No programa eleitoral deste 7 de Setembro, a candidata ao Senado Samanda de Lula (PT) faz um alerta aos eleitores do Rio Grande do Norte: a ameaça do bolsonarismo à democracia não terminou com a tentativa de golpe após a eleição de 2022. Agora, a disputa pelo controle do Senado faz parte da estratégia do grupo para tentar impedir um novo governo Lula de governar.
A peça relembra os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, e a tentativa de impedir eleitores nordestinos de chegar às urnas no segundo turno de 2022. A partir desses episódios, Samanda chama atenção para o papel estratégico que o Senado terá a partir de 2027.
“Lula venceu, e veio a tentativa de golpe, com a invasão e destruição das sedes dos Três Poderes. Agora, o filho de Bolsonaro quer seguir os caminhos do pai. E, se não vencer, o plano é barrar o governo Lula pelo Senado”, afirma Samanda no programa.
No Rio Grande do Norte, esse alerta ganha ainda mais peso. Dos três atuais senadores do estado, dois estão diretamente ligados ao campo bolsonarista: Rogério Marinho (PL) é coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, enquanto Styvenson Valentim recebeu do próprio Flávio o apoio para sua reeleição ao Senado.
Para Samanda, a composição da bancada potiguar mostra por que não basta olhar apenas para a disputa presidencial. O Senado participa da aprovação de projetos e indicações e tem atribuições constitucionais capazes de interferir diretamente na relação entre os Poderes.
“Não basta votar em Lula para presidente. É preciso eleger quem vai estar ao lado dele no Senado, defendendo a democracia e o povo brasileiro”, afirma.
Exibido justamente no 7 de Setembro, o programa busca resgatar a data como símbolo da soberania popular e da democracia e colocar uma escolha concreta para o eleitor potiguar: quem votar em Lula também precisa pensar em quem estará no Senado para ajudá-lo a governar.
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