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Fux pede vistas e adia condenações de 3 réus potiguares por atos golpistas

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Três anos depois, como estão os potiguares presos no 8 de janeiro

Previstos para encerrar em dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, os julgamentos de três réus pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro ainda não foram concluídos, todos pelo mesmo motivo: os pedidos de vista feitos pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O último caso ocorreu nesta terça-feira (24), data final para que os ministros votassem na ação penal envolvendo Maxwell Guedes de Araújo, de Parnamirim. O julgamento começou no dia 13 no plenário virtual e o relator, ministro Alexandre de Moraes, votou a favor da condenação. Os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Dias Toffoli, Edson Fachin e Cármen Lúcia acompanharam o relator. As divergências partiram de André Mendonça e Nunes Marques. Com esse placar, firmou-se uma maioria para condenar Araújo mas, no último dia da votação, Luiz Fux pediu para interromper o julgamento.

Nas sessões virtuais, se houver pedido de vista, o julgamento é interrompido e reiniciado quando o ministro vistor devolver o processo, ou após decorrido o prazo de 90 dias corridos. Se o processo não for devolvido nesse período, fica imediatamente liberado para inclusão em pauta pelo presidente do Tribunal ou da Turma.

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Outro pedido de vista, em dezembro, atrasou a condenação da esposa de Araújo, Francisca Ivani Gomes. A ação penal dela estava sendo julgada na mesma sessão junto ao caso de outro potiguar, Daywydy da Silva Firmino. A votação havia começado em 12 de dezembro e deveria ter encerrado uma semana depois, em 19 de dezembro. Os votos seguiram parecidos com o do caso de Maxwell Araújo, com Moraes, Zanin, Dino, Toffoli e Cármen Lúcia, além de Gilmar Mendes, votando pela condenação; e André Mendonça com divergência do relator. A sessão, no entanto, também foi suspensa após Fux pedir vista. O processo ainda não foi devolvido.

Quem são

Residente em Parnamirim, Maxwell Guedes de Araújo é acusado de incitação ao crime e associação criminosa, por ter se associado a outros manifestantes em acampamento instalado em frente ao Quartel-General do Exército, localizado em Brasília/DF, com o objetivo de praticar crimes contra o Estado Democrático de Direito, passando a incitar, publicamente, animosidade das Forças Armadas contra os demais Poderes da República. 

Em seu interrogatório judicial, ele confirmou que se deslocou de Natal ao Distrito Federal em ônibus organizado por meio de redes sociais, e que se dirigiu às imediações do acampamento instalado em frente ao Quartel-General do Exército.

Mesmo cumprindo medidas cautelares com o uso da tornozeleira eletrônica, Maxwell tem descumprido reiteradamente o uso do equipamento e violado a área de inclusão e circulação. Em 2025, ele chegou a ficar preso por três meses na Central de Recebimento e Triagem (CRT), em Parnamirim, por descumprir as medidas cautelares. Em outubro, o relator Alexandre de Moraes considerou que, a despeito dos diversos descumprimentos das medidas cautelares impostas que motivaram a decretação da prisão, já houve o encerramento da instrução processual, estando os autos conclusos para julgamento. Essa circunstância, de acordo com o ministro, mudou o contexto do processo e afastou a presença dos requisitos da prisão preventiva, e então o liberou.

Além de ser réu na ação penal sobre os atos antidemocráticos, Araújo foi condenado em julho do ano passado por homicídio culposo, referente a um acidente ocorrido em 2020 quando dirigia um caminhão na BR-101, altura do município de Nísia Floresta.

A ação penal sobre o acidente ocorrido na Região Metropolitana de Natal foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual. Maxwell recebeu uma pena restritiva de direitos, para a prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária, em substituição à outra pena que seria de dois anos de detenção.

Já Francisca Ivani Gomes esteve junto com o marido no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília e também responde, assim como Araújo, por incitação ao crime e associação criminosa.

Em seu interrogatório judicial, a acusada confessou ter deixado Natal para ir a Brasília. Disse que estava no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército quando foi encaminhada para um ônibus e foi conduzida para a Polícia Federal, onde foi presa. Segundo ela, a viagem foi programada “de última hora”, com um percurso que demora cerca de três dias. Afirmou que chegou em Brasília no dia 9 de janeiro de 2023, pela madrugada, e que no dia seguinte estava no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército. Ainda segundo Francisca Ivani Gomes, a programação era ficar em Brasília durante três ou quatro dias. Disse que pernoitou em um posto de gasolina e, pela manhã, chamou um Uber para visitar a Catedral, mas acabou parando no acampamento em frente ao Quartel.

Assim como o marido, ela tem descumprido as regras da tornozeleira em alguns momentos. Em dezembro, a Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap/RN) apresentou relatórios de descumprimentos de medidas cautelares, contendo violações da área de inclusão, ocorridos em sete datas daquele mês.

Gomes sustentou que, além de exercer atividade produtiva própria, atua, em determinadas ocasiões, como ajudante de Maxwell, quando ele não dispõe de auxiliar para execução das entregas. Nas datas relacionadas nos relatórios, ela informou que se deslocava ao comércio para retirar mercadorias, acompanhava o transporte e a entrega de produtos aos clientes finais, dava auxílio ao carregamento e descarregamento das encomendas, e também estava retornando ao domicílio após a finalização do expediente. Tal como Maxwell Guedes de Araújo, o ministro Alexandre de Moraes considerou que os episódios foram “irregularidades isoladas” e manteve as medidas cautelares como estavam.

O outro réu, Daywydy da Silva Firmino, mora atualmente em São Paulo e no último dia 10 obteve autorização do STF para flexibilizar os horários de recolhimento da tornozeleira com o objetivo de frequentar as aulas noturnas do curso de Administração na Universidade Cruzeiro do Sul.

Firmino chegou a publicar vídeos dentro da Academia da Polícia Federal depois de ser preso por participação nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro. Ele ganhou liberdade provisória em 13 de março de 2023, mediante a imposição de medidas cautelares; já chegou a pedir para retirar a tornozeleira eletrônica anteriormente, mas teve o pedido negado. 

Ao potiguar, são atribuídos os crimes de associação criminosa e incitação ao crime, equiparada pela animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais.

Fonte: saibamais.jor.br

Censo registra queda de 1 milhão de matrículas na educação básica

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram nesta quinta-feira (26) os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025. Segundo os dados, e, 2025, foram registrados 46,018 milhões de estudantes, distribuídos em 178,76 mil escolas públicas e privadas, considerando todas as etapas da educação básica. Houve uma redução de 2,29% nas matrículas, em comparação a 2024, quando foram registradas 47.088.922 estudantes. A queda corresponde a 1, 082 milhão de alunos a menos.

 De acordo com o coordenador de Estatísticas Educacionais da Diretoria de Estatísticas do Inep (DEED), Fábio Pereira Bravin, a queda não representa um problema. Segundo o órgão, o dado relevante é que o atendimento educacional da população está aumentando. A explicação para a queda das matrículas, de acordo com Bravin, é a redução da população em idade escolar, especialmente entre 0 a 4 anos e a 15 a 17 anos. 

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentados pelo Inep, a projeção para a população de 0 a 3 anos recuou 8,4% entre 2022 e 2025. Em relação à frequência escolar, na faixa etária até 3 anos de idade, a taxa de atendimento subiu 4,3 pontos percentuais entre 2019 e 2024, atingindo 39,8%. A matrícula na creche, que compreende crianças até 3 anos, não é obrigatória. Já  na faixa etária de 4 a 17 anos, quando a frequência à escola é obrigatória, a frequência chega a 97,2%, apontam os dados do IBGE de 2024.

Redução da distorção idade-série

Outra explicação para a queda no número de matrículas, de acordo com a MEC, é a redução das taxas de repetência e a melhoria dos indicadores de distorção idade-série. Este parâmetro avalia a quantidade de alunos que frequentam a série adequada à sua idade e não estão “atrasados” nos estudos. 

 “Os alunos estão repetindo menos. Antes, a retenção inchava o sistema. Passando ano a ano, à medida que eu reduzo a distorção idade-série e dou oportunidades aos alunos que estão atrasados para eles concluam, eu reduzo o número de matrículas.”, apontou o ministro da Educação, Camilo Santana. 

Os dois fenômenos, segundo ele, indicam maior eficiência do sistema educacional do país. Para o ministro, o Censo Escolar mostrou que a educação brasileira conquistou avanços significativos em 2025.

Segundo Camilo, a distorção idade-série no ensino médio, por exemplo, teve uma redução de 61% de 2022 a 2025. “Nós saímos de 27,2% para 13,99% só no 3° ano do ensino médio”, destacou.

“O Brasil praticamente universalizou o acesso à escola. Precisamos garantir a qualidade, a equidade”, disse o ministro do MEC.

Educação infantil

Segundo o Censo, em 2025, a educação infantil alcançou o maior patamar de crianças de 0 a 3 anos com acesso à creche (41,8%), aproximando-se da meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

De acordo com o MEC, apenas em 2025, foram criadas 48,5 mil novas vagas em creches e pré-escolas, com apoio do governo federal.  O MEC informOU que o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) prevê investir R$ 7,37 bilhões para a construção de 1.670 novas creches.

Conectividade nas escolas

O Censo também apontou aumento da conectividade nas escolas da educação básica. O percentual de escolas com acesso à internet na educação básica passou de 82,8%, em 2021, para 94,5%, em 2025. 

O ministro Camilo Santana destaca que o maior desafio para garantir a conectividade está concentrado na região Norte. Segundo o ministério, foram investidos R$ 3 bilhões, de 2023 a 2025, em escolas estaduais e municipais, alcançando um avanço de 45% para 70% das escolas com conectividade adequada para fins pedagógicos.

Sobre o Censo Escolar 

O levantamento, realizado anualmente pelo Inep, abrange dados sobre todas as escolas da educação básica, professores, gestores e turmas, além das características dos estudantes. As informações incluem todas as etapas e modalidades da educação básica: ensino regular, educação especial, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.

Participam escolas públicas e privadas de todas as etapas da educação básica de todas as redes de ensino no país.

*texto ampliado às 13h01


Fonte: Agência Brasil de Noticias

Polícia Federal investiga licitação suspeita em Lajeado, no RS

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Uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (26) investiga “possível desvio” de recursos federais do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) repassados à prefeitura de Lajeado (RS), utilizados em três licitações feitas durante as enchentes que atingiram o município em maio de 2024.

A Operação Lamaçal teve sua primeira fase deflagrada em novembro de 2025, quando investigou a contratação de empresa para a prestação de serviços terceirizados de psicólogo, assistente social, educador social, auxiliar administrativo e motorista.

Os contratos teriam movimentados, na época, cerca de R$ 120 milhões.

Na época, o então secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado, se disse com sentimento de injustiça e pediu afastamento do cargo “para se dedicar a fazer os esclarecimentos sobre a denúncia.” 

A dispensa da licitação foi feita tendo, como justificativa, o estado de calamidade pública declarado pelo município em 2024. Lajeado foi uma das cidades mais atingidas pelas enchentes.

Hipótese corroborada pela PF

Segundo a PF, “a análise parcial do material apreendido corroborou a hipótese de direcionamento das licitações”, informaram os investigadores, ao anunciarem a segunda fase deflagrada hoje, focada em “empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social”.

A investigação constatou indícios de que os valores pagos estavam acima dos preços praticados no mercado – suspeita que foi reforçada pelo fato de a proposta vencedora do certame não ter sido a mais vantajosa.

Prisões e afastamento de cargos

Por determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, 20 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão temporária estão sendo cumpridos nos municípios de Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre, além de Lajeado.

Foi também determinada a prisão de dois suspeitos e o afastamento cautelar de cargo público ocupado por dois outros investigados. Durante a operação, a PF apreendeu três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos, além de bloquear ativos ligados a suspeitos.

Se condenados, os investigados responderão pelos crimes de desvio, ou aplicação indevidamente, de rendas ou de verba pública; de contratação direta ilegal, de fraude em licitação ou em contrato, de corrupção passiva, de corrupção ativa, de associação criminosa, de lavagem de dinheiro, entre outros.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Quase 8 mil pessoas morreram em rotas migratórias em 2025

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Quase 8 mil pessoas morreram ou desapareceram no ano passado em rotas migratórias perigosas, como o Mediterrâneo e o Chifre da África, mas o número real provavelmente é muito maior, pois cortes no financiamento afetaram o acesso humanitário e o rastreamento de mortes, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

As vias legais para a migração estão diminuindo, empurrando mais pessoas para as mãos de contrabandistas, afirmou a OIM, à medida que a Europa, os Estados Unidos (EUA) e outras regiões intensificam a fiscalização e investem pesadamente em medidas de dissuasão.

“A perda contínua de vidas nas rotas migratórias é uma falha global que não podemos aceitar como normal”, disse a diretora-geral da organização, Amy Pope, em comunicado divulgado nesta quinta-feira.

“Essas mortes não são inevitáveis. Quando as vias seguras estão fora de alcance, as pessoas são forçadas a empreender viagens perigosas e a cair nas mãos de contrabandistas e traficantes. Devemos agir agora para expandir as rotas seguras e regulares e garantir que as pessoas necessitadas possam ser protegidas, independentemente de seu status.”

Embora as mortes ao longo das rotas migratórias tenham caído para 7.667 em 2025, de quase 9.200 em 2024, à medida que menos pessoas tentaram viagens irregulares perigosas — particularmente nas Américas —, o declínio reflete o acesso cada vez menor à informação e a falta de financiamento que têm dificultado os esforços para rastrear as mortes, disse a OIM.

A organização, com sede em Genebra, está entre vários grupos de ajuda humanitária afetados por grandes cortes de financiamento dos EUA, o que a obrigou a reduzir ou encerrar programas de uma forma que, segundo ela, terá impacto grave nos migrantes.

As rotas marítimas continuaram entre as viagens mais letais, com pelo menos 2.108 pessoas mortas ou desaparecidas no Mediterrâneo no ano passado e 1.047 na rota atlântica para as Ilhas Canárias, na Espanha, informou a agência.

Cerca de 3 mil mortes de migrantes foram registradas na Ásia, mais da metade delas de afegãos, e 922 morreram ao cruzar o Chifre da África, do Iêmen aos Estados do Golfo, um aumento acentuado em relação ao ano anterior. Quase todos eram etíopes, muitos dos quais morreram em três naufrágios em massa.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Rádio Nacional transmite decisão da Recopa entre Flamengo e Lanús

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A Rádio Nacional transmite, nesta quinta-feira (26), a partida entre Flamengo e Lanús (ARG) pelo jogo de volta da Conmebol Recopa, valendo a taça. A bola rola às 21h30 e a emissora entra com o pré-jogo 15 minutos antes, às 21h15. O palco da disputa será o Maracanã, no Rio de Janeiro.

A transmissão da Rádio Nacional contará com equipe especializada para levar aos amantes de futebol todas as emoções do confronto. A narração será de André Luiz Mendes. Os comentários ficarão por conta de Rodrigo Ricardo e Bruno Mendes comandará a reportagem e o plantão da rodada.

A partida entra no ar para parte da rede em AM e ondas curtas (OC), além da FM no Rio de Janeiro, no Alto Solimões, Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e parceiros. A Nacional FM nas demais praças segue com o conteúdo musical. O ouvinte pode ficar ligado nas produções preferidas pelo dial, no app Rádios EBC e no site da emissora. Os áudios ainda estão disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas.

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No jogo de ida que foi disputado em solo argentino na quinta-feira (19), o Lanús venceu o Flamengo por 1 a 0. Diante desse cenário, a equipe carioca precisará vencer por dois gols de diferença para levantar o troféu no tempo normal. Empate dá o título ao Lanús. Caso o Flamengo vença por um gol de diferença, haverá prorrogação e, em caso de novo empate, o campeão será definido nos pênaltis.

Conmebol Recopa

A Recopa é uma competição de futebol organizada anualmente pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) que define o “campeão dos campeões” do continente. A competição coloca frente a frente, em jogos de ida e volta, os vencedores dos dois principais torneios da América do Sul da temporada anterior: o campeão da Copa Libertadores e o campeão da Copa Sul-Americana.

A Recopa é uma decisão direta de título, servindo como uma consagração final para os clubes que dominaram o cenário sul-americano no ano anterior. O título é decido pelo placar agregado dos jogos de ida e volta.

Cobertura

Esporte que é paixão do povo brasileiro, o futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há nove décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias.

Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming para acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros. Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional.

A equipe da Rádio Nacional reúne craques da crônica esportiva. São produtores, jornalistas e apresentadores que buscam o diferencial da notícia. Além de informar o público nas ondas do rádio, o time também faz bonito na telinha da TV Brasil. Os profissionais realizam o programa Stadium, de segunda a sexta, às 12h30, e de terça a sexta, às 18h30.

Sempre ao vivo, as tradicionais produções da emissora pública trazem análises e apurações atualizadas. O esporte tem espaço destacado na programação do canal. O telejornal diário Repórter Brasil, às 12h45 e às 19h, também oferece uma ampla cobertura dos principais resultados do dia.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Cuba diz ter matado 4 pessoas a bordo de lancha registrada na Flórida

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Forças cubanas mataram quatro pessoas e feriram seis a bordo de uma lancha registrada na Flórida que entrou em águas cubanas nessa quarta-feira (25). Agentes abriram fogo contra uma patrulha cubana, informou o governo cubano em um momento de tensões crescentes com os Estados Unidos (EUA).

Os feridos receberam atendimento médico, enquanto o comandante da patrulha cubana também ficou ferido, informou o Ministério do Interior de Cuba em comunicado, acrescentando que o caso está sob investigação para esclarecer exatamente o que aconteceu.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse aos repórteres que não se tratava de uma operação do seu país e que nenhum funcionário do governo norte-americano estava envolvido. As autoridades cubanas informaram os EUA sobre o incidente, mas a embaixada dos EUA em Havana tenta verificar de forma independente o que ocorreu, disse Rubio.

“Teremos nossas próprias informações sobre isso, vamos descobrir exatamente o que aconteceu, e há uma série de coisas que poderiam ter acontecido aqui”, disse Rubio. “Basta dizer que é altamente incomum ver tiroteios em mar aberto como esse.”

O incidente ocorreu no momento em que os Estados Unidos bloquearam praticamente todos os embarques de petróleo para a ilha, aumentando a pressão sobre o governo comunista.

Forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas em 3 de janeiro, removendo do poder um importante aliado de Cuba. Rubio reiterou sua retórica contra o governo cubano classificando o status quo de insustentável e dizendo que Cuba precisa mudar “dramaticamente”.

Lanchas que contrabandeavam pessoas para fora da ilha já entraram em confronto com as forças cubanas no passado, incluindo um incidente em 2022, em que a patrulha de fronteira cubana matou um suspeito de contrabando, de acordo com nota do governo cubano. Foi uma das 13 lanchas procedentes dos EUA interceptadas no primeiro semestre daquele ano, informou Cuba.

Apesar das relações amplamente antagônicas entre os Estados Unidos e Cuba por 67 anos, os dois países têm cooperado em questões de tráfico de drogas e contrabando de pessoas no Estreito da Flórida, especialmente durante o período de reaproximação sob o ex-presidente dos EUA Barack Obama.

No incidente de ontem, a lancha chegou a menos de uma milha náutica de um canal em Falcones Cay, na costa norte de Cuba, cerca de 200 km a leste de Havana, quando foi abordada por cinco membros de uma unidade de patrulha de fronteira cubana. A lancha então abriu fogo, ferindo o comandante da embarcação cubana, segundo a nota.

Nenhum dos mortos ou feridos a bordo da embarcação invasora foi identificado, mas Cuba disse que ela estava registrada na Flórida com o número FL7726SH.

“Diante dos desafios atuais, Cuba reafirma o compromisso de proteger as águas territoriais, com base no princípio de que a defesa nacional é pilar fundamental para o Estado cubano na salvaguarda de sua soberania e estabilidade na região”, afirmou o comunicado cubano.

Políticos da Flórida pediram investigações separadas, dizendo que não confiavam na versão cubana.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, informou que ordenou aos promotores que abrissem uma investigação em conjunto com outros parceiros estaduais e federais responsáveis pela aplicação da lei.

O deputado Carlos Gimenez, republicano cujo distrito inclui o extremo sul da Flórida, pediu investigação federal, dizendo que havia solicitado ao Departamento de Estado e às Forças Armadas dos EUA que investiguem o assunto.

“As autoridades dos Estados Unidos devem determinar se alguma das vítimas era cidadã norte-americana ou residente legal e estabelecer exatamente o que ocorreu”, disse Gimenez.

*(Reportagem adicional de Andrea Shalal e Kanishka Singh)

*É proibida a reprodução deste  conteúdo.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Sobe para 49 número de mortos em Juiz de Fora e Ubá

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O número de mortos devido aos deslizamentos e enchentes provocados por temporais na Zona da Mata Mineira desde segunda-feira (23) chegou a 49.

A informação é do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) e foi divulgada na manhã desta quinta-feira (26).

Em Juiz de Fora, são 43 mortos e 16 desaparecidos. Já o município de Ubá registra seis mortos e dois desaparecidos.

A prefeitura de Juiz de Fora informou que há mais de 3,5 mil desabrigados e desalojados. Desde segunda-feira, a Defesa Civil já registrou 1.257 ocorrências.

Mau tempo

Segundo a Defesa Civil estadual, a passagem de uma frente fria mantém o cenário de instabilidade meteorológica nesta quinta-feira.

Os acumulados de chuva variam entre 40 e 60 milímetros na Zona da Mata mineira, na região metropolitana de Belo Horizonte, na região central do estado, no Norte e Noroeste de Minas.

Há risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, além de pancadas fortes com raios, trovoadas, rajadas de vento de até 80 quilômetros por hora e granizo isolado. As temperaturas máximas variam entre 25 graus Celsius (°C) e 28°C. 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Juiz de Fora: desastre reflete negligência com aquecimento global

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Os temporais que deixaram pelo menos 3 mil pessoas desabrigadas, 400 desalojados e 47 mortos na Zona da Mata mineira são reflexo de negligência com as mudanças climáticas. A avaliação é de especialistas ouvidos pela Agência Brasil que consideram os fatores climáticos e humanos responsáveis pelas fortes chuvas em Juiz de Fora e Ubá, com enxurradas, deslizamentos de terra e cheias de rios acima do normal.

“Quando estamos falando de extremos, de riscos ambientais, estamos falando de mudanças climáticas”, afirmou o geógrafo Miguel Felippe, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

De acordo com ele, a prevenção passa pela adoção de uma agenda de políticas públicas para o meio ambiente, tema que tendo sido negligenciado nos últimos anos. “Toda essa onda negacionista, relacionada às mudanças climáticas, obviamente reverbera agora em desastres como esses”.

Para Felippe, especialista em hidrologia, geografia física e riscos socioambientais, as chuvas extremas, os eventos extremos, tendem a ficar mais comuns daqui para a frente.

A negligência ocorre em todos os níveis de governo no Brasil e no mundo, onde a pauta climática, da qual faz parte o planejamento urbano, é apresentada por políticos como um entrave ao desenvolvimento econômico, analisou o geógrafo. “Essa falsa contraposição continua sendo usada como ativo na disputa eleitoral”, analisou.


Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Casas são destruídas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

Mesmo assim, explica, é na política que é preciso buscar soluções. O professor da UFJF  sugere começar pelo ordenamento urbano das cidades. Segundo ele, o poder público perdeu o controle dos terrenos para o capital imobiliário que, na prática, define qual o valor dos imóveis e, logo, o perfil socioeconômico dos moradores. O resultado é que as pessoas pobres são empurradas para áreas de menor valor econômico, que são as de maior risco de desastre ambiental.

“O discurso de que as pessoas pobres não devem ocupar áreas de risco despreza o elemento mais importante: é o capital imobiliário que define quem vai morar aonde”, destacou.

Dessa forma, segundo Felippe, as áreas com maiores perdas de vidas e materiais, em Juiz de Fora, são os bairros pobres. “Esta é a população com menor capacidade de resiliência e que vai ter mais dificuldade de se reconstituir”

O professor lembrou que as áreas de risco são conhecidas. No entanto, ações de mitigação, parte da política ambiental, esbarram na falta de recursos. “Pelo que li nos jornais, em Minas Gerais verbas destinadas ao enfrentamento de chuvas sofreram cortes expressivos entre 2023 e 2025”, afirmou.

Levantamento realizado pelo Jornal O Globo, com dados oficiais do Portal da Transparência, mostra que caíram os recursos para a defesa civil estadual, de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões, coincidindo com o segundo governo de Romeu Zema. Procurado pela reportagem, o governo estadual não comentou.


Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Bombeiros retiram corpo de escombros após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Bombeiros retiram corpo de escombros após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Bombeiros retiram corpo de escombros após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

As políticas e resiliência precisam incluir também a conscientização da população, de acordo com Felippe. Em muitos casos, moradores de áreas de risco não sabem o que fazer em casos de alertas geológicos. “É preciso ir a campo, conversar com as pessoas, instruir, ter um plano de contingência muito claro”, recomendou.

A maioria das vítimas dos temporais de segunda-feira (23) é de Juiz de Fora, cidade que tem uma das maiores proporções de pessoas morando em áreas de risco, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). De acordo com o órgão, o município recebeu, em um dia, quase toda a chuva esperada para fevereiro, com impactos concentrados nos bairros Morro do Imperador, Paineiras e Parque Burnier, onde a Agência Brasil relatou um resgate.

Combinação de riscos

A topografia da cidade, em área de montanha, com suscetibilidade natural a deslizamentos e inundações, ajuda a explicar porque ela é uma das que mais recebem alertas do Cemaden.  A posição geográfica faz com que Juiz de Fora receba umidade vinda direta do mar. E, como o mar está mais quente, há mais evaporação de água que, ao subir e encontrar as montanhas, deságua em chuvas, explicou Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Cemaden.

De acordo com o meteorologista, o aquecimento global está por trás desse efeito. “O Oceano Atlântico está muito mais quente do que o normal. Na costa, a temperatura está 3 graus Celsius (°C) acima do normal e isso é muito para o oceano”, avaliou. Seluchi explicou que o ar que transita em cima do mar carrega mais umidade.

“Nos últimos anos, temos mais umidade do que costumamos ter nesta época e isso é uma consequência do aquecimento global”, afirmou. “Esse é um preço que pagamos pelas decisões tomadas no passado”, avaliou, criticando o descumprimento de acordos internacionais para conter os impactos no clima.

“O que nos resta? Nos adaptarmos. Tornar as cidades mais resilientes a esses desastres, o que é muito mais difícil”. Como considera que conter inundações e deslizamentos é mais difícil, para ele o certo é retirar as pessoas sempre que houver um alerta, além de controlar a expansão de áreas de risco.


Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Moradores retiram móveis de suas casas  após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Moradores retiram móveis de suas casas  após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Moradores retiram móveis de suas casas após fortes chuvas em Juiz de Fora – Foto Tomaz Silva/Agência Brasil

Seluchi cita como exemplo a experiência do Japão, país frequentemente afetado por grandes desastres, que treina os moradores para escapar nesses casos. “A Defesa Civil não evacua um por um. Ali, as pessoas já sabem a rota de fuga”.

Resiliência das cidades

Pensando também na resiliência das cidades, dentro de uma política para o enfrentamento das mudanças climáticas, há soluções de engenharia que podem ser adotadas, na visão do professor da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Matheus Martins, especialista em drenagem urbana.

Ele lembrou que Juiz de Fora cresceu do vale do Rio Paraibuna para as encostas e que, por isso, é uma cidade muito suscetível a cheias e a deslizamentos com as chuvas.

“Trata-se de um vale encharcado que, quando tem excesso de chuva, a água ocupa a planície, inundando a várzea, que é onde a cidade cresceu”, afirmou.  

Para evitar tragédias nessas áreas mais próximas aos rios, ele sugere intervenções como pôlders, uma técnica que consiste em isolar uma área inundável por meio de muros e utilizar bombas para remover o excesso aos poucos. Essa intervenção de engenharia, conhecida no Brasil, vem da Holanda, país no nível do mar que exige manutenção constante, embora só seja usada a cada dez ou 20 anos.


Juiz de Fora (MG), 24/02/2026 - Rio acima do nível normal após fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Juiz de Fora (MG), 24/02/2026 - Rio acima do nível normal após fortes chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 Rio sobe acima do nível normal após fortes chuvas em Juiz de Fora – Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Talvez, para grandes volumas [de chuva], o alagamento seja inevitável”, disse o professor da UFRJ. “Mas temos que trabalhar a cidade para que ela consiga conviver o melhor possível com isso e os pôlderes são uma das soluções”.  

Nessas áreas mais baixas, de várzea, próximas aos rios, outra opção, sugere, é a construção de parques públicos, quando possível, além de intervenções para tornar o solo mais permeável, medida que deve ser adotada também nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que também vêm sofrendo com inundações.

“No solo com floresta, projetamos que 10% da chuva vão escoar, mas 90% ficam retidos, se infiltrando aos poucos no solo. Uma chuva de dia a dia, num bairro urbanizado,  é quase o contrário: 10% ficam retidos em pequenos pontos, no telhado, em buracos; na urbanização, 90% viram escoamento superficial [que gera alagamento]”, disse.

A prefeitura de Juiz de Fora tem estudos para fazer intervenções em bairros específicos, mas as obras ainda não foram concluídas. Somente o governo federal aprovou R$ 30,1 milhões para contenção de encostas no município entre 2024 e 2025 por meio do Novo PAC, mas, segundo o Ministério das Cidades, recursos de R$ 1,2 milhão foram liberados. Para drenagem urbana, há um repasse de R$ 356 milhões programado.

As obras são do projeto de macrodrenagem Juiz de Fora + 100, da prefeitura, e incluem os bairros de Santa Luzia, Industrial, Mariano Procópio e Democrata.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Palmeiras derrota Fluminense e mantém liderança do Brasileiro

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Em uma partida muito movimenta, disputada na noite desta quarta-feira (25) na Arena Barueri, e que contou com transmissão ao vivo da Rádio Nacional, o Palmeiras derrotou o Fluminense por 2 a 1 para permanecer na liderança do Campeonato Brasileiro.

Com o triunfo em casa, o Verdão chegou aos 10 pontos, mesma pontuação do São Paulo, que derrotou o Coritiba nesta quarta mas que tem um saldo de gols pior. Já o Tricolor das Laranjeiras caiu para a quinta posição da classificação após sofrer sua primeira derrota neste Brasileiro.

Jogando com o apoio de sua torcida, o Palmeiras foi letal e precisou de apenas 12 minutos para abrir uma vantagem de dois gols no confronto. Logo aos seis minutos o juiz assinalou pênalti em lance no qual o goleiro Fábio derrubou Vitor Roque dentro da área. O próprio atacante foi para a cobrança e não vacilou.

O segundo gol da equipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira foi obra do garoto Allan. Aos 12 minutos o jogador partiu em velocidade pela ponta direita, se livrou de dois marcadores e bateu colocado para superar Fábio.

Em desvantagem, o Fluminense, que atuava com uma formação alternativa, passou a se arriscar mais. E, mais na base da vontade, conseguiu descontar aos 39 minutos com o meio-campista argentino Lucho Acosta.

Após o intervalo a partida seguiu em ritmo acelerado, com oportunidades sendo criadas de lado a lado. No entanto, o fato que mais chamou a atenção na etapa final foi o reencontro do colombiano Arias com o Fluminense, mas agora em lados opostos do gramado.

Enquanto esteve em campo o camisa 11 do Palmeiras se movimentou muito e tentou contribuir com sua nova equipe. Mas pouco fez diante da forte marcação do Tricolor.



Fonte: Agência Brasil de Noticias

Oposição vê promessas e poucos resultados em mensagem de Paulinho

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A oposição à gestão Paulinho Freire (União) na Câmara Municipal de Natal viu um discurso classificado como continuidade de promessas e vago em resultados concretos na leitura da mensagem anual feita nesta segunda-feira (23).

As opiniões são dos vereadores que compõem o bloco de oposição, formado por Samanda Alves (PT), Daniel Valença (PT) e Brisa Bracchi (PT). A reportagem também procurou a assessoria da vereadora Thabatta Pimenta (PSOL), mas não obteve posicionamento até o fechamento desta reportagem.

A vereadora Samanda Alves (PT) disse que o prefeito sinalizou para pontos importantes que a oposição vem cobrando, como a licitação do transporte público e a solução para a drenagem da engorda de Ponta Negra, mas lembrou que esses temas já estavam presentes na leitura da mensagem em 2025 e seguiram em 2026. Ela também comentou que o prefeito foi vago em vários momentos, sem apresentar os planos de forma concreta.

Em relação à licitação, o prefeito afirmou que o trabalho “chega a sua fase final e que está muito próximo até o lançamento do seu edital”. Sobre a engorda, Paulinho disse que já existem projetos para a faixa de areia da engorda e “uma solução que deve reduzir a quantidade de água que desce para praia”. “Estamos em fase de finalização de projetos para poder iniciar”, avisou.

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Samanda Alves disse que as mesmas informações vagas estiveram nas falas sobre o Hospital Municipal de Natal (“estamos bem próximo de iniciar os atendimentos no Hospital Municipal”, disse Paulinho) e sobre um parque para a Zona Norte. 

“Não aponta se os recursos estão assegurados, se o projeto está pronto. A gente não consegue enxergar concretude nas ações de maior expressão que ele anunciou”, disse Samanda.

Para ela, a falta de informações mais concretas causa preocupação, porque alguns dos problemas são antigos e vem de outras gestões do mesmo grupo, como do ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos), que teve a atual vice, Joanna Guerra, como secretária de Planejamento. A vereadora disse esperar que o prefeito encontre caminhos para solucionar os problemas estruturantes da cidade e se colocou à disposição para contribuir.

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De acordo com Daniel Valença (PT), Paulinho disse “pouco ou quase nada” em um longo discurso de cerca de 1h45. Ele criticou o fato do Hospital Municipal, inaugurado por Álvaro Dias, ainda seguir sem funcionar, e afirmou que o equipamento público “segue na mensagem do prefeito como uma promessa.”

“Também chamou atenção o silêncio sobre a data-base dos servidores, a implementação de direitos sem judicialização, aumento do teto do RPV para que servidores da base recebam mais rapidamente valores não honrados pela prefeitura, tudo por uma questão de prioridade. Ou seja, é linha de continuidade do desmonte dos serviços iniciado na gestão Álvaro Dias”, comentou Daniel.

Além disso, disse que Paulinho voltou a falar em isenção do IPTU para as famílias do Jardim Progresso, mesmo tendo vetado projeto que garantia esse direito no ano passado.

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“Drenagem e manutenção das lagoas de captação certamente não são prioridade desse governo. Na cultura, prioriza megaeventos com cachês milionários, enquanto artistas locais ficam sem valorização e com cachês atrasados. E, apesar de citar impacto econômico positivo das festividades em sua mensagem, Natal teve um dos maiores gastos per capita do Nordeste, superando cidades como Recife, que teve quase o mesmo gasto. Enfim, é todo um cenário de crise mascarado com um longo discurso vazio, de costas para as necessidades reais da população”, completou Valença.

Semelhante às demais avaliações, a vereadora Brisa Bracchi (PT) avaliou que faltaram resultados concretos na leitura do prefeito.

“A leitura anual confirmou o que a população já sente na prática: muitas promessas, poucos resultados e nenhuma resposta concreta para os problemas reais da cidade. Falta planejamento, os prazos são sistematicamente descumpridos e a gestão insiste em apostar no discurso e nas judicializações em vez de enfrentar os problemas de frente”, disse Brisa.

“Não vamos aceitar que propaganda seja vendida como resultado. Vamos continuar exercendo a nossa fiscalização com firmeza, cobrando responsabilidade e transparência porque foi pra isso que o povo de Natal nos elegeu”, apontou.

Fonte: saibamais.jor.br