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Centro de São Paulo tem axé e outras surpresas no domingo de carnaval

Na capital paulista, o circuito de blocos da República teve uma tarde de desfiles tranquilos, embalada por ritmos nordestinos como o Axé e o Forró.

Os blocos Domingo Ela Não Vai e Explode Coração foram os grandes puxadores do circuito que, embora cheio, tinha boa mobilidade e facilidade de acesso para os foliões.


São Paulo (SP), 15/02/2026 - Luma Gregório  conversa com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 15/02/2026 - Luma Gregório  conversa com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Luma Gregório no Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz – Paulo Pinto/Agência Brasil

“Tá gostoso, para brincar com família e amigos. Alegre, tranquilo e com mais espaço do que em outros circuitos”, disse Luma Gregória, estudante de jornalismo. No Carnaval desde a infância, quando era da ala mirim da Tom Maior, Luma estava com parentes e amigos.

Saindo do Domingo Ela Não Vai, o grupo ainda tinha planos de seguir com o Explode Coração e brincar a folia com Axé – ritmo que, para Luma, é a cara do Carnaval.

A estudante contou que, na segunda, pretende ir com amigos para as marchinhas da Charanga do França e, na terça, embora ainda não saiba aonde, tem certeza de que vai procurar outros bloquinhos de rua.

Outra certeza de Luma é de evitar os megablocos, pois no pré-carnaval não teve uma experiência boa na Consolação: “tinha muita gente e uma parte ficou prensada lá. Saímos para o lado do cemitério, onde dava para acompanhar melhor, mas quem ficou do outro lado teve dificuldades”, lembrou.

O circuito acompanhou as bandas dos trios elétricos, como a do Bloco Afro Tô na Rua, com duas baterias, um percussionista no atabaque, guitarra, baixo e teclado, todos acompanhando o axé nas vozes de Lia, Paula e Marcos, enfrentando com muita energia o sol das 14h, na rua São Luiz com a Consolação. Neste local, o ritmo diminuía e as pessoas dançavam, circulando entre os blocos e começando a dispersão, aproveitando bares e restaurantes, normalmente fechados aos domingos.


São Paulo (SP), 15/02/2026 – As amigas Josi Madeyra (e) e
Estela Madeyra (d) conversa com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 15/02/2026 – As amigas Josi Madeyra (e) e
Estela Madeyra (d) conversa com Agência Brasil, durante apresentação do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

As irmãs Josy e Estela Madeira recuperavam o fôlego próximo à Biblioteca Mario de Andrade – Paulo Pinto/Agência Brasil

Próximo à Biblioteca Mário de Andrade, a reportagem da Agência Brasil conversou com as irmãs Estela e Josy Madeira. A bibliotecária Estela, que já trabalhou na Mário de Andrade, contou que estava no terceiro bloco do final de semana, e que naõ seria o último.

“Está um pouco mais vazio, sabe. Deve ser por conta dos megablocos, que estão esvaziando um pouco os mais tradicionais, aqui do Centro. Claro que ainda estão bem maiores, hoje, do que quando o carnaval era na Tiradentes”, conta Estela.

As irmãs acompanham a festa desde antes dos desfiles de blocos se tornarem mais populares na cidade, há cerca de uma década. Certamente bem antes dos desfiles para dezenas de milhares, como alguns dos blocos da Consolação e do circuito do Ibirapuera.

“Tem uns muito legais. Ontem fomos no Bollywood, com indianos, e no Perdi Tudo na Augusta. Amanhã ainda não decidimos, mas acho que vamos para o Bixiga. Pena que perdemos o Esfarrapado”, disse Josy.

Se forem ao Bixiga na segunda, terão uma boa surpresa pois o bloco, que desfila desde 1947, festeja a partir das 10h, com os sambas da Vai-Vai. 

Quem voltou para a República no meio da tarde, por volta das 15h, além do mar de vendedores, em alguns pontos até desanimados pela aglomeração de guarda-sóis amarelos e movimento fraco, ainda encontrou o pequeno e animado público do Bloco SP Forró, que começava seu desfile.


São Paulo (SP), 15/02/2026 - Desfile do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 15/02/2026 - Desfile do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Desfile do Bloco Afro na Rua, na Avenida São Luiz – Paulo Pinto/Agência Brasil

Vestidos de Lampião e Maria Bonita, Juarez e Ana puxavam o bloco, organizado pelo amigo e produtor cultural Zé da Lua, com quem se apresentam durante o ano com a indumentária no Trio da Lua.

“A gente brinca sempre que pode, se apresenta o ano todo. Adoro”, conta Ana Freire, que é paraibana radicada em São Paulo, onde além das apresentações ensina música, principalmente violão.

O parceiro e Lampião é o arte educador e escultor Juarez Martins dos Anjos, baiano que está desde 1973 em São Paulo, morador de São Miguel, na zona leste. O bloco já tem seis anos de apresentações no carnaval, e seguia animado pelo meio da tarde. 

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Alegria sem tolice

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“Alegria é como a luz no coração.” A afirmação é do poeta Vinícius de Moraes, na canção Samba da Bênção, em coautoria com Baden Powell, gravada em compacto em 1967. Pessoalmente, considero a alegria uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa. Há nela uma sonoridade em movimento, um balanço próprio. Em diversas tradições espirituais, a alegria é compreendida como atributo do espírito, capaz de irradiar a comunhão com o divino. Atua também como força que move o sujeito em períodos de dificuldades. Existe enorme potência criativa no estado de ser alegre.

Hoje é carnaval no Brasil. Recife está em festa com o Galo da Madrugada, que, neste ano, homenageia Dom Hélder Câmara, referência vanguardista na defesa dos direitos humanos no país. O desfile conta com seis carros alegóricos e trinta trios elétricos, com expectativa de atrair cerca de 2,5 milhões de pessoas ao longo de um percurso de aproximadamente sete quilômetros.

O músico homenageado é Marcelo Melo, um dos fundadores do Quinteto Violado, grupo criado em 1971, no agreste pernambucano, pioneiro na fusão entre referências populares e eruditas e na gravação de folguedos da cultura pernambucana, com cirandas e caboclinhos.

Na Ponte Duarte Coelho, os recifenses aguardaram, com ansiedade, a subida do Galo, criação do artista plástico Leopoldo Nóbrega. A estrutura, com cerca de 30 metros de altura, combina materiais recicláveis e iluminação, produzindo um efeito visual de pulsação, uma alusão ao coração do arcebispo.

A homenagem me enternece e desperta memórias de infância. Quando menina, residente no bairro da Boa Vista, eu passava em frente à casa paroquial e via Dom Hélder sentado. Por orientação familiar, saudava-o com reverência. Ele sempre me abençoava. Somente na vida adulta pude compreender a grandeza daquele homem de olhar sereno, hábitos simples e coragem extraordinária para servir à humanidade.

O atual capelão da Igreja das Fronteiras é o padre Fábio Santos, amigo querido de décadas, que, em 2023, guiou-me ao Memorial Dom Hélder Câmara. Ali pude testemunhar a simplicidade da casa, a disposição dos móveis e a profunda coerência entre sua vida e seus valores. Ele encarnava a desejável integração das dimensões de pensar- sentir – agir.  Dom Hélder encarnava a orientação de ‘Abdu’l-Bahá, filho do fundador da fé Bahá’í, segundo a qual devemos nos vestir de modo a sermos “exemplo para os ricos e conforto para os pobres”.

Nada nele era excessivo. Havia uma justa medida, aliada a uma inteligência prodigiosa e a uma sensibilidade rara com as palavras. Indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel da Paz, foi também um grande poeta. Estima-se que tenha escrito mais de sete mil poemas. Era também um voraz anotador de pensamentos. Nada escapava a ele. O acervo completo perfaz mais de duzentos e dez mil páginas. 

Natural do Ceará, foi o décimo primeiro filho de uma família de treze irmãos, fruto do casamento de um jornalista e bibliotecário com uma professora. Na infância, gostava de brincar de padre, lembrando-nos da importância de levarmos a sério as brincadeiras das crianças. Precisou, inclusive, de autorização especial do Vaticano para ser ordenado antes da idade mínima prevista.

Seu compromisso com a justiça social aproximou-o de artistas e intelectuais que resistiram à ditadura no Brasil, entre eles Chico Buarque. Ao lado de Milton Nascimento, participou do álbum Missa dos Quilombos (1981). Um dos momentos mais marcantes dessa obra é a leitura do poema de sua autoria “Mariama”, no qual se afirma o respeito à diversidade e a fraternidade entre os povos, ao mesmo tempo em que se denuncia a violência e se condena a maldita indústria de armas Em suas próprias palavras, Dom Hélder clama:  O mundo precisa fabricar é Paz e prossegue afirmando um mundo sem senhor e sem escravos.

Neste carnaval, além do cultivo da memória de Dom Hélder, o reconhecimento internacional do filme O Agente Secreto inspira múltiplas expressões criativas, com elementos simbólicos como o fusca amarelo, o orelhão, a perna cabeluda e Dona Sebastiana.

Com a leveza própria dos espíritos alegres, Dom Hélder sintetizou a incompreensão da qual muitas vezes padecia ao afirmar: “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista.”

É, portanto, um momento oportuno para meditarmos sobre seu legado e nos deixarmos contagiar pelo bom humor, pela inventividade e pela criatividade de foliões e foliãs. No colorido frevo das ruas e na memória viva de Dom Hélder, passado e presente se entrelaçam lembrando-nos de que a alegria, sem tolice, é uma forma oportuna de sabedoria e bem – viver.

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Fonte: saibamais.jor.br

 A máquina de ódio contra as mulheres

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Desculpas!

Começo minha coluna de hoje pedindo desculpas por ter usado uma fake news como título e mote para minha crônica da semana passada.

Porém minhas desculpas param por aqui. Toda a temática abordada há oito dias é de extrema relevância e o fato de uma fake news ter me motivado a escrever sobre seu conteúdo foi porque o impacto que ela me causou fora tão absurdo que nem me dei ao trabalho de averiguar. Mas é assim que elas funcionam: causam mal-estar, pânico, revolta, embrulho no estômago, vontade de se rebelar, raiva… acessam o emocional, o inconsciente (acho).

E depois que percebi que a informação de que o Google registrara, em 2025, 163 milhões de acessos para saber como se matava uma mulher sem deixar rastros, me veio um incômodo ainda maior: com que intuito alguém cria um card, um story, um reels contendo esse tipo de “conteúdo” e joga nas redes sociais onde a velocidade de propagação e o tamanho do alcance são enormes?

A máquina de ódio contra as mulheres deu mais uma cartada e espalhou medo, pânico… alimentou os seguidores red pills e afins de mais misoginia… aplaudiu o efeito de promover mais insegurança às mulheres… e provavelmente subiu uma montanha para comemorar.

A violência contra as mulheres se multiplica de n formas. Cada dia com uma nova “sofisticação” – uso essa palavra para dar o tom do sadismo que habita a machosfera de ontem e de hoje (espero que a do amanhã seja menos cruel, menos proprietária, menos escravagista, menos abusiva, menos intolerante, menos violenta, menos mandona, menos vigilante, menos proibitiva, menos controladora, menos sádica… enfim, menos…)

Nesses últimos dias que antecedem o carnaval, muitas brasileiras e muitos brasileiros tomaram conhecimento sobre uma dessas violências, a chamada violência vicária, que, segundo o Google, “ocorre quando o agressor ataca, manipula ou fere entes queridos (geralmente os filhos) para destruir emocionalmente a mulher, configurando uma das formas mais cruéis de agressão de gênero.”

Apesar de não está expressamente tipificada como um artigo específico chamado “violência vicária” no Código Penal brasileiro, “essa conduta é considerada um crime e uma forma de violência doméstica grave, enquadrada na legislação vigente através da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e de artigos do Código Penal.” 

Ela aparece no artigo 7º da Lei Maria da Penha como “violência psicológica ou física contra a mulher, pois utiliza filhos ou pessoas próximas como “instrumento” para causar sofrimento e controle sobre a mulher.”

Ainda segundo o Google: “Em dezembro de 2024, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara aprovou o Projeto de Lei 3.880/2024, que busca incluir expressamente a violência vicária na Lei Maria da Penha.” (Mais que leis, precisamos de ações práticas e punições reais e mais severas, já!)

E porque ficamos sabendo de mais essa forma de violência? Porque um homem que não aceitou perder sua propriedade, seu objeto de posse, seu bem material, no caso a ex-companheira, ou não foi capaz de compreender que ela poderia ser feliz ou ter uma vida plena e afetiva com outra pessoa, resolve puni-la matando seus próprios filhos. Sim, seus filhos foram usados como objetos de vingança. Porque os filhos também eram de sua propriedade. Tão coisificados como a mãe. E era ele quem mandava (ele tirou a própria vida, também) nas coisas que eram dele, né!

E, mais uma vez, a máquina de ódio contra as mulheres dá mais uma cartada culpabilizando essa mulher pelos filhos mortos, porque ela não pensou duas vezes antes de romper sua relação, porque ela traiu o marido, “Bem-feito, é pra ela sentir a dor que ele sentiu ao ser trocado por outro!”, “Ela merecia essa dor.”, “Ele era um bom marido.” … (Será?)

E o alimento misógino é lançado novamente aos seguidores red pills e afins que aplaudem o efeito de promover culpa e castigo e vingança e dor e mais violência a mais uma mulher. Será que subiram uma montanha para comemorar? Provavelmente! Em honra e glória ao cara que vingou seus culhões matando os filhos! Em louvor a todo sofrimento deixado na psique dessa mulher-mãe.

Então, quando me deparei com uma fake news sobre acessos de homens querendo saber como matar mulheres, não passou pela minha cabeça que poderia ser uma informação falsa, porque matar uma mulher é muito pouco, melhor é deixá-la amputada, desfigurada, sem couro cabeludo, cega, tetraplégica, surda, sem dentes, queimada… é mais prazeroso deixá-la sofrendo, sem paz, sem amor próprio, sem filhos, atormentada, com medo (por sua vida e pela vida dos seus entes) … sob controle.

Porque é disso que estamos falando: da necessidade de homens controlarem mulheres… caso contrário, quem “perde o controle” são eles e quem perde a vida, das mais variadas formas, são elas.

Fonte: saibamais.jor.br

Morre Renato Rabelo ex-presidente do PCdoB aos 83 anos

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Morreu neste domingo (15), aos 83 anos, o ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Renato Rabello. Ele presidiu a sigla de 2001 a 2015. A morte foi confirmada pelo partido, em nota.

“[O PCdoB] expressa o sentimento de consternação de toda a militância comunista que, em homenagem a Renato, inclina a bandeira verde e amarela da pátria, entrelaçada com os estandartes vermelhos da revolução e do socialismo. E acolhe no peito os sentimentos, os pêsames que chegam do país e do exterior e pulsam nas redes sociais”.

Renato foi vice-presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE) durante a ditadura militar de 1964, militante da Ação Popular (AP) e membro do núcleo dirigente que conduziu a integração da organização ao PCdoB, em 1973.

Foi exilado na França, em 1976, quando dirigentes do PCdoB foram assassinados, presos e torturados no Brasil, e retornou com a anistia de 1979. Dedicou-se, em especial, ao fortalecimento das relações do PCdoB com os países socialistas, notadamente, China, Vietnã e Cuba.

“Sua maior obra é o aporte de ideias e formulações ao acervo teórico, político e ideológico do Partido, importantes contribuições teóricas e políticas que enriqueceram o seu pensamento tático, estratégico e programático, como também a práxis de sua edificação e atuação na arena da luta de classes”, diz a nota do PCdoB. 

Renato foi um dos articuladores, pelo PCdoB, junto com João Amazonas, da Frente Brasil Popular (PT, PSB, PCdoB) que lançou, em 1989, a primeira candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República.

“Recebi com muita tristeza a perda do companheiro Renato Rabelo, grande liderança do PCdoB. Desde muito jovem, Renato entregou sua militância, inteligência e energia à defesa dos trabalhadores, do socialismo e do Brasil. Enfrentou a ditadura, a perseguição e o exílio”, disse, nas redes sociais, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Lula, Gleisi Hoffmann. 

A deputada pelo PCdoB, Jandira Feghali, também prestou homenagem ao líder do partido.

Hoje me despeço com profunda tristeza de um grande amigo, referência ideológica, política e de afeto, que presidiu nosso PCdoB por décadas, e um dos maiores construtores da história do Brasil. Renato dedicou a vida inteira à luta pela democracia, pela soberania nacional, por direitos e pelo socialismo. O Brasil ficou mais pobre de ideias e de luta”, disse.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Estudo mostra impacto de vídeos curtos no desenvolvimento infantil

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Duas pesquisadoras da Universidade de Macau concluíram que vídeos de formato curto usados nas redes sociais e vistos em “scrolling” (rolagem da tela) em aparelhos celulares impactam negativamente bo desenvolvimento cognitivo das crianças, podendo causar ansiedade social e insegurança.

“O consumo compulsivo de vídeos curtos tem um impacto negativo no desenvolvimento cognitivo, podendo causar falta de concentração, ansiedade social e insegurança”, explicou em declarações à Lusa Wang Wei, acadêmica da área da Psicologia Educacional da Universidade de Macau (UM), autora do estudo Dependência de vídeos curtos, envolvimento escolar e inclusão social entre estudantes rurais chineses.

“Esta concepção de vídeos curtos pode ser particularmente perigosa para as crianças”, alertou a investigadora.

“A nossa pesquisa indica uma correlação direta: quanto mais os estudantes consomem vídeos curtos, menos se envolvem com a escola.”

Wang argumenta que, embora as necessidades psicológicas fundamentais das crianças devam ser satisfeitas offline – ou seja, fora das redes sociais –, as plataformas de vídeos curtos, com algoritmos personalizados e funcionalidades de interação social, satisfaz de forma direta e maneira sutil essas mesmas necessidades.

Esta satisfação paralela, sugere a investigação de Wang, “leva potencialmente a um uso excessivo e ao vício”.

“A natureza estimulante e de ritmo acelerado dos vídeos curtos torna-os altamente divertidos para os alunos”, acrescentou ainda a investigadora.

Anise Wu Man Sze, professora de Psicologia na Faculdade de Ciências Sociais da UM e autora do estudo A relação das componentes afetivas e cognitivas no uso problemático de vídeos curtos, acrescenta às conclusões de Wang as questões relacionadas com a superestimulação das crianças, que prejudicam ainda mais o desenvolvimento cognitivo saudável.

Os vídeos curtos capturam a atenção de todos justamente porque “estão logo ali à mão e são gratuitos”, sublinha Wu, em declarações à Lusa.

As pessoas podem ter acesso a grandes quantidades de vídeos curtos “a qualquer hora, em qualquer lugar”.

Esses comportamentos de dependência têm frequentemente origem em um “propósito funcional”, explicou.

“Temos de aumentar a consciencialização, sobretudo se o uso começar a afetar a vida quotidiana, levando a sacrificar tempo em família, negligenciar o sono, ou navegar em momentos inadequados – como durante as aulas”, afirmou à Lusa.

Para além do design das plataformas, da utilização de algoritmos e da natureza dos vídeos rápidos, Wu identificou outros fatores que desencadeiam a relação de dependência.

Segundo a pesquisadora, o stress diário, o ambiente e mesmo predisposição genética contribuem para comportamentos de dependência, detalhou no estudo.

“Na verdade, uma das razões primárias para a dependência, que resulta nestes comportamentos compulsivos, é a fuga de realidades desagradáveis, pressões ou situações em que as pessoas desejam evitar confrontos”, explicou Anise Wu, apelando à consciencialização dos efeitos da visualização de vídeos curtos.

Quanto a intervenções junto das crianças, segundo Wang Wei, “é muito importante” satisfazer suas necessidades emocionais, cultivando ao mesmo tempo o uso digital e competências de autorregulação, “em vez de nos limitarmos retirar o aparelho celular”.

Até dezembro de 2024, o número de pessoas com acesso a este tipo de vídeos na China atingiu perto de 1,1 bilhão de indivíduos, sendo que 98,4% eram utilizadores ativos deste formato, de acordo com o Relatório Anual sobre o Desenvolvimento dos Serviços Audiovisuais na Internet, publicado pelas autoridades chinesas.

“A dimensão da indústria superou os 1,22 trilhões de yuan [149 bilhões de euros], impulsionada pelo consumo de vídeos curtos e live streaming [transmissão em tempo real]. As microsséries testemunharam um crescimento explosivo de utilizadores, enquanto a IA [Inteligência Artificial] generativa remodelou o ecossistema de conteúdos”, revelou o relatório. 

É proibida a reprodução deste conteúdo


Fonte: Agência Brasil de Noticias

Fábio Faria tentou fazer “ponte” entre Vorcaro e Toffoli, aponta relatório da PF

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O ex-deputado federal pelo Rio Grande do Norte e ex-ministro das Comunicações no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fábio Faria, aparece em inúmeras conversas resgatadas pela Polícia Federal no celular apreendido do empresário mineiro Daniel Vorcaro, preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes bilionárias do Banco Master. O ex-parlamentar é descrito como “amigo íntimo” do banqueiro no relatório enviado pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O potiguar tentou fazer a “ponte” para reaproximar o banqueiro do ministro Dias Toffoli, ainda antes de as investigações sobre o caso chegarem ao STF. A informação foi divulgada pela jornalista Andreza Matais em sua coluna no jornal Metrópoles.

Vorcaro se distanciou do magistrado depois que o ministro vendeu sua participação, através de um fundo de investimento, em um resort de luxo, localizado na cidade de Ribeirão Claro, na região Norte do Paraná (PR).

De acordo com a PF, a relação entre os dois, até então, era descrita como próxima. A empresa Maridt Participações S.A., que tem como um dos sócios o ministro Dias Toffoli, vendeu sua participação no empreendimento em setembro de 2021 ao Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

O fundo é gerido pela Reag Investimentos e associado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O Master virou assunto público após ser liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central. Vorcaro, segundo a PF, é suspeito de cometer crimes contra o sistema financeiro nacional, mas sua defesa nega as acusações.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, Vorcaro e Fábio Faria tinham negócios em comum. O ex-ministro, ainda segundo a investigação, funcionava como uma espécie de elo entre o banqueiro e o meio político.

Fábio Faria marcou encontro entre Vorcaro e Toffoli

Fábio Faria se dispôs a fazer a ponte entre Vorcaro e Toffoli. O ex-deputado federal teria marcado um encontro entre o empresário e o magistrado, fora do STF, mas a conversa não surtiu o efeito desejado. Em vez de aproximar, esfriou a relação, porque o mineiro se incomodara com um comentário do ministro sobre outro banqueiro.

Em uma das mensagens obtidas pela PF no celular de Vorcaro, o banqueiro diz a Fábio Faria que Toffoli poderia mudar o voto em um julgamento sobre ações indenizatórias envolvendo a Usina Alcídia, localizada em Teodoro Sampaio (SP).

“Quem foi esse cara que te falou que o Toffoli mudou?”, diz a mensagem enviada pelo potiguar ao banqueiro, que consta no relatório de 200 páginas enviado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal.

Vorcaro responde citando o advogado Carlos Vieira Filho, especialista nesse tipo de causa. Ele é filho do presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Carlos Antônio Vieira Fernandes. A conversa aconteceu no dia 13 de setembro de 2024.

No dia 26 de agosto do mesmo ano, o ministro Gilmar Mendes apresentou um destaque para tirar o caso do “plenário virtual” do STF. O julgamento começou de forma presencial na Segunda Turma, no dia 17 de setembro, dias após a conversa entre Vorcaro e Fábio Faria.

O ministro Kassio Nunes Marques pediu vista do caso, atrasando o julgamento. O magistrado devolveu o processo pouco depois. O julgamento foi concluído pela Segunda Turma em 1º de outubro de 2024.

Fábio Faria, descrito como amigo de Toffoli, não conseguiu fazer o ministro desistir de mudar de posição. O julgamento terminou com os votos de Edson Fachin, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli a favor da Usina Alcídia. Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos.

O resultado rendeu à usina R$ 1,5 bilhão a serem pagos pela União, considerando valores atualizados pelo IPCA, além de juros anuais de 0,5%. Vorcaro não tem papéis da Usina Alcídia.

A desconfiança sobre o posicionamento do magistrado surgiu porque o ministro, oito meses antes, votou contra os interesses da Raízen Energia, outra empresa do ramo, em um processo idêntico ao da Usina Alcídia.

Neste último caso, Dias Toffoli entendeu que a Raízen, controlada atualmente pelo banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, não tinha direito à indenização. A decisão fez o empresário perder uma causa que lhe renderia R$ 125,3 milhões em valores corrigidos.

O tema dos créditos das usinas foi discutido na quinta-feira (12) na reunião entre os ministros do STF, quando os ministros cobraram de Dias Toffoli uma explicação sobre as mensagens que envolvem seu voto no tema, consideradas como suspeitas de tráfico de influência pela PF. Ao final, Toffoli pediu afastamento da relatoria do caso do Banco Master. O novo relator sorteado foi o ministro André Mendonça.

Fábio Faria nega ter tratado sobre Banco Master com ministros do STF

Fábio Faria, em nota enviada à coluna do Metrópoles, informou que conheceu Vorcaro após deixar o cargo de ministro das Comunicações.

O ex-deputado federal potiguar assegurou que “nunca tratou com nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal sobre processos judiciais”, bem como “nunca foi responsável pelo relacionamento institucional de Daniel Vorcaro ou do Banco Master”.

Leia abaixo a íntegra da nota de Fábio Faria:

Fábio Faria conheceu Daniel Vorcaro há quase um ano após deixar a vida pública, enquanto trabalhava no Banco BTG Pactual na função de Gerente Sênior de Relacionamento.

Teve relação pessoal com Vorcaro.

Não é advogado e nunca atuou como tal, nem mesmo conhece o processo citado na matéria, bem como o mencionado advogado. Nunca teve qualquer contrato ou mesmo contato com a citada usina.

O conteúdo das citadas mensagens diz respeito a percepções sobre cenários envolvendo julgamento público. Faria nunca tratou com nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal sobre processos judiciais, e nunca foi responsável pelo relacionamento institucional de Daniel Vorcaro ou do Banco Master.

Fábio Faria, após deixar a função pública, se dedica, exclusivamente a atividades privadas, lícitas, legítimas, balizadas pela sua aptidão e formação, em perfeita observância da legislação vigente.

Fábio trabalha, atualmente, com consultoria estratégica e análise de cenário institucional e como pessoa pública e ex-ministro de Estado, mantém relações institucionais com representantes de diversos setores da sociedade.

Por fim, reitera-se que não houve pedido, tentativa de interlocução, intermediação, representação ou qualquer medida concreta relacionada ao processo mencionado”.

Fonte: saibamais.jor.br

Bloco celebra diversidade e carnaval sem assédio no Rio de Janeiro

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Milhares de pessoas acordaram cedo neste domingo de carnaval (15) para participar da folia do bloco Divinas Tretas, que se concentrou, mas não saiu, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

O Divina Tretas é um dos 55 blocos corresponsáveis pela alegria neste dia ensolarado e quente dos cariocas. O coletivo deriva do antigo bloco Toco-Xona, o primeiro bloco LGBTQIA+ da cidade do Rio de Janeiro, criado em 2007 e renomeado em 2022, após a pandemia de covid-19. 

A programação musical, tocada ao vivo e nos intervalos, tenta dar conta da pluralidade de ritmos brasileiros com samba, axé, piseiro e pitadas de rock em meio à cena pop. 

“São músicas que levantam a galera”, explica a cantora e multi-instrumentista Karol Gomes, que se apresenta com tamborim e microfone na banda do bloco.

“Tocamos músicas que o público gosta, de divas internacionais e divas brasileiras, em que vestimos a roupinha da gente”, acrescenta Thaissa Zin, produtora executiva do Divinas Tretas.


Rio de Janeiro (RJ), 15/02/2026 – Folionas se beijam durante apresentação do bloco Divinas Tretas, que toca com sua banda e atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/02/2026 – Folionas se beijam durante apresentação do bloco Divinas Tretas, que toca com sua banda e atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Folionas se beijam durante apresentação do bloco Divinas Tretas, que atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Acolhidas e abraçadas 

“Tocar na rua é saber tocar gêneros populares, em que as pessoas vão se sentir acolhidas, abraçadas”, explica a DJ Laís Conti, uma das responsáveis por animar o público enquanto a banda se prepara ou descansa para seguir a festa.

A receita de Laís é fazer do momento em que apresenta a sua seleção de músicas “um set democrático e quente”.

As trilhas sonoras da DJ e da banda contribuem para tornar o ambiente do Divinas Tretas receptivo, agradável e diverso como deve ser um carnaval para todas as pessoas.

“Este é um bloco em que eu consigo me sentir bem como mulher hétero ou como uma pessoa gay ou uma pessoa fora dos padrões. Um lugar em que eu consigo me sentir completamente à vontade para exercer minha liberdade carnavalesca. De botar a roupa que eu estou com vontade, seja mais ou menos coberta. Onde posso dançar o que eu tenho vontade e ouvir músicas que eu gosto”, dá o testemunho a enfermeira Letícia de Almeida Lopes, 26 anos.

Para a foliã, as pessoas vão ao bloco “para serem felizes” e “não para fazer julgamentos”. Ela acredita que o clima geral do Divinas Tretas “traz sensação de segurança”. 

A vendedora Thaísa Galvão, 28 anos, confirma as impressões de Letícia. “Me sinto muito bem. Dá para a gente se descontrair com os nossos amigos. Não tem nenhum tipo de briga. Todo mundo se dá bem. Por isso, eu sempre venho aqui”.

“É o bloco que a gente se sente acolhida. Não tem homem assediando a gente, o que é libertador”, complementa Jennifer de Oliveira, analista de operações, também com 28 anos.

Marielle 

O bloco do Divinas Tretas aproveitou a concentração de pessoas na folia para lembrar do julgamento que vai ocorrer depois do carnaval, dias 24 e 25, no Supremo Tribunal Federal (STF) de supostos executores, mandantes, comparsas e cúmplices pela morte da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Torres. Além das chamadas no microfone do palco, leques foram distribuídos com a agenda do julgamento.


Rio de Janeiro (RJ), 15/02/2026 – Foliões recebem leques alusivos ao julgamento dos mandantes do assassitato de Marielle Franco e Anderson Gomes no bloco Divinas Tretas, que atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/02/2026 – Foliões recebem leques alusivos ao julgamento dos mandantes do assassitato de Marielle Franco e Anderson Gomes no bloco Divinas Tretas, que atrai público LGBTQIAPN+ no Aterro do Flamengo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Bloco Divinas Tretas aproveitou a concentração para lembrar do julgamento dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Corte julga os processos do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, irmão de Domingos; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. 

Todos estão presos preventivamente por suposta participação nos assassinatos ocorridos em março de 2018.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Lula inaugura pronto-socorro do Hospital Federal Cardoso Fontes no Rio

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou, neste domingo (15), o Centro de Emergência 24h do Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A entrega faz parte do processo de reestruturação da unidade, que teve R$ 100 milhões em investimentos do governo federal para modernização.

O hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) terá ainda R$ 610 milhões anuais para custeio de serviços de média e alta complexidade.

Com a parceria firmada em dezembro de 2024 com a Prefeitura do Rio de Janeiro, a administração do hospital foi municipalizada e, de lá para cá, segundo o Ministério da Saúde, a unidade aumentou a capacidade de atendimentos e procedimentos.

De acordo com Lula, o hospital sempre foi utilizado politicamente, realidade que a descentralização de gestão também tem o objetivo de mudar. 

“Os hospitais federais do Rio de Janeiro sempre foram utilizados como peça de troca em campanha eleitoral. E aí se colocava um deputado para tomar conta de uma coisa, um outro deputado para tomar conta da outra, até para tomar conta do estacionamento você tinha gente que cobrava dos funcionários”, disse.

Os outros cinco hospitais federais no Rio de Janeiro também estão passando por reestruturação. Assim como o Cardoso Fontes, o Hospital Federal do Andaraí já está sob gestão municipal.

“O Ministério da Saúde, em parceria com entidades como a Ebserh, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), a Fiocruz e universidades federais, investe na recuperação da rede federal do Rio de Janeiro para superar problemas históricos, como emergências fechadas, leitos bloqueados e déficit de profissionais”, destacou o governo.

De 2024 a 2025, foram aplicados mais de R$ 1,4 bilhão com o objetivo de ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, reduzir filas, reabrir leitos e modernizar a infraestrutura, a logística e os modelos de gestão das unidades.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

RN é o estado mais seguro do Nordeste e o 4º do Brasil, aponta estudo

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O novo Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), divulgado na última sexta-feira (13), apontou que o Rio Grande do Norte é o estado mais seguro do Nordeste e o 4º do Brasil – um avanço de duas posições em relação a 2024.

Nas redes sociais, a governadora Fátima Bezerra (PT) comemorou o resultado afirmando que isso é resultado dos mais de R$ 500 milhões investidos na área pela sua gestão desde 2019.

“Isso é resultado de trabalho e investimento: foram mais de R$ 500 milhões destinados à Segurança Pública entre 2019 e 2025, mais de 5 mil agentes de segurança nomeados e 9 concursos realizados. O RN tá muito melhor do que já foi”, disse a governadora.

Fátima também citou as 730 novas viaturas adquiridas para renovar a frota as forças de segurança pública do Rio Grande do Norte, além das novas sedes da Polícia Científica e a da Cidade da Polícia Civil.

“É gestão baseada em dados, planejamento e integração das forças de segurança. Mais do que um número, esse resultado representa mais proteção, mais tranquilidade e mais qualidade de vida para o povo. Vamos seguir trabalhando com responsabilidade e compromisso para consolidar e ampliar esses avanços”, completou a governadora.

Segurança Pública representa 12,6% do Ranking de Competitividade

Foto: Assessoria Sesed/RN

Os Rankings de Competitividade dos Estados e dos Municípios são elaborados pelo Centro de Liderança Pública para mensurar a capacidade dos entes federativos brasileiros em gerar bem-estar para a população.

A partir dos dados oficiais, os rankings oferecem um raio-X da gestão pública local a partir de indicadores estruturados em pilares como educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, inovação e sustentabilidade ambiental.

O eixo segurança pública representa 12,6% da composição do ranking do CLP, que leva em conta indicadores como atuação do sistema de justiça criminal, percentual de presos sem condenação, déficit de vagas no sistema prisional, mortes a esclarecer, mortalidade no trânsito, segurança pessoal e patrimonial, qualidade das informações sobre criminalidade, além de dados sobre violência sexual e feminicídio.

Mais do que um número, esse resultado representa mais proteção, mais tranquilidade e mais qualidade de vida para o povo. Seguiremos trabalhando com responsabilidade e compromisso para consolidar e ampliar esses avanços”, disse a governadora Fátima Bezerra.

Para o titular da Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), coronel Francisco Araújo, o desempenho reflete a integração das forças de segurança, o investimento em inteligência, tecnologia e valorização profissional, além da atuação coordenada com o Poder Judiciário e demais instituições parceiras.

“Este resultado demonstra que o trabalho técnico, baseado em dados e planejamento estratégico, tem gerado resultados concretos para a população potiguar”, declarou, acrescentando que a pasta seguirá “avançando na consolidação de políticas públicas que garantam mais segurança e qualidade de vida”.

Saiba Mais: “Governadora deu autonomia às forças de segurança do RN”, diz titular da Sesed

RN passou de estado mais violento em 2017 para o que mais reduziu homicídios entre 2022 e 2023

Foto: Assessoria Sesed/RN

O Atlas da Violência 2025, divulgado em maio passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apontou que o Rio Grande do Norte foi o estado que mais reduziu a taxa de homicídios entre 2022 e 2023 no Brasil.

A média, segundo o estudo, despencou de 32,5 para 26,4 mortes para cada 100 mil habitantes.

Os dados também mostraram que, em números absolutos, o recuo dos casos de homicídio no RN foi de 18,2%, passando de 1.167 homicídios em 2022 para 955 em 2023.

Desde o início da série histórica em 2013, foi a primeira vez que o estado registrou menos de mil homicídios em um ano. Nesse período, o pico de violência foi em 2017, quando o número de assassinatos chegou a 2.203.

Não por acaso, foi nesse mesmo ano que ocorreu a rebelião mais violenta da história do sistema prisional do Rio Grande do Norte, provocada pela disputa de duas facções criminosas na Penitenciária de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta, que ficou conhecida como “Massacre de Alcaçuz”.

Iniciada em 14 de janeiro de 2017, a rebelião terminou no dia seguinte com a morte de 26 detentos, em condições de extrema brutalidade. Na época, a penitenciária abrigava 1.150 presos, mas sua capacidade era para apenas 620.

Em 2018, último ano da gestão do ex-governador e atual deputado federal Robinson Faria (PP), o número de homicídios caiu, mas ainda estava em um patamar considerado elevado para um estado pequeno como o Rio Grande do Norte: 1.825.

Fonte: saibamais.jor.br

Empresas vão poder abater dívidas se conectarem faculdades à internet

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Pelo menos 118 unidades de universidades públicas e institutos federais, com dificuldades de conectividade à internet, poderão ser beneficiadas por uma decisão do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

>> Confira a lista das 118 unidades no site da Anatel

De forma inédita, os conselheiros da agência aprovaram que empresas prestadoras de serviços de telecomunicações, e que têm valor de multas somadas no valor de R$ 29 milhões, possam trocar os valores que devem por garantir conectividade para unidades de aprendizagem que estão em 39 instituições de ensino superior situadas em 72 municípios. As empresas multadas pela Anatel foram a Telefônica, a Claro, a Tim e a Sky.

O conselheiro Octavio Pieranti explicou à Agência Brasil que a decisão da Anatel determina que as prestadoras façam algo em substituição ao pagamento de multa.

“Nesse caso específico, o que foi decidido é que elas devem conectar unidades à internet via rede da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, organização social que oferece estrutura de rede de internet às faculdades)”.

Ele explica que, se as empresas não quiserem cumprir essa obrigação, elas podem pedir para converter essa obrigação em multa e aí abrem mão de um desconto previsto (5%). O conselheiro da Anatel acrescenta que existem áreas isoladas que estão em campus universitário, mas sem acesso à rede. 

“Com essa medida, a Anatel busca proporcionar a conexão também dessas unidades mais afastadas ou desses espaços que, por algum motivo, ainda não estejam participando dessa rede da RNP com internet de alta velocidade e serviços de integração acadêmica”, afirmou Peiranti, que foi autor da proposta aprovada por todos os conselheiros.

Número pode ser maior

Octavio Pieranti acrescenta que, além das 118 unidades mapeadas, há menções a outras 226 que podem também precisar de conectividade. O conselheiro diz que não há uma lógica de prioridade regional de implantação dos serviços.

“O critério é de diversidade. A prestadora que aderir poderá selecionar as unidades a partir da lista. A segunda unidade beneficiada terá que ser de uma macro região diferente da primeira. A terceira unidade tem que ser de uma outra macro região”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil de Noticias