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Plataforma oferece gratuitamente filmes nacionais

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Para quem prefere passar os dias de folia em casa neste período de carnaval, a dica é aproveitar e conferir 18 filmes nacionais, de várias regiões do país, que chegaram ao catálogo do serviço de streaming gratuito do Itaú Cultural Play.

Entre as opções está a comédia Recife Frio, curta-metragem dirigido por Kleber Mendonça Filho, que retrata a cidade natal sob uma drástica mudança climática. Com a linguagem de documentário, a ficção mostra a capital pernambucana em um clima frio, e aborda temas como especulação imobiliária, desigualdade social e impacto do turismo.

Já o documentário Brasiliana: o musical negro que apresentou o Brasil ao mundo, de Joel Zito Araújo, conta a história da companhia de teatro, dança e música fundada em 1949, no Rio de Janeiro, por artistas negros que excursionou por 90 países.

Tem também o documentário Empate, de Sergio de Carvalho, que resgata a história do movimento seringueiro das décadas de 70 e 80 no estado do Acre. O nome do filme faz referência às estratégias pacíficas de resistência, para impedir o desmatamento da Amazônia, conhecidas como empate.

Outra produção da região Norte, o curta Dasilva Daselva, de Anderson Mendes, apresenta a vida e obra do artista e ecologista Sebastião Corrêa da Silva, que produziu mais de 600 obras sobre fauna e flora da floresta amazônica.

O Cariri paraibano é cenário do documentário Serão de Caio Bernardo, que relata a extração manual de cal e o trabalho na indústria têxtil a partir do cotidiano de uma família.

Dois curtas-metragens do Espírito Santo também estão disponíveis na plataforma: Depois Deste Desterro, de Renan Amaral, que acompanha uma personagem no contexto da ditadura militar, em 1968, de volta à terra natal; e Canto das Areias, de Maíra Tristão, que resgata a memória de uma vila soterrada pelas dunas.

Além dos curtas e documentários, a plataforma oferece ainda a coleção Cine Curtinhas com oito filmes voltados para o público infantil. Entre eles, estão PiOinc que mostra a amizade entre um porco e um passarinho; a animação Abraços, sobre uma filha que escreve aventuras imaginárias num diário para animar a mãe que está triste; O Jardim Mágico, que se inspira nas fábulas, e Eu e o boi, o boi e eu, que fala da cultura popular da lenda do Boi da Manta.

Os filmes estão disponíveis gratuitamente pelo site itauculturalplay.com.br. 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Lembrar é enfrentar a ditadura do esquecimento

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Não me leve a mal se eu insisto nesse tema, em pleno carnaval, quando a folia ganha as ruas do país e até da neve dos jogos olímpicos de inverno, na Itália, chegam notícias da primeira medalha de ouro brasileira no ski…

A vida de quem faz do jornalismo seu ofício, é um eterno aprender. A começar pela noção do que é notícia de verdade – coisa rara em tempos de fakenews, nome chic para mentira – ou a compreensão do verdadeiro papel do jornalista.

Essas lições surgem do inesperado, como as boas notícias, e só a alguns a que tal graça consente, é dado aprendê-las.

Para além das tantas versões acadêmicas, uma das primeiras lições ensinadas pelo mestre Albimar Furtado em suas aulas de jornalismo da UFRN, foi a pragmática explicação atribuída a Charles Dana.

O repórter e depois proprietário do The Sun ensinava aos iniciantes na profissão que desembarcavam na redação do jornal que, “quando um cachorro morde uma pessoa, isto não é notícia, mas quando uma pessoa morde um cachorro, isto é notícia”.

Com o passar dos anos, essa versão ganhou outros “dependes” como, por exemplo, as qualificações para o homem (rico, famoso e importante, “preto, pobre, um estudante, uma mulher sozinha”), para a raça do cachorro (pitbull, de raça, bravo ou inofensivo e sem raça), mas em essência ela continua atualíssima.

Com Rogério Bastos Cadengue, outro mestre das artes e artimanhas do jornalismo da UFRN, aprendi que o bom jornalista separa o joio do trigo na escolha do que do que é ou não notícia, valendo-se da busca incansável e incessante pelo contrário dos fatos.

Se pela Constituição, todos eram iguais perante a lei, porque tantos estavam acima dela e outros mais oprimidos sofrem os rigores impostos por ela, que nunca são exigidos dos poucos privilegiados?…

Identificar, registrar e publicar fatos que se guiem por essa lógica ainda é tarefa de quem pratica o bom jornalismo, embora vivamos tempos difíceis para o ofício de informar, em que uma tal Inteligência Artificial nivela tudo e faz dos poucos jornalistas de verdade, um mero curador de algoritmo, como ensina o professor Luiz Arthur Ferraretto.

Em tempos de IA, porém, quando analfabetos funcionais se tornam escritores consagrados e falsos jornalistas inundam as redes sociais de mentiras disfarçadas de notícia, a regra do jogo não é mais aquela respeitada por Cláudio Abramo. É outra.

É das fakenews mecanicamente (pro e) reproduzidas por homens, mulheres e máquinas, trabalhando numa velocidade impensável em escala 24 x 7, para nos fazer crer que o mundo é “bão, Sebastião” ou é ruim, seu Joaquim, segundo a versão compartilhadas por esses novos donos da pós-verdade.

Esse novo complexo fabril de falsas notícias nos enche com tanta desinformação que nossos arquivos mentais são incapazes de retê-las, processá-las, analisa-las e descarta-las.

O resultado é que vivemos repetindo histórias incompletas, pedaços de relatos, por pura falta de espaço em nosso HD mental para guardar tantos dados desnecessários e nos esquecermos do que realmente importa.

Acumulamos toneladas de lixo informacional e ocupamos todo o espaço disponível em nosso cérebro com ele, a ponto de não lembramos mais, com a mesma facilidade e agilidade de antes, o que vimos, ouvimos, comemos, lemos, conversamos em nossos telefones celulares.

Essa é a estratégia deles para nos tornar zumbis, como naqueles filmes de ficção. O problema é que a vida não é filme, mas o que antes era história de filme, tornou-se realidade virtual tão bem feita que pensamos ser real.

Não somos mais capazes de distinguir o real da ficção, o ouro da pirita que as redes sociais nos oferecem “gratuitamente”?…

É aqui que chega atualíssima a lição de Friedrich Novallis, que vivem há dois séculos na Alemanha: “quando vires a sombra de um gigante, olha a posição do sol pra ver se não se trata da sombra de um anão”.

Em outras palavras, desconfie. Sempre. De quem tem mais ou menos de 30 anos, mesmo que você tenha medo de que não haverá nada em que confiar. Esse é grande desafio dos nossos tempos.

Por isso anda tão difícil acreditar nos heróis que nos são apresentados nas telas e nas redes e não passam de abusadores imundos, defensores dos frascos, comprimidos, injeções e esquemas criminosos que nos causam mal e os fazem cada vez mais poderosos.

Cadê matador do dragão da inflação, o leão do imposto de renda ou o japonês da Federal? Onde estão os anões do orçamento, a modelo sem calcinha ao lado do presidente ou o procurador do power point?…
Onde está Jorgina que fraudou a previdência nos anos 1990 e a gang do careca do INSS?… Cadê o paladino da Justiça que, de tanto tirar a venda de Têmis para condenar os adversários e legislar em causa própria, virou ministro e senador?…

Por onde andam os militares que desonraram a farda torturando, matando e roubando em nome de uma revolução ingloriosa que continuam por aí, mamando até hoje das tetas do poder sem que ninguém saiba até a imprensa denunciar?…

E os tantos envolvidos nos tantos escândalos que abalaram nossa República Brasilis nos últimos anos, para não ir tão longe?… Livres, leves, soltos, gastando o vil metal que subtraíram criminosamente dos cofres públicos?…

É aqui que entra a lição de outro mestre do jornalismo, o amigo Serjão Gomes, da Oboré, de que “jornalista não sabe, mas se lembra”. Como exercer nossa profissão num tempo em que o esquecimento é a ordem do dia?… resistindo.

Porque nos tempos atuais, lembrar é resistir.

(P.S.: Feliz carnaval pra você.)

Fonte: saibamais.jor.br

Pé-de-Meia Licenciaturas: cadastro para participar começa amanhã

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O Ministério da Educação (MEC) inicia nesta terça-feira (17) o período de cadastramento de currículo e pré-inscrição de interessados em participar do Pé-de-Meia Licenciaturas 2026.

Em nota, a pasta informou que estudantes elegíveis devem se cadastrar exclusivamente pela Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Nesta edição, serão concedidas até 12 mil bolsas, conforme critérios adicionais de ocupação de vagas estabelecidos em edital. O MEC disponibiliza um tutorial que orienta sobre a etapa necessária para fazer parte do programa.

Quem pode participar

São elegíveis candidatos que obtiveram nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que foram aprovados em cursos de licenciatura, na modalidade presencial, por meio de um dos seguintes programas:

  • Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
  • Programa Universidade para Todos (Prouni);
  • Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

A iniciativa concede bolsa mensal no valor de R$ 1.050, dos quais R$ 700 podem ser sacados imediatamente.

Os outros R$ 350 serão destinados a uma poupança, cujo saque está condicionado ao ingresso do bolsista como professor em uma rede pública de ensino, em até cinco anos após o término da licenciatura.  

 


Fonte: Agência Brasil de Noticias

Com João Fonseca, brasileiros disputam chaves principais do Rio Open

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Os jogos das chaves principais do Rio Open, a maior competição de tênis da América do Sul, começam nesta segunda-feira (16). O evento teve início no último sábado (14) com as disputas do qualifying, uma fase preliminar que reúne atletas de menor posição no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).

Realizado desde 2014, o Rio Open ocorre no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Trata-se de um torneio nível 500, o terceiro em importância no circuito da ATP, atrás apenas das competições nível 1000 e dos Grand Slams, que são os quatro maiores eventos do tênis mundial (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

Principal nome do tênis brasileiro na atualidade e número 33 do mundo em simples, João Fonseca abre a participação verde e amarela no Rio Open às 16h30 (horário de Brasília), na Quadra Guga Kuerten, mas na chave de duplas. O carioca de 19 anos terá como parceiro o experiente mineiro Marcelo Melo, de 42 anos, e que tem dois títulos de Grand Slam no currículo. Eles encaram o bósnio Damir Dzumhur e o francês Alexandre Müller.

Apesar de não ter pontuação como duplista, João recebeu um wild card – convite dado a tenistas que não têm ranking para entrarem direto na chave principal – da organização. Marcelo, ao contrário, construiu a carreira jogando em parcerias, ocupando o 55º lugar da ATP, tendo sido número um do mundo em 2015. Dzumhur e Müller, assim como o carioca, são habituados às disputas de simples e têm baixas colocações na lista de duplas. O bósnio é apenas o 588º e o francês o 445º.

O duelo seguinte na Guga Kuerten, que não começa antes de 19h, também envolve um brasileiro, mas na chave de simples. O paulista Gustavo Heide, número 257 do mundo e outro contemplado com um wild card da organização, vai medir forças com o tcheco Vit Kopriva (95º).

Por fim, no último confronto da noite na quadra, João Lucas Reis (207º) tem pela frente o veterano alemão Yannick Hanfmann (90º). O pernambucano também compete na chave principal do Rio Open como convidado.

Há, ainda, um quarto confronto envolvendo brasileiro nesta segunda. No terceiro jogo da Quadra 1 do Jockey Club, Igor Marcondes (350º) encara o peruano Ignácio Buse (96º).

O paulista teve de superar o qualifying para atingir, pela primeira vez, uma chave principal de ATP 500 na carreira, aos 28 anos. A vaga veio no último domingo (15), ao derrotar o português Jaime Faria (148º) por 2 sets a 0, parciais de 6/1 e 7/6 (7-5).

Brasilidade em massa

Ao todo, o Brasil terá seis representantes no torneio de simples, um recorde. Dois deles, inclusive, duelam entre si na primeira rodada, em confronto que ainda será marcado. De um lado, João Fonseca. Do outro, Thiago Monteiro.

O cearense de 31 anos e número 209 do mundo (mas que já foi o 61º) se classificou pelo qualifying. No domingo, ele venceu o sérvio Dusan Lajovic (123º) por 2 sets a 1, de virada, com parciais de 2/6, 6/3 e 6/3.

Outro que tem pela frente um rival do qualifying, mas estrangeiro, é Guto Miguel, de 16 anos e o terceiro do mundo entre os juvenis. Atualmente na 1586ª posição do ranking adulto, o goiano, que recebeu um dos wild cards da organização, está primeira vez na chave principal de um ATP 500 e vai encarar o lituano Vilius Gaubas (127º). A partida ainda será agendada.

Nas duplas, além de João Fonseca e Marcelo Melo, o Brasil terá mais três parcerias. Uma delas é 100% gaúcha, entre Orlando Luz, número 54 do mundo, e Rafael Matos (34º). No domingo, eles conquistaram o ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina, ao baterem os anfitriões Nicolás Kicker e Andrea Collarini por 2 sets a 0, parciais de 7/5 e 6/3. No Rio Open, Orlandinho e Rafa estreiam contra o argentino Guido Andreozzi (31º) e o francês Manuel Guinard (25º), em jogo a ser marcado pela organização.

Outro gaúcho, Marcelo Demoliner (82º), disputa a competição ao lado do carioca Fernando Romboli (45º). Eles debutam contra os franceses Sadio Doumbia (26º) e Fabien Reboul (27º). Os paulistas Felipe Meligeni Alves (441º) e Marcelo Zormann (154º), por sua vez, têm pela frente a parceria do belga Sander Gillé (61º) com o holandês Sem Verbeek (59º). Os dois compromissos ainda não foram agendados.

No ano passado, Rafael Matos e Marcelo Melo atuaram juntos e foram campeões. O primeiro também venceu a edição de 2024, tendo como o colombiano Nicolás Barrientos como parceiro. Foram as únicas conquistas do Brasil no Rio Open.


Fonte: Agência Brasil de Noticias

Ativismo digital e a importância (e a necessidade) de regulação das plataformas digitais

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O avanço das plataformas digitais transformou profundamente a comunicação, a política e a vida social. A ausência de regulação eficaz criou um ambiente em que desinformação, discursos de ódio e manipulação algorítmica operam com baixa responsabilização. O anúncio feito em fevereiro de 2026 pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), é uma importante iniciativa para enfrentar esse vazio jurídico. Em um discurso na Cúpula Mundial de Governos, anunciou a implementação de uma série de mudanças em relação às plataformas digitais.

As medidas propostas, como a responsabilização criminal de executivos, punição à amplificação algorítmica de conteúdos ilegais, criação de indicadores de ódio, restrição de acesso para menores de 16 anos às redes sociais e cooperação com o Ministério Público, são de fundamental importância e não surgem como censura, mas como resposta institucional a um ecossistema digital que se tornou lucrativo justamente pela exploração da polarização, com o uso de mentiras, fake news e manipulação para cometer crimes.

São cinco medidas: Primeiro: mudar a lei para responsabilizar legalmente os executivos das plataformas por infrações cometidas em seus sites. Isso significa que os CEOs dessas plataformas tecnológicas enfrentarão responsabilidade criminal por não removerem conteúdos ilegais ou de ódio. Para isso, salientou, que “é preciso parar de fechar os olhos para o conteúdo tóxico compartilhado sob nossa vigilância”.

Segundo: transformar a manipulação algorítmica e a ampliação de conteúdos ilegais em novo crime. Como afirmou: “Desinformação não surge sozinha. Ela é criada, promovida e espalhada por determinados atores”. A intenção é “ir atrás deles”, assim como das plataformas cujos algoritmos amplificam essa desinformação para obter lucros. E disse: “chega de se esconder atrás de códigos, chega de fingir que a tecnologia é neutra”.

Terceiro: criar o que chamou de “indicador de ódio e polarização”. O objetivo é desenvolver um sistema para rastrear, quantificar e expor as plataformas digitais que fomentam a divisão e ampliam o ódio. “Por tempo demais, o ódio foi tratado como invisível e impossível de rastrear”, afirmou, acrescentando que isso irá mudar com o desenvolvimento de ferramentas que servirão de base para a aplicação de penalidades, “porque a disseminação do ódio precisa ter um custo: um custo legal, financeiro e moral para a plataforma, que não pode mais ser ignorado”.

Quarto: proibir o acesso às redes sociais para menores de 16 anos. As plataformas serão obrigadas a implementar sistemas de verificação eficazes, com barreiras que funcionem. Hoje, como ele salientou, as crianças estão expostas a um espaço que nunca deveriam navegar sozinhas: um ambiente de vício, abuso, pornografia, manipulação e violência. A proposta é protegê-las – e não apenas a elas – do que chamou de “velho oeste digital”.

Quinto e último: anunciou o trabalho conjunto com o Ministério Público para investigar e responsabilizar infrações cometidas e citou mais especificamente o TikTok e o Instagram. Defendeu tolerância zero nesse tema e o que chamou de a soberania digital “contra qualquer forma de coerção estrangeira”.

Não por acaso, o discurso e o anúncio de medidas contra as plataformas foram criticados por Elon Musk, que se referiu a Sánchez como “o sujo Sánchez”, qualificando-o de tirano e traidor do povo espanhol, e também pelo fundador do Telegram, Pavel Durov, que, em mensagem a usuários espanhóis, classificou a legislação como portadora de “regulações perigosas”.

Ambos criticaram as medidas que visam à responsabilização dos executivos das plataformas por discursos de ódio e a proibição de acesso às redes sociais para menores de 16 anos. A crítica de empresários de tecnologia às propostas do primeiro-ministro, revela  um aspecto importante do nosso tempo: quem define os limites do espaço público digital? Hoje, plataformas privadas concentram poder de mediação social sem precedentes e também sem o mesmo nível de responsabilidade exigido de outras estruturas que impactam a vida social e coletiva.  Há a alegação da chamada ‘neutralidade tecnológica’, que de fato, não existe, ela apenas  mascara o fato de que algoritmos são construídos para maximizar engajamento – e o engajamento frequentemente é impulsionado por indignação e medo e são manipuladas nas plataformas.

Em resposta ao que chamou de “oligarcas da tecnologia”, em um evento em Madri, Pedro Sánchez afirmou que “a democracia obviamente não será influenciada pelos oligarcas da tecnologia dos algoritmos”, acrescentando que, em função das medidas anunciadas pelo governo, os proprietários dessas plataformas as usaram para se dirigir a milhões de pessoas e espalhar mentiras.

O conjunto de medidas só terá efetividade se houver punições. É preciso garantir a liberdade de expressão, mas não permitir que o ambiente online seja um território sem lei. São necessários mecanismos eficientes de responsabilização das plataformas digitais e dos usuários que, em nome de uma pretensa liberdade de expressão, usam as redes para crimes virtuais, disseminação de fake news, mentiras, manipulações, discursos de ódio e ataques à democracia.

No Brasil, a legislação nesse sentido – o PL 2630/2020, conhecido como PL das Fake News – está estagnada na Câmara dos Deputados desde sua aprovação no Senado em 2020, sem perspectiva de votação. A lei tem 30 artigos e cinco capítulos. O art. 9º trata dos provedores de aplicação e da adoção de medidas necessárias para proteger a sociedade contra a disseminação de desinformação. No capítulo V (Das Sanções), o art. 28 prevê penalidades como advertência, multa, suspensão temporária das atividades e proibição de exercício das atividades no país.

É cada vez mais evidente a importância a sua aprovação, mantida sua proposta original (houve  propostas de alterações que mudavam completamente o que foi aprovado no Senado)  e o PL permanece paralisado enquanto o país convive com a expansão de desinformação política, ataques  às instituições democráticas e exploração econômica de conteúdos nocivos. A dificuldade de aprovação da lei no Congresso Nacional, demonstra o peso das big techs no debate legislativo e também revela a fragilidade dos Estados diante de conglomerados digitais globais.

E mais ainda porque o uso dessas plataformas digitais em eleições podem ser decisivos em especial com o uso da inteligência artificial e, como afirmou Marcelo Senise, presidente do Instituto Brasileiro para a Regulação da Inteligência Artificial (IRIA), no artigo Democracia refém, publicado na revista Carta Capital (12.02.2026), a abdicação do Estado na regulação da inteligência artificial expõe o processo eleitoral aos bandoleiros digitais. Ele afirma ter participado de audiências públicas do Tribunal Superior Eleitoral em que “se debateria a integridade eleitoral diante da avalanche tecnológica” e apresentou um plano de defesa, com 12 propostas técnicas, “embasadas em estudos e experiências globais” que foram “concebidas como alicerces de uma blindagem essencial contra a desinformação” e que apenas duas, e de forma parcial, foram “timidamente acolhidas” e assim “deixando a democracia brasileira perigosamente exposta”.

E o que chamou de “pecado original dessa vulnerabilidade”, segundo ele,  está na inércia, para não dizer conivência, do Congresso Nacional. E, nesse sentido, ao não aprovar o PL 2630/2020  (ou outro que tenha o mesmo objetivo) põe em risco à própria democracia porque, ao não ter uma lei que discipline e estabeleça sanções, o país pode adentrar no que chamou de um “perigoso faroeste digital”, no qual “a lei do mais forte prevalece e o Estado, que deveria ser o garantidor da isonomia, opta por uma retirada estratégica”.

Em discurso no ato comemorativo aos 46 anos da fundação do PT, em Salvador (BA) no dia 7 de fevereiro de 2026, o presidente Lula afirmou que a internet é “uma rede digital que faz mais mal do que bem, tem mais mentiras do que verdade”, e defendeu a necessidade de combater a desinformação, “derrotar a mentira” e “proteger a democracia”.E como se faz isso? Com leis que efetivamente funcionem.

Ele tem consciência dos efeitos da esfera digital nos sistemas políticos e partidários. As campanhas eleitorais não dependem mais apenas de rádio e televisão. O avanço tecnológico alterou profundamente as estratégias de comunicação, tornando as redes sociais decisivas e menos controláveis pelas cúpulas partidárias. E agora, ainda mais com o uso de inteligência artificial.

Lula reconhece a importância de combater a desinformação e da aprovação de uma lei que puna quem transforma a internet no “velho oeste digital”. Contudo, a aprovação depende do Congresso Nacional, que enfrenta forte pressão das big techs e de seus aliados. Daí a relevância da iniciativa espanhola em propor legislação capaz de enfrentar o ecossistema da desinformação.

A necessidade de regulação das redes é fundamental na defesa da privacidade e dos direitos. Não se opõe à liberdade de expressão; ela busca impedir que a liberdade seja instrumentalizada como justificativa para impunidade. Nenhuma democracia pode sustentar um ambiente em que mentiras organizadas e campanhas de manipulação circulam sem consequência.  Trata-se, portanto, de criar leis de proteção aos usuários e impedir a impunidade de crimes digitais. É preciso estabelecer códigos de conduta para usuários e plataformas, com punições rigorosas para quem violar a lei. A regulação não é um ataque à inovação tecnológica, mas uma condição para que ele opere dentro de parâmetros éticos e jurídicos compatíveis com a vida democrática.

O desafio, que vai além de disputas eleitorais,  não é impedir a liberdade de expressão, mas garantir que ela não seja capturada e usada, como tem sido feito,  por interesses econômicos que lucram com a ausência de leis que punam quem as usam para cometer crimes e manipular a opinião pública, em meio a desordem informacional. Regular plataformas é uma necessidade, é ter a consciência de que tecnologia sem responsabilidade enfraquece a democracia. E o que precisamos é justamente o contrário: o seu fortalecimento.

Fonte: saibamais.jor.br

Pabllo Vittar e grupo de K-Pop fazem o povo sambar em SP nesta segunda

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Nesta segunda (16) e terça-feira (17), a cidade de São Paulo recebe grande leva de blocos de rua. Nos dois dias, 111 desfiles ocorrem em todas as regiões da capital.

Os megablocos contam com artistas famosos como Pabllo Vittar, Gustavo Mioto, Di Ferrero, Carol Biazin e Marcelo Falcão.

Pabllo Vittar (13h)

Hoje, o bloco da Pabllo Vittar retorna para mais uma edição mas, desta vez, conta com a participação do grupo de K-Pop Nmixx. A banda é formada por seis integrantes da Coreia do Sul: Lily, Haewon, Sullyoon, Bae, Jiwoo e Kyujin

As sul-coreanas cantam junto com Pabllo a música “Mexe” no Parque do Ibirapuera, às 13h. A Pabllo também deve cantar os maiores sucessos da carreira, como “K.O”, “Amor de Que” e “Corpo Sensual”.

Outros blocos desta segunda-feira:

Vou de Táxi – às 10h30 – Ibirapuera

Ano Passado Eu Morri mas Esse Ano Eu Não Morro – Às 11h, na Praça Jesuíno Bandeira – Lapa

Bloco Filhos de Gil – às 13h, na Av. Helio Pellegrino, 200 – Vila Nova Conceição

Bloco do Escocês – às 9h, na Rua Vupabussu, 305 – Pinheiros.

Bloco do Bartantã – às 13h, Rua Santanésia, 100 – Vila Pirajussara.

Bloco Sabbath – às 14h, na Rua Caetés, 804 – Perdizes.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Multidão desfila com Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens no carnaval de Natal

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A folia tomou conta das ruas de Ponta Negra, em Natal, com o desfile do bloco Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens, neste sábado de carnaval (14). 

Uma multidão de todas as idades se reuniu em uma celebração marcada por alegria, música e tradição. Com 21 anos de história, o desfile reuniu foliões de diferentes gerações no tradicional cortejo realizado da Praça dos Gringos ao Praia Shopping, reafirmando o bloco como um dos símbolos do carnaval de rua de Natal.

A música ficou por conta de Diogo das Virgens e Folia de Rua, ainda na concentração, e depois também pelo Frevo do Xico e Banda Unidos do Frevo do Maestro Paulo Henrique.

Grupos de Brincantes, Pernaltas, Boi de Reis, o Mateus, a Caterina, o Birico, o Jaraguá e as Burrinhas dançantes também fizeram a alegria do público além, claro, dos Bonecos Gigantes que batizam o Bloco.

Foto: Divulgação

Para Teresa Freire, uma das diretoras, o “Poetas” tem um papel fundamental na história recente do carnaval da cidade. Ela destacou o orgulho de ver o bloco completar 21 anos nas ruas, reunindo músicos, personagens e trabalhadores da cultura.

“Nós temos orgulho em dizer que foi o Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens que trouxe carnaval para Ponta Negra. Hoje temos muitas outras manifestações nas ruas do bairro. Contribuímos para que, de forma direta e indireta, muitos trabalhadores sejam remunerados antes, durante e depois do desfile. Então, além de resgatar o carnaval, gera renda para as pessoas da cidade. A gente valoriza o artesanato, a economia solidária”, afirmou.

A maquiadora Rose França foi uma dessas trabalhadoras que ajudaram a colorir a festa. Ela estava fazendo maquiagens nos foliões durante a concentração, agradeceu pelo convite de trabalho e disse acreditar que todos gostaram.

Diogo das Virgens, que comandou a música no início, diz que o povo natalense acreditou no Poetas desde seu surgimento. “O bloco veio com uma proposta de revitalizar o carnaval de Natal, há 21 anos, e eu acho que o povo sentia falta disso. Então, a galera gosta, acreditou e abraçou o bloco, então acho que é um povo que faz o bloco ser o sucesso”, contou.

Teresa Freire e Hugo Manso, diretores do bloco Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens – Foto: Divulgação

Hugo Manso, que também faz parte da direção do bloco, conta que começou a ir ao “Poetas” com seu filho e hoje vê seus netos na festa. “É a continuidade, a permanência, a resistência cultural e é uma renovação que a gente está conseguindo”, afirmou. “Então, resgata toda uma tradição para nós adultos, e as crianças adoram, elas se encantam”, disse Manso.

Se os Poetas, Carecas, Bruxas e Lobisomens fazem parte não só do nome do bloco mas também na representação dos bonecos gigantes, é claro que eles não poderiam ficar de fora do público. Cássia Ofélia foi fantasiada de bruxa junto com as irmãs e disse que todo ano está presente no bloco. “É a alegria, felicidade, união, reencontro, tudo isso”, disse.

Já Fábio Eduardo estava fantasiado de lobisomem, e a esposa era a Chapeuzinho Vermelho. Ele contou que é atraído pelo clima de família, de alegria e de paz. “É um carnaval de paz, isso faz a gente vir todo ano”, declarou.

Foto: Divulgação

Joana Galvão também estava presente com sua família. “Todo ano eu tô aqui com os meus filhos, a minha família. É um bloco super animado, familiar, super de boa, super animado”, reforçou.

O desfile ainda reforçou o espírito de união e celebração cultural que marca essa época do ano. Integrantes de outros blocos carnavalescos estiveram presentes, como Mozart Albuquerque, que faz parte do Chame Gente. Ele disse que considera o “Poetas” uma tradição no carnaval de Natal.

“Mais uma vez ele anima o carnaval de Ponta Negra, muito animado como sempre, e é um bloco tão grande que junto com ele saem vários outros. Eu considero o bloco mais importante do carnaval de Natal”, declarou.

Foto: Divulgação

História

Fundado em Ponta Negra, o grupo nasceu da iniciativa do cartunista e produtor cultural Edmar Viana, inspirado nos blocos de bonecos gigantes de Olinda e Recife. A ideia era resgatar, em Natal, uma tradição que havia se enfraquecido ao longo dos anos.

Cada personagem simboliza uma história: o Careca representa o Morro mais famoso de Natal e simboliza os homens que perdem cabelo na maioridade; o Poeta, a boemia, a noite em Ponta Negra, a cultura da Vila; o Lobisomem, uma lenda antiga de que as crianças não deveriam ir para o Morro do Careca à noite porque havia esse bicho; já a Bruxa representa a beleza e os encantos das mulheres. O poder é a força feminina.

Fonte: saibamais.jor.br

Abono salarial começa a ser pago nesta segunda

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Os trabalhadores nascidos em janeiro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta segunda-feira (16) o abono salarial . Neste primeiro lote, serão liberados R$ 2,5 bilhões para cerca de 2 milhões de beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024. O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.

Quem recebe neste lote

Do total de contemplados em fevereiro:

•     1,8 milhão são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 2,29 bilhões;

•     217,2 mil são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, no total de R$ 301,9 milhões.

Quem tem direito ao Abono Salarial

Tem direito ao benefício o trabalhador que:

•     está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;

•     trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;

•     recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;

•     teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como o pagamento é feito

Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

•     a Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:

•     crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;

•     depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta pode sacar:

•      com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;

•      nas agências, com documento oficial com foto;

•      sem cartão, por meio de biometria cadastrada.

Para servidores públicos (Pasep)

O Banco do Brasil faz o pagamento por:

•      crédito em conta bancária;

•      transferência via TED ou Pix;

•      saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.

Como consultar

Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:

•      aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

•      portal Gov.br;

•      telefone 158 (Ministério do Trabalho);

•      aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;

•      atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.

A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Pobreza afeta desenvolvimento de bebês desde 6 meses, mostra pesquisa

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Bebês em lares pobres têm prejuízos no desenvolvimento motor. A constatação é de estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que relacionou a variedade de movimentos dos pequenos com as condições de vida. O resultado foi publicado na revista cientifica Acta Psychologica, no início de fevereiro.

Ao companhar 88 bebês no interior de São Paulo, o estudo mostrou que, desde os seis meses, é possível observar atrasos naqueles que vivem na pobreza. Eles só conseguiam agarrar objetos, virar e sentar mais tarde do que os demais que viviam em melhores condições socioeconômicas.

“A principal constatação da pesquisa é que, esses bebês, aos seis meses, apresentam menor desenvolvimento motor, ou seja, têm um repertório menor de movimento”, explicou a autora, Caroline Fioroni Ribeiro da Silva.

Segundo ela, eles variam menos os movimentos na hora de sentar, de pegar um brinquedo, às vezes, nem conseguem. O trabalho de Caroline contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A investigação acende uma alerta porque, segundo estudos já existentes, atrasos no desenvolvimento infantil podem produzir crianças que aprendem menos.

“A literatura indica que, pela falta de recursos e de estímulo aos bebês, podem ocorrer prejuízos na vida escolar, como déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos de coordenação”, disse Carolina, que é fisioterapeuta. Ela pondera, no entanto, que mais estudos são necessários para comprovar a relação.

Por outro lado, a pesquisa da UFSCar revelou que a reversão dos atrasos motores pode ocorrer rápido, com estímulos certos. Aos oito meses, bebês avaliados já não tinham problemas significativos. A melhora é atribuída, principalmente, ao engajamento das mães, que reproduziram exercícios simples, como colocar a criança de barriga para baixo (tummy time), usaram papel amassado como brinquedo, conversaram ou cantaram para o bebê.  

“Quando conversamos com o bebê, ele tem a oportunidade de observar os movimentos que a gente faz; quando está de barriga para baixo, está livre para se movimentar e explorar movimento, assim como quando brinca com um papel de presente, que é chamativo  [pelo barulho e textura]”, explicou a fisioterapeuta. “Não são necessários brinquedos caros, apenas orientação”, completou.

Nas visitas às famílias, a pesquisadora conta que era estimulada a interação entre a mãe e bebê. “Falávamos muito para fazerem leitura de livros, cantar, conversar e colocar o bebê de barriga para baixo”, revelou . O chão é o espaço mais seguro para o bebê, porque não tem perigo de ele cair e pode explorar os movimentos, lembrou..


Rio de Janeiro (RJ), 16/02/2026 - Foto feita em 21/08/2023 – A família do bebê Murillo Luiz Martins, sua irmã Maria Helena Martins, os pais Patrick Rodrigues Viana e Danielly Martins durante atendimento para vacinação em residência, em Irajá, na zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 16/02/2026 - Foto feita em 21/08/2023 – A família do bebê Murillo Luiz Martins, sua irmã Maria Helena Martins, os pais Patrick Rodrigues Viana e Danielly Martins durante atendimento para vacinação em residência, em Irajá, na zona norte da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A família do bebê Murillo Luiz Martins, sua irmã Maria Helena Martins, os pais Patrick Rodrigues Viana e Danielly Martins durante atendimento para vacinação em residência – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

Os momentos em que os bebês ficam de bruços sobre uma superfície segura, com supervisão, servem para fortalecer os músculos da cabeça, pescoço, ombros, costas e braços e prepará-los para movimentos mais complexos. Com esse exercício, é possível também desenvolver a coordenação, fazendo com o que ele possa rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé no tempo certo.

A pesquisadora destacou que a maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia estimular os filhos. Nesses casos, ajuda especializada, com visitas de agentes de saúde e fisioterapeutas, são determinantes, afirmou.

“Como não é possível eliminar a pobreza ou a gravidez na adolescência, eu recomendaria visitas de profissionais de saúde para orientar sobre os estímulos nessa fase da vida”.

Nas casas mais pobres, a pesquisa constatou que os bebês passavam mais tempo presos em carrinhos ou contidos e tinham menos oportunidades de explorar o ambiente. Isso ocorria, na maioria das vezes, por falta de espaço.

A presença de mais adultos no mesmo domicílio, em vez de estimular os bebês, também foi apontada como fator negativo. A pesquisa levantou a hipótese de esses lares serem mais “caóticos”, com menos espaços seguros ou  oportunidades para os bebês se movimentarem.


Brasília (DF), 16/02/2026 - Lorrane Paiva partcipa com seu bebê do mamaço”  em plena estação de metrô de Samambaia, como forma de superação ao que ainda resta de preconceito contra um gesto natural. O ato também servirá de abertura para a campanha Incentive a Vida.( Elza Fiuza/Agência Brasil)
Brasília (DF), 16/02/2026 - Lorrane Paiva partcipa com seu bebê do mamaço”  em plena estação de metrô de Samambaia, como forma de superação ao que ainda resta de preconceito contra um gesto natural. O ato também servirá de abertura para a campanha Incentive a Vida.( Elza Fiuza/Agência Brasil)

 Lorrane Paiva participa, com seu bebê, do “mamaço” em plena estação de metrô de Samambaia, em Brasília – Foto Elza Fiuza/Agência Brasil

A presença de pais ou mães no mesmo endereço esteve associada a melhores resultados, ao lado da maior escolaridade materna.

“Os responsáveis solo acabam mais sobrecarregados e com menos tempo para brincar e estimular o bebê”, analisou Caroline. “Então, o fato de ter outra pessoa amparando ajuda muito no desenvolvimento”.

Entre outros fatores que contribuem para o desenvolvimento dos pequenos está o uso de brinquedos que estimulam a motricidade fina, mesmo aqueles improvisados e mais econômicos, como chocalhos – que podem ser confeccionados de grãos de arroz ou feijão e garrafas pet.

Cerca de 400 milhões de crianças vivem na pobreza em todo mundo, segundo o relatório “Situação Mundial das Crianças 2025: Erradicar a Pobreza Infantil – Nosso Dever Comum”, publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em novembro de 2025. Eles estão submetidos a severas privações para saúde, desenvolvimento e bem-estar.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Paquetá desencanta, Flamengo vence Botafogo e vai à semi do Carioca

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Ameaçado, em determinado momento da primeira fase, de ter que disputar um quadrangular para não ser rebaixado no Campeonato Carioca, o Flamengo está nas semifinais do Estadual. Neste domingo (15), o Rubro-Negro venceu o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, pelas quartas de final. A partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional .

Em busca da oitava final de Estadual consecutiva, o Flamengo terá pela frente o Madureira, em jogos de ida e volta que serão agendados pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). O Tricolor Suburbano será o mandante da segunda partida, já que fez melhor campanha.

O Glorioso, por sua vez, fica fora das semifinais pela terceira edição em sequência. O Alvinegro não decide um Carioca desde 2018, quando foi campeão pela última vez, e acumula uma série de cinco derrotas na temporada.

O clássico deste domingo teve o desencantar de Lucas Paquetá. Foi do meia, que retornou ao Rubro-Negro depois de oito temporadas, o gol que abriu o marcador do Nilton Santos, aos 18 minutos. O camisa 20 recebeu do atacante Bruno Henrique na entrada da área e bateu no canto do goleiro Neto.

O Botafogo empatou aos oito do segundo tempo. O lateral Alex Telles cobrou escanteio e o zagueiro Alexander Barboza, de cabeça, encobriu o goleiro Andrew. No fim da partida, aos 38 minutos, o volante Erick Pulgar testou fraco em cima de Neto, dentro da área, mas o goleiro deu rebote e o próprio chileno aproveitou, decretando o triunfo rubro-negro.

O último semifinalista do Carioca será conhecido na segunda-feira (16). Às 18h (horário de Brasília), o Fluminense recebe o Bangu no Maracanã. Quem avançar, encara o Vasco, que despachou o Volta Redonda no último sábado (14), nos pênaltis.


Fonte: Agência Brasil de Noticias