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Flamengo luta, mas sucumbe diante do Lanús e perde título da Recopa

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O Flamengo lutou muito, mas acabou perdendo o título da Recopa Sul-Americana ao ser derrotado por 3 a 2 na prorrogação pelo Lanús (Argentina), na noite desta quinta-feira (26) no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, na partida de volta da competição. O troféu ficou com os argentinos, que triunfaram na partida de ida pelo placar de 1 a 0 na noite da última quinta-feira (19) no estádio La Fortaleza, na província de Buenos Aires (Argentina).

Este é o segundo título que o Rubro-Negro perde a oportunidade de conquistar na atual temporada, após ser superado pelo Corinthians pelo placar de 2 a 0 em Brasília na disputa da Supercopa Rei.

Empurrado por sua apaixonada torcida, o Flamengo assumiu o comando das ações desde os primeiros movimentos do confronto. Porém, quem saiu na frente foram os visitantes, graças a uma falha da defesa rubro-negra. Aos 28 minutos do primeiro tempo, o lateral Ayrton Lucas recuou a bola para o goleiro Rossi, que acabou escorregando e permitindo que Castillo dominasse a bola e batesse para o gol vazio.

Mas a vantagem dos argentinos durou muito pouco. Aos 33 minutos Varela lançou a bola para a área e a bola bateu no braço de Carrera. Então o juiz assinalou penalidade máxima, que foi cobrada com eficiência pelo meia uruguaio Arrascaeta.

Após o intervalo o técnico Filipe Luís realizou mudanças para tornar sua equipe mais ofensiva para tentar alcançar o placar necessário para alcançar o título. A dramaticidade do confronto aumentou na etapa final, e teve seu ápice aos 34 minutos, quando o juiz marcou um outro pênalti em favor do Flamengo, desta vez por falta dentro da área em Arrascaeta. Após o VAR (árbitro de vídeo) confirmar a infração, o meio-campista Jorginho foi para a cobrança e não falhou.

Com a vitória de 2 a 1 nos 90 minutos, a partida foi para a prorrogação, na qual o time da Gávea mostrou estar esgotado fisicamente e acabou sofrendo dois gols na segunda etapa do tempo extra. O primeiro saiu aos 12 minutos, quando o zagueiro Canale subiu mais que a defesa do time brasileiro para cabecear com firmeza para o fundo do gol defendido por Rossi.

Três minutos depois o goleiro Rossi voltou a falhar. Ele cobrou tiro de meta mal e Walter Bou ficou com o domínio da bola. O atacante do Lanús partiu então em velocidade, driblando Rossi e ficando livre para finalizar e garantir o gol que deu números finais ao marcador.



Fonte: Agência Brasil de Noticias

Cidades castigadas pela chuva recebem R$ 1,4 milhão para mantimentos

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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) anunciou nesta quinta-feira (26) ter feito um repasse de R$ 1,43 milhão em cofinanciamento federal para municípios atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias na Região Sudeste.

Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais, Lajes do Muriaé e Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e Peruíbe, em São Paulo, receberam recursos para ações de abrigamento.

O orçamento poderá ser usado na estruturação de abrigos e espaços de acolhimentos e aquisição de alimentos, água, colchões, roupas, produtos de higiene e na contratação de serviços de apoio em cozinha, manutenção e segurança.

Segundo a pasta, Juiz de Fora (MG) lidera o volume de repasses diretos com R$ 550 mil para o acolhimento de 1.500 pessoas em abrigos. Ubá (MG) teve a liberação de R$ 220 mil para a proteção social de 500 pessoas. Nova Iguaçu (RJ) recebeu R$ 243 mil para o suporte a 618 acolhidos, enquanto Lajes do Muriaé (RJ) recebeu R$ 20 mil para 63 pessoas desabrigadas.

No litoral paulista, Peruíbe (SP) foi autorizada a utilizar R$ 200 mil do saldo de recursos do Piso Variável de Alta Complexidade (PVAC) municipal para assistir 357 atingidos.

O MDS explicou que o cálculo do repasse leva em conta o valor de R$ 20 mil aos municípios para cada grupo de 50 pessoas desabrigadas e acolhidas pelo Poder Público.

Para solicitar o cofinanciamento, o gestor municipal da assistência social deve preparar um ofício e enviá-lo para o e-mail emergencianosuas@mds.gov.br.

Ainda de acordo com a pasta, profissionais da Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social (ForSUAS) estão em campo nos municípios atingidos, prestando orientações e avaliando as condições junto aos gestores locais.

“A ForSUAS já realizou 146 cadastros de profissionais para atuarem nas cidades afetadas e continua recebendo os pedidos para o reforço no trabalho. As equipes reúnem pessoas capacitadas para traçar estratégias e ações de assistência social em cooperação com estados e municípios, atuando nas fases de preparação, resposta e recuperação diante de eventos extremos”, disse, em nota.

Alimentos, BPC e Bolsa Família

O MDS informou ter enviado mais de 8,8 mil cestas de alimentos aos municípios de Juiz de Fora, Peruíbe e Nova Iguaçu. A pasta também destinou 22 toneladas de alimentos a 12 cozinhas solidárias na cidade mineira, a mais afetada pela tragédia, adquiridas por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e com saída da Ceasa-MG.

Já a Secretaria Nacional de Benefícios Assistenciais (SNBA) do ministério solicitou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a antecipação de uma parcela do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para os beneficiários de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa que queiram ter o pagamento adiantado.

Também foi solicitado a suspensão dos efeitos dos processos revisionais do benefício nos três municípios e o ministério disse que adotará providências para dispensar a exigência do cadastro biométrico dos beneficiários enquanto durar o estado de calamidade pública.

Com o decreto de calamidade pública, os municípios terão a quebra do escalonamento do Bolsa Família nos próximos dois meses.

Apenas em Juiz de Fora, 23,8 mil famílias foram beneficiadas pelo programa em fevereiro, com repasses de R$ 16,5 milhões. Já em Ubá, segundo o MDS, cerca de 4,9 mil famílias foram contempladas com aporte de R$ 3,2 milhões, enquanto em Matias Barbosa 867 famílias recebem o benefício, que soma mais de R$ 746 mil.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Morte da gata Lucy inspira projeto de lei para proteger animais comunitários no RN

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A morte da gata Lucy, capturada em janeiro de 2026 durante uma ação de manejo em um condomínio de Mossoró, desencadeou protestos, denúncias e pedidos de investigação no Rio Grande do Norte. O caso também motivou a apresentação do Projeto de Lei Lucy, de autoria da deputada estadual Divaneide Basílio, que propõe a criação de uma política estadual específica para o manejo ético e a proteção de animais comunitários.

A proposta foi protocolada na Assembleia Legislativa e segue em tramitação.

O projeto estabelece diretrizes para garantir o bem-estar animal, prevenir maus-tratos e orientar o poder público e a sociedade sobre como lidar com cães e gatos que vivem em espaços coletivos sem tutor exclusivo, mas assistidos pela comunidade. Esses animais, conhecidos como comunitários, costumam habitar locais como ruas, praças, condomínios, universidades e mercados, onde recebem alimentação e cuidados de moradores ou frequentadores.

Segundo a parlamentar, o texto é resultado de diálogo com protetores independentes e entidades jurídicas.

“O PL Lucy é mais uma ação do nosso mandato que nasce do diálogo sério com protetores e com a Comissão Especial de Direito Animal da OAB/RN, para garantir aos animais comunitários do Rio Grande do Norte políticas públicas de proteção”, afirmou.

Ela acrescenta que a proposta também reconhece o papel de quem cuida desses animais. “Cuidadores comunitários não podem ser multados por alimentar, proteger ou zelar por cães e gatos comunitários. Cuidar não é crime, é responsabilidade coletiva.”

Saiba mais: Família denuncia omissão após morte de gata capturada em Mossoró

Projeto tem referência em método internacional

O projeto adota como referência o método internacionalmente reconhecido de captura, esterilização, vacinação, identificação e devolução ao território de origem. A estratégia busca controlar a população de forma ética e eficaz, reduzindo riscos sanitários e evitando a reprodução descontrolada, sem recorrer à eliminação dos animais.

Entre as prioridades estabelecidas estão a esterilização, a vacinação e a identificação, medidas consideradas essenciais para prevenir zoonoses e facilitar o acompanhamento veterinário. A devolução ao território é parte central da política, pois reconhece que esses animais desenvolvem vínculo com o local onde vivem e com a comunidade que os assiste.

Base técnica e científica

A proposta também determina que qualquer intervenção deve ter base técnica e científica, com fiscalização do poder público. A retirada permanente de um animal só poderá ocorrer em situações excepcionais, como necessidade comprovada de tratamento veterinário, cirurgias, campanhas sanitárias ou risco imediato à saúde pública, sempre com justificativa técnica.

Um dos pontos centrais do projeto trata da presença de animais comunitários em condomínios e espaços privados de uso coletivo. O texto estabelece que a simples existência desses animais não configura automaticamente violação das regras internas e proíbe expulsões, remoções definitivas ou desaparecimentos sem respaldo técnico.

O objetivo é evitar que voluntários sejam responsabilizados por exercer ações de proteção.

Além disso, o texto proíbe práticas como extermínio, abandono ou remoção arbitrária. O descumprimento das normas poderá resultar em responsabilização administrativa, civil e penal, conforme a legislação vigente.

O caso que deu nome

A iniciativa leva o nome de Lucy em referência à gata que morreu após ser capturada em janeiro deste ano durante uma ação de manejo no Condomínio Quintas do Lago, em Mossoró. Segundo a família, o animal vivia sob cuidados de moradores, era vacinado, acompanhado por veterinário e utilizava identificação.

Lucy desapareceu após a instalação de armadilhas nas áreas comuns do condomínio, dentro de um contrato firmado para retirada de gatos considerados comunitários. Mesmo após os tutores apresentarem comprovantes de guarda responsável, o animal não foi devolvido. No dia seguinte, foi localizado sem vida em uma clínica veterinária.

A família registrou boletim de ocorrência e denunciou possível retenção indevida e maus-tratos com resultado morte. O caso gerou um protesto com mais de cem pessoas e motivou pedidos de investigação à Polícia Civil e ao Ministério Público. Moradores e protetores também questionaram a falta de transparência sobre o destino de outros gatos capturados na mesma ação.

Para defensores da proposta, a ausência de normas claras contribui para situações de abuso sob justificativas como gestão condominial ou controle populacional. A Lei Lucy busca justamente preencher essa lacuna, estabelecendo critérios técnicos e responsabilidades compartilhadas entre poder público, gestores de espaços coletivos e comunidade.

A expectativa é que a medida contribua para reduzir conflitos, orientar políticas públicas e garantir que o manejo de animais comunitários seja conduzido de forma ética, transparente e baseada em evidências.

Fonte: saibamais.jor.br

Justiça bloqueia ações do BRB ligadas a Banco Master

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A Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) pertencentes a investigados na Operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

A decisão, em caráter liminar, foi concedida pela 13ª Vara Cível do DF após pedido do próprio BRB. A medida atinge participações acionárias avaliadas em cerca de R$ 376,4 milhões e impede a alienação dos ativos.

Embora o processo corra sob sigilo, o BRB divulgou fato relevante nesta noite informando o ajuizamento do pedido de bloqueio.

O bloqueio atinge ações vinculadas a pessoas físicas e a fundos de investimento, entre eles Deneb Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Borneo Fundo de Investimento, Siracusa Fundo de Investimento, Delta Fundo de Investimento e Asterope Fundo de Investimento, além de empresas como Blue Solutions Asset Management e Casamata Administração e Participações.

Segundo o Portal Metrópoles, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; o ex-sócio Maurício Quadrado; o investidor Nelson Tanure; e o fundador da Reag, João Carlos Mansur, tornaram-se sócios do BRB após adquirirem ações por meio de terceiros apontados como “laranjas”. Com as aquisições, o grupo Master/Reag passou a deter cerca de 25% do capital do banco público do Distrito Federal.

Ressarcimento e investigação interna

No fato relevante divulgado nesta quinta-feira (26), o BRB informou que ajuizou tutela cautelar com pedido liminar “visando o bloqueio e arresto de participações societárias detidas pelos réus no capital social do próprio BRB”.

Segundo o banco, a medida tem como objetivo possibilitar o futuro ressarcimento de prejuízos causados à instituição em razão de operações envolvendo o Banco Master, que está em liquidação extrajudicial.

O BRB declarou no processo que os empresários investigados teriam ingressado no capital social “de forma ilegal”.

A instituição também comunicou que enviou relatório preliminar da investigação interna à Polícia Federal. A apuração é conduzida pelo escritório Machado Meyer, com apoio da consultoria Kroll.

Prejuízo bilionário

O BRB é investigado pela aquisição de mais de R$ 12 bilhões em carteiras do Banco Master com indícios de fraude. A estimativa inicial é de prejuízo de ao menos R$ 5 bilhões, mas o valor exato deverá ser conhecido com a divulgação do balanço, prevista para março.

Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero. O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça e posteriormente demitido.

Compra rejeitada

Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central (BC) rejeitou oficialmente a compra do Banco Master pelo BRB, após mais de cinco meses de análise. A operação previa a aquisição de 49% das ações ordinárias, 100% das preferenciais e 58% do capital total do Master.

O negócio, anunciado em março daquele ano, já enfrentava resistência no mercado devido ao modelo de captação considerado arriscado e à qualidade questionada de parte dos ativos da instituição.

O Ministério Público Federal havia recomendado ao BRB que comprovasse a lisura e a fidedignidade dos ativos antes de qualquer aquisição, alertando para possíveis passivos ocultos e ativos inflados.

Com a rejeição do Banco Central e o avanço das investigações, o BRB busca recompor sua liquidez e seus índices de capitalização, enquanto tenta assegurar eventual ressarcimento judicial dos prejuízos.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Fachin pede indicação de nomes para comissão sobre penduricalhos

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitou nesta quinta-feira (26) que o Congresso e o governo federal indiquem representantes para a comissão que foi criada para propor um regime de transição para o pagamento dos chamados penduricalhos.

Na terça-feira (24), o Supremo e a cúpula do Congresso deram o primeiro passo para regulamentar o pagamento dos penduricalhos e decidiram fechar um acordo para a criação de regras de transição para as verbas extrateto. A proposta deve ser fechada em até 30 dias.

Fachin enviou ofícios para os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Casa Civil, Rui Costa, e a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

A tendência é que o acordo seja votado pelo Supremo no dia 25 de março, quando a Corte vai retomar o julgamento as decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

Na sessão desta quinta-feira (26), o julgamento do caso foi iniciado, mas os ministros decidiram adiar a votação para analisar a complexidade do tema. 

No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. A decisão deve aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto.

Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Natália denuncia “manobra” para blindar bets na votação do PL Antifacção

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A deputada federal Natália Bonavides (PT) denunciou o que classificou como “manobra da direita” para blindar as bets na votação do PL Antifacção (Projeto de Lei 5.82/25), aprovado na noite de terça-feira (24), em votação simbólica – sem o registro nominal de cada parlamentar – na Câmara dos Deputados.

O texto cria um novo marco jurídico para o combate ao crime organizado, aumenta penas e amplia instrumentos de repressão a facções criminosas e milícias. Os parlamentares, no entanto, rejeitaram diversas mudanças que haviam sido feitas pelo Senado Federal – entre elas, a criação da taxação das casas de apostas eletrônicas, conhecidas como “bets”, que poderia gerar, nas contas do governo federal, R$ 30 bilhões para o Fundo Nacional de Segurança Pública.

Os recursos seriam aplicados no financiamento de ações de inteligência, operações contra o crime organizado e fortalecimento do sistema prisional. Para Natália Bonavides, esse era um dos principais avanços do PL Antifacção:

“Os mesmos da direita que enchem a boca para falar de segurança para os cidadãos foram aqueles que votaram em favor das bets, dos jogos de aposta e contra mais recursos para a segurança pública do nosso país”, acusou.

Votação foi “atropelada”, segundo petista

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Ela afirmou que “a votação foi atropelada, sem direito a verificação de votos e sem votação nominal”, apesar da solicitação no sentido contrário feita ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“A condução da matéria foi totalmente desrespeitosa com as nossas prerrogativas enquanto parlamentares”, protestou a petista.

Natália ressaltou que a taxação das bets “não tinha função apenas de arrecadação”, citando os impactos dessa atividade sobre o aumento do vício em apostas no país. Ela alertou que isso tem causado o adoecimento da população, o aumento dos índices de suicídio e o endividamento das famílias.

“Atualmente, o mercado de apostas ilegais ainda movimenta cerca de 40% de recursos nesse setor. Regular, taxar e aumentar o rigor sobre as bets é fundamental se quisermos enfrentar o crime organizado, a sonegação de impostos e o adoecimento da nossa população. Taxar as bets era o mínimo que deveria ter sido garantido em favor da segurança pública, mas isso foi retirado”, lamentou.

Natália lembrou que o projeto já havia tramitado na Câmara dos Deputados, tendo sido aprovado no passado com diversas modificações polêmicas feitas pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP), principalmente o ponto que fragilizava a atuação da Polícia Federal.

As distorções foram corrigidas pelo Senado Federal, onde o texto foi melhorado pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE). Ao retornar para conclusão da votação na Câmara dos Deputados, no entanto, a matéria foi novamente modificada.

Relator no Senado criticou mudanças feitas na Câmara dos Deputados

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em mensagem publicada nas redes sociais, Alessandro Vieira disse que a Câmara dos Deputados “tem legitimidade regimental para fazer essas alterações, mas vai ficar claro para a sociedade entender quem quer combater de verdade o crime organizado do rico e do pobre e quem só tem coragem na periferia e afina na Faria Lima”.

O PL Antifacção foi enviado no dia 31 de outubro de 2025 pelo governo federal ao Congresso Nacional. O texto final, aprovado ontem, irá agora à sanção do presidente Lula (PT).

O projeto cria uma nova categoria de crime chamada de “domínio social estruturado”, que acontece quando, por exemplo, um grupo usa violência, ameaça ou coação para impor o controle de uma área, de pessoas ou de serviços de forma organizada e duradoura.

Para essa modalidade criminosa, a pena prevista é de 20 a 40 anos de prisão, podendo aumentar para 66 anos em casos agravados. Já o favorecimento a esse domínio será punido com prisão de 12 a 20 anos.

O texto define como facção criminosa toda organização ou grupo de três ou mais pessoas que usa violência ou grave ameaça para controlar territórios, intimidar populações ou autoridades, atacar serviços essenciais ou praticar atos voltados à execução dos crimes previstos na lei.

A proposta também proíbe anistia, graça, indulto, fiança ou liberdade condicional para condenados por esses crimes; determina o corte do auxílio-reclusão para dependentes de condenados por domínio ou favorecimento; estabelece a obrigatoriedade de cumprimento de pena em presídio federal de segurança máxima quando houver indícios de liderança ou comando da organização; e possibilita a redução de pena para quem praticar apenas atos preparatórios.

Fonte: saibamais.jor.br

Intermediadoras de cripto serão obrigadas a manter sigilo de usuários

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As plataformas intermediadoras de transações com criptoativos, formalmente chamadas de Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), passam a ser obrigadas a manter o sigilo das operações de seus clientes e usuários. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (26) mudanças que enquadram o setor às instituições financeiras.

Com a nova regra, a partir de 1º de março, as SPSAVs terão de obedecer à Lei Complementar 105, que estabelece a obrigatoriedade do sigilo bancário e a comunicação às autoridades em casos de indícios de crimes.

Segundo o Banco Central, a mudança promove maior isonomia regulatória e amplia a capacidade de prevenção, detecção e combate a práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro, fraudes e corrupção envolvendo ativos virtuais.

“Aumenta-se a responsabilidade de governança dessas prestadoras e consolida-se a integração plena dessas empresas ao perímetro regulatório do BC”, informou a autoridade monetária em nota.

Novas regras contábeis

Além da exigência de sigilo, o CMN e o Banco Central aprovaram resoluções que estabelecem critérios contábeis específicos para o reconhecimento, a mensuração e a divulgação de ativos virtuais pelas instituições autorizadas. As exigências contábeis entram em vigor em 1º de janeiro de 2027.

A regulamentação se aplica aos ativos previstos na Lei 14.478, de 2022, incluindo tokens de utilidade utilizados para pagamentos ou investimentos. Ficam de fora ativos que representem instrumentos financeiros tradicionais, que continuam seguindo normas próprias.

Com a nova regra, os ativos virtuais deixam de ser classificados como “outros ativos não financeiros” e passam a ter tratamento contábil específico, alinhado a práticas internacionais. Segundo o BC, a medida aumenta a transparência, a comparabilidade das informações e a previsibilidade para o mercado.

Integração ao sistema financeiro

A figura das SPSAVs foi criada em novembro de 2025, dentro do processo de regulamentação do mercado de criptoativos conduzido pelo Banco Central. O objetivo é equiparar o tratamento regulatório entre instituições financeiras tradicionais e empresas que atuam com ativos virtuais.

Para o regulador, regras mais claras tendem a ampliar a confiança de investidores, fortalecer a gestão de riscos e contribuir para a estabilidade do sistema financeiro na oferta de serviços relacionados a criptoativos.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Referência do teatro potiguar, João Marcelino conquista Prêmio Funarte

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O multiartista potiguar João Marcelino foi um dos contemplados na 2ª edição do Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes 2025, reconhecimento nacional concedido a personalidades com contribuição relevante à cultura brasileira. Natural de Macaíba, na Grande Natal, o artista construiu uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada ao teatro, atuando como diretor de arte, figurinista, cenógrafo, aderecista, dramaturgo, visagista e cineasta, além de formador de novas gerações de artistas.

Referência na cena cultural do Rio Grande do Norte, Marcelino dirigiu e colaborou com espetáculos emblemáticos, entre eles “Chuva de Bala no País de Mossoró”, Meu Seridó (2017), Hamlet (2017), A Tempestade (1994), Candeias (2021) e outros, uma soma que chega a quase 160 espetáculos.

Fundador da Cia. A Máscara de Teatro, também se destacou pelo trabalho contínuo de formação artística e pela valorização da cultura popular nordestina, consolidando-se como um dos principais nomes do teatro potiguar contemporâneo.

Ao receber a notícia da premiação, o artista destacou o caráter coletivo da conquista e a importância do reconhecimento nacional.

Este prêmio é um reconhecimento não apenas do meu trabalho e de minha paixão pelo teatro, mas de todos aqueles que, ao longo dos anos, compartilharam comigo o palco, os ensaios e a dedicação à arte. É uma honra imensa ver a cultura potiguar sendo celebrada em nível nacional e saber que contribuímos, com cada espetáculo e cada formação, para tecer a rica e diversa tapeçaria da cultura brasileira”, afirmou.

Infância entre tecidos e descoberta do palco

A relação com a criação começou ainda na infância, em casa, observando o trabalho da mãe costureira. Sentado no chão, sob a máquina de costura, acompanhava tecidos e linhas se transformarem em roupas, experiência que marcaria profundamente sua percepção estética e sua futura atuação como figurinista. Na adolescência, a pintura ampliou seu interesse pelas artes visuais, até que o contato com o teatro definiu seu caminho profissional.

A estreia ocorreu em 1980, no Grupo Manacá, sob direção de Costa Filho, onde atuou como ator, figurinista e cenógrafo. Nos anos seguintes, integrou o Teatro da Esquina Colorida e a Stabanada Cia. de Repertório, consolidando uma atuação multifacetada. Desde então, acumulou mais de uma centena de trabalhos em espetáculos no Brasil e no exterior, além de cerca de 25 prêmios nacionais e internacionais.

Ao longo da carreira, colaborou com grupos de referência, como Clowns de Shakespeare, Armazém Companhia de Teatro, Grupo Imbuaça e Coletivo Alfenim, além de companhias e espaços culturais do Rio Grande do Norte, como a Casa da Ribeira, o Grupo Estação de Teatro e a própria Cia. A Máscara de Teatro.

Reconhecimento internacional e presença na Quadrienal de Praga

O trabalho de João Marcelino também alcançou projeção internacional. Em 2015, foi convidado a participar da Quadrienal de Praga, na República Tcheca, considerado o principal evento mundial dedicado à cenografia e ao figurino, reunindo produções de mais de 60 países. O convite surgiu a partir do figurino criado para o espetáculo “Quintal de Luiz”, apresentado pelo grupo Estação de Teatro.

“Ela viu meu figurino feito para o Quintal de Luiz e me pediu para enviar o material para apreciação dos outros curadores. Mandei as fotografias de estúdio e de cena e o croqui”, relatou o artista.

O material passou a integrar a exposição e o catálogo oficial do festival, além de mostras no Brasil.

Na mesma edição, ele também participou da mostra “Confissão do Artista”, uma instalação coletiva com criadores de diferentes partes do mundo. “Na minha esfera eu coloquei os materiais que foram provocando a minha cabeça para a descoberta do figurino”, explicou, ao transformar memórias pessoais em obra artística.

Com 45 anos de carreira, João Marcelino soma 158 trabalhos em diferentes regiões do país e mantém uma atuação ativa na criação e formação teatral. Sua produção é marcada pela compreensão do figurino e da cena como extensões da narrativa, capazes de preservar memórias, identidades e experiências coletivas.

O Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes reconhece essa trajetória construída entre palcos, ateliês e salas de ensaio, consolidando João Marcelino como um dos principais responsáveis por projetar o teatro potiguar no cenário nacional e internacional.

Saiba Mais: Documentário potiguar “Mukunã” vence festival internacional no Peru

Fonte: saibamais.jor.br

CMN autoriza novo empréstimo aos Correios, no valor de R$ 8 bilhões

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Dois meses após aprovar um empréstimo de R$ 12 bilhões de bancos públicos e privados aos Correios, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou nesta quinta-feira (26) a estatal pegar mais R$ 8 bilhões em operações de crédito.

O novo empréstimo, também a ser concedido por um consórcio de bancos, permitirá à estatal completar o plano de financiamento de R$ 20 bilhões. As duas operações de crédito têm garantia da União, com o Tesouro Nacional cobrindo eventuais inadimplências dos Correios.

Os R$ 8 bilhões da segunda operação de crédito foram incluídos num sublimite criado pelo CMN, responsável por definir o quanto entes públicos – União, estados, municípios e estatais – podem pegar emprestados no sistema financeiro. Com a decisão, o limite total de crédito para os entes públicos em 2026 subiu de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões.

Remanejamentos

Além de criar um sublimite para os Correios, o CMN remanejou vários limites e sublimites de contratações de estados e municípios. Segundo o Ministério da Fazenda, as realocações têm como objetivo dar prioridade a financiamentos para o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e às parcerias público-privadas (PPP).

Em relação às operações de crédito com garantia da União (cobertura do Tesouro), as mudanças foram as seguintes:

  • Redução do sublimite geral para contratação de operações de crédito por estados e municípios, de R$ 9 bilhões para R$ 5 bilhões;
  • Criação de sublimite com garantia da União para operações de crédito contempladas no Novo PAC, no valor de R$ 2 bilhões;
  • Criação de sublimite com garantia da União para financiamento de projetos de PPP, também no valor de R$ 2 bilhões.

Para as operações de crédito sem garantia da União, os remanejamentos foram os seguintes:

  • Redução do sublimite geral de operações de crédito por estados e municípios, de R$ 6 bilhões para R$ 4 bilhões;
  • Criação de sublimite sem garantia da União para operações de crédito contempladas no Novo PAC, no valor de R$ 2 bilhões.

Tradicionalmente em janeiro de cada ano, o CMN define o limite e os sublimites para a contratação de crédito pelos órgãos públicos para os 11 meses seguintes. No entanto, por causa da autorização do empréstimo inicial de R$ 12 bilhões aos Correios, os limites para 2026 foram aprovados em dezembro de 2025.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

PF tem papel importante no combate ao feminicídio, diz diretor-geral

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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou nesta quinta-feira (26) a relevância do trabalho da instituição no combate aos casos de feminicídio no país. Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, ele respondeu aos questionamentos do apresentador José Luiz Datena sobre os recentes casos desses crimes ocorridos, principalmente, em São Paulo.

 “A PF tem um papel de integração com as agências estaduais, fundamentalmente, dando apoio em tecnologia, com o nosso conhecimento de investigações, para que as polícias civil e militar possam também atuar efetivamente nesses casos, especialmente na prevenção”.

Segundo ele, o feminicídio deve ser enfrentado “em todos os seus vetores e vieses”. “E, infelizmente, há um número crescente. É um crime de difícil atuação. Muitas vezes, é a relação íntima, familiar, relações sentimentais, que descambam para essa barbárie, que é o assassinato das mulheres por essa condição”, acrescentou.

Marielle

O diretor da PF elogiou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na condenação dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Para ele, a condenação dos envolvidos, nessa quarta-feira (25), mostra a importância das instituições brasileiras

Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, foram condenados a 76 anos e três meses pelos crimes de organização criminosa, duplo homicídio e tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle, que sobreviveu ao atentado. 

“É uma demonstração de que as instituições [do Estado] são mais fortes que o crime organizado, são mais fortes que o crime e que, quando funcionam, os resultados aparecem”.

Banco Master

Sobre as investigações envolvendo o Banco Master, Andrei Rodrigues, disse que a não obrigatoriedade de Daniel Vorcaro comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é um direito assegurado aos investigados. 

“A presença ou não de algum investigado, de maneira geral, é [ponto] pacífico na doutrina, do direito do investigado se manter em silêncio durante eventual interrogatório. E isso como corolário ao entendimento de que é desnecessário, inclusive, o comparecimento, que seria absolutamente inútil numa comissão parlamentar de inquérito.”

Fonte: Agência Brasil de Noticias