Início Eleições 2026 Em Parnamirim, Samanda coloca Senado no centro da agenda de Lula

Em Parnamirim, Samanda coloca Senado no centro da agenda de Lula

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A reta final da campanha de Samanda de Lula ao Senado ganhou um ato político em Parnamirim marcado pela defesa da unidade do grupo que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidatura de Cadu de Lula ao Governo do Rio Grande do Norte. Promovida pelo ex-vereador de Parnamirim e ex-deputado estadual Carlos Augusto Maia, a plenária reuniu a governadora Fátima Bezerra, os candidatos ao Senado Samanda de Lula e Rafael Motta, Cadu de Lula, Fernando Mineiro, candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, e Ivanilson Oliveira, candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa.

A presença de Fátima deu ao encontro um peso particular na campanha de Samanda. A governadora voltou a apresentar a candidata como sua representante na disputa pelo Senado e vinculou a escolha ao projeto político que tem Lula como principal referência nacional.

“Eu vim aqui também pedir o voto para os senadores do time de Lula”, afirmou Fátima. Em seguida, citou nominalmente Samanda de Lula e Rafael Motta e pediu que os dois votos para o Senado sejam tratados como parte de uma mesma estratégia eleitoral.Fátima também recuperou a trajetória de Samanda em Parnamirim para sustentar sua defesa da candidatura. Segundo a governadora, a candidata teve atuação política em iniciativas relacionadas ao município quando exerceu mandato parlamentar. “Votar em Samanda, Parnamirim, é votar na mulher que mais trabalhou por essa cidade”, declarou.

A governadora também afirmou que a disputa atual não se resume à escolha de nomes para o Senado, mas envolve a relação entre o Congresso Nacional e um eventual novo mandato de Lula. Citou como exemplos a discussão sobre a jornada de trabalho 6×1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, que, segundo ela, estão entre matérias que precisam avançar no Congresso.

Samanda apresenta candidatura como continuidade de Fátima

Ao falar aos apoiadores, Samanda dedicou parte central de seu discurso à decisão de Fátima de deixar a disputa pelo Senado para concorrer ao governo estadual em 2018 e, posteriormente, permanecer no Executivo por dois mandatos.

A candidata afirmou que a candidatura de Fátima ao Senado naquele momento era legítima, mas ressaltou que a governadora optou por disputar o governo estadual em um período que, segundo ela, era especialmente difícil para o Rio Grande do Norte.

“Era muito legítimo ela querer voltar para cuidar do Rio Grande do Norte lá no Senado Federal. Mas poucas políticas desse estado nunca aceitaram uma mulher com a história de Fátima ocupar o espaço que ela procurou”, disse Samanda.

A candidata apresentou sua própria candidatura como uma forma de dar continuidade à atuação política de Fátima em Brasília. Ao mencionar a passagem da governadora pelo Executivo estadual, afirmou que a decisão de abrir mão de uma candidatura ao Senado para disputar o governo ocorreu diante de um cenário que exigia, em sua avaliação, uma atuação direta no Estado.

Samanda também fez referência à sua experiência política e à relação construída com Fátima ao longo dos anos. A estratégia do discurso foi aproximar as duas trajetórias e apresentar sua candidatura como parte de uma continuidade política entre a atual governadora e a futura representação do RN no Senado.

Lula e o papel do Senado entram no centro do discurso

A relação entre a eleição para o Senado e um eventual novo mandato de Lula foi um dos principais argumentos apresentados na plenária.Samanda afirmou que o Senado tem papel decisivo na tramitação de propostas que afetam diretamente a população e citou, entre os exemplos, o debate sobre o fim da escala 6×1 e a agenda de segurança pública.“O Senado é por lá que passam decisões importantes das nossas vidas”, afirmou.

A candidata defendeu que a eleição de senadores alinhados ao governo federal é importante para a execução da agenda apresentada por Lula. O argumento também foi reforçado por Fátima e Cadu durante a plenária.Cadu classificou como primeira missão do grupo a reeleição de Lula e afirmou que o presidente precisará de apoio no Congresso para implementar as políticas defendidas durante a campanha.

“Os senadores de Lula estão aqui em cima desse palanque”, disse Cadu, ao citar Samanda de Lula e Rafael Motta.

O candidato também associou a eleição dos deputados federais e senadores à sustentação política do governo federal. Em seu discurso, afirmou que o RN poderia ampliar sua bancada de parlamentares alinhados ao presidente caso os eleitores que votaram em Lula repetissem a escolha para o Legislativo.

Cadu apresenta propostas para ParnamirimA presença de Cadu no ato também serviu para apresentar compromissos específicos com Parnamirim. O candidato citou a ampliação das ligações viárias entre as duas áreas do município, a drenagem da Avenida Olavo Montenegro e a requalificação da Avenida Maria Lacerda.

Segundo Cadu, o projeto de drenagem da Olavo Montenegro já estaria pronto e teria previsão de R$ 27 milhões. Ele também citou a obra do Hospital Metropolitano como um dos investimentos federais considerados estratégicos para a região.

O novo hospital está sendo construído em Emaús, Parnamirim, integra o Novo PAC e terá 350 leitos. A unidade é apontada como um dos principais investimentos recentes para a ampliação da rede de assistência especializada do Rio Grande do Norte. Cadu afirmou que a obra esteve entre as prioridades apresentadas por Fátima ao presidente Lula. “O presidente Lula está construindo aqui em Parnamirim um hospital metropolitano com 350 leitos”, declarou.

Fátima associa Cadu à continuidade de seu governoFátima também concentrou parte de seu discurso na defesa da candidatura de Cadu. Ao falar sobre os quase oito anos de sua gestão, afirmou que recebeu um Estado em situação financeira difícil e apresentou a honestidade e a gestão dos recursos públicos como marcas de seu governo.

Em seguida, associou Cadu ao modelo administrativo que afirma ter implantado no Estado.

“Esse rapaz traz esse mesmo DNA. Toda essa energia que ele tem, todo esse preparo que ele tem, inclusive do ponto de vista técnico”, afirmou.

A governadora disse ainda que Cadu reúne conhecimento sobre o Estado e disposição para dar continuidade às políticas implementadas durante sua gestão. Para Fátima, a disputa eleitoral coloca em questão a continuidade de um projeto político iniciado em seu governo e articulado nacionalmente com Lula.“Não vamos deixar que roubem da gente os nossos sonhos. O sonho da gente continuar tendo o Rio Grande do Norte no rumo certo”, afirmou.

Carlos Augusto defende coerência política

Anfitrião da plenária, Carlos Augusto Maia apresentou o encontro como uma reunião de pessoas com quem mantém relações políticas construídas ao longo de diferentes disputas eleitorais. Ex-vereador de Parnamirim e ex-deputado estadual, ele também relatou episódios de sua trajetória para justificar o apoio aos nomes que estavam no palanque.

Ao falar de Fátima, Carlos Augusto afirmou que a acompanhou politicamente desde a disputa pelo governo estadual e disse ter mantido apoio à governadora mesmo em momentos de conflito político.

Ele também defendeu as candidaturas de Mineiro, Ivanilson, Samanda de Lula e Rafael Motta, associando seus apoios ao que chamou de “coerência política”.

Ao apresentar Samanda, Carlos Augusto destacou a candidatura como parte da composição que pretende levar ao Senado nomes alinhados a Lula e a Fátima.

Cadu mira reta final da campanhaCom a eleição marcada para 4 de outubro, Cadu adotou tom de mobilização para os últimos dias de campanha. Ele afirmou que pretende intensificar as agendas de rua, nas comunidades e na zona rural.

“O que está em jogo no dia 4 de outubro é se o Brasil e o Rio Grande do Norte vão retroceder ou vão continuar avançando”, declarou.

Cadu também voltou a fazer críticas a adversários e questionou o posicionamento político de candidatos que, segundo ele, não deixariam clara sua relação com Lula. As afirmações fazem parte da estratégia eleitoral do candidato para diferenciar sua candidatura das demais na disputa pelo governo estadual.

No encerramento, Cadu pediu mobilização em torno do “time de Lula”, reunindo em uma mesma estratégia eleitoral as candidaturas de Lula, Cadu, Samanda, Rafael Motta, Fernando Mineiro e Ivanilson Oliveira.

Para Samanda, a plenária reforçou justamente essa conexão. Ao defender sua candidatura ao Senado, ela procurou associar sua trajetória à de Fátima e sua atuação futura em Brasília ao governo Lula.A candidata encerrou o discurso pedindo mobilização para os 12 dias restantes de campanha e voltou a defender a importância de eleger representantes alinhados ao projeto político liderado por Lula.

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