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Fim da escala 6×1 beneficia 141,4 mil trabalhadores no RN

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Fim da escala 6x1 beneficia 141,4 mil trabalhadores no RN

O fim da escala 6×1 pode alterar diretamente a rotina de 141.425 trabalhadores no Rio Grande do Norte. Esse é o contingente de pessoas que, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), atua hoje no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de descanso e poderia migrar para a escala 5×2, com dois dias de folga por semana.

No estado, a maioria dos trabalhadores identificados pelo levantamento já está na jornada 5×2. São 331.733 pessoas, o equivalente a 70,11% do total. Ainda assim, quase três em cada dez — 29,89% — seguem submetidos à escala 6×1.

A mudança faz parte de uma proposta tratada como prioridade pelo Governo do Brasil. Em 13 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial que formaliza o envio ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, de um projeto de lei para reduzir o limite da jornada semanal de 44 para 40 horas. O texto também prevê dois dias de descanso remunerado e proíbe redução salarial.

A medida é apresentada pelo governo como uma forma de ampliar o tempo disponível para convivência familiar, lazer, cultura e descanso, além de produzir efeitos sobre a produtividade. Em pronunciamento no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, Lula associou a discussão à transformação do mundo do trabalho.

“Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. Para as mulheres, a situação é muito mais difícil. Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos”, afirmou o presidente.

A discussão aparece, sobretudo, em setores nos quais a escala 6×1 ainda é comum, como comércio, serviços, indústria e logística. No Distrito Federal, o vendedor Pablo Coelho, que trabalha no comércio popular de Taguatinga, avalia que o fim desse modelo representaria a possibilidade de recuperar tempo de vida hoje consumido pelo trabalho.

Além da troca da escala 6×1 pela 5×2, a redução da jornada semanal também teria impacto amplo no Rio Grande do Norte. Segundo os dados do MTE, 432.960 trabalhadores potiguares seriam alcançados pela diminuição do limite de 44 para 40 horas semanais.

No país, mudança alcançaria 14,9 milhões na escala 6×1

Em todo o Brasil, o levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego identificou a jornada de 44,7 milhões de trabalhadores. Desse total, cerca de um terço ainda cumpre escala 6×1: são 14,9 milhões de pessoas que poderiam ser diretamente beneficiadas pela migração para o modelo 5×2.

Os dados nacionais também mostram que 38,6 milhões de trabalhadores declararam cumprir jornadas superiores a 40 horas por semana. Dentro desse grupo, 37,2 milhões trabalham 44 horas semanais, enquanto 1,4 milhão atua entre 40,1 e 43,9 horas.

A concentração da escala 6×1 varia por região. O Sudeste reúne o maior número de trabalhadores nesse regime, com 7 milhões de pessoas. Em seguida aparecem o Sul, com 2,9 milhões; o Nordeste, com 1,97 milhão; o Centro-Oeste, com 1,34 milhão; e o Norte, com 751,7 mil.

Entre os estados, São Paulo lidera em números absolutos, com 4,28 milhões de trabalhadores na escala 6×1. Depois vêm Minas Gerais, com 1,46 milhão; Rio de Janeiro, com 1,05 milhão; Santa Catarina, com 1,04 milhão; e Paraná, com 1,03 milhão.

Veja quantos trabalhadores podem ser beneficiados pelo fim da escala 6×1 em cada estado

Brasil — 14,9 milhões de trabalhadores
São Paulo — mais de 4,2 milhões
Minas Gerais — mais de 1,4 milhão
Rio de Janeiro — mais de 1 milhão
Santa Catarina — mais de 1 milhão
Paraná — mais de 1 milhão
Rio Grande do Sul — 830,5 mil
Bahia — 596,5 mil
Goiás — 576,2 mil
Pernambuco — 382,6 mil
Mato Grosso — 336,8 mil
Pará — 314 mil
Ceará — 254,7 mil
Mato Grosso do Sul — 239,5 mil
Espírito Santo — 212 mil
Distrito Federal — 192 mil
Maranhão — 166,5 mil
Rio Grande do Norte — 141,4 mil
Paraíba — 135,3 mil
Alagoas — 134,9 mil
Amazonas — 130,6 mil
Rondônia — 106 mil
Tocantins — 99,5 mil
Sergipe — 96 mil
Piauí — 64 mil
Acre — 37,5 mil
Roraima — 33,6 mil
Amapá — 29,4 mil

Fonte: saibamais.jor.br

RN melhora indicadores educacionais e sobe em ranking de competitividade

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RN melhora indicadores educacionais e sobe em ranking de competitividade

O Rio Grande do Norte apareceu entre os estados brasileiros que mais avançaram na área da educação nos últimos três anos, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP), responsável pelo Ranking de Competitividade dos Estados. No recorte entre 2023 e 2025, o estado alcançou a 6ª posição nacional em evolução no pilar da Educação e ficou atrás apenas do Ceará entre os estados do Nordeste.

Os números ajudam a desenhar uma mudança de cenário em uma rede estadual historicamente marcada por problemas estruturais, déficit de investimentos e desigualdades de aprendizagem aprofundadas após a pandemia da Covid-19. Ainda distante dos estados com melhores indicadores do país, o RN, no entanto, passou a apresentar crescimento em áreas consideradas estratégicas, especialmente alfabetização, fluência leitora e expansão do ensino integral.

O levantamento do CLP considera diferentes indicadores relacionados à educação pública, entre eles acesso, qualidade do ensino, permanência escolar e desempenho dos estudantes. Embora o ranking seja frequentemente usado por governos estaduais como vitrine de gestão, os dados também funcionam como uma espécie de termômetro das transformações, e das fragilidades, das redes públicas brasileiras.

No caso potiguar, parte do avanço coincide com a retomada de investimentos na estrutura física das escolas e na ampliação de políticas educacionais. Segundo dados do governo estadual, mais de R$ 208 milhões foram executados em ações voltadas à educação em 2025. O percentual aplicado na área chegou a 27,46% da Receita Líquida de Impostos e Transferências (RLIT), acima do mínimo constitucional de 25%.

Nos últimos anos, a rede estadual ampliou a oferta de ensino em tempo integral, intensificou programas de climatização e recuperação de escolas e expandiu iniciativas ligadas à tecnologia educacional. Também houve reforço nas políticas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e no ensino profissionalizante.

Mas é na alfabetização que os dados mais chamam atenção. O percentual de crianças alfabetizadas na idade adequada passou de 39% para 48% em um ano, segundo os indicadores apresentados pelo estado. A melhora na fluência leitora também aparece entre os fatores que impulsionaram o desempenho potiguar.

Os avanços acontecem em um momento em que especialistas em educação apontam a alfabetização como uma das áreas mais críticas do país após a pandemia. Estudos nacionais vêm mostrando que crianças dos anos iniciais foram as mais impactadas pelo fechamento prolongado das escolas e pela desigualdade de acesso às atividades remotas.

Apesar da melhora recente, o cenário ainda está longe de resolver problemas históricos da educação pública no RN. Parte das escolas estaduais enfrenta dificuldades estruturais, há demandas por valorização profissional e persistem desigualdades entre regiões do estado. Além disso, especialistas alertam que crescimento em rankings não necessariamente significa consolidação permanente dos indicadores.

Ainda assim, os dados do CLP indicam que o Rio Grande do Norte conseguiu acelerar resultados em um período curto, especialmente em áreas consideradas decisivas para o futuro educacional do estado. Em um país onde a educação pública costuma avançar lentamente, qualquer movimento de recuperação tende a ter impacto direto sobre permanência escolar, redução das desigualdades e oportunidades sociais.

Fonte: saibamais.jor.br

Ministério da Cultura (Viva. Vivo!)

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Ministério da Cultura (Viva. Vivo!)

Estou voltando à Natal depois de 6 dias participando da 6ª Teia Nacional em Aracruz/ES. O último Encontro Nacional dos Pontos de Cultura aconteceu exatamente há 12 anos na capital do Rio Grande do Norte. Ali celebrávamos a aprovação e sanção da Lei Cultura Viva que transformou o principal e mais revolucionário Programa de Cultura dos governos Lula e Dilma em uma política Nacional permanente.

Nos anos que se seguiram, vimos uma guinada de ataques às políticas culturais, um forte movimento conservador em nosso país resolveu ter as artes e a cultura como principais alvos de uma guerra política que culminaria no golpe/impeachment da Presidenta Dilma.

Com o golpe veio o fim do Ministério da Cultura que ainda no Governo Temer foi recriado após forte pressão e organização do setor cultural com o Movimento Ocupa MinC em diversos estados do Brasil. Mas, após a eleição de Bolsonaro, o MinC foi mais uma vez extinto. Só que dessa vez com o aval do voto popular e de forma muito devastadora. Inúmeras políticas foram descontinuadas, abandonadas e destroçadas. Um cenário bastante desolador que só veio a piorar no período da pandemia do COVID-19.

Acompanhei de perto inúmeros espaços culturais sendo fechados, artistas desistindo de atuarem profissionalmente na sua área, pessoas endividando e adoecendo (incluindo esta pessoa que vos escreve). Só respiramos (um pouco) com a Lei Emergencial Aldir Blanc, aprovada na Câmara e Senado a partir de uma forte articulação popular com o Congresso Nacional.

No ano de 2023 o Ministério da Cultura é recriado após o retorno do Presidente Lula à Presidência da República. A indicação de Margareth Menezes como Ministra e de Márcio Tavares como seu Secretário Executivo trouxeram um alento a todo um setor Cultural que passou anos sofrendo sem recursos e com um forte aparato midiático de criminalização.

Mas em seu primeiro ano de mandato, Margareth tinha a dura missão de juntar os cacos de uma estrutura esgarçada ao seu limite. Servidores efetivos foram relocados para outras estruturas do Governo, servidores desmotivados, adoecidos. Arquivos destruídos, móveis abandonados… um Ministério sem teto, sem pessoas e adoecido. paralelo a tudo isso o desafio de repassar para estados e municípios o maior orçamento gerido no MinC através da Lei Paulo Gustavo e da nova Política Nacional Aldir Blanc.

Com tudo isso ainda tinha a missão de redesenhar o MinC com suas secretarias, retomar políticas importantes (Pontos de Cultura, CEUS das Artes, editais da Funarte e etc.), criar novas possibilidades (Escritórios Estaduais, Comitês de Cultura e Agentes Territoriais de Cultura, Escolas Livres, Política Nacional para as Artes e etc.), retomar a Participação Social (Conselho de Políticas Culturais, Conferência, Teia e Comissão Nacional dos Pontos de Cultura) e ainda criar mecanismos de Pactuação Federativa junto às Políticas Culturais através da Regulamentação do Sistema Nacional de Cultura (Plano, Conselho e Fundo), Decreto de Fomento e as modificações na Lei Aldir Blanc para que ela viesse a se tornar permanente e também para vincular a elegibilidade para recebimento de recursos a partir do compromisso de Estados e Municípios com a criação e implementação de seus Sistemas de Cultura, para que enfim, possamos vislumbrar a efetivação do nosso “SUS” da Cultura.

Ao participar da Teia Nacional em Aracruz/ES e ver de perto tantas histórias sendo contadas ali na minha frente, é que me dei conta do quanto já foi feito em um período tão curto de apenas 3 anos e 5 meses. Costumo dizer que o volume de recursos distribuídos com a LAB1 (Lei Emergencial Aldir Blanc), LPG (Lei Paulo Gustavo) e PNAB (Política Nacional Aldir Blanc) fez muita gente acessar um recurso público para a Cultura que ela nunca imaginava que receberia, com isso muita coisa foi desescondida.

Sem falar nas inúmeras possibilidades de editais específicos da Lei Rouanet que foram criadas nos últimos anos e da chegada de novos servidores no Minc através do Concurso Nacional Unificado. Some-se a isso a criação dos Escritórios Estaduais, Comitẽs de Cultura e do Programa dos Agentes Territoriais de Cultura que ampliaram ainda mais o acesso às informações e a grande propulsão propiciada através de oficinas, cursos e roteiros formativos feitas por essas instâncias e também pela ESCULT. Para o fim do ano o Ministério ainda terá o desafio de recompor o Conselho Nacional de Políticas Culturais e organizar mais um repasse da PNAB para estados e municípios.

Se tem uma coisa que o Ministério da Cultura de Margareth Menezes e toda sua equipe vem nos mostrando, na prática, é que “o Caminhar se faz Caminhando” como dizia nosso Mestre Paulo Freire.
Para pôr fim nessa prosa escrita durante meu vôo de volta à minha terra, é imprescindível que tanto o MinC, como Secretarias de Cultura Estaduais e Municipais possam enfrentar a questão de um financiamento público ainda mais robusto e que dê conta da complexidade que surge com a criação da PNAB.

Estados e Municípios devem se comprometer em alocar ainda mais recursos nos Fundos de Cultura. Com a chegada dos recursos da PNAB surgiu um movimento em todo Brasil de desinvestimento em políticas culturais por parte de estados e municípios e um hiper inflacionamento de festas com artistas Pop’s (ou de massa) com fins eleitoreiros e legitimados através das mudanças na lei eleitoral. Mas não pretendo esticar muito esse tema por aqui, pois ele pode ser um ótimo mote para um próximo artigo de opinião.

Diante de todo este cenário, o Ministério está disposto a investir cada vez mais em processos de diálogo e escuta, reconhecer fragilidades e fortalezas da Gestão e avançar ainda mais na consolidação das políticas culturais do nosso Brasil. Precisamos escrever e refletir ainda mais sobre esses processos, por isso estou de volta por aqui e é muito bom reconhecer e afirmar que temos um Ministério da Cultura, da Cultura Viva e que está muito Vivo! Viva!.

Fonte: saibamais.jor.br

Ocupação Literária leva grandes nomes ao TAM e amplia cena potiguar

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Ocupação Literária leva grandes nomes ao TAM e amplia cena potiguar

O palco histórico do Teatro Alberto Maranhão, um dos símbolos culturais mais antigos do Rio Grande do Norte, será tomado pela literatura neste fim de semana. Nos dias 30 e 31 de maio, a terceira edição da Ocupação Literária transforma os espaços do teatro em território de encontros entre leitores, escritores, artistas e diferentes formas de narrar o Brasil contemporâneo.

Com entrada gratuita, o festival reúne autores consagrados nacionalmente, escritores potiguares, performances, oficinas, lançamentos editoriais e atividades voltadas ao público infantil. A programação se espalha pelo palco, corredores, salão nobre e até pelos camarotes do TAM, que nesta edição serão convertidos em espaços de convivência entre autores e público.

Depois de duas edições realizadas na Pinacoteca do Rio Grande do Norte, a Ocupação Literária chega ao TAM ampliando sua dimensão simbólica e política de ocupar um dos equipamentos culturais mais tradicionais do estado com discussões sobre memória, linguagem, território, identidade, afetos e permanência.

A curadoria é assinada pelo escritor potiguar Octávio Santiago, autor de Só Sei Que Foi Assim. Segundo ele, o festival nasce da ideia de aproximar literatura e espaço público.

Nosso propósito é ocupar espaços públicos com literatura e também as mãos dos leitores, a partir de encontros que celebram o melhor da literatura contemporânea brasileira”, afirma o curador.

Entre os principais nomes confirmados está a escritora Ana Maria Gonçalves, autora do romance Um Defeito de Cor, obra considerada uma das mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Ela participa da mesa “Reescrever o Brasil pela memória”, no sábado à noite, em um debate que atravessa literatura, ancestralidade e reconstrução histórica.

Outro destaque é a presença da escritora Tati Bernardi, conhecida pela mistura de humor, ironia e densidade emocional em romances e crônicas. No domingo, ela participa da conversa “Uma narradora pouco confiável”.

A programação também reúne o jornalista e biógrafo Lira Neto, autor da trilogia sobre Getúlio Vargas; o escritor e tradutor Caetano Galindo; o romancista cearense Stênio Gardel, vencedor do National Book Award na categoria literatura traduzida; além de novos nomes da literatura brasileira contemporânea, como Bruna Dantas Lobato e Vitor Martins.

A cena potiguar também ocupa lugar central no festival. Participam autores como Ana Santana, Maria Elza Bezerra Cirne, Gabriel Dantas, Thiago Gonzaga e Ivan Cabral, além da presença de slammers e artistas da oralidade em uma programação que dialoga com diferentes linguagens.

No sábado, a abertura acontece às 15h com “Slam: voz que ocupa”, reunindo poetas e performers como Amém Ore, Oya Iyalê, Acerola, Gaby Adaayo, Nayd, Nanduzz, Cally, Dayo, Makeda, Sirius e Lucca. A proposta reforça a presença da poesia falada e das batalhas de slam como expressões literárias contemporâneas conectadas à periferia, à oralidade e às disputas de narrativa.

A programação infantil é uma das novidades desta edição. No domingo pela manhã, o festival abre espaço para contação de histórias, música e teatro voltados às crianças e às famílias. Um dos destaques será o espetáculo “Cordéis e Canções para Pequeninos Corações”, da artista Mari Bigio, que mistura poesia popular, música e interação com o público infantil.

Além das mesas literárias, a Ocupação terá sessões de autógrafos, feira de livros e lançamentos inéditos. Entre eles estão Tempos áureos, de Aureliano, e O menino navegante, de Ivan Cabral.

As oficinas ministradas pelas escritoras Lilian Sais e Maria Valeria Rezende já estão com inscrições esgotadas, indicando o crescimento do interesse do público potiguar por atividades de formação literária.

A realização do festival é da Quero Prosa, com recursos da Lei Djalma Maranhão, via Unimed Natal, e da Lei Câmara Cascudo, por meio da Riograndense Distribuidora. O evento conta ainda com apoio do TAM e patrocínio institucional do Sistema Fecomércio RN, por meio do Sesc RN.

A orientação da organização é que o público chegue cedo, já que a entrada será gratuita e sujeita à lotação do teatro. Mais informações e a programação completa podem ser acompanhadas no perfil oficial do festival no Instagram: Ocupação Literária.

Fonte: saibamais.jor.br

Tudo demais é muito (principalmente quando é artificial)!

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Tudo demais é muito (principalmente quando é artificial)!

Cresci com minhas tias repetindo o ditado popular que tudo demais é muito. Com a variante “a diferença do remédio para o veneno está na dose”. Controlar o exagero é uma ideia inclusive bíblica, além de um dos pilares do bom senso. No mundo atual esse tipo de filosofia e postura parece uma utopia, já que o excesso é a tônica das redes sociais e do comportamento coletivo digital. A internet é um campo fértil e fácil para exageros, já que a virtualidade oferece uma proteção e liberdade que a realidade, o contato direto não permitiriam.

O preceito do “tudo demais é muito” serve para coisas naturais, como alimentos. Ovos são necessários para o organismo. Mas se comermos 30 ovos por dia, vamos desregula-lo. Idem em relação à vitamina C, presente em frutas cítricas. Pastel de carne é das melhores coisas inventadas pelo ser humano. Mas invente comer oito, para ver a dor de barriga que vai sentir.

No campo dos alimentos artificiais, digamos, o excesso pode sair ainda mais caro. Ultraprocessados, como salsichas, consumidos em excesso podem realmente causar doenças graves. Macarrão instântaneo (o bom e velho miojo) se em grandes quantidades pode causar problemas renais e doenças cardiovasculares. Refrigerante em excesso pode causar diabetes. existe até um elogiado documentário (que fiz meus filhos assistirem quando crianças), “Super size me”, que mostra os efeitos nocivos na saúde de um homem que decide passar um mês se alimentando apenas de produtos do Mc Donald’s.

Portanto, se as redes sociais já eram um festival de excessos quando norteadas apenas pela, digamos, inteligência natural, de cada um de nós, internautas, agora com o advento da Inteligência Artificial como algo cotidiano e corriqueiro, a coisa degringolou de vez. Ferramentas de IA vieram para facilitar a nossa vida e explorar possibilidades de trabalho, mas para boa parte dos usuários de redes sociais, tornou-se uma ferramenta de diversão com, péssima notícia, manipulação de realidade.

Desde que as redes criaram (como protótipos da IA) os filtros que transformaram nossas fotos, comecei a ficar preocupado, como externei em diversos textos. Homens da minha idade, cinquentões, postando fotos de perfil como boys (para usar da terminologia potiguar) atléticos e mulheres adultas com imagens delas como aristocratas francesas, rainhas do Egito etc. Achei cafona e infantil desde sempre.

Mas a IA como ferramenta mais elaborada tornou tudo pior. Hoje existem centenas, milhares de imagens que simplesmente não existem como realidade. 100% artificiais. Que os internautas postam, digamos, como se fossem reais ou, pelo menos, uma brincadeira “que poderia ser verdade”.Exemplo disso são os muitos amigos e amigas que postam fotos ao lado de celebridades (de Ayrton Senna a Lula, de Elis Regina a Amy Winehouse). Ou de gente que usa a IA para parecer mais jovem, para alterar o lugar onde mora, para se colocar em um lugar onde não está. Enfim, o exagero no uso da Inteligência Artificial como manipulação deliberada da realidade.

Mesmo onde a IA funcionaria como ferramenta de trabalho para redução de custos e tempo, percebo um exagero desnecessário. Nesta semana, detectei pizzarias e bares de Natal que curto divulgando seus espaços e serviços com imagens artificiais que simplesmente não correspondem a eles (e sei disso porque os frequento). Quando na realidade vídeos “naturais” das comidas e clientes satisfeitos nas mesas fariam mais efeito do que a IA desnecessária. Também há exagero no uso dessas ferramentas em “vídeos” explicativos de atores e atrizes em idades diferentes. O uso do IA tornaria apenas mais glamuroso o que poderia ser feito com uma edição básica dos filmes do artista ou sobreposição de fotos.

Mas minha ranzinzice não é apenas idade e temperamento. Tem como premissa uma reflexão: e quando não distinguirmos mais o que for verdade e o que for artificial? Aquele vídeo do político falando, afinal, é real ou IA? Aquele amigo que postou foto antiga com Caetano Veloso realmente encontrou o gênio baiano em Natal ou simplesmente recorreu ao Gemini ou Chat GPT?

Tenho medo de um mundo onde qualquer imagem, voz, vídeo ou informação pode ser tão facilmente manipulada. Com a IA podemos colocar, de maneira realista, o papa numa suruba ou nosso artista preferido jantando em nossa casa. Parece-me assustador. Apesar das tentativas de regulamentação, o cenário me parece irreversível.

Quando contei a um amigo querido que escrevia sobre IA, ele, leitor fiel e conhecedor de minhas idiossincrasias, soltou uma farpa: que seria um texto sobre a questão criticando os homens 50+ (que como quem me lê bem sabe, são alvos constantes de minhas críticas). Infelizmente, sim. “Coroas” tem uma relação de deslumbramento com as novas tecnologias disponíveis nas redes sociais e nos aparelhos celulares, de maneira que sempre caem mais facilmente em armadilhas virtuais, seja em golpes financeiros, seja em mecanismos de “rejuvenescimento”. Mas, faço um importante adendo: no uso descontrolado de IA não há distinções de gênero. Homens e mulheres exageram de igual maneira. A questão aqui é geracional. Meus filhos, por exemplo, na faixa dos 20, pouco ou nada recorrem à IA, idem em relação aos amigos deles. Esperar para ver o que vai acontecer nos próximos anos. Com preocupação e algum medo.

Fonte: saibamais.jor.br

Pressionado, João Maia retira assinatura de emenda das 52h semanais

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Pressionado, João Maia retira assinatura de emenda das 52h semanais

O deputado federal João Maia (PP) retirou nesta segunda-feira (25) a assinatura na emenda apresentada por parlamentares da oposição que mantém a jornada de trabalho de 44 horas semanais para atividades essenciais e estabelece um prazo de 10 anos para que a redução para 40 horas entre em vigor. 

A emenda virou alvo de críticas por postergar o fim da escala 6×1. Ela também permitia que as empresas aumentassem em até 30% da jornada o teto em caso de acordo individual ou por instrumentos coletivos, o que poderia elevar a carga horária para 52 horas.

Mais de 100 deputados da oposição subscreveram inicialmente a emenda. No Rio Grande do Norte, General Girão (PL) e Sargento Gonçalves também a apoiaram. João Maia disse que a decisão se deu após consulta ao Partido Progressistas e em consonância com a nota conjunta apresentada pelos líderes partidários do União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Federação PSDB-Cidadania e Podemos, que solicitaram a retirada da tramitação da emenda para “evitar distorções no debate e garantir maior clareza sobre os efeitos da proposta”.

O requerimento para retirar a emenda de tramitação, junto com a retirada de assinatura de João Maia, foi apresentado nesta segunda. O Partido Liberal (PL) não assinou a nota dos líderes partidários, mas sete deputados do partido também pediram a retirada de suas assinaturas — Girão e Gonçalves mantiveram.

João Maia afirmou que o debate sobre o fim da escala 6×1 é legítimo e necessário, mas que, por atingir diferentes setores da economia e da vida social, deve ocorrer por meio de Proposta de Emenda à Constituição, garantindo maior estabilidade e proteção aos trabalhadores. 

“Uma mudança dessa dimensão exige ampla discussão, evitando fragilidades legais futuras e acelerando a tramitação de uma proposta constitucional sólida, permanente e construída com diálogo entre trabalhadores, empregadores e os diversos setores da sociedade”, afirmou em comunicado o parlamentar.

A medida apontava que as atividades essenciais que manteriam o limite de 44 horas seriam aquelas que possam comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas. Apesar disso, o prazo para apresentação de sugestões à PEC que acaba com a jornada 6×1 já terminou. 

A proposta original em análise por uma comissão especial da Câmara também prevê um prazo de 10 anos para a vigência da redução da jornada, mas a ideia era reduzir a jornada máxima de 44 horas para 36 horas semanais.

A votação da PEC na comissão especial que analisa a proposta foi adiada para a quarta (27) após um pedido de vista do deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS). Em seguida, o tema deve ir ao plenário da Câmara, antes de seguir para o Senado.

O parecer apresentado pelo relator da proposta, Leo Prates (Republicanos-BA) determina que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.” O texto também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

A previsão é que o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.”

A redução da jornada encontra respaldo na maioria da população do país. Pesquisa Quaest divulgada na semana passada mostra que 68% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 de trabalho, enquanto outros 22% se dizem contra a proposta.

Fonte: saibamais.jor.br

De bar em bar tem Manu de Olinda, Carlos Ponta Negra e mais na terça (26)

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#Meguia: De bar em bar tem Manu de Olinda, Carlos Ponta Negra e mais na terça (26)

A terça-feira em Natal chega embalada por muito samba, forró, rock e música ao vivo nos bares da cidade. Em Capim Macio, Carlinhos Ponta Negra e João Rabelo comandam a noite na Cigarreira do Gil, enquanto Manu de Olinda anima o fim de tarde no tradicional Beko’s Bar, no Beco da Lama.

Em Ponta Negra, a programação passeia por vários estilos: tem MPB no Páprika e no Sempre Rock o pop rock de sempre. Já Bolinha do Cavaco leva o samba para o Seu Zezin Botequim e, no Só Mais Uma, a mistura fica por conta do Tornado do Samba e do grupo Legal DMais.

Para quem curte uma experiência diferente, o Taverna Pub recebe a banda Guitarra Medieval com clima temático e repertório inspirado no universo medieval. E na Praia dos Artistas, o forró pé-de-serra toma conta da Casa do Matuto com entrada gratuita

MÚSICA _________________________________

Carlinhos Ponta Negra e João Rabelo, na Cigarreira do Gil | 26.05 TERÇA
LOCAL | Cigarreira do Gil (Rua Ilce Marinho, 350, Capim Macio)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @cigarreiradogil

Manu de Olinda, no Beko´s Bar | 26.05 TERÇA
LOCAL | Beko´s Bar (Rua. Dr. José Ivo, Beco da Lama, Cidade Alta)
HORÁRIO | 17h30
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @bekos_bar

Terça do Batuque: ensaio do Folia de Rua | 26.05 TERÇA
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | A partir das 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @foliaderuapotiguar

Pagode da Redinha | 26.05 TERÇA
LOCAL | Em frente ao Mercado Público da Redinha
HORÁRIO | A partir das 20h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @pagodedaredinha_ofc

Guitaura Medieval, no Taverna Pub | 26.05 TERÇA
LOCAL | Taverna Pub (Rua Dr. Manoel A B e Araújo, 500, Ponta Negra)
HORÁRIO | A partir das 20h
ENTRADA | Couvert: R$ 20
INFORMAÇÕES | @tavernapubnatal

Música ao vivo, no Páprika | 26.05 TERÇA
LOCAL | Páprika (Rua Pedro Fonseca Filho, 9001, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @paprikanatal

Bolinha do Cavaco, no Seu Zezin Botequim | 26.05 TERÇA
LOCAL | Seu Zezin Botequim (Av. Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

Tornado do samba e Legal DMais, no Só mais uma | 26.05 TERÇA
LOCAL | Só mais uma (Av. Eng. Roberto Freire, 8750, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @somaisumabar

Átila Carvalho, no Sempre Rock | 26.05 TERÇA
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045 – Ponta Negra, Natal)
HORÁRIO | 19h30
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Forró pé-de-serra, na Casa do Matuto | 26.05 TERÇA
LOCAL | Casa do Matuto (Av. Presidente Café Filho, 700, Praia dos Artistas)
HORÁRIO | A partir das 18h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @casadomatutonatal

RODA DE LEITURA __________________________

Palestra com Justina Sullivan, na EMUFRN | 26.05 TERÇA
LOCAL | Escola de Música da UFRN (Rua Coronel João Medeiros, Lagoa Nova)
HORÁRIO | A partir das 19h30
ENTRADA | gratuito
INFORMAÇÕES | @escolademusicaufrn

Artesania dos Afetos, no Espaço Mutá | 26.05 TERÇA
LOCAL | Espaço Mutá (Rua José Ribeiro Dantas, 2689, Lagoa Nova)
HORÁRIO | A partir das 19h
ENTRADA | Contribuição voluntária
INFORMAÇÕES | @espaco.muta

EXPOSIÇÕES ____________________

“Exposição coletiva”, no Bardallos | 12.05 TERÇA
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta | 12.05 TERÇA
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico

“Contra a máquina de moer mundos”, na Pinacote | 26.05 TERÇA
LOCAL | Pinacoteca do Estado (Praça Sete de Setembro, s/n, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 8h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @pinacotecapotiguar

CINEMA ________________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shopping
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping

EQUIPAMENTOS PÚBLICOS _________________

PINACOTECA POTIGUAR
Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”.
LOCAL |Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN
HORÁRIO |de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h
Entrada gratuita.

CIDADE DA CRIANÇA
O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia.
LOCAL |Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
HORÁRIO | aberto das 8h às 18h
ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam)
INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal

FORTE DOS REIS MAGOS
O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada.
LOCAL |Forte dos Reis Magos (Praia do Forte)
HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção
ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança.
INFORMAÇÕES | Aqui

CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória.LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do NorteHORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191E-MAIL | [email protected]

BOSQUE DAS MANGUEIRAS
Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida.
LOCAL |entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova
HORÁRIO |de segunda a sexta das 8h às 14h
CONTATOS | [email protected]e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.

COMPLEXO CULTURAL RAMPA
O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”.
LOCAL |Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal
HORÁRIO |das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras
Entrada gratuita.

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Fonte: saibamais.jor.br

Natal realiza ato pelo fim da escala 6×1 nesta quarta (27)

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Natal realiza ato pelo fim da escala 6x1 nesta quarta (27)

A cidade de Natal terá um ato político-cultural nesta quarta-feira (27) em defesa do fim da escala 6×1. A manifestação é convocada por centrais sindicais, partidos políticos e movimentos populares e está marcada para às 15h na calçada do Midway Mall.

A convocatória é feita por CUT, CTB, CSP-Conlutas, Intersindical, Pública, Frente Brasil Popular, PT, PCdoB, PSOL, PSTU e VAT.

“O futuro dos nossos direitos e da nossa dignidade está em jogo no Congresso, e a nossa única alternativa é ocupar as ruas para barrar a exploração! Não haverá vitória sem pressão popular!”, diz convocatória feita pela CUT.

O ato acontece no mesmo dia em que está prevista a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da redução da jornada de trabalho na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema. 

A votação, que deveria ter acontecido nesta segunda (25), foi adiada após um pedido de vista do deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS). Depois de passar pela comissão especial, o texto seguirá pelo plenário da Câmara e depois para o Senado.

A proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal para 40 horas mobilizou parlamentares da bancada federal do Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (25). Deputados alinhados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defenderam a aprovação da medida e cobraram uma tramitação rápida da PEC na Câmara dos Deputados.

O texto estabelece uma transição de um ano para a redução completa da jornada semanal de 44 para 40 horas. Antes disso, a proposta prevê uma redução inicial de duas horas já nos primeiros 60 dias após a promulgação da emenda constitucional. O relatório também garante duas folgas semanais e manutenção dos salários.

O deputado federal Fernando Mineiro (PT) criticou o pedido de vista e afirmou que a direita se movimenta para dificultar a aprovação do relatório que aponta para a redução da jornada.

“É preciso acompanhar o debate nas próximas horas e (mais do que nunca) pressionar a Câmara Federal. Seguimos na luta para aprovar o fim da escala 6×1 na Câmara ainda esta semana!”

O petista ainda associou o avanço da proposta à atuação do governo Lula e classificou a mudança como uma pauta histórica dos trabalhadores brasileiros. “Junto com o presidente Lula, estamos defendendo o fim imediato da escala 6×1, com até 40 horas semanais e sem redução de salário. Mais uma importante luta dos trabalhadores e das trabalhadoras do Brasil pela vida além do trabalho”, afirmou.

A deputada federal Natália Bonavides (PT) afirmou que continuará defendendo uma implementação imediata da medida. “Vamos lutar para garantir a redução imediata da jornada! Essa é uma conquista fruto da luta dos trabalhadores e um exemplo de como é importante a mobilização na conquista de direitos. Seguiremos avançando!”, declarou nas redes sociais.

A articulação em torno da proposta ganhou força após reunião entre o presidente da Câmara, Hugo Motta, ministros do governo federal e o relator da matéria, Leo Prates. O acordo fechado prevê a implementação gradual da nova jornada como forma de reduzir resistências de setores empresariais.

Atualmente, a Constituição estabelece limite de 44 horas semanais de trabalho. Caso a PEC seja aprovada pelo Congresso Nacional, a redução completa para 40 horas deverá ocorrer em até 14 meses após a promulgação da nova regra.

Em seu parecer, o relator da proposta, deputado Leo Prates, argumenta que a redução da jornada tem potencial para melhorar índices de produtividade, diminuir afastamentos por adoecimento e reduzir a rotatividade de funcionários. O documento também afirma que experiências anteriores de redução da carga horária no país não provocaram os impactos econômicos negativos previstos por setores empresariais.

O governo federal também negocia medidas complementares para minimizar impactos econômicos da mudança. Entre os pontos em discussão estão alterações nas regras para microempreendedores individuais (MEIs), além de normas específicas para categorias com jornadas diferenciadas.

Fonte: saibamais.jor.br

Sun Clàire usa Copa para falar sobre travestilidade potiguar

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“Travesti Brasileira”: Sun Clàire usa Copa para falar sobre travestilidade potiguar

“O Brasil está sempre em primeiro lugar dos países que mais consomem pornografia trans e que mais mata também, mas nunca nos consomem enquanto corpos artísticos e políticos ou de uma forma mais humanizada.” É a partir dessa contradição que a cantora potiguar Sun Clàire apresenta “Travesti Brasileira”, single lançado na última sexta-feira (22), com clipe a ser lançado nesta quinta-feira (27). Gravado na Feira do Alecrim, em Natal, ampliando a proposta estética e política do projeto que mistura futebol, cultura pop, memes da internet e vivências trans para discutir pertencimento, invisibilidade e a forma como travestis são historicamente retratadas no imaginário brasileiro.

A música, produzida de forma independente, é a primeira faixa do EP homônimo que a artista prepara após ser contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc no Rio Grande do Norte. Com participação da rapper travesti potiguar Ale Du Black, a faixa transforma experiências cotidianas de mulheres trans em discurso artístico, abordando desde a objetificação desses corpos até os estereótipos que atravessam a cultura brasileira.

SAIBA MAIS: De Areia Branca ao hip-hop: os versos potentes de Ale Du Black

Segundo a cantora, lançar “Travesti Brasileira” em um ano de Copa do Mundo foi uma escolha pensada justamente para tensionar os símbolos tradicionalmente associados à identidade nacional. “Nesse momento, tudo que o Brasil consome entra em notoriedade, menos as mulheres trans”, explica em entrevista à Agência Saiba Mais.

A estética do futebol aparece tanto na música quanto no visual oficial da faixa. Gravado em um dos espaços mais populares e movimentados da capital potiguar, o clipe acompanha travestis e mulheres trans ocupando corredores, ruas e espaços cotidianos da cidade, revelando situações que vão de olhares de julgamento a momentos de convivência, amizade e afeto.

“A mulher trans sempre serviu de alívio cômico e nunca éramos tiradas desse local”, diz Sun. “Na música, trago a possibilidade de deixar explícitas essas relações e como muito se é recortado das mulheres trans para ser aplicado na cultura e indústria pop.”

Além da crítica social, a cantora afirma que o single também busca registrar elementos daquilo que define como “travestilidade brasileira”. Isso aparece no dialeto usado na composição, nas referências ao cotidiano periférico e até em memes protagonizados historicamente por mulheres trans na internet, incorporados à narrativa da faixa como forma de reverenciar essas existências.

“Na música é possível observar uma narrativa de cotidiano de uma mulher trans, na forma de falar e de se expressar. Também adicionamos falas de memes famosos protagonizados por mulheres trans para reverenciar nossa cultura e existência.”

Enquanto o single foi produzido de forma independente, o EP “Travesti Brasileira” segue em desenvolvimento com apoio da PNAB RN, em parceria com a Deburu Produções Culturais. O projeto reunirá quatro faixas inéditas inspiradas em ritmos populares como brega romântico, forró, funk, rap e calypso, ampliando a pesquisa artística da cantora a partir de referências do Norte e Nordeste.

Ouça:

Nascida e criada no Passo da Pátria, em Natal, Sun Clàire construiu sua trajetória entre performances drag, música autoral e circulação na cena cultural independente potiguar. Nos últimos anos, lançou trabalhos como “Luz e Sombra”, desenvolveu o projeto performático “A Gata” e participou de iniciativas ao lado da banda Luísa e os Alquimistas.

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Fonte: saibamais.jor.br

Estudantes da UFRN anunciam conquistas após atos por permanência estudantil

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Estudantes da UFRN pedem mais intérpretes de Libras e professores

Após semanas de mobilização estudantil, estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciaram novos avanços nas reivindicações por permanência estudantil e melhores condições de funcionamento da universidade. Entre as medidas confirmadas estão a contratação de seis intérpretes de Libras e o preenchimento de disciplinas que estavam sem professores no curso de Letras Libras.

As atualizações foram divulgadas por entidades estudantis após uma série de atos, assembleias e abaixo-assinados organizados nas últimas semanas. Segundo o Centro Acadêmico de Letras Poeta Jorge Fernandes (CALET), as conquistas ocorreram após pressão organizada de estudantes, residentes universitários, técnicos-administrativos e diferentes centros acadêmicos da universidade.

“Milagre? Não, luta dos estudantes e trabalhadores!”, afirmou o CALET em nota pública.

O movimento ganhou força após a realização de uma assembleia geral estudantil convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFRN, que reuniu cerca de 120 estudantes no auditório da Reitoria. Na ocasião, foram debatidas denúncias relacionadas à assistência estudantil, falta de docentes, ausência de intérpretes de Libras, condições das residências universitárias e funcionamento do Restaurante Universitário (RU).

As reivindicações também foram formalizadas em um abaixo-assinado com cerca de 2 mil assinaturas entregue à administração da universidade. O documento cobrava contratação de professores e intérpretes, ampliação da assistência estudantil, melhorias estruturais nas residências universitárias e mudanças no funcionamento do RU.

Segundo o CALET, o edital para contratação dos seis intérpretes de Libras já está em andamento. A entidade também afirmou que disciplinas que, até então, não tinham previsão de docentes foram preenchidas após as mobilizações realizadas pelo curso de Letras e apoiadores do movimento estudantil.

Apesar dos anúncios, os estudantes afirmam que as mobilizações continuam. Entre as principais pautas ainda defendidas estão a retomada da quarta refeição para residentes universitários, oferta de jantar nos fins de semana, ampliação do acesso ao Restaurante Universitário, construção de RUs em campi que ainda não possuem estrutura própria e reajuste dos auxílios estudantis.

Na última sexta-feira (22), representantes do DCE e do movimento de residentes participaram de uma reunião com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) e a direção do Restaurante Universitário. Segundo os estudantes, a administração da universidade apresentou novos encaminhamentos relacionados às demandas de assistência estudantil.

Entre os pontos apresentados estão a previsão de entrega de eletrodomésticos para as residências universitárias até 30 de setembro, manutenção dos roteadores de internet no CERES Caicó, instalação de dois novos aparelhos de ar-condicionado no RU Central e perspectiva de aumento do auxílio-alimentação da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ) para R$ 400.

O DCE afirmou que os resultados são fruto das mobilizações realizadas nas últimas semanas, mas avaliou que ainda há demandas urgentes sem solução definitiva. “Reconhecemos que são conquistas importantes, mas permaneceremos em constante mobilização para garantir que todos os estudantes permaneçam na UFRN com qualidade e dignidade.”

As manifestações vêm sendo organizadas sob o slogan “Nenhum estudante a menos” e articulam estudantes, residentes universitários e técnicos-administrativos em greve desde fevereiro.

Além das pautas relacionadas à assistência estudantil, os atos também têm incorporado críticas aos cortes no orçamento da educação pública e às condições de permanência nas universidades federais. Em textos divulgados nas redes sociais, o CALET atribuiu parte da precarização aos cortes promovidos nos últimos anos na educação federal e criticou o atual modelo de financiamento das universidades.

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Fonte: saibamais.jor.br