalho promete uma abordagem mais agressiva tanto nas letras quanto na sonoridade.

“O CandyPunk tem uma identidade mais próxima do pop punk, com temáticas agridoces, frustrações e um pouco de dor de cotovelo”, brinca Bel. “Já no SourPunk queremos mostrar um lado mais ácido e inquieto, com mais referências no hardcore e letras que falam sobre revoltas.”

A mudança acompanha o amadurecimento de uma banda que, em pouco mais de dois anos de existência, já coleciona apresentações importantes, participação em festivais e até uma campanha nacional para tentar levar o rock potiguar ao palco do Lollapalooza Brasil.

Agora, a próxima parada é o lançamento do primeiro videoclipe da carreira, justamente para “Charismatic Charade”, além da chegada do aguardado SourPunk.

“O futuro a gente não sabe exatamente, mas a vontade de construir ele é enorme”, resume Makárius. “Queremos estar em festivais, circular mais pelo Nordeste e quem sabe além disso. Ainda temos muita coisa para descobrir sobre o que podemos ser como banda, e isso é o que deixa tudo mais emocionante.”

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Fonte: saibamais.jor.br

Catadores do RN contam histórias de luta e mudança

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Quando Paulo Francisco da Silva começou a trabalhar com materiais recicláveis, há quase três décadas, a profissão passava despercebida aos olhos de muita gente. Em Arez, onde vive, ele viu o preconceito de perto. O terreno de casa acumulava papelão, plástico e outros resíduos coletados ao longo dos dias. Para muitos, aquilo era motivo de crítica. Hoje, segundo ele, o cenário é diferente.

“Quando comecei, eu era invisível. Minha casa era cercada por materiais recicláveis, com papelão e plástico empilhados até o teto. Mas as coisas mudaram e, agora, pessoas que antes criticavam meu trabalho, hoje fazem a mesma atividade”, conta.

Aos 27 anos de profissão, Paulo é uma das vozes que ajudam a contar a história de uma categoria fundamental para a reciclagem e a preservação ambiental no Rio Grande do Norte. Histórias como a dele ganharam espaço durante um encontro que reuniu centenas de catadores e catadoras do estado nesta semana, no Parque das Dunas, em Natal.

Se Paulo testemunhou a transformação do olhar da sociedade sobre a atividade, a trajetória de Mileide Carine revela como o trabalho com recicláveis também pode abrir novos caminhos profissionais. Moradora de Mossoró, ela começou como catadora autônoma e encontrou uma oportunidade de crescimento ao ingressar na Associação Comunitária Reciclando para a Vida (Acrevi).

Hoje, enquanto continua ligada à atividade que lhe garantiu sustento, Mileide se prepara para concluir a graduação em Tecnologia em Gestão Ambiental pelo IFRN de Mossoró. O diploma, prestes a chegar, simboliza uma mudança que ela atribui à persistência diante das dificuldades enfrentadas diariamente por quem vive da coleta seletiva.

“É uma profissão difícil e árdua, mas não podemos desistir. Enfrentamos muitas dificuldades, mas temos recebido orientações e apoio que mostram que podemos crescer cada vez mais”, afirma.

As histórias de Paulo e Mileide ajudam a ilustrar uma realidade compartilhada por milhares de trabalhadores responsáveis por recolher, separar e devolver ao ciclo produtivo materiais que seriam descartados em lixões ou aterros sanitários. Apesar da importância ambiental do trabalho, o reconhecimento ainda é uma reivindicação constante da categoria.

Para Paulo, a valorização dos catadores passa pelo reconhecimento do serviço prestado à sociedade. “Os catadores prestam um serviço essencial para o meio ambiente, e é necessário que o poder público reconheça essa contribuição. Afinal, prestamos um serviço importante para a sociedade e para a preservação ambiental”, defende.

A atividade desempenha um papel estratégico na chamada economia circular, permitindo que materiais retornem à cadeia produtiva e reduzindo o volume de resíduos descartados. No Rio Grande do Norte, associações e cooperativas espalhadas por diferentes municípios têm buscado fortalecer essa rede e ampliar as oportunidades de geração de renda para os trabalhadores.

Durante o Encontro Estadual dos Catadores e Catadoras do Rio Grande do Norte, realizado na manhã na última terça-feira (9, cerca de 300 profissionais de todas as regiões do estado participaram da programação, que também marcou o Dia Nacional de Luta das Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis no Brasil, celebrado em 7 de junho. Além de momentos de integração e serviços voltados ao bem-estar dos participantes, os catadores também compartilharam experiências sobre os desafios da profissão e as perspectivas para o setor. Entre as pautas debatidas estiveram a ampliação do reconhecimento profissional, o fortalecimento das cooperativas e a busca por melhores condições de comercialização dos materiais recicláveis.

Mais do que uma atividade econômica, a reciclagem representa, para muitos desses trabalhadores, uma ferramenta de transformação social. Seja na história de quem encontrou na coleta uma forma de sustentar a família, seja na de quem conseguiu chegar ao ensino superior, como Mileide, ou na de quem viu uma profissão antes invisível conquistar mais espaço e respeito, como Paulo, a trajetória dos catadores se confunde com a própria construção da cadeia da reciclagem no estado.

*Com informações da Agência Sebrae.

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Fonte: saibamais.jor.br

Em Currais Novos, Samanda dialoga com grupo político do prefeito Lucas Galvão e amplia agenda no Seridó

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A passagem de Samanda Alves (PT) por Currais Novos, nesta sexta-feira (12), reuniu lideranças de diferentes partidos em torno de uma conversa sobre os desafios e perspectivas para a região do Seridó. A pré-candidata ao Senado foi recebida pelo prefeito Lucas Galvão e pelo ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal Odon Júnior, participando de um encontro com vereadores e auxiliares da gestão municipal antes de conceder entrevista à Rádio Sertaneja FM.

Participaram da reunião os vereadores Edmilson Souza (PT), Reginaldo Francisco (PT), Professor Jaire (PSD) e João Paulo (Rede), além do ex-vereador Ivonaldo, do ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal Odon Júnior, do assessor Jurídico Marcelo Azevedo Xavier Marcelo, e do chefe de gabinete, Dudu Moura. A agenda integrou o roteiro que Samanda cumpre em municípios seridoenses ao longo desta sexta-feira.

Mais do que um encontro institucional, a reunião teve como foco a troca de experiências sobre os desafios enfrentados pelos municípios do interior e o papel das parcerias entre prefeituras, Governo do Estado e Governo Federal para viabilizar investimentos e políticas públicas.

Currais Novos tem ocupado posição de destaque no debate regional, consolidando-se como um dos principais polos econômicos e de serviços do Seridó. Após a reunião na Prefeitura, Samanda visitou o vereador Cleyber Trajano, que está em recuperação de uma cirurgia.

“Currais Novos é uma cidade que tem peso político, econômico e cultural para o Rio Grande do Norte. Foi muito bom encontrar o prefeito Lucas, o ex-prefeito Odon, os vereadores e outras lideranças para conversar sobre a cidade, sobre o Seridó e sobre os desafios que o estado tem pela frente”, afirmou Samanda.

Em São Gonçalo, Zenaide reforça importância de investimento na cultura e na juventude

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A senadora Zenaide Maia participou na noite deste sábado da abertura do Festival de Quadrilhas de São Gonçalo do Amarante, em uma agenda que reforça sua atuação em áreas além da saúde, bandeira pela qual é mais conhecida.

“Eu costumo dizer que Dra. Zenaide não é só a senadora da saúde. Ela é também a senadora da cultura. Da educação. Ela entende que o investimento nessas áreas transforma vidas”, afirmou.

Durante o evento, realizado no Ginásio de Santo Antônio, o secretário municipal de Cultura, Gleydson Almeida, destacou o apoio da parlamentar a diferentes setores.

Zenaide ressaltou a relevância de São Gonçalo do Amarante para a cena cultural potiguar e elogiou a atuação da Secretaria Municipal de Cultura. A senadora também defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas para a cultura como instrumento de inclusão social e oportunidades para a juventude.

“A cultura ocupa esses jovens que passam boa parte do ano ensaiando para nessa época darem um show nas quadrilhas juninas. É fundamental investir na cultura e na juventude. Isso é uma prioridade do nosso mandato”, declarou.

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a alga que une ciência, renda e sustentabilidade no litoral do RN

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Nas águas rasas do litoral norte do Rio Grande do Norte, onde pescadores e marisqueiras dependem há gerações dos recursos do mar, uma nova atividade começa a ganhar espaço. Entre cordas, tubos de PVC e estruturas flutuantes instaladas entre os municípios de Macau e Galinhos, cresce silenciosamente uma matéria-prima capaz de abastecer indústrias de alimentos, cosméticos, agricultura e até laboratórios científicos.

Trata-se da Gracilaria, um gênero de macroalgas marinhas utilizado na produção do agar-agar, substância presente em uma infinidade de produtos do cotidiano. Mas, no Rio Grande do Norte, o cultivo da alga vem assumindo um papel que vai além da economia: tornou-se uma ferramenta de educação ambiental, geração de renda e fortalecimento comunitário.

É essa a proposta do Projeto Algimare, desenvolvido pelo Centro AMA-GOA de Cultura e Meio Ambiente em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) e a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

“Nosso objetivo é capacitar pessoas das comunidades para que conheçam como cultivar a alga marinha e como utilizá-la no dia a dia”, explica Valfran de Miranda Lima, coordenador técnico de campo do projeto.

A rotina dele começa muito antes da colheita. Ao lado de uma equipe de dez colaboradores, Valfran acompanha todas as etapas da produção, desde a coleta controlada de mudas em bancos naturais autorizados pelos órgãos ambientais até a montagem das balsas onde as algas são cultivadas.

“Fazemos todo o processo de montagem das estruturas, monitoramos o desenvolvimento das algas, realizamos a colheita e o replantio para iniciar um novo ciclo”, conta.

Uma alga presente em diversos produtos

Embora pouco conhecida pela maioria da população, a Gracilaria está presente em muitos itens consumidos diariamente.

Com mais de cem espécies catalogadas, a macroalga é utilizada na fabricação de alimentos, produtos farmacêuticos, cosméticos e fertilizantes. O agar-agar extraído dela funciona como gelificante, espessante e estabilizante, características que explicam sua ampla aplicação industrial.

“Ela pode ser encontrada em sorvetes, alimentos processados, gelatinas naturais e até em preparações gastronômicas como saladas e tempurás. Também está presente em cremes dentais, shampoos, hidratantes e produtos farmacêuticos”, explica Valfran.

Entre as diversas aplicações, uma das mais importantes está nos laboratórios. O agar-agar é utilizado como meio de cultura para o crescimento e estudo de microrganismos, tornando-se um insumo fundamental para pesquisas científicas e diagnósticos.

Apesar da demanda crescente, a produção brasileira ainda é pequena diante do potencial existente:

“O Brasil tem condições climáticas muito favoráveis para se tornar um produtor relevante de macroalgas marinhas, especialmente para o mercado agrícola e para a produção de biofertilizantes”, afirma.

Cultivo que respeita o mar

Uma das preocupações do projeto é demonstrar que a produção pode ocorrer sem comprometer os ecossistemas costeiros.

Atualmente, o Algimare possui áreas licenciadas de cultivo que somam quatro hectares: dois em Diogo Lopes, distrito de Macau, e outros dois em Galinhos.

Para garantir que a atividade não cause impactos ambientais, o projeto realiza monitoramento periódico dos bancos naturais de algas. A cada três meses, drones sobrevoam as áreas para acompanhar a evolução das populações naturais e avaliar possíveis alterações.

“O monitoramento é uma exigência do licenciamento ambiental. As observações mostram que as algas continuam se desenvolvendo naturalmente e até surgem em outras áreas próximas às estruturas de cultivo”, explica o coordenador.

Além da preservação ambiental, o projeto busca despertar uma nova relação das comunidades com o ambiente costeiro.

“O cultivo é uma experiência de geração de renda associada à conscientização sobre a importância de cuidar dos ecossistemas. As pessoas passam a enxergar o ambiente natural também como um patrimônio que precisa ser protegido.”

Os impactos do projeto já podem ser percebidos nas localidades participantes.

Atualmente, treze pessoas são contratadas diretamente pelo Algimare, todas residentes das próprias comunidades onde o projeto atua. A prioridade também é dada ao comércio e à mão de obra locais para aquisição de materiais e construção das estruturas de apoio.

A expectativa é que o cultivo se torne uma alternativa complementar à pesca e à mariscagem, atividades historicamente sujeitas à sazonalidade e às variações ambientais.

“O desafio agora é ampliar os mercados para os produtos derivados das algas, especialmente biofertilizantes e alimentos. Com isso, as famílias poderão aumentar sua renda e melhorar suas condições de vida”, afirma Valfran.

Nos últimos anos, o projeto passou a investir também em ações de capacitação e formação.

Foram realizados minicursos de cultivo, produção de biofertilizantes e gastronomia com algas marinhas, além de palestras voltadas para educação ambiental. As atividades apresentam novas possibilidades de uso da Gracilaria e estimulam o empreendedorismo local.

Nas oficinas gastronômicas, participantes aprenderam a incorporar as algas em receitas, descobrindo sabores e aplicações ainda pouco explorados no Brasil.

A iniciativa busca mostrar que o potencial da Gracilaria vai muito além da extração de matéria-prima industrial. Ela pode gerar oportunidades econômicas diversificadas, incentivar pequenos negócios e fortalecer a relação das comunidades com o território.

Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta obstáculos importantes. Segundo Valfran, a principal barreira é cultural. Diferentemente de países asiáticos, onde o cultivo de algas faz parte da tradição econômica de muitas regiões costeiras, essa prática ainda é pouco difundida no Brasil.

“No Rio Grande do Norte existe potencial para produzir muito mais, mas ainda falta uma cultura de cultivo entre as populações litorâneas”, observa.

Outro desafio está na industrialização. Embora a matéria-prima esteja disponível, faltam estruturas capazes de processar a produção em escala e agregar valor aos produtos derivados das algas.

Para ele, políticas públicas voltadas ao setor podem ser decisivas para consolidar uma nova cadeia produtiva no estado.

“Temos um grande mercado potencial para biofertilizantes utilizados em culturas como melão e melancia, que já são importantes para a economia potiguar.”

Mais do que produzir algas, o Algimare pretende deixar um legado de conhecimento e autonomia.

A expectativa é que as capacitações realizadas hoje permitam que moradores das comunidades desenvolvam seus próprios empreendimentos no futuro, ampliando as oportunidades econômicas sem abrir mão da conservação ambiental.

“As pessoas que ampliam sua visão sobre essas possibilidades conseguem criar oportunidades para si mesmas e para a coletividade”, resume Valfran.

Enquanto as balsas seguem flutuando nas águas tranquilas do litoral potiguar, carregando novas safras de Gracilaria, cresce também a expectativa de que uma atividade ainda pouco conhecida possa abrir caminhos para uma economia mais sustentável, conectando ciência, mar e desenvolvimento local.

No litoral do Rio Grande do Norte, uma simples alga mostra que inovação e preservação podem caminhar lado a lado.

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Fonte: saibamais.jor.br

Engorda de Ponta Negra precisa de solução definitiva e não emergencial, diz engenheiro

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“Espelhos d’água” em Ponta Negra são propositais, diz secretário

A drenagem sempre foi o maior problema de Ponta Negra e a engorda realizada na praia precisa de um projeto definitivo e não de soluções emergenciais. A opinião é do engenheiro e professor aposentado da UFRN, João Abner, que diz que os efeitos práticos na nova obra anunciada para diminuir os alagamentos na areia quase não serão sentidos.

“Nós temos que ter um projeto definitivo. Até agora, só está se discutindo os efeitos e soluções emergenciais. A Prefeitura apontou agora uma obra emergencial de R$ 21 milhões. Mas os efeitos práticos dessa obra quase não vão ser sentidos. Então a gente precisa trabalhar em cima e criar um consenso de uma solução emergencial para Ponta Negra que não tenha partido, que seja uma solução que todo mundo defenda, que a sociedade possa cobrar, inclusive, do setor hoteleiro, que foi o grande responsável pela chegada dessa engorda da forma atropelada como foi feita”, avalia.

João Abner possui mestrado em Recursos Hídricos pela UFPB e doutorado em Hidráulica e Saneamento pela USP, além de ser fundador do curso de pós-graduação de Engenharia Ambiental da UFRN, onde lecionou até 2015. De acordo com o engenheiro, a solução definitiva passa por prolongar as galerias para depois da área de arrebentação, a faixa costeira onde as ondas do mar perdem estabilidade e se quebram.

“O problema é que quando você perde totalmente a areia, essa solução fica muito precária também, porque essas galerias ficariam expostas. Pegar uma galeria dessas, são 30, 40 metros, até a área de arrebentação, você teria que aflorar, expor essa galeria, cortar a praia. Então, qual é a solução? Teria que fazer um processo integrado de drenagem, de prolongamento, com a engorda”, explica.

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“Você tem que prolongar as galerias para depois da área de arrebentação e cobrir as galerias com aterro. A primeira parte ficaria coberta, e a outra parte, quando aflora, você insere dentro de um espigão, que é poroso. E essa galeria também deve ser porosa também para que o fluxo seja distribuído ao longo desse espigão sem haver concentração”, continua.

Ainda segundo o engenheiro, não é necessário prolongar todas as 16 galerias. 

“Pode reunir a maior parte e prolongar duas ou três galerias. Tem que fazer um projeto que urbanisticamente também seja aceitável. O que a gente não pode de jeito nenhum e tem que lutar para impedir é que se venda como está sendo vendido hoje soluções emergenciais como soluções definitivas”, defende.

Em maio, a Prefeitura de Natal lançou um edital de licitação para contratar uma empresa para a execução de obra de drenagem de águas pluviais em Ponta Negra. A obra vai receber um investimento de R$21 milhões e está prevista para acontecer em três pontos: nas ruas Francisco Gurgel e dissipador 9; na rua João Rodrigues de Oliveira; e na rua Praia de Pirangi. 

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A proposta contempla a implantação de três reservatórios subterrâneos de água distribuídos em três pontos da orla, conhecidos como reservatórios de detenção e infiltração com capacidade total de armazenamento de até 50 mil metros cúbicos.

O objetivo é minimizar os constantes alagamentos registrados na faixa de areia da praia desde a inauguração do aterro hidráulico no início de 2025. De acordo com a Prefeitura, o sistema foi dimensionado para suportar chuvas com intensidade até 60 mm, permitindo a infiltração da água no solo.

Ainda assim, em casos de precipitações superiores a esse volume, o excedente será direcionado para a faixa de areia, podendo formar alagamentos que a Prefeitura vem chamando de “espelhos d’água”, que devem se dissipar rapidamente por infiltração.

De acordo com o engenheiro aposentado, as áreas de alagamento trazem uma questão preocupante em relação à saúde pública. 

“A solução para você acabar com essa lagoa é um serviço barato, fazer uma terraplanagem para construir canais largos e rasos ao longo dos 4 km, como era antes. Se você pegar 10% do terreno lá, se você construir canais largos, você consegue, com pequena declividade, aí você vai ter velocidades baixas, não erosivas, e consegue transferir essa água diretamente para o mar sem formar essa lagoa”, aponta.

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O Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), balizador do Processo de Licenciamento Prévio Ambiental junto ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), foi realizado pela empresa Tetra Tech no período de 2018 a 2022. Esta mesma empresa, contratada pela Prefeitura do Natal, foi responsável pelos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA), iniciados em 2016. Segundo João Abner, o projeto em nenhum momento previu a formação dos “espelhos d’água”, na contramão do afirmado pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Thiago Mesquita, que já afirmou que essa formação é proposital, faz parte da drenagem e ajuda a impedir a descida da água em alta velocidade. A Agência SAIBA MAIS procurou a Tetra Tech via e-mail para questionar se os “espelhos d’água” eram de fato previstos, mas a empresa não respondeu.

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Fonte: saibamais.jor.br

UERN abre pós gratuita em português para imigrantes, gestão escolar e Geografia

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Ensinar português para quem atravessou fronteiras carregando outra língua na bagagem exige muito mais do que gramática. Administrar uma escola pública hoje passa por conflitos, escuta, orçamento, evasão, inclusão e decisões que ultrapassam os muros da sala de aula. Já ensinar Geografia, num tempo atravessado por migrações, mudanças climáticas, guerras, algoritmos e desigualdades urbanas, deixou de ser apenas decorar capitais ou localizar rios no mapa.

É nesse cruzamento entre educação, transformação social e formação profissional que a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte abriu seleção para três novas especializações na modalidade de ensino a distância. Ao todo, são 450 vagas distribuídas entre cursos de Ensino de Português como Segunda Língua para Imigrantes, Refugiados e Apátridas, Gestão Escolar e Ensino de Geografia.

Os cursos são gratuitos, financiados pelo Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB/Capes) e ofertados pela Diretoria de Educação a Distância da UERN. As vagas estão espalhadas por polos presenciais no interior e na capital potiguar, ampliando o acesso à pós graduação para profissionais que muitas vezes conciliam trabalho, deslocamentos longos e jornadas múltiplas dentro da educação.

Entre os três cursos, um dos que mais dialoga com mudanças recentes do País é a especialização em Ensino de Português como Segunda Língua para Imigrantes, Refugiados e Apátridas. O crescimento dos fluxos migratórios transformou salas de aula brasileiras nos últimos anos. Em muitas escolas, professores passaram a conviver com estudantes venezuelanos, haitianos, africanos e famílias inteiras tentando reconstruir a vida em outra língua.

O desafio vai muito além de ensinar regras gramaticais. Envolve acolhimento, adaptação cultural, mediação de pertencimento e compreensão das experiências de deslocamento. O curso foi pensado justamente para professores de Língua Portuguesa, docentes de línguas estrangeiras e licenciados em Letras que desejam atuar nesse campo ainda pouco explorado na formação tradicional.

Serão 150 vagas distribuídas entre os polos de Currais Novos, Macaíba, Mossoró, Natal e Patu. Setenta por cento das vagas são reservadas para professores da rede pública.

A própria estrutura curricular aponta para uma formação que cruza linguística, prática pedagógica e produção de materiais didáticos específicos para contextos migratórios. Entre os temas trabalhados estão fonética e fonologia do português, metodologias de ensino de segunda língua, avaliação da aprendizagem e elaboração de conteúdos voltados para estudantes estrangeiros.

Outra especialização aberta pela Uern olha para dentro das próprias instituições de ensino. A pós graduação em Gestão Escolar oferece 150 vagas nos polos de Açu, Apodi, Natal, Mossoró e Patu e surge num momento em que o papel da gestão educacional se tornou ainda mais complexo.

O diretor escolar contemporâneo precisa lidar com metas pedagógicas, conflitos internos, relações comunitárias, inclusão, acompanhamento de aprendizagem, administração de recursos e mediação entre professores, estudantes e famílias. Em muitos casos, a gestão deixou de ser apenas burocrática para assumir funções de liderança pedagógica e articulação social.

A especialização é voltada tanto para profissionais que já atuam em escolas públicas e privadas quanto para graduados em licenciatura interessados em ingressar na área. A proposta da Uern é fortalecer práticas de gestão democrática e qualificar profissionais para atuação em instituições de ensino e órgãos ligados à educação.

Já a especialização em Ensino de Geografia parte de uma pergunta cada vez mais atual. Como ensinar território, cidade, meio ambiente e relações globais para estudantes que vivem num mundo permanentemente conectado e em transformação?

A Geografia ensinada hoje atravessa debates sobre clima, urbanização, migração, crise ambiental, desigualdade social, tecnologia e ocupação dos espaços. A formação continuada proposta pela universidade busca justamente atualizar práticas pedagógicas e aprofundar metodologias de ensino da disciplina.

O curso terá 150 vagas distribuídas entre Açu, Apodi, Patu, Currais Novos e Luís Gomes. A maior parte das vagas será destinada a professores das redes públicas municipal e estadual, embora licenciados de qualquer área também possam participar da seleção.

Os três processos seletivos seguem políticas de ações afirmativas da universidade, com reserva de vagas para pessoas pretas, pardas e indígenas, pessoas com deficiência e professores da educação básica.

Além da formação acadêmica, os cursos também reforçam uma estratégia que a Uern vem consolidando nos últimos anos. A interiorização da pós graduação no Rio Grande do Norte. Ao distribuir polos em diferentes regiões do estado e apostar na educação a distância, a universidade consegue alcançar profissionais que muitas vezes ficariam fora de programas presenciais concentrados apenas nos grandes centros.

Os editais completos, cronogramas, critérios de seleção e detalhes sobre inscrições estão disponíveis no portal da Diretoria de Educação a Distância da UERN.

Especialização em Ensino de Português como Segunda Língua para Imigrantes, Refugiados e Apátridas

Discentes:

Docentes:

Especialização em Ensino de Geografia

Discentes:

Docentes:

Especialização em Gestão Escolar

Discentes:

Docentes:

Link de inscrição

Edital de abertura

Fonte: saibamais.jor.br

São João, Som da Mata, teatro e exposições para curtir o domingo (14)

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Se você acordou neste domingo com aquele gosto amargo pelo empate do Brasil contra o Marrocos e achou que não tinha nada para fazer em Natal, o #MeGuia chegou para provar o contrário. Tem programação para todos os gostos: dos apaixonados por forró aos fãs de teatro, passando pelos amantes de camarão, arte, cordel e até quem só quer dar uma volta ao ar livre antes de encarar a segunda-feira. Em resumo: ficar no sofá hoje exige muita força de vontade.

Uma ótima pedida é conferir a nova exposição do grande Pedro Pereira. “Unir versos às cores” estreou no sábado (13) e segue em cartaz, na Pinacoteca do Estado, até 12 de julho.

A temporada junina segue firme e forte com o Arraiá de Sivirino tomando conta da Ribeira a partir das 15h30, enquanto o São João da Arena promete reunir uma multidão na Arena das Dunas com shows de Daniel Donato, Matheus & Kauan, Xand Avião e Leo Foguete. Para quem prefere algo mais intimista, o Forró do Figa abre as portas em Ponta Negra, e a tradicional Domingueira do Casanova fecha o fim de semana no embalo da música e da dança.

Mas nem só de sanfona vive o natalense. O Parque das Dunas recebe contação de histórias pela manhã e música com o Som da Mata à tarde. Tem ainda teatro no Alberto Maranhão, exposições espalhadas pela Cidade Alta, encontro da Casa do Cordel em Cotovelo e até Festival de Camarão para quem acredita que cultura e gastronomia formam uma dupla tão perfeita quanto zabumba e triângulo. A difícil tarefa deste domingo não é encontrar o que fazer, mas escolher por onde começar.

MÚSICA ________________________

QG do Sivirino com Zé Hilton do Acordeon, Giselle Alves e Leite de Pedra | 14.06 DOMINGO
LOCAL
 | Largo da rua Chile, Ribeira
HORÁRIO | 15h30
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @qgdosivirino

Som da Mata: Bibópi  | 14.06 DOMINGO
LOCAL | Parque das Dunas
HORÁRIO | 16h30
ENTRADA | gratuita
INFORMAÇÕES | @somdamata

Casa do Cordel vai ao Porão das Artes | 14.06 DOMINGO
LOCAL | Porão das Artes (Rua Humberto de Campos, 3018, praia de Cotovelo)
HORÁRIO | 12h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @porao_das_artes.cotovelo

São João da Arena: Daniel Donato, Matheus & Kauan, Xand Avião e Leo Foguete  | 14.06 DOMINGO
LOCAL | Arena das Dunas
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | gratuita
INFORMAÇÕES | @natalprefeitura

Forró do Figa | 14.06 DOMINGO
LOCAL | Figa Bar (Rua Manoel Coringa de Lemos, 633 – Vila de Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | Casa abre às 16h
INFORMAÇÕES | @figa.bar

Domingueira | 14.06 DOMINGO
LOCAL | Casanova (Av. Senador Salgado Filho, 3526 – Candelária, Natal)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @casanova

TEATRO _______________________

Bosque Encena: Cumbuca de Histórias | 14.06 DOMINGO
LOCAL | Parque das Dunas
HORÁRIO | 10h
ENTRADA | gratuita
INFORMAÇÕES | @bosqueencena

Bodas de Zinco | 14.06 DOMINGO
LOCAL | Teatro Alberto Maranhão (Praça Augusto Severo, s/n – Ribeira, Natal)
HORÁRIO | 18h
ENTRADA | Ingressos via bilheteria do TAM
INFORMAÇÕES | @teatroalbertomaranhao.oficial

OUTROS EVENTOS _______________________

Festival de Camarão | 14.06 DOMINGO
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045 – Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | 18h
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

EXPOSIÇÕES _____________________

Exposição “Unir Verso às Cores” | Até 12 de JULHO
A trajetória de Pedro Pereira passa pela poesia, pela pintura, pela fotografia, pela música, pela produção cultural e por uma relação permanente com a liberdade criativa. Parte desse percurso, construído ao longo de 45 anos, será apresentada ao público na exposição “Unir Verso às Cores”.
LOCAL | Pinacoteca do Estado – Cidade Alta
HORÁRIO | A partir das 10h
INFORMAÇÕES | Leia reportagem da Agência SAIBA MAIS

“Futebol, arte e cultura no coração de Natal”, no Bardallos
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico

“Contra a máquina de moer mundos”, na Pinacoteca
LOCAL | Pinacoteca do Estado (Praça Sete de Setembro, s/n, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 8h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @pinacotecapotiguar

CINEMA ______________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shoppin
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping



Fonte: saibamais.jor.br

Lei pioneira no RN veda promoção de agentes públicos acusados de feminicídio

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A governadora Fátima Bezerra sancionou nesta quinta-feira (11) uma lei que veda a promoção de servidores públicos estaduais envolvidos em casos de feminicídio e demais crimes hediondos. O texto é considerado o primeiro projeto de lei do Brasil com esse alcance específico.

Iniciativa do próprio Executivo Estadual, a legislação estabelece a suspensão de promoções desde o momento do recebimento da denúncia formal até o trânsito em julgado da decisão final da Justiça. A lei alcança tanto servidores militares quanto civis.

Em caso de absolvição, a progressão funcional ocorrerá de forma retroativa, assegurando os direitos do servidor inocentado. A proposta surge como um novo instrumento de proteção institucional às mulheres e de combate à impunidade na esfera administrativa.

Articulada pela Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), a nova lei passou por diálogo com o Legislativo, a Frente Parlamentar da Mulher e instituições de defesa dos direitos humanos. Em maio, deputadas cobraram a celeridade na tramitação do projeto.

Saiba Mais: Deputadas do RN cobram PL que impede promoção de acusados de feminicídio

De acordo com a governadora Fátima Bezerra, a lei não se trata de antecipar julgamento nem de desrespeitar a Constituição.

“Muito pelo contrário. Esta lei respeita integralmente o princípio da presunção de inocência, assegurando todas as garantias legais e constitucionais. Mas também afirma um princípio igualmente importante: a função pública exige conduta compatível com os valores que a sociedade espera daqueles que têm a missão de servi-la”, apontou.

A chefe do executivo lembrou ainda que a lei sancionada nesta quinta-feira se soma a outros instrumentos de combate à violência, como a criação de sete novas delegacias da mulher, uma delegacia virtual que recebe denúncias 24 horas por dia durante todos os dias da semana, ampliação da Patrulha Maria da Penha, além da Casa de Acolhimento Anatália de Melo Alves.

Para a secretária de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Júlia Arruda, a lei atende a um clamor da sociedade e do movimento de mulheres. 

“É um passo muito importante, porque pela brecha que tinha na lei, [a promoção] estava sendo automaticamente, independente da condição e da situação que essa pessoa se encontrasse”, explicou.

Presidenta do Conselho Estadual de Direito das Mulheres, Joana Lopes, destacou o pioneirismo da medida. 

“O serviço público jamais pode promover uma pessoa acusada de feminicídio. É um avanço, uma resposta do estado para minimizar a dor das famílias. Espero que sejam exemplo para os demais estados brasileiros.”

Já a promotora de Justiça Erica Canuto, autora de livros e artigos publicados sobre a violência contra a mulher, afirmou que a nova lei vem dar segurança jurídica a esse tema.

“Quando um agente de segurança pratica um crime como esse, um crime contra a mulher, um feminicídio, ou outro crime hediondo, isso se reveste de uma gravidade concreta muito superior. Então, essa lei vem em boa hora, vem trazer segurança jurídica e vem trazer também uma efetividade para a proteção da mulher”, destacou.

Zaíra Cruz

Segundo a justificativa apresentada pelo Governo do Estado, o Projeto de Lei Complementar insere-se no contexto do compromisso permanente do poder público com o fortalecimento das medidas de enfrentamento à violência de gênero e combate à impunidade na esfera administrativa. O caso da jovem Zaira Cruz foi citado, durante reunião em maio, como exemplo da necessidade de endurecimento das medidas administrativas em situações nas quais acusados seguem recebendo benefícios funcionais enquanto respondem judicialmente pelos crimes.

Zaira Cruz foi encontrada morta no dia 2 de março de 2019, no sábado de Carnaval em Caicó, dentro do carro do policial militar Pedro Inácio Araújo; ele foi condenado em dezembro de 2025 a 20 anos de prisão por ter matado (14 anos) e estuprado (6 anos) a estudante universitária.

Ainda assim, o militar foi promovido duas vezes, em 27 de agosto de 2020 e 31 de agosto de 2023, mesmo estando na condição de sub judice e detido por ordem judicial. Ele passou de cabo a segundo sargento enquanto estava preso. Em abril deste ano, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) emitiu recomendação ao Comando-Geral da Polícia Militar para anular as promoções de Pedro Inácio Araújo de Maria.

Saiba Mais: MPRN recomenda anular promoções de PM condenado no caso Zaira

Fonte: saibamais.jor.br