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OMS descarta indícios de “surto maior” de hantavírus

© Pool via REUTERS/Proibida reprodução

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta terça-feira (12) que não há indícios de um surto maior de hantavírus, doença identificada em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico.

“Neste momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior. Mas, é claro, a situação pode mudar. E, considerando o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, avaliou Tedros, durante coletiva de imprensa.

Segundo o diretor, até o momento, foram relatados 11 casos de hantavírus, incluindo três óbitos. Todos os casos ocorreram entre passageiros ou tripulantes do navio MV Hondius.

Nove dos 11 casos foram confirmados como sendo da cepa Andes, e os outros dois são tratados como prováveis.

“Não houve nenhuma morte desde o dia 2 de maio, quando a OMS foi informada pela primeira vez sobre o surto. Todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e estão sendo acompanhados sob rigorosa supervisão médica, minimizando qualquer risco de transmissão.”

Repatriação

Tedros destacou ainda que os países para os quais os passageiros foram repatriados são responsáveis por monitorar a saúde de cada um deles.

“A OMS está ciente de relatos de um pequeno número de pacientes com sintomas compatíveis com o vírus Andes e estamos acompanhando cada um desses relatos junto aos respectivos países”.

A recomendação da entidade é de que os passageiros do cruzeiro sejam monitorados ativamente em uma instalação de quarentena específica ou mesmo em casa por um período de 42 dias a partir da última exposição, que aconteceu em 10 de maio – ou seja, até 21 de junho.

“Qualquer pessoa que apresentar sintomas deve ser isolada e tratada imediatamente. Nosso trabalho não terminou. A OMS continuará trabalhando em estreita colaboração com especialistas em todos os países afetados”, concluiu o diretor.]

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Desenrola Fies: estudante pode renegociar dívida a partir desta quarta

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© José Cruz/Agência Brasil

Os estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem renegociar seus débitos a partir de quarta-feira (13), por meio do Desenrola Fies que prevê descontos para a quitação de até 99% sobre o valor da dívida. A Resolução CG-Fies nº 66, que trata da renegociação, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (12). 

Pode participar o estudante com contrato firmado até 2017 e que estava em fase de amortização – ou seja, em fase de pagamento – em 4 de maio de 2026. A negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026.

“Os estudantes do Fies que querem aderir ao Desenrola poderão renegociar débitos diretamente junto à Caixa Econômica e ao Banco do Brasil”, informou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. Ele acrescentou que “a negociação deve ser realizada nos canais digitais dos bancos”.

“Neste Desenrola, temos também condições especiais para quem paga em dia e quer aproveitar as condições para quitar sua dívida mais rápido: os adimplentes terão 12% de desconto para zerar os débitos”, completou o ministro da Educação.

A expectativa do MEC é que mais de 1 milhão de estudantes sejam beneficiados com o refinanciamento de suas dívidas.

Desenrola

O Desenrola Fies faz parte do Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal em 4 de maio, que promove a reorganização financeira de milhões de brasileiros e a ampliação do acesso ao crédito em melhores condições.

A medida, no entanto, não prevê a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento das dívidas, como acontece em outras renegociações do Desenrola Brasil.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Servidor que anunciou greve de fome no RN comemora avanço em processo

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Servidor do RN tem salário reduzido e anuncia greve de fome na Seec

O servidor público Fernando Antonio Soares dos Santos, o Nando Poeta, comemorou neste domingo (10) o avanço no seu processo de enquadramento na Secretaria da Educação, do Esporte e do Lazer do Rio Grande do Norte (Seec). Ele havia anunciado que iniciaria uma greve de fome nesta segunda (11) após ter seu salário reduzido, e agora disse que a mobilização foi fundamental para destravar o processo. 

A situação teve início porque, mesmo trabalhando como técnico de nível superior exercendo a função de sociólogo, ele não foi enquadrado no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) anterior porque estava num período de licença sem remuneração, e não teve o salário equiparado ao cargo que exerce. Com isso, o trabalhador teve uma brusca redução de salário, que classificou como injustiça.

Nando entrou no serviço público em 1984 como professor P8C, um tipo de nível específico de progressão funcional, e depois avançou. Três anos depois, passou a técnico de nível superior, exercendo a função de sociólogo. Em 1989, foi aprovado em novo concurso, desta vez para professor de Sociologia, mas optou por permanecer como técnico de nível superior devido à diferença salarial.

Saiba Mais: Servidor do RN tem salário reduzido e anuncia greve de fome na Seec

Em 2010, saiu de licença sem remuneração, renovada até 2016. Retornou em janeiro de 2017 ao Núcleo Estadual de Educação para a Paz e Direitos Humanos (NEEPDH) da Seec e retomou suas funções. Desde então, sem o devido enquadramento, seu salário diminuiu e ele precisou a recorrer a outros trabalhos por fora para conseguir sobreviver.

“Nos últimos dias, anunciei a realização de uma greve de fome para tentar destravar um processo meu que há três meses estava paralisado e que o analista não dava o seu parecer. A mobilização pela imprensa, pelos sindicatos, pelas pessoas, foi fundamental, mostrando que vale a pena lutar. Nós conseguimos, inclusive, com poucos dias de denúncia dessa paralisação, que o rapaz que estava segurando o meu processo fosse substituído por outro”, disse, em vídeo divulgado nas redes sociais na noite deste domingo.

“Em apenas quatro horas, esse novo analista conseguiu organizar o meu parecer, dando inclusive favorável ao meu enquadramento. Isso foi extremamente positivo. Continuamos a luta, porque vai passar ainda na mão da presidente da comissão de enquadramento, que vai assinar, vai para o gabinete, vai ser publicado, vai depois ser lançado na folha de pagamento. Mas nós agradecemos desde já toda essa mobilização e o apoio durante todo esse processo. E eu acredito que realmente a luta, a mobilização foi necessária para que a gente pudesse destravar o nosso processo”, celebrou o servidor e sindicalista.

Fonte: saibamais.jor.br

Juros pressionam a dívida mais que gastos públicos, dizem economistas

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os gastos públicos não são o vilão da economia que leva, necessariamente, à elevação dos juros e da dívida pública do Brasil. Por outro lado, são os juros altos pagos pela União – que consumiram R$ 1 trilhão em um ano – que vêm pressionando a dívida do Estado, prejudicando a oferta de bens e serviços produtivos enquanto dão enormes lucros para os bancos do país.

Essa é a avaliação de três economistas consultadas pela Agência Brasil que desafiam a tese mais consolidada no jornalismo econômico de que os juros altos são uma resposta aos gastos públicos, assim como necessários para manter os preços sob controle.

A professora de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Juliane Furno destaca que o principal fator de elevação da dívida pública no Brasil são os juros e não os gastos “primários”, usados para pagar funcionários e os serviços prestados à população.

“É uma hipocrisia apontar que os juros altos respondem à elevação da dívida, porque são os juros que a causam. Se você decompor os componentes da dívida pública você vai ver que o déficit primário é o que menos impacta a dívida”, afirmou a doutora em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


São Paulo (SP), 11/02/2025 - Lendro Demori entrevista a economista Juliane Furno no DR com Demori . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 11/02/2025 - Lendro Demori entrevista a economista Juliane Furno no DR com Demori . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Economista Juliane Furno diz que o principal fator de elevação da dívida pública no Brasil são os juros Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Nos últimos 12 meses até março, o Brasil gastou R$ 1,08 trilhão com juros, o que representa 8,35% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2026, a Dívida Bruta do Governo Central – que reúne União, INSS, estados e municípios – cresceu 1,4 ponto percentual (p.p.), chegando a 80,1% do PIB (R$ 10,4 trilhões).

Segundo o Banco Central, o principal responsável por esse aumento foram os juros nominais. “O aumento [da dívida] de 1,4 p.p. do PIB resultou da incorporação de juros nominais (+2,4 p.p.), das emissões líquidas de dívida (+0,4 p.p.)”, diz o comunicado.

A professora de economia política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria Mello de Malta avalia que o atual modelo macroeconômico que combina altas taxas de juros com exigências de corte de gastos primários é fruto de decisão política – e não técnica – que favorece a economia focada no setor financeiro.  

“O que mais me choca é usar um país que tem o tamanho do Brasil como uma simples plataforma financeira, como se fôssemos Suíça ou Ilhas Cayman, que são minúsculas. É condenar 210 milhões de pessoas a uma vida cara e endividada porque você quer beneficiar um setor que emprega tão pouco e que, enfim, já ganha bastante”, enfatizou a economista.  

Juros, dívidas e gastos

O endividamento das famílias no Brasil, que levou o governo a lançar o Novo Desenrola, reacendeu o debate sobre os juros reais praticados no país, o segundo mais alto do mundo, atrás apenas da Rússia. 

Nesse contexto, economistas com destaque na imprensa têm justificado que o Banco Central (BC) apenas está reagindo à trajetória dos gastos públicos do Estado, pois os gastos teriam o poder de estimular a demanda e pressionar a inflação para cima.

A solução apresentada seria então o corte de gastos públicos, o que poderia prejudicar serviços como saúde, educação, segurança e atingir direitos como a aposentadoria dos trabalhadores.

O próprio BC, por meio das suas atas do Comitê de Política Monetária (Copom), pede corte de gastos, chamado de “disciplina fiscal”.

“O Comitê reafirma a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros”, diz a ata do final de abril.

Tese alternativa

Por outro lado, há um grupo de economistas que divergem dessa avaliação. Para esses especialistas, os gastos públicos devem ser protegidos, pois favorecem mais os mais pobres, e os juros devem ser cortados, pois beneficiam apenas o mercado financeiro.

Ao mesmo tempo, por essa corrente, a inflação deve ser controlada, principalmente, estimulando a oferta e não apenas combatendo a demanda, como faz a taxa Selic praticada pelo BC. O próprio BC estima que cada 1 p.p. de aumento da Selic aumenta a dívida em mais de R$ 50 bilhões.  

A professora da UFRJ Maria Malta destacou que, se o governo quiser reduzir a dívida pública, tem que cortar juros.

“Os juros são a maior conta que ele tem que pagar. Por outro lado, o gasto público tem um efeito multiplicador na economia. Gastar menos só tem um efeito: piorar o crescimento econômico, aumentar o desemprego e a dívida porque o lado da receita diminui quando o crescimento diminui”, explicou a doutora em economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Para a especialista, também não é possível comparar o Estado com uma família, ou com uma empresa, como alguns economistas fazem para criticar o endividamento do Estado, que tenderia a gastar mais do que arrecada.

“A lógica do indivíduo privado é completamente diferente da do Estado porque o indivíduo privado não emite sua própria moeda, nem define sua taxa de juros”, explicou.

Estimular a oferta


Brasília (DF) 10/05/2024 -  Professora de economia da UnB, Maria Lourdes Mollo.
Foto: UNB/Divulgação
Brasília (DF) 10/05/2024 -  Professora de economia da UnB, Maria Lourdes Mollo.
Foto: UNB/Divulgação

Professora de economia da UnB Maria Lourdes Mollo avalia que a dívida pública do país vem aumentando há muito tempo por causa dos juros. Foto: UNB/Divulgação

A professora de economia Maria Lourdes Mollo, da Universidade de Brasília (UnB), avalia que a dívida pública do país vem aumentando há muito tempo por causa dos juros. 

“O governo gasta demais pagando juros. O governo precisa gastar protegendo a população mais vulnerável e garantindo que a capacidade produtiva da economia cresça, ao invés de beneficiar apenas o setor financeiro”, afirmou.

A professora Maria Lourdes, que é doutora em economia pela Universidade de Paris, reconhece que os juros altos reduzem a inflação, mas alerta para os “altíssimos” custos sociais.

“Quem está pagando esses juros altos são as pessoas que precisam do dinheiro para comer, morar, cuidar da sua saúde. E essas necessidades não podem diminuir. Por outro lado, quem está ganhando com esses juros altos são os que ganham no mercado financeiro. E isso é que está errado”, completou.

Para Lourdes, a inflação deve ser combatida também pelo lado da oferta, estimulando a produção como forma de baixar os preços. Porém, ela alerta que os juros altos impedem o crescimento da oferta.

“Há um impacto negativo da taxa de juros altos sobre a capacidade produtiva da economia.  Isso é muito ruim porque inibe, a médio e a longo prazo, o crescimento da oferta e tira, inclusive, possibilidades de resolver o problema da inflação de uma forma mais definitiva”, completou a professora da UnB.

Gastos públicos


Brasília (DF) 10/05/2024 - Professora de economia política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Mello de Malta
Foto: Maria Mello de Malta/Arquivo Pessoal
Brasília (DF) 10/05/2024 - Professora de economia política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Mello de Malta
Foto: Maria Mello de Malta/Arquivo Pessoal

Professora de economia política da UFRJ Maria Mello de Malta diz qeu se o governo quiser reduzir a dívida pública, tem que cortar juros Foto: Maria Mello de Malta/Arquivo Pesssoal

Sobre a parte dos economistas que sustenta que o caminho para cortar juros é cortar os gastos públicos, Maria Mello de Malta responde que o Estado não controla as necessidades de educação, saúde e aposentadoria da população.  

“Não tem como o governo, atendendo ao Banco Central, reduzir gastos do dia para a noite. O Estado não controla a saúde ou educação da população. Isso tem a ver com o crescimento populacional, com a idade dos trabalhadores, das pessoas que vão nascendo, etc.”, explicou a professora da UFRJ.

Para a professora Juliane Furno, da UFF, o Estado não “gasta demais” como costumam justificar alguns economistas porque a Constituição do Brasil prevê a prestação de serviços públicos que demandam um volume maior de recursos que outros países.

“É claro que o Estado brasileiro gasta mais do que o chileno, por exemplo, mas isso é resultado de escolhas distintas. O Estado brasileiro escolheu prover saúde de forma universal, ter educação pública, garantir assistência social”, lembrou a especialista.

A tese que apresenta o corte de gastos e as privatizações como solução para reduzir o endividamento público, o que abriria caminho para o corte de juros, é questionada pela professora Maria Mello de Malta.

Para ela, trata-se de uma “visão ideológica” que tem o objetivo de abrir, ao máximo, o espaço econômico para atuação do setor privado em busca do lucro.

“Na hora que você privatiza, você não privatiza só o custo. Você privatiza o lucro também. Privatizou-se a Eletrobras e não tem mais lucro da Eletrobras para ser distribuído para o Estado e melhorar a situação da dívida”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Governo lança programa de R$ 11 bilhões contra o crime organizado

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança, nesta terça-feira (12), o programa Brasil Contra o Crime Organizado e anuncia medidas voltadas à segurança pública. O pacote prevê investimento de R$ 11 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União e R$ 10 bilhões via empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados.

“O Brasil contra o Crime Organizado foi construído em diálogo com os estados, especialistas e forças de segurança pública, e tem por objetivo desarticular as bases econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas em todo o território nacional”, diz comunicado da Presidência.

O programa será estruturado em quatro eixos estratégicos:

  • asfixia financeira das organizações criminosas;
  • fortalecimento da segurança no sistema prisional;
  • qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios; e
  • combate ao tráfico de armas.

Em coletiva de imprensa, na semana passada, o presidente Lula destacou que é preciso “destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”. Após a reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 7, Lula afirmou que o Brasil está disposto a colaborar com outros países nesse sentido.

“Vamos fazer algumas frentes [com o programa Brasil Contra o Crime Organizado], uma delas é a questão financeira. Nós precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções. Eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais. Eles estão em vários países, no futebol, na política, no meio empresarial, estão em todo lugar, no poder Judiciário”, disse.

O programa deve ser formalizado por meio de um decreto presidencial e quatro portarias, exigindo a adesão dos estados para o acesso aos recursos do BNDES.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Jazz no Centro, samba nas Rocas e outras gingas nesta segunda (11)

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#MeGuia: Jazz no Centro, samba nas Rocas e outras gingas nesta segunda (11)

Segunda-feira não tem conversa: o esquenta começa no jazz no bar de Nazaré, na Cidade Alta, e termina na roda de samba das Rocas, a Segunda de Vagabundo. Hoje, quem ataca é a banda Jazz´in Out, a partir das 19h, no bar da dona Nazaré. E a partir das 20h30, o couro come com a rapaziada da Eskina Prime, nas Rocas.

O #MeGuia não dorme no ponto e preparou um roteiro bacana para você começar bem a semana. São eventos gratuitos e de muita qualidade.

Ainda tem recital na UFRN, teatro, exposições, cinema e outros salamaleques. Escolha e apenas vá.

MÚSICA ___________________________

Jazz´in Out, no bar de Nazaré | 11.05 SEGUNDA
LOCAL | Bar de Nazaré (rua Coronel Cascudo, 130, Cidade Alta)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuita

Segunda de Vagabundo | 11.05 SEGUNDA
LOCAL | Rua Pereira Simões, 43 B, Rocas
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuita

Recital Quinteto de Professores, na EMUFRN | 11.05 SEGUNDA
LOCAL | Escola de Música da UFRN (Rua Cel João Medeiros, 725, Lagoa Nova)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | gratuito
INFORMAÇÕES | @escolademusicaufrn

TEATRO _______________________

As meninas da Orquestra Parisot, no TAM | 11.05 SEGUNDA
LOCAL | Teatro Alberto Maranhão (Praça Augusto Severo, s/n, Ribeira)
HORÁRIO | 15h
ENTRADA | Gratuita (ingressos com instituições parceiras)
INFORMAÇÕES | @teatroalbertomaranhao.oficial

EXPOSIÇÕES ___________________________

“Entre cá & lá – Experiências do passado no tempo presente”, na EMUFRN | 11.05 SEGUNDA
LOCAL | Escola de Música da UFRN (Rua Coronel João Medeiros, Lagoa Nova)
HORÁRIO | Horário de funcionamento da escola
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @escolademusicaufrn

“Exposição coletiva”, no Bardallos | 11.05 SEGUNDA
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta | 11.05 SEGUNDA
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

CINEMA _______________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shopping
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping



Fonte: saibamais.jor.br

Comunidades indígenas de João Câmara colhem primeira safra de mel após capacitação

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Comunidades indígenas de João Câmara colhem primeira safra de mel após capacitação

Comunidades indígenas de João Câmara, no Rio Grande do Norte, iniciaram neste primeiro quadrimestre de 2026 a colheita da primeira safra de mel produzida a partir do projeto Quintais Mendonça. A iniciativa reúne 30 famílias do Povo Mendonça Potiguara, nas comunidades Serrote de São Bento, Amarelão e Santa Terezinha, e foi criada para fortalecer a apicultura e a meliponicultura como alternativas de geração de renda.

O projeto é resultado de uma parceria entre o Sebrae-RN, o Grupo CPFL Energia e a State Grid. As atividades começaram em outubro de 2024 e incluíram capacitações técnicas, entrega de equipamentos, orientações sobre manejo, extração e comercialização, além de apoio à estruturação da produção.

Entre os participantes está José Nascimento Júnior, morador da Comunidade Indígena de Serrote de São Bento. Antes da formação, ele já convivia com abelhas jandaíra no quintal, mas não sabia como manejar a espécie nem extrair o mel. “Anos atrás, eu já tinha três abelhas jandaíra morando no meu quintal. O pessoal dizia para eu matar, e eu respondia: ‘não, deixa elas aí’, mesmo sem saber extrair o mel. Quando surgiu o projeto, no ano passado, eu me inscrevi logo, aprendi e já estou fazendo minhas primeiras vendas de mel produzido no meu quintal”, conta.

Assim como grande parte da população local, José Júnior tinha na queima da castanha sua principal atividade econômica. Com a meliponicultura, passou a contar com uma nova fonte de renda. Ele começou com 30 caixas de abelhas e pretende ampliar a estrutura. “Somente na semana passada, consegui R$ 1,2 mil de renda. Agora, quero aumentar o número de caixas para 60”, afirma.

No distrito de Santa Terezinha, o apicultor João Batista também passou a apostar na produção de mel depois da capacitação. Aos 63 anos, ele relata que a atividade abriu uma nova perspectiva econômica para a comunidade. “Aqui o povo vivia muito da castanha, mas agora surgiu essa nova fonte de renda, e estamos apostando que ela vai crescer ainda mais. Muitos já estão comprando mais caixas para ampliar a produção. Agradecemos muito aos técnicos enviados pelo Sebrae e à CPFL por acreditarem na gente. Hoje, aos 63 anos, tenho uma nova visão de renda para a vida”, relata.

Das 30 famílias atendidas, 25 trabalham com apicultura, por meio da criação de abelhas Apis, com ferrão. Outras cinco atuam na meliponicultura, com abelhas jandaíra, espécie sem ferrão. Durante 12 meses, os produtores receberam formação voltada ao manejo das colmeias, à extração do mel e às etapas necessárias para a comercialização.

O projeto beneficiou diretamente cerca de 150 pessoas e impactou aproximadamente 1.500 moradores das comunidades atendidas, por meio de ações de sustentabilidade e atividades realizadas em escolas locais. Também foram plantadas duas mil mudas de espécies frutíferas e nativas da Caatinga, com o objetivo de favorecer a preservação das abelhas e do ecossistema da região.

Segundo Nilson Dantas, gestor de Apicultura e Meliponicultura do Sebrae-RN, a expectativa é que, até o fim da safra, sejam produzidas cerca de duas toneladas de mel de abelha Apis e 200 quilos de mel de abelha jandaíra. O mel de jandaíra é considerado mais raro e tem maior valor agregado. A estimativa é que a atividade gere aproximadamente R$ 140 mil por safra nas comunidades participantes.

Além da geração de renda, a meliponicultura também está ligada ao resgate de práticas tradicionais do território Mendonça Potiguara. A criação de abelhas sem ferrão, como a jandaíra, conecta a produção à cultura indígena e à preservação da Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro.

“A introdução dessas cadeias produtivas é uma medida sustentável, porque, além de representar uma atividade que oferece menos riscos à saúde dos produtores, também preserva o meio ambiente, gera renda e promove inclusão social”, destaca Nilson Dantas.

A estruturação da cadeia produtiva também incluiu apoio à legalização das casas de mel, incentivo ao plantio de espécies nativas e ações para aproximar os produtores do mercado. Segundo Mona Paula Nóbrega, gerente de Desenvolvimento Rural do Sebrae-RN, o projeto buscou mudar a forma como as comunidades se relacionam com a atividade.

“Eles deixaram de ser meros coletores para se tornarem produtores de mel, adotando o manejo adequado e gerando suas primeiras fontes de renda. O projeto também introduziu dois atores estratégicos, já que a comunidade ainda não possuía maturidade para o beneficiamento e a inserção no mercado”, explica.

Um desses atores foi a Boutique da Abelha, que passou a atuar junto ao projeto para aproximar os produtores do mercado. A empresa, que comercializa produtos em grandes redes varejistas e integra o selo Feito Potiguar, acompanhou a colheita e realizou o beneficiamento do mel da apicultura.

Na meliponicultura, o apoio foi prestado pelo Ybi-Ira, que auxiliou na coleta e no processamento do mel. O beneficiamento foi feito na unidade da empresa, que possui Selo de Inspeção Federal, o SIF, além do apoio à inserção do produto no mercado.

“Unir esses elos foi fundamental para que o mel chegasse ao consumidor final com valor agregado, evitando a venda informal à beira de estrada, sem tecnologia ou embalagem adequada. Essa aproximação comercial foi o grande diferencial para os produtores”, complementa Mona.

Para Rodolfo Sirol, diretor de Sustentabilidade da CPFL, a capacitação das famílias permite que a produção tenha continuidade nas comunidades.

“São 30 famílias capacitadas, todas aptas a dar continuidade e avançar nessa atividade”, afirma.

Ele avalia que a venda do mel cria uma alternativa concreta de geração de renda e inclusão social para os produtores.

“A rentabilidade da venda do mel abre uma via concreta para a geração de renda e inclusão social em um patamar superior ao que existia anteriormente. Essa perspectiva traz luz para uma realidade que antes estava esquecida. Agora, esses cidadãos reconhecem o papel de uma empresa cidadã, que compartilha valor com a sociedade. Acreditamos que não é possível existir uma empresa de sucesso sem que a comunidade também prospere”, conclui.

Com informações da Agência Sebrae-RN

Fonte: saibamais.jor.br

Semana da África destaca diversidade cultural e resistência africana no RN

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Semana da África destaca diversidade cultural e resistência africana no RN

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) se prepara para receber, entre os dias 27 e 29 de maio, a edição 2026 da Semana da África (SEMAF), iniciativa que propõe debates, oficinas e atividades culturais voltadas à valorização das culturas africanas e afro-brasileiras. Neste ano, o evento terá como tema “África: diversidade, resistência e futuro”, com foco na discussão sobre o continente africano “depois da colonização”.

A programação será realizada no Instituto Ágora e no Centro de Convivência da UFRN, reunindo estudantes, pesquisadores, artistas e integrantes da comunidade acadêmica em torno de atividades que abordam cultura, línguas, tradições e processos históricos ligados aos países africanos.

Segundo a organização da Associação do Programa Estudante-Convênio (APEC), a proposta da SEMAF vai além de revisitar o passado colonial. A ideia é discutir os desafios contemporâneos enfrentados pelos países africanos, ao mesmo tempo em que destaca a potência cultural, linguística e política do continente. A programação completa ainda está sendo finalizada, mas as primeiras atividades já foram divulgadas.

No dia 27 de maio, o primeiro dia do evento será dedicado às oficinas de línguas africanas no Instituto Ágora. Estão previstas uma oficina de Fang, às 14h, com Juan Edu e Luis Faustino, e uma oficina de Lingala, às 14h40, ministrada por Crys Banangouna. As atividades buscam aproximar os participantes das múltiplas identidades linguísticas africanas e das tradições orais preservadas pelos povos do continente. As incrições gratuitas estão abertas aqui.

“A SEMAF é um momento de valorização cultural, diálogo e aproximação entre povos”, destaca a organização do evento.

A realização da Semana da África acontece em um contexto de fortalecimento institucional das ações voltadas à valorização das culturas africanas no Rio Grande do Norte. Além das atividades culturais e acadêmicas, a programação também dialoga com a presença crescente de estudantes e pesquisadores africanos na UFRN. Há mais de duas décadas, a instituição desenvolve projetos de cooperação acadêmica com países como Moçambique e Uganda, recebendo estudantes e pesquisadores africanos em cursos de graduação e pós-graduação.

A semana também dialoga com pautas relacionadas ao combate ao racismo e à valorização da diversidade étnico-racial dentro dos espaços educacionais. A expectativa da organização é que a programação deste ano reúna estudantes brasileiros e africanos da UFRN em um ambiente de troca de experiências, produção de conhecimento e celebração da ancestralidade africana.

SAIBA MAIS: Parceria entre UFRN e universidades africanas garante intercâmbio cultural e metodológico

Contexto da semana no RN

Desde dezembro de 2023, o estado conta oficialmente com a “Semana da África” no calendário estadual, instituída pela Lei nº 11.644, de autoria da deputada estadual Divaneide Basílio.

A legislação estabelece que a Semana da África deve ocorrer anualmente na semana do dia 25 de maio, data em que é celebrado o Dia Internacional da África. O objetivo da lei é incentivar ações educativas e culturais que promovam o reconhecimento das contribuições africanas para a formação da identidade potiguar e brasileira.

No ano passado, a programação da Semana da África no RN reuniu atividades em Natal, Mossoró e Ceará-Mirim, incluindo rodas de conversa em escolas, apresentações culturais, debates sobre memória negra e a encenação da peça “O Lendário Coração da África”, no Teatro Alberto Maranhão. As ações ocorreram em parceria com o Governo do Estado e instituições de ensino.

Divaneide Basílio afirmou que a iniciativa representa “um passo significativo para fortalecer a identidade cultural e reconhecer a enorme contribuição dos povos africanos na construção da nossa história.”

“A Semana da África é um projeto que visa promover o conhecimento, o respeito à diversidade e o combate ao racismo por meio da educação e da cultura. Com exposições, palestras, performances artísticas e ações pedagógicas, a iniciativa busca ampliar o diálogo sobre a contribuição dos povos africanos para a formação da identidade potiguar e brasileira”, reitera.

A programação estadual completa, incluindo as ações previstas em escolas, ainda está sendo finalizada e deverá ser divulgada em breve.

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Fonte: saibamais.jor.br

Gratuidade no transporte aos domingos tem reclamações e ajustes em Natal

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Gratuidade no transporte aos domingos tem reclamações e ajustes em Natal

A anunciada gratuidade do transporte público aos domingos em Natal vem acompanhada de uma reorganização mais profunda — e mais confusa — do sistema de ônibus. Na prática, a operação não se limita a ampliar o acesso gratuito: ela encurta linhas, cria novos trajetos, transfere parte dos deslocamentos para integrações e, já no segundo fim de semana, exige ajustes para cobrir áreas que ficaram descobertas ou mal atendidas. O caso mais evidente é o da linha S-50, que passou a retornar do Midway Mall e levou a STTU a criar a nova 597, voltada a moradores da região de Santa Catarina e da Avenida Padre Tiago Theisen, na Zona Norte.

Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (STTU), a operação combina a rede atual com diretrizes previstas na futura licitação do sistema de transporte público. O discurso oficial é de reforço no atendimento a shoppings, praias, áreas de lazer e polos de maior demanda. Mas, para o passageiro, a principal mudança é outra: em vários casos, a viagem direta deixa de existir e passa a depender de integração.

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No primeiro fim de semana, a STTU anunciou um conjunto de alterações para adequar a rede ao transporte gratuito dominical. Linhas passaram a retornar de pontos como Midway Mall, Natal Shopping e Nordestão Santa Catarina, enquanto novos itinerários foram criados para atender trechos de Mirassol, Candelária, Nova Descoberta, Lagoa Nova, Pirangi, Redinha e Santa Catarina.

No segundo fim de semana, veio a correção mais clara: a criação da linha 597 — Nova Natal/Santa Catarina, via Avenida Padre Tiago Theisen. A nova linha surge porque a alteração da S-50 exigiu uma reorganização para manter o atendimento a usuários da Zona Norte, especialmente na região de Santa Catarina.

A nova operação prevê 30 viagens aos domingos, entre 5h20 e 22h50, e também modifica o funcionamento da linha 600, que passa a circular com o mesmo itinerário dos dias úteis. Segundo a STTU, as mudanças buscam melhorar a integração entre bairros da Zona Norte e ampliar a conexão com linhas estruturantes. As alterações, no entanto, provocaram reações entre usuários do transporte coletivo, principalmente moradores da Zona Norte, que relatam aumento no tempo de deslocamento e dificuldade para acessar regiões da Zona Sul sem múltiplas integrações.

Usuário do sistema de transporte público da capital, João Wolf afirma que as mudanças acabaram impactando principalmente trabalhadores que dependem do ônibus aos domingos:

“A verdade é que a intenção deles era desestimular que os pobres, especialmente os da ZN, descessem pra ZS. Só que ele acabou acertando os trabalhadores. Em dia de domingo quem precisa pegar ônibus é trabalhador”, afirmou.

Segundo João, parte dos moradores da Zona Norte já vinha adaptando hábitos de lazer devido às dificuldades históricas de deslocamento entre regiões da cidade. “O povo da ZN já faz tempo que se adaptou a frequentar a Redinha, Genipabu ou Norte Shopping”, disse.

Outros usuários também relacionaram a nova configuração do sistema à operação especial montada pela Prefeitura durante o Carnaval de 2026. Na ocasião, linhas extras e mudanças operacionais priorizaram o acesso aos polos oficiais da programação carnavalesca promovida pela gestão municipal. Nas redes sociais, passageiros passaram a questionar se o planejamento do transporte gratuito aos domingos prioriza determinados corredores de circulação e áreas comerciais em detrimento de trajetos tradicionalmente utilizados por trabalhadores.

A regulamentação da gratuidade também ajuda a explicar parte da lógica adotada na reorganização da rede. O decreto publicado pela Prefeitura em abril determina que as empresas serão remuneradas pelas viagens efetivamente realizadas e estabelece metas de cumprimento operacional monitoradas por GPS.

Na prática, o decreto reforça uma lógica de eficiência operacional baseada em cumprimento de itinerários, integração da rede e otimização das viagens programadas. Para passageiros que criticam as mudanças, porém, a reorganização reduziu trajetos diretos e ampliou a dependência de integrações, sobretudo em bairros periféricos.

Reajuste

A implantação da gratuidade aos domingos acontece pouco mais de um mês após o reajuste da tarifa de ônibus em Natal. Em março, a passagem passou de R$ 4,90 para R$ 5,20, aumento de 6,21%. O reajuste foi aprovado pelo Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (CMTMU), com 23 votos favoráveis e quatro contrários.

Segundo a Prefeitura do Natal, o aumento considerou critérios técnicos e o crescimento dos custos operacionais acumulados nos últimos 15 meses. Este foi o primeiro reajuste da gestão do prefeito Paulinho Freire.

As mudanças no sistema também acontecem em meio à demora na licitação do transporte público da capital. Em março, o prefeito Paulinho Freire prometeu que o edital seria publicado em até 20 dias, mas o prazo não foi cumprido. Anunciada pela primeira vez em 2016, a licitação segue, até hoje, apenas como uma promessa.

SAIBA MAIS: Edital do transporte de Natal atrasa e prazo de Paulinho não se cumpre

Fonte: saibamais.jor.br

PGR pede ao Supremo condenação de Eduardo Bolsonaro por coação

© Lula Marques/ Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo.

O pedido faz parte das alegações finais enviadas ao Supremo pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. 

Nas alegações, Gonet disse que Eduardo apresentou condutas criminosas ao realizar postagens nas redes sociais e conceder entrevistas à imprensa com objetivo de ameaçar a obtenção de sanções estrangeiras contra ministros da Corte e o país para “livrar” Jair Bolsonaro da condenação no processo da trama golpista.

“Comprovou-se que o réu deliberadamente se utilizou de graves ameaças contra as autoridades responsáveis pelo julgamento da AP 2.668, algumas concretizadas, a fim de favorecer o interesse de seu pai, livrando-o de qualquer responsabilização criminal”, afirmou o procurador.

A acusação da PGR também ressaltou que as ameaças do ex-deputado foram concretizadas e trouxeram prejuízos para o Brasil.

“A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados”, completou Gonet.

 Desde o ano passado, Eduardo está nos Estados Unidos. Ele perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Defesa

Durante a tramitação do processo, Eduardo Bolsonaro não constituiu advogado e foi defendido pela Defensoria Pública da União (DPU). O órgão alegou que as declarações do ex-deputado estão acobertadas pela imunidade parlamentar.

 

Matéria atualizada às 21h12 para acréscimo de informações

Fonte: Agência Brasil de Noticias