O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou nesta quinta-feira (14) 11 pessoas, entre elas o empresário Sidney Oliveira, por organização criminosa.
Os denunciados atuavam em um esquema de desvio de recursos fiscais estaduais. Com o auxílio de funcionários públicos burlavam o sistema de créditos tributários devidos ao pagamento do ICMS.
Na prática constava que a empresa havia pago muito mais imposto do que de fato e teria um volume de créditos muito maior a receber.
“Os valores eram pagos por meio de contratos simulados com uma empresa de consultoria tributária e, posteriormente, ocultados em operações de lavagem de dinheiro”, denuncia o MPSP.
Entre os acusados estão o proprietário e o diretor contábil da Ultrafarma, assim como auditores fiscais de rendas do estado de São Paulo, informou o Ministério Público, em nota.
Um dos denunciados ainda segue foragido e quatro estão presos preventivamente.
De acordo com o núcleo que investigou as fraudes no Ministério Público, “houve transferências superiores a R$ 81 milhões para empresas ligadas ao núcleo financeiro do grupo, além de movimentações societárias bilionárias utilizadas para dificultar o rastreamento dos recursos”.
Procurada, a assessoria do grupo Ultrafarma não respondeu ao nosso contato e estamos abertos a manifestações.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma investigação preliminar para apurar o envio de emendas parlamentares para organizações não-governamentais (ONGs) ligadas à produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A apuração vai tramitar de forma sigilosa.
Em abril deste ano, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) solicitou ao Supremo providências sobre o envio de recursos oriundos de emendas parlamentares para as entidades, fato que poderia ser considerado como desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos.
Posteriormente, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) também denunciou o caso.
Segundo os parlamentares, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Mário Frias (PL-SP) e Bia Kicis (PL-SP) enviaram emendas para o Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura.
As duas entidades fazem parte do mesmo conglomerado de ONGs e são ligadas à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, que ainda não foi lançado e retrata a trajetória política do ex-presidente.
Após receber o pedido de providências dos parlamentares, o ministro Flávio Dino, relator do caso, determinou que os deputados fossem notificados para explicar a destinação das emendas. Pollon e Bia Kicis negaram o envio direto de recursos para produtora do filme.
Mário Frias também deveria ser notificado para prestar esclarecimentos, mas não foi encontrado pelo oficial de Justiça enviado pelo Supremo.
Diante do episódio, Dino determinou que a Câmara dos Deputados informe os endereços residenciais do parlamentar em São Paulo e Brasília.
Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil. As emendas ocorreram em 2024 e 2025.
Nesta semana, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações do filme que retrata a vida política de Bolsonaro.
Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.
O Serviço Social da Indústria (SESI) – em parceria com o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e o Ministério da Saúde – está vacinando os funcionários das indústrias em seus locais de trabalho nesta sexta-feira (15).
A ação faz parte do Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria e ocorre em todo o país. A finalidade é ampliar a cobertura vacinal entre profissionais da indústria e fortalecer a prevenção de doenças nos ambientes de trabalho.
Serão aplicadas vacinas contra influenza (gripe), difteria e tétano (dT adulto), sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), hepatite B e febre amarela.
O serviço é ofertado em unidades industriais, unidades do SESI, unidades móveis e pontos estratégicos definidos pelos Departamentos Regionais participantes da campanha.
Segundo o Sesi, a mobilização integra o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre a entidade e o Ministério da Saúde para ampliar o acesso à imunização e facilitar a vacinação diretamente nos ambientes de trabalho.
O diretor-superintendente do Sesi, Paulo Mol, ressaltou que a medida aproxima o cuidado com a saúde da rotina do trabalhador.
Além disso, amplia o acesso, a adesão e a conscientização sobre a importância da prevenção. “A dinâmica do dia a dia dificulta a busca pelos serviços de saúde.”
“Ao levar a vacinação para o ambiente de trabalho, conseguimos tornar esse cuidado mais prático, acessível e efetivo.”
Números
A expectativa para este ano é superar a marca de 21 mil doses aplicadas em trabalhadores da indústria em todo o país. Em 2025, a mobilização registrou a aplicação de 19.735 doses.
A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, destacou que o Dia D de Vacinação da Indústria reforça a importância de aproximar as políticas públicas de saúde do cotidiano dos trabalhadores.
“Quando a vacinação chega aos ambientes de trabalho, ela amplia o acesso à saúde e fortalece uma agenda de prevenção, bem-estar e qualidade de vida. Cuidar da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras é também cuidar do Brasil”, frisou.
De acordo com o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Éder Gatti, a vacinação continua sendo uma das principais estratégias de proteção.
Ele reforçou ainda que as vacinas são reconhecidas mundialmente como estratégias eficazes para preservar a saúde das pessoas e continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes por diversas doenças.
“Além disso, contribuem significativamente para reduzir a disseminação de agentes infecciosos. No Brasil, o Ministério da Saúde tem investido para ampliar, cada vez mais, o acesso da população à imunização.”
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes de produtos da marca Ypê, com final 1.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (15), em Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada.
A fabricação e a comercialização de produtos da marca haviam sido suspensas pela Anvisa por “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, o que inclui falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade”, como informou a agência.
Como a empresa recorreu, a decisão da Anvisa foi suspensa. Com a suspensão, a empresa poderia, inclusive, voltar a comercializar os lotes contaminados dos produtos, o que não ocorreu.
Segundo a Anvisa, a suspensão de decisões como esta ocorre automaticamente, sempre que uma empresa recorre.
Reunião extraordinária
Nesta sexta, com a votação da Anvisa, a Resolução 1834 volta a valer. Assim, produtos da Ypê com lotes que terminam em 1, elencados na resolução voltam a ter venda e uso proibidos.
A Anvisa ainda precisará votar o mérito do recurso da empresa, com análise dos argumentos.
Entenda o caso
No último dia 7, a Anvisa suspendeu fabricação, comercialização e distribuição de lotes de produtos da marca Ypê com numeração final 1. A lista inclui detergente, sabão líquido para roupas e desinfetantes.
Um dos principais problemas é a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária até infecção respiratória em pessoas que têm problemas de pulmão crônicos, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia.
>> Confira a lista de produtos contaminados com lotes que terminam em 1:
O Serviço Social do Comércio, Sesc, promove neste final de semana uma programação cultural com shows, espetáculo, cinema, atividades recreativas, circuito de corridas, além de serviços de cuidados com a saúde, em diversas unidades das cinco regiões do país.
As ações integram a nova edição da Semana S que, no ano passado, reuniu mais de 1 milhão de pessoas. A maioria das atividades têm entrada gratuita e ingressos devem ser retirados com antecedência.
Os shows de Alessandra Leão, Demônios da Garoa, Tony Tornado e Ana Cañas canta Rita Lee são destaques da programação no estado de São Paulo. Há ainda diversas atividades destinadas às crianças nas unidades paulistas do Sesc.
A cantora Luísa Sonza é um dos destaques do evento no Distrito Federal. No Rio de Janeiro, a cantora Gloria Groove estará no palco do Sesc da Praça Mauá, na capital.
Outros nomes confirmados são Michel Teló, em Campo Grande; Ana Castela, em Belo Horizonte; Mestrinho, em Vitória; Banda Jeito Moleque, em Macapá; Solange Almeida, em João Pessoa; Fresno em Porto Alegre; e Mundo Bita, em Recife.
>> Clique aqui e acesse a programação completa de cada estado no site oficial da Semana S
Cinema e corrida
O CineSesc, na capital paulista, participa da Semana S com exibição de filmes em sessões gratuitas. Alguns são clássicos como Stromboli, de Roberto Rossellini, estrelado por Ingrid Bergman; e o documentário Frantz Fanon: Pele Negra, Máscara Branca, que conta a história da vida e obra do escritor anticolonialista.
O Circuito Sesc de Corridas, em homenagem aos 80 anos da instituição, pretende reunir mais de 30 mil atletas por todo país. As provas terão percursos de 5 quilômetros (km), 10 km e 15 km, além de caminhadas de 3 km e corridas kids, com o objetivo de promover a socialização e a iniciação esportiva para crianças.
Antes e depois das provas, está prevista a realização de ações, como oficinas de aproveitamento integral de alimentos, atividades dos grupos do Trabalho Social com Pessoas Idosas (TSPI) e Feiras de Empreendimentos Solidários.
Após mais de um mês de apuração tumultuada, o Peru conhece finalmente os candidatos que disputarão o segundo turno das eleições presidenciais do país andino, marcado para o dia 7 de junho.
O país ainda elegeu 130 deputados e 60 senadores para os próximos cinco anos, em meio à permanente crise política para definir o nono presidente do país em dez anos.
A candidata de direita Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que teve 17,18% dos votos, enfrenta o candidato de esquerda Roberto Sanchéz Palomino, que ficou com 12,03% dos votos. Sanchéz foi ministro do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso acusado de tentativa de golpe.
Sánchez vinha disputando o segundo lugar com o ultraconservador Rafael Aliaga, que terminou com 11,90% dos votos, apenas 21 mil votos atrás do segundo colocado. No Peru, mais de 27 milhões de pessoas estavam aptas a votar em um pleito que contou com 35 candidatos presidenciais.
Em meio a apuração das urnas, veio a público denúncia do Ministério Público do Peru contra o candidato de esquerda com pedido de 5 anos e 4 meses de prisão por supostas irregularidades na prestação de contas partidárias entre 2018 e 2020. Sanchéz nega as acusações.
Eleição tumultuada
Tumultuaram o processo no país vizinho os atrasos em alguns centros de votação, em Lima; as denúncias, sem provas, do candidato derrotado Rafael Aliaga de suposta fraude na votação; além da renúncia da autoridade eleitoral e atrasos na apuração.
Apesar dos problemas logísticos, as missões da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmaram que não foram encontradas evidências que sustentam qualquer alegação de fraude.
A proclamação oficial dos resultados será realizada no domingo (17) pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE) do Peru, após um processo inédito de recontagem de votos. Houve ainda pedidos para nova votação, o que foi rejeitado pela autoridade eleitoral.
Quarto país mais populoso da América do Sul, com cerca de 34 milhões de habitantes, o Peru tem uma fronteira de 2,9 mil quilômetros com o Brasil, a segunda maior depois da Bolívia.
Os vencedores
Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000, Keiko Fujimori perdeu no segundo turno nas últimas três eleições, de 2011, 2016 e 2021.
As seguidas derrotas da Keiko alimentam esperanças do segundo colocado por sugerir que ela não tem conseguido ultrapassar um teto de votos devido a resistência à herança da política do pai, condenado por violações de direitos humanos.
A filha do ex-ditador tem pregado uma aproximação maior com os Estados Unidos (EUA) de Donald Trump, o que pode ter consequências para os investimentos chineses no Peru, onde há o Porto de Chancay, que escoa produção do continente para Ásia.
Fujimori enfrentará, dessa vez, o candidato de esquerda Roberto Sánchez. Ele é aliado do ex-presidente Pedro Castillo, deposto e preso por suposta tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento. Para seus apoiadores, Castillo foi vítima do poderoso parlamento peruano por representar o voto da população rural.
Entre as propostas de governo, estão a nacionalização de recursos naturais; uma nova constituinte para refundar os poderes institucionais do Peru e mais direitos trabalhistas.
Sanchéz foi ministro do Comércio Exterior e Turismo do governo de Pedro Castillo, em 2021. Psicólogo de formação, ele é um deputado peruano do partido Juntos Pelo Peru e foi um dos entusiastas da criação do Porto de Chacay.
Acusação do Ministério Público
No último dia 12 de maio, foi publicizada acusação criminal contra Roberto Sánchez por supostamente ter declarado informação falsa sobre aportes de campanhas do partido Juntos pelo Peru.
O Ministério Público do país pede, além da prisão do candidato, a “inabilitação definitiva” dele. Sanchéz alega que a denúncia por suposto desvio em fundos partidários já havia sido arquivada pelo Judiciário.
“Nunca fui tesoureiro do partido. Eu não fiz coquetéis, não recebi dinheiro nem dos bancos, nem dos mineradores, nem de ninguém”, disse o candidato à jornalistas após a publicação da denúncia na imprensa.
Crise política
Na última eleição, em 2021, o candidato Pedro Castillo venceu a Keiko Fujimori no segundo turno. A eleição de um professor rural de centro-esquerda foi considerada uma surpresa por não figurar entre os mais bem colocados nas pesquisas de opinião na época.
Porém, Castillo acabou afastado e preso após tentar dissolver o Parlamento, tendo sido condenado, em novembro de 2025, a mais de 11 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Para alguns, Castillo foi vítima de um golpe do Parlamento peruano.
Assumiu no lugar a vice, Dina Boluarte, que reprimiu com violência as manifestações contra a destituição de Castillo, com um saldo de 49 pessoas mortas, segundo cálculo da Anistia Internacional.
Com baixíssima aprovação popular, Boluarte acabou destituída pelo Congresso no dia 10 de outubro de 2025.
No lugar, assumiu o presidente do Parlamento no Peru, José Jerí, em uma gestão que não durou muito.
Em 17 de fevereiro do mesmo ano, o Congresso destituiu Jerí, vindo a assumir o cargo interinamente José María Balcázar Zelada por eleição indireta do poderoso Parlamento peruano, apontado como o poder de fato no país andino.
Entre livros esgotados, edições raras, discos, quadrinhos e a memória impressa que circula de mão em mão, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte volta a receber a Feira de Livros do Coletivo de Sebos do RN – Jácio Torres. A 12ª edição do evento acontece entre os dias 18 e 22 de maio, no Centro de Convivência da UFRN, em Natal, com programação gratuita das 8h às 18h.
Mais do que um espaço de compra e venda, a feira se consolidou ao longo dos anos como ponto de encontro entre leitores, pesquisadores, estudantes, colecionadores e trabalhadores da economia do livro. Em um cenário de concentração editorial e avanço do consumo digital, os sebos seguem funcionando como espaços de democratização do acesso à leitura e preservação de obras que muitas vezes desaparecem das livrarias convencionais.
“A Feira de Livros já faz parte da vida cultural de Natal. Para nós, que trabalhamos com sebos, é sempre uma alegria voltar ao Centro de Convivência da UFRN e reencontrar leitores, estudantes e amigos do livro. Cada edição renova esse sentimento de que a leitura continua viva e encontrando novos caminhos”, afirma Oreny Júnior, sebista e um dos organizadores do evento.
Nesta edição, a feira presta homenagem ao poeta potiguar Volonté, nome importante da cena cultural do estado. A programação dedicada ao autor será encerrada na sexta-feira (22), às 11h, com conversa sobre sua obra conduzida pelo professor João Batista de Morais Neto.
Ao longo dos cinco dias, a programação reúne ainda debates, lançamentos e atrações musicais. Na segunda-feira (18), às 11h, acontece uma mesa-redonda sobre a importância dos sebos na UFRN. Já na terça-feira (19), será lançada a HQ O morcego e a obsessão do sangue, de Marcos Garcia.
Na quarta-feira (20), o público poderá acompanhar o relançamento de A Bíblia: Travessia, Travessias, obra de Moacy Cirne, em atividade com participação de Falves Silva. Na quinta-feira (21), também às 11h, a programação inclui apresentação da Roda de Choro da UFRN.
A feira reúne expositores tradicionais do circuito cultural potiguar, como Sebo Gajeiro Curió, Sebo Cata Livros, Sebo Lisboa, Seburubu, Sebo Letra Nativa, Sol Negro, Livroterapia, Sebo XXI Cultura e Café e Sunrise Discos. Também participam iniciativas como o Cardume – Coletivo de Quadrinhos, o projeto Acesse & Compre, Mercado Cultural de Petrópolis e o espaço de numismática Miguel Moedas Natal.
O evento conta com apoio institucional da UFRN, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), da EDUFRN e da Livraria Cooperativa Cultural.
Em tempos de precarização do mercado editorial e redução de espaços públicos dedicados à cultura, a permanência de eventos como a Feira de Livros do Coletivo de Sebos do RN reforça a dimensão política do livro como ferramenta de circulação de ideias, formação crítica e preservação de memória.
Os principais diplomatas dos países do Brics, incluindo o Irã e Emirados Árabes Unidos, não conseguiram emitir declaração conjunta nesta sexta-feira (15), após reunião de dois dias em Nova Delhi, na Índia, deixando o país anfitrião com apenas uma nota da presidência que expôs as divergências do grupo.
Teerã queria que o bloco de economias emergentes condenasse a guerra de Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã e acusou os Emirados Árabes Unidos, aliados dos EUA, de envolvimento direto em operações militares contra o país.
O Irã atacou os Emirados Árabes Unidos com mísseis e drones diversas vezes desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
“Houve opiniões divergentes entre alguns membros em relação à situação na região do Oriente Médio e na Ásia Ocidental”, afirmou a Índia no documento final.
Sem mencionar os Emirados Árabes Unidos, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse, em entrevista, que um membro do Brics vetou algumas partes da declaração.
“Não temos dificuldades com esse país em particular; eles não foram nosso alvo na guerra atual. Atacamos apenas bases e instalações militares americanas que, infelizmente, estão em território deles”, disse o chanceler iraniano, acrescentando que espera que a situação mude quando os líderes do Brics se reunirem ainda neste ano.
“Espero que, quando chegarmos à cúpula, eles cheguem a um bom entendimento de que o Irã é um vizinho, que temos que conviver, que convivemos há séculos e que continuaremos a conviver pelos séculos que virão.”
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Os membros do grupo manifestaram suas posições e compartilharam uma série de perspectivas, afirmou o comunicado da Índia.
Essas perspectivas variam desde a necessidade de uma resolução rápida da crise e o valor do diálogo e da diplomacia até o respeito à soberania e à integridade territorial, acrescentou.
Também foram discutidos a importância de se defender o direito internacional, garantir o comércio marítimo seguro e sem entraves pelas vias navegáveis internacionais e proteger a infraestrutura e as vidas civis, concluiu o comunicado.
Apelo à união
A nota informou que os ministros do Brics “lembraram que a Faixa de Gaza é parte inseparável do Território Palestino Ocupado”. Eles também destacaram a importância de unificar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob a Autoridade Palestina e reafirmaram o direito do povo palestino à autodeterminação e a um Estado independente.
Um membro apresentou reservas sobre alguns aspectos da parte referente a Gaza, segundo a declaração, sem citar nomes.
A nota da Índia, como presidente do bloco em 2026, afirmou que os países-membros apelaram para que o mundo em desenvolvimento permaneça unido para enfrentar os desafios globais.
“Eles ressaltaram a importância do Sul Global como motor de mudanças positivas”.
A região enfrenta desafios internacionais que vão desde crescentes tensões geopolíticas a dificuldades econômicas, mudanças tecnológicas, medidas protecionistas e pressões migratórias.
Brics
Atualmente, o bloco conta com 11 países-membros e dez países-parceiros.
Países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia.
A modalidade país-parceiro foi criada durante a Cúpula de Kazan, na Rússia, em outubro de 2024. Esses países são convidados a participar dos encontros e dos debates. A principal diferença entre as categorias é que apenas os países-membros têm poder de deliberação, ou seja, votar nos encontros, por exemplo, para referendar a declaração final.
A Defesa Civil do estado de São Paulo deu início ao processo de demolição de cinco imóveis interditados definitivamente em decorrência da explosão no bairro do Jaguaré, na capital paulista. Uma obra da Sabesp atingiu a tubulação de gás da Comgás, na segunda-feira (11). A explosão deixou dois mortos, dois feridos e 27 casas interditadas.
“As demolições foram iniciadas a pedido das equipes da Polícia Técnico Científica, que precisam escavar o local em busca de evidências periciais para compor o laudo da explosão”, informou o governo do estado, em nota.
Até o fim da tarde desta quinta-feira (14), 112 residências tinham sido vistoriadas, das quais 27 foram interditadas e 85 liberadas para retorno dos moradores.
Reparação
De acordo com as concessionárias Sabesp e Comgás, 232 pessoas foram cadastradas e receberam o auxílio emergencial para despesas imediatas, no valor de R$ 5 mil. Algumas famílias também estão sendo acolhidas em hotéis. As empresas afirmaram que vão ressarcir todos os demais danos sofridos pelos moradores.
As equipes da Sabesp e Comgás iniciaram a reforma das unidades atingidas no bairro que já foram vistoriadas pela Defesa Civil.
Nesta quinta (14), a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) mapeou 80 imóveis na região, com objetivo de realocar as famílias que perderam suas casas em novas moradias. Cinquenta famílias já foram cadastradas e estão sendo atendidas.
Segundo o governo estadual, as pessoas que perderam suas casas poderão optar por alternativas como a transferência imediata para apartamentos mobiliados da CDHU, aquisição de imóvel via carta de crédito e o auxílio aluguel.
“Todas as despesas com novas moradias e reconstrução dos danos causados pelo acidente serão integralmente ressarcidas pela Sabesp e Comgás”, reiterou o governo.
Arsesp
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) oficializou as concessionárias Sabesp e Comgás para a apresentação dos primeiros esclarecimentos sobre a explosão no Jaguaré, na capital paulista. As empresas deverão encaminhar as informações solicitadas pela Agência até esta sexta-feira (15).
A medida faz parte do processo fiscalizatório instaurado pela Arsesp para apurar as causas da explosão. A documentação encaminhada pelas concessionárias será analisada pela Agência e poderá subsidiar a adoção das medidas cabíveis previstas nos respectivos contratos.
Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte aprovaram um calendário de novas mobilizações após a realização da Assembleia Geral convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), ocorrida na última segunda-feira (11), no auditório da Reitoria. Segundo a organização, cerca de 120 estudantes participaram da atividade, que debateu denúncias relacionadas à assistência estudantil, déficit de professores, falta de intérpretes de Libras, condições das residências universitárias e funcionamento do Restaurante Universitário (RU).
A assembleia ocorreu dias após a entrega de um abaixo-assinado com cerca de 2 mil assinaturas à administração da universidade. O documento cobra contratação de docentes e intérpretes de Libras, ampliação da assistência estudantil, melhorias estruturais nas residências universitárias e mudanças no funcionamento do RU.
SAIBA MAIS: Ato na UFRN denuncia falta de professores e intérpretes e cobra melhorias no RU
Durante a plenária, representantes de Centros Acadêmicos, residentes universitários e integrantes do movimento estudantil relataram dificuldades enfrentadas por estudantes em diferentes setores da universidade. Entre as principais reivindicações debatidas estiveram a retomada da quarta refeição para residentes universitários, oferta de jantar nos fins de semana, ampliação do acesso ao RU e reajuste dos auxílios estudantis.
Também foram apresentados relatos sobre problemas estruturais nas residências universitárias, como cozinhas sem equipamentos adequados, além de denúncias sobre dificuldades de acessibilidade enfrentadas por estudantes com deficiência. A falta de intérpretes de Libras e de professores no curso de Letras Libras voltou a ser apontada como uma das situações mais críticas.
Ao final da assembleia, os estudantes aprovaram uma série de encaminhamentos e um calendário de mobilizações para as próximas semanas. Entre as deliberações está a realização de passagens em sala de aula para ampliar a mobilização estudantil e a produção de um panfleto denunciando situações de fome e precarização nas residências universitárias.
Segundo relato de Mari Estrela do CA de Letras, durante o a ssembleia um militante identificado com grupos da direita teria comparecido ao local defendendo a privatização do DCE. A presença gerou tensão e o homem acabou expulso da atividade pelos manifestantes.
O primeiro ato aprovado ocorreu já nesta terça-feira (13), com uma mobilização no Restaurante Universitário em defesa da ampliação do acesso ao RU, retomada da quarta refeição e oferta de jantar nos fins de semana. A atividade também incluiu caminhada até a Reitoria e diálogo com estudantes nos setores da universidade. Confira:
Outra mobilização já aprovada pelos estudantes está marcada para o próximo dia 20 de maio, quando deve ocorrer um ato unificado em defesa da permanência estudantil e da educação pública, em conjunto com técnicos-administrativos em greve desde fevereiro. O protesto também deve manifestar apoio às mobilizações de estudantes e trabalhadores das universidades estaduais paulistas.
Entre os encaminhamentos aprovados na assembleia está ainda a elaboração de uma carta de reivindicações destinada às futuras candidaturas à Reitoria da UFRN. Os estudantes também aprovaram uma nota de solidariedade ao ativista Thiago Ávila, citado durante a plenária em referência a um interrogatório realizado pela Polícia Federal.
Em nota anterior enviada à reportagem, a Reitoria da UFRN informou que a gestão se reuniu com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae) e com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) para discutir as reivindicações apresentadas pelos estudantes.
As mobilizações vêm sendo organizadas sob o slogan “Nenhum estudante a menos” e reúnem estudantes, residentes universitários, movimentos estudantis e técnicos administrativos. O DCE afirma que as ações devem continuar nas próximas semanas em defesa da permanência estudantil e de melhores condições de estudo na universidade pública.
SAIBA MAIS: UFRN: estudantes convocam ato em defesa de auxílios de permanência estudantil