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Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades

© Acervo Milton Santos/Divulgação

Em meio às grandes redes de supermercados em São Luís, no Maranhão, surgem mercadinhos e feiras populares adaptados à realidade de quem tem poucos recursos. O contraste entre os tipos de estabelecimentos e os modos de consumo revelam dinâmicas de exclusão e de desigualdade na cidade.

O cenário foi objeto de estudo de Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Ela recorreu a uma teoria formulada na década de 1970 por Milton Santos.

Neste dia 3 de maio, são comemorados os 100 anos de nascimento do geógrafo. Ele faleceu em 2001, aos 75 anos, mas suas ideias continuam sendo referências para análises socioeconômicas no Brasil e no mundo.


Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 –  Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades
Foto: Livia Cangiano/Arquivo pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 –  Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades
Foto: Livia Cangiano/Arquivo pessoal

Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão. Foto: Arquivo pessoal

A teoria de Milton divide a economia urbana em dois circuitos: superior, concentrado nas grandes empresas, com alto nível de tecnologia, capital e organização; e inferior, formado por pequenos comércios e serviços, com menor acesso a recursos, mas altamente adaptável às necessidades da população.

“É muito difícil para as pessoas da periferia deixarem o espaço onde vivem e se deslocarem até o centro para consumir. As populações que vivem na periferia abrem seus próprios comércios, quitandas, mercadinhos, pequenas lojas”, diz Livia.

“Para dar um exemplo, nesse circuito inferior, pensando em alimentação, é o lugar onde a pessoa que não consegue comprar a dúzia do ovo, consegue comprar um ovo apenas. Eles vendem separadamente. As formas de comércio são menos endurecidas do que em uma grande rede supermercadista, onde só seria possível comprar a dúzia”, exemplifica.

A atualidade da teoria também aparece em pesquisas fora do Brasil. O projeto de pesquisa do qual Lívia faz parte aplica as ideias de Milton às dinâmicas urbanas em Gana, na África, e em Londres e Paris, na Europa.

Biografia

Milton Santos nasceu em 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas, na Bahia, e se tornou um dos principais nomes da geografia mundial. Ele concluiu o bacharelado na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o doutorado na Universidade de Strasbourg, na França.

Exilado durante a ditadura militar, lecionou em universidades na Europa, África e América Latina, antes de retornar ao Brasil, onde consolidou sua produção intelectual. Foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de São Paulo (USP).

Negro, enfrentou o racismo estrutural dentro da academia e construiu uma obra que redefiniu a forma de compreender o espaço geográfico, articulando economia, política e sociedade. Ele se tornou inspiração e referência para outros intelectuais negros, como a também geógrafa Catia Antonia da Silva, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

“Eu sou uma mulher negra de 60 anos. Entrei na UFRJ na década de 80, onde a maior parte dos meus colegas na universidade não eram negros. Então, o Milton foi muito importante para a minha formação, não só do ponto de vista cognitivo e técnico, mas também na dimensão humana”, diz Catia.

 


Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Catia Antonia da Silva, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades
Foto: Catia Antonia da Silva/Arquivo pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Catia Antonia da Silva, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades
Foto: Catia Antonia da Silva/Arquivo pessoal

Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Catia Antonia da Silva, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades Foto: Catia Antonia da Silva/Arquivo pessoal – Catia Antonia da Silva/Arquivo pessoal

A professora explica que a obra de Milton não trouxe como tema central a negritude, nem a dimensão política da relação entre classe social e raça. Porém, ele produziu uma teoria social crítica das desigualdades que ajuda a analisar as questões raciais. E nunca ignorou o tema quando era necessário se posicionar na vida pública.

“Ele dizia que o fato de ser um professor universitário não o impediu de viver experiências de racismo. Falava que os negros precisavam ter um esforço muito maior para o seu trabalho ter legitimidade. Mas ele nunca utilizou qualquer vitimização para se tornar um intelectual.”

Teorias das desigualdades

Além da teoria dos circuitos urbanos, o geógrafo trouxe ideias que aprofundaram a compreensão sobre as desigualdades. Para Milton Santos, o espaço nunca foi apenas o cenário onde a vida acontece, mas o resultado direto de decisões políticas e econômicas.

Isso significa que a distribuição desigual de infraestrutura nas cidades (como saneamento, transporte ou acesso à internet) não é acidental, mas fruto de escolhas que privilegiam determinados grupos e territórios.

Ao olhar para uma periferia sem serviços básicos ou para uma área valorizada com alta concentração de investimentos, o geógrafo propõe enxergar ali não um acaso, mas a materialização de relações de poder.

“Milton traz essa compreensão de uma geografia historicamente produzida pelos grandes aparatos do Estado. À medida que o capitalismo avança, processos de industrialização e urbanização no Brasil vão produzir desigualdades e destruição das economias locais. Seja do Nordeste, da Amazônia ou do interior dos estados. Determinados grupos sociais serão beneficiados pelo processo de modernização”, explica a geógrafa Catia.

 


Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades
Foto: Acervo Milton Santos/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades
Foto: Acervo Milton Santos/Divulgação

Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades Foto: Acervo Milton Santos/Divulgação – Acervo Milton Santos/Divulgação

No livro Por uma outra globalização, Milton Santos descreve um sistema vendido como promessa de integração e progresso, mas que, na prática, aprofunda desigualdades mundiais. Grandes obras de infraestrutura, como portos e corredores logísticos, conectam países e mercados, mas também reorganizam territórios locais, pressionam comunidades e ampliam a concentração de riqueza.

Outro conceito bem conhecido do autor, o “meio técnico-científico-informacional”, descreve como tecnologia, ciência e infraestrutura passaram a moldar o território. Na prática, isso se traduz em regiões altamente conectadas, com redes digitais avançadas e logística eficiente, convivendo com áreas onde faltam serviços básicos. Enquanto alguns espaços são preparados para atender às exigências do mercado global, outros permanecem à margem desse processo.

Futuros possíveis

Apesar dos diagnósticos críticos, Milton Santos também apontou caminhos de transformação. Ele defendia que as mesmas redes e tecnologias que ampliam desigualdades podem ser apropriadas por populações locais para criar alternativas econômicas e sociais.

Iniciativas comunitárias, uso de tecnologia em periferias e formas cooperativas de organização mostram, segundo o autor, que o território também pode ser espaço de resistência e reinvenção.

“Ele propõe uma leitura sobre o território brasileiro, trazendo ferramentas para que a gente pense concretamente nas desigualdades, que não fique apenas no plano teórico, mas que nos induza a ir a campo, a conversar com essas pessoas, a entender o cotidiano delas no espaço”, diz a geógrafa Livia.

“Além disso, ele faz uma proposta muito generosa para pensar o espaço, que é pensar o quanto a periferia urbana brasileira como um todo é capaz de produzir outras racionalidades de existência”, completa.

Eventos

O centenário de nascimento de Milton Santos será celebrado com um conjunto de eventos pelo país. As programações ocorrem em formato híbrido e reúnem pesquisadores, ativistas e o público geral para debater o seu legado e a atualidade de sua obra.

O Seminário Internacional Milton Santos 100 anos: um geógrafo do Século 21 acontece de 4 a 8 de maio na USP, com transmissão virtual. O encontro é feito em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB).

No Rio de Janeiro, o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) do Sesc vai oferecer, ao longo do mês de maio, um ciclo de palestras sobre geógrafo.

A Universidade Federal do Tocantins realizará, entre os dias 26 e 29 de agosto, o evento Tocantins como Fronteira do Meio Técnico-Científico-Informacional, para debater, em âmbito internacional, o pensamento e a obra de Milton Santos.

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Chuvas fortes mantêm alerta e expõem gargalos no RN

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Chuvas fortes mantêm alerta e expõem gargalos no RN

As chuvas que atingem o Rio Grande do Norte desde o feriado do Dia do Trabalhador mudaram de intensidade e de rota em menos de 48 horas, espalhando volumes expressivos por diferentes regiões do estado e mantendo municípios sob alerta para novos transtornos neste fim de semana. Depois de um primeiro momento de maior concentração no Leste potiguar, as precipitações avançaram com mais força sobre o Oeste entre a sexta-feira (1º) e a manhã deste sábado (2), segundo boletins da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn).

Na quinta (30) e sexta-feira (1º), os maiores acumulados foram registrados no Leste. Pureza liderou com 86,8 milímetros, seguida por Tibau do Sul, com 80,4 mm. Também houve chuva forte em Nísia Floresta (53,4 mm), Parnamirim (52,4 mm) e Natal (50,9 mm), além de volumes elevados em Macaíba, Taipu e São Gonçalo do Amarante. O cenário pressionou áreas urbanas da Grande Natal e acendeu o alerta para alagamentos em pontos críticos da capital e da região metropolitana.

Já nas 24 horas seguintes, o eixo das chuvas mais intensas se deslocou para o Oeste potiguar. O maior volume do estado foi registrado em Severiano Melo, com 52,6 mm. Em seguida apareceram Encanto (37 mm), Mossoró (36,8 mm) e Governador Dix-Sept Rosado (32 mm). Também houve acumulados relevantes em Olho d’Água do Borges (28,6 mm), Pau dos Ferros (27,6 mm) e Serra do Mel (27,4 mm), indicando a persistência das instabilidades no interior.

Em Natal, a chuva voltou a expor um dos principais pontos de debate urbano da capital, a drenagem da engorda de Ponta Negra. Com a faixa de areia novamente tomada por lâminas d’água após as precipitações, a obra voltou ao centro das discussões sobre escoamento e adaptação da orla em períodos de chuva intensa. A Prefeitura sustenta que os chamados “espelhos d’água” fazem parte do sistema implantado para desacelerar o escoamento e reduzir o impacto da água sobre a faixa de areia, evitando processos erosivos mais severos. Confira ao vivo a situação de Ponta Negra nas chuvas:

Concluída em janeiro de 2025, a engorda ampliou a faixa de areia de Ponta Negra em até 100 metros na maré baixa ao longo de cerca de 4 quilômetros entre o Morro do Careca e a Via Costeira. A intervenção consumiu mais de R$ 100 milhões em recursos públicos e utilizou mais de 1 milhão de metros cúbicos de sedimentos retirados do fundo do mar. Desde então, no entanto, a drenagem da área tem sido alvo recorrente de questionamentos em períodos de chuva, especialmente após a formação de alagamentos na areia.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) afirma que o novo sistema de drenagem foi projetado para conter a velocidade da água da chuva e impedir que ela desça em enxurrada em direção ao mar, como ocorria antes da obra. Para isso, foram instalados 16 dissipadores de energia ao longo da orla, estruturas que funcionam como reservatórios temporários e liberam a água de forma mais lenta. Segundo a pasta, o acúmulo visível na areia é temporário e tende a desaparecer por infiltração.

A explicação, porém, é contestada por especialistas. Pesquisadores da UFRN e técnicos que acompanham a dinâmica costeira apontam que os alagamentos recorrentes indicam fragilidades no sistema e alertam para o risco de perda de sedimentos, sobretudo nas imediações do Morro do Careca, onde a pressão da água é maior. Relatório preliminar do Tribunal de Contas da União (TCU) também apontou falhas técnicas e questionou a suficiência da drenagem implantada, além de registrar perda de material menos de um ano após a conclusão da obra.

SAIBA MAIS: Chuvas podem causar danos severos à engorda de Ponta Negra, diz especialista

Com o avanço das precipitações, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve alertas de chuvas intensas para o estado neste sábado. Todo o Rio Grande do Norte está sob aviso de perigo potencial, com previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia e ventos de até 60 km/h. Em paralelo, 112 municípios seguem sob alerta de perigo, nível mais severo, com possibilidade de acumulados entre 50 e 100 mm por dia e rajadas que podem chegar a 100 km/h.

Na capital, a sequência de chuvas levou a Prefeitura do Natal a decretar estágio de alerta na noite de sexta-feira (1º). Segundo o município, equipes técnicas e operacionais foram mobilizadas para monitorar áreas vulneráveis e responder a possíveis ocorrências. A preocupação maior está em regiões historicamente suscetíveis a alagamentos, agravados pela combinação entre chuva persistente e maré alta, que dificulta o escoamento da água em parte da cidade.

Em caso de rajadas de vento, a orientação é evitar abrigo sob árvores, não estacionar veículos próximos a estruturas metálicas e reduzir o uso de aparelhos ligados à tomada. Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

A previsão para este fim de semana é de continuidade das instabilidades em diferentes regiões do estado. Entre acumulados elevados no interior, alertas meteorológicos e novos testes para a drenagem urbana de Natal, as chuvas voltam a colocar em evidência a vulnerabilidade da infraestrutura potiguar diante de eventos cada vez mais intensos.

SAIBA MAIS: Barragens reagem às chuvas recentes, mas seca ainda afeta o RN

Fonte: saibamais.jor.br

Discol transforma calçada em pista e celebra a música no Centro Histórico

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Discol transforma calçada em pista e celebra a música no Centro Histórico

A Cidade Alta recebe muita música neste sábado (2), com a segunda edição do SABADISCO B2B. A partir das 14h, a calçada em frente à Discol se transforma em pista para uma programação que reúne DJs de diferentes gerações em sets no formato back-to-back, quando dois artistas dividem a cabine e constroem juntos, ao vivo, o caminho da música.

O evento propões uma troca entre repertórios, referências e formas de escuta. A proposta é fazer da rua um espaço de convivência e experimentação sonora, conectando artistas de trajetórias distintas em combinações que atravessam épocas, gêneros e linguagens.

Entre os encontros da programação, Solon Silvestre, nome histórico das pistas natalenses desde os anos 1980, divide os toca-discos com Desktop is em um diálogo entre diferentes tempos da música eletrônica. Em outro momento, Maya, artista e pesquisadora sonora, se junta a May Sally, que traz ao set influências que passam pelo synthpop e pela house. Já DJ Papel, conhecido por misturar música nordestina, bass culture e eletrônica urbana, ocupa a cabine ao lado de Elisa Bacche, artista que combina percussão, voz e live act em performances de forte presença cênica.

Além das discotecagens, a programação inclui o workshop “Do vinil ao digital: caminhos da discotecagem potiguar”, das 14h às 15h30, com Brisa e Bruno Cocão. A atividade propõe um percurso pelas transformações da discotecagem em Natal, revisitando mudanças técnicas, estéticas e tecnológicas que moldaram a cultura do DJ ao longo das décadas.

Brisa, DJ e produtora, desenvolve uma pesquisa musical guiada por house, disco e electro, com sets marcados por narrativa e construção de atmosfera. Bruno Cocão, ativo desde os anos 2000, transita entre a discotecagem e o trabalho técnico com equipamentos de som, somando à conversa uma perspectiva prática sobre formatos, suportes e tecnologias.

A edição também traz ativações visuais com exibição de shows em VHS, incorporando fragmentos de memória musical ao espaço público e reforçando a relação entre arquivo, cidade e cultura.

Realizado pela Discol, o SABADISCO amplia o papel da loja como um dos pontos de resistência cultural mais duradouros de Natal. Fundada em 1975, a Discol atravessou mudanças de suporte, de público e de cidade sem perder sua vocação de ponto de encontro para quem circula pela música. Aberta há mais de cinco décadas no mesmo endereço, em frente ao antigo Cinema Nordeste, a loja acompanhou a passagem do vinil ao CD, do DVD ao streaming, reinventando seu acervo e suas atividades sem se desconectar da memória afetiva que construiu no Centro.

Mais do que um comércio de discos, a Discol se consolidou como espaço de permanência em uma Cidade Alta marcada pelo esvaziamento e pela perda de vitalidade urbana. Nos últimos anos, passou a investir em feiras, discotecagens e eventos de rua como forma de reocupar o Centro Histórico e devolver movimento a uma área que carrega parte decisiva da memória de Natal.

É desse gesto que nasce o SABADISCO: uma ocupação cultural que transforma a rua em pista, convoca o público para o encontro e reafirma a Cidade Alta como território vivo de circulação, memória e criação.

O projeto é realizado pela Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Sistema Nacional de Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

SAIBA MAIS:
Discol: há 50 anos, loja de discos resiste na Cidade Alta



Fonte: saibamais.jor.br

Entre livros, afetos e uma Stella para Estela

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Entre livros, afetos e uma Stella para Estela

Diante da serra do Boqueirão, na extravagância de abundantes verdes, nos reunimos para experenciar o milagre discreto de uma tarde bem vivida. O Sertão vestiu-se de esperanças e perfumou-se. Havia um cheiro de terra úmida, de folha viva, de coisa que insiste em florescer mesmo quando o mundo parece dizer o contrário. E talvez por isso a gente tenha ido, porque ler também é um jeito de insistir.

O PaRoLei, nosso clube de leitores de Parelhas, se ajeitou ali como quem arma um pequeno território de afeto. Não era só sobre livros. Nunca é só sobre livros. É sobre gente que escolhe parar, olhar no olho e escutar com atenção. Chegamos aos poucos, trazendo histórias nas mãos e cansaços nos ombros, mas bastou a primeira conversa atravessar o ar para que tudo se reorganizasse dentro da gente.

Fomos recebidos com um banquete (e não há exagero nessa palavra). A comida também falava: maxixada fumegando, feijão preto encorpado, farofa dourada, arroz soltinho, vinagrete fresco. Havia um cuidado ali que não se aprende em receita, só na vontade de acolher. As frutas, melancia, abacaxi e laranja, cortadas em pedaços generosos, como se dissessem: fiquem, há lugar para todos.

E ficamos.

Tomamos cerveja Stella, em homenagem à Estela de Jeferson Tenório, personagem que nos convocou dessa vez através de Estela sem Deus para mais uma vez ficarmos juntos. E, entre goles e garfadas, fomos abrindo o livro outra vez, não mais nas páginas, mas na conversa. Porque ler junto é isso: deslocar o texto do papel para o corpo, deixar que ele ecoe, que incomode, que encontre morada nas experiências de cada um.

Falamos de Estela como quem fala de alguém que conhecemos. Talvez porque conheçamos mesmo, nas meninas que crescem rápido demais, nos sonhos que precisam aprender a resistir antes mesmo de se consolidarem. Estela queria ser filósofa. Queria pensar o mundo, reorganizá-lo em ideias, compreender suas contradições. Mas o mundo, esse bicho áspero, se apresentou a ela como selva muito cedo.

E ali, naquela roda, a gente tentou fazer o que a literatura nos ensina: ver a humanidade cara a cara, ora bela, ora horrenda.

Nos debruçamos sobre as questões sociais que o texto trouxe: racismo, desigualdade, violência, pertencimento. Não a partir de discussões de conceitos distantes, mas, sobretudo, reconhecendo essas marcas no cotidiano. Houve momentos de silêncio, desses que não são vazios, mas densos de reflexão. Houve também discordâncias, olhares que se tensionaram, mas sempre com o respeito de quem sabe que ouvir é também um ato político.

Enquanto comíamos e dialogávamos, íamos, sem perceber, fiando horizontes para Estela, e para nós. Porque cada leitura também é um gesto de reconstrução. A gente pega o que dói, o que falta, o que atravessa, e tenta imaginar outros caminhos. Nem sempre conseguimos, mas o exercício já nos transforma.

Recebemos um novo membro, e isso sempre tem algo de festa. Gente que chega com timidez nos olhos e, aos poucos, vai encontrando lugar na roda. É bonito ver quando alguém percebe que pode falar, que sua leitura importa, que sua voz não precisa pedir licença. O grupo cresce, mas não se perde, talvez porque o que nos une não seja o tamanho, mas o sentido.

Celebrar o Dia do Trabalhador assim, entre livros e comida partilhada, é também ampliar o significado do trabalho. Há um esforço silencioso em manter espaços como esse, vivos: o trabalho de cuidar, de organizar, de insistir na cultura como direito, não como luxo. Há o trabalho de ler depois de um dia cansado, de comparecer, de se permitir sentir.

E há o trabalho, talvez o mais difícil de todos, de permanecer humano.

O sol foi descendo devagar, pintando a serra com tons que não cabem em nome. Alguém riu alto. Outro completou uma fala interrompida, fizemos sorteio de livro. As cadeiras já não estavam organizadas como no início, e isso dizia muito sobre o encontro. A formalidade tinha dado lugar à convivência, ao corpo solto, ao tempo vivido sem pressa.

Em algum momento, alguém disse, quase como quem pensa alto, que estar ali fazia bem. E fez eco. Porque faz mesmo. Num mundo que nos quer apressados, isolados, distraídos, sentar em roda para ler e conversar é um gesto quase revolucionário.

Quando nos despedimos, não havia pressa de ir embora. Ficava sempre um pouco mais, uma última frase, um último riso, um último olhar para a serra. Como se a gente soubesse que aquele encontro não terminava ali, mas seguia com cada um, atravessando a semana, reaparecendo em pensamentos, em lembranças, em novas leituras.

Voltamos diferentes. Não completamente outros, mas deslocados o suficiente para perceber o mundo com mais camadas.

E talvez seja isso o que o PaRoLei nos dá, encontro após encontro: a chance de existir com mais profundidade.

Porque estar juntos nos faz bem, mas, mais do que isso… nos refaz.

Fonte: saibamais.jor.br

Lajes celebra legado de Alzira Soriano, primeira prefeita da América Latina

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Lajes celebra legado de Alzira Soriano, primeira prefeita da América Latina

Muito antes de mulheres ocuparem com mais frequência os espaços de poder no Brasil, uma potiguar do sertão já havia rompido a barreira que parecia inacessível à época. Nascida em 29 de abril de 1897, em Jardim de Angicos, então distrito de Lajes, Luiza Alzira Teixeira Soriano entrou para a história ao se tornar, em 1928, a primeira mulher eleita prefeita no Brasil e na América Latina. Quase um século depois, sua trajetória segue mobilizando memória, política e celebração no Rio Grande do Norte.

Foi em torno desse legado que Lajes celebrou, nesta semana, os 129 anos de nascimento de Alzira Soriano com mais uma edição da Semana Alzira Soriano, programação promovida pela Prefeitura com apoio do Governo do Estado, por meio do Nota Potiguar. Entre atividades culturais, apresentações artísticas e homenagens, a cidade transformou a memória de sua personagem mais emblemática em ato público de reconhecimento à força política das mulheres.

A história de Alzira começou em uma família influente da política rural potiguar. Filha de Miguel Teixeira de Vasconcelos, líder político da região, ela cresceu em um ambiente onde as decisões públicas passavam pela mesa de casa, ainda que aquele não fosse um espaço pensado para mulheres. Viúva aos 22 anos, após a morte do marido durante a gripe espanhola, Alzira voltou à fazenda da família, onde passou a administrar a propriedade e a participar mais ativamente das articulações políticas locais, em um tempo em que a presença feminina na vida pública ainda era vista como exceção.

Sua entrada formal na política ocorreu num momento decisivo para o Rio Grande do Norte. Em 1927, o estado se tornou pioneiro no país ao reconhecer, em sua legislação eleitoral, o direito de mulheres votarem e serem votadas. Foi nesse ambiente de mudança que Alzira lançou candidatura à Prefeitura de Lajes pelo Partido Republicano, com apoio de lideranças como Juvenal Lamartine e da feminista Bertha Lutz. A campanha foi atravessada por ataques misóginos, mas não impediu sua vitória: Alzira foi eleita com 60% dos votos e tomou posse em 1º de janeiro de 1929.

À frente da Prefeitura de Lajes, Alzira Soriano conduziu uma gestão voltada à modernização do município. Seu governo investiu em melhorias de infraestrutura, como estradas, iluminação pública e mercado municipal, deixando uma marca administrativa que contrariava os discursos de quem tentava reduzir sua presença ao simbolismo de uma candidatura feminina. O mandato, porém, foi interrompido em 1930, com a ascensão de Getúlio Vargas, que destituiu prefeitos eleitos em várias partes do país.

Foi esse percurso que voltou ao centro da cena em Lajes na noite de terça-feira (29), quando a programação da Semana Alzira Soriano reuniu moradores, estudantes, artistas e lideranças políticas em uma celebração marcada por memória e simbolismo. O momento central da noite foi a homenagem à governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e à atriz potiguar Titina Medeiros, reconhecidas por suas contribuições à cultura e ao protagonismo feminino no estado.

Durante a cerimônia, Fátima associou a própria trajetória política ao caminho aberto por Alzira. “Celebrar Alzira é celebrar coragem e compromisso com a democracia. Ela abriu caminhos em um tempo de profundas restrições às mulheres e mostrou que participação política e igualdade caminham juntas”, afirmou a governadora, ao destacar a dimensão histórica da ex-prefeita de Lajes.

Fátima também anunciou que Lajes deverá ganhar uma Casa de Cultura, projeto apresentado como forma de fortalecer a preservação da memória de Alzira Soriano e valorizar a produção artística potiguar. O gesto reforçou o sentido político da celebração: mais do que reverenciar o passado, a Semana Alzira Soriano projeta o legado da ex-prefeita para o presente e para o futuro.

A homenagem a Titina Medeiros, que interpretou Alzira em audiovisual exibido em rede nacional, ampliou esse gesto de atualização simbólica. Ao aproximar a personagem histórica da arte contemporânea, Lajes reafirmou que a memória de Alzira não pertence apenas aos livros ou aos marcos oficiais: ela segue viva como referência de coragem política, disputa por direitos e presença feminina no poder.

A edição deste ano também carrega um peso simbólico adicional. A Semana Alzira Soriano de 2026 já funciona como preparação para 2028, quando o Rio Grande do Norte celebrará o centenário da eleição que transformou Alzira Soriano em um marco da história política latino-americana. Em Lajes, a comemoração não foi apenas sobre recordar uma pioneira. Foi sobre reafirmar que seu nome continua a abrir caminhos.

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Políticas para mulheres: programa conecta coletivos feministas e gestão pública

Fonte: saibamais.jor.br

Lei aprovada em Natal garante mães com filhos em sala de aula

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Lei aprovada em Natal garante mães com filhos em sala de aula

A Câmara Municipal de Natal aprovou nesta semana um projeto de lei que garante a mães, pais e responsáveis o direito de acessar e permanecer em instituições de ensino e equipamentos culturais acompanhados de seus filhos e filhas. Batizada de “Lei Waleska Lopes”, a proposta é de autoria da vereadora Brisa Bracchi (PT) e foi inspirada em um caso ocorrido em 2018, quando uma estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi impedida de assistir aula por estar com a filha.

O texto aprovado estabelece que mães, pais e responsáveis matriculados em instituições públicas ou privadas de ensino em Natal poderão frequentar aulas e demais atividades acompanhados das crianças. A garantia também se estende ao acesso e permanência em equipamentos culturais.

Agora, a proposta segue para sanção do prefeito de Natal.

A iniciativa surgiu como resposta ao episódio envolvendo a universitária Waleska Maria Lopes, que, em março de 2018, denunciou ter sido impedida de assistir aula na UFRN porque estava acompanhada da filha. O caso teve ampla repercussão nacional e reacendeu debates sobre permanência estudantil, maternidade e exclusão de mulheres dos espaços educacionais.

À época, Waleska relatou o impacto da situação. “Me senti muito mal. Minha filha perguntou se não podia mais assistir às minhas aulas. Se era por causa dela. É uma grande humilhação. A única família dela sou eu. Ela só tem a mim. Foi terrível”, disse.

Para Brisa Bracchi, a aprovação do projeto representa uma medida concreta de enfrentamento às barreiras impostas às mulheres mães. “Ninguém pode ser expulso de uma sala de aula ou de um evento cultural porque está com a sua cria”, afirmou a vereadora.

Na justificativa do projeto, a parlamentar argumenta que a proposta busca combater o isolamento de mães de espaços públicos educacionais e culturais em razão da ausência de políticas e de uma lógica social que transfere exclusivamente às mulheres a responsabilidade pelo cuidado.

“É necessário impedir que as mães continuem isoladas de espaços públicos educacionais e culturais em decorrência da falta de sensibilidade e de um ideário social que nega suas crias, tirando delas o direito de ir e vir, o direito à educação e a sua dignidade”, registrou.

Brisa também destacou que a medida integra uma agenda mais ampla de defesa de políticas públicas voltadas às mulheres mães, como ampliação de creches e cuidotecas. Segundo a vereadora, já existe uma experiência no campus central do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), e outros seis campi deverão receber equipamentos semelhantes por meio de parceria com o governo federal.

Apesar da aprovação, a parlamentar alertou para a possibilidade de veto do Executivo e convocou apoio popular pela sanção da matéria. “A gente pede o apoio de todo mundo para pressionar a prefeitura para sancionar essa lei importante”, disse.

Dados reunidos pelo mandato para fundamentar a proposta apontam o impacto da maternidade na permanência escolar de mulheres jovens. Segundo a PNAD Contínua Educação 2019, do IBGE, uma em cada quatro mulheres entre 14 e 29 anos abandonou os estudos em razão da gravidez. Já pesquisa do Instituto Unibanco, de 2016, indica que apenas 2% das adolescentes brasileiras continuaram os estudos após engravidarem.

A nova legislação busca justamente enfrentar esse cenário ao reconhecer o direito de mães, pais e responsáveis de permanecerem com crianças em espaços de formação e cultura, reduzindo obstáculos à continuidade educacional.

Fonte: saibamais.jor.br

Remo vence Botafogo de virada no Nilton Santos pelo Brasileirão

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© Reprodução X / Clube do Remo

O Remo derrotou de virada o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, quebrando a série invicta de nove jogos do Alvinegro. No jogo de abertura das 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, foram os donos da casa que abriram o placar com Ferraresi no primeiro tempo. No entanto, viram o Leão paraense reagir na etapa final: Alef Manga empatou aos 26 minutos e Jajá virou o marcador com gol nos acréscimos.

O time paraense comandado pelo técnico Leo Condé entrou em campo como vice-lanterna, mas deixou o gramado provisoriamente na 17ª posição, com 11 pontos, mantendo-se na zona de rebaixamento (Z4). Já o Botafogo, do treinador português Franclim Caravalho, segue meio da tabela, com 17 pontos.

Os alvinegros ditaram o ritmo da partida no primeiro tempo. Logo aos cinco minutos, Alex Telles cobrou escanteio na medida para Matheus Martins chutar da entrada da área. Mas atento, o goleiro Marcelo Rangel fez ótima defesa. Quatro minutos depois, em novo escanteio, Telles cobrou para Arthur Cabral cabecear certeiro, mas o Rangel brilhou mais uma vez, afastando a bola.

De tanto insistir, o Alvinegro abriu o placar aos 12 minutos: na terceira cobrança de escanteio, a bola levantada por Alex Telles chegou a Ferraresi, que cabeceou para o fundo da rede. Em vantagem, o Botafogo seguiu pressionando: aos 22 minutos, com Rangel arriscou uma bomba de fora da área, que parou nas mãos do goleiro Rangel. Apesar da desvantagem, o Remo seguiu buscando o empate. Aos 33 minutos, o atacante Jajá ficou cara a cara com o goleiro, mas finalizou por cima do travessão. Cinco minutos depois, o Leão teve nova chance: Pikachu cobrou escanteio e Patrick quase marcou de cabeça.

Na volta do intevalo, os visitantes começaram a mudar a história do jogo aos 26 minutos: Jajá cruzou na grande área, o zagueiro Bastos tentou afastar, mas a bola sobrou para Alef Manga desferir um torpedo. Tudo igual no Nilton Santos. O Remo passou a investir mais nos contra-ataques e foi com um deles, aos 46 minutos, que virou o placar. A jogada começou com disparada de David Braga, que rolou para Poveda mandar um chute cruzado. O goleiro Neto espalmou, mas no rebote a bola sobrou para Jajá, que chutou forte. Neto ainda tentou impedir, mas não deu. Final: Remo 2 x 1 Botafogo.



Fonte: Agência Brasil de Noticias

Prêmio destina R$ 3,6 milhões a startups lideradas por mulheres

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© Lucas Landau/Finep

O Prêmio Mulheres Inovadoras está com inscrições abertas e destinará R$ 3,6 milhões a 50 startups lideradas por mulheres. Serão selecionadas dez empresas vencedoras de cada região do país.

As inscrições podem ser feitas até dia 4 de maio, no site da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

As empresas selecionadas irão participar de uma aceleração com uma equipe de mentores e palestrantes das iniciativas pública e privada. Ao final, todas se apresentarão para uma Banca de Avaliação Regional.

Aquelas que cumprirem o processo de forma satisfatória receberão um prêmio de R$ 60 mil para usar no negócio. Duas de cada região do país serão escolhidas pela Banca para receber um prêmio no valor de R$ 120 mil.

Processo seletivo

Podem se inscrever startups brasileiras de todos os setores econômicos e que atendam aos seguintes critérios: 

  • Sede no Brasil e formalização há pelo menos três meses; 
  • Estrutura societária como LTDA, S/A, sociedade simples ou SLU; 
  • Receita operacional bruta de até R$ 4,8 milhões em 2025; 
  • Presença de, pelo menos, uma mulher sócia, com função executiva ou gerencial e participação relevante na empresa. O edital também contempla a participação de mulheres trans; 
  • Desenvolvimento de tecnologia ou modelo inovador próprio. 

De acordo com o edital, a seleção irá priorizar projetos alinhados a tecnologias estratégicas como: inteligência artificial, biotecnologia, internet das coisas (IoT), big data e computação em nuvem, blockchain, 5G e conectividade avançada.  

Mulheres Inovadoras 

O Programa Mulheres Inovadoras é uma iniciativa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para estimular startups lideradas por mulheres por meio da capacitação e do reconhecimento de empreendimentos.

O Prêmio Mulheres Inovadoras, que faz parte do programa, está na sétima edição. 

Desde a criação, em 2020, o programa já acelerou 193 startups lideradas por mulheres e distribuiu R$ 10 milhões em prêmios. Em 2025, alcançou o recorde histórico de 657 inscrições. 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Shakira: esquema de segurança dará apoio a 2 milhões de pessoas no Rio

© REUTERS/Pilar Olivares/ Proibido reprodução

O governo do Estado preparou um amplo esquema de atendimento ao público, antes, durante e após o show da cantora Shakira, neste sábado (2), em Copacabana. A operação especial na orla, que deve receber pelo menos 2 milhões de pessoas, envolve forças estaduais e municipais (Polícia Militar (PM), Civil, Bombeiros e Guarda Municipal), que contam com estrutura especial para oferecer apoio efetivo aos fãs, em casos de identificação de qualquer tipo de irregularidade no bairro, incluindo delitos como furtos, assaltos e emergências médicas.

Policiais militares estarão posicionados em torres de observação ao longo do calçadão e da faixa de areia, ampliando o campo de visão e a capacidade de resposta das equipes. O monitoramento também conta com o apoio de uma base móvel da PM, que atua no acompanhamento em tempo real da movimentação do público. Já o Corpo de Bombeiros reforçou a presença de guarda-vidas em toda a extensão da orla do Leme e de Copacabana.

De acordo com a porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronal Cláudia Moraes, “em caso de qualquer tipo de problema, o cidadão procure imediatamente um ponto de apoio ou autoridade, porque a presença da polícia é massiva, bem visível e acessível em qualquer ponto do bairro, principalmente na orla”, afirmou. 

Segundo Cláudia Moraes, o policiamento será ostensivo, com agentes posicionados em toda a extensão do evento, além de tendas de atendimento na faixa de areia e equipes móveis. Para registro de ocorrência, o público poderá se dirigir à 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), que funcionará como central de flagrantes, ou à 13ª Delegacia de Polícia (Ipanema). Também estará disponível a Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI), que receberá bases temporárias de unidades especializadas da polícia.

A porta-voz da PM disse ainda que durante o evento, qualquer situação suspeita ou irregularidade poderá ser comunicada diretamente a agentes de segurança posicionados na área, em pontos de bloqueio ou nas tendas de apoio. 

Para atendimentos emergenciais, o público poderá acionar os telefones 190, da Polícia Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros. Equipes de saúde e salvamento estarão distribuídas ao longo da orla, com postos de guarda-vidas e grupos de intervenção rápida preparados para atendimento pré-hospitalar.

Prioridades

Casos de violência contra a mulher poderão ser registradas na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), enquanto situações envolvendo crianças e adolescentes serão atendidas pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Já crimes de intolerância poderão ser direcionados à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI).

Haverá também um posto avançado do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos (JETGE), com equipe voltada para agilizar o atendimento de possíveis ocorrências no próprio local do show. 

A megaoperação garante água gelada gratuita para atender os fãs, devido ao forte calor no Rio.

Dicas práticas: a quem vai assistir o show da Shakira. Evite portar grandes quantias em dinheiro; use apenas transporte regular ou aplicativos regulamentados; e guarde documentos em local seguro (de preferência, cópias digitais). 

Casos urgentes

– Ligue 190 (Polícia Militar);

– Acione o policial mais próximo ou procure uma das tendas de apoio da PM na orla;

– Em áreas de acesso, dirija-se a pontos de bloqueio e revistas com detectores de metal e reconhecimento facial:

– Lembre-se: drones e câmeras monitoram toda a região e denúncias rápidas ajudam na resposta imediata. 

Pontos de apoio:

– 5 tendas de apoio na faixa de areia;

– 78 torres de observação espalhadas pela orla;

– Centro de comando móvel na Praça do Lido;

– Postos de guarda-vidas ao longo da praia;

– Equipes com quadriciclos e motos para atendimento rápido;

– Atendimento médico e emergências/Bombeiros;

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias

Regiões Nordeste e Sul têm alertas de temporais e ventos intensos

© Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois avisos de grau laranja, neste sábado (2), que sinalizam perigo devido às chuvas intensas para áreas de riscos nos seguintes estados:

  • Ceará: regiões Norte, Noroeste, Metropolitana de Fortaleza, Jaguaribe e Sertões cearenses;
  • Maranhão: regiões Leste, Norte e Oeste maranhense;
  • Paraíba: regiões Agreste Paraibano, Mata Paraibana e Borborema;
  • Pernambuco: regiões Metropolitana de Recife, da Mata Pernambucana e Agreste pernambucano;
  • Piauí: região Norte piauiense;
  • Rio Grande do Norte: regiões Oeste, Central, Leste e Agreste potiguar;
  • Rio Grande do Sul: regiões Serrana, Nordeste, Noroeste rio-grandense;
  • Santa Catarina: Vale do Itajaí e regiões Serrana, Oeste e Norte catarinense;
  • Paraná: regiões Serrana, Sudoeste, Sudeste, Oeste, Centro-Sul paranaense.

O aviso para as áreas afetadas do Nordeste é valido para todo o sábado e indica chuvas que podem atingir 100 milímetros (mm) por dia, com ventos intensos – de 60 a 100 quilômetros por hora (km/h).

Já o alerta para os estados da região Sul teve início às 10h deste sábado e tem vigência de 24 horas.

Ventos costeiros

O terceiro aviso laranja deste sábado está relacionado a ventos costeiros na Região Sul e no estado de São Paulo (litoral Sul).

No Rio Grande do Sul, o alerta abrange as regiões Noroeste, Nordeste, Sudeste, Centro Ocidental e Centro Oriental rio-grandense e região metropolitana de Porto Alegre.

Em Santa Catarina, atenção para os moradores das regiões Norte e Sul do estado, além do Vale do Itajaí. Por fim, no Paraná, a área de atenção é a região metropolitana da capital, Curitiba.

Este alerta de ventos costeiros para os estados da região Sul teve início às 10h de hoje e terminará em 24 horas.

Previsão do tempo

Para o fim de semana, o Inmet prevê temporais na Região Sul do Brasil; chuvas intensas no Norte e Nordeste; e tempo seco no Centro-Oeste.

No Sul, a atuação de uma frente fria provoca temporais com ventos fortes e possibilidade de granizo até este sábado, no Rio Grande do Sul.

No domingo (3), com o avanço da frente fria, é prevista a entrada de uma massa de ar seco pelo Rio Grande do Sul, diminuindo as temperaturas mínimas para valores entre 0 e 4 graus Celsius (°C).

A partir de amanhã, as chuvas intensas avançam em direção aos estados de Santa Catarina, Paraná e litoral dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Os acumulados de chuvas podem chegar a 60mm por dia e, pontualmente, podem ultrapassar os 100mm no Rio Grande do Sul.

A umidade relativa mínima do ar deverá ficar em torno de 35% na região.

Nas regiões Norte e Nordeste do país, ainda há previsão de chuvas intensas. São previstos acumulados expressivos, em torno de 70 mm/dia, principalmente entre os estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco e entre os estados do Amapá e Pará.

Para hoje, há previsão de volumes expressivos de chuvas no litoral da Paraíba, que avançará para o interior do estado, com destaque para as cidades de Campina Grande, Sapé e Areia, com volumes que podem alcançar até 80 mm/dia.

O governador da Paraíba, já decretou situação de emergência nas áreas afetadas pelas chuvas no estado.

No restante do litoral do Nordeste, a previsão é de chuvas fracas, que não devem acumular 10 mm.

Para o fim de semana, nas áreas centrais do Brasil, o que inclui as regiões Centro-Oeste e Sudeste, não há previsão de chuva ao longo dos próximos dias, diz o Inmet.

São esperadas baixa umidade relativa do ar – variando entre 30% e 40% no período vespertino – e altas temperaturas. As máximas podem chegar 34°C e 36°C, especialmente nos estados do Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso.

 

Fonte: Agência Brasil de Noticias