Durante o debate da Band, usando jogo sujo, Allysson tentou confundir o eleitor, apresentando como novidade uma representação administrativa do Tribunal de Contas de 2021. Mas omitiu deliberadamente que o tribunal rejeitou integralmente qualquer medida cautelar.Os conselheiros reconheceram que Cadu cumpriu a lei. O Tribunal deixou claro que a resolução não criou aumento salarial por vontade dos secretários; ela apenas aplicou critérios estabelecidos em lei anterior. O relator afirmou, ainda, que não identificou ato potencialmente ofensivo à ordem legal nem risco de grave lesão ao patrimônio público. O que permaneceu foi somente um pedido de esclarecimentos técnicos ao Governo sobre aspectos orçamentários. Não houve condenação, multa, imputação de débito nem acusação de desvio contra Cadu.
A intenção é criar uma falsa equivalência e arrastar um homem honesto para a mesma vala das graves suspeitas que hoje recaem sobre o próprio Allysson. Mas os casos não guardam qualquer semelhança.
Allysson é investigado pela Polícia Federal na Operação Mederi, que apura fraudes em contratos, organização criminosa e desvio de recursos destinados à saúde. Segundo a investigação, ele estaria no topo da estrutura e seria beneficiário de percentuais definidos sobre os contratos. Nas conversas captadas pela PF, os próprios empresários descrevem a chamada “Matemática de Mossoró”: medicamentos pagos e não entregues e uma divisão na qual 15% seriam destinados a Allysson.
De um lado, está Cadu: servidor público há 20 anos, submetido normalmente à fiscalização do TCE e com a legalidade do ato reconhecida por decisão unânime do Pleno. Do outro, está Allysson: investigado pela Polícia Federal em um esquema envolvendo dinheiro da saúde.
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