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Diário de mediador revela reviravolta em conversas entre EUA e Irã

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O acompanhamento das redes sociais do mediador da negociação entre os Estados Unidos e o Irã revela que, em um período de 48 horas, as conversas sobre os limites do programa nuclear iraniano experimentaram uma reviravolta, que terminou com uma ofensiva militar e centenas de mortes.

O ataque dos Estados Unidos e de Israel a cidades iranianas neste sábado (28) acontece em meio a rodadas de encontros entre representantes do presidente americano, Donald Trump, e do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Há anos, os países discutem os limites do programa nuclear iraniano. Enquanto o Irã sustenta que é para fins pacíficos, os Estados Unidos e alguns aliados, mais notadamente Israel, acusam fins militares.

Acordos

Em 2015, o então presidente americano Barack Obama, do Partido Democrata, firmou um acordo com os iranianos, que aceitariam a limitação da capacidade de enriquecimento de urânio em troca de alívio de sanções econômicas.

O nível de enriquecimento de urânio pode determinar se um programa nuclear é pacífico ou não.

Donald Trump, do Partido Republicano, adversário de Obama, assumiu o primeiro mandato como presidente em 2017 e, já no segundo ano, 2018, retirou o país do acordo com o Irã.

Mas, em 2025, primeiro ano do segundo mandato, Donald Trump voltou a sinalizar ao Irã a necessidade de um novo acordo.

Em meio à pressão e ameaça de guerra, o país do Oriente Médio voltou à mesa de negociação, que tem um mediador externo: o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr AlBusaidi.

Omã é um país do Oriente Médio ao sul do Irã, separado pelo Golfo de Omã, e tem em seu território a Península de Musandam, um enclave que forma o estreito de Ormuz.

Após os ataques americanos, o Estreito de Ormuz recebeu holofotes da indústria do petróleo, pois passam por ali cerca de 20% da produção mundial.

O receio de analistas é que o Irã bloqueie o estreito, o que levaria à escalada do preço da matéria-prima no mercado internacional.

Pelo perfil no X (antigo Twitter), Badr AlBusaidi mostra que 48 horas foram suficientes para a esperança de paz ser transformada em “consternação”.

Acompanhe a cronologia:

22 de fevereiro:

O mediador diz estar satisfeito em confirmar que uma rodada de conversa entre os dois países acontecerá em Genebra, Suíça, na quinta-feira (26), “com um impulso positivo para ir além e buscar a finalização do acordo”.

26 de fevereiro:

O ministro de Omã declara que as negociações terminaram o dia com “progresso significativo”, e que os negociadores voltariam aos seus respectivos países para consultas.

“Discussões em nível técnico ocorrerão na próxima semana em Viena”, anunciou.

27 de fevereiro:

Badr Albusaidi publicou a foto de um encontro com o vice-presidente americano, J.D. Vance, e escreveu que ambos compartilharam detalhes da negociação em andamento e o progresso alcançado até então.

“Sou grato pelo engajamento deles e espero avanços adicionais e decisivos nos próximos dias. A paz está ao nosso alcance”, concluiu.

Ainda na sexta-feira (27), o mediador compartilhou o vídeo de uma entrevista dele à rede de TV americana CBS News. Segundo ele, a entrevista foi para explicar que um acordo de país estava ao alcance.

“Sem armas nucleares. Nunca. Estoque zero. Verificação abrangente. De forma pacífica e permanente. Vamos apoiar os negociadores para concluir o acordo”, escreveu.

28 de fevereiro:

Neste sábado, dois dias depois de dizer que a negociação tinha atingido “progresso significativo” e no dia seguinte ter manifestado que a paz estava “ao alcance”, o mediador declarou estar “consternado”.

“As negociações ativas e sérias foram mais uma vez prejudicadas. Nem os interesses dos Estados Unidos nem a causa da paz global são bem atendidos por isso”.

Badr Albusaidi escreveu ainda que reza “pelos inocentes que irão sofrer”. “Peço aos Estados Unidos que não se deixem arrastar ainda mais. Esta não é a sua guerra”, apelou.

Mortes

Segundo o Crescente Vermelho, organização civil humanitária que atua no Oriente Médio, a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas. Em uma escola para meninas no sul do país, pelo menos 85 alunas foram mortas no bombardeio.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Conselho de Segurança faz reunião de emergência após ataques ao Irã

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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza reunião de emergência, neste sábado (28), sobre os ataques no Oriente Médio. Na pauta na reunião estão os ataques realizados por Estados Unidos e Israel ao Irã. A reunião está sendo transmitida ao vivo.

O Conselho de Segurança, composto por 15 membros, cada um com direito a um voto, é responsável por manter a paz e a segurança internacionais.

O grupo assume a liderança na determinação da existência de uma ameaça à paz ou de um ato de agressão. Ele insta as partes em disputa a resolvê-la por meios pacíficos e recomenda métodos de ajuste ou termos de acordo. O conselho pode recorrer à imposição de sanções ou mesmo autorizar o uso da força para manter ou restaurar a paz e a segurança internacionais.

De acordo com a Carta das Nações Unidas, todos os Estados-Membros são obrigados a cumprir as decisões do conselho.

Além dos cinco membros permanentes – China, França, Federação Russa, Reino Unido e Estados Unidos –, fazem parte do Conselho de Segurança: Bahrein, Colômbia, República Democrática do Congo, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá, Somália. Cada um deles, com mandatos de dois anos.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Roda formativa debate segurança alimentar e moradia digna da população trans em Natal

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Uma roda formativa voltada à justiça climática, segurança alimentar e direito à moradia digna será realizada neste sábado (28), a partir das 8h, no Salão de Eventos do Bosque das Mangueiras, em Natal. A atividade é organizada pela Rede Inclusivah! e pretende ampliar o debate sobre como as mudanças climáticas e as desigualdades sociais impactam diretamente a população LGBTQIA+, especialmente pessoas trans e travestis no Rio Grande do Norte.

O encontro busca criar um espaço de educação popular, troca de experiências e fortalecimento comunitário, reunindo participantes, movimentos sociais e organizações parceiras. Segundo Luá Belli, diretora executiva da Rede Inclusivah!, a proposta é ampliar a visibilidade do tema e fortalecer a incidência política dessas pautas:

“Buscamos ampliar o debate público e político sobre a relação entre mudanças climáticas, direito à moradia digna e segurança alimentar para pessoas trans e travestis no Rio Grande do Norte. Queremos construir um espaço de educação popular e troca de experiências que fortaleça a organização comunitária, a produção de conhecimento coletivo e a visibilidade dessa pauta”, afirmou.

A iniciativa também pretende consolidar uma rede de diálogo entre pessoas trans, organizações e movimentos sociais, contribuindo para que essas demandas sejam incorporadas em políticas públicas e nas agendas de justiça climática. De acordo com a organização, discutir o tema sob a perspectiva LGBTQIA+ é urgente diante das desigualdades estruturais que já colocam essa população em situação de maior vulnerabilidade social.

“A Rede Inclusivah! foi uma das primeiras organizações no Brasil a trazer para o debate o conceito de transfobia ambiental, que evidencia como pessoas trans e travestis acabam sendo mais expostas às consequências socioambientais justamente por já viverem processos históricos de exclusão social. Portanto, falar de justiça climática também é falar de justiça social, de direito à cidade, de acesso à alimentação e de garantia de condições dignas de vida para todas as pessoas”, explicou Luá Belli.

A expectativa é reunir cerca de 40 pessoas trans e travestis em um ambiente seguro de diálogo e aprendizagem coletiva. Esta será a primeira roda formativa no Rio Grande do Norte baseada em educação popular com foco específico na relação entre mudanças climáticas, moradia digna e segurança alimentar a partir da vivência dessa população.

Durante a atividade, também será realizada a doação de alimentos às participantes, por meio de parcerias com organizações sociais, como forma de enfrentar a insegurança alimentar. Segundo a Rede Inclusivah!, aproximadamente 80% das pessoas envolvidas na ação vivem em situação de insegurança alimentar, o que reforça a necessidade de iniciativas que integrem debate político e ações concretas de apoio.

Interessados em participar podem confirmar presença por meio do Instagram da organização (@inclusivah). O objetivo é ampliar a rede de apoio e fortalecer o debate público sobre justiça climática e direitos fundamentais no estado.

SAIBA+
Transcidadania qualifica pessoas trans e travestis com foco no mercado de trabalho



Fonte: saibamais.jor.br

Pix por aproximação completa um ano com baixa adesão

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Modalidade criada para acelerar as transações via Pix, o Pix por aproximação completa um ano neste sábado (28) com o desafio de atrair o interesse do público. Segundo as estatísticas mais recentes do Banco Central (BC), as transferências de dinheiro nessa categoria corresponderam a apenas 0,01% do total de transações Pix e a 0,02% do valor movimentado em janeiro.

De um total de 6,33 bilhões de transferências Pix no mês passado, apenas 1,057 milhão foi realizado por meio da aproximação do celular a uma maquininha de cartão ou a uma tela de computador. Em relação aos valores, R$ 568,73 milhões foram movimentados, de um total de R$ 2,69 trilhões em janeiro.

Segundo o diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), Gustavo Lino, as restrições de segurança do Banco Central e os limites operacionais tornam a adesão ao Pix por aproximação mais lenta. No entanto, ele diz que os últimos meses mostram tendência de expansão na modalidade, principalmente entre empresas.

“O potencial é grande, sobretudo quando a oferta amadurece e passa a suportar mais casos de uso, inclusive no ambiente corporativo, mantendo a confiança como fundamento”, afirma.

Para Lino, com a consolidação da oferta do Pix por aproximação pelo comércio e pelas demais empresas, o uso tende a expandir-se, principalmente em pontos de venda com grande fila. “Um ano depois, o Pix por aproximação reforça a direção de evolução do Pix para estar mais presente em pagamentos de alta recorrência e no ponto de venda”, acrescenta.

No caso de pagamentos no ambiente corporativo, em que uma filial transfere recursos para a matriz, por exemplo, o diretor executivo da Init acredita que o desenvolvimento de jornadas (procedimentos de pagamento) específicas para empresas ampliará o interesse. Segundo ele, todo o processo está sendo feito com a preservação dos controles de segurança.

Evolução

Apesar da baixa participação no sistema Pix, a modalidade de aproximação tem crescido. Em julho de 2025, cinco meses depois do lançamento, apenas 35,3 mil transações nessa opção tinham sido feitas. Em novembro do ano passado, o número de transferências ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão.

Os montantes crescem de forma exponencial. De R$ 95,1 mil em julho do ano passado, pulou para R$ 1,103 milhão no mês seguinte, para R$ 24,205 milhões em novembro e atingiu R$ 133,151 milhões movimentados em dezembro.

Limites de segurança

Para inibir golpes por criminosos que usam maquininhas de cartões para retirar valores, o BC estabeleceu limite padrão de R$ 500 a cada Pix por aproximação quando a transação é feita via Google Pay, carteira digital para dispositivos Android, presente em pouco mais de 80% dos celulares dos brasileiros.

Quando a transferência é feita pelos aplicativos das instituições financeiras, obrigadas a oferecer o Pix por aproximação, os limites podem ser alterados.  O correntista pode diminuir o valor por transação e também criar um valor máximo por dia.

Diferencial

O grande diferencial do Pix por aproximação está na rapidez da transação. No Pix tradicional, o usuário tem de abrir o aplicativo do banco, conectar-se à internet, inserir a chave ou escanear um Código QR e digitar a senha.

Para usar a modalidade por aproximação, basta abrir a carteira digital ou o aplicativo da instituição e encostar o celular na maquininha ou na tela do computador em caso de compras em sites. Basta ativar a função Near Field Communication (NFC) nas configurações do smartphone.

A modalidade aproxima a experiência de pagamento à dos cartões de crédito e de débito com aproximação. Isso reduz o tempo de pagamento em comércios com alto fluxo de público ou grandes filas.

>> Entenda como funciona o Pix por aproximação

Cuidado com juros

Diversas instituições financeiras usam o Pix por aproximação para oferecer o Pix pago com cartão de crédito. O pagador, no entanto, precisa estar atento porque, nesses casos, há cobrança de juros.

Em dezembro, o BC desistiu de regular o Pix Parcelado, mas as instituições financeiras podem oferecer o parcelamento com juros do Pix, desde que usem nomes similares, como Pix no Crédito ou Parcele o Pix.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

UERN abre centro pioneiro no país para pesquisas em arqueologia e paleontologia

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A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) inaugurou na manhã desta quinta-feira (27) o Centro de Pesquisa da Pré-História João de Araújo Pereira Neto (CPPH), apresentado como o primeiro do Brasil a reunir, em um mesmo espaço, pesquisas em arqueologia e paleontologia. A solenidade contou com autoridades, representantes da comunidade acadêmica e uma apresentação cultural dos Ursos da Baixinha.

O CPPH nasce com uma atribuição central: guardar acervos científicos, função para a qual está oficialmente autorizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O centro já abriga 80 acervos científicos na Reserva Técnica, com cerca de 50 mil artefatos culturais.

A implantação do equipamento vinha sendo construída há anos e teve o professor Valdeci Santos entre os principais articuladores. Emocionado durante a cerimônia, ele lembrou que deixou o emprego de bancário para seguir a carreira acadêmica na Uern há 28 anos e dedicou a inauguração ao professor João de Araújo (in memoriam), homenageado no nome do centro. “Gratidão imensa ao meu amigo João. Onde ele estiver, está aplaudindo essa conquista”, afirmou.

Familiares do professor homenageado acompanharam a inauguração. A viúva, D. Maria Neusa, disse que o centro deve impactar a vida estudantil e ressaltou o valor simbólico da homenagem. “Hoje está sendo concretizada essa obra que será importante para todos os estudantes. É uma pena ele não estar aqui, mas seu nome será eternizado por todo trabalho que ele realizou. Ele acreditava no poder transformador da educação”, declarou.

A reitora da Uern, Cicília Maia, destacou o empenho de Valdeci Santos e projetou o CPPH como espaço de formação. “Precisamos aqui registrar o nome do professor Valdeci, coordenador geral desse equipamento, que tem um trabalho implicado nacionalmente e internacionalmente. Aqui com certeza será um espaço para a formação acadêmica dos nossos estudantes em nível de graduação e pós-graduação, e estamos muito felizes com essa parceria”, disse.

A sede do CPPH foi viabilizada por convênio formalizado em 18 de maio de 2022 entre o Iphan-RN, a Uern e a Companhia Paranaense de Energia (Copel). O orçamento total estimado é de R$ 1,2 milhão. O centro conta com reserva técnica de arqueologia, laboratório arqueológico, laboratório de informática e pesquisa, sala de professores, sala de guarda de material paleontológico, sala de datações e outros ambientes de apoio às atividades.

“Dia histórico”, dizem representantes

Representando a presidência do Iphan, Deyvesson Gusmão citou o desafio de interiorizar a pesquisa e avaliou que a entrega tem peso para a universidade e para o instituto. “Temos o desafio de internalizar a pesquisa no Estado e a Uern faz muito bem isso. Então essa entrega tem uma importância muito grande para a Universidade e também para o Iphan”, afirmou.

O superintendente do Iphan, João Gentil, chamou a data de histórica para o Rio Grande do Norte. “Isso é mais que a entrega de um equipamento, é o compromisso com a ciência e com a memória de um povo”, declarou.

Representando a governadora do RN, o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Alexandre Lima, defendeu o centro como ferramenta de resgate histórico e reforçou a necessidade de pesquisa para reposicionar narrativas apagadas. “Para isso é preciso pesquisas, e essa iniciativa é fundamental para que essa história negada e esquecida possa ser recolocada no centro, para que assim o país possa ter um projeto de desenvolvimento pleno”, disse.

Impacto para estudantes e pesquisas

Com infraestrutura e equipamentos descritos como modernos, o CPPH foi apresentado como suporte a atividades de ensino, pesquisa e extensão. Valdeci Santos afirmou que o espaço deve atender estudantes de graduação e pós-graduação, especialmente dos cursos de História e Biologia, dando suporte à produção de monografias, dissertações e teses.

O estudante João Lucas Linhares, do 9º período de História e bolsista de iniciação científica, destacou a dimensão prática do centro. “Eu acho que um prédio desse contribui à medida de que ele proporciona a experiência prática de lidar com o material, fazer a curadoria de materiais arqueológicos, tendo essa experiência também multidisciplinar”, afirmou.

Durante a solenidade, Cicília Maia entregou um ofício a representantes do Iphan solicitando apoio institucional para implantar o Centro de Preservação das Memórias dos Povos Originários e Afrodescendentes. A proposta prevê um espaço permanente para preservação de acervos documentais, orais, imagéticos e audiovisuais, além de ações em parceria com comunidades tradicionais, movimentos sociais, escolas e órgãos públicos. A líder indígena Lúcia Paiacu acompanhou a cerimônia e discursou em defesa dos povos originários.

Fonte: saibamais.jor.br

Israel diz que cerca de 200 caças atingiram mais de 500 alvos no Irã

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A Força Aérea Israelense (IAF, na sigla em inglês) confirmou que mais de 500 alvos foram atingidos neste sábado (28) no Irã, durante campanha militar desencadeada por Israel e pelos Estados Unidos.

De acordo com publicação da força israelense nas redes sociais, cerca de 200 jatos militares participaram da ofensiva contra o arsenal de mísseis e os sistemas de defesa aérea da Guarda Revolucionária Islâmica no oeste e no centro do Irã.

Israel classificou a ofensiva como o “maior sobrevoo militar da história” das Forças de Defesa Israelenses (IDF, em inglês).

“Mais de 500 alvos foram atingidos, incluindo sistemas de defesa aérea e lançadores de mísseis em diversas localidades do Irã simultaneamente”, detalha a publicação.

Mortos e feridos

Os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel deixaram ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas.

A informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização civil humanitária, e foi reportada por agências de notícias, como a árabe Al Jazeera.

Ainda segundo a Crescente Vermelho, 24 das 31 províncias iranianas foram alvo de ataques. Províncias são organizações territoriais administrativas, equivalentes aos estados, aqui no Brasil.

Escola de meninas

De acordo com a oficial Agência de Notícias da República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), um dos ataques foi em uma escola de meninas, na cidade de Minab, na província de Hormuzgan, sul do país, deixando pelo menos 85 alunas mortas.

Em outra ofensiva, 18 civis foram mortos em uma área residencial na cidade de Lamerd, província de Fars, também no sul do Irã.

O governador da província, Ali Alizadeh, disse que os ataques atingiram um complexo esportivo, um salão ao lado de uma escola e mais dois locais residenciais. Ele disse acreditar que o número de mortes iria aumentar, uma vez que havia feridos.

Ofensiva e reações

Os ataque dos Estados Unidos e de Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento iraniano.

Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A ONU pediu um cessar-fogo na região.

Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos.

Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

“Universo Poético” de Assis Marinho abre seu picadeiro na Pinacoteca Potiguar

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Estreia neste sábado (28), às 10h, na Pinacoteca Potiguar, a exposição “Hoje Tem Espetáculo – O Universo Poético de Assis Marinho”, uma homenagem à trajetória do artista paraibano radicado no Rio Grande do Norte que transformou dor em cor, memória em cena e o sertão em picadeiro.

A mostra, com curadoria do procurador Manoel Onofre Neto, membro do Conselho Estadual de Cultura (CEC), reúne obras inéditas e trabalhos pertencentes a colecionadores para apresentar um panorama sensível da produção de Francisco de Assis Marinho de Farias.

Nascido em 1960, em Cubati (PB), ele chegou ainda criança ao Rio Grande do Norte, depois que a família deixou o seridó paraibano para escapar da seca. Foi em São João do Sabugi que o menino autodidata começou a desenhar o mundo à sua volta — um mundo atravessado pela estiagem, pela religiosidade popular, pelas festas e pelas ausências.

A pintura de Assis Marinho carrega uma marca recorrente: personagens de olhar melancólico, quase sempre frontal, que parecem encarar o espectador e pedir escuta.

Eles são retirantes, palhaços, santos humanizados, pescadores e figuras do imaginário nordestino que condensam uma biografia feita de perdas profundas e recomeços.

Autodidata, Assis construiu uma linguagem própria, com traços sintéticos e paleta contida, além de forte carga expressionista. Em vez do excesso, a síntese. Em vez do adorno, a emoção crua.

Os seus quadros não descrevem apenas cenas: expõem estados de alma. Como observa o curador, é uma arte que nasce da experiência vivida — não há distanciamento entre artista e personagem, mas sim uma fusão.

Traço artístico era reconhecido desde a infância

Assis Marinho com o amigo Severino Ramos, dono do Sebo Balalaika. Foto: Acervo Pessoal

Amigo de Assis Marinho há 50 anos, o produtor cultural Severino Ramos, proprietário do Sebo Balalaika, localizado na Cidade Alta, conta como o traço artístico do artista já era reconhecido desde a infância.

“Muito cedo, aos cinco anos, Assis começou a desenhar os santos que o pai fazia. Como a família passava muita necessidade porque o pai era alcoólatra e voltava com pouca comida para casa, pois bebia tudo que conseguia, Assis fugiu para Caicó com oito anos de idade, onde viveu como menino de rua. Uma vez ele entrou no mercado maltrapilho, descalço, pegou um lápis e um papel que alguém deu e começou a desenhar uma mulher muito bonita e elegante que estava no local, depois mostrou o desenho a ela. A mulher era a esposa do tabelião da cidade, que ficou encantada com o desenho, lhe deu comida, roupa e se comprometeu em lhe deixar de volta a São João do Sabugi”, narrou.

Severino Ramos contou, ainda, que o amigo voltou para São João do Sabugi, mas alguns anos depois fugiu de casa para Natal. Na capital potiguar, chegou a ser acolhido por uma família que morava na Rua Mossoró, no bairro de Petrópolis, mas terminou indo parar na rua, onde ganhava um trocado como flanelinha, sem nunca parar de desenhar.

Ele chegou a passar um ano na antiga Febem (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor), depois morou com um irmão em São Paulo e passou outro tempo novamente na rua, na Praça da República, até começar a ganhar dinheiro como retratista.

De volta a Natal, casou com Rosélia, com quem teve dois filhos: Abel e Rudá. Uma tragédia, porém, marcou em definitivo a vida de Assis Marinho.

O ano era 1990, ele ia com o filho mais velho, Rudá, dirigindo de Caicó para São João do Sabugi. A certa altura da estrada, perdeu o controle do carro em uma curva. O veículo capotou e o menino, à época com oito anos, morreu.

“Ele voltou muito desequilibrado, a mulher ficou muito magoada, pegou o outro filho e foi morar no Rio Grande do Sul, onde está até hoje. Assis ficou muito desolado e só contava com a presença de alguns amigos”, lamentou Severino Ramos.

Saiba Mais: Artes plásticas: os olhos tristes na arte de Assis Marinho 

Um espetáculo em seis atos

“O Quixote Sertanejo – O Artista e seus Espelhos” I Foto: Divulgação

A exposição em homenagem a Assis Marinho foi concebida como uma espécie de montagem teatral sob a lona simbólica de um circo. O percurso se organiza em seis núcleos ou “atos” que entrelaçam a vida e a obra do artista.

O visitante começa por “O Quixote Sertanejo – O Artista e seus Espelhos”, em que Assis se projeta na figura do cavaleiro idealista que insiste em lutar contra moinhos de vento. A metáfora é direta: a arte como enfrentamento, mesmo quando o mundo parece adverso.

Em “Ciranda dos Sonhos – Infância e Imaginação”, a infância no interior surge como território de invenção e abrigo. Já em “Arena do Sertão – Memória, Festa e Resistência”, o contraste marca a cena: a poeira dos retirantes convive com a poeira festiva dos forrós, revelando a tensão permanente entre dureza e celebração.

“Arena do Sertão – Memória, Festa e Resistência” I Foto: Divulgação

A espiritualidade aparece em “Procissão da Poesia – O Sagrado em Cena”. Os santos de Assis não ocupam pedestais inalcançáveis; caminham entre as pessoas, compartilham fragilidades. É uma religiosidade humanizada, mais próxima do chão do que do altar.

Com a chegada do artista a Natal, o mar passa a integrar sua iconografia. Em “Entre Marés – Desfrute à Beira-mar”, jangadas, pescadores e a mística litorânea ganham protagonismo. A obra “Santa Ceia dos Pescadores” sintetiza esse encontro entre fé e cotidiano.

O Beco da Lama, na Cidade Alta, reduto cultural e boêmio da capital, inspira o núcleo “Em Torno do Beco – Boemia e Resistência”. Ali, a criação coletiva e os afetos se misturam. O diálogo com esculturas do mestre seridoense Ivan do Maxixe, que receberam intervenções de Assis e outros artistas, reforça esse espírito colaborativo.

No encerramento, o “Grand Finale” reúne personagens e símbolos no centro do picadeiro. O palhaço — figura recorrente na obra de Assis — surge como alter ego do artista. É a síntese de sua poética: riso e dor coexistindo na mesma máscara.

Arte, fragilidade e recomeço

Assis Marinho. Foto: Maycon Saraiva

A trajetória de Assis Marinho não é dissociável de sua produção. As tragédias familiares ao longo da vida, como a morte do filho Rudá, desencadearam um quadro de alcoolismo que impactou sua rotina e sua inserção no circuito artístico.

Hoje, acolhido em uma casa de apoio em Emaús, na Região Metropolitana de Natal, ele voltou a produzir com regularidade.

Nesse contexto, a exposição ganha também um sentido de cuidado e reconhecimento. Mais do que retrospectiva, é um gesto de reintegração simbólica de um artista que, apesar das adversidades, nunca deixou de pintar seus personagens de olhos tristes — olhos que, paradoxalmente, iluminam.

A a mostra permanece em cartaz até o final de março e conta com apoio do Sebrae-RN, do advogado Robson Maia Lins e do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, Fundação José Augusto, Pinacoteca Potiguar/Palácio Potengi e Conselho Estadual de Cultura do RN.

Serviço

O que: Exposição Hoje Tem Espetáculo – O Universo Poético de Assis Marinho
Quando: 28 de fevereiro a 30 de março
Onde: Pinacoteca Potiguar – Praça Sete de Setembro, Cidade Alta, Natal
Funcionamento: terça a sexta, das 8h às 17h; sábado e domingo, das 9h às 16h
Entrada: gratuita

Fonte: saibamais.jor.br

Brasil deve adotar cautela entre EUA e Irã, parceiro do Brics

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O Brasil deve adotar postura cautelosa em relação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, neste sábado (28). Esse comportamento é explicado por um cenário em que o governo brasileiro conduz negociações tarifárias com os americanos e tem nos iranianos um aliado que forma o Brics, grupo de nações do chamado Sul Global.

A avaliação é de especialistas em relações internacionais ouvidos pela Agência Brasil. Na manhã deste sábado, o governo brasileiro emitiu um comunicado em que condena a ofensiva e defende negociações como caminho para a paz. 

Negociação é a “posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, diz a nota do governo, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.

“O Brasil apela a todas as partes que respeitem o direito internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”, completa o comunicado.

Mesmo em meio a negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano, os Estados Unidos realizaram uma ofensiva militar contra alvos no território iraniano. Israel também executou ataques.

O Irã retaliou com o lançamento de mísseis a países vizinhos que ostentam bases americanas. O país do Oriente Médio sustenta que o desenvolvimento de tecnologia nuclear tem fins pacíficos.

Cautela

O professor Feliciano de Sá Guimarães, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), defende que o Ministério das Relações Exteriores brasileiro tem que encontrar uma “posição intermediária” entre Irã e Estados Unidos.

“Como o Irã agora é um membro dos Brics, o Brasil se coloca em uma posição difícil de criar um tipo de posição em que não seja abertamente contra o Irã e não seja abertamente contra os Estados Unidos, dado que o Brasil tem essa negociação com os Estados Unidos”, avalia.

Há a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontre com Trump nos Estados Unidos, no fim de março.

A negociação a qual se refere Feliciano trata de tarifas de importação impostas em agosto passado pelo governo Trump. O Brasil chegou a ter produtos tarifados em até 50%. 

Ao elevar taxas sobre produtos importados, o governo dos Estados Unidos justifica que pretende proteger a economia americana, já que, com taxação, os americanos tenderiam a fabricar produtos localmente em vez de adquiri-los no exterior. 

Desde então, os governos brasileiro e americano negociam formas de buscar acordos para a parceria comercial. Houve retiradas de produtos da lista de tarifas.

No dia 20 de fevereiro, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão de Trump, que reagiu impondo tarifa de 10% a diversos países. 

O professor titular aposentado de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Williams Gonçalves destaca que a posição de cautela que precisa ser adotada pelo Brasil tem a ver com o fato de o país ser fundador do Brics, grupo que reúne 11 países-membros e 10 países-parceiros que se definem como Sul Global.

A Rússia e a China, dois importantes aliados do Irã, também são fundadores do Brics, em 2006. O Irã passou a ser país-membro em 2024.

“O Brasil tem uma relação com a Rússia e com a China forte e tem uma relação não tão forte, mas tem uma relação com Irã”, assinala o professor.

“Estão todos [países] dentro do mesmo barco do Brics, todos engajados, pelo menos teoricamente, na ideia de mudança da ordem internacional”, enfatiza Gonçalves.

Determinação dos povos

Williams Gonçalves lembra que o Brasil tem adotado cautela também em virtude das ações de Trump na Venezuela.

“O regime de Trump foi lá e sequestrou um presidente da República na América do Sul, nosso vizinho”, cita, em referência à captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

“Nossa posição tem sido de muita cautela, procurando assim não fazer nada que aparente ser uma provocação ou uma reação forte”, afirma.

No entanto, Gonçalves entende que o desdobrar dos acontecimentos pode exigir posições mais fortes do Brasil. Ele cita a pretensão declarada dos Estados Unidos de mudar o regime no Irã.

“O Brasil, que sempre defendeu a autodeterminação dos povos, que sempre defendeu o princípio da não ingerência, não pode agora apoiar governos que intervenham em outros estados com a finalidade de mudar o sistema político escolhido pelo seu povo”, avalia.

Crítica e negociação

O pesquisador do Núcleo de Inteligência Internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV) Leonardo Paz Neves acredita que o Brasil pode ser afetado de forma limitada pelo conflito no Oriente Médio.

Segundo ele, o posicionamento do governo foi “protocolar”, criticando o ataque.

“Não acho que o presidente Lula e o Brasil vão se engajar muito nesse conflito. Está muito longe do Brasil, não tem grandes interesses específicos do Brasil nesse processo. Obviamente o Brasil está em uma tentativa muito prolongada de negociação com os Estados Unidos”, avalia.

Ao comentar a possível viagem de Lula aos Estados Unidos em março, o pesquisador diz acreditar que o país deve manter posição “crítica institucional”, chamando Irã e Estados Unidos para voltarem à mesa de negociação.

“Mas sem se envolver muito fortemente porque tem muito a perder”, ressalta.

“Ele [Lula]sabe como o Trump funciona, e antagonizar com o Trump agora é atrair uma atenção negativa para o Brasil muito grande”, justifica.

Comércio com Irã

Para Leonardo Paz Neves, os efeitos econômicos que o Brasil pode sofrer com a escalada do conflito passam pelo petróleo, que pode subir de preço. 

“O que gera inflação. Toda vez que o petróleo sobe ─ o petróleo é base de cadeia ─ então impacta em diversos setores”.

Outro reflexo, acrescenta o pesquisador, é no comércio internacional com o Irã.

“O Irã é um importador importante dos produtos brasileiros, especialmente a soja, o milho e alguma coisa de proteína”, lista.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em 2025, a corrente de comércio Brasil-Irã ficou em US$ 3 bilhões, o equivalente a mais de R$ 15 bilhões. O Brasil tem superávit na relação comercial, tendo exportado US$ 2,9 bilhões e importado US$ 85 milhões.

O Irã foi no ano passado o 31º país para os quais o Brasil mais exportou. O principal produto de exportação é o milho não moído, que responde por 67,9% do valor dos embarques. Em seguida aparece a soja, com 19,3%.

“Se o conflito escalar muito e tiver o Irã cercado pela marinha americana, vai ser um problema mandar a exportação brasileira para lá. Vai ter alguns setores aqui no Brasil que vão sofrer um pouco, perder um importante comprador”, diz.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Quem vai pagar a reconstrução da santa abandonada por Álvaro Dias?

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Janeiro de 2024… O então prefeito de Natal, Álvaro Dias, visitou a área onde será edificada uma estátua de Nossa Senhora de Fátima, com 35 metros, na zona norte de Natal. Na ocasião, sua secretária de Parcerias-Público-Privadas, Danielle Mafra, anuncia a realização de estudos de solo e a contratação de um artista para edificar o monumento.

Dezembro de 2024… Um dia após o Natal, desembarca em Natal a imagem gigantesca de santa, feita pelo artista pernambucano Ranilson Viana, ao custo de R$ 5,2 milhões, por ordem da Secretaria de Infraestrutura da prefeitura de Natal – a mesma da engorda (de bolsos) de Ponta Negra e da operação calçada nova que sorveu alguns milhares de reais para fins questionáveis.

A estátua, feita em material altamente inflamável (fibra de vidro e isopor), chegou em pedaços para ser montada na área onde a igreja católica constrói um santuário. Passou um ano ao relento, à espera de conclusão da obra (ou do pagamento pela prefeitura?).

Fevereiro de 2026… Todo o corpo da gigantesca imagem de Nossa Senhora de Fátima foi consumido, em minutos, pelas chamas. Sua inauguração, prevista para 13 de maio, foi cancelada e esse triste incidente acabou revelando muito do que não se sabia sobre a obra e uma série de coincidências envolvendo mais essa herança do ex-prefeito Álvaro.

Primeiro, pela pressa com que a prefeitura divulgou sua versão oficial sobre o acidente, como se quisesse evitar uma investigação de rotina em casos como esses, dos técnicos do Corpo de Bombeiros ou do Conselho Regional de Engenharia, que até agora continuam calados em sua omissão.

Depois, pela justificativa do injustificável, atribuindo a ocorrência a um curto-circuito provocado em uma máquina de solda que estava sendo usada na instalação da imagem, como se isso não fosse grave o suficiente para merecer uma investigação mais séria, inclusive da polícia.

Outra coincidência… As chamas ainda ardiam retorcendo a estrutura de ferro que sustentava a estátua quando se viu na TV, o criador da obra, Ranilson Viana, prometendo a conclusão da nova santa daqui a sete meses. Ele não parecia chocado com a perda de seu trabalho, como se tudo houvesse sido feito de caso pensado.

É mais uma coincidência que o prazo dado pelo artista para inauguração da nova santa caia em setembro, às véspera das eleições que o ex-prefeito de Natal e a esposa do atual precisam de votos dos católicos da zona norte de Natal para se eleger?…

Curioso é que não se falou, em momento algum, no quanto essa nova obra vai custar, nem de onde sairá o dinheiro para custeá-la. Será ela bancada pelo artista Ranilson Viana, cuja equipe provocou a destruição da santa ou pelos cofres da prefeitura em plena campanha eleitoral, como ocorreu com a engorda (de bolsos) de Ponta Negra?…

E onde está o engenheiro responsável pela obra que não deu caras? E o CREA que é implacável com as reformas dos mais pobres? E o Ministério Público, o Tribunal de Contas, o Corpo de Bombeiros, os vereadores de Natal e outras instituições que deveriam fiscalizar as obras da prefeitura e não o fizeram, onde estão?…

Será que eles não viram qualquer irregularidade em mais essa obra?… Ou se omitiram com medo de serem punidos pela Santa Madre Igreja Católica?…

Indícios existem. A começar pela demora na conclusão da obra – mais essa – abandonada pelo prefeito Álvaro Dias, que empenhou tudo o que tinha e raspou o caixa da prefeitura para eleger seu sucessor, o atual prefeito Paulinho Freire.

Foi assim, também, com a engorda (de bolsos) da praia de Ponta Negra, com o Hospital no Planalto, com o mercado da Redinha e um sem número de praças, entre outras obras inauguradas pelo ex-prefeito sem estarem prontas. Mais uma vez vai ficar tudo por isso mesmo?… Que Nossa Senhora de Fátima, a protetora das famílias, da infância e intercessora contra os perigos e forças malignas, abandone os que lhe abandonaram.

Fonte: saibamais.jor.br

Itamaraty desaconselha viagens a 11 países após ataque ao Irã

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O Ministério das Relações Exteriores emitiu neste sábado (28) um alerta consular orientando brasileiros a evitarem viagens a 11 países do Oriente Médio, após a escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo o comunicado, a medida foi adotada “à luz da recente escalada das tensões no Oriente Médio”.

A recomendação é que cidadãos não se desloquem para:

  • Irã;
  • Israel;
  • Catar;
  • Kuwait;
  • Emirados Árabes Unidos;
  • Bahrein;
  • Jordânia;
  • Iraque;
  • Líbano;
  • Palestina;
  • Síria.

Orientações

Para brasileiros que já estão nesses países, o Itamaraty recomenda atenção redobrada e cumprimento rigoroso das orientações das autoridades locais.

Em caso de bombardeios ou ataques aéreos, a orientação é buscar imediatamente o abrigo mais próximo. Quem estiver na rua deve procurar estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos. Em residências, a recomendação é permanecer em cômodos internos, com ao menos duas paredes entre a pessoa e a área externa do prédio, mantendo portas e janelas fechadas.

O ministério também aconselha evitar permanecer na linha de visão do céu, priorizar áreas mais internas da estrutura e procurar abrigo antes de utilizar aplicativos de mensagens ou realizar chamadas telefônicas. Outra recomendação é manter reserva de água, enchendo banheiras ou recipientes grandes.

Entre as orientações gerais estão evitar multidões e protestos, acompanhar canais oficiais das embaixadas brasileiras, monitorar a imprensa local e verificar se documentos de viagem têm pelo menos seis meses de validade. Em caso de cancelamento de voos, o cidadão deve procurar a companhia aérea para remarcação.

De acordo com o Itamaraty, situações de emergência consular são aquelas que envolvem risco imediato à vida, à segurança ou à dignidade de cidadãos brasileiros no exterior.

Contatos de emergência

Caso cidadãos brasileiros nos 11 países tenham algum problema, o Ministério das Relações Exteriores recomenda entrar em contato com as representações consulares na região.

O Itamaraty divulgou uma lista de telefones:

  • Embaixada em Teerã: +98 (0) 912-148-5200
  • Embaixada em Tel Aviv: +972 54 803 5858
  • Embaixada em Doha: +974 6612 6585
  • Embaixada no Kuwait: +965 6684 0540
  • Embaixada em Abu Dhabi: +971 50 668 3258
  • Embaixada em Manama: +973 3364 6483
  • Embaixada em Amã: +962 7 7558 4460
  • Embaixada em Bagdá: +964 780 929 1396
  • Embaixada em Beirute: +961 70 108 374
  • Escritório de Representação em Ramala: +972 59 205 5510
  • Embaixada em Damasco: +963 933 213 438

Condenação oficial

O governo brasileiro também condenou os ataques contra o Irã, classificando a ofensiva como fator de agravamento da instabilidade regional e risco à paz no Oriente Médio.

A operação foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e contou com a participação de Israel. O Irã afirmou que a ação violou sua soberania e iniciou retaliações contra alvos na região.

Fonte: Agência Brasil de Noticias