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Moraes e Bolsonaro devem ficar frente a frente em depoimento sobre plano de golpe

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá, nesta semana, um dos momentos mais críticos de sua trajetória política: ficará frente a frente com o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga o plano golpista articulado por militares e aliados próximos após as eleições de 2022.

Bolsonaro é um dos oito réus do chamado “núcleo 1”, considerado o centro estratégico da tentativa de ruptura institucional. Os interrogatórios começaram nesta segunda-feira (9) e devem se estender até sexta-feira (13), na Primeira Turma do STF. Diante do ministro Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, os depoentes se sentarão na primeira fileira da sala de sessões.

O primeiro a depor será Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que firmou delação premiada e promete entregar detalhes sensíveis da conspiração. Na sequência, os demais réus prestarão depoimento em ordem alfabética. Bolsonaro será o sexto a falar — o que pode marcar um momento histórico de confronto entre o ex-presidente e o ministro que se tornou seu principal desafeto no Judiciário.

Segundo as investigações, Bolsonaro participou diretamente da formulação de estratégias golpistas, inclusive revisando minutas de decretos que visavam prender ministros do STF e invalidar o resultado das eleições. O próprio Mauro Cid já confirmou, em sua delação, reuniões e articulações nesse sentido.

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