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Motorista atinge grupo de ciclistas em treino na Rota do Sol

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Um acidente envolvendo um grupo de ciclistas durante um treino na Rota do Sol, em Natal, reacendeu o debate sobre a segurança de atletas nas rodovias e a convivência entre veículos motorizados e bicicletas. Na manhã desta quinta-feira (18), uma caminhonete Hilux atingiu um pelotão que trafegava no sentido Pirangi-Ponta Negra, provocando a queda de vários ciclistas.

Segundo a Federação de Ciclismo do Rio Grande do Norte (FNC), os atletas participavam de um treino programado, acompanhado por um batedor, quando o veículo atingiu o ciclista que seguia à frente do grupo. Apesar dos danos materiais e das escoriações registradas, não houve feridos graves.

Para o professor do Instituto de Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e ciclista, Fábio Fonseca Figueiredo, o episódio expõe problemas estruturais relacionados ao compartilhamento do espaço viário e ao respeito às normas de trânsito:

“O episódio ocorrido hoje, num plano mais geral, revela uma falsa ideia de impunidade. Este senhor, inominável, irresponsável, parte para cima de ciclistas por quê? Porque ele vê uma rua, no caso a Rota do Sol, e imagina que a Rota do Sol é só dele. E, nessa eterna competição por espaço, ele vai sempre levar vantagem em relação a um ciclista”, afirmou em entrevista à Agência Saiba Mais.

O especialista destacou que os ciclistas estavam utilizando a via de forma compatível com a legislação de trânsito. Segundo ele, grupos que treinam em bicicletas do tipo speed frequentemente alcançam velocidades elevadas, tornando inadequada a utilização de ciclovias em determinadas situações.

“Pelo Código de Trânsito Brasileiro, ciclistas que estão a mais de 20 quilômetros por hora devem, inclusive, sair da ciclovia e trafegar na via de rolamento normal dos carros. Era o que esses ciclistas do pelotão estavam fazendo”, explicou.

Figueiredo também defendeu uma atuação rigorosa das autoridades responsáveis pela apuração do caso. “Espero que o Governo do Estado, na competência da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, haja com todo o rigor para que essa falsa ideia de impunidade não se torne um exemplo para que outros motoristas inconsequentes e irresponsáveis tenham a mesma atitude”, disse.

O professor explicou ainda que quedas coletivas são comuns quando ocorre qualquer incidente em pelotões de ciclismo de velocidade. Isso acontece porque os atletas pedalam muito próximos uns dos outros como estratégia para reduzir o impacto do vento e melhorar o desempenho durante os treinos.

“Um ciclista numa speed, numa Rota do Sol, pode circular a 50, 55, 60 quilômetros por hora. Como são atletas profissionais ou semiprofissionais, eles estão geralmente muito próximos. Então, é natural que, quando haja um impacto qualquer, uma queda motivada por atropelamento, por um buraco ou até pela perda de controle da bicicleta, aconteçam quedas coletivas”, explicou.

Segundo ele, a formação em pelotão é uma prática tradicional do ciclismo esportivo e reproduz a dinâmica observada em grandes competições internacionais. “Eles estão próximos porque isso diminui a resistência do vento. É algo comum nesse tipo de treinamento. A desvantagem é que, quando acontece algum sinistro, vários ciclistas podem cair juntos”, acrescentou.

Outro aspecto destacado pelo pesquisador foi a organização do grupo envolvido no acidente. De acordo com ele, a presença de um veículo de apoio demonstra que se tratava de uma atividade planejada e estruturada.

“Esse grupo era mais organizado porque tinha até um carro de apoio. Caso haja algum problema com a bicicleta, um acidente ou qualquer outra necessidade, existe uma estrutura mínima para prestar assistência aos participantes”, afirmou.

O caso segue sob apuração das autoridades. A Federação de Ciclismo do Rio Grande do Norte informou que acompanha a situação e cobra providências para garantir maior segurança aos atletas que utilizam as rodovias estaduais para treinamento.

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Fonte: saibamais.jor.br

Há 91 anos, três operários colocavam no ar a primeira rádio de Natal

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Quando a noite caiu sobre Natal em 18 de junho de 1935, a cidade ainda era pequena. Com pouco mais de 40 mil habitantes, ruas tranquilas e poucos aparelhos receptores espalhados pelas casas, a capital potiguar começava a ouvir uma novidade tecnológica que transformava a comunicação em várias partes do mundo. A partir de uma residência na Cidade Alta, três trabalhadores colocaram no ar uma transmissão radiofônica que, hoje se sabe, marcou o verdadeiro nascimento do rádio no Rio Grande do Norte.

A data, que completa 91 anos nesta quinta-feira (18), foi identificada por uma pesquisa dos professores e pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ciro Pedroza e Valquíria Kneipp. O estudo encontrou registros no jornal católico A Ordem que comprovam o funcionamento da Rádio Sociedade do Rio Grande do Norte, emissora que entrou no ar seis anos antes da criação da Rádio Educadora de Natal (REN), tradicionalmente apontada como pioneira da radiodifusão potiguar.

A descoberta ganha relevância não apenas por corrigir uma data histórica, mas por reposicionar personagens que ficaram à margem da narrativa oficial. Em vez de empresários, políticos ou instituições, os responsáveis pela primeira transmissão radiofônica registrada no estado foram trabalhadores ligados aos serviços públicos e às atividades portuárias da capital. O eletricista dos Correios e Telégrafos Durval Gomes Barbosa, o mecânico da Companhia de Melhoramentos do Porto Romão Lordão Lacerda e o guarda da Alfândega e seresteiro Pedro Machado reuniram conhecimentos técnicos, equipamentos e entusiasmo para criar uma emissora que funcionaria, ainda que brevemente, como a primeira experiência radiofônica potiguar.

Foto: ceida

O estúdio da Rádio Sociedade estava longe da estrutura que mais tarde caracterizaria as emissoras comerciais. Funcionava na casa de Pedro Machado, localizada na rua Presidente Passos, número 546, na Cidade Alta. Era ali que músicos e seresteiros da cidade se reuniam para cantar canções populares, executar serenatas e enviar cumprimentos aos ouvintes. Em uma época em que o rádio ainda despertava curiosidade e fascínio, a programação misturava música, mensagens e a simples celebração da possibilidade de falar para uma audiência invisível espalhada pelos diferentes bairros de Natal.

A pesquisa que levou à redescoberta dessa história teve origem em uma pista deixada décadas antes pelo pesquisador Gumercindo Saraiva. Em 1983, ele publicou um artigo na revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras contestando a versão consolidada de que a Rádio Educadora de Natal teria sido a primeira emissora do estado. Embora apontasse a existência de uma experiência anterior em 1935, o estudo não conseguia determinar exatamente quando as transmissões haviam começado. Foi somente com a análise sistemática dos exemplares do jornal A Ordem que os pesquisadores encontraram as referências necessárias para estabelecer a data precisa do início das operações da Rádio Sociedade.

Segundo Ciro Pedroza, a documentação encontrada permite revisar oficialmente o marco inicial da radiodifusão potiguar. “O que nós pretendemos é que a data de nascimento do rádio natalense seja atualizada, a exemplo do que vem acontecendo em vários lugares do país. Em vez de novembro de 1941, a nova certidão de nascimento do rádio potiguar deve ser conferida ao dia 18 de junho de 1935”, afirma o pesquisador em entrevista à Agência Saiba Mais.

A trajetória da Rádio Sociedade, no entanto, foi curta. A emissora operou por apenas quatro meses. Sem conseguir obter autorização junto ao Ministério da Viação, órgão federal responsável pelas concessões radiofônicas na época, acabou encerrando suas atividades em setembro de 1935. O fechamento não impediu, porém, que a experiência deixasse marcas profundas. Muitos dos nomes que participariam da fundação da Rádio Educadora de Natal, criada em novembro de 1941, já haviam colaborado com a iniciativa pioneira, entre eles os comerciantes Carlos Farache e Carlos Lama. A própria REN pode ser vista, sob essa perspectiva, como uma continuação institucional de uma experiência iniciada anos antes por um grupo de entusiastas.

Para os pesquisadores, o reconhecimento da Rádio Sociedade também dialoga com um movimento mais amplo de revisão da história do rádio brasileiro. Nos últimos anos, diversos estudos têm questionado versões consagradas sobre o surgimento da radiodifusão no país. Um dos marcos desse processo ocorreu em 2019, durante o XII Encontro Nacional de História da Mídia, realizado em Natal. Na ocasião, pesquisadores reunidos no evento assinaram a chamada Carta de Natal, documento que reconheceu o dia 6 de abril de 1919 como a data inaugural da radiodifusão brasileira, atribuindo à então Rádio Club de Pernambuco as primeiras transmissões sonoras regulares do país. Entre os participantes da discussão estava o próprio Ciro Pedroza.

A revisão proposta para o caso potiguar segue a mesma lógica: buscar evidências documentais, confrontar narrativas consolidadas e ampliar o reconhecimento de personagens que ajudaram a construir a história da comunicação. Nesse sentido, a pesquisa desenvolvida por Ciro Pedroza e Valquíria Kneipp não reivindica apenas uma correção cronológica. Ela propõe uma mudança de perspectiva sobre quem foram os responsáveis por introduzir o rádio no estado.

Durante décadas, a memória da Rádio Sociedade permaneceu abafada pelo sucesso posterior da Rádio Educadora. A ausência de gravações, o curto período de funcionamento e a falta de reconhecimento oficial contribuíram para que sua história fosse gradualmente esquecida. Ainda assim, as marcas daquela experiência permaneceram registradas em jornais, documentos e referências dispersas que resistiram ao tempo.

Noventa e um anos depois, a redescoberta desses registros permite reconstruir uma cena quase apagada da memória urbana de Natal: uma casa na Cidade Alta transformada em estúdio improvisado, seresteiros reunidos diante de um microfone e três trabalhadores experimentando uma tecnologia que começava a mudar o mundo. Antes das grandes emissoras, dos auditórios lotados e dos programas que se tornariam parte da rotina dos potiguares, foi ali, entre fios, equipamentos improvisados e muita curiosidade, que o rádio natalense encontrou sua primeira frequência.

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Fonte: saibamais.jor.br

Feira destaca autonomia e protagonismo de idosos em Mossoró

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Aos 67 anos, Maria das Graças descobriu que nunca é tarde para aprender algo novo. Aluna do curso de empreendedorismo do programa Uern 60+, ela conta que não imaginava viver essa experiência. Entre mesas repletas de produtos feitos à mão, ela observava o movimento da III Feira do Empreendedor Maior Idade (FEMID), realizada no Centro Administrativo, com a empolgação de quem está dando os primeiros passos em uma nova jornada.

“Eu acho maravilhoso o curso. Nunca pensei que, na minha velhice, fosse me sentir tão bem e tão feliz. Os professores são ótimos, tudo aqui é legal. Eu não vendia antes, mas vou aprender a vender”, afirmou.

Dezenas de outros participantes encontraram no empreendedorismo uma oportunidade de ampliar a renda, fortalecer a autoestima e transformar habilidades desenvolvidas ao longo da vida em novos projetos. Muitos já produziam artesanato, alimentos ou outros itens em casa, mas ainda não tinham contato com técnicas de comercialização, precificação e divulgação dos produtos.

Foi justamente para dar visibilidade a essas trajetórias que a III Feira do Empreendedor Maior Idade reuniu os alunos das turmas dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) dos bairros Bom Jesus e Sumaré. Durante o evento, os participantes apresentaram e comercializaram produtos desenvolvidos ao longo da capacitação oferecida pelo programa Uern 60+ em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude (Semasc).

Segundo o coordenador da Semasc, Lucas Fernandes, a iniciativa busca estimular o protagonismo da população idosa e mostrar que a aprendizagem e a autonomia podem ser construídas em qualquer fase da vida.

“Hoje, além de fortalecer os vínculos comunitários junto com a universidade e os nossos Cras, nós damos essa autonomia para os nossos idosos trabalharem da melhor forma aquilo que eles acreditam serem capazes de realizar”, destacou.

Ao longo do curso, os participantes tiveram acesso a conteúdos voltados à produção, exposição e comercialização de produtos. As aulas também abordaram planejamento financeiro e estratégias para estruturar pequenos negócios.

A coordenadora do projeto de empreendedorismo da Uern 60+, professora Ana Augusta, explica que a turma conta atualmente com 35 alunos e que a feira funciona como uma experiência prática dos conhecimentos adquiridos em sala.

“É importante para eles como prática, mas também como incentivo para que, futuramente, se quiserem empreender, tenham noção de como fazer. Passamos o curso inteiro mostrando técnicas, inclusive como calcular os custos do produto”, explicou.

De acordo com a professora, um levantamento realizado no início da capacitação revelou que cerca de 75% dos alunos tinham interesse em empreender. Para ela, a feira cumpre um papel importante ao aproximar esses novos empreendedores do público e criar oportunidades para que seus produtos sejam conhecidos.

“A Feira é uma oportunidade para dar visibilidade aos negócios e está sendo um sucesso desde a primeira edição”, ressaltou.

A FEMID se consolidou como um ambiente de troca de experiências, convivência e valorização das potencialidades da pessoa idosa. A iniciativa reforça a ideia de que o empreendedorismo não tem idade e que novos caminhos podem surgir mesmo após décadas de trabalho, aposentadoria ou mudanças de rotina. Para participantes como Maria das Graças, o evento representa não apenas a possibilidade de gerar renda, mas também a descoberta de novas capacidades e perspectivas para o futuro.

*Com informações do Portal UERN

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Fonte: saibamais.jor.br

Casa Durval Paiva alerta sobre o diagnóstico precoce do câncer de Tecidos Moles

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Em média, 50% do nosso corpo é composto por vários tipos de tecidos moles, como os músculos, fáscias, ligamentos, tendões, gorduras, vasos linfáticos, nervos e pele. Quando algum câncer acomete estes locais, eles são conhecidos como cânceres de partes moles ou tecidos moles, que são o destaque do mês de junho, integrando as atividades da Campanha do Diagnóstico Precoce 2026.

Estas neoplasias podem ser divididas em tumores benignos, tumores benignos agressivos (intermediário) e tumores malignos (sarcomas). Eles atingem tanto crianças, quanto adultos e podem surgir em qualquer parte do organismo. Em alguns casos, os sintomas não se manifestam nos estágios iniciais e variam de acordo com a parte em que se desenvolve.

Podem apresentar crescimento de nódulo em qualquer parte do corpo, dor abdominal (que se torna crescente com o tempo), sangue nas fezes ou vômito e fezes escuras ou negras (podendo ter um sangramento interno). Um pilar importante do trabalho de diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil é a capacitação que a CDP realiza com profissionais de saúde da Atenção Básica de todas as regiões potiguares, pois muitos dos sinais e sintomas podem ser confundidos com os de doenças comuns à idade.

Assim, é essencial estar sempre alerta aos desconfortos, alterações de comportamento, sinais e qualquer sintoma, que se torne frequente nas crianças e, ao identificá-los, buscar rapidamente ajuda médica.

As chances de cura do câncer infantojuvenil são de até 80%, se for diagnosticado precocemente. Todas as ações podem ser acompanhadas através das redes sociais da Casa Durval Paiva (@casadurvalpaiva) ou no www.casadurvalpaiva.org.br.

Engorda de Ponta Negra volta a ficar alagada após chuva

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O cenário de alagamentos na engorda da praia de Ponta Negra, em Natal, voltou a se repetir na manhã desta quarta-feira (17). As imagens foram registradas pelo canal Live Cam Natal no Youtube, que transmite a praia em tempo real. O problema com os alagamentos se tornou comum desde a inauguração da engorda, em janeiro de 2025.

Até as 9h15 desta quarta, o boletim pluviométrico diário da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) apontou que Natal registrou chuvas de 6,3 milímetros. Em Parnamirim, na Região Metropolitana, a precipitação foi quase o triplo: 18 milímetros.

No mês passado, a Prefeitura anunciou que vai fazer uma nova obra de drenagem de águas pluviais. O objetivo é implantar três reservatórios modulares e dispositivos complementares de drenagem e minimizar os constantes alagamentos registrados na faixa de areia da praia. Ainda assim, segundo o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal (Semurb), Thiago Mesquita, os “espelhos d‘água”, como a Prefeitura chama os alagamentos, vão continuar, mas em menor volume.

Saiba Mais: Engorda: Prefeitura anuncia nova obra de drenagem, mas diz que “espelhos d’água” continuarão

Em reportagem publicada pela Agência SAIBA MAIS no último fim de semana, o engenheiro e professor aposentado da UFRN, João Abner, afirmou que os efeitos práticos na nova obra anunciada para diminuir os alagamentos na areia quase não serão sentidos. Segundo ele, a drenagem sempre foi o maior problema de Ponta Negra e a engorda realizada na praia precisa de um projeto definitivo e não de soluções emergenciais.

“Nós temos que ter um projeto definitivo. Até agora, só está se discutindo os efeitos e soluções emergenciais. A Prefeitura apontou agora uma obra emergencial de R$ 21 milhões. Mas os efeitos práticos dessa obra quase não vão ser sentidos. Então a gente precisa trabalhar em cima e criar um consenso de uma solução emergencial para Ponta Negra que não tenha partido, que seja uma solução que todo mundo defenda, que a sociedade possa cobrar, inclusive, do setor hoteleiro, que foi o grande responsável pela chegada dessa engorda da forma atropelada como foi feita”, avaliou.

Saiba Mais: Engorda de Ponta Negra precisa de solução definitiva e não emergencial, diz engenheiro

Nos documentos referentes à nova obra, o Executivo publicou um Estudo Técnico Preliminar (ETP), em que diz que os problemas de drenagem em Ponta Negra podem favorecer o transporte de sedimentos em direção à faixa de areia. O documento, de 38 páginas, reconhece que existem alagamentos na faixa da praia — o termo é citado 17 vezes, no singular ou plural, embora o discurso oficial da Prefeitura fale em “espelhos d’água” — este, citado apenas uma vez. Além disso, o texto elenca os resultados positivos esperados com a nova obra, que incluem a redução de alagamentos, erosão e escoamento descontrolado para a orla.

Saiba Mais: Estudo da Prefeitura reconhece alagamentos em Ponta Negra e admite erosão

Ainda em maio, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública para obrigar o município de Natal a realizar obras emergenciais que evitem o agravamento dos alagamentos na área da engorda da praia de Ponta Negra. O órgão afirma que a drenagem no local foi ineficiente, e aponta que as inundações podem acelerar o processo erosivo do Morro do Careca e causar perda da faixa de areia recém-ampliada.

A engorda tem sofrido constantes alagamentos em períodos de grandes volumes de chuva. Em abril, Thiago Mesquita chegou a defendeu que os alagamentos no local são formados propositalmente, fazem parte da drenagem e ajudam a impedir a descida da água em alta velocidade. 

Saiba Mais: “Espelhos d’água” em Ponta Negra são propositais, diz secretário 

Fonte: saibamais.jor.br

Jerimum jazz, forró pé de serra, rock e exposições nesta quarta (17)

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Pela quantidade de eventos na cidade, Natal resolveu antecipar o final de semana para quarta-feira. A programação desta noite passeia do jazz ao forró, passando pelo karaokê sem julgamento e pelo happy hour com playlist aberta. Tem Jazz’in Out no Figa, Alex Lessa no Sempre Rock, samba com Bolinha do Cavaco, além de duas oportunidades para soltar a voz no microfone: no Bardallos e no Eletromusic. Coragem não está inclusa, mas também não é obrigatória.

Para quem já entrou oficialmente no modo São João, o forró domina vários cantos da cidade. Tem Forró do Candieiro na Casa do Matuto, forró pé de serra no Vilarte, Elaine Oliveira no Donana Pub e ainda uma oficina gratuita de forró no Teatro Sandoval Wanderley para quem quer aprender a dançar antes de se aventurar na pista. A recomendação é simples: se ouvir uma sanfona, siga o som.

Uma excelente pedida é o Arraiá da Jerimum Jazz, na Escola de Música da UFRN. Anarriê, meu povo !

E se a ideia for algo mais tranquilo, as exposições seguem de portas abertas pela Cidade Alta, com opções na Pinacoteca, no IFRN e no Bardallos. Já os cinemas mantêm a programação normal — e, de segunda a quarta, ainda tem meia-entrada para todo mundo no Moviecom. Ou seja: desculpa para ficar em casa nesta quarta está em falta no mercado cultural natalense.

MÚSICA ______________________

Jazz´in Out, no Figa | 17.06 QUARTA
LOCAL | Figa bar (Rua Vereador Manoel Coringa de Lemos, 633, Vila de Ponta Negra)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @figa.bar

Karaokê, no Bardallos | 17.06 QUARTA
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Ledo, 678, Cidade Alta)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

Alex Lessa, no Sempre Rock | 17.06 QUARTA
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Manu de Olinda e convidados, no Zé Reeira | 17.06 QUARTA
LOCAL | Bar do Zé Reeira (Rua Professor Zuza, 159, Cidade Alta)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @bardozereeira

Arraiá Jerimum Jazz, na EMUFRN | 17.06 QUARTA
LOCAL | Escola de Música da UFRN (Rua Coronel João Medeiros, Lagoa Nova)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @escolademusicaufrn

Playlist aberta e happy hour, no La Luna | 17.06 QUARTA
LOCAL | La Luna (Rua Alameda das Acácias, Neópolis)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @lalunanatal

Forró do Candieiro, na Casa do Matuto | 17.06 QUARTA
LOCAL | Casa do Matuto (Av. Presidente Café Filho, 700, Praia do Meio, Natal)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @casadomatutonatal

Forró pé de serra, no Vilarte | 17.06 QUARTA
LOCAL | Vilarte (Av. Engenheiro Roberto Freire, 4090, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @shoppingvilarte

Elaine Oliveira e forró das antigas, no Donana Pub | 17.06 QUARTA
LOCAL | Donana Pub (Rua José Aguinaldo Barros, 400A, Candelária)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @donanapubnatal

Renan Miranda e Ítalo Brandão, no Só mais uma | 17.06 QUARTA
LOCAL | Só mais uma (Av. Eng. Roberto Freire, 8750, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @somaisumabar

Bolinha do Cavaco, no Seu Zezin Botequim | 17.06 QUARTA
LOCAL | Seu Zezin Botequim (Av. Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

Karaokê, no Eletromusic | 17.06 QUARTA
LOCAL | Eletromusic bar (Av. Prudente de Morais, 5823, Candelária)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @eletromusicpub

Sérgio Rodrigues, no Páprika | 17.06 QUARTA
LOCAL | Páprika (Rua Pedro Fonseca Filho, 9001, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @paprikanatal

OFICINA  _______________________

Oficina de forró, no Sandoval Wanderley | 17.06 QUARTA
LOCAL | Teatro Sandoval Wanderley (Av. Presidente Bandeira s/n, Alecrim)
HORÁRIO | 18h às 20h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @teatrosescsw

EXPOSIÇÕES __________________________

Exposição “Unir Verso às Cores” | Até 12 de JULHO
A trajetória de Pedro Pereira passa pela poesia, pela pintura, pela fotografia, pela música, pela produção cultural e por uma relação permanente com a liberdade criativa. Parte desse percurso, construído ao longo de 45 anos, será apresentada ao público na exposição “Unir Verso às Cores”.
LOCAL | Pinacoteca do Estado – Cidade Alta
HORÁRIO | A partir das 10h
INFORMAÇÕES | Leia reportagem da Agência SAIBA MAIS

“Futebol, arte e cultura no coração de Natal”, no Bardallos
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico

“Contra a máquina de moer mundos”, na Pinacoteca
LOCAL | Pinacoteca do Estado (Praça Sete de Setembro, s/n, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 8h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @pinacotecapotiguar

CINEMA ____________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shopping
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping

EQUIPAMENTOS PÚBLICOS _______________________

PINACOTECA POTIGUAR
Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”.
LOCAL |Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN
HORÁRIO |de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h
Entrada gratuita.

CIDADE DA CRIANÇA
O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia.
LOCAL |Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
HORÁRIO | aberto das 8h às 18h
ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam)
INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal

FORTE DOS REIS MAGOS
O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada.
LOCAL |Forte dos Reis Magos (Praia do Forte)
HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção
ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança.
INFORMAÇÕES | Aqui

CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória.LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do NorteHORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191E-MAIL | [email protected]

BOSQUE DAS MANGUEIRAS
Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida.
LOCAL |entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova
HORÁRIO |de segunda a sexta das 8h às 14h
CONTATOS | [email protected]e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.

COMPLEXO CULTURAL RAMPA
O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”.
LOCAL |Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal
HORÁRIO |das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras
Entrada gratuita.



Fonte: saibamais.jor.br

Após recuar do Senado, Carlos Eduardo vai tentar vaga de deputado no RN

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O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (União), confirmou que vai disputar uma vaga de deputado estadual no Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16), pouco mais de um mês após o ex-prefeito ter desistido de concorrer ao Senado por falta de recursos garantidos dentro do seu partido.

No mesmo comunicado, Carlos Eduardo anunciou que vai apoiar Allyson Bezerra, seu correligionário, para governador. O anúncio contou com a presença do deputado estadual Kleber Rodrigues, do PP, sigla federada ao União Brasil. A expectativa do grupo é de eleger sete deputados para a Assembleia Legislativa.

Troca de partido e desistência do Senado

Em 5 de maio, Carlos Eduardo confirmou que não seria candidato ao Senado. A decisão, segundo ele, partiu da prioridade às outras disputas em seu partido e da indisponibilidade de recursos que teria caso mantivesse a postulação no União Brasil. 

O ex-prefeito trocou o PSD pelo União no final de março sob a expectativa de fazer uma dobradinha com a senadora Zenaide Maia (PSD) na chapa de Allyson Bezerra. 

Saiba Mais: Sem recursos garantidos, Carlos Eduardo desiste de disputar Senado

Em seu comunicado, ele disse que foi informado por Allyson que a direção nacional do partido União Brasil daria prioridade à eleição de deputados federais e governador, e que não haveria disponibilidade do fundo eleitoral partidário para candidatura ao Senado no Rio Grande do Norte.

A decisão contraria uma posição anterior do presidente estadual da legenda, o ex-senador José Agripino Maia. Em abril, logo após a filiação de Carlos, Agripino disse à Agência SAIBA MAIS que o ex-prefeito teria a legenda para senador, caso desejasse. 

“Ele está filiado sim ao União Brasil, foi um ato voluntário dele. Ele não está decido ainda sobre a candidatura, mas vai tomar essa decisão de forma compartilhada com o partido. Caso ele venha a ser deputado estadual, federal ou senador, o partido lhe dará legenda”, declarou o ex-senador na ocasião.

Carlos Eduardo ocupou um cargo público pela última vez há oito anos, quando renunciou à Prefeitura de Natal para concorrer a governador. Perdeu no segundo turno para Fátima Bezerra (PT) mas em 2022 se aliou ao campo da governadora para ser candidato ao Senado na chapa governista, mas ficou em segundo lugar de apenas uma vaga disponível. Em 2024 tentou retornar à Prefeitura e acabou a disputa em terceiro lugar, atrás de Paulinho Freire (União) e Natália Bonavides (PT).

Fonte: saibamais.jor.br

Parque das Fontes recebe novamente telão em LED para transmissão do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

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A torcida de São Gonçalo do Amarante aprovou e já tem um ponto de encontro para acompanhar a caminhada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (SEMJEL), vai instalar novamente um telão em LED no Parque das Fontes para transmitir os jogos do Brasil e reunir as famílias em um ambiente seguro e de muita animação.

O projeto teve início no último sábado (13), com a exibição da primeira partida da Seleção Brasileira contra a equipe do Marrocos, reunindo torcedores de todas as idades em um clima de confraternização e incentivo ao esporte.

A Prefeitura, com ação da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, instalou também uma ornamentação em LED com as cores da bandeira do Brasil para favorecer o clima festivo. A próxima transmissão acontece nesta sexta-feira (19), a partir das 20h30, quando o Brasil volta a entrar em campo. Dessa vez contra o Haiti.

A organização orienta que o público leve sua própria cadeira para acompanhar a partida com mais conforto.Será permitida a entrada com cooler contendo bebidas apenas em latas ou garrafas plásticas. Por questões de segurança, não será permitido o acesso com garrafas de vidro, objetos cortantes ou fogos de artifício.

A iniciativa tem a parceria da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, através da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer, com o Governo do Estado, via Subsecretaria do Esporte e Lazer SEL/SEEC, com destinação de emenda parlamentar da deputada estadual Terezinha Maia.

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Doutoranda da UFRN acusa universidade espanhola de copiar método de ensino

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A bióloga, mestre e doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Gláucia Lidiane Silva, acusa a Universidad Miguel Hernández de Elche (UMH), na Espanha, de utilizar sem o devido crédito uma metodologia de ensino desenvolvida por ela e reconhecida internacionalmente. Conhecido como “Método Taylor Swift”, o trabalho utiliza músicas e videoclipes da cantora norte-americana para facilitar o ensino de botânica e foi apresentado em um dos principais eventos científicos da área antes de ser publicado em uma revista de alcance internacional.

A denúncia ganhou repercussão após a pesquisadora tornar público que pretende ingressar com uma ação judicial internacional contra a instituição espanhola e um professor vinculado à universidade. Segundo ela, a decisão foi tomada após meses de tentativas frustradas de resolver o caso por vias administrativas e acadêmicas. Para custear o processo, Gláucia iniciou uma campanha de arrecadação online e afirma precisar de aproximadamente R$ 30 mil para cobrir despesas jurídicas.

O método que está no centro da disputa começou a ser desenvolvido em 2020, durante a pandemia de Covid-19. Na época, Gláucia buscava formas de despertar o interesse dos estudantes por conteúdos de botânica, área que frequentemente enfrenta dificuldades para atrair a atenção dos alunos. Ao perceber que diversos videoclipes de Taylor Swift continham referências a plantas, florestas e outros elementos da natureza, ela passou a utilizar esse universo cultural como ferramenta pedagógica para aproximar os estudantes dos conceitos científicos.

A proposta consiste em analisar letras, imagens e metáforas presentes nas músicas da artista para discutir conteúdos relacionados aos diferentes grupos vegetais. Videoclipes como “Cardigan”, “Out of the Woods” e “Willow” são usados para introduzir temas ligados a briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas. Além de facilitar a aprendizagem, a metodologia busca combater a chamada “impercepção botânica”, fenômeno descrito pela literatura científica que se refere à dificuldade das pessoas em perceber e valorizar as plantas presentes no ambiente ao seu redor.

O reconhecimento acadêmico veio em 2024, quando o trabalho foi selecionado entre mais de 1.500 propostas para uma apresentação oral durante o Congresso Internacional de Botânica, realizado em Madri. No ano seguinte, a pesquisa foi publicada na revista científica Annals of Botany, ligada à Universidade de Oxford e considerada uma das mais importantes da área. A partir daí, o método passou a ser conhecido por pesquisadores de diferentes países.

Segundo Gláucia, a suspeita de apropriação indevida surgiu no início deste ano, quando ela encontrou uma reportagem internacional divulgando um projeto desenvolvido na universidade espanhola. A notícia descrevia uma metodologia baseada em videoclipes de Taylor Swift para ensinar botânica, mas sem qualquer menção ao trabalho já publicado pela pesquisadora brasileira.

“Eu achei o capítulo dele no dia 1º de março, através de uma matéria no Eureka Alert. Nessa matéria, a pessoa de comunicações da universidade descreve o projeto do Joaquín e em nenhum momento aparece o meu nome. Aquilo ali me assustou porque ele estava usando os mesmos vídeos que eu uso, o mesmo método”, afirmou.

Após localizar o material completo, a pesquisadora diz ter identificado uma série de semelhanças entre as duas propostas. Segundo ela, além da utilização dos mesmos videoclipes para abordar os mesmos conteúdos, o autor espanhol apresenta a estratégia como uma criação inédita. “Quando eu li, fiquei muito indignada. Ele vai dizer que criou uma nova metodologia usando videoclipes da Taylor Swift e que estava apresentando uma metodologia inovadora. Outra coisa: ele não me cita em nenhum momento em materiais e métodos. Ele faz praticamente a mesma coisa que eu, usa os mesmos videoclipes para os mesmos conteúdos de botânica”, declarou.

Gláucia também afirma que dados produzidos por sua pesquisa teriam sido utilizados sem referência ao trabalho original. “Lá no final do artigo, ele usa dados do meu artigo de 2025 sem citar, que é a experiência da UFRN. Quando ele atribui o método a ele e a universidade divulga como se fosse uma criação dele na Espanha, isso para mim é uma apropriação de ideias”, disse.

A pesquisadora ressalta que não se opõe à utilização ou replicação da metodologia por outros cientistas. Segundo ela, a reprodução de métodos faz parte do próprio funcionamento da ciência. O problema, afirma, está na ausência de reconhecimento da autoria original. Na avaliação dela, o caso também levanta um debate mais amplo sobre o chamado extrativismo epistêmico, conceito utilizado para descrever situações em que conhecimentos produzidos por pesquisadores de países do Sul Global são apropriados por instituições de países mais ricos sem o devido crédito.

Antes de anunciar a intenção de recorrer à Justiça, Gláucia afirma ter buscado uma solução amigável. Ela entrou em contato diretamente com o professor espanhol, com o departamento ao qual ele está vinculado e com setores administrativos da universidade. Posteriormente, a própria UFRN passou a acompanhar o caso e encaminhou comunicações formais à instituição espanhola, ao pesquisador e à editora responsável pela publicação questionada.

“O estopim foi porque eu esgotei todas as vias institucionais possíveis. Em março eu entrei em contato com a UFRN, com o professor, com o departamento dele, com o pessoal de comunicações, eu não tive sucesso. Recentemente a UFRN entrou em contato com eles, o reitor da UFRN notificou o reitor da universidade espanhola, o professor e a editora, sem sucesso. Só me restou a via judicial”, afirmou.

Além das consequências acadêmicas, a pesquisadora relata que a situação trouxe impactos pessoais significativos. Segundo ela, os últimos meses foram marcados por desgaste emocional e profissional, agravados pelo fato de o projeto desenvolvido na Espanha ter recebido financiamento institucional.

“Isso está rolando desde 1º de março. Eu também fui prejudicada nessa situação fisicamente, emocionalmente e academicamente. O professor Joaquín recebeu um prêmio e foi financiado pela universidade com um projeto que não foi ele que criou. Ele ganhou dinheiro com algo que eu criei, e eu acho isso muito injusto”, declarou.

Em nota enviada à equipe de reportagem da Agência Saiba Mais, a UFRN informou que acompanha o caso por meio da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) e confirmou que realizou contatos formais em busca de esclarecimentos. “A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) informa que analisou o caso, por meio da Secretaria de Relações Internacionais (SRI), juntamente à pesquisadora. Nesse sentido, em maio, a instituição de ensino enviou comunicado às entidades espanholas em busca de solucionar o ocorrido. Até o momento, a UFRN não recebeu retorno”, informou a universidade.

Até o fechamento desta reportagem, a Universidad Miguel Hernández de Elche não havia se manifestado sobre as acusações. Enquanto aguarda uma resposta formal da instituição espanhola, Gláucia segue mobilizando apoiadores para financiar a ação judicial que pretende mover no exterior, sustentando que o caso vai além de uma disputa individual e envolve o reconhecimento da produção científica desenvolvida por pesquisadores brasileiros em espaços acadêmicos internacionais.

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Fonte: saibamais.jor.br

Evento de moda sustentável leva brechós e oficinas gratuitas à UFRN

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O Centro de Convivência do Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) recebe, entre os dias 17 e 19 de junho, o 1º Encontro de Brechós e Moda Sustentável da UFRN. A programação reúne empreendedores, artesãos, estudantes e interessados em consumo consciente, com atividades voltadas à economia circular, ao reaproveitamento de materiais e à valorização da produção local.

Durante os três dias de evento, das 9h às 16h, o público poderá visitar estandes de brechós, conferir produtos artesanais e participar gratuitamente de oficinas de crochê, bordado, macramê, costura criativa, biojoias e customização de peças. A iniciativa também contará com a participação de artesãs e artesãos da EcoArte da UFRN e representantes da agricultura familiar.

Um dos destaques da programação será o Grande Desfile de Moda Sustentável, Circular e Solidária, marcado para o dia 18 de junho, às 13h30. A proposta é apresentar peças produzidas a partir de práticas sustentáveis, incentivando novas formas de consumo e produção no setor da moda.

Além das atividades formativas e da exposição de produtos, o encontro terá apresentações musicais ao vivo com o cantor Ianco Rodrigues, contribuindo para a integração entre cultura, empreendedorismo e sustentabilidade.

Para a empreendedora e especialista em moda sustentável Samara Tales, iniciativas como essa ajudam a ampliar o debate sobre os impactos ambientais e sociais da indústria da moda:

“A moda é uma das cadeias produtivas que mais geram resíduos no mundo. Quando criamos espaços para discutir reaproveitamento, circularidade e consumo consciente, mostramos que existem alternativas possíveis e acessíveis. Eventos como este aproximam a população dessas práticas e fortalecem pequenos empreendedores que trabalham com responsabilidade socioambiental”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais.

Segundo Samara, os brechós e os projetos voltados à moda circular também desempenham um papel importante na mudança de comportamento dos consumidores.

“Cada peça reaproveitada representa menos descarte e menor demanda por novos recursos naturais. Ao mesmo tempo, a moda sustentável gera renda, incentiva a criatividade e fortalece redes locais de produção. É um movimento que beneficia o meio ambiente, a economia e a sociedade”, destaca.

O evento é realizado pela UFRN, com apoio de diferentes setores da universidade e entidades estudantis, e tem entrada gratuita. A expectativa é reunir a comunidade acadêmica e o público externo em torno de práticas que promovam sustentabilidade, inclusão e empreendedorismo criativo.

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Fonte: saibamais.jor.br