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UFRN abre vagas para musicalização de bebês e crianças

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UFRN abre vagas para musicalização de bebês e crianças

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) abriu inscrições para dois cursos voltados à musicalização de bebês e crianças, oferecidos pelo setor de iniciação artística da Escola de Música da UFRN (EMUFRN). As aulas do Primeiras Notas – Musicalização Infantil e do CIART têm início previsto para 31 de março de 2026, com inscrições exclusivamente online entre 2 e 6 de março.

Voltado a bebês e crianças pequenas de até 3 anos, o Primeiras Notas funciona sempre com a presença de familiares ou cuidadores. A proposta é aproximar os participantes do universo sonoro por meio de experiências com sons, movimentos e expressão corporal, criando também um ambiente de convivência que favorece a socialização entre crianças e responsáveis.

O CIART, por sua vez, é apontado como o curso mais antigo do estado dedicado à formação musical infantil. Em atividade desde 1962, o programa se consolidou ao longo do tempo como referência na área e integra, junto ao Primeiras Notas, uma sequência de aprendizado pensada para acompanhar o desenvolvimento das crianças em diferentes fases.

A professora Carolina Chaves, da EMUFRN, afirma que os dois cursos compõem um ciclo completo de musicalização e também têm impacto direto na formação de docentes. “O Primeiras Notas é o primeiro curso para bebês vinculado à Universidade aqui no estado. Junto com o CIART, nós oferecemos excelência na formação de professores. Muitos profissionais que atuam hoje em escolas de Natal foram monitores desses cursos. É um espaço muito lúdico, acolhedor e consistente, que integra crianças, famílias e docentes em práticas de ensino, pesquisa e extensão”, disse.

As atividades são organizadas em turmas por idade, com cargas horárias semanais diferentes. No Primeiras Notas, há uma turma com encontros de 30 minutos para bebês e outras duas com duração de 40 minutos para crianças até 3 anos. No CIART, as turmas destinadas a crianças de 4 e 5 anos têm 1h30 por semana, enquanto a turma voltada a crianças de 6 anos tem 2h30 semanais. O formato prevê 15 semanas por semestre, totalizando 10 horas de atividades presenciais.

A seleção será feita por sorteio público no dia 20 de março de 2026, às 15h30, na EMUFRN. As informações sobre documentação, categorias de inscrição e comprovantes estão detalhadas no edital disponível no site da escola. O investimento semestral é de R$ 500 no Primeiras Notas e de R$ 750 no CIART, com desconto e bolsas integrais para famílias em situação de vulnerabilidade ou para integrantes da comunidade interna da UFRN/EMUFRN.

Além de abrir caminho para que crianças tenham um primeiro contato com a música de forma lúdica e sistematizada, as duas formações também funcionam como espaço de prática e aprendizado para quem atua ou pretende atuar com educação musical.

Fonte: saibamais.jor.br

O senhor da guerra não gosta de crianças

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O senhor da guerra não gosta de crianças

No começo dessa semana vimos que os EUA começaram a bombardear o Irã, chegando a matar o líder supremo daquele país, o aiatolá Ali Khamenei. Ao contrário de incursões bélicas anteriores dos ‘ianques’, esta declaração de guerra não teve um pretexto, uma desculpa, uma argumentação (como defesa da democracia, caçar terroristas etc). Aconteceu porque Trump quis, afinal, o fio de pretexto das tais armas nucleares do Irã não ganharam apoio nem do Congresso nem do próprio partido Republicano. Trump decidiu atacar o Irã e pronto, como aconteceu com a Venezuela (com outro pretexto fraquíssimo e sem provas, a ligação de Maduro com o narcotráfico).

Como no mundo polarizado, alucinado e infantilizado de hoje é de praxe acontecer, imediatamente grande parte da opinião pública e da mídia transformaram o conflito em um Fla x Flu. No Brasil, inclusive (onde a situação é ainda mais polarizada, alucinada e infantilizada há alguns anos). A torcida organizada dos EUA e Israel, formada pela extrema-direita internacional, vem tendo orgasmos múltiplos com os ataques e destruições no Irã, já que condenam o regime iraniano.

Diga-se de passagem que parte da esquerda torcer para o Irã atacar Israel como se estivesse assistindo a uma partida de Copa do Mundo também é esquisito e de mal gosto. Solidificado na formação humanistas que meus pais me deram, me entristece ver os vídeos dos mísseis caindo em prédios e o horror das pessoas em volta, seja em Teerã ou em Tel Aviv. Não me bate na hora a macropolítica, mas sim a ideia das pessoas que perdem parentes nesses ataques, ou tem as casas e todas as recordações destruídas, ou o trauma que deixará em crianças que veem o lar explodindo em pedaços sem entender porquê.

Por falar em crianças, elas são, como sempre, as grandes esquecidas da guerra. No sábado, 28, primeiro dia de bombas americanas sobre o Irã, uma delas caiu em uma escola para meninas, em Minab na província de Hormozgan, no sul do país que deixou entre 80 e 120 mortas. No dia seguinte, domingo, 1 de março, o Estadão perpetrou um dos seus editoriais mais infames com o título “Ninguém vai chorar pelo Irã”, onde idolatra Trump e Benjamin Netanyahu e defende incondicionalmente os ataques. Não se pode ou deve chorar pelo Irã, Estadão, mas pode chorar pelas crianças iranianas mortas? Ou a vida das mulheres e crianças islâmicas não tem o peso das vidas de mulheres e crianças ocidentais? Ironicamente, quando se fala em atacar o regime teocrático iraniano (que eu particularmente abomino) utilizam o argumento de libertar as mulheres e meninas das proibições e da burca. Mas para libertá-las é preciso que estejam vivas, não? Quantas ainda irão morrer em “acidentes inevitáveis” em uma guerra que o próprio Trump afirma que será longa.

É horrível perceber, entre amigos, jornalistas, veículos etc, que nessa visão de mundo umas vidas valem menos que outras. Ao longo dos anos vimos por exemplo que vidas palestinas valem pouco ou nada. Hoje é a vida dos iranianos que vale menos que a torcida por mais uma bomba explodindo prédios.

Para fechar esse texto, comecei uma pesquisa sobre o número de crianças mortas nos últimos ataques dos EUA e em guerras locais. Assustado com os números altos e chocado com as matérias e imagens, decidi não publicar aqui a lista estatística de horrores. Basta fechar com a letra de Renato Russo, da banda Legião Urbana, em ” A canção do senhor da guerra: “O senhor da guerra/não gosta de crianças”.

OBS: Um dos pavorosos números pesquisados: estima-se que 49.000 crianças morreram nos bombardeios de Hiroshima (aproximadamente 40.000) e Nagasaki (9.000), segundo relatos do Segundo Exército Geral do Japão. As bombas atômicas foram lançadas em agosto de 1945 pelos EUA para obrigar o Japão a se render e colocar fim à II Guerra Mundial e causaram mais de 200.000 mortes no total, incluindo efeitos imediatos e radiação.

Imagem que ilustra este texto: Grafite de Banksy

Fonte: saibamais.jor.br

IFRN abre seleção do PartiuIF 2026 com bolsa mensal de R$ 200 para alunos da rede pública

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IFRN abre seleção do PartiuIF 2026 com bolsa mensal de R$ 200 para alunos da rede pública

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte abriu inscrições para o processo seletivo do Programa PartiuIF 2026. A seleção é regida pelo Edital nº 10/2026-Proex publicado em 23 de fevereiro, e contempla estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental da rede pública interessados em participar de curso preparatório com foco no ingresso no ensino médio da Rede Federal.

A iniciativa integra o Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para Acesso de Estudantes da Rede Pública à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, instituído pela Portaria MEC nº 1.169/2024. No IFRN, o curso terá carga horária total de 320 horas, duração de oito meses e início previsto a partir de 14 de abril de 2026, com aulas presenciais em todos os campi da instituição. As inscrições para o PartiuIF 2026 estão abertas até 8 de março.

O objetivo é recompor aprendizagens e fortalecer habilidades de estudantes da rede pública, contribuindo para ampliar o acesso ao ensino médio nas instituições federais. A seleção será realizada por meio de sorteio eletrônico, executado automaticamente pelo Sistema Gestor de Concursos do IFRN, com observância das políticas de ações afirmativas previstas em lei.

Os estudantes matriculados receberão ajuda de custo composta por oito parcelas de R$ 200 cada, totalizando R$ 1.600 ao longo do curso. O benefício é condicionado à frequência mínima de 75% nas atividades mensais. O pagamento será realizado pela Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte, por meio de depósito em conta bancária do estudante.

Quem pode participar

Podem concorrer exclusivamente estudantes que estejam regularmente matriculados no 9º ano do Ensino Fundamental e que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escola pública. Para efeito do edital, são consideradas escolas públicas aquelas criadas ou incorporadas, mantidas e administradas pelo poder público municipal, estadual ou federal.

Além disso, o programa é voltado prioritariamente a candidatos que se enquadrem em pelo menos um dos seguintes grupos:

• Estudantes com renda familiar bruta per capita igual ou inferior a um salário mínimo
• Autodeclarados pretos, pardos ou indígenas
• Autodeclarados quilombolas
• Pessoas com deficiência

A autodeclaração étnico-racial será confirmada por comissão de heteroidentificação, conforme regulamento institucional. No caso de pessoas com deficiência, é exigida apresentação de laudo médico e, se necessário, exames complementares.

O IFRN oferta 1.000 vagas distribuídas entre os campi. Do total, 60,43% são reservadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas; 0,68% a quilombolas; e 8,80% a pessoas com deficiência. Após a aplicação desses percentuais, as vagas restantes são divididas entre estudantes com renda familiar per capita de até um salário mínimo e aqueles que estudaram integralmente em escola pública.

Cada campus conta com 40 vagas, distribuídas conforme os critérios de reserva estabelecidos no edital.

As inscrições seguem abertas até 8 de março de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente pelo Portal do Candidato, no endereço. Candidatos que não tenham acesso à internet poderão efetuar a inscrição presencialmente no campus mais próximo, em dias úteis e nos horários de funcionamento.

O resultado final está previsto para 6 de abril de 2026, com pré-matrículas entre 8 e 13 de abril. As aulas começam a partir de 14 de abril, de forma presencial, conforme o turno definido por cada campus.

SAIBA+
Projeto do IFRN Parnamirim cria museu e resgata a história do teatro potiguar

Fonte: saibamais.jor.br

Curso de marcenaria amplia autonomia econômica da população LGBTQIAPN+

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Curso de marcenaria amplia autonomia econômica da população LGBTQIAPN+

Estão abertas as inscrições para o curso de Marcenaria Criativa voltado à população LGBTQIAPN+. A formação integra o projeto ReforAMAR Capacita, iniciativa da ReforAMAR, e tem início previsto para o dia 7 de março. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser realizadas gratuitamente de forma online.

O curso faz parte do projeto “Autonomia e Inclusão”, realizado com apoio do Fundo Positivo LGBTQIA+ e do Fundo Positivo. A proposta é oferecer qualificação profissional na área da construção civil, com aulas práticas e foco na geração de renda, especialmente para pessoas trans, travestis e demais integrantes da comunidade que enfrentam barreiras históricas de acesso ao mercado de trabalho.

Segundo Jennyfer Moraes, gestora do Capacita, o projeto nasceu de uma demanda concreta. “O ReforAMAR Capacita é uma formação em construção civil criada para abrir portas no mercado de trabalho. Surgiu da necessidade real: muita gente LGBTQIAPN+ quer trabalhar, mas enfrenta preconceito e falta de oportunidade. A proposta é ensinar na prática e gerar renda”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais.

O curso de Marcenaria Criativa sucede outras formações já realizadas, como pintura e reformas residenciais. Ao final desta etapa, os participantes também terão acesso a conteúdos de empreendedorismo, com o objetivo de transformar o conhecimento técnico em possibilidade concreta de sustento.

A gestora destaca que o ambiente formativo é estruturado para garantir segurança e acolhimento. “Temos regras claras de respeito, zero tolerância à discriminação e uma equipe preparada para acolher. O espaço é pensado para que todes aprendam sem medo de julgamento, com escuta ativa e apoio constante”, explica.

A formação em marcenaria foi escolhida por ser uma área com demanda contínua no mercado. “A pessoa sai com habilidade prática, podendo trabalhar como autônoma, entrar em obras ou prestar pequenos serviços, possibilitando a geração de renda e independência na vida”, diz Jennyfer.

Entre os impactos esperados estão a inserção profissional, o aumento da renda e o fortalecimento da autoestima. “A ideia é formar profissionais e também transformar a realidade social de quem participa”, acrescenta.

A iniciativa integra o conjunto de ações da ReforAMAR, organização fundada em 2018 pela engenheira Fernanda Silmara. A ONG surgiu a partir da experiência pessoal da fundadora com precariedade habitacional na infância. “Um dia eu cheguei da escola e o telhado não tinha nenhuma goteira e tinha piso. Esse momento foi muito importante, porque eu me senti segura dentro de casa. Foi daí que senti que precisava multiplicar isso”, relembra.

Desde então, a entidade realiza reformas gratuitas em casas de famílias em situação de vulnerabilidade e mobiliza voluntários e parceiros para melhorar condições de moradia. Com o tempo, ampliou a atuação para a qualificação profissional, entendendo que autonomia econômica também é uma forma de reconstruir trajetórias.

Uma das participantes do projeto, Ingrid Ominican, relata o impacto da experiência. “Quando eu vejo hoje uma pessoa formada dando uma palestra para alguém como eu, isso mostra que, apesar das dificuldades, é possível construir caminhos. Estar aqui é uma forma de harmonizar nossas histórias e honrar quem veio antes de nós”, afirma.

O trabalho da organização também ganhou reconhecimento institucional. A ReforAMAR conquistou a classificação A+ no Selo Doar 2024-2027, certificação concedida a organizações da sociedade civil que demonstram alto nível de gestão, governança e transparência. A entidade potiguar somou 39 de 41 pontos possíveis, desempenho que a coloca entre as ONGs avaliadas com excelência.

Para Jennyfer Moraes, o apoio financeiro é determinante para que o projeto aconteça. “O apoio do Fundo Positivo LGBTQIA+ e do Fundo Positivo é essencial. É o que garante estrutura, materiais, equipe e acesso gratuito para quem mais precisa. Sem esse suporte, o projeto não sairia do papel”, ressalta.

As inscrições para o curso de Marcenaria Criativa já estão abertas e podem ser feitas aqui. A formação é gratuita e destinada a pessoas LGBTQIAPN+ interessadas em qualificação profissional e geração de renda.

SAIBA+
ONG do RN ReforAMAR recebe selo nacional de transparência com nota máxima



Fonte: saibamais.jor.br

RN ocupa 2º lugar no ranking nacional de obesidade adulta

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RN ocupa 2º lugar no ranking nacional de obesidade adulta

O Rio Grande do Norte ocupa a segunda posição no país em proporção de adultos com obesidade, conforme dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde, com base em atendimentos realizados em 2025. O estado aparece atrás apenas do Rio Grande do Sul no ranking nacional.

Segundo o levantamento, 42% dos adultos potiguares atendidos pelo Sistema Único de Saúde apresentam algum grau de obesidade, enquanto a média nacional é de 31%. Além disso, quase 60% da população adulta do estado está acima do peso, condição associada ao aumento do risco de diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Para a nutricionista Nathália Ribeiro, os números refletem uma combinação de fatores sociais, econômicos e comportamentais. “A obesidade não pode ser analisada apenas como uma questão individual. Estamos falando de acesso à alimentação adequada, rotina de trabalho exaustiva, sedentarismo e também de fatores emocionais”, afirma em entrevista à Agência Saiba Mais.

Ela destaca que o enfrentamento do problema exige estratégias integradas. “Não basta responsabilizar a pessoa pelo peso. É preciso discutir políticas públicas, educação alimentar desde a infância e ambientes que favoreçam escolhas saudáveis”, pontua.

Diante do cenário, será realizada neste sábado (7), das 8h às 12h, uma mobilização gratuita no Parque das Dunas, em Natal, promovida pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia no estado. A programação inclui palestras, orientações com especialistas, atividades educativas e ações de conscientização.

A iniciativa integra as atividades do Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, e dialoga com a campanha internacional “8 Billion Reasons to Act on Obesity”, que chama atenção para a necessidade de ações coletivas diante do avanço da doença.

Do ponto de vista clínico, sobrepeso e obesidade correspondem ao acúmulo excessivo de gordura corporal. Quando o percentual de gordura ultrapassa níveis considerados adequados, há maior probabilidade de desenvolvimento de doenças crônicas. Além dos impactos físicos, a condição também pode gerar estigmatização e sofrimento psicológico.

Nathália reforça que a mudança começa com informação de qualidade. “A orientação profissional é fundamental para que a pessoa compreenda suas necessidades nutricionais e consiga estabelecer metas realistas. Pequenas mudanças sustentáveis ao longo do tempo tendem a ser mais eficazes do que medidas radicais”, conclui.

O crescimento do excesso de peso também tem sido observado entre crianças e adolescentes nas últimas décadas. No Brasil, a tendência de aumento em diferentes faixas etárias consolida um quadro classificado como problema de saúde pública, exigindo respostas articuladas entre gestores, profissionais e sociedade.

SAIBA+
Canetas emagrecedoras: do consultório à rotina de quem usa



Fonte: saibamais.jor.br

ALRN apresenta projeto para regulamentar eleição indireta no RN

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ALRN apresenta projeto para regulamentar eleição indireta no RN

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) deu início ao processo para regulamentar o procedimento de eleição indireta de governador e vice-governador em caso de dupla vacância a partir do terceiro ano de mandato.

Dois textos foram lidos no plenário da Assembleia nesta terça-feira (3), ambos apresentados pela Mesa Diretora. Semelhantes, o Projeto de Resolução 3/2026 estabelece as regras, enquanto o Projeto de Lei 60/2026 dispõe sobre a ocorrência de dupla vacância nestes casos.

A governadora Fátima Bezerra (PT) confirmou que deixará o cargo para se candidatar a uma vaga ao Senado. A saída deve ocorrer em 4 de abril. Já o vice-governador Walter Alves (MDB) anunciou que não assumirá a cadeira hoje ocupada pela petista para poder disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Em razão da dupla vacância, com a renúncia simultânea da governadora e do vice, o cargo poderia ser ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), que também manifestou não ter interesse em assumir a função, porque, caso aceitasse, ficaria impossibilitado de disputar as eleições de 2026.

Saiba Mais: Deputados votarão projeto de lei para regulamentar eleição de “governador tampão”

A responsabilidade de ocupar o cargo neste intervalo entre a renúncia da governadora e do vice e a realização da eleição indireta para o mandato-tampão recairá sobre o desembargador Ibanez Monteiro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Ele deverá convocar a eleição indireta em até 30 dias após a formalização da renúncia dos titulares. A votação, nesse caso, cabe aos deputados estaduais.

Voto aberto e nominal

A candidatura para o mandato-tampão deverá ser realizada por meio da inscrição de chapa única para os cargos de governador e vice, que deverão ser apresentadas à Mesa Diretora em até quatro dias após a publicação do edital.

Além dos dados pessoais, os candidatos precisarão ter filiação partidária (ou seja, está vetada a possibilidade de candidatura avulsa) e comprovar a desincompatibilização pelo menos um dia antes da inscrição da chapa.

Encerrado o prazo de inscrição, a Mesa se reunirá em até dois dias para deliberação, por maioria simples, a respeito das candidaturas apresentadas, publicando-se em seguida a lista de chapas deferidas e indeferidas.

No dia e hora marcados para a eleição, o processo de votação observará o seguinte rito: 

– Verificação da presença da maioria absoluta dos deputados; 

– Identificação das chapas aptas à votação; 

– Realização da chamada nominal dos deputados por ordem alfabética; 

– Declaração aberta de voto pelos deputados presentes, indicando a chapa pelo número ou nome dos integrantes; 

– Contabilização dos votos pelo 1º Secretário e proclamação do resultado pelo Presidente. 

Vencerá a eleição, em primeiro escrutínio, a chapa que obtiver a maioria absoluta dos Deputados. Se o quórum não for alcançado, será imediatamente realizado um segundo escrutínio com as duas chapas mais votadas. Vence quem tiver a maioria simples dos votos válidos, desconsiderados os nulos e as abstenções.

Havendo empate, ganha a chapa que contiver o candidato mais idoso para o cargo de governador. 

Após proclamado o resultado, a ata da eleição será lavrada pelo 1º Secretário e assinada pelos deputados presentes. Após isso, a Mesa Diretora da Assembleia convocará para o mesmo dia a sessão especial de posse dos eleitos.

“A Resolução concretiza norma constitucional, reforça a autonomia institucional da Assembleia Legislativa, previne lacunas procedimentais que poderiam gerar judicialização e assegura continuidade administrativa com respeito aos princípios democráticos, da publicidade, da razoabilidade e da proporcionalidade”, diz o texto apresentado pela ALRN.

Assembleia promete celeridade

Depois de ter sido lido na sessão desta terça (3), o projeto foi incluído na pauta da ordem do dia desta quarta (4). A expectativa é que haja uma curta tramitação antes de ser aprovado. 

Eleito para presidir a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), o deputado Francisco do PT já adiantou que uma das prioridades da comissão será definir as regras para o mandato-tampão. Já houve acordo para que, após a apresentação pela Mesa Diretora, o texto seja encaminhado à CCJ com dispensa prévia do colegiado de líderes.

Fonte: saibamais.jor.br

Sessão que votaria cassação de Brisa Bracchi é suspensa em Natal

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Sessão que votaria cassação de Brisa Bracchi é suspensa em Natal

A sessão de julgamento que votaria o pedido de cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT), prevista para esta quarta-feira (4), foi suspensa após decisão da Justiça do Rio Grande do Norte. O Judiciário acatou um pedido da parlamentar, que alegou não ter sido ouvida pela Comissão Especial Processante durante o processo. 

Como a Comissão formalizou a reabertura do prazo para a condução dos trabalhos para ouvir a vereadora, a decisão faz com que o período inicialmente previsto para conclusão da apuração seja ultrapassado. Pelas normas que regulamentam esse tipo de processo, o descumprimento dos prazos impede o envio do relatório final ao plenário, o que inviabiliza, neste momento, a votação do caso pelos demais parlamentares.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Natal informou que todos os atos praticados ao longo da tramitação são de responsabilidade exclusiva da Comissão Processante, especialmente de sua presidência, que tem competência para organizar os trabalhos, determinar diligências e avaliar a necessidade de oitivas. 

“No curso do processo, a comissão entendeu não ser necessária a oitiva da vereadora investigada. Contudo, às vésperas do encerramento do prazo, a parlamentar recorreu à Justiça e obteve decisão favorável, o que resultou na reabertura do prazo na data e horário anteriormente fixados para o término”, disse a Casa.

O plenário só pode deliberar sobre o mérito da matéria após o cumprimento integral das etapas regimentais e dos prazos legais pela Comissão. O limite de até 90 dias para a conclusão do processo se encerra nesta quinta-feira (5). Assim, caso a decisão não vá ao plenário até o dia 5, o caso caminha para ser novamente arquivado. O depoimento de Brisa está previsto para esta quinta-feira (5), às 17h, na sala de reuniões da Presidência da Câmara Municipal.

O que disse a vereadora

Brisa sustentou que foi regularmente notificada para apresentar defesa prévia, ocasião em que solicitou expressamente a produção de provas, inclusive a oitiva de testemunhas e seu depoimento pessoal. 

A vereadora afirmou que, após a oitiva das testemunhas arroladas, a Comissão Processante encerrou a fase instrutória sem a realização de seu depoimento pessoal, abrindo imediatamente prazo para apresentação de alegações finais. Ela disse que reiterou o pedido de oitiva pessoal durante audiência realizada em 13 de fevereiro, mas o pedido foi negado.

Brisa Bracchi é alvo do segundo processo de cassação em poucos meses, ambos apresentados pelo vereador Matheus Faustino (União), militante do Movimento Brasil Livre (MBL). O processo anterior foi arquivado após o prazo máximo de 90 dias se esgotar sem que houvesse votação do relatório final pelos vereadores.

Segundo Brisa, o atual processo (nº 160/2025) é mais amplo que o anterior (nº 116/2025), no qual teria prestado depoimento, razão pela qual sustenta não ser possível utilizar tal ato como substitutivo de nova oitiva.

De acordo com a vereadora petista, encerrar a instrução sem a realização de seu depoimento pessoal configuraria cerceamento de defesa e violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa, por se tratar de ato essencial à regularidade do procedimento de cassação. 

A desembargadora Martha Danyelle, do Tribunal de Justiça, acatou o argumento.

“A celeridade inerente ao rito não autoriza a Comissão Processante a sacrificar o contraditório e a ampla defesa sob o pretexto de observar o prazo legal. Em verdade, a norma impõe-lhe o dever de conduzir a instrução com eficiência, sem comprometer os direitos fundamentais do denunciado. A extrapolação do prazo, quando decorrente da necessidade de sanar nulidade processual por ela mesma gerada, não pode ser imputada à agravante como ônus a ser suportado”, argumentou a desembargadora.

A magistrada afirmou que a concessão da tutela de urgência pleiteada é o que o processo legal exige, ou seja, assegurar que a cassação de mandato eletivo apenas ocorra após procedimento revestido de plena legitimidade constitucional. 

Com isso, a desembargadora do TJ determinou a reabertura da fase de instrução do processo de cassação, com designação de audiência a ser marcada para colher o depoimento pessoal da vereadora.

Comissão decidiu por arquivar denúncia contra Brisa

Por dois votos a um, a Comissão Especial Processante decidiu, na semana passada, arquivar a denúncia apresentada contra o mandato da vereadora Brisa Bracchi, indicando a possibilidade de encaminhar para análise exclusiva na Comissão de Ética da Casa. A deliberação ocorreu em reunião realizada no dia 26 de fevereiro.

O relator do caso, Daniell Rendall (Republicanos), apresentou relatório pela cassação e considerou que houve uso de emenda parlamentar para promoção político-partidária no evento “Rolé Vermelho”. Os outros membros, Samanda Alves (PT) e Tárcio de Eudiane (União), divergiram, e a posição de Rendall foi derrotada.

Segundo Samanda Alves, um dos argumentos utilizados é que já existe um processo contra Brisa na Comissão de Ética. Portanto, não poderia haver dois instrumentos na Casa tratando do mesmo objeto. 

Outro elemento foi uma manifestação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). Em decisão interna, o órgão concluiu que não houve improbidade administrativa nem dano ao erário, determinando o arquivamento da denúncia apresentada pelo vereador Matheus Faustino e afastando a abertura de ação judicial sobre o caso.

Saiba Mais: MP arquiva denúncia do Rolê Vermelho e fragiliza cassação de Brisa

A vereadora também afirmou que houve um empréstimo de provas do primeiro processo, que ouviu várias testemunhas, inclusive servidores da Prefeitura. Num desses depoimentos, o fiscal da Fundação Capitania das Artes (Funcarte) confirmou que, tanto em sua presença no evento realizado na Casa Vermelha quanto durante a análise virtual posterior, não identificou qualquer roupa, indumentária ou ornamentação que fizessem alusão ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Samanda Alves é denunciada no Conselho de Ética e rebate

Na sessão desta terça (3), o vereador Subtenente Eliabe (PL) afirmou que protocolou uma denúncia no Conselho de Ética da Câmara Municipal de Natal contra a vereadora Samanda Alves (PT), presidente da Comissão Processante. A representação questiona a atuação de Samanda à frente da Comissão. Segundo Eliabe, os trabalhos acumularam uma sequência de decisões que favoreceram o esgotamento do prazo de 90 dias, que é improrrogável.

Samanda rebateu as falas e afirmou estar tranquila com a condução exercida na presidência da Comissão. Segundo ela, nenhuma decisão foi tomada unilateralmente pelos membros — além de Samanda, participam o relator Daniell Rendall (Republicanos) e Tárcio de Eudiane (União).

“Em nenhum momento qualquer decisão foi tomada só por mim, só pelo vereador Rendall ou só pelo vereador Tárcio. Todas foram tomadas colegialmente, a unanimidade e com a presença sempre de no mínimo três procuradores. Teve reuniões que nós tínhamos cinco procuradores colaborando de forma consultiva”, respondeu.

Fonte: saibamais.jor.br

Mulheres vão às ruas na Redinha pelo fim da violência e da escala 6 x 1

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8 de março: Mulheres vão às ruas na Redinha pelo fim da violência e da escala 6 x 1

As mulheres de Natal têm um compromisso marcado para o próximo domingo, 8 de março: o ato do Dia Internacional da Mulher. A manifestação na capital potiguar acontece no Caju da Redinha, Zona Norte, com concentração a partir das 8h.

Os motes principais envolvem o fim do feminicídio e da violência de gênero, contra o imperialismo, pelo fim da escala 6×1, por democracia e soberania. 

As pautas também pedem mais mulheres nos espaços de poder, soberania aos povos e corresponsabilidade no trabalho de cuidado.

Será o segundo ano seguido com o ato sendo realizado na Redinha, uma forma de abarcar a zona com a região mais populosa da cidade. Após a concentração, as ativistas realizam uma caminhada até o Mercado da Redinha.

“Em 2026 o 8 de março acontecerá em uma conjuntura com índices de feminicídio crescente, esses números não podem ser só estatística. São vidas interrompidas, famílias devastadas e um poder público ainda muito lento nas ações de proteção às mulheres”, alerta Eliane Bandeira, coordenadora da Frente Brasil Popular.

“Não basta o poder público formular políticas públicas e planos de ação, é necessário que saia do papel e dos discursos e venha para a prática. É importante que a sociedade assuma a corresponsabilidade no combate à violência, denunciando os agressores para que sejam punidos”, avisa a dirigente feminista.

A luta pelo fim da escala 6×1 também ganha centralidade neste 8 de março. Para elas, o impacto da jornada exaustiva é ampliado pela dupla ou tripla jornada. Enquanto homens dedicam em média 11,7 horas semanais ao trabalho doméstico, mulheres dedicam 21,3 horas. Entre mulheres pretas e pardas, a carga é ainda maior.

O ato na capital é convocado pela Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo. A manifestação conta com a participação de movimentos de mulheres, feministas, juventude, partidos, mandatos e movimentos sociais populares.

Mossoró

O segundo maior município do Rio Grande do Norte também terá ato. Em Mossoró, no sábado (7), será realizado um café e mobilização no comércio. A concentração ocorre na praça do Pax, Centro, às 7h. No domingo (8), as mulheres realizam um ato político-cultural na Avenida Rio Branco, a partir das 16h na praça do Teatro Dix-Huit Rosado, com a presença de palavras de ordem, bandeiras e batucada feminista.

Fonte: saibamais.jor.br

Rogério Marinho usa expressão racista em ato bolsonarista e ataca STF em Brasília

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Rogério Marinho usa expressão racista em ato bolsonarista e ataca STF em Brasília
Na Avenida Paulista, manifestação reunião pouco mais de 20 mil pessoas, segundo dados do Monitor do Debate Político. Foto: Reprodução

O senador Rogério Marinho (PL-RN) protagonizou um dos momentos mais polêmicos do ato bolsonarista realizado em Brasília (DF), no domingo (1º), ao utilizar uma expressão de cunho racista para atacar o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Do alto do carro de som, o parlamentar se referiu ao líder petistas afirmando que era preciso “virar essa página negra da história do Brasil”.

A declaração foi dada durante a manifestação intitulada “Acorda, Brasil”, convocada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em São Paulo, o ato contou com a participação do senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No discurso, em tom exaltado, Rogério Marinho proclamou que Jair Bolsonaro “nos inspira, nos lidera e nos dá esperança” para que a extrema direita volte ao poder. O ex-presidente cumpre pena na Papudinha, após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos de prisão por ter sido considerado o líder da organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

“Em breve, vamos virar essa página negra da história do Brasil e vamos reconquistar o Brasil para os brasileiros”, disse o senador, sob aplausos dos poucos bolsonaristas que compareceram ao ato em Brasília.

A expressão utilizada pelo senador potiguar reproduz um uso historicamente associado à ideia de que o termo “negro” simboliza algo ruim ou indesejável, o que é apontado por especialistas como uma forma de racismo estrutural, ainda que muitas vezes naturalizado no discurso político.

Ataques ao STF

Durante a fala, o senador também fez ataques ao STF, acusando seus integrantes de estarem acima da lei, numa referência, apesar de não citá-lo nominalmente, ao ministro Alexandre de Moraes, um dos alvos da manifestação bolsonarista.

Ele afirmou que “não é normal quando o ministro do Supremo Tribunal Federal transgride a lei em nome de um corporativismo para se defenderem mutuamente como se estivessem acima da lei da sociedade e do país”.

Além de Alexandre de Moraes, a manifestação da extrema direita também reivindicava o impeachment do ministro Dias Toffoli e a prisão do presidente Lula.

Rogério também criticou o que chamou de “banalização dos ataques à liberdade de expressão” e “naturalização do encarceramento de inocentes”, em referência às condenações dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

As investigações conduzidas pela Polícia Federal e julgadas pelo STF apontaram que os ataques às sedes dos Três Poderes, naquele ano, configuraram tentativa de golpe de Estado.

Os envolvidos foram condenados por crimes como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano qualificado ao patrimônio público.

No discurso, Rogério Marinho afirmou ainda que o grupo político “não será calado” e que seus adversários “já perderam a relação com o povo brasileiro”.

“Eles não vão nos vencer, não vão nos derrotar. Na verdade, eles já perderam”, declarou.

Manifestação teve pouca adesão popular

Na Avenida Paulista, manifestação reunião pouco mais de 20 mil pessoas, segundo dados do Monitor do Debate Político. Foto: Reprodução

Apesar do tom inflamado, os atos convocados pelas lideranças bolsonaristas tiveram baixa adesão em diversas capitais do país.

Em Brasília, palco do discurso de Rogério Marinho, o público ficou aquém das mobilizações realizadas em outros momentos no auge do bolsonarismo.

Na Avenida Paulista, a manifestação reuniu cerca de 20,4 mil pessoas, segundo o Monitor do Debate Político, que tem o apoio de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com a organização More in Common.

Já no Rio de Janeiro, 4,7 mil pessoas participaram da manifestação na Praia de Copacabana, segundo estimado pelo Monitor do Debate Político.

Em Natal, ausência sentida foi do ex-prefeito Álvaro Dias

Foto: Reprodução

Em Natal, a manifestação reuniu poucas pessoas em frente ao Midway Mall. A ausência mais sentida no ato foi do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), que é o pré-candidato do grupo ao Governo do Estado e deve se filiar ao PL.

Nos bastidores políticos, comenta-se que ele evitou aderir publicamente às pautas defendidas pelos aliados bolsonaristas, como a derrubada do veto presidencial ao projeto da dosimetria, que reduz as penas dos condenados pelos atos golpistas, beneficiando diretamente o próprio Jair Bolsonaro.

Participaram da manifestação em Natal a deputada federal Carla Dickson (União), o deputado estadual Coronel Azevedo (PL), o pré-candidato a senador Coronel Hélio (PL) e o pré-candidato a vice-governador na chapa de Álvaro Dias, Babá Pereira (PL).

Extrema direita pediu liberdade de “criminoso condenado”, diz Natália Bonavides

Foto: Câmara dos Deputados

A deputada federal Natália Bonavides (PT) criticou a manifestação bolsonarista afirmando que a extrema direita foi às ruas “pedir liberdade para um criminoso condenado”.

“A extrema-direita foi para a rua pedir liberdade para um criminoso condenado, líder de quadrilha e da tentativa de golpe de Estado contra o Brasil. Foram para a rua pedir liberdade para um traidor da pátria”, declarou a petista.

A parlamente disse ainda que “o movimento não ganhou força no país”, citando que nem o próprio Rogério Marinho “ficou para organizar um ato no nosso estado, foi embora para Brasília”.

“Jair Bolsonaro está preso e assim seguirá, pagando pelos crimes que cometeu contra o povo brasileiro”, comentou.

Fonte: saibamais.jor.br

Livro potiguar transforma vivências de terreiro em contos e imagens

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Livro potiguar transforma vivências de terreiro em contos e imagens

O escritor, fotógrafo e pesquisador natalense Fábio de Oliveira lança, no próximo sábado (7), às 16h, o livro Gira do Povo da Rua: Contos e Fotografias, no Complexo Cultural Rampa. Com entrada gratuita, o evento reúne literatura, fotografia e ritual em uma homenagem às entidades Exu e Pombagira, figuras centrais das religiões afro-brasileiras e ainda cercadas por estigmas.

Publicada em 2025 pela editora Caule de Papiro, a obra é a terceira do autor e nasce de uma vivência que ultrapassa o campo artístico. Segundo Fábio, o projeto começou em 2019, quando foi convidado a registrar um toque dedicado a Exu Pimenta e Maria Padilha em um terreiro. “A fotografia foi, inicialmente, um convite além de um aspecto materializado, mas também espiritual. Foi a partir desse convite que, até hoje, faço parte do terreiro Ilé Alaketu Áse Ìyá Osun”, relata em entrevista à Agência Saiba Mais. A experiência transformou sua relação com a imagem e com a escrita, que passaram a atuar como ferramentas de afirmação cultural. “Faço dessas artes instrumentos para romper estereótipos disseminados pelo senso comum e pelas lógicas coloniais da religiosidade e cultura”, afirma.

O livro combina contos ficcionais com fotografias produzidas pelo próprio autor, além de imagens de Luciana Rocha e Fátima Rodrigues, registradas em contextos rituais. As narrativas percorrem encruzilhadas, giras e terreiros, acompanhando personagens atravessados por experiências espirituais e desafios cotidianos. Para Fábio, a literatura funciona como uma ponte entre mundos. “Os contos interligam narrativas e pessoas, apresentando o que muitos não enxergam e mostrando que quem vive esse contexto não está sozinho”, explica. Ele destaca que a obra dialoga diretamente com a proposta da Lei 11.645/08, que prevê o ensino das histórias e culturas afro-brasileiras e indígenas nas escolas. “Mesmo em 2026, ainda são poucas as obras que evocam elementos de nossas práticas culturais e religiosas. O livro busca fomentar a compreensão e o respeito a outras cosmopercepções para além da ocidental e colonial”, diz.

A fotografia ocupa um papel central nesse processo, não apenas como registro, mas como prática mediada por ética e pertencimento. Kimbandeiro, juremeiro e candomblecista, o autor explica que seu olhar é orientado pelo respeito aos fundamentos do terreiro. “Eu não posso apontar uma câmera para as entidades sem permissão, é preciso um diálogo, um acordo. Tenho compreensão das simbologias e sei o que pode ou não ser exposto, de modo que não viole os elementos sagrados. É um olhar que alguém de fora não teria”, afirma.

Além do conteúdo literário e visual, a publicação se destaca pela preocupação com acessibilidade. Por meio de QR Codes, o público poderá acessar audiodescrição das imagens, audiolivro e tradução em Libras. “A proposta é possibilitar que todas as pessoas, em sua diversidade, tenham acesso tanto à leitura textual quanto à leitura imagética da obra. Pessoas surdas, ensurdecidas e com baixa visão podem ser contempladas pelas soluções audiovisuais que o projeto oferece”, explica o autor.

O lançamento contará ainda com um toque ritual em homenagem aos senhores e senhoras de preto e vermelho, conduzido pelo babalorixá e juremeiro Batista, do Ilé Alaketu Áse Ìyá Osun, além de uma feira com artesanato, biojoias, medicinas naturais e produções ligadas à cultura de terreiro. Contemplado pelo edital de fomento ao livro, leitura e literatura nº 13/2024 da Política Nacional Aldir Blanc, o projeto consolida o percurso de Fábio de Oliveira como um dos autores potiguares que articulam arte, espiritualidade e memória em uma mesma obra.

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Fonte: saibamais.jor.br