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Maio da luta antimanicomial reforça debate sobre cuidado em liberdade no RN

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Maio da luta antimanicomial reforça debate sobre cuidado em liberdade no RN

A luta antimanicomial é um movimento social que defende o cuidado em liberdade para pessoas com sofrimento psíquico e questiona modelos de tratamento baseados no isolamento em hospitais psiquiátricos. A mobilização ganhou força no Brasil a partir da década de 1980, impulsionando mudanças na forma como o país passou a tratar a saúde mental e consolidando a defesa dos direitos humanos dentro das políticas públicas da área, na data celebrada em 18 de maio.

A data marca o Dia Nacional da Luta Antimanicomial e relembra o encontro de trabalhadores da saúde mental realizado em 1987, em Bauru, no interior de São Paulo, considerado um marco da reforma psiquiátrica brasileira. O movimento passou a defender a substituição gradual dos manicômios por serviços comunitários e humanizados, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), residências terapêuticas e centros de convivência.

Segundo a psiquiatra Isabella Lopes, a luta antimanicomial não significa ausência de tratamento, mas uma mudança na lógica do cuidado. “O objetivo é garantir que a pessoa seja tratada com dignidade, mantenha vínculos familiares e sociais e tenha acompanhamento multiprofissional, sem que o isolamento seja a principal resposta ao sofrimento psíquico”, explica em entrevista à Agência Saiba Mais.

No Brasil, a pauta ganhou respaldo legal com a Lei da Reforma Psiquiátrica, sancionada em 2001, que priorizou o atendimento em liberdade e fortaleceu a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir disso, os Caps passaram a ocupar papel central no atendimento a pessoas com transtornos mentais e usuários de álcool e outras drogas.

Apesar dos avanços, especialistas apontam que ainda existem desafios para consolidar o modelo de atenção psicossocial. Entre eles estão a falta de investimentos adequados em serviços substitutivos, dificuldades de acesso ao atendimento em algumas regiões e a permanência do estigma relacionado aos transtornos mentais.

No Rio Grande do Norte, a discussão também envolve a necessidade de fortalecimento da rede pública de saúde mental e da articulação entre os serviços. Em Natal, equipamentos como o Centro de Convivência e Cultura (CECCO), ligado à Secretaria Municipal de Saúde, desenvolvem atividades terapêuticas e culturais voltadas à promoção da saúde mental por meio da convivência comunitária.

As iniciativas incluem oficinas de teatro, música, pintura e artesanato, utilizadas como ferramentas de inclusão social e fortalecimento da autonomia dos usuários. A integração da arte ao tratamento é apontada por profissionais da área como uma estratégia importante para ampliar formas de expressão, estimular vínculos sociais e reduzir preconceitos relacionados ao sofrimento psíquico.

A psicóloga Luana Sobral avalia que a luta antimanicomial está diretamente ligada à defesa dos direitos humanos e à construção de uma sociedade menos excludente. Segundo ela, ainda persiste uma lógica social que associa pessoas com transtornos mentais à punição, ao isolamento e à institucionalização.

Outro desafio apontado no estado envolve a conexão entre comunidades terapêuticas e a Rede de Atenção Psicossocial. Relatórios do Conselho Federal de Psicologia já identificaram dificuldades de integração entre essas instituições e os Caps em municípios potiguares, o que pode comprometer o acompanhamento contínuo dos pacientes.

Fortalecer políticas públicas de saúde mental passa não apenas pela ampliação da rede de atendimento, mas também pela conscientização da população sobre o tema. O combate ao preconceito e a valorização do cuidado humanizado continuam sendo apontados como pilares centrais da luta antimanicomial no Brasil.

“Ainda existe muito desconhecimento sobre saúde mental. Muitas pessoas associam transtornos mentais à incapacidade ou à periculosidade, e isso dificulta tanto a inclusão social quanto a busca por tratamento”, finaliza a especialista.

SAIBA MAIS:
Saúde mental: Projeto usa bulas de remédios como arte urbana em Natal

Fonte: saibamais.jor.br

Frente parlamentar em Natal quer avançar em políticas para trabalhadores por aplicativo

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Projeto de lei busca criar Dia do Trabalhador por Aplicativo em Natal

A Câmara Municipal de Natal deu início, nesta quarta-feira (27), aos trabalhos da Frente Parlamentar em Defesa das Trabalhadoras e Trabalhadores por Aplicativos. O colegiado foi criado para discutir pautas relacionadas às condições de trabalho da categoria, além de propostas de regulamentação e políticas públicas voltadas aos profissionais que atuam por meio de plataformas digitais.

A frente é presidida pela vereadora Samanda Alves e reúne ainda os vereadores Eribaldo Medeiros, Preto Aquino, Léo Souza e Daniel Valença. Durante a primeira reunião, os parlamentares definiram temas prioritários de atuação, como direitos trabalhistas, proteção previdenciária, infraestrutura de apoio e regulamentação das atividades exercidas por motoristas e entregadores de aplicativos.

A Frente Parlamentar marcou para o próximo dia 17 de junho uma audiência pública que deverá reunir trabalhadores, sindicatos, representantes do poder público e parlamentares para aprofundar o debate sobre regulamentação e melhorias nas condições de trabalho da categoria.

A discussão ocorre em meio ao crescimento do trabalho por plataformas digitais no país. Dados do IBGE apontam que, no terceiro trimestre de 2024, o Brasil registrava cerca de 1,7 milhão de pessoas atuando por aplicativos de transporte, entrega e prestação de serviços, número superior ao registrado em 2022. Em Natal, estimativas citadas em debates recentes na Câmara apontam para mais de 12 mil trabalhadores no setor, entre motociclistas, ciclistas e motoristas.

A criação da frente parlamentar também dá continuidade a discussões já levantadas em audiências públicas e mobilizações da categoria na capital potiguar. Nos últimos meses, representantes de trabalhadores por aplicativo têm cobrado melhores condições de trabalho, reajuste nas tarifas pagas pelas plataformas e criação de pontos de apoio com estrutura básica para descanso, alimentação e acesso a banheiros.

Representando o Sindicato dos Trabalhadores por Aplicativo de Duas Rodas (Sindtamb), Evandro Vale afirmou que a criação do colegiado pode fortalecer a interlocução da categoria com o Legislativo municipal. “Já lutamos há muito tempo pela regulamentação do nosso trabalho. Essa frente vai facilitar o diálogo junto aos vereadores. Estamos todos os dias nas ruas necessitando de uma regulamentação digna”, declarou.

Em janeiro deste ano, motoristas e entregadores realizaram um protesto em frente à Prefeitura de Natal após o veto integral do Executivo municipal a um projeto de lei que previa justamente a implantação desses espaços de apoio. A proposta, aprovada anteriormente pela Câmara, estabelecia a criação de áreas com banheiros, salas de descanso, tomadas para carregamento de celulares e espaços destinados a refeições.

A vice-presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativos do Rio Grande do Norte (Sintat), Luciana Macedo, destacou a necessidade de ampliar a visibilidade das demandas dos trabalhadores. “Precisamos dessa visibilidade para favorecer nossas demandas e trazer melhorias para a categoria, como a criação de pontos de apoio e de iniciativas voltadas às mulheres trabalhadoras do setor”, afirmou.

SAIBA MAIS:
Prefeito de Natal veta projeto que garantia apoio a motoristas de aplicativo
Trabalhadores por aplicativo protestam em frente à Prefeitura de Natal

Fonte: saibamais.jor.br

o filme de Bolsonaro e a propaganda da censura

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Primavera para Goebbels: o filme de Bolsonaro e a propaganda da censura

Por Rômulo Sckaff

Há filmes que nascem para serem vistos. Outros, talvez, nasçam para não circular. O caso de Dark Horse, cinebiografia internacional sobre Jair Bolsonaro, parece caminhar perigosamente nessa segunda direção. Não porque o filme seja necessariamente relevante como cinema. Não porque seu roteiro prometa grande densidade histórica ou vá enfrentar, com honestidade, as contradições políticas do personagem retratado. Mas porque estamos diante de algo que ultrapassa a tela: uma operação simbólica, política e propagandística.

Segundo a agência Reuters, o filme teria recebido uma promessa de financiamento de US$ 24 milhões, valor que o colocaria entre as produções mais caras já relacionadas ao cinema brasileiro. A própria reportagem compara esse montante com orçamentos muito menores de filmes brasileiros de grande repercussão: O Agente Secreto, estimado em US$ 5 milhões; Ainda Estou Aqui, em US$ 9 milhões; e Bacurau, citado por Kleber Mendonça Filho como uma produção de cerca de US$ 1,5 milhão.

Ou seja: antes mesmo de qualquer discussão estética, já existe uma notícia. Um filme político sobre uma figura central da extrema direita brasileira movimentando cifras muito superiores à média do cinema nacional já seria, por si só, matéria de interesse público.

Mas o ponto mais grave talvez esteja em outro lugar.

Até agora, segundo a CNN Brasil, a Agência Nacional do Cinema afirmou que não consta pedido de registro da obra em sua base de dados. A agência também declarou não dispor de informações sobre produção, financiamento ou detalhes técnicos do filme.

E aqui é preciso separar as coisas. Não se trata de censura prévia. Não se trata, ao menos até onde os fatos públicos indicam, de uma proibição por conteúdo político. Trata-se de uma regra aplicada ao setor audiovisual. A Ancine informa que, em regra, toda obra audiovisual não publicitária precisa ser registrada antes da exibição ou comercialização em mercado regulado. Para obras brasileiras, o caminho passa por CPB e CRT; para obras estrangeiras, por ROE e CRT. O CRT é justamente o registro que permite a exibição e comercialização regular da obra no território nacional.

É como acontece em outros setores regulados. Um remédio não entra no mercado sem responsável técnico, registro e controle sanitário. Uma obra de engenharia exige engenheiro, ART, projeto e responsabilidade profissional. Um restaurante precisa de licença sanitária. Uma escola precisa de autorização de funcionamento. Um produto audiovisual que pretende circular comercialmente também precisa cumprir regras.

A lei não desaparece porque o personagem do filme se considera perseguido.

E é exatamente aí que pode estar o pulo do gato.

A grande propaganda talvez não seja o filme. Talvez seja a sua eventual não circulação. Talvez o objetivo mais eficiente não seja levar multidões ao cinema, mas produzir a manchete perfeita para o “tiozão do zap”: “Filme de Bolsonaro é proibido no Brasil.”

Não importa, para essa engrenagem, se a obra deixou de cumprir exigências legais. Não importa se não apresentou registro. Não importa se a agência reguladora apenas aplicou a mesma regra que vale para qualquer obra audiovisual. A narrativa já estaria pronta: “estão nos censurando”.

É uma estratégia conhecida. Joseph Goebbels compreendia como poucos o poder da simplificação, da repetição e da vitimização política. A propaganda autoritária não precisa convencer pelo argumento; ela precisa organizar afetos. Precisa produzir inimigos. Precisa transformar regra em perseguição, fiscalização em censura, ilegalidade em martírio.

Por isso, um possível subtítulo para essa história seria: Primavera para Goebbels.

A referência a The Producers — conhecido no Brasil como Primavera para Hitler — não é casual. No clássico satírico de Mel Brooks, produtores tentam criar uma peça tão absurda e grotesca que ela deveria fracassar. Mas o escândalo vira espetáculo. A obra pensada para dar errado acaba encontrando sua própria lógica de sucesso. Aqui, o mecanismo pode ser parecido: um filme que talvez renda mais politicamente como denúncia de censura do que como cinema.

E nesse ponto a Ancine se vê diante de uma armadilha delicada. Se exige o cumprimento da legislação, será acusada de censura. Se ignora as regras, autoriza uma exceção política. Se multa, alimenta a narrativa de perseguição. Se não multa, desmoraliza o sistema regulatório que sustenta o audiovisual brasileiro.

É uma bomba simbólica plantada no terreno da institucionalidade.

O cinema brasileiro sabe bem o que significa lutar por financiamento, por registro, por distribuição, por sala, por público. Sabe o que significa produzir com pouco, resistir à precarização e ainda ser tratado como inimigo por setores que passaram anos atacando a cultura. Agora surge uma superprodução política, internacionalizada, cercada de suspeitas e cifras milionárias, querendo talvez transformar obrigação legal em palanque.

O problema, portanto, não é apenas se o filme é bom ou ruim. Não é apenas se a narrativa é honesta ou caricatural. Não é apenas se Bolsonaro será retratado como mito, mártir ou herói improvável.

O problema é que a obra pode estar cumprindo sua função antes mesmo de estrear.

Um filme inteiro, milhões de dólares e uma operação política talvez voltada a um único objetivo: não disputar a história, mas produzir a palavra mágica da extrema direita contemporânea — censura.

E quando a palavra circula sozinha, destacada do fato, ela vira munição. Vira corrente de WhatsApp. Vira manchete sem leitura. Vira combustível para quem se informa por título, indignação e ressentimento.

No fim, talvez Dark Horse não seja uma cinebiografia. Talvez seja uma peça de campanha. Talvez seja menos cinema e mais dispositivo. Menos narrativa e mais armadilha. Menos filme e mais propaganda.

Ainda há pano para manga.

Aguardemos.

Fonte: saibamais.jor.br

Projeto que endurece regras para emendas parlamentares avança no RN

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Projeto que endurece regras para emendas parlamentares avança no RN

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) aprovou nesta terça-feira (26) um projeto de lei complementar que endurece as regras e busca dar maior transparência e rastreabilidade na execução de emendas parlamentares.

O PLC 7/2026 foi apresentado na semana passada pela Mesa Diretora após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que os estados, o Distrito Federal e os municípios sigam o modelo federal de transparência, depois que o chamado “orçamento secreto” foi declarado inconstitucional.

A matéria recebeu relatoria do deputado Ubaldo Fernandes (PV), que emitiu parecer favorável. Com a aprovação, o texto avança para as demais comissões da Casa e no futuro deverá ser votado no plenário.

Segundo a Mesa Diretora, a iniciativa busca adequar o processo orçamentário estadual às exigências atuais de transparência, publicidade e rastreabilidade dos recursos públicos em conformidade com a Constituição Federal, a Constituição Estadual e as decisões recentes do STF.

Entre os principais pontos, destaca-se a criação de mecanismo que permita acompanhar todas as etapas da execução orçamentária e financeira das emendas parlamentares, desde a identificação do autor da emenda e do objeto beneficiado, até o registro detalhado dos valores empenhados, liquidados e pagos. 

Uma das determinações é para que o Poder Executivo mantenha um portal eletrônico de acesso público e irrestrito, para a divulgação das informações referentes à execução orçamentária e financeira das emendas parlamentares. 

A proposta também exige ampla transparência na execução dos recursos com a disponibilização de planos de trabalho, convênios, notas fiscais, medições e relatórios fotográficos das ações executadas.

Além disso, o texto proíbe expressamente a utilização de contas intermediárias, conhecidas como contas de passagem, bem como saques em espécie, garantindo maior controle e identificação do beneficiário final dos recursos públicos.

No caso das transferências destinadas aos municípios, o parlamentar deverá informar previamente o objeto e o valor da emenda das chamadas transferências especiais. O projeto estabelece que pelo menos 70% dos recursos deverão ser aplicados em despesa de capital sob fiscalização do Tribunal de Contas.

A proposta também visa a obrigatoriedade constitucional de destinação de parte das emendas individuais para ações e serviços públicos de saúde.

Decisão do STF

De acordo com a Mesa Diretora da Assembleia, a iniciativa é resultado também de uma decisão do STF. Em outubro de 2025, o ministro Flávio Dino determinou que os estados, o Distrito Federal e os municípios adotassem o modelo de transparência federal.

A decisão foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, na qual o STF declarou a inconstitucionalidade do chamado “orçamento secreto” e determinou a adoção de medidas para garantir a transparência e a rastreabilidade dos recursos federais provenientes de emendas parlamentares.

A decisão do relator se deu em resposta à petição da Associação Contas Abertas, da Transparência Brasil e da Transparência Internacional – Brasil, admitidas no processo como interessadas. Elas sustentam que, apesar dos avanços nos mecanismos de controle das emendas federais, as emendas estaduais, distritais e municipais “padecem de profunda opacidade”.  

Como exemplo, citaram que 14 estados não informavam o beneficiário da emenda nos seus portais de transparência, enquanto outros 17 não informavam a localidade do gasto. Além disso, 12 estados não detalhavam o histórico de execução e seis não informam o objeto da emenda.

Líder do governo fez alerta

O cumprimento dos prazos legais e o rigor das novas normas de rastreabilidade para a liberação de recursos foram o foco do alerta feito pelo deputado Francisco do PT na semana passada. O líder do Governo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte manifestou preocupação com a proximidade das vedações impostas pela legislação eleitoral e a necessidade de regularização documental por parte dos municípios e instituições beneficiadas pelas emendas parlamentares.

O prazo para a apresentação dos planos de trabalho que vai servir para a liberação dos recursos é até 3 de julho, no limite previsto na legislação eleitoral. Francisco relatou que visitou o setor de pagamentos da Casa e constatou que diversos processos estão estagnados por falta de documentação essencial. 

“Não basta só o parlamentar fazer uma lista das emendas que ele quer que pague e mandar para o setor das emendas, porque agora os beneficiários, especialmente das transferências especiais, precisam se adequar a essas regras de rastreabilidade e transparência”, alertou o petista.

Fonte: saibamais.jor.br

Quarta de karaokê, jazz, MPB, forró, teatro e exposições em Natal

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#Meguia: Quarta de karaokê, jazz, MPB, forró, teatro e exposições em Natal

A quarta-feira chegou mostrando que, em Natal, meio de semana é só um detalhe. Tem programação para quem quer ouvir música boa, cantar sem medo do julgamento alheio e até descobrir talentos escondidos depois da segunda cerveja.

Os apaixonados por microfone aberto têm três missões pela cidade: karaokê no Bardallos, no Molotov Drinks e no Eletromusic. Ou seja, oportunidade não falta para desafinar clássicos do Calcinha Preta, do Queen ou inventar uma versão sofrida de “Evidências”.

Para quem prefere deixar o gogó nas mãos de profissionais, a cidade também entrega. Tem Maham + Jam no Figa Bar, Manu de Olinda no Bar do Zé Reeira, Sérgio Rodrigues no Páprika e Renan Miranda com Ítalo Brandão no Só Mais Uma. Já o samba fica garantido com os Amigos do Samba, no Seu Zezin Botequim.

O rock também marca presença no Sempre Rock, enquanto o forró toma conta da Casa do Matuto e do Donana Pub, que aposta em Elaine Oliveira e muito forró das antigas.

E para quem quer um programa mais cultural sem abrir mão da boemia, a dica é o III Festival de Cenas Curtas, no Teatro Alberto Maranhão, ou o concerto Big Séries, na Escola de Música da UFRN. Porque em Natal até a quarta-feira resolve sair de casa.

Confira o #Meguia e se jogue !

MÚSICA ______________________

Maham + Jam, no Figa | 27.05 QUARTA
LOCAL | Figa bar (Rua Vereador Manoel Coringa de Lemos, 633, Vila de Ponta Negra)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @figa.bar

Karaokê, no Bardallos | 27.05 QUARTA
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Ledo, 678, Cidade Alta)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

Pop rock, no Sempre Rock | 27.05 QUARTA
LOCAL | Sempre Rock (Av. Praia de Ponta Negra, 9045, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Manu de Olinda, no Zé Reeira | 27.05 QUARTA
LOCAL | Bar do Zé Reeira (Rua Professor Zuza, 159, Cidade Alta)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @semprerockbar

Big Séries, na EMUFRN | 27.05 QUARTA
LOCAL | Escola de Música da UFRN (Rua Coronel João Medeiros, Lagoa Nova)
HORÁRIO | 19h30
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @escolademusicaufrn

Playlist aberta e happy hour, no La Luna | 27.05 QUARTA
LOCAL | La Luna (Rua Alameda das Acácias, Neópolis)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @lalunanatal

Karaokê, no Molotov Drinks | 27.05 QUARTA
LOCAL | Molotov Drinks (Av. Senador Salgado Filho, 1593, Lagoa Seca)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @molotovdrinks_

Forró do Candieiro, na Casa do Matuto | 27.05 QUARTA
LOCAL | Casa do Matuto (Av. Presidente Café Filho, 700, Praia do Meio, Natal)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @casadomatutonatal

Elaine Oliveira e forró das antigas, no Donana Pub | 27.05 QUARTA
LOCAL | Donana Pub (Rua José Aguinaldo Barros, 400A, Candelária)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @donanapubnatal

Renan Miranda e Ítalo Brandão, no Só mais uma | 27.05 QUARTA
LOCAL | Só mais uma (Av. Eng. Roberto Freire, 8750, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @somaisumabar

Amigos do samba, no Seu Zezin Botequim | 27.05 QUARTA
LOCAL | Seu Zezin Botequim (Av. Praia de Ponta Negra, 9076, Ponta Negra)
HORÁRIO | 17h
ENTRADA | Couvert
INFORMAÇÕES | @seuzezinbotequim

Karaokê, no Eletromusic | 27.05 QUARTA
LOCAL | Eletromusic bar (Av. Prudente de Morais, 5823, Candelária)
HORÁRIO | 20h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @eletromusicpub

Sérgio Rodrigues, no Páprika | 27.05 QUARTA
LOCAL | Páprika (Rua Pedro Fonseca Filho, 9001, Ponta Negra)
HORÁRIO | 19h
ENTRADA | Gratuito
INFORMAÇÕES | @paprikanatal

TEATRO _______________________

III Festival de Cenas Curtas, no TAM | 27.05 QUARTA
LOCAL | Teatro Alberto Maranhão (Praça Augusto Severo, s/n, Ribeira)
HORÁRIO | 19h30
ENTRADA | Pago (9947.03343)
INFORMAÇÕES | @teatroalbertomaranhao.oficial

EXPOSIÇÕES __________________________

Chuva de Poléns
Exposição de Ítalo Trindade, composta de montagens abstratas e de pinturas sobre e telas e papel, a mostra permeia os desdobramentos do estudo sobre luz e cor em diferentes instantes da carreira do artista.
LOCAL | Margem Hub, Rua da Sheelita, 59, Potilândia, Natal
DATA | Até 6 de junho de 2026
INFORMAÇÕES | @italo.trindade

“Exposição coletiva”, no Bardallos | 13.05 TERÇA
LOCAL | Bardallos (Rua Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta, Natal)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @bardallosnatal

“No limiar da romanceira coroada, no IFRN Cidade Alta | 13.05 TERÇA
LOCAL | IFRN Cidade Alta (Av. Rio Branco, 743, Cidade Alta)
HORÁRIO | a partir das 12h
ENTRADA | Gratuita
INFORMAÇÕES | @ifrncentrohistorico

CINEMA ____________________

Confira as programações completas:
MOVIECOM, Praia Shopping, todo mundo paga meia de segunda à quarta-feira.
CINÉPOLIS, Natal Shopping
CINEMARK, Midway Mall
CINEFLIX, Partage Norte Shopping

EQUIPAMENTOS PÚBLICOS _______________________

PINACOTECA POTIGUAR
Reúne a maior parte do acervo de Artes Visuais pertencente ao Governo do Estado, com obras de artistas como Newton Navarro, Maria do Santíssimo, Abraham Palatinik, Dorian Gray Caldas e Zaíra Caldas. Até 10 de dezembro, segue aberta a exposição “Objetos do Cotidiano”, que reúne uma coletânea dos trabalhos produzidos por 38 participantes das oficinas de fotografia do Projeto “Narrativas do Silêncio”.
LOCAL |Praça Sete de Setembro, s/n Cidade Alta, ao lado da Assembleia Legislativa do RN
HORÁRIO |de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos finais de semana, das 9h às 16h
Entrada gratuita.

CIDADE DA CRIANÇA
O parque público, fundado em 1962, compreende parque Infantil, pista de cooper, Lagoa Manoel Felipe, pedalinhos, igrejinha, anfiteatro, Escola de Artes Newton Navarro, Biblioteca Infanto-juvenil Mirian Coeli, Casa de Vovozinha, praça de alimentação com quiosques, Espaço Eureka de Ciência e Tecnologia.
LOCAL |Cidade da Criança (Av. Rodrigues Alves – Tirol)
HORÁRIO | aberto das 8h às 18h
ENTRADA | R$ 2 (menores de 5 anos e maiores de 65 não pagam)
INFORMAÇÕES | @cidadedacriancanatal

FORTE DOS REIS MAGOS
O monumento, administrado pela Fundação José Augusto, está aberto à visitação. Visitas em grupo devem ser encaminhadas com antecedência para o e-mail [email protected], contendo data, horário e o descritivo da atividade a ser realizada.
LOCAL |Forte dos Reis Magos (Praia do Forte)
HORÁRIO | das 8h às 16h (de terça a domingo), fechando apenas às segundas-feiras para manutenção
ENTRADA | R$ 5 (entrada inteira) e R$ 2,50 (meia entrada) aos visitantes da Fortaleza dos Reis Magos. Crianças até sete anos e os idosos a partir dos 60 anos estarão isentos dessa cobrança.
INFORMAÇÕES | Aqui

CAJUEIRO DE PIRANGI Localizado na praia de Pirangi do Norte, Parnamirim, o Cajueiro cobre uma área de aproximadamente 9.000 m², com perímetro de aproximadamente 500 metros. Em virtude da sua extensão, a árvore gigante entrou para o Guinness Book “O Livro dos Recordes”, em 1994, como o Maior Cajueiro do Mundo. A árvore faz parte da vida da comunidade e do roteiro turístico dos visitantes do RN. A entrada custa R$ 8. Crianças, de sete a 12 anos pagam meia-entrada, assim como estudantes, professores e idosos, portando carteira comprobatória.LOCAL | Av. S. Sebastião, s/n, Pirangi do NorteHORÁRIO | 7h30 às 17h30 – ESTÁ FECHADO PARA RECUPERAÇÃO NOS DIAS 16 e 17 de SETEMBRO TELEFONE | (84) 3113 – 6191E-MAIL | [email protected]

BOSQUE DAS MANGUEIRAS
Área pública de 14.125 m², do bioma Mata Atlântica, conforme classificação do Manual Técnico da Vegetação Brasileira (IBGE, 2012). O local dispõe de passeios acessíveis para prática de atividades físicas como caminhada e corrida.
LOCAL |entre a Av. Nascimento de Castro, Jaguarari e Rua Tertius Rebelo, bairro Lagoa Nova
HORÁRIO |de segunda a sexta das 8h às 14h
CONTATOS | [email protected]e Ouvidoria Semurb: (84) 3616-9829.

COMPLEXO CULTURAL RAMPA
O centro cultural edificado às margens do Rio Potengi está aberto à visitação. O Complexo é formado por edificações destinadas a abrigar o Museu da Rampa, o Memorial do Aviador, o Grêmio da Rampa, além de outros espaços voltados à realização de eventos, exposições, cursos e oficinas. Atualmente, os visitantes têm acesso a quatro mostras: “Natal Encruzilhada do Mundo”, “Sala da Paz”, “O Maior Feito Náutico do Mundo: 70 Anos da IOLE RN 2” e “Jornada na Cidade”.
LOCAL |Rua Cel. Flamínio, 1 – Santos Reis, Natal
HORÁRIO |das 9h às 18h (de terça a domingo), fechado apenas às segundas-feiras
Entrada gratuita.



Fonte: saibamais.jor.br

PL tenta manobra, mas Girão e Gonçalves apoiaram emenda das 52h

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Escala 6x1: PL tenta manobra, mas Girão e Gonçalves apoiaram emenda das 52h

Uma das siglas que assinou emenda para elevar o teto semanal da jornada de trabalho para 52 horas, o Partido Liberal (PL) comunicou nesta terça-feira (26) que a bancada do partido votará a favor do fim da escala 6×1 e defenderá a adoção da jornada 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso.

O anúncio foi feito por meio do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora da PEC da jornada de 36 horas, viu a mudança de postura como uma manobra. No Rio Grande do Norte, os dois deputados federais do PL, Sargento Gonçalves e General Girão, assinaram a emenda das 52h e não retiraram seus nomes nem mesmo quando líderes partidários da direita e do Centrão recuaram da medida após a reação negativa que foi gerada.

Segundo Sóstenes Cavalcante, a proposta para votar a jornada 4×3 será apresentada como destaque de preferência durante a análise da PEC que reduz a jornada semanal de trabalho. A votação do parecer está prevista para esta quarta (27) na comissão especial da Câmara, e o texto pode seguir para o plenário ainda nesta quarta ou na quinta (28).

O líder do PL fez o anúncio na tribuna da Câmara, rodeado de deputados do PL — inclusive de Sargento Gonçalves. General Girão registrou presença no sistema da Câmara, mas não apareceu ao lado dos colegas durante o comunicado.

Os dois — Gonçalves e Girão — assinaram uma emenda apresentada por parlamentares da oposição para manter a jornada de trabalho de 44 horas semanais para atividades essenciais e estabelecer um prazo de 10 anos para que a redução para 40 horas entre em vigor.

A emenda virou alvo de críticas por postergar o fim da escala 6×1. Ela também permitia que as empresas aumentassem em até 30% da jornada o teto em caso de acordo individual ou por instrumentos coletivos, o que poderia elevar a carga horária para 52 horas.

Mais de 100 deputados da oposição subscreveram inicialmente a emenda, que foi retirada nesta segunda (25) pelos líderes partidários do União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Federação PSDB-Cidadania e Podemos para “evitar distorções no debate e garantir maior clareza sobre os efeitos da proposta” depois que a divulgação da emenda gerou críticas. O deputado João Maia, do PP, foi mais um deputado da bancada potiguar a apoiar a emenda, mas retirou junto com as lideranças. O PL, enquanto partido, não pediu a retirada e os nomes de Girão e Gonçalves estiveram no texto até o fim.

Além disso, o deputado gaúcho Mauricio Marcon, também do PL, foi o responsável por pedir vista na segunda-feira (25) e adiar a votação da PEC do fim da escala de trabalho 6×1 na comissão especial.

Nesta quarta (27), à CNN Brasil, a deputada federal Erika Hilton avaliou de maneira crítica a mudança de ação dos deputados bolsonaristas.

“É mais uma manobra do partido que foi o tempo todo contrário à matéria e trabalhou para não avançar o texto”, disse Erika.

Segundo ela, os deputados de oposição têm sido cobrados pela sociedade sobre o assunto. A mudança de discurso de última hora, para ela, se trata de uma “tentativa de limpar a própria barra”.

“Vamos ver se manterão essa posição até o final, mas isso é claramente uma manobra para tentar atrasar a votação que já está acordada”, afirmou à CNN.

Fonte: saibamais.jor.br

Brisa destaca atuação da oposição ao deixar liderança da bancada em Natal

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Brisa destaca atuação da oposição ao deixar liderança da bancada em Natal

A vereadora Brisa Bracchi (PT) transmitiu nesta terça-feira (26) a liderança da bancada de oposição na Câmara Municipal de Natal ao colega Daniel Valença (PT). Ela estava na função desde fevereiro de 2025, e diz que no período a oposição foi protagonista dos principais processos na cidade.

Além de Brisa e Daniel, a bancada é formada também por Samanda Alves (PT) e Thabatta Pimenta (PV). A mudança na bancada é rotativa — a própria Brisa já havia sido líder anteriormente, entre 2021 e 2022. 

“Nós já havíamos acordado o rodízio dessa liderança de bancada e estamos nesse momento concretizando algo que é saudável, inclusive, que essa seja uma liderança que possa ser compartilhada também”, afirma.

A parlamentar faz um balanço positivo de mais de um ano na liderança.

“Foi a nossa bancada de oposição que denunciou, por exemplo, e sempre levantou os questionamentos acerca da obra da engorda e da forma que a obra estava sendo realizada. A nossa bancada esteve defendendo a luta por moradia dentro da CEI que foi colocada no primeiro semestre de 2025 para tentar criminalizar os movimentos de ocupação. Nós estivemos com muita presença e protagonismo na CEI dos planos de saúde defendendo as famílias atípicas, as crianças com autismo, tivemos em todas as discussões que envolviam a questão da educação no município de Natal, o desmonte da carreira dos professores, a luta pelos estagiários de educação”, destaca.

A petista também aponta que foi a união da oposição que conseguiu superar as duas tentativas de cassação ao seu mandato.

“Não era um ataque apenas ao nosso mandato, mas a toda a oposição na Câmara”, acredita.

Recentemente, Brisa Bracchi pediu a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a obra da engorda de Ponta Negra. O requerimento foi apresentado à Mesa Diretora da Câmara Municipal após uma ação do Ministério Público Federal (MPF) e um relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontaram problemas e falhas na obra.

Saiba Mais: Brisa pede instauração de CEI para investigar obra da engorda de Ponta Negra

A CEI, contudo, enfrenta dificuldades de conseguir as 10 assinaturas necessárias para ser instaurada; só metade foi alcançada até o momento. A vereadora enxerga nesses obstáculos uma “Câmara cada vez mais subserviente ao Executivo municipal” e cita entraves para apresentar emendas, conseguir adiar votações e no próprio diálogo com a Prefeitura.

“Vou dar o exemplo aqui dos empréstimos que foram apresentados pela Prefeitura, todos em regime de urgência, que foram aprovados na Câmara e sem responder aos questionamentos que não somente nós fazíamos, mas que a população fazia. Para que servia aquele empréstimo? Qual seria o investimento? Então, eu digo que a nossa bancada é uma bancada muito importante porque é a bancada que faz os questionamentos, que cobra a transparência, que faz a fiscalização de verdade do Poder Executivo e que tem essa liberdade de questionar o Poder Executivo em muitos processos. Mas muito me preocupa esse cenário em que a Câmara cada vez questiona menos e fiscaliza menos a Prefeitura”, diz.

Nesta quarta (28), Brisa cumpre agenda em Brasília. A vereadora viajou à convite para participar do lançamento de uma nova plataforma de progressistas pelo Brasil. Na capital federal, ela também deve acompanhar a votação do projeto sobre a redução da jornada de trabalho. A comissão especial que discute a PEC do fim da 6×1 deve votar neste dia o relatório do projeto, e o texto pode ser levado ao plenário no mesmo dia. Em Natal, ela própria apresentou propostas de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais com dois dias de descanso para trabalhadores da Prefeitura e Câmara Municipal de Natal, em especial os terceirizados.

“É o projeto de lei mais importante dos últimos tempos para a classe trabalhadora do nosso país”, atesta a parlamentar petista.

Saiba Mais: Brisa Bracchi integra “protocolaço” pelo fim da escala 6×1 em Natal

Fonte: saibamais.jor.br

Agricultores familiares do RN recebem mini colheitadeiras do programa Arroz da Gente

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Agricultores familiares do RN recebem mini colheitadeiras do programa Arroz da Gente

O Programa Arroz da Gente, iniciativa do Governo Federal voltada ao fortalecimento da agricultura familiar, realizou novas entregas de mini colheitadeiras no Rio Grande do Norte. A ação integra o projeto de Gestão Estratégica do Programa Arroz da Gente (Gepag), coordenado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), responsável pela execução estratégica e tecnológica da iniciativa.

Nesta etapa, três mini colheitadeiras foram destinadas a comunidades rurais do Oeste potiguar. Os equipamentos beneficiarão agricultores ligados à Associação Comunitária dos Produtores do Sítio Carrasco e à Associação de Produtores de Arroz do Vale do Apodi, ambas em Apodi, além da Cooperativa de Comercialização Solidária Xique-Xique, localizada em Coronel João Pessoa. A entrega ocorreu durante solenidade realizada no Mercado da Agricultura Familiar, em Natal.

O programa busca ampliar a produção de arroz entre agricultores familiares, povos tradicionais e comunidades rurais em diferentes regiões do país. Em nível nacional, o Arroz da Gente está presente em 17 estados das regiões Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste, com ações voltadas ao acesso ao crédito, assistência técnica, mecanização agrícola e garantia de comercialização da produção. A iniciativa também integra estratégias federais de combate à fome e fortalecimento da segurança alimentar.

O programa prevê investimento inicial de R$ 17 milhões para aquisição de maquinário, suporte técnico e desenvolvimento de tecnologias voltadas à produção agrícola familiar. A meta é ampliar significativamente a produção de arroz em comunidades atendidas pelo projeto e fortalecer cadeias produtivas locais.

Para os agricultores beneficiados, a chegada das mini colheitadeiras representa mais autonomia e redução de custos no processo de colheita. Presidente da Associação de Produtores de Arroz do Vale do Apodi, Francisco Fernandes afirma que as máquinas devem diminuir perdas e facilitar o trabalho em áreas menores, onde grandes equipamentos têm dificuldade de operação.

“Antes, precisávamos contratar máquinas maiores para fazer a colheita, o que aumentava os custos e provocava perdas de grãos. Com a mini colheitadeira, teremos mais independência e conseguiremos ampliar a produção”, destacou.

Segundo o coordenador do Gepag e diretor-geral do IFRN Campus Parnamirim, Paulo Vitor Silva, o programa está em fase final de entrega de 72 mini colheitadeiras distribuídas entre os estados contemplados. O investimento apenas nos equipamentos enviados ao Rio Grande do Norte foi de aproximadamente R$ 240 mil.

Além da mecanização agrícola, o projeto desenvolvido pelo IFRN também incorpora soluções tecnológicas para monitoramento das atividades no campo. As máquinas entregues contam com dispositivos eletrônicos desenvolvidos pelo Laboratório de Pesquisa em Redes e Sistemas Computacionais (NOCS Lab), do Campus Parnamirim.

Os equipamentos possuem um sistema de Monitoramento de Tarefas Agrícolas (MTA), responsável por enviar informações em tempo real para o Sistema Integrado de Monitoramento do Programa Arroz da Gente (Simpag). Entre os dados acompanhados estão localização das máquinas, temperatura e tempo de funcionamento durante as atividades agrícolas.

A pró-reitora de Extensão do IFRN, Samira Fernandes, destacou que o projeto também atua na qualificação técnica de profissionais e comunidades rurais. Atualmente, o programa realiza capacitação de agentes sociais e técnicos que acompanham diretamente as famílias atendidas.

“O fortalecimento da agricultura familiar passa não apenas pela entrega de equipamentos, mas também pela formação técnica, pela assistência continuada e pela criação de condições para que essas comunidades tenham maior autonomia produtiva”, afirmou.

Hoje, o Programa Arroz da Gente já alcança centenas de comunidades em diferentes regiões brasileiras. Dados da Conab apontam que milhares de famílias agricultoras já foram inseridas nas ações de assistência técnica, mecanização e incentivo à produção de arroz em pequena escala.

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Fonte: saibamais.jor.br

RN amplia acesso a bibliotecas em escolas do interior e periferias

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RN amplia acesso a bibliotecas em escolas do interior e periferias
Captura de tela do DOE

O Governo do Estado sancionou uma nova legislação que cria o Programa Estadual de Apoio à Implantação de Bibliotecas Públicas nas escolas da rede estadual de ensino, com prioridade para municípios do interior e bairros de Natal que não possuem bibliotecas.

Publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (27), a lei estabelece que o programa será implementado nas unidades da rede pública estadual, podendo contar com apoio institucional de órgãos estaduais e parcerias com entidades públicas e privadas. O texto também determina que o sistema educacional potiguar deverá avançar na universalização das bibliotecas escolares dentro do prazo previsto pelo Plano Nacional de Educação (PNE) e pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares (SNBE).

Entre os objetivos da nova política estão a implantação de bibliotecas em todo o território potiguar, a modernização das já existentes e a ampliação do acesso de estudantes a livros didáticos, literários e de pesquisa. A legislação também prevê que as bibliotecas funcionem como espaços de convivência, estudo, lazer e apoio ao processo de ensino-aprendizagem.

A medida surge em um contexto nacional de déficit estrutural no acesso à leitura dentro das escolas. Dados recentes do Censo Escolar mostram que 63,2% das escolas brasileiras ainda não possuem biblioteca, o que representa mais de 114 mil unidades de ensino sem esse equipamento educacional. Segundo especialistas da área, em muitos casos os estudantes têm acesso apenas a pequenas salas de leitura improvisadas, sem acervo adequado ou funcionamento permanente.

No Rio Grande do Norte, um levantamento realizado em 2024 pelo Comitê Norte-Rio-Grandense de Bibliotecários apontou que nenhuma das 586 escolas estaduais possuía bibliotecários profissionais em atuação.

A nova lei estadual autoriza ainda que escolas realizem trocas de acervo, empréstimos e doações entre si, além da promoção de ações conjuntas de incentivo à leitura. Também poderão ser firmados convênios com instituições públicas e privadas para melhoria da infraestrutura e ampliação dos acervos bibliográficos.

Outro ponto previsto na legislação é a prioridade para municípios do interior e regiões periféricas da capital onde não existem bibliotecas públicas ou escolares.

A discussão sobre bibliotecas escolares ganhou força nacionalmente após a criação da Lei Federal 12.244/2010, que estabeleceu prazo de dez anos para que todas as instituições de ensino públicas e privadas do país tivessem bibliotecas. O prazo terminou em 2020, mas a meta ainda foi atingida.

Captura de tela do DOE

A nova política estadual foi sancionada pela governadora Fátima Bezerra e entrou em vigor na data da publicação.

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Fonte: saibamais.jor.br

Projeto transforma memória afetiva de Ponta Negra em mobilização ambiental e cultural

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Projeto transforma memória afetiva de Ponta Negra em mobilização ambiental e cultural

No trecho de areia onde muitas crianças cresceram brincando de encontrar tatuís entre as ondas de Ponta Negra, nasce agora uma mobilização que mistura afeto, denúncia, cultura popular e educação ambiental. Idealizado pela produtora cultural e ativista Cintya Torres Laranjeira, o Projeto Tatuí será lançado no próximo dia 6 , Dia Mundial do Meio Ambiente, com uma programação que reúne limpeza de praia, rodas de conversa, apresentações culturais e debates sobre os impactos ambientais e sociais enfrentados pela principal praia urbana de Natal.

A iniciativa surge como uma tentativa de fortalecer o vínculo entre comunidade e território em um momento de intensas transformações na orla de Ponta Negra, especialmente após as obras de engorda da praia.

“O tatuí simboliza aquilo que precisa ser visto, cuidado e protegido. A praia não é um espaço vazio. Ela é viva”, afirma Cintya em entrevista à Agência Saiba Mais.

Confira a programação:

A origem do projeto também carrega uma dimensão íntima. Segundo a coordenadora, o Tatuí começou a ser desenhado após um acidente que a afastou temporariamente da rotina de trabalho. Durante o período de licença médica, ela retomou memórias da infância vivida em Ponta Negra e passou a escrever o livro infantojuvenil “Os Guardiões de Ponta Negra”, inspirado nas experiências que teve na praia. Depois, a partir de uma poesia escrita por sua filha, Heloísa Laranjeira, nasceu o cordel “Engorda pra Quem?”, que integra a programação cultural do lançamento.

“Cresci frequentando Ponta Negra, pegando tatuí na areia e vivendo espaços como a praia do Alagamar, atrás do Morro do Careca. O projeto nasce dessa relação afetiva com o território, mas também da vontade de transformar memória em ação”, explica.

A proposta do projeto dialoga diretamente com o cenário atual da praia. Nos últimos meses, moradores, comerciantes, pescadores e frequentadores vêm relatando problemas ligados à drenagem da engorda, presença de águas poluídas, alterações na faixa de areia e impactos sobre atividades tradicionais da comunidade.

Para Cintya, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi escolhido justamente para ampliar esse debate.

“A praia enfrenta impactos relacionados à obra da engorda, como problemas de drenagem, acúmulo de águas das chuvas, poluição e alterações importantes na dinâmica costeira. Isso mostra que o cuidado com Ponta Negra precisa ser permanente”, afirma.

Segundo ela, o projeto pretende incentivar não apenas ações de limpeza, mas também participação popular nas discussões sobre o futuro da praia.

“A população pode ajudar não apenas evitando o descarte irregular de resíduos, mas também participando das discussões sobre o futuro da praia e cobrando soluções sustentáveis para o território”, diz.

A programação do lançamento será dividida entre manhã e noite. Pela manhã, no letreiro de Ponta Negra, haverá mutirão de limpeza da praia, alongamento, distribuição de mudas e rodas de conversa. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, com apresentações culturais, participação de grupos tradicionais e a apresentação do cordel “Engorda pra Quem?”.

A iniciativa também busca aproximar pautas ambientais da cultura popular da Vila de Ponta Negra. O projeto conta com apoio de coletivos, grupos culturais, lideranças comunitárias e organizações locais, como o Conselho Comunitário de Ponta Negra, Rendeiras da Vila, Protagonistas da Paz e grupos de coco de roda.

“Cuidar de Ponta Negra vai além do meio ambiente. É reconhecer o território como espaço de memória, cultura, trabalho e pertencimento”, afirma a coordenadora.

Ela destaca ainda a inspiração no legado de Joca Lima, da Tapiocaria da Vó, figura conhecida da comunidade.

“Queremos manter viva a cultura popular da comunidade usando o cordel, a música e as rodas de conversa para aproximar as pessoas do debate ambiental.”

O cordel apresentado durante o evento deve funcionar como um dos principais elementos de provocação política e cultural do projeto. A obra questiona os impactos da engorda e discute quem participa das decisões sobre o território.

“Ponta Negra não pode ser vista apenas como cartão-postal. Ela é território de vida, memória, cultura e trabalho”, defende Cintya.

Apesar de começar em Ponta Negra, o Projeto Tatuí pretende ampliar sua atuação para outras praias do litoral potiguar. A ideia é realizar ações mensais em locais como Cotovelo, Tabatinga, Pipa e Baía Formosa, além de desenvolver atividades em escolas e projetos comunitários.

Entre os próximos passos também está a publicação do livro “Os Guardiões de Ponta Negra”, prevista para ainda este ano, como forma de aproximar crianças e adolescentes das discussões sobre preservação ambiental.

“O Projeto Tatuí quer atuar em rede, realizando suas próprias ações e apoiando escolas, coletivos, grupos culturais e movimentos que já cuidam dos seus territórios”, afirma a idealizadora.

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Fonte: saibamais.jor.br