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Potiguar Ivan Baron desfila em escola que homenageou Lula no RJ

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Com um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a escola de samba Acadêmicos de Niterói ocupou a Marquês da Sapucaí na noite deste domingo (15), abrindo os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Entre os destaques do desfile, esteve o potiguar Ivan Baron, que passou pela avenida no carro alegórico 2, “Pro destino retirante”, que retratou um caminhão pau de arara na avenida e os símbolos da fé de Dona Lindu, mãe de Lula. O influenciador ganhou notoriedade nacional ao subir a rampa do Palácio do Planalto, ao lado de Lula, na posse do presidente em 1º de janeiro de 2023. À reportagem, Ivan diz que a emoção do desfile se comparou com aquele dia.

“Entrar na Sapucaí pela primeira vez para homenagear em vida uma das maiores figuras brasileiras pra mim é uma grande honraria, ainda mais em um carro que retrata a luta do povo ordestino e tudo que o presidente Lula precisou passar para fazer por nós. Viva Lula, viva a Democracia!”, declarou.

Nos Stories do Instagram, Baron compartilhou imagens do encontro com Lula no camarote e do abraço entre os dois. Também publicou uma imagem ao lado de Bia Lula, neta do presidente, e da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ).

No desfile, integrantes fizeram o “L” e o público gritou “sem anistia” ao término da homenagem. O enredo escolhido pela escola, “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, exaltou a trajetória do atual presidente. Lula acompanhou do camarote da Prefeitura do Rio, mas também deixou o local por um momento e desceu até a avenida para cumprimentar o mestre-sala e a porta-bandeira. Ele beijou a bandeira da escola, e também repetiu o gesto com as outras três agremiações que desfilaram na noite: Imperatriz Leopoldinense, Portela e Estação Primeira de Mangueira.

Junto com o presidente no camarote estavam a primeira-dama Janja, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ministros e aliados. A escola entrou na avenida às 22h13 e encerrou o desfile às 23h32, dentro do limite de 80 minutos.

O desfile foi marcado por uma série de críticas políticas. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi retratado como o palhaço “Bozo” em ao menos dois carros. No primeiro carro alegórico, foi representado com um terno azul. No quarto, um palhaço surge como uniforme de presidiário e uma tornozeleira danificada fazia referência ao episódio em que o ex-presidente danificou o equipamento na prisão domiciliar.

Outro momento fez referência ao impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). Bonecos caracterizados mostravam a posse de Dilma e, depois, a faixa presidencial sendo tomada por uma pessoa que representava Michel Temer (MDB).

Imagens retrataram Bolsonaro como um palhaço “Bozo” – em um dos momentos, com trajes listrados e tornozeleira eletrônica; e também o período em que Michel Temer “rouba” a faixa presidencial – Fotos 1 e 2: Alex Ferro/Riotour; foto 3: Marco Terranova/Riotour

Também houve uma ala chamada de “Neoconservadores em conserva”. A escola afirma que o grupo atua fortemente em oposição a Lula, representada por pessoas do agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos.

Saiba Mais: Conheça Ivan Baron, o potiguar que se tornou referência ao usar humor para corrigir falas capacitistas

Houve uma orientação da escola para que os integrantes não fizessem o “L”, um temor por perder pontos caso o gesto fosse interpretado como campanha política em ano eleitoral. No entanto, nem a instrução inibiu os participantes, que foi visto em pessoas tanto os carros alegóricos quanto em componentes da bateria. Já os gritos de “sem anistia” foram ouvidos em setores do público.

O ator e humorista Paulo Vieira viveu Lula no desfile. Em entrevista à Mídia Ninja, ele falou sobre a emoção de estar presente na homenagem e disse que a resposta estava “no povo”.

“A arquibancada cantando a plenos pulmões, a resposta tá aí. Às vezes a polêmica tá só na internet, na rua, todo mundo cantando ‘olê, olê, olá’, vai passar nessa avenida um samba popular’”, disse ator e humorista Paulo Vieira, citando um trecho do samba da escola.

Contestações

O repórter Pedro Bassan, da TV Globo – que transmite oficialmente os desfiles, fez uma entrada ao vivo de mais de três minutos explicando as contestações de partidos ao desfile. Explicou que foram representações no Ministério Público e no Tribunal de Contas da União e ações na Justiça comum e na Justiça Eleitoral, cada uma com pedidos específicos, mas de forma geral argumentando que o enredo poderia configurar propaganda eleitoral antecipada.

As ações também buscaram impedir o repasse de recursos para a Acadêmicos de Niterói ou obrigar a escola a devolver o que já recebeu. O incentivo mais contestado foi o da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), que é um órgão federal. A Embratur repassou R$ 1 milhão para a Niterói, assim como fez para todas as outras escolas do Grupo Especial. Foram R$ 12 milhões ao total para as 12 escolas, por meio de um acordo de cooperação técnica firmado entre a Agência e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

Integrantes fizeram o “L” e o público gritou “sem anistia” ao término da homenagem – Foto: Emerson Pereira

Na quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda negou pedidos de liminar em duas representações por propaganda eleitoral antecipada apresentadas pelos partidos Novo e Missão. Os ministros acompanharam o entendimento da relatora, ministra Estela Aranha, que ressaltou que a legislação proíbe o pedido explícito de voto em circunstâncias que não encontram juízo de certeza nesta primeira análise do caso.

A ministra Estela Aranha disse que restringir previamente manifestações artísticas e culturais, apenas por conterem eventual conteúdo político, configura censura prévia e restrição desproporcional ao debate democrático. Portanto, ela acrescentou, “não se verifica, neste momento, probabilidade do direito a justificar a concessão de liminar”, reiterando que eventuais ilícitos poderão ser apurados posteriormente, conforme o contexto fático.

Ivan Baron

O potiguar Ivan Baron ganhou notoriedade nacional pela atuação em defesa dos direitos das pessoas com deficiência e pela subida da rampa do Palácio do Planalto, ao lado de Lula, na posse do presidente em 1º de janeiro de 2023.

O influenciador anunciou sua pré-candidatura a deputado estadual pelo Rio Grande do Norte e se filiou em janeiro ao MDB para concorrer às eleições, mas na última sexta-feira (13) comunicou a saída da sigla por discordar do apoio da legenda ao nome de Allyson Bezerra (União) para governador. À Agência SAIBA MAIS, ele disse que abriu diálogo com o PT e teria conversas no Rio de Janeiro. 

“Acredito que meu coração vai bater forte mais pela estrela”, avisou.

Confira o samba-enredo completo da Acadêmicos de Niterói:



Fonte: saibamais.jor.br

Pé-de-Meia Licenciaturas abre pré-inscrições nesta terça-feira

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Começa nesta terça-feira (17) o período de cadastramento de currículo e pré-inscrição de interessados em participar do Pé-de-Meia Licenciaturas 2026.

Estudantes elegíveis devem se cadastrar exclusivamente pela Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Nesta edição, serão concedidas até 12 mil bolsas, conforme critérios adicionais de ocupação de vagas estabelecidos em edital.

O Ministério da Educação disponibiliza um tutorial que orienta sobre a etapa necessária para fazer parte do programa.

A iniciativa concede bolsa mensal no valor de R$ 1.050, dos quais R$ 700 podem ser sacados imediatamente.

Os outros R$ 350 serão destinados a uma poupança, cujo saque está condicionado ao ingresso do bolsista como professor em uma rede pública de ensino, em até cinco anos após o término da licenciatura.  

Quem pode participar

São elegíveis candidatos que obtiveram nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que foram aprovados em cursos de licenciatura, na modalidade presencial, por meio de um dos seguintes programas:

– Sistema de Seleção Unificada (Sisu);

– Programa Universidade para Todos (Prouni);

– Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Fluminense supera Bangu e pega Vasco na semi do Campeonato Carioca

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O Clássico dos Gigantes vai definir um dos finalistas do Campeonato Carioca. Na noite desta segunda-feira (16), o Fluminense derrotou o Bangu por 3 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro, diante de pouco mais de 20 mil torcedores. O adversário nas semifinais do Estadual será o Vasco.

É a décima vez neste século que os rivais estarão frente a frente em uma semifinal, seja ela nacional ou estadual. O retrospecto é favorável ao Cruzmaltino, que levou a melhor em seis confrontos, sendo o mais recente na Copa do Brasil do ano passado, quando venceu nos pênaltis.

O Tricolor passou à final em três ocasiões: Taças Rio de 2005 e 2008 e Carioca de 2017. Por ter a melhor campanha geral do Estadual, o clube das Laranjeiras será o mandante do jogo de volta.

O Fluminense definiu a classificação no primeiro tempo. Aos 35 minutos, o lateral Guga cruzou pela direita, Jefferson Savarino recebeu pela esquerda, na área, ajeitou e chutou para fazer o primeiro gol dele pelo Tricolor.

Quatro minutos depois, Savarino cobrou escanteio pela esquerda, a zaga afastou e a bola sobrou na entrada da área para o também atacante Agustín Canobbio finalizar. A batida rasteira desviou na defesa e saiu do alcance do goleiro Bruno.

O Tricolor não diminuiu o ritmo na segunda etapa. Aos 28 minutos, o Fluminense acertou o travessão pela segunda vez na partida, agora com o atacante Kevin Serna – no primeiro tempo, foi o volante Facundo Bernal que ficou no quase, pouco depois do 2 a 0.

Aos 32, Santi Moreno foi derrubado na área por Bruno. Pênalti, que o também meia Paulo Henrique Ganso, homenageado antes de a bola rolar com uma placa por ter completado 300 jogos vestindo a camisa tricolor, não desperdiçou.

O Bangu conseguiu descontar dois minutos depois. O zagueiro Juan Freytes bobeou e o lateral Ricardo Sena aproveitou, acertando o canto do goleiro Fábio. Nada, porém, que alterasse o rumo da partida. Tanto que o time comandado por Luís Zubeldia teve várias chances de ampliar a vantagem, mas as defesas de Bruno impediram. No fim, Fluminense 3 a 1.

A outra semifinal reunirá Madureira e Flamengo. O Tricolor Suburbano eliminou o Boavista, enquanto o Rubro-Negro levou a melhor sobre o arquirrival Botafogo. Por ter campanha pior, o atual campeão carioca, brasileiro e da Libertadores será o mandante do jogo de ida. Os clubes aguardam a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) anunciar as datas, horários e locais dos confrontos.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Bloco de Brasília faz carnaval acessível para pessoas com deficiência

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No carnaval, muitos espaços têm barreiras que limitam a circulação e a permanência de pessoas com deficiência (PCD) em eventos, como a falta de rampas, calçadas e piso tátil, pouca oferta de transporte público e de espaços reservados com vista elevada para que quem usa cadeira de rodas ou o escasso número de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Por entender que acessibilidade não é um favor, mas um direito, há 14 anos, a historiadora Lurdinha Danezy Piantino fundou, em conjunto com pais e representantes de entidades voltadas a pessoas com deficiência, o bloco de carnaval Deficiente é a mãe, como forma de combater o capacitismo, que é a discriminação e opressão de pessoas com deficiência, como forma de subestimar suas capacidades e tratando-as como inferiores.

“A pessoa com deficiência tem que ocupar todos os espaços: sociais e culturais. E o momento cultural mais importante do ano é o carnaval. Então, a pessoa com deficiência tem que estar junto.”


Brasília (DF), 16/02/2026 – Ursula Piantino fala com Agência Brasila durante apresentação do Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 16/02/2026 – Ursula Piantino fala com Agência Brasila durante apresentação do Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Drag Queen Ursula Up no Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Lurdinha é mãe de Lúcio Piantino, de 30 anos — o artista multifacetado que dá vida a Úrsula Up, a primeira Drag Queen com síndrome de Down do Brasil e uma voz ativa na causa LGBTQIA+. Fora dos palcos e sem a montação, Lúcio expande seu talento como ator, artista plástico, dançarino e palhaço.

Gay e apaixonado pelo carnaval desde a infância, ele acredita que os blocos são ferramentas essenciais para incluir e levar todos para a festa. “Sinto-me ótimo. É a vida, que é muito boa.”

Bloco na rua

Nesta luta contra o preconceito, outro fundador do Deficiente é a mãe é o servidor público aposentado, Luiz Maurício Santos, de 60 anos. Cadeirante há 28 anos, devido a um acidente de moto, ele relata que apesar das dificuldades de colocar o bloco na rua, devido aos recursos e burocracia, o resultado vale a pena.

Porém, ele defende que mais pessoas com deficiência entendam que o carnaval é um espaço delas também.

“Temos ainda a dificuldade de mobilizar o segmento. As pessoas ainda ficam um pouco receosas de participar, de sofrer alguma discriminação. Então, sempre tentamos mobilizar essa turma para que apareçam.”

Quem não falta aos encontros anuais do bloco é o jovem Francisco Boing Marinucci, de 22 anos, que tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A professora Raquel Boing Marinucci leva o filho ao bloco por ele gostar de músicas e conhecer as marchinhas de carnaval e diversos sambas.

Em 2026, as fantasias carnavalescas dos dois homenageiam os protagonistas do Sítio do Picapau Amarelo, do escritor Monteiro Lobato. Literatura e série televisiva que marcaram a infância do Francisco. Ele diz que gosta da companhia dela nos quatro dias da folia momesca.”A mãe me adora, me ama de paixão. A mãe é minha companhia.” 

Para Raquel, o bloco para PCDs é inclusivo e mais seguro para os dois.

“Quando as pessoas com deficiência intelectual são pequenas, há mais compreensão, porque, em geral, as crianças não são preconceituosas. Mas para um jovem ou adulto com deficiência intelectual não há inclusão de verdade. Por isso, não é possível deixá-lo sair sozinho em um ambiente sem um cuidador contratado ou alguém da família.”

Sociedade mais consciente

De acordo com o IBGE, o Brasil tem18,6 milhões de pessoas com deficiência com 2 anos ou mais de idade, o que representa 8,9% da população nessa faixa etária. A deficiência visual é a mais comum, atingindo cerca de 3,1% da população.


Brasília (DF), 16/02/2026 – O deficiente visual, Thiago Vieira  fala com Agência Brasila durante apresentação do Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 16/02/2026 – O deficiente visual, Thiago Vieira  fala com Agência Brasila durante apresentação do Bloco de carnaval Deficiente é a mãe, na torre de TV.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O deficiente visual Thiago Vieira levou a cão-guia Nina. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pessoas como o auxiliar de biblioteca Thiago Vieira, que tem baixa visão desde o nascimento. Neste carnaval, a companhia dele é a cão-guia Nina. Thiago se classifica como amante do carnaval e considera importante ter eventos inclusivos.

“No ano inteiro, a gente é bastante esquecido. Este bloco é um começo, me sinto seguro aqui. Quem sabe a sociedade se conscientiza para abrir mais lugares acessíveis para a gente?”, deseja.

Alegria e otimismo

Outro frequentador assíduo do bloco feito por e para pessoas com deficiência, é o secretário escolar Carlos Augusto Lopes de Sousa, que trabalha em um centro de ensino da cidade do Recanto das Emas, no Distrito Federal. Ele chegou ao bloco de carnaval, no centro de Brasília, em uma cadeira de rodas com a intenção de aproveitar a segunda-feira de carnaval.

“Isso se chama inclusão e respeito.” A paralisia do Carlos foi causada por uma fratura na coluna após um desabamento, há 37 anos. 

Carlos está ainda otimista com resultados das pesquisas da professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Coelho de Sampaio, que desenvolveu um medicamento (composto polilaminina). Os primeiros experimentos apresentaram resultados promissores na regeneração de lesões medulares.

“Ela é incrível! Heroína nacional”, celebra Carlos Augusto entre um hit e outro carnavalesco. A pesquisa aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avançar em estudos clínicos mais amplos.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Tese da AGU obriga autor de feminicídio a ressarcir pensão do INSS

Ações para responsabilizar financeiramente condenados por feminicídio por despesas com pensões por morte concedidas pelo INSS estão na mira da Advocacia-Geral da União (AGU).

Os processos com essa finalidade ajuizados pelo órgão federal cresceram oito vezes nos últimos três anos: passaram de 12, em 2023, para 54 em 2024 e, no ano passado, chegaram a 100. São as chamadas ações regressivas por feminicídio.

Caso de Marília

No início deste mês, por exemplo, a 2ª Vara Federal de Marília, em São Paulo, condenou um homem a ressarcir o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelos valores pagos com a pensão por morte em favor da dependente da ex-companheira, falecida em decorrência de crime qualificado como feminicídio praticado por ele.

A filha do casal tinha apenas dois anos de idade na época. O homem foi condenado pelo Tribunal do Júri à pena de 26 anos de reclusão.

Em razão do óbito, o INSS concedeu pensão à criança a partir de setembro de 2021, no valor mensal de R$ 1.518, com estimativa de manutenção até março de 2040. Com a ação regressiva, o homem terá de ressarcir a União pelos valores pagos e os futuros, assumindo o ônus financeiro da concessão do benefício, por ter sido o causador real do dano.

Desenvolvida pela AGU, a tese quer alcançar todos os benefícios previdenciários que forem pagos em decorrência de um feminicídio.

Em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o objetivo é cruzar dados nacionais de condenações com as informações do INSS, como explica Adriana Venturini, procuradora-geral Federal da AGU.

“A ideia é que agora a gente consiga fazer parcerias com todas as 27 unidades da federação através do CNJ. E, com o cruzamento dos dados, a gente possibilite que nenhum pagamento previdenciário decorrente de violência doméstica fique sem uma resposta da AGU no sentido de cobrar do agressor o ressarcimento. Porque não deve ficar a responsabilidade para a sociedade”.

A iniciativa busca ainda evitar que o próprio réu figure como beneficiário da pensão por morte, ressalta a representante da AGU.

“Assim que há condenação por feminicídio, o INSS é comunicado e ele evita que o pagamento seja feito se for em benefício do próprio réu. Se for em benefício do filho menor, o pagamento da pensão acontece automaticamente, porque ele não pode ser revitimizado, mas a gente cobra do causador da morte”.

Atualmente, a experiência está presente em 13 unidades da federação. Somente no ano passado, os processos cobraram 113 pensões por morte, com expectativa de recuperação de R$ 25 milhões aos cofres públicos.

Para Adriana Venturini, essa política não se restringe ao ressarcimento financeiro aos cofres públicos, mas dialoga com iniciativas consolidadas de combate à violência de gênero.

“A ideia é que tenha um impacto preventivo e pedagógico, pensando na perspectiva da cultura de responsabilização integral”.

A AGU prepara o ajuizamento de dezenas de novas ações regressivas por feminicídio para o próximo mês, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Bloco Bafo da Onça celebra 70 anos com desfile em Santa Teresa, no Rio

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O Bafo da Onça comemorou 70 anos com um desfile especial nesta segunda-feira de Carnaval (16), marcando um novo capítulo na história do bloco. Em 2026, a agremiação ocupou pela primeira vez as ladeiras de Santa Teresa, no Centro do Rio de Janeiro, e estreou uma bateria com mais de 100 ritmistas. 

Outra novidade foi a parceria com o Cacique de Ramos, grupo que já foi rival, mas hoje é um aliado.

Fundado em 1956, em um botequim do Catumbi, por Sebastião Maria, conhecido como Tião Maria, o Bafo da Onça é o segundo bloco em atividade mais antigo do Rio de Janeiro, atrás apenas do Cordão da Bola Preta. Ao longo de sete décadas, tornou-se símbolo do carnaval de rua e da cultura popular carioca. Há mais de 50 anos, o bloco é liderado por Roberto Saldanha, o Capilé.

A mudança para Santa Teresa é vista pelos integrantes como um retorno às origens.

“É o quarto ano consecutivo que venho como oncinha do Bafo da Onça. É uma alegria muito grande. Todos os outros anos foram na Avenida Chile. A primeira vez em Santa Teresa traz muita alegria e muita coisa boa”, afirma Rafa Manso, integrante do bloco.

“A oncinha mostra o quanto a gente é uma fera. É uma personagem central do bloco”, explica.

Para o presidente do bloco, Roberto Saldanha, desfilar em Santa Teresa tem um significado especial.

“Isso aqui para mim é um sonho. Eu tô no meu quintal. Eu tô em casa. Aqui a gente conhece todo mundo. Não tem nada de confusão, problema, aqui a gente só quer brincar”, declara.

Entre os destaques do cortejo está Chelen Verlink, Rainha do Bafo da Onça, que acompanha o bloco desde a adolescência.

“Comecei como princesa, com 13 anos. Hoje estou com 27 e no posto de Rainha. A gente vai crescendo junto com o bloco”, explica Chelen.

“Minha mãe sempre gostou e o presidente me fez esse convite. Desde então, venho participando ativamente. O Bafo sempre foi um bloco família para mim”, complementa.

O desfile relembra a reconstrução depois que um incêndio atingiu a sede histórica do Bafo da Onça em 2020, destruindo instrumentos, fantasias e parte do acervo. Como parte desse processo, o bloco estreou uma nova bateria, equipada com instrumentos adquiridos por meio de emenda parlamentar.

Outro destaque do desfile foi a parceria com o Cacique de Ramos. A aproximação começou em 2025, quando a tradicional roda de samba do Cacique se apresentou pela primeira vez na quadra do Bafo, durante o evento Mergulho da Onça.

“Na realidade, nós nunca fomos rivais. Nós somos irmãos. Eles trazem uma ala para desfilar com a gente. Carnaval é festa”, reforça Saldanha.

Entre os foliões, a novidade também é celebrada. Luana Brito, de 31 anos, saiu de Bangu, na Zona Oeste, para acompanhar o desfile.

“Eu já tinha planejado vir. No sábado, fui para outros blocos, mas hoje quis vir para o Bafo da Onça, que eu sei que é um bloco muito bom. Essa parceria é perfeita. A expectativa é que seja perfeito”, diz Luana.

Para os integrantes, a união entre blocos tradicionais fortalece o carnaval de rua.

“Vai atrair mais público. É bom que outros blocos também se unifiquem para valorizar os blocos tradicionais”, avalia Rafa.

O desfile de 70 anos mantém o Bafo da Onça no circuito oficial e reafirma a vocação do bloco de ocupar o espaço público como território de encontro, memória e festa.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Ator norte-americano Robert Duvall morre aos 95 anos

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O ator norte-americano Robert Duvall morreu neste domingo (15), aos 95 anos. A informação foi dada pela esposa, Luciana Duvall, pelas redes sociais, nesta segunda-feira (16). O post não informou a causa da morte, mas Luciana disse que Robert “faleceu em casa, em paz, cercado de amor e conforto”.

“Em cada um de seus muitos papéis, Bob se entregou por completo aos seus personagens e à verdade do espírito humano que eles representavam. Ao fazer isso, ele deixa algo duradouro e inesquecível para todos nós”, escreveu Luciana Duvall, companheira de Robert desde 2005.

“Para o mundo, ele era um ator vencedor do Oscar, um diretor, um contador de histórias. Para mim, ele era simplesmente tudo. Sua paixão pelo seu ofício era igualada apenas por seu profundo amor pelos personagens, por uma boa refeição e por reunir as pessoas ao seu redor”, complementou a esposa do artista.

Duvall começou a carreira no teatro na década de 50, e estreou nos cinema em 1962, interpretando Arthur “Boo” Radley, na adaptação do clássico da literatura, O Sol É para Todos. Na longa carreira, participou de muitas obras icônicas da filmografia holliwoodiana, como Bravura Indômita, Rede de Intrigas, Apocalipse Now e a triologia O Poderoso Chefão. Seu último trabalho foi uma participação no filme O Pálido Olho Azul, lançado em 2022.

O ator concorreu a sete prêmios Oscar e foi vencedor em 1983, pelo seu papel no faroeste A Força do Carinho. Também foi indicado sete vezes ao Globo de Ouro, com quatro vitórias. Sua última indicação a ambos os prêmios foi por ator coadjuvante por seu papel em O juiz.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Carnaval: salva-vidas resgatam 453 pessoas no litoral fluminense

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Agentes do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ)  resgataram 453 pessoas em situação de afogamento desde a última sexta-feira (13). O trabalho da corporação nas praias de todo o estado foi reforçado, já que o número de banhistas aumenta significativamente no período do carnaval.

Desde o início do verão, boa parte dos salva-vidas estão trabalhando em postos móveis, como explica o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do CBMERJ, Coronel Tarciso Salles:

“Essas estruturas ampliam a nossa capacidade de resposta e garantem mais mobilidade às equipes, que podem se reposicionar de forma estratégica conforme o fluxo de banhistas e as mudanças nas condições do mar. Com isso, tornamos o atendimento ainda mais ágil, eficiente e preventivo em toda a orla do estado”

Os agentes também contam com o auxílio de drones com alta resolução e câmeras térmicas, para facilitar a localização de pessoas em situação de emergência.

Desde 1 de janeiro, já foram realizados mais de 4,8 mil resgates no litoral fluminense.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Manaus: helicóptero e sonares reforçam buscas por vítimas de naufrágio

O Corpo de Bombeiros do Amazonas reforçou o efetivo e os equipamentos utilizados nas buscas por desaparecidos do naufrágio em Manaus. A lancha Lima de Abreu XV saiu da capital amazonense com destino a Nova Olinda do Norte na última sexta-feira (13) quando afundou, deixando dois mortos e sete desaparecidos.

Por redes sociais, a corporação informou que um helicóptero, drones e sonares mais sofisticados, de varredura lateral e vertical, reforçam as ações dos bombeiros nas buscas pelos desaparecidos. Os equipamentos são fruto de uma parceria com o governo do estado de São Paulo.

Ainda de acordo com a corporação, a base do corpo de bombeiros localizada no porto de Manaus também passa a ser utilizada como ponto de apoio para o atendimento a familiares de vítimas do naufrágio. O governo do Amazonas informou que a assistência inclui o trabalho de assistentes sociais e psicólogos.

Entenda

A lancha rápida Lima de Abreu XV naufragou na tarde de sexta-feira próximo a Manaus, na região do encontro dos rios Negro e Solimões. Ao todo, 71 pessoas foram resgatadas por outra embarcação que passava pelo local.

O Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Marinha e equipes de assistência social e segurança foram mobilizados nas buscas, no resgate e no apoio às vítimas. Mergulhadores iniciaram imediatamente as buscas na área do acidente.

Os dois mortos são uma mulher de 22 anos e uma criança do sexo feminino de aproximadamente 3 anos. A criança chegou a ser resgatada pelas equipes de salvamento e encaminhada para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança, da zona leste de Manaus, mas deu entrada na unidade já sem vida.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Bloco das Kengas leva tradição, diversidade e Karol Conká às ruas da Cidade Alta

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Um dos cortejos mais emblemáticos do carnaval de Natal volta a ocupar o Centro Histórico neste domingo (15). O Bloco das Kengas inicia a concentração às 15h, no Bardallo’s Comida & Arte, ao som da Orquestra do Papão, e segue em desfile até a Praça Sete de Setembro, em frente à Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte. A principal atração da noite será o show da rapper Karol Conká, convidada como madrinha nacional da edição. Criado em 1983 por um grupo de amigos na Rua Felipe Camarão, em frente à antiga boate Broadway, o bloco surgiu em meio a um cenário de forte preconceito social e rapidamente se consolidou como espaço de afirmação da comunidade LGBTQIA+. Mais de quatro décadas depois, preserva a proposta de acolhimento combinada ao humor e à estética extravagante que se tornaram sua marca.

SAIBA+Carnaval 2026: confira a programação dos blocos e eventos em Natal

O carnavalesco Lula Belmont destaca que o domingo das Kengas carrega forte carga afetiva e representa a continuidade de uma mensagem de alegria e respeito transmitida pelas ruas ao longo de mais de quarenta anos.

Ele também explica que a edição deste ano busca ampliar o alcance do bloco, com a participação de representantes de diferentes regiões do estado concorrendo à premiação, como forma de fortalecer a diversidade e a representatividade.

Programação

Após a saída do cortejo, a programação de palco começa às 16h com DJ Samir, seguida pelo show de Will Balada. O tradicional desfile das Kengas ocorre às 18h, acompanhado pelo DJ Zittur. Às 20h30 acontece o momento mais aguardado: a apresentação de Karol Conká em homenagem ao bloco, que também terá como madrinha local a produtora cultural Carlota Nogueira.

A festa continua às 22h com o Frevo do Chico percorrendo as ruas do Centro até o retorno ao Bardallo’s, onde ocorre o after às 23h.

Antes de ganhar as ruas, o bloco promoveu no último dia 8 a tradicional Feijoada-Baile no SESI Solar Bela Vista, com o tema “Divina Divas”. O encontro reuniu antigos foliões e ajudou a custear o desfile.

“A Feijoada-Baile é o principal momento de encontro com quem nos acompanha há tantos anos, além de fundamental para arrecadar recursos para o nosso grande desfile”, explicou Lula Belmont.

O evento incluiu concurso de performance drag e apresentações musicais, mantendo o caráter festivo e comunitário que acompanha o bloco desde sua origem.

O nome do grupo vem da palavra “quenga”, como o coco é chamado popularmente no Nordeste, e do antigo bordão “No carnaval todo coco vira kenga”. Desde o início, homens vestidos de mulher, fantasias exageradas e performances teatrais transformaram o desfile em espetáculo de rua. Ao longo das décadas, o palco recebeu madrinhas de diferentes gerações da cultura pop brasileira, consolidando o bloco como uma das manifestações mais reconhecidas do carnaval natalense. Hoje ele também funciona como espaço de memória e resistência cultural, mantendo a proposta de liberdade estética e convivência plural que marcou sua criação.

SAIBA+Carnaval 2026: confira a programação dos blocos e eventos em Natal



Fonte: saibamais.jor.br